Federação Nacional dos Jornalistas repudia Globo pela cobertura de desfiles de Carnaval

Imagem: reprodução/Globoplay

A Globo vem sofrendo diversas críticas nas redes sociais pela cobertura dos desfiles de Carnaval de 2024. Internautas condenaram a falta de informações transmitidas na televisão, como o histórico das escolas e problemas que ocorreram ao longo do percurso.

Para este ano, a transmissão do Carnaval do Rio de Janeiro da emissora é uma parceria da área de entretenimento com o esporte, setores que são flexíveis com publicidade, algo não permitido na área de jornalismo. Karine Alves e Alex Escobar coordenaram, do estúdio, a comunicação com quem estava na avenida, trabalho exercido este ano por influenciadores.

A Federação Nacional dos Jornalistas emitiu uma nota em que repudia a cobertura de Carnaval da Globo e afirma que, com apresentadores despreparados e desinformados, a transmissão teve erros.

“Ao abrir mão de repórteres, a emissora detentora do direito comercial de transmissão deixou os espectadores sem informações cruciais sobre a festa. A entidade enfatiza a importância essencial do trabalho jornalístico na cobertura deste evento tão importante para a cultura nacional.”

A nota destaca ainda a importância do trabalho dos jornalistas, que fornece análises e contextos históricos sobre os desfiles.

“Por meio de reportagens, os repórteres oferecem uma visão abrangente das tradições, dos desafios e das transformações do Carnaval, proporcionando uma reflexão crítica sobre seu impacto na sociedade e enriquecendo a compreensão pública do evento.”

Procurada pelo F5/Folha de S. Paulo, a Globo não respondeu ao pedido de posicionamento.

F5/Folha de S. Paulo

Mídia 24 horas: vai dar merda!

operadores de mesa em estúdio de TV

O mundo mudou muito em, relativamente, pouco tempo. Sou de uma época em que, telefonar para uma pessoa fora da sua cidade, significava ir à sede da telefônica solicitar uma chamada e esperar às vezes por horas a ligação completar. A funcionária que trabalhava coordenando as chamadas sabia tudo da vida de todos. Era preciso falar alto, quase gritando. Pelo menos não havia como grampear as mensagens, até porque elas não existiam.

Todos liam jornais e era prazeroso ver matérias nas quais se percebia a cuidadosa pesquisa do tema. Em Paris, a gente tinha que ir até uma sede da Varig para ler os periódicos de 2 ou 3 dias atrás. E lia Jornal do Brasil. Eram momentos prazerosos e cada um, claro, tinha seus jornalistas preferidos.

Eram um luxo os cadernos de cultura e literatura. A gente era feliz e sabia. E que dádiva, na minha cidade no interior de Minas Gerais não havia televisão. A 1ª que chegou foi instalada na praça principal e um funcionário da prefeitura abria uma caixa onde ela ficava, trancada com cadeado, e ligava das 20 às 22 horas. Quase nunca dava para ouvir, era ótimo.

Depois de um tempo, já advogando, a grande importância eram as revistas de finais de semana. Os repórteres trabalhavam dias, eventualmente semanas, num determinado tema. As revistas fechavam a edição na 6ª feira e as matérias não ficavam velhas. Podiam ser maturadas.

Lembro-me de uma vez que, numa 5ª feira à noite, recebi telefonema do chefe de Redação da Veja querendo entrevistar um cliente. A reportagem iria sair, mas ele, sério e competente, queria ouvir o outro lado, não só pro forma. Eu disse que deixaria meu cliente falar, interessava para o caso, desde que fosse a capa. Ele retrucou que a capa já estava fechada. Disse, então, que não teria a entrevista. Na madrugada, viajamos para o Rio de Janeiro e meu cliente foi capa, com falas que interessavam à defesa. Jogo jogado.

Sempre respeitei muito a imprensa e, em cada caso importante que tinha apelo midiático, cuidava de me dedicar 2 ou 3 horas para falar com os jornalistas. Faz parte da defesa expor sua tese. Deixar o cliente sangrar sem ter o outro lado favorece o massacre midiático e a pré-condenação. Depois, resolvi criar uma lista de transmissão no WhatsApp com 800 nomes de profissionais: uma nota técnica me poupa 3 horas de trabalho.

