Justiça Federal determina retomada da venda do Shopping Via Direta para quitar débitos fiscais

Foto: Tripadvisor.

A Justiça Federal determinou a retomada do processo de venda do Shopping Via Direta, em Natal, para viabilizar o pagamento de débitos fiscais da empresa responsável pelo empreendimento. Na mesma decisão, o juiz federal Marco Bruno Miranda condenou a administradora ao pagamento de multa por litigância de má-fé, após concluir que houve alteração da verdade dos fatos durante a tramitação do processo.

A decisão foi proferida após o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) restabelecer a validade dos atos que autorizam a alienação do imóvel.
Venda do empreendimento será retomada

Com o novo entendimento, o Shopping Via Direta voltará ao procedimento de alienação por iniciativa particular. Nessa modalidade, interessados podem apresentar propostas de compra diretamente à Justiça por meio de corretores credenciados.

Na decisão, o magistrado destacou que a desembargadora federal convocada Cristina Maria Costa Garcez reconsiderou posicionamento anterior e restabeleceu a eficácia dos atos expropriatórios, permitindo a continuidade da venda do empreendimento.
Negociação da dívida não foi concluída

O juiz observou que a empresa havia informado ao TRF5 que mantinha negociações com a Fazenda Nacional para buscar um acordo relacionado aos débitos tributários. À época, essa informação levou à suspensão temporária do processo de alienação.

Entretanto, conforme registrado na decisão, mais de 18 meses se passaram sem que as tratativas resultassem em um acordo para quitação da dívida.
Empresa é condenada por litigância de má-fé

Ao analisar o processo, Marco Bruno Miranda concluiu que a empresa induziu o tribunal ao erro ao informar que as negociações estavam em andamento, caracterizando violação aos deveres processuais de lealdade, boa-fé e cooperação.

Na decisão, o magistrado afirmou:

“A Desembargadora Federal foi deliberadamente enganada pela parte executada, em séria violação dos deveres de lealdade, boa-fé e cooperação processual, caracterizadora de litigância de má-fé, por alteração da verdade dos fatos”.

Em razão desse entendimento, a Justiça Federal condenou a administradora ao pagamento de multa correspondente a 1% do valor atualizado da causa e determinou o prosseguimento da alienação do Shopping Via Direta para satisfação dos débitos fiscais.

TRE rejeita embargos e confirma cassação do prefeito e vice de São Miguel do Gostoso

 

Foto: reprodução redes sociais.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) negou mais um recurso e manteve, por unanimidade, a cassação dos mandatos do prefeito de São Miguel do Gostoso, Leonardo Teixeira da Cunha, o Leo de Doquinha (PSD), e do vice-prefeito João Eudes (PT).
Em julgamento realizado na sexta-feira (10), a Corte rejeitou embargos de declaração e abriu caminho para que o caso seja encerrado e o município tenha eleições suplementares para escolha de novos gestores.
Além da cassação do prefeito e do vice, o TRE-RN também manteve a inelegibilidade do ex-prefeito José Renato Teixeira de Souza, o Renato de Doquinha, por oito anos. Os três são acusados de prática de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024.
Os embargos de declaração são um tipo de recurso destinado a corrigir eventuais omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais de uma decisão judicial. No julgamento, o TRE concluiu que a defesa não apontou qualquer vício dessa natureza e que, na prática, pretendia apenas rediscutir o mérito do processo, o que não é admitido por esse instrumento processual.
O atual prefeito Leo de Doquinha foi eleito em 2024 com 4.478 votos, o equivalente a 54,16%, derrotando o candidato Caio Fernandes(PL), que obteve 3.790 votos(45,84%).
Os gestores já haviam sido condenados pela Corte Eleitoral no dia 26 de maio, mas permaneciam nos cargos enquanto aguardavam o julgamento dos embargos, que era a última etapa no TRE-RN capaz de mantê-los no exercício das funções. Com isso, o presidente da Câmara Municipal, vereador Jean Ribeiro da Silva(PSD), conhecido como Jean dos Morros, assume a Prefeitura interinamente até a realização do novo pleito. 
Com a confirmação da condenação, os gestores cassados deixam os cargos e poderão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.

Juiz potiguar Ivan Lira é nomeado desembargador do TRF-5, em Recife

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Juiz tem quatro décadas de atuação – Foto: Reprodução.

