Medida passou a valer nesta terça-feira (15). Foto: Aléx Régis
O valor do gás de cozinha sofreu um reajuste desde a terça-feira (15) e, com isso, poderá chegar a R$ 130 no Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada pelo Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Estado (Singás-RN).
De acordo com o presidente do sindicato, Ivo Lopes, o acréscimo ao valor médio atual deve variar entre R$ 4 e R$ 4,50, aplicado das distribuidoras para a revenda. Isso representa, segundo ele, um aumento entre 3% a 3,5% no preço. O valor médio anterior era de R$ 125.
Ivo Lopes também afirmou que o aumento no preço é uma medida nacional, sendo motivada por dois fatores: a negociação salarial (dissídio) anual entre as distribuidoras e funcionários, e os impactos do conflito entre Irã e EUA, que aumentaram o preço da importação do gás de cozinha.
“O Brasil não é autossuficiente em GLP. As distribuidoras importam 50%, e com a guerra que está havendo entre Irã e EUA, houve um acréscimo muito alto do custo para a distribuidora, do gás que ela importa”, comentou.
O presidente do Singás RN complementou que consumidores ainda poderão encontrar unidades com o valor anterior devido a estoques remanescentes, mas ele projeta a consolidação do novo preço a partir desta sexta-feira (18).
“O cliente ainda pode conseguir o GLP no preço anterior, mas até sexta-feira, ninguém conseguirá comprar no mínimo a R$ 130”, afirmou.
UE considera insuficientes os mecanismos de controle de antimicrobianos na produção animal| Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux
A União Europeia (UE) começou nesta quinta-feira (3) a suspensão da entrada de produtos de origem animal do Brasil em seus 27 países-membros. A medida atinge carnes bovina, de frango e suína, além de mel, pescados e ovos, e pode afetar até US$ 2 bilhões por ano em exportações brasileiras.
O bloqueio, porém, não é necessariamente definitivo: o Brasil tenta comprovar que atende às exigências europeias. Além disso, uma auditoria da UE avalia as cadeias de frango e mel no país.
A restrição ocorre porque o bloco considera insuficientes os mecanismos brasileiros de controle do uso de antimicrobianos na produção animal. A União Europeia não identificou casos de contaminação ou irregularidades sanitárias em lotes brasileiros.
A partir desta quinta-feira (03), novas cargas dos produtos afetados não podem entrar no mercado dos 27 países da União Europeia. A medida atinge principalmente os segmentos de carne bovina e de frango, que têm participação relevante nas exportações brasileiras para o mercado europeu.
A União Europeia detém regras próprias para o uso de antimicrobianos na criação de animais. Esses medicamentos podem ser usados para tratar infecções, mas o bloco proíbe o emprego para estimular o crescimento dos animais. Também não permite que sejam utilizados em animais antimicrobianos reservados ao tratamento de infecções em seres humanos.
A avaliação europeia é de que o sistema brasileiro de controle dessas substâncias não oferece garantias suficientes para comprovar o cumprimento das regras.
O governo brasileiro, por sua vez, contesta esse entendimento e afirma que a legislação nacional já restringe o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento, seguindo referências internacionais.
O bloqueio europeu não foi anunciado após a identificação de contaminação ou de um problema sanitário específico em carnes brasileiras. A questão está relacionada aos mecanismos de controle e rastreabilidade do uso de antimicrobianos. Dessa forma, a medida não significa que a carne brasileira tenha sido considerada imprópria para consumo.
O Brasil exporta produtos de origem animal para dezenas de países e continua autorizado a vender para outros mercados que mantenham a habilitação dos produtos brasileiros.
Quanto o Brasil pode perder?
O impacto potencial estimado chega a US$ 2 bilhões por ano considerando os produtos afetados. Somente a carne bovina respondeu por aproximadamente US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras para a UE em 2025, segundo os dados apresentados no material.
Embora o mercado europeu represente uma parcela limitada do total das exportações brasileiras de carne bovina, ele é considerado estratégico porque compra cortes de maior valor agregado.
