Quem visitou Lula na prisão? Lista inclui ao menos 16 estrangeiros; CONFIRA

Quem visitou Lula na prisão? Lista inclui ao menos 16 estrangeiros; CONFIRA

Durante os 580 dias em que esteve preso em Curitiba, de 2018 a 2019, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu ao menos 16 visitantes estrangeiros, entre ex-chefes de Estado, intelectuais e ativistas. No sábado (18), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar, citando a proibição de encontros de caráter político-eleitoral até o fim da eleição.

A decisão recente de Moraes contrasta com o período em que Lula esteve preso em Curitiba, quando recebeu uma série de visitantes estrangeiros autorizados pela Justiça. Entre as visitas recebidas por Lula na cadeia, estão o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica (1935-2025), o então candidato à Presidência da Argentina Alberto Fernández, o ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz e o filósofo e linguista Noam Chomsky.

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Moraes mantém Bolsonaro em regime domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), manteve, na sexta-feira (3), a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na decisão, o magistrado determinou ainda a manutenção das medidas cautelares e a apreensão de uma pistola em nome do dirigente de direita.

Além disso, Moraes determinou a revogação das demais armas de fogo registradas em nome de Bolsonaro e a entrega de todos os equipamentos à Superintendência da Polícia Federal em um prazo de 48 horas.

O ministro registra ainda que a descoberta da arma de fogo, em nome do dirigente de direita, no veículo de um sargento não foi comprovada como uma falta grave.

“Além disso, não há dúvidas de que, durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, houve a melhora clínica do custodiado não somente em relação à broncopneumonia aspirativa, mas também no quadro geral de suas comorbidades, conforme demonstram os relatórios médicos semanais”, registra.

O magistrado observa, porém, que a manutenção de prisão domiciliar humanitária mostra‑se razoável, adequada e proporcional “desde que isso não represente a impossibilidade ou dificuldades na integral execução da pena privativa de liberdade”.

Ele ressalta ainda que o descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares “implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado”.

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URGENTE: Moraes ordena perícia em celulares de Wassef, advogado de Bolsonaro

URGENTE: Moraes ordena perícia em celulares de Wassef, advogado de Bolsonaro
@igoestrela/Metrópoles.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a investigação do conteúdo extraído de aparelhos celulares de Frederick Wassef, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apreendidos pela Polícia Federal no inquérito que apura desvio de joias sauditas e presentes recebidos pelo ex-mandatário.

Em agosto de 2023, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Wassef e a outros suspeitos no âmbito da investigação sobre a venda ilegal de itens de luxo presenteados ao governo brasileiro.

“Do exame das razões apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, verifico que os fatos noticiados pela Polícia Federal não possuem conexão com o objeto destes autos. Diante do exposto, desentranhe-se as informações encaminhadas pela Polícia Federal e autue-se petição autônoma e sigilosa”, decidiu o magistrado.

Em março, Moraes havia mandado a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar e se manifestar sobre os dados. O órgão foi favorável a investigar o conteúdo encontrado no celular do advogado com o objetivo de “que se avalie as hipóteses criminais cogitadas”, que não têm “conexão ou pertinência” com o caso das joias.

A PF encaminhou uma análise complementar de dados obtidos a partir de aparelhos celulares apreendidos com Frederick Wassef. Segundo a corporação, o material revelou “eventos fortuitos” que precisam ser apurados em procedimento separado.

É investigado um suposto esquema de enriquecimento de venda ilegal de joias e bens de luxo da União para favorecer o patrimônio privado do ex-presidente.

Wassef, que é advogado de Bolsonaro, e o ex-presidente foram indiciados no caso do suposto desvio de joias recebidas do governo da Arábia Saudita.

Em 5 de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o arquivamento da investigação sobre joias recebidas por Jair Bolsonaro. Segundo ele, a legislação não é clara sobre a quem pertence um presente recebido no exercício do cargo, se ao presidente ou à União.

COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES.

Gilmar Mendes deixa presidência da segunda turma e aponta maior desafio de Fux; VEJA VÍDEO

 

Gilmar Mendes deixa presidência da segunda turma e aponta maior desafio de Fux; VEJA VÍDEO

Antes de passar o bastão da presidência da Segunda Turma para o ministro Luiz Fux, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, falou sobre os desafios que estão por vir. Na visão de Gilmar, o maior desafio de Fux no comando do colegiado, que começa em agosto, será o julgamento dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, que envolve as fraudes ao Sistema Financeiro, provocadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Durante a última sessão presencial da Turma e sua última como presidente, Gilmar ressaltou: “Talvez o maior desafio desse período, e que creio que permanecerá durante a presidência do ministro Luiz Fux, seja a supervisão judicial das investigações relativas à operação Compliance Zero“, disse.

