Nesta quarta-feira (14), o município de Parnamirim atingiu a marca de 35.816 doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas na população. Com isso, a prefeitura aplicou 81% das doses recebidas até agora, que já somam quase 44 mil.
Até o momento 23.460 pessoas foram vacinadas desde o início do plano municipal de imunização. Os dados estão disponibilizados no portal RN+Vacina, que é atualizado diariamente.
De acordo com a prefeitura, o município recebeu 39.825 doses dos imunizantes Coronavac e Oxford/AstraZeneca e anseia por mais, para continuar avançando.
A Polícia Federal no Amazonas enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) notícia-crime contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o senador Telmário Mota (PROS-RR).
Segundo consta no documento, o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, afirma que 200 mil metros cúbicos de madeira extraídas ilegalmente no valor de R$ 130 milhões foram apreendidos pela instituição.
E que tanto Salles quanto o senador Telmário teriam feito declarações contrárias à operação e defendido a legalidade do material e da ação dos madeireiros.
Para o delegado Saraiva, “os dois usaram o argumento de que as terras de onde foi retirada a madeira está autorizada para extração”. No entanto, de acordo com as investigações, as terras são de grilagem.
Quanto ao senador Telmário Mota, a PF diz que ele teria “citado em redes sociais acusações diretas ao delegado Alexandre Saraiva, o que seria uma vingança contra a operação da PF”, segundo o texto da notícia crime.
Ainda segundo a PF, Salles e Telmário “tinham uma parceria com o setor madeireiro, com intuito de atrapalhar as investigações de crimes ambientais” – Salles teria se reunido com madeireiros para tratar do assunto e realizar postagens defendendo uma solução para o caso.
Notícia-crime é um recurso utilizado para chamar atenção das autoridades quanto ao ilícito. A CNN procurou o ministro e o senador, mas não obteve retorno até o momento.
Policiais civis da Delegacia Municipal de Macaíba deflagraram, nesta quarta-feira (14), mais uma fase, sendo a 16ª, da Operação Parabellum, que visa desarticular a ação de organizações criminosas na cidade de Macaíba, com atuações proativas e reativas no combate aos crimes pelos integrantes de facções cometidos.
Durante a operação, foram detidos seis suspeitos, sendo eles: Cláudio Ítalo Gomes Santana, 19 anos, Vailson Batista da Costa, 26 anos, Lucas Miranda da Silva, 24 anos, Jardson Cabral Barbosa de Lima, 19 anos, João Vitor Grigorio de Brito, 21 anos, e Jonhy Rudyson de Souza Barbosa, 20 anos. Além deles, um adolescente de 16 anos foi apreendido.
A ação foi iniciada após o cumprimento de mandado de prisão em desfavor de Francisco Leandro de Paiva Luma, conhecido como “Toquinho”, nesta terça-feira (13), que é apontado como um dos chefes de uma facção criminosa e está sendo investigado pelo crime de homicídio e pela participação nos últimos confrontos na região.
Durante a manhã, as equipes policiais realizaram um cerco em uma região conhecida como “Baixa”, com o objetivo de abordar e deter um grupo de criminosos que teriam vindo de outras cidades do estado, para fortalecer a facção da qual fazem parte e, com isso, realizar confrontos com a facção rival.
Durante a ação, os suspeitos tentaram empreender fuga através de rotas alternativas, quando um dos envolvidos efetuou diversos disparos de arma de fogo contra as equipes e acabou sendo atingido e, em seguida, foi socorrido ao hospital local, mas não resistiu aos ferimentos e foi a óbito. Ele foi identificado como Francisco Moelho Rocha Almeida, 34 anos, e possuía mandado de prisão em aberto.
Com os suspeitos, foram localizados dois revólveres calibre 38, 10 munições de calibre 38, duas munições já deflagradas de calibre 38, 21 porções de maconha prontas para a comercialização, a quantia de R$ 154,00 em dinheiro fracionado. A operação contou com o apoio da Força Tarefa do Ministério da Justiça (FT NUDEM Mossoró/RN – SEOPI).
Em relação ao adolescente de 16 anos apreendido, ele já estava sendo investigado e procurado pela Polícia Civil, em decorrência da suspeita de envolvimento nos últimos homicídios ocorridos na cidade. Ele foi levado ao Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (CASEP).
Os demais suspeitos foram encaminhados à delegacia, onde foram autuados pelos seguintes crimes: integrar organização criminosa armada e com a presença de adolescente, posse ilegal de arma de fogo e munições de uso permitido, receptação e corrupção de menores. Em seguida, eles foram encaminhados ao sistema prisional, onde ficarão à disposição da Justiça.
A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima, através do Disque Denúncia 181 ou pelo número da Delegacia Municipal de Macaíba: 98114-4042.
Operação “Parabellum”
O nome da operação remete ao provérbio latino “si vis pacem, parabellum”, que significa “se quer paz, prepare-se para a guerra”, tendo em vista as diversas ações policiais de combate às facções criminosas que têm atuado na cidade.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS
Pesquisa PoderData, realizada em todo o Brasil com 3.500 entrevistas nesta semana (12-14.abr.2021), indica que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria 18 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (sem partido) num eventual 2º turno na disputa pelo Palácio do Planalto. O petista teria 52% contra 34% do atual presidente.
