Obras do Polo Gás Sal se aproximam de 80% de conclusão

As obras do Polo Gás Sal seguem em ritmo acelerado e já se aproximam de 80% de execução. Ao todo, mais de 43 quilômetros de gasodutos já foram lançados ao longo da BR-110, no trecho entre Mossoró e Areia Branca. O primeiro trecho do gasoduto já está concluído e em operação, enquanto o segundo passa por fase de testes. As frentes de obra avançam agora em direção ao perímetro urbano de Areia Branca.

Principal projeto de interiorização do gás natural no Rio Grande do Norte, o Polo Gás Sal conta com investimento de R$ 34,5 milhões da Companhia Potiguar de Gás (Potigás) e prevê a implantação de 53 quilômetros de rede. A iniciativa vai levar o energético a uma das regiões mais estratégicas da economia potiguar, fortalecendo a indústria salineira e criando condições para atração de novos empreendimentos.

Para a diretora-presidente da Potigás, Marina Melo, o projeto é estruturante para o desenvolvimento do estado. “A interiorização do gás natural é fundamental para promover um desenvolvimento mais equilibrado no Rio Grande do Norte. Essa infraestrutura cria oportunidades, fortalece a economia local e contribui diretamente para a geração de emprego e renda”, destaca.

Com as obras dentro do cronograma, a previsão é de conclusão ainda no primeiro semestre deste ano, ampliando o acesso ao gás natural e consolidando a infraestrutura energética como vetor de desenvolvimento regional.

Acesse: www.potigas.com.br ou ligue 3204-8500.    

Petrobras obtém licença do Ibama para perfurar três poços na Bacia Potiguar

Foto: Divulgação

A Petrobras obteve licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a perfuração de poços na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. A informação foi anunciada nesta quinta-feira (26), durante reunião entre a governadora Fátima Bezerra e a presidente da estatal, Magda Chambriard.

De acordo com o comunicado, a autorização permite a perfuração de três poços — Mãe de Ouro, Inhame e Taianga — localizados nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762, destinados à exploração de petróleo e gás. O poço Mãe de Ouro, considerado o principal da área, está situado em águas profundas, a cerca de 52 quilômetros da costa potiguar e a mais de 2 mil metros de profundidade.

Segundo a Petrobras, a sonda utilizada na operação deve chegar do Amapá ao estado no mês de julho. A empresa também informou a previsão de investimentos superiores a R$ 1,5 bilhão para a finalização de poços antigos que não estão mais em produção.

Páscoa: comércio deve atrair até 500 mil consumidores em Natal, aponta CDL

Há poucos dias da Páscoa, comemorada em 5 de abril, comércio natalense opera em ritmo intenso, mas ainda espera alta na demanda | Foto: Adriano Abreu

Cerca de 500 mil pessoas devem ir às compras no período de Páscoa na capital potiguar, segundo projeção da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL Natal). O número acompanha o cenário nacional de crescimento do consumo, com expectativa de 106,8 milhões de consumidores indo às compras em todo o Brasil. Às vésperas da data, celebrada em 5 de abril, o comércio natalense já opera em ritmo intenso, apostando no aumento da demanda para impulsionar as vendas.

“A CDL avalia que Natal já vive um crescimento consistente na intenção de compra, que deve se intensificar nos próximos dias, especialmente na semana que antecede a Páscoa, consolidando um cenário de forte movimentação no comércio”, diz José Lucena, presidente da CDL Natal.

A tendência é de crescimento gradual da procura por itens relacionados à Páscoa, uma vez que 45% dos consumidores deixam as compras para a última semana. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, aponta que 65% dos brasileiros devem realizar compras para a data.

Os ovos de chocolate industrializados são os itens mais procurados (56%), seguidos por bombons (50%) e barras (39%). Segundo o levantamento da CNDL e SPC Brasil, o segmento caseiro e artesanal já representa 40% de intenção de compra para ovos e 32% para bombons e barras.

“A expectativa do comércio em Natal é bastante otimista. O aumento do fluxo de consumidores e o ticket médio estimado em R$ 253 por pessoa apontam para um período de boas vendas. Além disso, cada consumidor deve adquirir, em média, cinco produtos, o que reforça o cenário de crescimento nas vendas durante a Páscoa”, afirma Lucena.