O juiz federal potiguar Ivan Lira de Carvalho foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o cargo de desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). A escolha, pelo critério de merecimento, leva ao segundo grau da Justiça Federal um magistrado com mais de quatro décadas de atuação no Judiciário. A Corte fica sediada no Recife (PE).

Titular da 5ª Vara Federal no Rio Grande do Norte, Ivan Lira já mantinha uma relação extensa com o próprio TRF5. Ao longo da carreira, foi convocado 72 vezes para atuar na Corte, experiência que lhe permitiu participar do julgamento de questões de alta complexidade antes mesmo da nomeação definitiva para o cargo de desembargador.

A escolha ocorreu após Ivan integrar a lista tríplice formada pelo Pleno do TRF5 em maio deste ano. Na sessão realizada em 20 de maio, os magistrados mais votados foram Magnus Augusto Costa Delgado, Ivan Lira de Carvalho e Isabelle Marne Cavalcanti de Oliveira Lima.

A relação foi encaminhada à Presidência da República, responsável pela escolha final. Ivan acabou nomeado para uma das três novas vagas criadas pela Lei 15.393/2026, que ampliou a composição do Tribunal. A nomeação já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Com a nomeação, o magistrado passa a integrar definitivamente o colegiado responsável pelo julgamento, em segundo grau, dos processos da Justiça Federal nos estados abrangidos pela 5ª Região.

A trajetória de Ivan Lira no Judiciário começou em 1982, quando passou a atuar como juiz de Direito e juiz eleitoral no Rio Grande do Norte. Em 1993, ingressou na Justiça Federal como juiz substituto e, posteriormente, consolidou sua carreira até chegar à titularidade da 5ª Vara Federal no Estado.

O magistrado também acumulou experiência na Justiça Eleitoral. Ivan integrou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), como suplente e titular, durante três biênios.

Além da magistratura, Ivan Lira de Carvalho mantém trajetória ligada à vida acadêmica e intelectual. Graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é doutor pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e atua como professor associado da UFRN.

Ivan Lira também integra instituições culturais do Estado. É membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

A nomeação teve repercussão nesta quarta-feira 8 na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Durante sessão plenária, a Casa formalizou uma moção de congratulações a Ivan Lira de Carvalho pela ascensão ao cargo de desembargador federal do TRF5.

A homenagem foi proposta pela presidência da Assembleia e recebeu a adesão dos demais parlamentares. No documento, o Legislativo estadual destacou que a nomeação pelo critério constitucional de merecimento representa o reconhecimento de uma trajetória marcada pela “excelência jurídica” e pelo compromisso com a correta aplicação do Direito.

Segundo a moção, a chegada de Ivan Lira ao segundo grau da Justiça Federal também engrandece o Rio Grande do Norte ao levar um de seus juristas a ocupar, de forma definitiva, uma cadeira em uma das mais relevantes cortes do Poder Judiciário brasileiro.

Justiça Eleitoral mantém sentença que reconheceu fraude à cota de gênero em São Gonçalo do Amarante

A Justiça Eleitoral da 51ª Zona Eleitoral de São Gonçalo do Amarante manteve a decisão que reconheceu a prática de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. O juiz analisou os embargos de declaração apresentados pelos investigados, mas concluiu que não havia motivos para modificar o julgamento.

Na decisão, o magistrado apenas esclareceu alguns pontos da sentença, deixando claro que não houve alteração no resultado do processo. Segundo o juiz, os embargos serviam apenas para sanar dúvidas na fundamentação, sem efeito para mudar a conclusão já adotada.
Com isso, permanece válida a sentença que reconheceu a fraude à cota de gênero na chapa proporcional da Federação PSDB/Cidadania, mantendo a cassação do Demonstrativo de Regularidade dos Atos Partidários (DRAP), o que produz reflexos sobre os mandatos vinculados à chapa.

A Justiça também reafirmou que a baixa votação da candidata apontada como fictícia não foi o único elemento considerado, destacando que a decisão foi baseada em um conjunto de provas documentais e testemunhais que demonstrariam a candidatura simulada.

Supremo anula absolvição de acusado por estupro de Mariana Ferrer

Supremo anula absolvição de acusado por estupro de Mariana Ferrer

 O plenário do Supremo Tribunal Federal determinou, nesta 5ª feira (18.jun.2026), que a desqualificação e o desrespeito a possíveis vítimas de crimes sexuais nas audiências serão considerados provas ilícitas. Ao julgar o recurso do caso Mariana Ferrer, os ministros anularam as decisões que absolveram o empresário André de Camargo Aranha.