A eleição presidencial está marcada para 2 de outubro de 2022. Os cenários testados agora devem ser tomados com uma radiografia do momento, em que o país enfrenta o pior impacto da pandemia de coronavírus, muitos Estados mantêm negócios fechados e há incerteza sobre a recuperação da economia.
Nesse contexto, a pesquisa PoderData captou uma piora das intenções de voto para Bolsonaro na comparação com 1 mês antes, quando apenas Lula e Ciro Gomes (PDT) venceriam o atual num eventual 2º turno. Agora, ele já não ganha de ninguém com segurança.
Mas é muito importante registrar que numa conjuntura adversa –com a CPI da Covid quase entrando em funcionamento–, Bolsonaro segue com o apoio fiel de 1/3 do eleitorado. É um sinal de que as vicissitudes não provocaram uma erosão no bolsonarismo de raiz.
Segundo o PoderData, Bolsonaro perderia hoje num confronto direto para Lula (52% X 34%) e para o empresário e apresentador da TV Globo Luciano Huck (48% X 35%).
Contra outros 3 possíveis candidatos testados, Bolsonaro ficaria apenas em situação de empate técnico (a margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos): Bolsonaro 38% X 37% João Doria (PSDB); Bolsonaro 38% X 37% Sergio Moro (sem partido); Bolsonaro 38% X 38% Ciro Gomes.
Chama a atenção a melhora do tucano João Doria, justamente no período em que o governador de São Paulo reduziu os atritos públicos com seu partido (o PSDB) e também quando o Instituto Butantan conseguiu acelerar a vacinação contra a covid-19. O eleitorado reagiu e Doria agora subiu de 31% para 37% em duas semanas numa simulação de 2º turno contra Bolsonaro, segundo o PoderData.
Também foi registrada uma melhora do ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro (de 31% para 37%) na simulação de 2º turno. E uma expressiva pontuação de Luciano Huck, que em duas semanas saiu de 40% para 48%. Huck e Moro, além de Doria, são sempre citados como possíveis nomes para satisfazer uma corrente que se autodenomina “de centro” e que gostaria de ter um candidato em 2022 fora da polarização Bolsonaro-Lula.
Além de Bolsonaro, quem coletou um resultado negativo nesta rodada do PoderData foi o pedetista Ciro Gomes. Ele variou negativamente dentro da margem de erro na simulação de 2º turno (de 39% para 38%), mas viu Bolsonaro nesse cenário encostar, saindo de 34% para 38%. Há duas semanas, Ciro venceria. Agora, fica empatado com o atual presidente –talvez um sinal de que seu nome não agrade ao eleitorado situado do centro para a direita do espectro político.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.
Foram 3.500 entrevistas em 512 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Para chegar a 3.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
1º TURNO ESTÁVEL NO TOPO
O cenário de 1º turno testado pelo PoderData (só foi testada uma hipótese) apresentou estabilidade no topo da tabela. Bolsonaro tinha 30% duas semanas antes e agora está com 31%, uma variação estritamente dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual. Lula tinha 34% e ficou com o mesmo percentual agora.
Houve algumas variações, entretanto, na parte de baixo da cartela de candidatos, sempre de no máximo 3 pontos percentuais –tudo próximo ou dentro da margem de erro, como mostra o infográfico a seguir:
2º TURNO: HUCK, DORIA, MORO E CIRO
O presidente da República seria derrotado por Luciano Huck no 2º turno. Empataria com João Doria, Sergio Moro e Ciro Gomes.
ESTRATIFICAÇÃO
O levantamento do PoderData mostra ainda a estratificação das intenções de voto no 2º turno nas seguintes disputas:
Bolsonaro X Lula:
Bolsonaro é tem mais intenções de voto entre: os que ganham mais de 10 salários mínimos (61%) e dos homens (47%). Lula supera o presidente em todos os outros, com destaque para os jovens (69%) e as mulheres (61%).
Bolsonaro X Luciano Huck:
Bolsonaro tem mais intenções de voto entre: homens (45%), pessoas de 25 a 44 anos (40%); moradores da região Sul (42%); os que têm só o ensino fundamental (39%); e os que ganham mais de 10 salários mínimos (71%);
Huck tem mais intenções de voto entre: mulheres (53%); pessoas de 16 a 24 anos (72%); moradores da região Norte e Nordeste, 50% em cada uma; os que têm só o ensino fundamental (49%); e os que recebem de 5 a 10 salários mínimos (50%).
Bolsonaro X Ciro Gomes
Bolsonaro tem mais intenções de voto entre: homens (39%), pessoas de 16 a 24 anos (49%); moradores da região Sul (45%); os que têm ensino superior (54%); e os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (43%);
Ciro tem mais intenções de voto entre: homens (44%); pessoas de 25 a 44 anos (46%); moradores da região Norte (55%); os que têm só o ensino fundamental (40%); e os que recebem mais de 10 salários mínimos (65%).
O TCU (Tribunal de Contas da União) inocentou, nessa 4ª feira (14.abr.2021), a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) pelos prejuízos que a Petrobras teve com a compra da refinaria norte-americana de Pasadena, em 2006. O tribunal condenou o ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, e outros 10 ex-diretores e diretores.
