O coronel Francisco Araújo Silva, titular da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), foi entrevistado neste sábado (3) no programa “A Voz da Liberdade”, apresentado pelo jornalista Gilson Moura, da Rádio Liberdade FM (87,7), de Parnamirim.
Entre os assuntos abordados estavam as ações de combate à criminalidade no RN, a atuação das forças de segurança pública no Pacto Pela Vida e, ainda, sobre a inclusão dos policiais e bombeiros como prioridade na vacinação contra a Covid-19.
Sobre a relação com a Governadora Fátima Bezerra, o coronel afirmou que é muito boa: “A governadora é uma mulher muito simples e de origem humilde, assim como eu. As decisões da secretaria são sempre apoiadas por ela.”, comentou. O secretário afirmou, ainda, que não possui interesse em entrar para a política.
O coronel Marcondes Pinheiro, ex-comandante-geral da PM (2005-2010), atual secretário de Segurança Pública de Parnamirim, também participou da entrevista. O coronel Araújo também já foi comandante da PMRN, no período de 2010 a 2014.
Com o fim do congestionamento de navios, o canal de Suez, no Egito, voltou a ter tráfego normal, segundo comunicado divulgado neste sábado (3.abr.2021), pela autoridade responsável pela via marítima.
A normalização da passagem de embarcações ocorre 5 dias depois da liberação do canal. A via ficou bloqueada por 6 dias, desde 23 de março, devido ao encalhe do cargueiro Ever Given. O navio de 400 metros de comprimento e 200 mil toneladas ficou preso na diagonal e impediu que qualquer outra embarcação passasse pela rota marítima mais rápida entre a Europa e a Ásia.
Segundo o chefe da Autoridade do Canal de Suez, Osama Rabie, neste sábado (3.abr) passou pelo canal um último grupo de 61 embarcações que esperava a travessia desde o bloqueio. O canal recebe mais 24 novos navios, depois da regularização do tráfego. “Todos os navios que aguardavam o curso de navegação para atravessar o canal já terminaram a passagem”, afirmou Rabie.
O congestionamento no canal de Suez chegou a envolver 422 navios, com um total de 26 milhões de toneladas em carga.
Osama Rabie disse que a operação de desbloqueio do canal e normalização do tráfego foi uma conquista que “aumenta a capacidade da Autoridade de gerenciar situações de emergência e lidar com crises”.
EVER GIVEN
O navio Ever Given, cargueiro da empresa Evergreen Marine, foi desencalhado na 2ª feira (29.mar), pela manhã. Na madrugada o navio já tinha voltado a flutuar. O esforço de resgate da Autoridade do Canal de Suez e de um time holandês facilitou o reposicionamento do navio. Foram dragados mais de 27.000 metros cúbicos de areia e o leme e as hélices foram liberados.
Assista abaixo as imagens do navio já endireitado para seguir viagem (3min27s):
O Canal de Suez é uma das rotas de navegação mais importantes do mundo. Cerca de 12% do comércio global passam pelo canal, que conecta o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho. É a ligação marítima mais curta entre a Ásia e a Europa. Empresas de transporte marítimo chegaram a estudar nova rota, contornando todo o continente africano, para entregar mercadorias enviadas da Ásia para países europeus. Essa alteração atrasaria entregas em cerca de duas semanas.
O prejuízo calculado para cada dia de navegação suspensa é de mais de US$ 9 bilhões em mercadorias que deixam de passar pela hidrovia, de acordo com estimativa do Lloyd’s List, publicação especializada em comércio marítimo.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou hoje (3) que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial de Saúde (OMS), vai auxiliar o governo federal na aquisição de “kits de intubação” para pacientes com covid-19.
Segundo o ministro, será possível repor os estoques reguladores, “de tal sorte que essa operação diária que existe, de fazer o aporte desses insumos para estados e municípios, seja menos sofrida para o Ministério da Saúde, e que crie menos ansiedade na população brasileira”. Ele estimou em 10 dias a chegada dos primeiros itens.
O anúncio foi feito pelo ministro, ao lado da diretora da Opas no Brasil, Socorro Gross, na manhã deste sábado (3), em Brasília. Eles participaram de videoconferência com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom.