Desde ovos de chocolate e bombons até itens de decoração, lojas em Natal sentem o ritmo de vendas acelerar à medida que a data se aproxima. Para Rafaelo Medeiros, gerente do Queiroz Atacadão, no bairro Pitimbu, a procura pela seção de chocolates e ovos de Páscoa ainda está tímida, mas a expectativa é de aumento nos próximos dias.

“A partir da próxima semana, quando vai se aproximando mais a data da Páscoa, a tendência é o mercado aquecer. A expectativa é que a procura por ovos de Páscoa seja em torno de 56% a 60%, com uma proporção menor para barras e bombons”, diz Jossemir Farias, subgerente da loja.

No Alecrim, a loja Docelândia Festas investe nos itens de Páscoa. Shyrlene Bezerra, gerente da unidade, conta que a loja se preparou com antecedência para buscar boas vendas. “A maior procura está sendo de doces para a confeitaria, para aquele pessoal que trabalha com os doces e ovos artesanais”, afirma a gestora.

Shyrlene Bezerra: loja se preparou com antecedência para a data | Foto: Adriano Abreu

Segundo ela, a venda de ovos se acentua na semana da Páscoa. “O maior movimento realmente é na semana de Páscoa, quando vem aquele pessoal atrás do ovo para o filho, para o sobrinho, e acaba presenteando alguém próximo”. A loja investiu em kits decorados e na variedade de ovos de chocolate industrializados.

O segmento de decoração para o período também espera boas vendas na capital potiguar. Na loja Ponto dos Botões, no Alecrim, os produtos sazonais estão expostos há um mês, começando logo após o Carnaval. Severino Vasconcelos, gerente da loja, diz que as vendas devem turbinar nos últimos dias antes da Páscoa.

Severino Vasconcelos: “Vendas da Páscoa já vêm numa crescente” | Foto: Adriano Abreu

“A Páscoa é uma festa extremamente religiosa e uma festa muito de família. Desde segunda-feira (23), as vendas da Páscoa já vêm numa crescente. As pessoas podem não estar comprando absurdos, mas montar uma Páscoa em casa não custa muito caro”, avalia. Os itens mais buscados na loja são decorações que remetem a coelhos e cenouras.

Já na Ferreira Costa, loja que projeta alta de 20% em relação às vendas de 2025, o movimento é de procura por itens que possam ser usados tanto na Páscoa como em outras datas festivas. Como muitas pessoas recebem familiares e amigos em casa, também cresce a demanda por móveis e itens mais duráveis.

“Os clientes não procuram mais itens exclusivamente sazonais; eles procuram, sim, um ‘feliz Páscoa’, um coelho, algo que represente essa época, mas procuram mais produtos de alta durabilidade, como pratos, copos, xícaras e talheres que remetam a tons terrosos”, explica Larissa Arruda, gerente do setor de atendimento e serviços da loja. Ela cita também uma tendência de usar árvores para decorar a Páscoa, algo tradicionalmente ligado ao Natal.

A CDL Natal ainda aponta para um crescimento na procura por “ovos de Páscoa” no meio digital. Levantamentos baseados no Google Trends indicam que, desde a semana passada (a partir de 19 de março), as buscas pelo item aumentaram. “Esse crescimento segue um padrão típico: começa moderado e acelera nas duas semanas que antecedem a Páscoa”, diz Lucena.

“Assim como no cenário nacional, o consumidor local também prioriza qualidade, pesquisa preços e mantém preferência por compras em lojas físicas, especialmente supermercados e lojas especializadas”, afirma.

Americanas pede fim da recuperação judicial após cumprir plano e tenta virar página da crise

Foto: Reprodução

A Americanas solicitou à Justiça o encerramento de seu processo de recuperação judicial, iniciado em 2023 após a revelação de inconsistências contábeis bilionárias. O pedido foi protocolado nesta quarta-feira (25) na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, após a empresa afirmar que cumpriu todas as obrigações previstas no plano aprovado pelos credores dentro do prazo legal.

Caso seja aceito, o encerramento marcará o fim de uma das maiores crises corporativas do país, que envolveu um rombo bilionário e uma dívida superior a R$ 50 bilhões — sendo cerca de R$ 42 bilhões renegociados no âmbito da recuperação judicial.

Além do avanço jurídico, a companhia também anunciou a venda da Uni.Co, responsável pelas marcas Imaginarium e Puket, por R$ 152,9 milhões para a BandUP!. A operação faz parte da estratégia de reestruturação financeira adotada após o colapso.