Em 2006, o conselho de administração da Petrobras, presidido por Dilma, que à época era ministra da Casa Civil, autorizou a compra de metade da refinaria que pertencia à Astra Oil.
A estatal brasileira teve prejuízo de US$ 792 milhões (cerca de R$ 4,5 bilhões, nos valores atuais), segundo o relatório do processo.
Dilma argumentou que o resumo executivo que orientou o conselho era falho, e que ela não teve acesso a todas as informações necessárias.
Depois de uma disputa judicial, a Petrobras teve que comprar os outros 50% da refinaria. O gasto total ficou em US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,8 bilhões, nos valores atuais).
O TCU isentou o conselho e Dilma de qualquer responsabilidade.
Gabrielli (ex-presidente da Petrobras), Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento), Nestor Cerveró (ex-diretor da Area Internacional) e o ex-gerente Luís Carlos Moreira da Silva foram condenados a pagar multa de R$ 110 milhões e a ficar 8 anos impedidos de exercer cargos públicos.
Além disso, todos os condenados terão os bens bloqueados.
“Não há razoabilidade e proporcionalidade em igualar responsabilidades daqueles que agiram com deslealdades com os outros envolvidos, cuja má-fé não ficou demonstrada nesses autos tampouco em outras instâncias nas quais se apura o caso Pasadena”, afirmou o ministro do TCU Vital do Rêgo, segundo o jornal O Globo.
Os condenados terão prazo de 15 dias para apresentar defesa, a partir da qual o TCU pode mudar o relatório e retirar ou incluir outros nomes.
A refinaria de Pasadena foi alvo de uma série de denúncias de corrupção investigadas pela operação Lava Jato, mas não houve acusação contra Dilma.
Em maio de 2019, a Petrobras vendeu a refinaria para a Chevron por US$ 467 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões, nos valores atuais).
O governo do Rio Grande do Norte prorrogou por mais uma semana o decreto que determina toque de recolher, entre outras medidas de prevenção à Covid-19. Um novo decreto foi publicado nesta quinta-feira (15) no Diário Oficial do Estado e as medidas que antes valiam até esta sexta-feira (16) passaram a vigorar até o dia 23 de abril.
Em publicação nas redes sociais, a governadora do estado, Fátima Bezerra (PT), disse que a recomendação do comitê científico era de aplicação de medidas ainda mais rígidas, mas afirmou que levou em conta “as variáveis do ponto de vista econômico e social”.
“Continuamos ampliando leitos e adotando as medidas necessárias para a proteção das pessoas. Continuamos cobrando, junto ao Governo Federal, celeridade no envio das vacinas. Mas o momento ainda é delicado e precisamos fazer o que estiver ao nosso alcance para salvar vidas”, afirmou.
O decreto publicado no dia 1º de abril e agora prorrogado estabeleceu toque de recolher das 20h às 6h de segunda a sábado e de 24 horas aos domingos e feriados. O documento também flexibilizou o funcionamento de igrejas, comércios e escolas, desde que seguidas normas específicas. No decreto anterior os serviços estavam proibidos de funcionar.
Conforme o decreto, lojas e serviços em geral podem funcionar das 8h30 às 16h30; centros comerciais, shopping center, galerias e estabelecimentos congêneres das 10h às 20h; food parks, restaurantes, bares, lojas de conveniência e similares das 11h às 20h. A venda e consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes segue proibida.
Não se aplicam as medidas de toque de recolher às seguintes atividades:
serviços públicos essenciais;
serviços relacionados à saúde, incluídos os serviços médicos, hospitalares, atividades de podologia, entre outros;
farmácias, drogarias e similares, bem como lojas de artigos médicos e ortopédicos;
supermercados, mercados, padarias, feiras livres e demais estabelecimentos voltados ao abastecimento alimentar, vedada a consumação no local no período do toque de recolher;
atividades de segurança privada;
serviços funerários;
petshops, hospitais e clínicas veterinária;
serviços de imprensa e veiculação de informação jornalística;
atividades de representação judicial e extrajudicial, bem como assessoria e consultoria jurídicas e contábeis e demais serviços de representação de classe;
correios, serviços de entregas e transportadoras;
oficinas, serviços de locação e lojas de autopeças referentes a veículos automotores e máquinas;
oficinas, serviços de locação e lojas de suprimentos agrícolas;
oficinas e serviços de manutenção de bens pessoais e domésticos, incluindo eletrônicos;
serviços de locação de máquinas, equipamentos e bens eletrônicos e eletrodomésticos;
lojas de material de construção, bem como serviços de locação de máquinas e equipamentos para construção;
postos de combustíveis e distribuição de gás;
hotéis, flats, pousadas e acomodações similares;
atividades de agências de emprego e de trabalho temporário;
lavanderias;
atividades financeiras e de seguros;
imobiliárias com serviços de vendas e/ou locação de imóveis;
atividades de construção civil
serviços de telecomunicações e de internet, tecnologia da informação e de processamento de dados;
prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doenças dos animais;
atividades industriais;
serviços de manutenção em prédios comerciais, residenciais ou industriais, incluindo elevadores, refrigeração e demais equipamentos;
serviços de transporte de passageiros;
serviços de suporte portuário, aeroportuário e rodoviário;
Brasileiros nascidos em fevereiro começam a receber nesta 5ª feira (15.abr.2021) a nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da composição familiar.