Para Gilmar, nenhum outro caso atualmente parece desafiar tanto as premissas da função do Poder Judiciário em casos de elevada repercussão que envolvem réus politicamente expostos e submetidos a um intenso processo midiático de estigmatização.

Gilmar ainda prosseguiu: “Tenho a certeza que este órgão colegiado saberá responder à altura aos desafios que nos são trazidos a partir de mais um grande caso penal rumoroso, em que as exigências de estabelecimento de limites à atuação dos órgãos de persecução não podem ser confundidas com estímulos à impunidade ou qualquer coisa do gênero”, completou.

Após discursos acalorados na sessão que julgou a manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, Gilmar ainda frisou sua confiança no ministro André Mendonça, relator do Caso Master na Corte.

“É importante que se diga que eventuais divergências quanto ao mérito de determinada medida processual não são sinônimo de desunião da Corte em relação à importância do caso e à observância dos direitos fundamentais das pessoas investigadas”, ressaltou.

Para Gilmar, a divergência de votos e opiniões constitui uma das principais características do exercício da jurisdição no âmbito de órgãos colegiados, como os tribunais. O ministro concluiu seu discurso de despedida com a defesa da união no Supremo.

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Grupo Globo recebeu R$ 267 milhões em publicidade do governo de Lula em 3,5 anos

O Grupo Globo recebeu R$ 267,1 milhões em publicidade da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) durante três anos e meio do atual mandato de Lula na Presidência. O valor representa 25,6% dos R$ 954,5 milhões gastos pelo Palácio do Planalto com campanhas publicitárias no período.

A Globo foi a empresa que mais recebeu recursos, com um valor 118% superior ao destinado ao Grupo Record, o segundo que mais recebeu recursos com R$ 122,6 milhões. Em seguida aparecem a Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), com R$ 85,9 milhões, e o Google Brasil, com R$ 80,9 milhões.

O levantamento também motivou uma ação do PL no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O partido alega que o governo ultrapassou o limite legal de gastos com publicidade institucional no primeiro semestre de 2026 e pede a suspensão das campanhas publicitárias federais. O caso será analisado pelo ministro André Mendonça.

Grupos que mais receberam dinheiro da Secom do governo Lula com publicidade (jan/2023 a jun/2026)

Grupo Globo — R$ 267,1 milhões
Grupo Record — R$ 122,6 milhões
Facebook (Meta) — R$ 85,9 milhões
Google Brasil — R$ 80,9 milhões
SBT/SBT News — R$ 68,7 milhões
Grupo Bandeirantes — R$ 49,8 milhões
Kwai — R$ 26,3 milhões
TikTok — R$ 13,6 milhões
RedeTV! — R$ 11,3 milhões
Grupo Folha/UOL — R$ 9,4 milhões
X (Twitter) — R$ 6,9 milhões
Amazon/Prime Video — R$ 6,1 milhões
CNN Brasil/Itatiaia — R$ 6,1 milhões
Grupo Jovem Pan — R$ 4,4 milhões
Grupo Metrópoles — R$ 4,4 milhões
LinkedIn — R$ 4,1 milhões
EBC — R$ 4,0 milhões
JCDecaux — R$ 3,7 milhões
Carta Capital — R$ 3,7 milhões
Canal Rural — R$ 3,4 milhões
Terra — R$ 3,4 milhões
Uber — R$ 2,9 milhões
Netflix — R$ 2,9 milhões
Max — R$ 2,7 milhões
Grupo Massa — R$ 2,7 milhões
Terra Viva — R$ 2,7 milhões
TV Cultura — R$ 2,6 milhões
Veja/Abril — R$ 2,6 milhões
Brasil 247 — R$ 2,6 milhões
Pinterest — R$ 2,6 milhões

Os dados consideram apenas os gastos da Secom da Presidência e não incluem despesas de ministérios, estatais e empresas de economia mista, como a Petrobras.