A jornalistas, ela esclareceu que a organização já possui a oferta imediata de oito dos mais de 20 medicamentos utilizados em casos de intubação. Vencidos os trâmites de compra, esses itens podem começar a chegar em duas semanas, afirmou.
Desde o mês passado, os estoques desses insumos chegaram a níveis críticos em hospitais públicos e privados pelo país, diante de um avanço rápido no número de internações por covid-19.
Vacinação
Queiroga afirmou que a meta é manter para abril a vacinação diária de 1 milhão de pessoas, e que para isso o Instituto Butantã e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), únicas produtoras de vacinas contra covid-19 no país, garantiram a entrega de 30 milhões de doses ainda neste mês.
Ele destacou, porém, que a maior dificuldade é ter uma oferta maior de imunizantes. O ministro disse que uma alternativa, que discutiu em videoconferência com o presidente da OMS, Tedros Adhanon, é conversão de fábricas de vacinas para animais em unidades de produção de doses contra covid-19.
“Isso carece ainda de uma avaliação técnica. Não vai resolver o problema no curto prazo, vai ajudar no médio prazo a situação do Brasil e também de outros países”, disse ele. Ao reforçar seu parque industrial, o país pode se tornar capaz de exportar imunizantes para nações vizinhas, em colaboração com a Opas, acrescentou.
O ministro confirmou ainda a orientação para que os imunizantes reservados pelos municípios para a segunda dose sejam aplicados como primeira dose no maior número de pessoas, uma vez que, segundo ele, o fluxo no fornecimento de vacinas está garantido no futuro próximo.
Questionado por jornalistas sobre quebra de patentes, Queiroga afirmou que, em sua avaliação, isso não deve resultar em oferta maior de vacinas. O ministro disse também que temas relativos à compra de vacinas pela iniciativa privada ainda estão em discussão no Congresso Naconal, onde devem ser resolvidos, mas que “todas as ações que venham para ajudar na imunização são bem-vindas”.
Queiroga reforçou que deve ser ampliada a colaboração das Forças Armadas na distribuição de imunizantes e na aplicação das doses, conforme o presidente Jair Bolsonaro havia anunciado mais cedo.
Transporte público e medidas de prevenção
O ministro também foi questionado se o Ministério da Saúde discute com gestores estaduais medidas de nível nacional para serem implementadas no transporte público, por exemplo. Sem fornecer detalhes, ele confirmou as discussões, mas disse que não haverá “imposição”, mas somente “orientação”.
“Não adianta querer fazer isso na base da imposição, não vai conseguir. Não há lei que obrigue as pessoas a usar máscaras”, disse o ministro como exemplo. “O que precisa é que as pessoas acreditem no que estamos aqui dizendo e façam”.
Queiroga defendeu que restrições com efeitos mais severos sobre o funcionamento da economia sejam deixadas “como último recurso”. Ele pediu a todos os brasileiros que usem máscara e lavem as mãos com frequência, bem como que respeitem regras de distanciamento social e evitem aglomerações.
Depois de semanas de pressão de empresários e Centrão por sua saída, Ricardo Salles prometeu reduzir o desmatamento na Amazônia se o país receber recursos de países estrangeiros.
Em entrevista ao Estadão, o ministro do Meio Ambiente disse que consegue reduzir a devastação da região amazônica em até 40% em um ano se o país receber US$ 1 bilhão.
“O plano é US$ 1 bilhão por 12 meses, sendo um terço, US$ 340 milhões, para ações de comando e controle, e US$ 660 milhões para as ações de desenvolvimento econômico, pagamento por serviços ambientais, justamente nesses lugares onde haverá atuação mais forte do comando e controle”, afirmou.
“Estamos pedindo aos EUA. Para a Noruega, foi perguntado se querem colaborar com isso, mas a grande discussão é com os EUA. Por 12 meses vamos alocar esse dinheiro e isso poderá gerar redução de 30% a 40% do desmatamento.”
O ministro Marcelo Queiroga (Saúde) disse que a OMS (Organização Mundial da Saúde) e as autoridades brasileiras vão verificar se é possível adaptar as fábricas que produzem vacinas em animais para aumentar o estoque de doses contra a covid-19.
O anúncio foi feito depois de reunião com a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) para aquisição de kits usados para a intubação de pacientes. O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghereyesus também participou.