A decisão reiniciará o julgamento de todo o caso no 1º grau, com a manutenção apenas das provas que favoreçam a vítima. O Poder360 procurou o advogado do empresário André de Camargo Aranha para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

Diário do Brasil Notícias

Justiça determina intervenção em abrigo no RN: idosos viviam em meio a fezes e urina

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou uma intervenção judicial em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) localizada em Macaíba, na Região Metropolitana de Natal, após denúncias de maus-tratos e negligência contra os residentes.

A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em ação movida contra a empresa responsável pelo abrigo, o Recanto Lar Geriátrico LTDA, conhecido como Recanto da Vovó, e contra a administradora da instituição.

As apurações começaram após denúncias registradas por meio do Disque 100. Em fiscalizações realizadas por equipes da Vigilância Sanitária, do Ministério Público e da Prefeitura de Macaíba, foram encontradas diversas irregularidades no funcionamento da instituição.

Segundo os relatórios técnicos, o local operava sem alvará sanitário e mantinha os moradores em condições consideradas inadequadas e insalubres.

Atualmente, a instituição abriga 69 pessoas, sendo 58 idosos e 11 pessoas com deficiência.

Falta de alimentação, higiene e cuidados médicos

Entre os problemas identificados pelas equipes de fiscalização estão a falta de alimentação adequada, ausência de controle sobre medicamentos e documentos pessoais dos acolhidos, além de ambientes desorganizados e com forte odor de fezes e urina.

As inspeções também apontaram problemas na higiene das roupas dos moradores. Segundo o Ministério Público, peças limpas e sujas eram armazenadas juntas, inclusive com resíduos biológicos, favorecendo o surgimento de doenças de pele.

Durante um mutirão de saúde realizado no local, profissionais constataram que quatro idosos precisavam de atendimento médico imediato. Foram identificados casos de rebaixamento do nível de consciência, necrose em membros e erisipela.

Responsável teria mudado abrigo para evitar fiscalização

De acordo com o MPRN, as investigações apontaram que a responsável pela instituição teria transferido o funcionamento do abrigo entre municípios para dificultar a fiscalização dos órgãos públicos.

Segundo o Ministério Público, situações semelhantes já haviam ocorrido anteriormente em Extremoz e São Gonçalo do Amarante, antes da instalação da instituição em Macaíba.

A decisão judicial proibiu imediatamente a entrada de novos acolhidos na instituição até que a situação seja regularizada.

Além disso, as responsáveis deverão adotar medidas emergenciais para melhorar as condições de higiene, limpeza e salubridade do local. A Justiça também determinou o fornecimento de seis refeições diárias aos residentes e a apresentação de um responsável técnico qualificado para atuar na instituição.

O Município de Macaíba deverá formar uma comissão de fiscalização com representantes das áreas de assistência social, saúde e vigilância sanitária para acompanhar o cumprimento das determinações.

Considerando a falta de vagas em outras instituições de acolhimento no Rio Grande do Norte, a Justiça também determinou que a Secretaria Estadual do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (SETHAS) ofereça apoio técnico, administrativo e operacional ao Município de Macaíba.

O objetivo é garantir assistência aos idosos e pessoas com deficiência acolhidos no local durante o período de intervenção. O descumprimento das determinações poderá resultar na aplicação de multas diárias e outras sanções previstas em lei.

URGENTE: AGU solicita à justiça dos EUA extinção de ação da Rumble contra Moraes

URGENTE: AGU solicita à justiça dos EUA extinção de ação da Rumble contra Moraes

Na defesa, a AGU sustenta que decisões judiciais da Suprema Corte do Brasil e de seus ministros não podem ser questionadas por tribunais estrangeiros.

Para defender o STF, a AGU se habilitou no processo como defensora do Estado Brasileiro, já que a ação foi proposta apenas contra o ministro Alexandre de Moraes. Por isso, foi apresentada petição requerendo a intervenção do Estado brasileiro na ação judicial.

Na defesa, a AGU sustenta que Cortes do exterior tentarem intervir em decisões do Brasil implica em “grave ofensa à imunidade de jurisdição”.

Pelo que argumenta a AGU, atos praticados por agentes públicos de um Estado soberano não podem ser submetidos, sem o consentimento desse Estado, à jurisdição de tribunais de um Estado estrangeiro.