Certa vez, o dono de um grande grupo de comunicação resolveu proibir que meu nome fosse veiculado em seus jornais. À época, estava advogando em relevantes processos, recordo-me de ter saído 2 entrevistas minhas no mesmo dia no Jornal Nacional, mas, no tal grupo, a menção era “segundo o advogado”, sem citar meu nome. Os jornalistas de lá me entrevistavam, às vezes constrangidos, mas se rendiam à censura do dono.

Passados 2 anos, o empresário me chamou para conversar e o diálogo foi hilário. Ele me disse, propondo um acordo: “Faz 2 anos que meus jornais não citam seu nome.” Respondi: “Sério? Não notei. Nunca leio nada do seu grupo!”. Mais 2 anos sem ser citado. Lembrando-nos do grande Victor Hugo:

“Aquilo que causa a noite dentro de nós também pode deixar estrelas”.

Hoje, o mundo mudou e, obviamente, a mídia também. Recordo-me de quando recebi a informação de que seria inaugurada a GloboNews, que contaria com 24 horas de notícias. Uma amiga me ligou dizendo que seria uma das jornalistas. Eu avisei: “vai dar merda!”.

Ela fez um belo trabalho e a mídia ao vivo virou uma febre. Muitas vezes, sem tempo para investigar, a sede do “furo” continua pautando as redações. Alguns programas, que duram horas, são como bate-papos informais de botequins, uma prazerosa conversa na qual as opiniões são a tônica e ditam verdades, por vezes, sem nenhum contato com a realidade. Talvez, por isso, os mais jovens não acompanhem nunca os programas de televisão.

Nesta semana, a imprensa divulgou, fartamente, e não poderia ser diferente, a decisão (PDF – 169 kB) do ministro Dias Toffoli que determinou a abertura de uma investigação sobre a ONG Transparência Internacional –que de transparência só tem o nome. O nível de desconhecimento de grande parte das reportagens assustou.

Em um 1º momento, jornalistas com grande alcance midiático afirmavam que ele havia determinado a apuração de ofício. De maneira criminosa, diziam que o despacho era uma retaliação. Quase ninguém se preocupou em realmente averiguar e entender o contexto. As viúvas da Lava Jato se alvoroçaram. Levantaram teses que fariam corar qualquer estudante de jornalismo. E tomem opiniões sobre tudo sem a menor preocupação com sua excelência: o fato!

A desinformação foi tal que o ministro tomou uma atitude rápida: retirou o sigilo da investigação, até porque boa parte tinha vazado. É importante ressaltar que a regra é a publicidade. E aí pôde-se constatar que o despacho não teria sido de ofício, muito ao contrário, foi no curso de uma apuração que estava instaurada desde 28 de fevereiro de 2021. E que começou a tramitar no Superior Tribunal de Justiça, inclusive com decisão do ministro Humberto Martins. Só mudou a competência para o Supremo Tribunal por manifestação do então procurador-geral da República Augusto Aras.

Distribuído o inquérito para o ministro Dias Toffoli, ele fez o trivial, o óbvio, determinou o prosseguimento das investigações, sob pena de prevaricar se quedasse inerte. Sem prejulgar. Sem nenhuma medida cautelar que afastasse direitos individuais. Foram horas de massacre midiático. Vez ou outra, com uma virulência que, provavelmente, não caberia em programas nos quais o tempo de investigar fosse priorizado.

Esses tempos estranhos deixam, muitas vezes, um gosto amargo na boca de quem, colocando a liberdade de imprensa como valor máximo, ainda valoriza a verdade a ser desnudada. Tristes tempos.

Fonte: poder 360

Jornalista Ediana Miraglia é agredida no Bairro do alecrim durante reportagem e Sindjorn emite nota

Sindjorn emite nota contra agressão verbal a qual jornalista Ediana Miglia foi vítima. Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte (Sindjorn) emitiu uma nota de solidariedade à repórter Ediana Miraglia, que, segundo a entidade, foi agredida durante o exercício da profissão, na última segunda-feira (5), em matéria no bairro do Alecrim, zona Leste de Natal. O comunicado foi emitido nesta terça-feira (6).