A crise veio à tona em janeiro de 2023, quando a empresa revelou inconsistências contábeis inicialmente estimadas em cerca de R$ 20 bilhões, provocando uma forte queda nas ações e a saída do então presidente Sergio Rial poucos dias após assumir o cargo.

O plano de recuperação também contou com um aporte de R$ 12 bilhões dos acionistas de referência, entre eles Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles. Agora, a decisão final sobre o encerramento do processo depende da Justiça.

Mega-Sena: ninguém acerta as seis dezenas e prêmio acumula em R$ 8 milhões; sorteio neste sábado

As seis dezenas do concurso 2.987 da Mega-Sena serão sorteadas, neste sábado (21), a partir das 21h, no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 8 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no portal Loterias Caixa. 

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

Nova BR estatal: erro não se corrige com improviso

O equívoco de recriar uma “nova BR estatal”. Por Jean Paul Prates.

A venda da BR Distribuidora foi, sem exagero, um dos movimentos mais equivocados da história recente da Petrobras e da política energética brasileira. Rompeu-se, de forma abrupta, uma integração construída ao longo de décadas entre produção, refino e distribuição – uma integração que não era um capricho empresarial, mas um instrumento estratégico de política energética.

À época, alertei, ainda no Senado, que se tratava de uma operação feita “por dentro”: não apenas a venda de um ativo, mas a saída completa da Petrobras de um elo essencial da cadeia. Prometia-se mais concorrência, maior eficiência e redução de preços ao consumidor. Nada disso se materializou de forma estrutural.

O erro, portanto, é real e precisa ser reconhecido. Mas reconhecer um erro não autoriza a adoção de qualquer solução. E é exatamente aqui que o debate recente começa a se desviar perigosamente.

A ideia de criar uma nova estatal de distribuição, como forma de “substituir” a antiga BR, não é apenas equivocada – é tecnicamente frágil, economicamente ineficiente e estrategicamente anacrônica.

Distribuição de combustíveis não é uma atividade que se organiza por decreto. Trata-se de um mercado altamente consolidado, com barreiras relevantes de entrada: infraestrutura logística capilarizada, contratos de longo prazo com postos, escala operacional e margens comprimidas. Construir isso do zero exige tempo – anos – e volumes expressivos de capital, sem qualquer garantia de captura de mercado.

Há um ponto que raramente aparece no debate público, mas que é decisivo: não há “espaço vazio” a ser ocupado. O número de postos no Brasil não cresce de forma relevante há décadas, e os pontos de venda existentes já estão, em sua esmagadora maioria, vinculados a redes estabelecidas. A entrada de um novo player estatal implicaria disputar contratos já firmados ou investir pesadamente na criação de uma rede própria – ambas as alternativas caras, lentas e de eficácia duvidosa.

Além disso, o setor atravessa uma transição estrutural. A eletrificação da frota, a diversificação energética e a mudança nos padrões de mobilidade indicam que o modelo tradicional de distribuição tende a perder centralidade ao longo do tempo. Investir hoje na construção de uma rede física estatal de postos é, no mínimo, ignorar essa tendência – quando não apostar deliberadamente contra ela.

Também é ilusório imaginar que a simples presença de uma estatal reduziria preços. O preço dos combustíveis no Brasil é determinado majoritariamente por fatores como cotação internacional do petróleo, taxa de câmbio, carga tributária e mistura obrigatória de biocombustíveis. A distribuição, embora relevante, responde por uma parcela limitada dessa formação. A experiência de outros setores regulados com presença estatal, como o bancário, demonstra que isso não se traduz automaticamente em preços mais baixos ao consumidor.

Por fim, há o custo institucional. Criar uma nova estatal exige lei específica, dotação orçamentária, estrutura de governança e inevitável exposição a disputas políticas. Tudo isso para ingressar em um mercado já plenamente atendido – ainda que imperfeito.

Diante desse quadro, insistir nessa proposta é, na prática, tentar corrigir um erro estrutural com um improviso ainda mais custoso.

Mas há um caminho melhor – e ele já estava em construção.

Durante nossa gestão na Petrobras, iniciamos um processo estruturado e responsável de reaproximação com a Vibra Energia, sucessora da BR Distribuidora. Esse movimento não se dava por ruptura, mas por reconstrução de valor.