O documento ressalta que o Brasil não consentiu e não consentirá com a apreciação de decisões de nossa Suprema Corte por juízes de outro país, por isso, decisões judiciais brasileiras devem ser cumpridas ou questionadas perante nossos próprios tribunais, de acordo com a lei processual vigente no Brasil.

Para a AGU, em última análise, trata-se de uma tentativa de ofensa à soberania nacional e à independência do Poder Judiciário brasileiro.

Em petição adicional, o Brasil também pediu que o tribunal não aprecie qualquer pedido de declaração de revelia do ministro Alexandre de Moraes antes de apreciar os argumentos apresentados pelo Estado brasileiro.

Urgente: pedido para barrar filme de Bolsonaro é rejeitado por Nunes Marques

Foto: Rosinei Coutinho/STF
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, extinguiu um pedido apresentado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para impedir que o filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fosse utilizado como instrumento de propaganda eleitoral nas eleições de 2026.

A ação havia sido protocolada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e pelo advogado Aurélio de Carvalho, integrante do Grupo Prerrogativas. Os autores alegavam que a produção cinematográfica poderia beneficiar a eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Decisão não analisou conteúdo da ação

Na decisão, Nunes Marques não avaliou o mérito das alegações apresentadas pelos autores. O magistrado entendeu que os responsáveis pela representação não possuem legitimidade jurídica para propor esse tipo de ação perante a Justiça Eleitoral.

Segundo o ministro, a legislação estabelece regras específicas sobre quem pode apresentar representações relacionadas à propaganda eleitoral em disputas de alcance nacional, como a eleição para presidente da República.

“Ausente legitimidade ativa para ajuizar representação por propaganda contra candidatos que concorrerão ao cargo de Presidente da República, de circunscrição nacional”, destacou o ministro na decisão.

Filme foi alvo de questionamentos

Os autores da representação sustentavam que Dark Horse funciona como uma cinebiografia de Jair Bolsonaro, principal referência da direita brasileira e pai dos parlamentares Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

Na avaliação deles, o lançamento da obra teria potencial para influenciar o debate político nacional e servir como ferramenta de promoção antecipada da imagem de Flávio Bolsonaro, apontado como possível candidato à Presidência da República em 2026.

O pedido buscava impedir que o filme fosse utilizado de qualquer forma como instrumento de propaganda eleitoral antecipada.

Banco Master também foi citado

Na representação, Rogério Correia e Aurélio de Carvalho também mencionaram supostas negociações envolvendo o financiamento do filme.

Segundo os autores, Flávio Bolsonaro teria buscado apoio junto ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master e investigado pela Polícia Federal em apurações relacionadas a supostos crimes financeiros.

As alegações, no entanto, não chegaram a ser analisadas pelo TSE, já que o processo foi encerrado por questões processuais antes da avaliação do conteúdo da ação.

Caso é encerrado por questão processual

Com a decisão de Nunes Marques, a representação foi extinta sem julgamento do mérito. Isso significa que a Corte Eleitoral não se pronunciou sobre a legalidade ou eventual impacto eleitoral do filme.

O entendimento do presidente do TSE limitou-se à ausência de legitimidade dos autores para propor a ação, encerrando o caso nesta fase processual.

A decisão mantém livre o lançamento e a circulação da obra, enquanto o debate sobre possíveis reflexos eleitorais do filme permanece no campo político e fora da análise da Justiça Eleitoral, pelo menos por enquanto.

www.terrabrasilnoticias.com

PF vai recusar nova delação de Daniel Vorcaro de novo? SAIBA BASTIDORES

PF vai recusar nova delação de Daniel Vorcaro de novo? SAIBA BASTIDORES
FOTO: REPRODUÇÃO REDES SOCIAS.

A PF (Polícia Federal) vai recusar a nova proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro na semana passada.

O anúncio deve ser feito nesta semana, provavelmente ainda nesta terça (9), diretamente aos advogados do dono do Banco Master.

Será a segunda recusa dos termos de colaboração propostos por ele em menos de um mês.

Em maio, a PF considerou que a primeira proposta apresentada pelo ex-banqueiro não trazia elementos novos para a investigação e deixava de fora fatos que os investigadores já conheciam.

Os argumentos agora se repetem: nesta segunda tentativa, Vorcaro até teria detalhado situações envolvendo políticos e autoridades, sem, no entanto, apresentar novidades em relação ao que já foi descoberto, e sem apontar crimes cometidos por parceiros.