Nota da Secom:

“A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), na condição de órgão central do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (SICOM), atua em estrita observância à legislação eleitoral e às normas que disciplinam a publicidade institucional da administração pública federal.

“Os limites aplicáveis às despesas com publicidade institucional vêm sendo plenamente cumpridos pela pasta, com base nos critérios estabelecidos na legislação vigente e nas orientações jurídicas aplicáveis, inclusive por meio de sua regulamentação interna.

“A Secretaria está à disposição para prestar todas as informações necessárias e destaca que apresentará, no foro competente, os esclarecimentos técnicos e jurídicos que se fizerem necessários.

“Por fim, eventuais comparações entre exercícios distintos devem considerar as especificidades de cada período, as políticas públicas desenvolvidas, o planejamento anual de comunicação e as necessidades de campanhas

de utilidade

pública, não sendo adequada a comparação isolada de valores empenhados entre anos sem a devida contextualização.”

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URGENTE: PGR defende caso Dark Horse com André Mendonça, e não Moraes

 

AGORA: PGR defende caso Dark Horse com André Mendonça, e não Moraes
REPRODUÇÃO REDES SOCIAS/SBTNEWS.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta segunda-feira (22) que a notícia-crime sobre o suposto financiamento do filme Dark Horse com recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, seja redistribuída ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso atualmente está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
A notícia-crime foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O parlamentar pede que o STF apure o suposto financiamento do filme Dark Horse, que teria sido negociado por Flávio com Vorcaro.
Segundo Gonet, como o caso está relacionado a investigações envolvendo o ex-banqueiro já conduzidas por Mendonça, a notícia-crime deve ser redistribuída ao ministro por “prevenção”.

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Deputados Federais do RN não tem influência no Congresso, mostra ranking DIAP

Nenhum deputado federal do Rio Grande do Norte aparece na lista dos 100 mais influentes do congresso, conforme levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) que identifica os parlamentares com maior capacidade de influência no processo decisório do Poder Legislativo federal.

(Veja a lista – https://www.diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/92987-diap-divulga-cabecas-do-congresso-2026-saiba-quem-sao)

Apenas um nome do RN aparece na lista dos 100 mais influentes, o senador Rogério Marinho.

Enquanto isso, o Ceará tem 06 nomes, a Paraíba tem 06 nomes e Pernambuco tem 09 nomes. 

O DIAP considera como critérios para a escolha dos parlamentares a capacidade de liderança, formulação de propostas, articulação política, influência sobre decisões e habilidade de transformar ideias em ações dentro do Legislativo.

Soberania como moeda de troca

moedas

Por Kakay.

“Não se meta nas eleições do Brasil.” Lula respondendo ao Trump.

Com o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária temporária –cumprindo pena definitiva de 27 anos e 6 meses, transitada em julgado–, o país acompanhou o julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, cassado, que resultou em condenação de 4 anos e 2 meses de prisão. Por sua vez, o filho que se apresenta como candidato à Presidência da República está cada vez mais enrolado em graves questões criminais. A tendência é que logo também esteja condenado ao cárcere. Ressalta-se que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro só não está cumprindo pena por estar foragido.

Ou seja, é literalmente uma família dedicada ao crime e que, infelizmente, corrompeu, no sentido mais literal, a política. A política brasileira tem uma longa tradição de divergências de posicionamento ideológico, como é a regra no mundo todo, mas é o que, na essência, preserva a democracia. A velha dicotomia entre UDN e PSD e, mesmo na ditadura, o embate do MDB com a Arena não chegava ao extremismo da direita de hoje.

Por isso, acostumamo-nos a conviver, em harmonia, com disputas entre Fernando Henrique Cardoso e Lula, Serra e Dilma, Dilma e Aécio Neves, Lula e Alckmin, e tantos outros. Atores políticos de diferentes espectros, mas que honravam a tradição democrática e respeitavam a Constituição. Com a alternância, o Brasil só revigorava a sua base democrática. Ainda que alguns governos conservadores atrasassem as conquistas sociais, havia respeito às tradições democráticas. E o país se consolidava com esse jogo. A família Bolsonaro veio para mudar esse padrão. A política foi renegada para um campo inferior. Entraram em jogo a milícia, o uso ostensivo de fake news, os métodos violentos de ataque à democracia –que culminaram na tentativa de golpe de 8 de janeiro–, a corrupção desenfreada e a ofensiva frontal às relações democráticas e políticas.