Primeiro, a revisão do contrato de uso da marca Petrobras, que hoje permite, de forma distorcida, a comercialização de combustíveis que não são da Petrobras sob uma marca que carrega décadas de reputação e confiança.

Segundo, a construção de alternativas para uma reentrada da Petrobras na composição acionária da Vibra, de forma negociada e alinhada com os interesses dos acionistas de ambas as companhias. Ao contrário do que muitos supõem, mecanismos como as chamadas “poison pills” não são barreiras intransponíveis – são instrumentos de proteção que podem ser ajustados pelos próprios acionistas, caso haja uma proposta que gere valor.

Terceiro, a recomposição de ativos estratégicos no refino, com negociações avançadas para a recuperação de unidades relevantes, como as refinarias da Bahia e do Rio Grande do Norte, cuja venda fragmentou o sistema e criou distorções regionais importantes.

Esses processos estavam em estágio avançado: due diligences realizadas, entendimentos firmados e caminhos desenhados. Tratava-se de uma estratégia consistente de recomposição da integração da Petrobras – não por decreto, mas por racionalidade econômica e governança de mercado.

Esse trabalho, no entanto, foi interrompido de forma abrupta com minha saída da presidência da companhia. Desde então, pouco se avançou nessa agenda. E, agora, ressurge a tentação de soluções simplistas, que ignoram tanto a complexidade do setor quanto os caminhos já estruturados.

O Brasil não precisa reinventar a roda – muito menos criar uma nova empresa estatal para repetir, com atraso e maior custo, o que já existia. Precisa, sim, de uma estratégia madura para recompor sua capacidade de coordenação no setor de combustíveis, respeitando o mercado, a governança e as transformações em curso.

Corrigir erros exige método, não voluntarismo. E, sobretudo, exige não substituir um equívoco por outro ainda maior.

Jean Paul Prates é Mestre em Política Energética e Gestão Ambiental pela Universidade da Pensilvânia e Mestre em Economia da Energia pela IFP School (Paris). Foi Secretário de Estado de Energia e Assuntos Internacionais da Governsdora Wilma de Faria no Estado do Rio Grande do Norte (2003–2005 e 2007–2010), Senador da República pelo Estado do Rio Grande do Norte (2019–2023), Coordenador do capítulo de Energía, Petróleo e Gás da Transição de Governo do Presidente Lula (2022–2023) e presidente da Petrobrás (2023–2024).

Governo antecipa 13º do INSS em 2026; veja calendário de pagamento para aposentados e pensionistas

Governo antecipa 13º do INSS em 2026; veja calendário de pagamento para aposentados e pensionistas
Cédulas de dinheiro | Reprodução

O governo federal antecipou o pagamento do 13º salário dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2026. A medida foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e publicada em edição extra do Diário Oficial da União de quinta-feira (19).

Terão direito ao abono os segurados que receberam, ao longo de 2026, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão. Também entram na lista os beneficiários de auxílio por incapacidade temporária e auxílio-acidente.

O pagamento será feito em duas parcelas, entre abril e maio, junto com o depósito regular dos benefícios mensais.

Como será feito o pagamento do 13º do INSS

De acordo com a portaria, a primeira parcela corresponderá a 50% do valor do benefício. Já a segunda parcela poderá ter desconto de Imposto de Renda, nos casos em que o segurado for contribuinte.

Os depósitos seguirão o calendário tradicional do INSS. Primeiro, recebem os beneficiários que ganham até um salário mínimo, fixado em R$ 1.621 no texto informado. Para quem recebe acima desse valor, os pagamentos começam em maio.

Como consultar o valor do 13º

A consulta do valor a ser pago deve ser liberada próximo à data dos depósitos e poderá ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS.

Quem não tem acesso à internet poderá obter as informações pela Central 135, com atendimento de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h. Na ligação, será necessário informar o CPF e confirmar dados cadastrais.