De acordo com autoridades ouvidas pela coluna, a impressão é a de que o ex-banqueiro está apenas tentando ganhar tempo na esperança de que o STF (Supremo Tribunal Federal) sinalize que pode afrouxar as medidas tomadas contra ele e seus familiares.

Nesta semana, a Corte deve retomar o julgamento que decidirá se o pai de Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, seguirá preso.

A nova rejeição à delação não significa que as portas da PF estão totalmente fechadas para o dono do Banco Master. De acordo com a lei, ele pode sempre voltar às autoridades com uma nova proposta de colaboração.

Na prática, porém, “ficar nesse vai e vem”, de acordo com um integrante da PF, em nada deve melhorar a situação em que o ex-banqueiro se encontra.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) também estaria insatisfeita com os novos termos de colaboração apresentados por Vorcaro, mas tem adotado uma postura diferente, de não recusar oficialmente a delação e seguir negociando na tentativa de que ela melhore.

Procurada, a defesa de Vorcaro não respondeu à coluna.
Com informações de Folha de São Paulo

Justiça manda prender jornalista perseguido por Carla Zambelli

O juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo, que em outubro de 2022 foi alvo de uma perseguição a mão armada pelas ruas de São Paulo por parte da então deputada federal Carla Zambelli.

A medida foi determinada devido ao não pagamento de uma indenização por difamação a qual Araújo foi condenado. Ele foi considerado culpado por difamar Zambelli ao ter publicado após a perseguição um texto com críticas a Zambelli.

No texto, Araújo afirmou, por exemplo, que Zambelli integrava uma “seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”. Tal seita seria composta por “mercadores da morte”, escreveu o jornalista.

Processado pela então parlamentar, Araújo foi absolvido do crime de injúria, mas acabou condenado ao pagamento de indenização por difamação. Em valores atuais, acrescido de multas e custas processuais, o valor não pago é de pouco mais de R$ 2,2 mil.

“Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta, nos termos do artigo 44,  parágrafo 4º, do Código Penal, converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, nos moldes da sentença prolatada”, escreveu o magistrado responsável pelo caso, em decisão publicada em 1º de junho.

A Agência Brasil tentou, sem sucesso, contato com a defesa de Luan Araújo.

Entenda

Dias antes do segundo turno da eleição presidencial de 2022, Zambelli e Araújo se envolveram em um bate-boca que culminou com a então deputada sacando um revólver e perseguindo o jornalista pelas ruas da São Paulo e dentro de uma lanchonete. A ação foi gravada por transeuntes e o caso obteve grande repercussão nacional.

Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão em razão do episódio. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

>>STF: condenação de Zambelli por perseguição armada é definitiva

Zambelli, contudo, já havia ido em julho para a Itália, para fugir da prisão para o cumprimento de uma pena anterior, de 10 anos de prisão, a qual foi sentenciada por ser a mentora de uma invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O Brasil pediu a extradição de Zambelli, que chegou a ser concedida pelas primeiras instâncias da Justiça italiana, mas acabou sendo cassada em maio pela Corte de Apelação de Roma.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Homem é condenado a pagar R$ 13,5 mil por colisão com carro estacionado em Natal

Homem é condenado a pagar R$ 13,5 mil por colisão com carro estacionado na zona Norte da capital potiguar – Foto: Chris Ryan/iStock.
O 2º Juizado Especial Criminal e de Trânsito da Comarca de Natal condenou um homem ao pagamento de R$ 13.500,00 por danos materiais, após um acidente de trânsito, na Avenida Dr. João Medeiros Filho, no bairro Potengi, zona Norte da capital. A decisão foi proferida pelo juiz Cleofas Coelho de Araújo Júnior.
Segundo o TJRN, o caso ocorreu em outubro de 2022, por volta das 3h30, quando um veículo que estava estacionado foi atingido por outro carro, pertencente ao réu. O impacto causou danos significativos ao automóvel da vítima.
Segundo o processo, o veículo atingido estava corretamente estacionado, e a versão apresentada pelo autor aponta que o motorista responsável pela colisão apresentava sinais de embriaguez no momento do acidente.
Para calcular os prejuízos, a vítima apresentou três orçamentos de reparo, sendo o menor no valor de R$ 13.500,00.
Em sua defesa, o réu contestou a ação, alegando que o caso exigiria perícia técnica e questionando os orçamentos apresentados. Ele também negou culpa exclusiva pelo acidente e pediu a improcedência do pedido ou a redução do valor da indenização.
Ao analisar o caso, segundo o TJRN, o juiz entendeu que o processo poderia ser julgado no âmbito do Juizado Especial, com base nas provas já apresentadas, como o boletim de ocorrência e os orçamentos. Para o magistrado, os documentos foram suficientes para comprovar o acidente e a responsabilidade do réu.
Na decisão, o juiz destacou que o boletim de ocorrência registra a colisão com o veículo estacionado e aponta sinais de embriaguez no condutor, informação também reforçada por procedimentos relacionados ao caso.
Dessa forma, a Justiça concluiu que o acidente ocorreu por conduta exclusiva do réu e determinou o pagamento da indenização pelos danos materiais causados.