O problema para o setor não é apenas encontrar outro comprador. Diferentes mercados costumam demandar cortes específicos, o que dificulta substituição imediata das vendas destinadas à Europa.
O governo brasileiro vem negociando com a União Europeia desde que a medida foi anunciada. Entre as providências adotadas estão: proibição de determinados antimicrobianos; criação de mais regras de controle; proposta de um período de transição, rejeitada pela UE; elaboração de um protocolo de rastreabilidade; comprovação do controle sobre o uso dessas substâncias durante a produção.
O novo protocolo prevê o acompanhamento do animal desde o nascimento até o abate, permitindo comprovar que determinados antimicrobianos não foram usados durante sua vida.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), todas as empresas associadas e habilitadas a exportar para a União Europeia já aderiram ao protocolo privado desenvolvido pelo setor.
A suspensão pode ser revertida, mas não há uma data definida para a retomada das exportações.
Os voos entre Mossoró, a segunda maior cidade do RN, e Recife, o maior hub da Azul Linhas Aéreas no Nordeste, serão retomados a partir desta quinta-feira (3). A aeronave ATR, com capacidade para até 70 pessoas, pousa às 14h20 no Aeroporto Dix-Sept Rosado e decola às 14h50 rumo à capital pernambucana.
“A retomada do voo entre Mossoró e Recife é uma conquista importante para o desenvolvimento do nosso interior e para a interiorização do turismo no Rio Grande do Norte. Ter conectividade aérea significa aproximar a região Oeste e a Costa Branca de novos mercados, facilitar a chegada de visitantes e abrir novas oportunidades para a economia local. Estamos trabalhando para que o turismo seja cada vez mais descentralizado, valorizando as potencialidades de todas as regiões do nosso estado. Esse voo fortalece Mossoró como um importante destino e amplia a circulação de turistas pelo RN, gerando emprego, renda e desenvolvimento para os municípios”, destacou a governadora Fátima Bezerra.
A partir de Recife, os passageiros têm acesso facilitado a 32 destinos, entre nacionais e internacionais, via Azul. Da mesma forma, os viajantes do Brasil e exterior passam a ter mais possibilidades de chegar ao Rio Grande do Norte, fortalecendo a integração da região com a malha aérea da companhia. A rota contará com dois voos semanais de/para Mossoró-Recife.
Com investimentos estimados em R$ 80 milhões, conduzidos pela Infraero, as obras de reforma e ampliação do Aeroporto Dix-sept Rosado devem estar totalmente concluídas no próximo mês de outubro. A modernização do terminal contempla a construção de um novo terminal climatizado para até 300 passageiros, recapeamento e reforço da pista de pouso e decolagem, reforma das pistas de táxi e do pátio de aeronaves, implantação de nova sinalização e balizamento noturno, além da ampliação das áreas de embarque e desembarque.
As melhorias permitirão que o aeroporto receba aeronaves maiores, como Boeing 737 e Airbus A320, ampliando a capacidade operacional do equipamento, o que impulsionar a economia regional, fortalecer o ambiente de negócios e abrir novos mercados.
Projeto representa investimento de R$ 34,5 milhões e leva infraestrutura de gás natural para o município de Areia Branca, fortalecendo a atividade econômica e abrindo novas oportunidades para empresas da região.
A Companhia Potiguar de Gás (Potigás) concluiu as obras do Polo Gás Sal, projeto estratégico de expansão e interiorização da infraestrutura de gás natural no Rio Grande do Norte. Com 52 quilômetros de gasoduto implantados e investimento de R$ 34,5 milhões, a iniciativa conecta Mossoró a Areia Branca e amplia a capacidade de atendimento da companhia.
O Polo Gás Sal foi desenvolvido para atender à crescente demanda por gás natural e criar condições para a expansão de atividades econômicas na região. O gasoduto percorre a margem da BR-110, passando por comunidades e áreas de relevância para a economia local, e possui potencial para disponibilizar até 40 mil metros cúbicos de gás natural por dia.