O benefício começou a ser pago no dia 6 de abril. Os beneficiários que são inscritos no Bolsa Família começam a receber o auxílio nesta 6ª feira (16.abr). Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos 10 últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS (Número de Inscrição Social). O auxílio emergencial somente será pago quando o valor for superior ao benefício do programa social.
O montante pago nesta 5ª feira (15.abr) ficará disponível em conta poupança social digital da Caixa. Pode ser usado para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências serão liberados a partir de 4 de maio. A Caixa recomenda não ir presencialmente às agências para evitar aglomerações.
Só ganharão o novo auxílio em 2021 aqueles que tinham direito reconhecido ao auxílio em dezembro de 2020. Ou seja, nesta 2ª fase do pagamento, não será possível requerer o benefício ou fazer novo cadastro. Só quem já se registrou nos auxílios de 2020 poderá receber neste ano.
O trabalhador demitido depois de dezembro de 2020 não poderá ter acesso ao auxílio emergencial, só ao seguro-desemprego. A consulta para verificar se a pessoa tem direito ao benefício pode ser feita pelo sistema do Ministério da Cidadania ou no site da Caixa dedicado ao auxílio emergencial.
PAGAMENTO NA PRÁTICA
Pelo novo desenho, o governo vai pagar 4 parcelas –de R$ 150 a R$ 375– a 45,6 milhões de pessoas. Eis a divisão:
R$ 150 – quem mora sozinho;
R$ 250 – famílias com mais de um integrante;
R$ 375 – mulheres que são as únicas provedoras de suas famílias.
O cronograma do pagamento para quem tem conta na Caixa ou pelo saque em dinheiro é organizado de acordo com a data de nascimento do beneficiário. Eis o cronograma:
O presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e secretário de saúde do Estado do Maranhão, Carlos Lula, acredita que o Brasil deve bater a marca de 400 vítimas de covid-19 ainda em abril. Ele concedeu entrevista ao Poder360 na 4ª feira (14.abr.2021).
“Se continuarmos com a média móvel acima de 2.000 mortos, é muito provável que cheguemos aos 400 mil óbitos”, afirma.
Carlos Lula vê com cautela a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19. “Poderíamos estar gastando energia de outras formas”, diz. De acordo com ele, o que atrapalha o país é a constante instabilidade política. “O problema não é a CPI, é a instabilidade política que tomou esse um ano de pandemia”, afirma.
O presidente do Conass fomenta a tese de que uma CPI ampla que investiga muitos entes federativos “não investiga nada”. “Continuaremos batendo cabeça com a CPI”, diz.
Lula falou também diz que o Brasil é “um dos piores países no enfrentamento da pandemia e isso precisa ser dito com clareza”. “Não chegamos a esses números sem método. Houve um método. Não só erros, foram cálculos políticos, e esses cálculos políticos estão dando resultados”, diz.
O secretário defendeu que o país precisar aumentar a velocidade da imunização e também adotar medidas uniformes, ou seja, conjuntas, com um único discurso. “Nesse momento, o que mais precisamos é vacinar mais e mais rápido. […] Se não adotarmos medidas uniformes no país, com método, é muito difícil que nós controlarmos a doença”, aponta.
Entre as maiores dificuldades dos secretários de saúde, a avaliação de Carlos Lula é que o desacerto na condução da pandemia no país e os discursos das autoridades atrapalha bastante. “Eu tenho resistências até hoje em pessoas de tomar a vacina”. O presidente do Conass fala que o discurso, principalmente do presidente da República, impacta a sociedade. “O discurso da maior autoridade da República tem muito eco na sociedade. E ele faz toda a diferença quando a gente vai atender as pessoas”.
Assista à entrevista completa (20min57seg):
Carlos Lula também criticou o discurso do presidente sobre a diferença entre a distribuição de doses a aplicação. O presidente do Conass explicou como é feita a logística da distribuição das vacinas.
“Primeiro que quem vacina é o município, é o prefeito. Os Estados distribuem a vacina. E os Estados têm distribuído as vacinas em 24 horas. Chega a vacina aqui, em geral demoraria 3 semanas para entregar, porque eu tenho uma rotina de entrega de vacinas. Eu faço isso com um caminhão. Eu estou fazendo isso por via aérea.”
Ele também reconhece que o ritmo poderia ser mais ágil, mas avalia que as prefeituras estão trabalhando no limite possível. “A velocidade dos municípios não é ideal? Não, infelizmente não é a ideal. Mas é o máximo que se tem feito. Eu posso pegar no Norte, pessoas que descem 2, 3 dias de rio para vacinar 10 pessoas. Isso acontece”, conta.
O presidente do Conass diz ainda que a culpa de os brasileiros não terem mais vacinas disponíveis, é do presidente da República. “A responsabilidade de não termos mais vacinas hoje é do presidente da República, que rejeitou lá atrás doses da Pfizer, do Butantan e outras vacinas lá no 2ª semestre de 2020. Ele usa cortina de fumaça para se eximir de sua responsabilidade”, afirma.