Conforme o Sindjorn, uma mulher agrediu, xingou e proferiu palavrões contra Ediana. Em seguida, a suspeita foi encaminhada à delegacia e liberada. Confira o posicionamento na íntegra:

NOTA DE SOLIDARIEDADE

O Sindicato dos jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte se solidariza com a jornalista da TV Tropical, Ediana Miralha, que foi agredida covardemente no bairro do Alecrim quando estava no exercício profissional, por uma mulher que ainda a ameaçou e também a agrediu com palavrões e xingamentos. A mulher já foi identificada e levada à delegacia, mas pela legislação não ficará presa.

O Sindicato pede à TV Tropical o acompanhamento de perto sobre esse caso, se possível com apoio jurídico, para tomar medidas cabíveis na proteção da profissional quando na realização do exercício legal da profissão. O SINDJORN se coloca à disposição da jornalista.

Por fim, solicita aos órgãos de Segurança Pública o apoio necessário, em caso de ocorrências envolvendo profissionais da imprensa, para a manutenção da ordem, tranquilidade para o profissional, bem como o direito democrático à informação.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte

Facebook vai voltar a publicar notícias em sua plataforma na Austrália

SYDNEY – O Facebook anunciou nesta terça-feira que suspenderá nos próximos dias o bloqueio das páginas de notícias na Austrália , depois que o governo aceitou fazer emendas à lei que pretende obrigar os gigantes tecnológicos a pagarem os meios de comunicação por seus conteúdos.

O secretário australiano do Tesouro, Josh Frydenberg, e o diretor-geral do Facebook Austrália, Will Easton, afirmaram que chegaram a um acordo sobre um dos pontos cruciais da lei, a primeira do tipo no mundo e que tem a firme oposição dos gigantes da Internet.

— Como resultado das mudanças, agora podemos trabalhar para estimular nosso investimento em jornalismo de interesse público e restabelecer nos próximos dias as notícias no Facebook para os australianos — declarou Easton.—Estamos felizes por fechar um acordo com o governo australiano e apreciamos as discussões construtivas que tivemos.

Enquanto isso, na Europa, a Microsoft e grupos de mídia europeus pediram aos reguladores da UE que exijam que as plataformas on-line busquem arbitragem em questões sobre como dividir as receitas com os editores de notícias, um ponto crítico na disputa entre o Facebook e a Austrália.

As regras de direitos autorais reformuladas da UE em 2019, que forçam o Google e outras plataformas on-line a assinar acordos de licenciamento com músicos, autores e editoras de notícias para usar seu trabalho, não são suficientes, disseram a Microsoft e as editoras.

— Esta iniciativa é um próximo passo que é lógico — disse o vice-presidente da Microsoft, Casper Klynge, acrescentando que a empresa já divide as receitas com as editoras por meio de seu produto Microsoft News.

O apelo da Microsoft, junto com a European Magazine Media Association, a European Newspaper Publishers Association, o European Publishers Council e o News Media Europe, surge no momento em que os legisladores da UE se preparam para negociações com a Comissão Europeia e os países da UE sobre as regras para controlar os gigantes da tecnologia dos EUA.

O Globo

Austrália: projeto obriga Facebook a pagar conteúdo jornalístico

O Facebook passou a proibir, a partir desta quinta-feira (18), a leitura e partilha de notícias por parte dos utilizadores na Austrália. Várias páginas informativas de departamentos governamentais, serviços de emergência e instituições de caridade foram também afetadas.

Essa é a resposta da rede ao Código da Negociação para a Comunicação Social, proposta apresentada pelo governo federal que obriga Google, Facebook e outras plataformas a chegarem a acordo para o pagamento de conteúdos jornalísticos às empresas que os produzem.