A conclusão do projeto representa um novo marco para a atuação da Potigás no interior do Estado. A infraestrutura permitirá ampliar o acesso ao gás natural para diferentes segmentos, incluindo a indústria salineira, postos de combustíveis, estabelecimentos comerciais e consumidores residenciais, além de contribuir para a atração de novos empreendimentos para a região.
Para a diretora-presidente da Potigás, Marina Melo, a conclusão do projeto reforça o compromisso da companhia com o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte.
“O Polo Gás Sal é mais do que a implantação de um gasoduto. É um investimento em infraestrutura, desenvolvimento e novas oportunidades para a Costa Branca. Estamos levando uma fonte de energia competitiva para uma região estratégica do Rio Grande do Norte e criando condições para que novos negócios possam se instalar e os que já existem possam crescer ainda mais”, destaca.
Com a conclusão do Polo Gás Sal, a Potigás dá mais um passo na expansão e interiorização da rede de distribuição de gás natural do Rio Grande do Norte e reafirma sua atuação como agente estratégico para a atração e retenção de investimentos, a geração de oportunidades e o desenvolvimento sustentável do Estado.
Polo Gás Sal
52 km de gasoduto implantados;
R$ 34,5 milhões em investimentos;
Até 40 mil m³/dia de potencial de fornecimento de gás natural;
Atendimento aos segmentos industrial, comercial, residencial e GNV;
Expansão da infraestrutura de gás natural para a Costa Branca potiguar.
A Liquida Natal começa nesta sexta-feira (28) e chega à sua 25ª edição com a proposta de movimentar o comércio durante um período de transição do calendário comercial. A campanha segue até 7 de setembro e reúne lojas de rua, shopping centers e estabelecimentos da região metropolitana.
Durante a campanha, os consumidores encontram descontos em diversos produtos e serviços. Além das ofertas, a iniciativa distribui cupons para uma premiação superior a R$ 260 mil.
Mais de 2 mil empresas
Criada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), a Liquida Natal completa 25 anos com mais de 2 mil empresas participantes, segundo a organização.
A campanha reúne negócios de diferentes portes, desde microempreendedores individuais até grandes redes varejistas. O movimento também beneficia outros setores ligados ao comércio, como fornecedores, transportadoras, empresas de serviços e trabalhadores temporários.
Com a participação de milhares de estabelecimentos, a campanha busca estimular as vendas e ampliar o movimento no comércio durante o período.
“A Liquida Natal chega aos 25 anos mostrando que deixou de ser apenas uma campanha de descontos para se tornar um verdadeiro movimento em favor do comércio potiguar”, disse José Lucena, presidente da CDL Natal.
Governo prevê reajuste de R$ 120 no salário mínimo para 2027 – Foto: Divulgação
O salário mínimo poderá passar dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, segundo estimativa apresentada pelo governo federal. A projeção, divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, representa um aumento de R$ 120, equivalente a 7,4%.
O valor deverá constar do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que o governo federal deve encaminhar ao Congresso Nacional até 31 de agosto. A cifra, no entanto, ainda é uma previsão e poderá ser alterada até a definição do piso nacional.
O salário mínimo definitivo será definido no fim de 2026, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro. A regra atual considera a inflação medida pelo INPC e um ganho real de 2,5%, dentro dos limites estabelecidos pela legislação.
O piso nacional serve de referência para benefícios previdenciários e assistenciais e para programas sociais vinculados ao salário mínimo. Por isso, uma alteração no valor também repercute nas despesas públicas.
Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621, valor estabelecido para 2026 por decreto presidencial.
A “Cidade do Grude” viveu, na tarde do domingo (23), um momento histórico com a inauguração do primeiro Shopping Rural Público do Rio Grande do Norte. O novo espaço foi criado pela Prefeitura de Extremoz com o objetivo de valorizar a cultura, fortalecer o turismo e estimular a economia local.