Justiça da Itália anula extradição de Zambelli e ex-deputada é solta

A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), em foto de arquivo. — Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), em foto de arquivo. — Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Justiça da Itália anulou nesta sexta-feira (22) a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil. A decisão da Suprema Corte de Cassações – a última instância da Justiça italiana – revogou a sentença anterior, da Corte de Apelações da Itália.

Segundo o advogado da ex-deputada, Alessandro Sammarco, a Suprema Corte também determinou a libertação de Zambelli, que até então estava presa em um presídio nos arredores de Roma.

Um vídeo publicado nas redes sociais do advogado Pieremilio Sammarco, que também faz parte da defesa, mostra Zambelli após a libertação. A soltura também foi confirmada à TV Globo pelo advogado Fábio Pagnozzi, que defende a ex-deputada no Brasil.

O deputado estadual Bruno Zambelli (PL), irmão de Carla, afirmou que a família considerou a decisão um “milagre”. O parlamentar disse que a irmã fez uma chamada de vídeo com a família após a soltura. Segundo ele, a família pretende ir visitar a ex-deputada na Itália.

Questionado pelo g1, o deputado afirmou que Zambelli seguirá na Itália “por saber que se vier ao Brasil pode ser presa”. “Ela está aguardando os próximos passos da Justiça brasileira para saber o que fazer”, acrescentou.

Zambelli ao lado de seu advogado após ser libertada na Itália — Foto: Reprodução/Instagram
Zambelli ao lado de seu advogado após ser libertada na Itália — Foto: Reprodução/Instagram

A decisão desta sexta diz respeito ao processo em que Zambelli foi condenada por invadir o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Há ainda um segundo processo de extradição correndo na Justiça italiana, relacionado à condenação da ex-deputada pelo crime de porte ilegal de armas e ameaça com arma de fogo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou à Itália um único pedido de extradição, mas a Justiça italiana decidiu separar os casos. Portanto, ainda há outro pedido de extradição em análise, ainda sem data para uma decisão final.

A defesa de Zambelli também disse ainda não ter claros os motivos para a anulação, mas acredita que a Corte de Cassações encontrou erros na sentença anterior, da Corte de Apelações.

A Suprema Corte de Cassações ainda não havia se manifestado formalmente ou divulgado o acórdão da decisão até a última atualização desta reportagem.

Próximos passos

Quando forem esgotadas as vias judiciais, o processo ainda passará pelas mãos do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que pode dar um parecer favorável ou contrário à extradição. O ministro tem um prazo de 45 dias para se manifestar a partir da publicação do acórdão da Justiça.

👉 Brasil e Itália têm um tratado recíproco de extradição, em vigor desde 1993 – e que já foi acionado dezenas de vezes desde então. O primeiro artigo do tratado determina, inclusive, que Brasil e Itália ficam obrigados a entregar, um ao outro, pessoas que sejam procuradas pelo outro país – seja para levar a julgamento ou para cumprir uma pena restritiva de liberdade.

Saiba mais sobre o presídio onde está Zambelli

A ex-deputada federal Carla Zambelli está presa na Itália desde o dia 29 de julho de 2025. Ela está em um presídio nos arredores de Roma que abriga mulheres em regimes de segurança média e alta e é dividido em oito seções.

A unidade prisional na Itália onde está Zambelli sofre com um problema grave de superlotação. Apesar de ter capacidade para receber apenas 272 mulheres, atualmente 371 estão presas lá.