Leia abaixo os principais pontos abordados na entrevista:
Como os secretários de saúde avaliam as próximas semanas da situação da pandemia no país?
Eu acredito que nas próximas semanas nós tenhamos uma queda, mas nada muito brusco. Teremos sim uma diminuição no número de óbitos, porque a doença tem se comportado muito parecida como se comportou no Amazonas. Lá a partir da 6ª semana e já com a diminuição bem considerável a partir da 8ª semana , começamos a ter uma diminuição no número de casos. E temos que considerar que essa explosão de casos, sobretudo, é por causa das novas variantes. Temos a p.1 forte, a variante inglesa muito forte também.
A gente tem essa curva de 6 a 8 semanas quando então a curva começa a diminuir. Obviamente, porque também se tomou medidas de distanciamento, porque conseguimos vacinar a população e deve terminar o mês vacinando a população acima de 60 anos. Essa parcela da população ainda é responsável por boa parte das internações e isso implica que no futuro eu vou ter menos internações e, portanto, menos óbitos.
A princípio aparenta que a gente teve uma diminuição da entrada do número de pessoas internadas, mas se estabilizou em um número muito alto. Então isso indica que os óbitos vão cair nas próximas semanas. Mas infelizmente não vai cair na velocidade que a gente deseja ainda.
É provável que a gente tenha no final de abril e início de maio, já uma diminuição deste número, mas não na velocidade que a gente gostaria de ter.
O ministério da Saúde recomendava inicialmente que os Estados e municípios guardassem os estoques de vacina para a 2ª dose. Depois essa recomendação mudou e foi orientado que Estados e municípios deveriam usar todo o estoque para a 1ª dose. Hoje, Estados e municípios têm estoque para imunizar as pessoas com a 2ª dose?
É importante dizer assim: o Ministério da Saúde se comunica muito mal. E ele passa mensagens contraditórias para a sociedade. muitas vezes. Armazenar ou não armazenar doses depende de cada nota técnica. Então, toda semana que eu recebo as doses, eu recebo uma nota do ministério dizendo: “Olha, as doses devem ser utilizadas dessa forma. Não vai faltar d.2, ou seja, não vai funcionar a 2ª dose”.
Agora é importante a gente utilizar as doses da maneira correta. Eu não posso utilizar meu estoque de 2ª dose, com a 1ª. Porque aí eu não vou ter como imunizar todo mundo. Mas houve, há algumas semanas, duas ou três semanas, algumas distribuições, em que todas as doses foram utilizadas como dose 1. E agora, nas semanas posteriores, o Ministério da Saúde está mandando as doses 2. As segundas doses.
Então, para todo mundo ficar tranquilo, quem tomou a primeira dose, vai ter condição de ser imunizado com a 2ª dose.
Ontem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que 1 milhão e meio de brasileiros acabaram não voltando para se imunizar com a 2ª dose. A recomendação é para que essas pessoas busquem um local de vacinação para receber essa segunda dose. Mas Estados e municípios têm essa 2ª dose para dar a uma pessoa que chegar no local? Porque sabemos que o estoque de vacinas é escasso.
O ideal é a pessoa procurar o mesmo local onde ela vacinou a 1ª vez. Essa dose está reservada. Como se tivesse uma reserva do nome. “Gabriel vacinou a primeira vez, se ele não vier, vai ficar sobrando uma dose lá. Porque a princípio essa dose já estava reservada para ele”.
Então é importante a gente comunicar isso às pessoas. Dizer: olha, vocês só estão imunizadas de fato se tomarem as duas doses. Se tomar uma dose só, não adianta. Então você não está protegido, o corpo não vai produzir os anticorpos necessários.
Muita gente deixa de tomar a 2ª dose por esquecimento,porque teve reação da 1ª dose. Reação é normal. Reação quer dizer que seu corpo está reagindo ao vírus que está sendo oculado no seu corpo. Então assim, você pode ter vômito, febre, você pode ter dor de cabeça, você pode passar mal. Isso não é ruim. São sintomas naturais de uma vacinação.
Secretário, como é hoje a relação do Conass com o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga?
A gente tenta estabelecer a relação mais próxima possível. Mas com muita dificuldade. A razão de já estarmos no 4º ministro, não é tanto os ministros, mas sobretudo, a postura do presidente da República.
Então se o presidente não ajuda no combate à pandemia, é muito difícil para os ministros tomarem determinadas decisões que eventualmente eles até queriam tomar.
Nesses 30 dias, a gente tem tentado se aproximar do ministro. Ele ainda está fazendo muitas trocas no ministério. A gente deseja sorte para ele. Nós temos ajudado no que é possível e ele tem tentado se movimentar nesses 30 dias, ainda com muita dificuldade.
Entre 2010 e 2020, pelo menos 103.149 crianças e adolescentes com idades de até 19 anos morreram no Brasil, vítimas de agressão, segundo levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Acrescentou que, do total, cerca de 2 mil vítimas tinham menos de 4 anos.
Apesar de os dados relativos a 2020 ainda serem preliminares, a SBP informou que, segundo especialistas consultados, o isolamento social, medida “essencial para conter a pandemia do novo coronavírus”, resultou em aumento da exposição das crianças a uma “maior incidência de violência doméstica”, o que, consequentemente, elevou também os casos letais.