Para celebrar a inauguração, a Prefeitura preparou uma programação especial, que contou com feira de artesanato, gastronomia, apresentações culturais, shows com cantores locais e a participação da banda municipal de música.
Localizado no espaço da Casa Multicultural Clara Camarão, nas Ruínas, no Centro Antigo de Extremoz, o Shopping Rural passa a ser mais uma opção de visitação e valorização das potencialidades do município. O espaço está aberto diariamente ao público.
O novo equipamento também tem como finalidade fortalecer a agricultura familiar, incentivando a comercialização de produtos produzidos no município e na região, além de contribuir para a geração de emprego e renda.
A prefeita Jussara Sales destacou que a inauguração do Shopping Rural representa uma conquista importante para Extremoz, por reunir cultura, turismo e geração de emprego e renda em um único espaço. Segundo ela, o novo equipamento valoriza os produtores, artesãos e empreendedores locais e fortalece a identidade do município como destino turístico.
Com a iniciativa, Extremoz amplia as ações de valorização da identidade cultural e das tradições locais, criando um novo ponto de encontro entre moradores, produtores, artesãos, empreendedores e visitantes.
Novo espaço reúne cultura, gastronomia, artesanato e produção local e promete impulsionar a economia e o turismo do município
A Prefeitura de Extremoz inaugura, neste domingo (23), a partir das 15h, o primeiro Shopping Rural do Rio Grande do Norte. O novo equipamento está localizado ao lado da Casa Clara Camarão e chega com a proposta de valorizar as potencialidades do município, fortalecer a economia local e criar novas oportunidades para empreendedores, produtores e comerciantes.
O espaço foi planejado para reunir diferentes manifestações da identidade de Extremoz, com destaque para a gastronomia, o artesanato, a cultura e a produção local. A iniciativa também busca oferecer à população e aos visitantes um novo ambiente de convivência, lazer e valorização das tradições do município.
A inauguração representa mais um investimento da gestão municipal na criação de espaços capazes de estimular o empreendedorismo, movimentar a economia e ampliar o potencial turístico de Extremoz.
“Estamos criando novas oportunidades para a nossa cidade e valorizando aquilo que Extremoz tem de melhor. O Shopping Rural representa cultura, gastronomia, geração de oportunidades e desenvolvimento. É mais um passo para construir novos caminhos para o nosso município”, destaca a prefeita Jussara Sales.
A programação de abertura contará com a presença da população, empreendedores, produtores e convidados, que poderão conhecer o novo equipamento e celebrar mais uma iniciativa voltada ao desenvolvimento econômico e cultural de Extremoz.
Com o novo Shopping Rural, o município amplia as ações de incentivo à produção local e reforça sua vocação turística, transformando cultura, gastronomia e empreendedorismo em ferramentas de desenvolvimento.
SERVIÇO
Inauguração do primeiro Shopping Rural do RN Data: Domingo, 23 de agosto Horário: A partir das 15h Local: Ao lado da Casa Clara Camarão – Extremoz/RN
Idema libera obras do Terminal Pesqueiro de Natal, que terá mais de R$ 11 milhões em investimentos no primeiro ano. Foto: Reprodução.
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) emitiu a licença de instalação que autoriza a retomada das obras de adequação do Terminal Pesqueiro Público de Natal. A estrutura, localizada às margens do Rio Potengi, está fechada desde 2010 e deverá iniciar as operações até dezembro de 2027, conforme o contrato de concessão.
A licença foi concedida à Turc Operações Marítimas Ltda., empresa que assumiu a gestão do terminal após o leilão realizado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em agosto de 2025. O documento permite a execução de obras, montagem de estruturas e serviços de adequação, mas não autoriza o início das atividades comerciais.
Para operar, a concessionária deverá concluir as intervenções previstas no contrato e solicitar ao Idema a Licença de Operação (LO).
Terminal foi leiloado por R$ 21 mil
O Terminal Pesqueiro de Natal foi leiloado em 18 de agosto de 2025. A Turc foi a única empresa habilitada e apresentou proposta de R$ 21 mil pela concessão de uso do equipamento por 20 anos. O contrato foi assinado em 12 de dezembro do mesmo ano.