De acordo com ele, Tedros esteve empenhado em ajudar o Brasil a sair da pandemia de covid-19, e não em fazer críticas ao trabalho do governo Jair Bolsonaro no combate à crise sanitária.
Sobre o uso de parques industriais de fabricação de vacina animal, Queiroga disse que ainda não há acordo. “Há conversas. Falei aqui do parque de vacinas para animais que pode ser usado porque a tecnologia é semelhante. Mas isso carece ainda de avaliação técnica. Isso não vai resolver o problema no curto prazo. Vai ajudar no médio prazo para o Brasil e também para os outros países”, afirmou.
Autoridades sanitárias brasileiras e da OMS vão verificar a adequação das unidades para verificar a viabilidade do uso para a produção de vacinas contra a covid-19.
“Não só para abastecer o mercado interno e ampliar a nossa capacidade de vacinação, mas também para que o Brasil, na sua condição de líder mundial e líder da América Latina [em programa de vacinação] possa oferecer em um futuro próximo, se tudo ocorrer com o que nós programamos, sobretudo com bases técnicas muito próprias, oferecer vacinas para os outros países da América Latina e para o mundo”, afirmou o ministro.
A OMS e a Opas também vão vender insumos estratégicos para o Brasil, como os kits de intubação, medicação, sedativos, bloqueadores neuromusculares e outros. São 22 itens que estão na cesta de compras do Brasil, sendo 8 urgentes. A maior parte deve chegar em um prazo de 2 a 4 semanas.
“O Ministério da Saúde tem acompanhado dia a dia a oferta desses bloqueadores neuromusculares para Estados e municípios e colaboramos agora com a Opas para conseguir repor os nossos estoques reguladores, de tal sorte que essa operação diária que existe de fazer aporte desses insumos para Estados e municípios seja menos sofrida para nós no Ministério da Saúde e que crie menos ansiedade na população brasileira”, disse.
Ele disse que o problema de carência de doses não é único do Brasil, mas citou que o país tem duas indústrias com capacidade de produção: o Instituto Butantan e a Fiocruz. O Ministério da Saúde trabalha com uma meta de vacinar 1 milhão de pessoas por dia neste mês, com 30 milhões de doses produzidas no país.
FORÇAS ARMADAS E VACINAÇÃO
Queiroga conversou com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Defesa, Braga Netto, sobre a ampliação da atuação das Forças Armadas no trabalho de logística e operacional na campanha de vacinação. O pedido foi do chefe do Executivo.
“O governo tem uma interlocução forte por determinação do nosso presidente da República, que está pessoalmente empenhado em aumentar a cobertura vacinal do país. Nós teremos o apoio das Forças Armadas, seja nas logísticas de distribuição de vacinas, seja através do corpo técnico da área da saúde ajudando Estados e municípios a vacinar a população brasileira de uma maneira muito efetiva”, declarou.
Ele disse que o presidente não falou se irá vacinar neste sábado. É um assunto “pessoal” de Bolsonaro, segundo ele.
O plano ainda não está detalhado. Há 37 mil salas de vacinação no Brasil e, segundo Queiroga, há capacidade de vacinar toda a população.
Apesar de acreditar que já esteja imunizado por ter sido contaminado com o vírus alguns meses atrás, o presidente Jair Bolsonaro disse que não tem problema em se vacinar contra a Covid-19 se “acharem que ele precisa”. “Da minha parte, não tem problema buscar um posto de saúde, já que entrou a minha faixa etária, e se vacinar”, afirmou ao chegar no Palácio da Alvorada, em Brasília, neste sábado (3), após passeio de moto com o ministro da Defesa, Braga Netto.
Bolsonaro também comemorou os dois dias consecutivos em que o país aplicou 1 milhão de vacinas por dia. “Esperamos brevemente termos alcançado um número grande de vacinados, de modo que essa pandemia deixe de nos assustar”.
Ao comentar sobre a diferença entre o número de doses distribuídas às secretárias de saúde estaduais e municipais, o presidente mudou de tom e disse acreditar que “não é negligência de nenhum ente no final da linha”. Ele também admitiu que falta “melhor comunicação de estados e municípios com o Ministério da Saúde”.
Ainda na avaliação de Bolsonaro, após o repasse de recursos públicos para investimento de estados e municípios na saúde, no ano passado, “os hospitais estão bem equipados e aparelhados, bem mobiliados com leitos de UTI e respiradores”.