Calendário do 13º do INSS para quem recebe até um salário mínimo

Final do benefício 1 — 24/4 e 25/5
Final do benefício 2 — 27/4 e 26/5
Final do benefício 3 — 28/4 e 27/5
Final do benefício 4 — 29/4 e 28/5
Final do benefício 5 — 30/4 e 29/5
Final do benefício 6 — 4/5 e 1/6
Final do benefício 7 — 5/5 e 2/6
Final do benefício 8 — 6/5 e 3/6
Final do benefício 9 — 7/5 e 5/6
Final do benefício 0 — 8/5 e 8/6

Calendário do 13º do INSS para quem recebe acima de um salário mínimo

Final do benefício 1 e 6 — 4/5 e 1/6
Final do benefício 2 e 7 — 5/5 e 2/6
Final do benefício 3 e 8 — 6/5 e 3/6
Final do benefício 4 e 9 — 7/5 e 5/6
Final do benefício 5 e 0 — 8/5 e 8/6

Antecipação do 13º chega ao sétimo ano seguido

Segundo o texto, a expectativa do governo é contemplar 35,2 milhões de segurados. Este é o sétimo ano consecutivo em que o pagamento do 13º do INSS é antecipado.

Em 2020 e 2021, a medida foi adotada em razão da crise provocada pela pandemia de covid-19. Nos anos seguintes, a antecipação foi mantida com o objetivo de estimular a economia.

Câmara aprova reajuste salarial para servidores de Parnamirim

A Câmara Municipal de Parnamirim aprovou, em plenário, o Projeto de Lei Complementar nº 02/2026, de autoria do Poder Executivo, que trata do reajuste salarial dos servidores públicos efetivos do município. Com a aprovação em plenário, o projeto segue para sanção do Executivo Municipal.

A proposta estabelece um aumento de 5% sobre o vencimento base da categoria, com efeitos a partir de 1º de abril de 2026. De acordo com o texto aprovado, a medida tem como objetivo recompor, ainda que parcialmente, as perdas inflacionárias acumuladas, contribuindo para a preservação do poder aquisitivo dos servidores.

A iniciativa considera, também, os limites estabelecidos pela responsabilidade fiscal e a capacidade financeira do município, buscando garantir o equilíbrio das contas públicas sem comprometer a valorização do funcionalismo.

A Sessão Ordinária foi transmitida ao vivo e está disponível no canal oficial da Câmara Municipal de Parnamirim no YouTube: https://www.youtube.com/live/m-nt1RMHWVU?si=guwhwFUMdY7TtKBA

Decisão judicial isenta de pagar ICMS consumidor que produz energia solar em Baraúna

Quem produz a própria energia por meio de painéis solares e utiliza o sistema de compensação com a distribuidora não deve pagar imposto sobre valores que não representam consumo efetivo. Esse foi o entendimento adotado em decisão judicial que beneficiou um consumidor do município de Baraúna, usuário de sistema de microgeração de energia solar fotovoltaica.

Foto: reprodução

A medida suspendeu a cobrança de ICMS sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) aplicada à energia elétrica injetada na rede e posteriormente compensada nas faturas. A decisão foi proferida pelo juiz de Direito João Makson Bastos de Oliveira, do Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública da  Comarca de Baraúna – 2ª Vara, em ação movida contra o Estado do Rio Grande do Norte e a Companhia Energética do Rio Grande do Norte – Cosern.

De acordo com o processo, o autor é titular de quatro unidades consumidoras com sistema de microgeração solar, que operam no regime de compensação previsto em lei. Mesmo produzindo parte da própria energia, ele vinha sendo cobrado pelo ICMS não apenas sobre o que efetivamente consumia, mas também sobre a tarifa relacionada ao uso da rede de distribuição incidente sobre a energia compensada.

Ao analisar o pedido, o magistrado entendeu que os documentos apresentados indicam cobrança indevida. Segundo a decisão, no modelo de microgeração distribuída, o consumidor também atua como produtor de energia, o que afasta a caracterização de circulação de mercadoria — requisito necessário para a incidência do ICMS.

O juiz destacou ainda que a cobrança do imposto sobre a TUSD, nesses casos, pode representar tributação sobre um serviço, e não sobre a energia consumida, o que contraria a legislação tributária. O entendimento leva em conta alterações recentes na Lei Kandir, promovidas pela Lei Complementar nº 194/2022, que afastaram a incidência de ICMS sobre serviços de transmissão e distribuição de energia elétrica.

Com isso, foi determinada a suspensão da cobrança de ICMS sobre a TUSD e demais encargos relacionados à energia elétrica injetada e compensada pelas unidades consumidoras envolvidas na ação, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A decisão tem caráter provisório, e o processo seguirá em tramitação para análise do mérito.