O valor pago corresponde à outorga da concessão e não inclui os investimentos necessários para concluir, modernizar e equipar o terminal.
As obras da estrutura começaram em 2009 e foram interrompidas no ano seguinte, quando o empreendimento estava com cerca de 95% da construção concluída. Desde então, o terminal permaneceu sem operação comercial. Parte do cais é utilizada de maneira improvisada para reparos de embarcações.
O equipamento tem capacidade para armazenar até 50 mil quilos de pescado e foi projetado para atender tanto a pesca oceânica quanto a artesanal.
O projeto de concessão prevê:
Revitalização e modernização da estrutura; Operação, manutenção e gestão do terminal; Instalação de uma fábrica de gelo; Serviços de água, combustível e energia; Estrutura para lavagem, conservação e acondicionamento dos pescados; Organização da utilização do píer pelas embarcações.
A concentração desses serviços no terminal deve reduzir etapas logísticas e facilitar o acesso dos pescadores a insumos necessários à atividade.
Concessionária terá prazo para cumprir exigências
A licença de instalação emitida pelo Idema tem validade até 2031. A Turc, porém, deverá apresentar parte das condicionantes ambientais e técnicas no prazo de 60 dias a partir da emissão do documento.
Entre as exigências estão declarações atualizadas da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) sobre a viabilidade dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além de um projeto de drenagem.Praias e ilhas
O prazo de validade da licença corresponde ao limite para solicitação da Licença de Operação. A empresa poderá fazer o pedido antes, após concluir as obras e atender às exigências estabelecidas pelo órgão ambiental.
Daniel Penteado Lana, diretor-executivo da Oportuna Terminais Pesqueiros e Negócios Marítimos, empresa integrante da Sociedade de Propósito Específico criada pela Turc para administrar o terminal, confirmou o recebimento da licença.
Segundo ele, ainda não há uma data definida para o início das obras obrigatórias. Os preparativos, contudo, seguem o cronograma estabelecido no contrato.
“Estamos equacionando junto à Neoenergia Cosern a eletrificação do Terminal, considerando as características técnicas e necessidades de consumo operacional, além de seguirmos com os esforços pela limpeza e organização física e também a atualização dos estudos de viabilidade técnica e operacional das atividades obrigatórias e complementares pelo edital”, afirmou Lana.
A ligação de energia é necessária para o funcionamento de equipamentos de refrigeração e fabricação de gelo, além dos sistemas utilizados na lavagem e conservação dos pescados.
Investimentos podem superar R$ 185 milhões
O contrato prevê investimentos superiores a R$ 11 milhões no primeiro ano da concessão. Ao longo dos 20 anos, o montante poderá ultrapassar R$ 185 milhões.
As primeiras metas deverão ser cumpridas em até dois anos após a assinatura do contrato. Entre elas estão:
Garantir a atracação simultânea de pelo menos duas embarcações de pesca artesanal; Estabelecer regras para ocupação do píer; Viabilizar o acesso ao terminal; Alcançar capacidade efetiva para receber 93 toneladas mensais de pescado artesanal; Estruturar os serviços de desembarque, lavagem, seleção e preparação dos produtos para transporte e comercialização.
No terceiro ano da concessão, o terminal deverá ter capacidade para realizar integralmente serviços de lavagem, higienização, acondicionamento, transporte e expedição de pelo menos 93 toneladas mensais de pescado artesanal.
Também está prevista uma área de carregamento para três caminhões-baú ou veículos semelhantes.
O contrato estabelece ainda metas para a produção e oferta de pelo menos 464 toneladas de gelo por mês, além do fornecimento mensal de 120 mil litros de combustível e 116 metros cúbicos de água. A energia elétrica necessária para a operação também deverá estar disponível.
Atividades complementares poderão ser incorporadas ao empreendimento mediante autorização do Ministério da Pesca e Aquicultura, responsável pela concessão.