Outro problema é o déficit de funcionários. De acordo com o site do Ministério da Justiça italiano, até junho deste ano, 181 agentes penitenciários atuavam no local, sendo que o necessário seria 214. O número de membros da administração também está abaixo do esperado, assim como o de educadores.

www.g1.globo.com

Justiça suspende licitação para serviços do SAMU no estado do RN

Foto: Reprodução

A 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal atendeu a um pedido de uma cooperativa que presta serviço em saúde e suspendeu, de forma liminar, e pelo prazo de 30 dias, uma licitação feita pelo Estado do Rio Grande do Norte que visa a contratação de serviços médicos em escalas de plantões presenciais de caráter ininterrupto destinados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para atendimento em vários municípios do estado.

No entanto, a unidade judicial concedeu ao Estado do RN o prazo de 30 dias para tomar uma das medidas necessárias à garantia da continuidade do serviço do SAMU192 RN que são: o retorno da empresa anteriormente contratada, por meio da prorrogação do ajuste anterior nas hipóteses legalmente admitidas e a instauração de novo procedimento licitatório.

O Estado do Rio Grande do Norte também pode realizar a formalização de contratação direta fundada nas hipóteses de dispensa previstas no artigo 75, da Lei nº 14.133/2021, em especial a de natureza emergencial; ou adotar outra medida juridicamente adequada que entenda pertinente até o julgamento definitivo do Mandado de Segurança.

Confira a sentença: Decisão-4

TJRN

PM é condenado a 12 anos de prisão por morte de instrutor em Natal

Foto: Divulgação/TJRN

O policial militar reformado Ronaldo Cabral Torres foi condenado a 12 anos e seis meses de prisão pela execução do personal trainer Paulo Henrique Araújo da Silva, de 33 anos, morto em 29 de abril de 2022 após uma discussão de trânsito em Natal.

A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira (4), no Fórum Miguel Seabra Fagundes, determinando regime inicial fechado para cumprimento da pena. O julgamento começou por volta das 9h, com a formação do Conselho de Sentença, composto por sete jurados.

Ainda pela manhã, cinco testemunhas foram ouvidas, além do próprio réu. Em seguida, houve pausa para almoço e retomada dos trabalhos no início da tarde. De acordo com o andamento do júri, o Ministério Público apresentou as sustentações iniciais, executadas pela defesa da polícia militar.

Após os debates, os jurados se reuniram para a decisão final. Conforme a perícia balística mencionada no processo, o tiro que matou a vítima teria partido da arma do policial. A mulher do réu, que chegou a ser mencionada na investigação, não será julgada após o Ministério Público apontar falta de elementos suficientes para acusação.

“Paraíba filha da p***”, disse Ed Motta em áudio de 2025 sobre garçom

Foto: Reprodução

Áudios enviados pelo artista Ed Motta, investigado por injúria, revelaram xingamentos feitos contra um funcionário do restaurante Grado, na zona Sul do Rio de Janeiro.

Nas mensagens, que foram enviadas ao dono do restaurante no ano passado, o cantor e produtor musical chama o homem de “Paraíba filha da p***” e diz que “é a Tijuca contra o Nordeste” ao se referir ao garçom.

As mensagens são de 2025 e foram enviadas ao dono do estabelecimento onde ocorreu a confusão deste ano.

O artista ameaça começar brigas e reclama da postura do funcionário do local. Em certo momento, ele diz: “Tô no meu limite. A próxima é tipo pular o balcão e pegar ele”.

Em nota, a defesa do artista afirmou que repudia a divulgação dos áudios.

Veja na íntegra:

“A defesa de Ed Motta repudia a tentativa de manipulação de narrativa por meio da divulgação de áudios antigos, fora de contexto, com o claro objetivo das partes em influenciar a investigação sobre o episódio ocorrido no dia 2 de maio, em um restaurante no Rio de Janeiro.

Conforme já esclarecido em depoimento, Ed Motta afirma ser absolutamente falsa a acusação de que teria chamado alguém de “Paraíba” naquela noite.

A divulgação de um áudio antigo, privado, gravado em outro contexto e sem qualquer relação com os fatos investigados, apenas evidencia a tentativa de construção artificial de uma versão que jamais ocorreu.

A defesa lamenta o vazamento distorcido e descontextualizado de áudios e reafirma que Ed Motta não agrediu ninguém naquela noite e não possui qualquer tipo de preconceito contra quem quer que seja.

O artista rejeita com veemência a criação de fatos inexistentes e seguirá colaborando com os esclarecimentos necessários perante as autoridades competentes.”

CNN