A posição de se afirmar contra a política é uma tática comum da direita mundial. Fazem política para os incautos afirmando que não são políticos. São mestres na arte de iludir e enganar. Como não têm critérios éticos, é extremamente difícil enfrentá-los em razão da falta absoluta de limites. É preciso que nós, democratas, enfrentemos esse conflito dentro dos limites constitucionais. Neste momento, o Brasil acompanha, perplexo, um fenômeno em que o grupo bolsonarista de direita se propõe a entregar a soberania brasileira ao governo Trump em troca de um salvo-conduto para a família não ser presa.

É algo abjeto, mas encontra algum respaldo em parte da podre elite nacional. É mais do que entregar as terras-raras, o petróleo e as riquezas brasileiras. É entregar a soberania. É abrir mão do Brasil. É uma ousadia nunca vista. Esse grupo, de 4 e com uma humilhante subserviência, se dispõe a aceitar que o país vire um apêndice dos EUA. 

A sorte do país é ter na Presidência, neste momento, um político com estatura de estadista, como o presidente Lula. Por isso, ecoou no mundo inteiro, entre os democratas, a posição do presidente brasileiro ao fim da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. Lula foi claro e direto em seu recado a Trump, que, levianamente, havia dito que “o Brasil era politicamente perigoso”: “Não se meta nas eleições do Brasil.” E arrematou: “Só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania.” A posição firme do presidente Lula merece o apoio incondicional da direita e da esquerda.

Não se trata de ideologia. É uma questão de honra e de respeito aos princípios básicos da democracia. O problema é que o Lula fala em “código de ética”, e esse é um termo que não existe no mundo sórdido e sujo da direita. Resta dar uma resposta nas urnas em outubro. Vamos varrer os fascistas da política. A parte mais ostensiva de apoio à democracia é o respeito à Constituição. A PGR e o Supremo já estão fazendo isso ao condenar e mandar para a prisão parte dessa cúpula criminosa.

Porém, como são muitos e têm enorme capilaridade, o que tem que prevalecer é a velha e boa política. Vamos derrotá-los dentro do jogo democrático. Em nome da Constituição e em respeito à soberania nacional. Em última análise: em homenagem ao povo brasileiro. Remeto-me a Clarice Lispector: “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”.

Chefe da PF esteve com Lula horas antes da operação que atingiu Jaques Wagner; VEJA

Chefe da PF esteve com Lula horas antes da operação que atingiu Jaques Wagner; VEJA
José Cruz / Agência Brasil.

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, estava com o presidente Lula até poucas horas antes de a corporação realizar uma operação contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Andrei acompanhou Lula na viagem ao G7 na França e nas agendas em Genebra. O delegado voltou com o presidente no mesmo avião, que pousou em Brasília por volta das 4h30 da quinta-feira (18/7).

Horas depois de os dois desembarcarem, os policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços de Jaques Wagner em Brasília e na Bahia, reduto eleitoral do senador.

Interlocutores do diretor-geral da PF dizem que ele ainda não conversou com o presidente sobre a operação contra o líder do governo, pois o presidente estaria descansando da longa viagem de volta ao Brasil.

Na quarta-feira (17/6), Andrei participou, em Genebra, de uma reunião com Lula e o chefe da Interpol, o delegado brasileiro Valdecy Urquiza. Após o encontro, os três falaram à imprensa.

URGENTE: Jaques Wagner é alvo de nova fase da Operação Compliance Zero do caso Master

 

URGENTE: Jaques Wagner é alvo de nova fase da Operação Compliance Zero
O senador Jacques Wagner (PT-BA) integra a comitiva do presidente Lula para a Assembleia Geral da ONU — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo

A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira a nona fase da Operação Compliance Zero e teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. O parlamentar foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito das investigações sobre o esquema de fraude financeira do Banco Master.

Além de Jaques Wagner, a operação também teve como alvo o empresário Augusto Lima , ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os mandados são cumpridos na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

A última fase da Compliance Zero teve como alvo o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e apurava aportes suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras do Master que totalizaram cerca de R$ 3 bilhões.

Deflagrada em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero começou investigando a suposta criação de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de títulos fraudulentos pelo Banco Master em um esquema de fraude bilionário. Com o avanço das apurações, outras figuras passaram a ser atingidas, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), pela relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso,

A PF ampliou o foco da investigação e apura também uma suposta rede de corrupção e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, além da existência de uma estrutura paralela de intimidação e espionagem, apelidada de “A Turma”.