A emissão da licença ambiental permite o avanço das etapas necessárias para colocar o Terminal Pesqueiro de Natal em funcionamento. A conclusão das obras, a instalação dos sistemas técnicos, a regularização dos serviços públicos e o cumprimento das exigências ambientais ainda são necessários antes do início da operação comercial.
O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na noite deste domingo (16), em São Paulo, com dívidas que somam R$ 17,3 bilhões. O processo foi protocolado na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais e ocorre em meio ao agravamento da situação financeira da varejista, que registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano.
O pedido envolve dez empresas do grupo, incluindo operações ligadas às marcas Casas Bahia e Ponto Frio, ao comércio eletrônico, à fabricante de móveis Bartira e a subsidiárias das áreas de logística e tecnologia. Do total do passivo informado à Justiça, R$ 16,4 bilhões correspondem a dívidas com credores sem garantia, R$ 754 milhões a obrigações trabalhistas e R$ 154 milhões a débitos com micro e pequenas empresas.
Segundo a companhia, o processo de recuperação judicial não deverá provocar interrupção das atividades. A empresa afirma que pretende manter o funcionamento dos canais de venda e o atendimento aos consumidores enquanto negocia uma reorganização das obrigações financeiras.
Entre as razões apresentadas para o pedido estão o período prolongado de juros elevados, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro. A varejista também informou que alternativas para obtenção de novos recursos que vinham sendo negociadas não foram concretizadas.
A crise financeira ocorre após anos de investimentos na transformação da operação da empresa e mudanças no comportamento do varejo. A companhia intensificou a digitalização a partir de 2019, período anterior à pandemia da Covid-19 e em um cenário de juros mais baixos. Posteriormente, a elevação das taxas aumentou o custo do crédito em uma operação dependente de financiamento para estoques e vendas ao consumidor.
Fechamento de lojas
Nos últimos meses, o grupo também reduziu a estrutura física. A companhia informou o fechamento de 298 lojas e promoveu uma reorganização do quadro de funcionários como parte de uma nova etapa do plano de reestruturação. A estratégia prevê concentrar a operação em unidades e negócios considerados mais rentáveis, além de priorizar margem e geração de caixa nas vendas digitais.
O pedido ocorre dois anos depois de a varejista recorrer a uma recuperação extrajudicial. Em 2024, a empresa renegociou bilhões de reais em obrigações financeiras e deixou o processo poucos meses depois.
O cenário voltou a se deteriorar nos trimestres seguintes. No segundo trimestre de 2026, o Grupo Casas Bahia registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões, contra perda de R$ 555 milhões no mesmo período de 2025. A companhia atribuiu R$ 9,1 bilhões do resultado a efeitos não recorrentes relacionados, entre outros fatores, a baixas de ativos, revisões contratuais e medidas de reestruturação. Desconsiderados esses efeitos, o prejuízo ajustado ficou em R$ 978 milhões.
Com o resultado, a empresa chegou ao oitavo trimestre consecutivo de perdas e passou a registrar patrimônio líquido negativo de R$ 8,1 bilhões.
No pedido à Justiça, a companhia também busca proteção contra medidas que possam comprometer o caixa durante a recuperação. A expectativa é utilizar o processo para renegociar e alongar dívidas, reorganizar a estrutura de capital e preservar a continuidade das operações.
O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) realizou, neste mês de agosto, uma pesquisa de preços de combustíveis em postos de Natal. O levantamento identificou redução nos preços de todos os combustíveis pesquisados em comparação com a pesquisa anterior, realizada em julho. A gasolina comum apresentou queda de 2,19%; o diesel S-10, de 2,59%; o gás veicular, de 1,91%; e o etanol teve a maior redução, de 5,22%.
A queda no preço do etanol foi motivada principalmente pelo aumento da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul e pelo crescimento da produtividade do etanol de milho, que elevaram a oferta do biocombustível. Na capital potiguar, apesar da redução registrada, o preço médio do etanol ainda está 3,47% acima da média observada nas capitais do Nordeste. A média do etanol na região é de R$ 4,90.