Segundo o presidente do Departamento Científico de Segurança da SBP, Marco Gama, o estresse causado pela pandemia aumentou a probabilidade de as crianças serem vítimas de violência, além de causar prejuízos do ponto de vista da saúde física e mental.
No entanto, disse ele, independentemente da pandemia, os casos de violência contra crianças e adolescentes sempre existiram, principalmente em ambiente doméstico ou intrafamiliar. A SBP acrescenta que, só em março de 2020, foi registrado, no Brasil, um aumento de 17% no número de ligações notificando a violência contra a mulher.
Morte de Henry deve ser apurada
“O caso do menino Henry [Henry Borel, cuja morte, no Rio de Janeiro, é investigada tendo como suspeitos o padrasto e a mãe] não pode ser ignorado e deve ser apurado com todo o rigor que a lei exige. Tal barbárie deve alertar, ainda, para a existência de outras crianças e famílias que vivem dramas semelhantes”, alertou, por meio de nota, a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva.
A entidade acrescentou que estudos científicos e a prática dos profissionais que lidam com a infância e a adolescência indicam que tratamento humilhante, castigos físicos e qualquer conduta que ameace ou ridicularize a criança ou o adolescente, quando não letais, podem ser extremamente danosos à sua formação de personalidade e como indivíduos para a sociedade, bem como interferem negativamente na construção da sua potencialidade de lutar pela vida e no seu equilíbrio psicossocial. “Nascer e crescer em um ambiente sem violência é imprescindível para que uma criança tenha a garantia de uma vida saudável, tanto física quanto emocional”, conclui a presidente da entidade.
Policiais civis do Departamento de Combate a Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DECCOR-LD) prenderam, nesta quarta-feira (14), Otávio Francisco de Oliveira, 37 anos. A prisão aconteceu na CEASA, no bairro de Lagoa Nova, em Natal.
Em desfavor de Otávio Francisco, existia um mandado de prisão pela suspeita de crime de homicídio. Ele estava foragido da Justiça e foi preso após o recebimento de denúncias anônimas, informando que um homem havia se identificado na delegacia, durante depoimento, como Luiz Eduardo de Oliveira, mas na verdade se tratava de Otávio Francisco de Oliveira.
Ele foi conduzido à delegacia, onde também foi autuado em flagrante pelo crime de identidade falsa. A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181 .
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS
Os blocos partidários já sabem quem vão indicar para ocupar as 11 cadeiras da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da covid-19 no Senado. O apoio ao governo de Jair Bolsonaro deve ser minoria no colegiado, já que há apenas 4 senadores que são mais ligados ao Planalto, e outros 7 que são oposicionistas ou independentes.
Entre os que apoiam o governo estão os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP; o líder do DEM no Senado, Marcos Rogério (RO); o senador Jorginho Mello (PL-SC) e o senador Marcos do Val (Podemos-ES).
Já na oposição estão Humberto Costa (PT-PE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O grupo dos independentes pode dar trabalho a Bolsonaro, já que seus integrantes votam junto com o governo em diversas matérias, mas são críticos à administração e ao combate à pandemia em diversos pontos.
Independentes:
• Renan Calheiros (MDB);
• Eduardo Braga (MDB);
• Omaz Aziz (PSD);
• Otto Alencar (PSD);
• Tasso Jereissati (PSDB).
Contrários ao governo:
• Randolfe Rodrigues (Rede);
• Humberto Costa (PT).
A favor do governo:
• Eduardo Girão (Podemos);
• Ciro Nogueira (PP);
• Jorginho Mello (PL);
• Marcos Rogério (DEM).
A divisão de cadeiras dos 11 titulares e 7 suplentes de comissões é feita, tradicionalmente, baseada no tamanho dos blocos partidários que existem na Casa. Para que isso seja alterado dessa vez e outro método de distribuição seja usado, seria preciso um amplo acordo entre os senadores.
Eis quantas vagas de titulares da CPI cada bloco tem direito por essa regra:
• Bloco MDB, PP e Republicanos – 3 vagas de titulares e duas de suplente;
• Bloco PSDB, Podemos e PSL – duas vagas de titulares e uma de suplente;
• PSD – duas vagas de titulares e uma de suplente;
• Bloco DEM, PL e PSC – duas vagas de titular e uma de suplente;
• Bloco Rede, Cidadania, PDT e PSB – uma vaga de titular e uma de suplente;
• Bloco PT e Pros – uma vaga de titular e uma de suplente.
O PSD é o único partido com representação no Senado que não constitui nenhum bloco, por isso também é contado para a distribuição de cadeiras. Ainda assim, mesmo se comparado aos grupos, a sigla é a 3ª maior em tamanho.
O Poder360 apurou junto às bancadas quem deve ocupar as vagas destinadas a cada uma delas de acordo com os acordos até agora. Publicamente, nem todas revelam seus indicados, que podem ser trocados até a oficialização da indicação.