URGENTE: Banco C6 é proibido de atuar em contratos do INSS por irregularidades

BLOSSOM STOCK STUDIO/ADOBE STOCK

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu novos empréstimos consignados do banco C6 em razão de irregularidades nos contratos da instituição financeira com aposentados pela Previdência Social. O órgão quer que o banco devolva R$ 300 milhões a segurados. Em nota, o C6 nega irregularidades e afirma seguir “rigorosamente todas as normas vigentes” (leia mais abaixo).

A decisão foi tomada após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar pelo menos 320 mil contratos de consignados com seguros e pacotes de serviços embutidos, em uma espécie de venda casada.

Auditores concluíram que a irregularidade é grave porque reduz o valor líquido disponibilizado pelo banco a aposentados. O INSS proíbe a inclusão de custos extras, como taxas, prêmios e seguros que não tenham a ver com os empréstimos.

O banco só poderá voltar a fazer novos empréstimos consignados quando restituir os valores cobrados indevidamente.

Para poder vender o produto e descontar as parcelas de consignados diretamente na conta dos aposentados pelo INSS, o banco mantinha um acordo de cooperação técnica com o órgão. Este foi o termo rescindido pelo órgão como parte da penalidade.

A decisão do INSS foi tomada com base em uma apuração da CGU, que identificou irregularidades em milhares de contratos de empréstimos entre o C6 e aposentados.

Entre os achados, auditores entenderam que o banco embutiu indevidamente um seguro de R$ 500 em meio ao contrato de consignados. O serviço é fornecido por uma seguradora em meio aos empréstimos do banco, que tem como acionista o JP Morgan.

Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que, entre 2020 e 2025, o C6 faturou R$ 20 bilhões com créditos consignados. No primeiro ano, quando entrou para esse mercado criando o C6 Consig, tinha 514 clientes. Em 2025, já tinha uma carteira de 3,3 milhões de consignados.

O banco chegou a ser condenado judicialmente a indenizar aposentados que afirmaram ter sofrido descontos sem terem contratado empréstimos consignados. Também já firmou acordo com o Ministério Público Federal para cessar fraudes nesses contratos.

Em nota, o C6 afirmou discordar “integralmente da interpretação do INSS”. O banco disse que vai “buscar seu direito de defesa na esfera judicial, porque não praticou nenhuma irregularidade e seguiu rigorosamente todas as normas vigentes”.

“O banco esclarece que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios”, afirmou.

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Petrobras aprova pacote de medidas para frear aumento do combustível

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta quinta-feira (12), o Programa da Subvenção Econômica ao Preço do Óleo Diesel. Trata-se de um pacote de medidas para frear o aumento de preços do óleo diesel em razão da guerra no Irã. A expectativa é fazer o litro de diesel cair R$ 0,64 na refinaria.

Com a aprovação do pacote, o governo zerou os impostos federais PIS e Cofins sobre o diesel, medida que vale até 31 de maio de 2026, podendo ser prorrogada. Também será dado um subsídio de R$ 0,32 por litro de diesel. Esse auxílio vale até dezembro ou até chegar ao limite de R$ 10 bilhões.

O governo estabeleceu, ainda, uma alíquota de 12% do imposto sobre a exportação de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos e uma alíquota de 50% de imposto sobre a exportação de óleo diesel. Haverá reforço na fiscalização para evitar abusos de preços.

Como essas ações foram feitas por Medida Provisória, elas já passam a valer imediatamente, mas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional em até 120 dias para continuarem em vigor. Segundo o governo federal, essas medidas não vão gerar prejuízo para as contas públicas, porque a perda de arrecadação com os impostos zerados e com o subsídio será compensada com o novo imposto de exportação.

Diesel sobe R$ 1 e gasolina R$ 0,30 na refinaria Clara Camarão; reajuste da Brava passa a valer nesta quinta (12)

A Brava Energia informou reajuste nos preços de combustíveis na refinaria Clara Camarão, em Guamaré, com vigência a partir desta quinta-feira (12). De acordo com a tabela divulgada, o diesel terá aumento de R$ 1,00 por litro, enquanto a gasolina terá reajuste de R$ 0,30 por litro.

Com a atualização, a Gasolina A passa de R$ 2,8915 para R$ 3,1915 por litro na refinaria. Já o diesel S-500 e o diesel marítimo passam de R$ 4,0725 para R$ 5,0725 por litro, conforme os valores informados.