Para o consumidor que utiliza veículo com motor flex, o etanol é considerado vantajoso quando seu preço corresponde a, no máximo, 70% do valor da gasolina. Em Natal, o biocombustível representa 75% do preço da gasolina. Para compensar o abastecimento com etanol, o litro precisaria custar menos de R$ 4,73 na capital.
Com isso, mesmo diante da redução registrada na pesquisa, a gasolina continua sendo a opção mais vantajosa para o consumidor natalense, considerando que, em média, o etanol apresenta rendimento equivalente a cerca de 70% do obtido com a gasolina.
Análise por região da capital
Na análise por região, o levantamento identificou os menores preços médios de alguns combustíveis na Zona Leste. O etanol apresentou média de R$ 5,00; o diesel comum, de R$ 6,80; o diesel S-10, de R$ 7,01; e o gás veicular, de R$ 4,92. Na Zona Norte, foram encontrados os menores preços médios para a gasolina comum e a gasolina aditivada, de R$ 6,67 e R$ 6,73, respectivamente.
A pesquisa também identificou diferenças significativas entre os maiores e menores preços encontrados nos postos. No caso do etanol, o maior preço foi de R$ 5,99 e o menor, de R$ 4,74, encontrado no bairro Igapó, na Zona Norte. A diferença de R$ 1,25 representa uma variação de 26,37%.
Para o diesel S-10, a diferença entre o maior e o menor preço foi de R$ 0,80. O maior valor encontrado foi de R$ 7,59 e o menor, de R$ 6,79, registrado no bairro Cidade Nova, na Zona Oeste. A variação foi de 11,78%.
Na gasolina comum, a diferença chegou a R$ 0,75. O maior preço encontrado foi de R$ 7,29, enquanto o menor foi de R$ 6,54, registrado no bairro Potengi, na Zona Norte. A diferença representa uma variação de 11,74%.
Orientação do Procon
O Procon Natal orienta os consumidores a pesquisar os preços antes de abastecer. Caso sejam identificados valores muito acima das médias encontradas na pesquisa, o consumidor pode denunciar apresentando o cupom fiscal emitido pelo posto de combustível na sede do órgão, localizada na Rua Ulisses Caldas, nº 181, Cidade Alta, ou pelos canais de atendimento: WhatsApp (84) 3232-6189 e e-mail procon.natal@natal.gov.br. As denúncias serão analisadas para a adoção das medidas administrativas cabíveis.
O governo de Donald Trump cancelou o visto da embaixadora Maria Luiza Viotti, chefe da embaixada do Brasil nos Estados Unidos. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (4), por um funcionário da diplomacia norte-americana.
Viotti está a frente da representação brasileira em Washington desde 2023, quando foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao posto. Com isso, ela se tornou a primeira mulher a chefiar a Embaixada do Brasil nos EUA.
A informação foi inicialmente divulgada pelo jornalista Paulo Figueiredo, que participou de uma coletiva fechada com um grupo de jornalistas. O Metrópoles confirmou a decisão junto a repórteres brasileiros que participaram da entrevista.
Segundo fontes do Itamaraty ouvidas pela reportagem, o governo brasileiro não foi informado previamente sobre o cancelamento do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti.
A gasolina mais barata pode se tornar realidade a partir de 1º de agosto. O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32% (E32), deve reduzir em cerca de R$ 0,03 o preço do litro vendido nos postos, segundo estimativa apresentada na terça-feira (14) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Segundo o ministro, a medida também reduzirá a dependência do Brasil da importação de combustíveis.
“Barateia 3 centavos, mas principalmente porque diminui a nossa dependência de importação”, afirmou Alexandre Silveira após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Redução depende dos preços do etanol e do petróleo
A estimativa considera os preços atuais do etanol anidro e do petróleo. No entanto, o valor poderá variar conforme as cotações internacionais desses produtos quando a nova mistura entrar em vigor.