• Suplentes: Jader Barbalho (MDB-PA), Luis Carlos Heize (PP-RS) ou Elmano Férrer (PP-PI);
• Bloco PSDB, Podemos e PSL
• Titulares: Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Eduardo Girão (Podemos-CE);
• Suplentes: Marcos do Val (Podemos-ES);
• PSD
• Titulares: Otto Alencar (PSD-BA) e Omar Aziz (PSD-AM);
• Suplentes: Angelo Coronel (PSD-BA);
• Bloco DEM, PL e PSC
• Titulares: Jorginho Mello (PL-SC) e Marcos Rogério (DEM-RO);
• Suplente: Zequinha Marinho (PSC-PA);
• Bloco Rede, Cidadania, PDT e PSB
• Titular: Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
• Suplente: Alessandro Vieira (Cidadania-SE);
• Bloco PT e Pros
• Titular: Humberto Costa (PT-PE);
• Suplente: Rogério Carvalho (PT-SE).
CPI MAIS AMPLA
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decidiu na 3ª feira (13.abr) que a CPI da covid-19 deverá investigar o dinheiro federal que foi para cidades e Estados, além das omissões do governo federal no combate à doença.
Juntou-se os pedidos de CPI de Randolfe Rodrigues (Rede-AP), com alvo no governo federal, e de Eduardo Girão (Podemos-CE), que investiga ilícitos com dinheiro federal em todas as esferas.
O presidente Jair Bolsonaro havia criticado o alcance da CPI e defendido sua ampliação para também investigar governadores e prefeitos.
O requerimento de instalação de uma CPI que investigasse União, Estados e municípios teve mais de 40 assinaturas de senadores. Pelo regimento interno do Senado, no entanto, veda a criação de CPIs para investigar assuntos estaduais.
A instalação da comissão atende a ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso. Na 5ª feira passada (8.abr), ele determinou que o Senado instale a CPI para apurar eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia.
Barroso concedeu liminar (decisão provisória) em ação movida justamente pelos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru, ambos do Cidadania. Eis a íntegra da decisão (204 KB).
A ex vereadora Nilda (PSL), candidata pela Oposição a prefeitura de Parnamirim, e o ex vereador Abidene (PSC), foram os únicos políticos de Parnamirim que foram citados, na pesquisa sensus. Ambos sem mandatos desde janeiro deste ano, Nilda foi candidata pela Oposição contra o atual Prefeito Rosano Taveira, que obteve 40.027 votos contra 32.076 votos de Nilda, maioria de 7.951 votos em que todas as pesquisas apontavam uma maioria superior a 15 mil votos pró Taveira.
Já Abidene foi candidato a deputado estadual mais votado de Parnamirim, com 6.315 votos nas eleições estaduais de 2018. Em 2020, era cotado até um dia antes das convenções para ser vice prefeito de Taveira, e faltando 10 dias para encerrar às eleições municipais, anunciou apoio a Nilda e garantiu maioria a candidata da oposição, em todos os bairros que venceu para deputado estadual em 2018 em Parnamirim.
Para às eleições estaduais de 2022, Nilda vem com discurso de oposição e deverá enfrentar a candidata Leda Taveira a deputada estadual que vem defendendo a gestão do esposo Taveira a frente da Prefeitura de Parnamirim. A tendência é que a disputa seja municipalizada como ocorreu nas eleições 2010 entre Gilson Moura, que obteve 11.017 votos, contra 20.445 votos do saudoso Agnelo Alves.
Já Abidene deverá ser candidato a deputado federal pela Oposição e deverá enfrentar pela base de Taveira o atual presidente da Câmara Municipal, vereador Wolney França.
O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, convidou os secretários de segurança de todos os estados brasileiros para uma reunião no Salão Negro do Ministério, em Brasília, nesta quarta-feira (14). No entanto, uma informação em destaque chama a atenção no convite emitido.
Os convites que estão sendo feitos aos secretário de segurança de todo Brasil, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, tem uma particularidade: ninguém deve estar armado. O convite deixa claro, ainda, que a exigência é do Gabinete de Segurança Institucional do Presidente da República.
Ou seja, o homem estima o uso de armas em casa, mas não na sua casa. Porque será?
Grande parte dos suspeitos de envolvimento com as mortes de policiais ocorridas este ano no Rio Grande do Norte já foram presos ou identificados. A confirmação é da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), do Comando Geral da Polícia Militar e também da Delegacia Geral da Polícia Civil. De janeiro até o dia 13 de março, quatro policiais militares do RN e um policial civil da Paraíba foram mortos, além de outros dois PMs potiguares que ficaram feridos, todos vítimas de assaltantes.
O caso mais recente aconteceu na noite desta terça-feira (13) no bairro Capim Macio, na Zona Sul de Natal. O cabo da PM Gustavo Pinheiro de Andrade, de 39 anos, estava em uma loja de aparelhos celulares quando foi abordado por um assaltante. O bandido percebeu que Gustavo estava armado e o agarrou. Houve luta e o policial acabou baleado.
Gustavo ainda foi socorrido ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Ele trabalhava no 5º BPM. A Polícia Militar informou que o criminoso foi identificado graças às imagens do circuito interno de vigilância do estabelecimento e ele continua sendo procurado.