Com informações de O GLOBO.

José Dirceu agora é sócio de escritório de advocacia que o defendeu; VEJA MAIS

 

José Dirceu agora é sócio de escritório de advocacia que o defendeu; VEJA MAIS
O ex-ministro José Dirceu e o advogado Roberto Podval – (./Reprodução)

Ministro-chefe da Casa Civil no primeiro mandato do presidente Lula, o ex-deputado José Dirceu foi o mais influente auxiliar de todos os governos petistas. Chegou a ser considerado, inclusive, o sucessor natural de Lula até ser abatido pelos escândalos do mensalão e do petrolão, nos quais foi condenado a penas que, somadas, superaram os 39 anos de cadeia.

Um dos advogados de José Dirceu durante os escândalos foi Roberto Podval, um dos criminalistas mais conceituados do país. Ele defendeu o ex-ministro nos processos da Operação Lava Jato.

Formado em Direito, Dirceu, agora, tornou-se sócio do seu ex-advogado no mesmo escritório de advocacia, que tem sede em São Paulo.

Nos registros da Receita Federal, o ex-ministro consta como sócio do escritório Podval Advogados Associados. O documento não mostra quando José Dirceu ingressou na sociedade.

O escritório também ainda não incluiu a fotografia de José Dirceu na lista de profissionais divulgada em sua página na internet.

O Podval Advogados é especializado em casos que envolvem crimes licitatórios, tributários, homicídios e omissão de informações ao Fisco, além de corrupção e lavagem de dinheiro.

Dirceu vai conjugar seu trabalho na área jurídica com o projeto de voltar ao Congresso como deputado federal por São Paulo. A missão conta com o apoio do presidente Lula.

O ex-ministro foi apontado pelo Supremo Tribunal Federal como mentor do primeiro grande escândalo de corrupção do PT. O partido usava dinheiro público para comprar apoio político no Congresso. Anos depois, Dirceu voltou a ser condenado no âmbito da Lava-Jato, operação que revelou o maior caso de corrupção da história — sentença que foi anulada depois por questões processuais.

O advogado Roberto Podval ressaltou que, no momento, José Dirceu está temporariamente afastado do escritório, mas que, em breve, ele vai assumir uma função específica. “Trabalhamos com gestão de crises. Não conheço ninguém tão apto quanto ele nesse assunto”, disse o criminalista.

Com informações de VEJA

URGENTE: Flávio Dino sofre acidente em casa

 

Ministro do STF Flávio Dino — Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, cancelou sua participação presencial na 14ª edição do Fórum de Lisboa, em Portugal, marcado para o período de 1º a 3 de junho, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL).

Segundo sua assessoria, Dino sofreu uma queda em um acidente doméstico, que resultou em fratura e rompimento de ligamento no pé.

Apesar do incidente, a equipe informou que o ministro “está bem”, mas deverá permanecer em repouso em São Luís (MA), sua cidade natal, já que não recebeu liberação médica para realizar viagem de longa distância.

Dino participaria de um painel sobre “Constitucionalismo Transformador”, coordenado pelo ministro Gilmar Mendes.

Mesmo ausente, ele encaminhou um artigo à organização do evento, publicado no site “Jota”, com o título “Quatro teses para um constitucionalismo transformador no Brasil”.

No texto, o ministro apresenta quatro ideias centrais:

  • Defende que a Constituição de 1988 impõe deveres concretos ao Estado e orienta a garantia de direitos sociais;
  • Argumenta que o Judiciário pode adotar “medidas estruturais” para enfrentar problemas históricos, citando casos sob sua relatoria no STF;
  • Afirma que o STF atua como proteção contra retrocessos e violações de direitos fundamentais;
  • Propõe que plataformas digitais e algoritmos sejam submetidos a limites constitucionais para combater desinformação e discursos de ódio.

Dino conclui defendendo que o chamado “constitucionalismo transformador” funciona como um guia para a ampliação de direitos sociais, sem substituir as funções dos demais Poderes, e prevê seu retorno ao evento na edição de 2027.

Com informações de G1

EXTRA DBN: Câmara aprova PEC que amplia isenção de tributos para igrejas

EXTRA DBN: Câmara aprova PEC que amplia isenção de tributos para igrejas
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Projeto, de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), estende a isenção de tributação já prevista na Constituição para igrejas, para compra de bens e serviços necessários ao funcionamento de igrejas, templos de qualquer culto, creches, comunidades terapêuticas, monastérios, seminários e asilos.