O ministro australiano das Finanças, Josh Frydenberg, acusa a empresa de Mark Zuckerberg de ação “autoritária”, e o primeiro-ministro, Scott Morrison, diz que se tratou de uma tentativa de intimidação, num momento em que ainda falta discutir e aprovar a lei no Senado.

A Austrália transformou-se, nos últimos meses, em um campo de batalha, onde se digladiam as empresas de big tech contra o governo e a comunicação social. O Código da Negociação para os Media, apresentado pelo governo, prevê que as plataformas online, como Facebook e Google, paguem às empresas de comunicação social pelos conteúdos noticiosos que acolhem e agregam.

Horas depois da aprovação da proposta do Executivo australiano na Câmara dos Representantes, mas antes de começar a discussão no Senado, o Facebook decidiu banir a leitura e partilha de conteúdos noticiosos a partir de hoje. Foram também afetadas várias contas do governo ligadas ao combate à pandemia, páginas de meteorologia, em plena época de incêndios, e ainda dezenas de contas de instituições de caridade e organizações não governamentais.

“O Facebook esteve mal. As ações do Facebook foram desnecessárias, autoritárias e vão prejudicar a sua reputação aqui na Austrália”, disse o ministro das Finanças em entrevista coletiva.

Frydenberg acrescentou que “o bloqueio a páginas do governo – com informação de apoio durante a pandemia, sobre saúde mental, serviços de emergência ou o bureau de meteorologia – não têm nada que ver com o código de negociação para os media”.

“Não seremos intimidados”

Ontem, o Facebook anunciou, em comunicado, a restrição da leitura e partilha de notícias por utilizadores e páginas, incluindo conteúdo internacional, em resposta ao código de negociação para os media, ainda em discussão.

“A lei que é proposta [pelo governo australiano] interpreta de forma errada a relação entre a nossa plataforma e os editores que a usam para compartilhar os conteúdos noticiosos. Isso deixa-nos perante uma escolha difícil: tentar cumprir uma lei que ignora a realidade desse relacionamento ou parar de permitir conteúdos noticiosos nos nossos serviços na Austrália. É com um peso no coração que escolhemos a última hipótese”, anunciou William Easton, responsável pela Facebook na Austrália e Nova Zelândia.

Para o primeiro-ministro, as ações do Facebook, ao cortar serviços de informação essenciais sobre saúde e serviços de emergência, foram tão arrogantes quanto decepcionantes. “Estou em contato regular com os líderes de outras nações sobre essa questão”, disse Morrison em post publicado no Facebook.

“Não seremos intimidados pela big tech (empresa de tecnologia) que está tentando pressionar o nosso Parlamento enquanto vota o importante Código de Negociação para os Media (News Media Bargaining Code). Da mesma forma que não ficamos intimidados quando a Amazon ameaçou deixar o país, ou quando a Austrália se juntou a outras nações para combater a publicação de conteúdos de terrorismo nessas plataformas”, acrescentou o governante.

Google e News Corp chegam a acordo

A proposta do governo australiano – que recebeu luz verde da câmara baixa, mas ainda terá de ser aprovada pelos senadores – tem por objetivo garantir a retribuição monetária às organizações de comunicação social pelo conteúdo produzido.

Prevê-se, com o Código da Negociação para a Comunicação Social, que as plataformas digitais cheguem a acordo com as empresas de media para o pagamento de um determinado valor. Caso não haja um entendimento, esse valor será definido por lei.

A News Corporation, gigante dos media controlada por Rupert Murdoch, chegou a acordo com a Alphabet Inc para a difusão e partilha de notícias por meio das ferramentas da Google, e passa assim a receber “pagamentos significativos” da plataforma para o uso de conteúdos multimídia.

Robert Thomson, presidente da News Corp, elogiou o governo australiano pelo “apoio firme ao país e ao jornalismo” ao promover a partilha das receitas dessas plataformas com as empresas de comunicação social. Na Austrália, a Google já chegou a acordo com a Seven West Media e continua a negociar com a Australian Broadcasting Corp o pagamento dos conteúdos.