Além disso, a regra começará a valer em 1º de agosto por um período inicial de 180 dias. Depois desse prazo, o governo poderá prorrogar a medida por mais 180 dias.
Segundo Alexandre Silveira, o Conselho Nacional de Política Energética decidirá posteriormente se transformará o percentual em regra permanente.
O ministro explicou que o E32 já recebeu aprovação técnica. Por isso, o período de transição servirá apenas para acompanhar os resultados da medida.
“A transitoriedade é apenas uma maneira de nos precavermos“, declarou.
Além disso, Silveira afirmou que não haverá necessidade de novos testes para manter definitivamente o percentual de 32% de etanol na gasolina.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a nova mistura permitirá ao Brasil deixar de importar aproximadamente 900 milhões de litros de gasolina por ano.
Além da economia, a medida busca reduzir os impactos das oscilações internacionais do petróleo e dos combustíveis sobre o mercado brasileiro.
Antes da aprovação, o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) realizou testes em veículos leves e motocicletas.
Os pesquisadores avaliaram consumo, desempenho, dirigibilidade, partida a frio e emissão de poluentes.
Segundo o governo, os testes mostraram que o E32 apresentou desempenho semelhante ao das misturas atuais. Além disso, os pesquisadores não identificaram impactos relevantes nem mesmo em veículos sem motor flex.
Enquanto isso, o governo também iniciou estudos para elevar a mistura obrigatória para 35% de etanol (E35), conforme prevê a Lei do Combustível do Futuro.
Entretanto, Alexandre Silveira destacou que uma eventual aprovação técnica não garantirá a adoção imediata do novo percentual.
Segundo ele, o governo avaliará o cenário econômico antes de tomar qualquer decisão.
“Quando estiver economicamente viável, a gente aumenta. Se piorar, a gente diminui”, afirmou o ministro.
O representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, afirmou nesta quinta-feira (9), que a decisão final sobre as tarifas adicionais contra importações brasileiras será anunciada “muito em breve”. Segundo ele, as negociações seguem em andamento, mas ainda existe uma grande distância entre as posições das partes.
O anúncio é aguardado até o prazo legal de 15 de julho, quando também deverá ser divulgado o resultado da investigação conduzida sob a Seção 301, que pode resultar na aplicação de tarifas extras sobre diversos produtos brasileiros.
As férias escolares de julho devem impulsionar o movimento em bares e restaurantes do RN, mas o aumento nas vendas não será suficiente para tirar boa parte do setor da crise financeira, conforme informações da Tribuna do Norte.
Levantamento da Abrasel-RN mostra que 66% dos empresários esperam aumentar o faturamento em julho. Desses, 44% projetam crescimento de até 20% em relação a um mês considerado normal. Ainda assim, apenas 28% das empresas fecharam maio com lucro, enquanto 24% registraram prejuízo e 47% encerraram o mês no zero a zero.
O levantamento também mostra que 43% dos estabelecimentos têm contas em atraso, principalmente com impostos federais e estaduais. Segundo o presidente da Abrasel-RN, Thiago Machado, o reforço no faturamento esperado para julho ajuda, mas está longe de compensar as perdas acumuladas. “As dívidas são muito altas”, afirmou.
Os empresários ainda enfrentam o aumento dos custos, a inflação dos insumos, as despesas com segurança privada e a dificuldade de reajustar os preços dos cardápios sem afastar clientes. Para muitos, lançar novos produtos, rever processos e buscar mais eficiência tem sido a estratégia para manter os negócios de pé.
Expectativa também no setor de hotelaria
A hotelaria também espera um julho mais aquecido. Entidades do setor projetam ocupação entre 62% e 65% ao longo do mês, podendo chegar a 70% na segunda quinzena.
Apesar da expectativa de maior fluxo de turistas, especialistas alertam que, sem acesso a crédito e um ambiente tributário mais favorável, muitas empresas ainda poderão enfrentar dificuldades quando a alta temporada chegar ao fim.