Forças Armadas
“Decidimos que, a partir do momento que a Saúde assim o desejar e precisar, as Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica- estarão prontas para em suas unidades ajudar na vacinação da nossa população”, ressaltou.
Durante a volta pela cidade, o presidente foi à comunidade Itapoã I, onde conversou com parte da população sobre os impactos da pandemia e o efeito econômico das medidas restritivas.
“O que a população mais humilde sente é a volta do trabalho. Sabemos das questão do vírus, mas eu não concordo, particularmente, com a política do fecha tudo e fica em casa”, comentou ao repetir que o efeito colateral da pandemia não pode ser “mais danoso do que o próprio vírus”.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu mais 225 litros de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), o que garante a produção de 5,3 milhões de doses de vacina contra covid-19. O anúncio foi feito nessa sexta-feira (2), pela Fiocruz, que espera outras três entregas de IFA ainda este mês.
“Com mais este lote, a instituição garante IFA suficiente para a produção de vacinas covid-19 até maio. A Fiocruz recebeu IFA nos últimos dias equivalente a 23,5 milhões de doses. Somadas às 11 milhões de doses já produzidas e que estão em processo de controle de qualidade, a Fiocruz garante 35 milhões de doses a serem entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI)”, informou a fundação.
Segundo a Fiocruz, até o momento foram entregues ao Ministério da Saúde 8,1 milhões de doses da vacina covid-19, sendo 4 milhões de doses importadas da Índia e 4,1 milhões produzidos até a última sexta-feira (2). As entregas somarão 100,4 milhões de doses até julho.
Sobre a possibilidade de atraso na entrega de IFA este mês, a fundação se pronunciou em nota, afirmando que possui material para dar continuidade à fabricação das vacinas.
“A Fiocruz esclarece que tem trabalhado para garantir todas as importações necessárias de insumos e reagentes para a produção da vacina covid-19. Apesar da dificuldade de transporte internacional enfrentada por vários países, a instituição tem insumos garantidos para a produção das próximas semanas.”
A Caixa liberou a consulta na 6ª feira (2.abr.2021) para a população saber se estará apta a receber a nova rodada do auxílio emergencial –que terá valor médio de R$ 250. A RBRB (Rede Brasileira de Renda Básica), que auxilia pessoas juridicamente para conseguir o benefício, recebeu mais de 600 mensagens durante o dia relatando problemas. A informação é do O Estado de S. Paulo.
Ao jornal, a diretora da RBRB, Paola Carvalho, disse que problemas eram esperados, pois o valor aprovado pelo Congresso, de R$ 44 bilhões, destinados à nova rodada do benefício não é suficiente para que o benefício seja concedido a todos os que se encaixam nas regras.
Em 2020, 68 milhões de pessoas receberam a 1ª parcela do coronavoucher. Na extensão do auxílio (de R$ 300), o número caiu para 55 milhões.
O governo espera contemplar 45,6 milhões de pessoas na nova rodada que deve começar em abril, com valores menores.
Ao menos 8 erros foram identificados pelas mais de 600 pessoas que procuraram a RBRB para auxiliar na aprovação para o recebimento do auxílio. A organização enviará ofício na 2ª feira (5.abr.2021) com as informações, pedindo uma solução.
• Caixa Tem – o app utilizado para o recebimento do auxílio não atualiza;
• decisão judicial – quem procurou a Justiça para conseguir o benefício em 2020 teve acesso negado automaticamente à nova rodada;
• mães – tiveram direito ao dobro do valor do auxílio em 2020 (R$ 1.200). Nesta nova rodada, só receberão R$ 150;
• Dataprev – o sistema não atualizou as informações. O app da Dataprev também é atualizado para consultar se está apto ou não a receber o benefício;
• parcelas em 2020 – quem não recebeu todas as parcelas em 2020 foi automaticamente recusado em 2021;
• emprego – o app algumas vezes diz que a pessoa está empregada, mas, na realidade, não está;
• Bolsa Família – alguns dos beneficiários do programa não está aparecendo como apto a receber a nova rodada do auxílio emergencial;
• mora em família – pessoas nessa situação aparecem como aptas a receber apenas R$ 150. Esse é o valor para quem mora sozinho.