Segundo o relator, deputado Fernando Máximo (PL-RO), a medida deve representar uma renúncia fiscal de cerca de R$ 1 bilhão por ano.

Gurgel e o futuro que o Brasil preferiu não fabricar

COLUNA OPINIÃO] Gurgel e o futuro que o Brasil preferiu não fabricar | ECONOMIA | Mossoró Hoje - O portal de notícias de Mossoró

por Jean Paul Prates

A história de João Augusto Conrado do Amaral Gurgel deveria ser tratada como patrimônio estratégico brasileiro. Não apenas como nostalgia automobilística, nem como culto romântico ao inventor solitário. Gurgel representa uma pergunta incômoda que o Brasil evita responder há décadas: quantas vezes deixamos de construir soberania tecnológica porque nossas políticas públicas foram capturadas por interesses já estabelecidos?

Nos anos 1970, o Brasil estava diante de uma encruzilhada histórica. As crises do petróleo de 1973 e 1979 escancararam a vulnerabilidade energética de um país dependente de combustíveis importados. O mundo inteiro buscava alternativas. O Brasil tinha uma base hidrelétrica em expansão, uma indústria automobilística instalada, capacidade técnica em formação e um mercado urbano que poderia ter servido como laboratório para novas soluções de mobilidade. Foi nesse ambiente que a Gurgel apresentou, ainda em 1974, seu projeto elétrico urbano, o TU Elétrico, já associado à ideia de uma rede de recarga em Rio Claro, com pontos exclusivos de estacionamento e energia fornecida pela Cesp.

Era uma visão impressionantemente atual. Não era apenas um carro. Era um sistema: veículo pequeno, urbano, eficiente, adaptado à realidade das cidades médias brasileiras e conectado à infraestrutura elétrica. Depois viria o Itaipu E150, pequeno automóvel elétrico nacional, com carroceria de fibra de vidro, dimensões compactas e proposta claramente voltada ao uso urbano.

O Brasil, porém, fez outra escolha. Diante do choque externo do petróleo, preferiu adaptar o motor a combustão ao etanol. O Proálcool, criado em 1975, teve méritos importantes. Seria intelectualmente desonesto negar que o etanol reduziu a dependência de gasolina importada, criou escala industrial e consolidou uma competência brasileira real em biocombustíveis. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o programa permitiu uma economia energética equivalente a mais de 2,5 bilhões de barris de petróleo e cerca de 205 bilhões de dólares em importações de gasolina ao longo de cinco décadas.

O problema não foi ter apostado no etanol. O problema foi transformar essa aposta em quase destino único. O Brasil poderia ter feito as duas coisas: desenvolver biocombustíveis e, simultaneamente, iniciar uma política nacional de eletrificação veicular. Poderia ter usado a energia hidrelétrica, a engenharia nacional, a demanda urbana e as compras públicas para criar uma trajetória própria de veículos elétricos leves, ônibus elétricos, utilitários urbanos e infraestrutura de recarga. Preferiu a solução mais confortável para os atores mais poderosos da época: as montadoras globais, que continuaram vendendo motores a combustão adaptados, e o setor sucroalcooleiro, que ganhou uma nova base de demanda, incentivos e centralidade política.

Nessa decisão, ganharam os grupos já organizados. Perderam os consumidores, que ficaram dependentes de uma matriz veicular menos eficiente. Perdeu a indústria nacional de inovação, que não recebeu o tratamento estratégico que merecia. Perdeu o Estado brasileiro, que confundiu política energética com acomodação setorial. E perdeu o país, que deixou de começar cedo uma curva de aprendizagem tecnológica na eletromobilidade.

Gurgel não foi derrotado apenas por limitações técnicas. É verdade que as baterias da época eram pesadas, caras e limitadas. O Itaipu usava tecnologia de chumbo ácido, com autonomia e desempenho compatíveis com aquele estágio tecnológico, mas ainda distantes de uma massificação imediata. Mas nenhuma inovação nasce pronta. A indústria do petróleo, a aviação, a informática, a energia solar, a eólica e até o próprio etanol dependeram de escala, persistência, compras públicas, política industrial, financiamento e proteção temporária contra assimetrias de mercado.