Dois dias antes, um policial militar foi baleado de raspão na cabeça após reagir a um assalto no bairro de Lagoa Nova, também na Zona Sul da capital potiguar. O PM, que é lotado na Companhia Independente de Prevenção às Drogas (Cipred), foi socorrido, atendido e logo liberado. O bandido fugiu, mas também já foi identificado.
No final de semana passado, no sábado (10), a vítima foi um policial civil da Paraíba, morto em um assalto no bairro Pitimbu, que também fica na Zona Sul de Natal. Cleverson Luiz Fontes, de 45 anos, trabalhava há seis anos na Delegacia de Mulher em Mamanguape, mas morava na capital potiguar. Ele saía da casa de familiares quando foi abordado por assaltantes e baleado.
Dentro do carro do agente, os ladrões viram que havia uma arma e um distintivo policial. Foi quando os bandidos tiraram Cleverson do veículo e atiraram nele. Na fuga, os criminosos bateram o automóvel no bairro Cidade Nova, na Zona Oeste da cidade. Dois foram presos e autuados em flagrante.
Na sexta, dia 9, um sargento do Batalhão de Choque da PM foi baleado durante um assalto que aconteceu no cruzamento das avenidas Romualdo Galvão e Antônio Basílio, em Lagoa Nova, onde ele foi abordado. Os criminosos se aproximaram em uma moto e o renderam, sem saber que ele era policial. Ao perceberem que estava armado, atiraram contra ele. Um dos tiros transfixou o tórax do sargento, e outro tiro ficou alojado na parte de trás da cabeça.
O PM foi socorrido, medicado e se recupera bem dos ferimentos. Já os bandidos, fugiram com a moto e a arma do sargento. No início desta semana, a motocicleta e a arma do PM foram encontradas enterradas em uma área de dunas no bairro de Mãe Luíza. “Os criminosos também já foram identificados e presos”, destacou o comandante-geral da PM, coronel Alarico.
No dia anterior, em Mossoró, na região Oeste potiguar, a vítima foi o cabo da PM Francisco Marcolino Sobrinho, de 44 anos. Ele estava de carro, próximo da casa de um parente, quando foi abordado por dois assaltantes. O policial reagiu ao assalto, mas acabou baleado na cabeça. O cabo Marcolino foi socorrido, mas teve a morte cerebral confirmada dois dias após ser internado.
A Polícia Militar informou que um dos suspeitos de ter participado do latrocínio (roubo seguido de morte) do cabo Marcolino morreu em confronto armado com a PM na tarde desta terça-feira (13). Foi durante uma diligência na cidade de Itaú, também no Oeste do estado. Um segundo assaltante também morreu no confronto, mas ainda não há informações se ele também teria participação no crime que vitimou o policial. No local onde os dois bandidos estavam, os policiais apreenderam armas, drogas e celulares. Três mulheres também foram apreendidas na mesma operação.
Na noite de 4 de março, o sargento da PM aposentado Neuton Alves, de 56 anos, foi morto durante uma troca de tiros com assaltantes em um parque eólico de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte potiguar. O PM trabalhava como vigilante do parque eólico, junto com outro policial, quando um grupo de assaltantes armados invadiu o local. O sargento aposentado reagiu e entrou em confronto com os bandidos, mas foi atingido e morreu. A PM confirma que pelo menos dois dos criminosos já foram identificados e são procurados pela polícia.
O primeiro agente de segurança vítima de assaltantes este ano foi o cabo reformado da Polícia Militar Haroldo Cavalcanti Gomes, de 52 anos, atingido por disparos de arma de fogo no dia 8 de janeiro em Maxaranguape, município do litoral Norte. Segundo a Polícia Militar, Haroldo foi reformado por ter problemas de coração. A Polícia Civil investiga o caso.
Núcleo de Investigação Policial de Mortes de Agentes de Segurança Pública está em ação
Titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o delegado Márcio Lemos ressaltou que as investigações estão bastante avançadas, mas que prefere não entrar em detalhes para não prejudicar o andamento dos trabalhos.
Na noite passada, o secretário da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Francisco Araújo Silva, determinou ao Núcleo de Investigação Policial de Mortes de Agentes de Segurança Pública (NIMAS) — que é vinculado à DHPP – a adoção de todos os procedimentos necessários para uma resposta rápida e eficaz, com a identificação, localização e prisão dos criminosos.
“Em tempo, e ainda perante a sociedade e as famílias dos agentes públicos envolvidos, externamos profundo pesar pelas vidas ceifadas de maneira cruel e covarde”, acrescentou o coronel Araújo.
Depois de diversas denúncias de queimadas de lixos domésticos e descartes oriundos da construção civil, foram realizadas em Parnamirim operações de fiscalização em vários bairros da cidade. De acordo com a prefeitura, as queixas foram prontamente atendidas pela equipe da Semur.
Os bairros abordados foram:
Cohabinal, Santos Reis, Monte Castelo, Passagem de Areia, Rosa dos Ventos, Vale do Sol, Parque Industrial e Nova Parnamirim.
A prefeitura ressaltou ainda em suas redes sociais o apelo à população sobre a importância do descarte correto de lixo: “Para combater essa situação é preciso que a população participe. Descartes irregulares criam problemas para toda a comunidade e, além disso, o responsável pode ser punido por crime ambiental.”.