O material também aponta o impacto estimado após a mistura obrigatória dos combustíveis. Nesse cenário, o efeito projetado é de R$ 0,21 por litro na gasolina e R$ 0,85 por litro no diesel S-500. O GLP, segundo a tabela divulgada, permanece inalterado.

Mais informações sobre os produtos podem ser consultadas AQUI.

Combustível vai aumentar no Brasil? Entenda o impacto da alta do petróleo com a guerra no Irã

Gasolina combustível etanol diesel posto de combustíveis bomba — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia.

A alta ocorre em meio à intensificação das tensões, que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento da commodity, elevou o temor de restrições na oferta mundial e de diversos produtos derivados.

No Brasil, além dos impactos indiretos sobre transporte, indústria e agronegócio, a alta do petróleo pode pressionar os preços dos combustíveis e da energia. O g1 consultou analistas para avaliar se esse movimento pode resultar em reajustes.

Petróleo sobe, mas gasolina e diesel seguem quase estáveis

Apesar da alta recorde do petróleo com o início da guerra no Irã, os preços dos combustíveis registraram leve aumento no Brasil nos últimos dias.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período.

Segundo especialistas, a alta do petróleo no mercado internacional poderia gerar reajustes maiores nos combustíveis. No entanto, esses aumentos não costumam ocorrer de forma imediata, pois a política atual da Petrobras permite reduzir parte das oscilações externas no curto prazo.

Desde 2023, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonou a política de paridade de importação (PPI), a Petrobras passou a adotar um modelo de preços que considera fatores como cotações internacionais, custos de produção e condições do mercado interno.

Por isso, a companhia ajusta os preços de forma gradual, sem seguir automaticamente as oscilações do mercado internacional. Na prática, isso significa que altas ou quedas do petróleo nem sempre são repassadas de imediato ao consumidor.

G1

Parnamirim é 2º lugar na geração de empregos no RN e registra crescimento no número de empresas

O município de Parnamirim segue se destacando no cenário econômico do Rio Grande do Norte. A cidade ocupa o 2º lugar na geração de empregos no estado, refletindo o fortalecimento da economia local e a ampliação de oportunidades para a população.

De acordo com dados do levantamento “Pequenos Negócios em Números”, divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN), o município já conta com 26.177 empreendimentos optantes pelo Simples Nacional, o que representa mais de 10% do total registrado em todo o estado.

O ambiente favorável ao empreendedorismo também se reflete na abertura de novos negócios. Somente em 2025, mais de 600 empresas foram abertas em Parnamirim, muitas delas já estruturadas no formato digital, evidenciando a conexão da cidade com as novas tendências do mercado e da economia.

Outro indicador positivo é a geração de empregos formais. Entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados mais de 2.100 novos postos de trabalho com carteira assinada no município.

Os números representam não apenas crescimento econômico, mas também histórias de superação, empreendedorismo e conquistas para milhares de famílias. Cada novo negócio aberto e cada vaga criada reforçam o papel de Parnamirim como um município que cresce com trabalho, inovação e oportunidades para a população.

Gasolina tem alta de R$ 0,30 e diesel sobe R$ 0,75 na refinaria Clara Camarão

 

A refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré, no Rio Grande do Norte, reajustou nesta quinta-feira (5) os preços da gasolina e do diesel vendidos às distribuidoras. O aumento ocorre na atualização semanal feita pela refinaria e já reflete a pressão do mercado internacional, após os ataques no Oriente Médio.

O preço da gasolina passou de R$ 2,59, registrado em 26 de fevereiro, para R$ 2,89 neste dia 5 de março, o que representa um aumento de R$ 0,30 por litro no valor praticado na refinaria, operada pela Brava Energia.

Já o diesel A S500 apresentou uma alta ainda mais expressiva. Na modalidade EXA, o combustível saiu de R$ 3,32 para R$ 4,07, enquanto na modalidade LCT passou de R$ 3,33 para R$ 4,08. A variação representa um aumento de R$ 0,75 por litro em ambos os casos. Essa projeção de aumento já tinha sido antecipada pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos-RN), Maxsuel Flor.

O reajuste ocorre em meio à instabilidade no mercado internacional de petróleo, intensificada pela escalada do conflito no Oriente Médio. Nos últimos dias, o valor do barril registrou forte valorização após ataques militares dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, principalmente ao relacionado ao temor de interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

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