O que faltou a Gurgel não foi apenas bateria. Faltou Estado estrategista. Faltou uma política industrial que distinguisse proteção ao futuro de proteção ao atraso. Faltou compreender que eletromobilidade não é assunto de montadora, é assunto de segurança energética, planejamento urbano, política ambiental, indústria, mineração, rede elétrica, tecnologia digital e balança comercial. Eletromobilidade é, sim, parte essencial da política energética de uma nação.

O boicote à inovação nem sempre aparece como ato explícito. Muitas vezes, ele se apresenta como indiferença. Como ausência de financiamento. Como falta de escala. Como desenho tributário assimétrico. Como compras públicas que ignoram o produto nacional. Como regulação que protege incumbentes e deixa o inovador sozinho diante de estruturas de mercado consolidadas. Gurgel enfrentou exatamente esse tipo de ambiente: um país que elogiava sua criatividade, mas não organizava as condições para que ela se convertesse em indústria.

Décadas depois, a ironia é dura. O mundo caminha para a eletrificação veicular não porque os interesses estabelecidos brasileiros se convenceram espontaneamente, mas porque a China transformou a eletromobilidade em projeto nacional, industrial, tecnológico e geopolítico. Em 2024, as vendas globais de carros elétricos superaram 17 milhões de unidades, com participação superior a 20% nas vendas mundiais. A China respondeu por mais de 11 milhões dessas vendas, com carros elétricos chegando a quase metade do mercado automotivo chinês.

A Agência Internacional de Energia registra ainda que, desde julho de 2024, as vendas mensais de carros elétricos na China passaram a superar as de veículos convencionais. O país deixou de tratar o carro elétrico como nicho ambiental e passou a tratá-lo como plataforma industrial. É exatamente isso que o Brasil não fez quando teve a chance de começar pequeno, aprender cedo e amadurecer com tecnologia própria.

Agora, o Brasil volta ao tema por pressão externa. A BYD iniciou a produção de veículo elétrico em Camaçari, na Bahia, e anunciou planos de montagem local em escala relevante. A Reuters registrou que a empresa chinesa mirava a montagem de cerca de 50 mil carros no Brasil em 2025. O fato é positivo, mas também revela a dimensão da oportunidade perdida: aquilo que poderíamos ter começado a desenvolver como estratégia nacional há meio século retorna agora como investimento estrangeiro, tecnologia estrangeira, cadeia global estrangeira e decisão empresarial tomada fora do Brasil.

A homenagem a Gurgel, portanto, não deve ser melancólica. Deve ser política, econômica e estratégica. Ele jamais teria, sozinho, o poder de alterar a lógica seletiva e autodefensiva das elites brasileiras. Sua tragédia não foi individual. Foi institucional. Um inventor pode antecipar o futuro, mas apenas um país organizado transforma futuro em indústria.

O Brasil precisa aprender essa lição antes que ela se repita em baterias, minerais críticos, hidrogênio, semicondutores, ônibus elétricos, redes inteligentes, armazenamento de energia, softwares de gestão de recarga e novos combustíveis. Política energética não pode ser decidida ao sabor do poder econômico de ocasião. Muito menos pode servir para preservar cartórios empresariais, reservas de mercado ineficientes e tecnologias que permanecem dominantes não porque são superiores, mas porque seus defensores são mais influentes.

Gurgel viu antes. O Brasil preferiu não enxergar. Agora, quando a China, os Estados Unidos, a Europa e outras economias reorganizam suas cadeias industriais em torno da eletrificação, já não se trata de escolher se o motor a combustão terá ou não seu ocaso nas próximas décadas. Ele terá. A questão é se o Brasil participará desse novo ciclo como protagonista, com engenharia, indústria, energia limpa e inteligência nacional, ou se continuará chegando atrasado às revoluções que um dia ajudou a imaginar.

Jean Paul Prates é presidente do Conselho Gestor do CERNE.org.br. Mestre em Política Energética e Gestão Ambiental pela Universidade da Pensilvânia e Mestre em Economia da Energia pela IFP School (Paris). Foi presidente da Petrobrás (2023–2024) e Senador da República (2019–2023).

Para conhecer a história de João Augusto Conrado do Amaral Gurgel de uma forma que você nunca ouviu antes, recomendo este vídeo-documentário:

Link: https://youtu.be/irsq9trC9_8?si=2i_JahpUBEXlKNVD

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