Facebook

“Entendemos que muitos possam perguntar por que é que as plataformas respondem de forma diferente. A resposta é que as nossas plataformas têm uma relação fundamentalmente diferente com os conteúdos noticiosos. A ferramenta de pesquisa da Google está intrinsecamente ligada às notícias, e os editores não providenciam este conteúdo de forma voluntária, diz o Facebook em comunicado. Por outro lado, os editores optam, de boa vontade, por partilhar as notícias no Facebook, uma vez que isso lhes permite obter mais subscrições, aumentar a audiência e as receitas de publicidade”, lê-se no comunicado da empresa da Mark Zuckerberg.

Oportunidade para a desinformação

O porta-voz do Facebook frisou que a empresa foi “forçada” a bloquear o conteúdo noticioso uma vez que o projeto de lei, ainda por aprovar, “não fornece orientações claras sobre a definição de conteúdos de notícias”. Acrescentou que foi adotada uma definição ampla para respeitar a lei.

“A nossa ação concentra-se na limitação de editores e utilizadores na Austrália em partilhar ou ler noticias australianas ou internacionais”, esclareceu o porta-voz, citado pela agência Reuters.

Sobre as páginas governamentais, de emergência, meteorologia ou de caridade que foram indevidamente bloqueadas, o porta-voz garante que a informação desses sites afetados será revertida em breve.

*Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Agência Brasil

Deus faz uma reviravolta na compra da TV Ponta Negra

A TV Ponta Negra, afiliada no RN do SBT, que foi comprada pelo grupo Hapvida, um importante gestor de plano de saúde do país, e que se tornou um grande Grupo de Comunicação no Nordeste, teve um novo capítulo nesse dia 12 de janeiro de 2021.

Isso porque o Mercado Publicitário, Político e o MUNDO jornalístico foi surpreendido pelo anúncio oficial do retorno do controle acionário da tv para a família do ex-senador Carlos Alberto de Sousa.

Para alguns amigos, Micarla sempre disse que reforçou suas orações com o propósito colocar sua família novamente no comando da emissora e a jornalista sempre deixou claro que DEUS iria realizar o que sempre foi o maior sonho de seu pai Carlos Alberto, pois este só descansou, quando Micarla em seu leito prometeu que sempre iria manter o patrimônio em poder de sua família.

Detalhe, dia 12 de janeiro de 2021, marcará a vida da família Sousa, pois DEUS deu duas vitórias grandiosas ao mesmo tempo.

 

As origens da festa do Natal

Padre João Medeiros Filho
Segundo historiadores, a celebração do Natal remonta ao ano 440, quando o Papa São Leão Magno instituiu a missa “In Nativitate Domini”.

Não há registro exato da data do nascimento de Jesus. O dia 25 de dezembro é a cristianização de algumas festas romanas e gregas. Em Roma, eram tradicionais as “Saturnaliae” (Saturnais), em homenagem ao deus Saturno.

De acordo com a mitologia, tendo ele sido destronado por Júpiter, fugiu para a Ausônia (Itália). Ali, reinou durante a idade áurea do Império Romano.

Em memória desse reinado benéfico, celebravam-se no início do inverno as Festas Saturnais.

Pode-se verificar que em tais comemorações havia aspectos análogos à celebração do Natal cristão.

Nas Saturnais, suspendiam-se as atividades e serviços públicos (hoje recesso natalino), declarações de guerra, execuções de penas (indulto de Natal) e os amigos trocavam presentes. As árvores eram enfeitadas para que brilhassem (árvores natalinas).

Cantava-se e dançava-se em agradecimento a Saturno, divindade da fartura e da vida.
Havia paz e fraternidade.

O poeta latino Virgílio aludiu a essa época: “Eis que a Justiça está de volta com o reino de Saturno.” As Saturnais pretendiam lembrar o estado paradisíaco, obter proteção para os campos e os habitantes.

Além dos festejos citados, na ocasião havia uma grande ceia, em que todos fraternalmente se colocavam à mesa.

A refeição tinha por objetivo mostrar que todos os seres humanos são iguais e os bens da terra lhes pertencem.

As igrejas cristãs ensinam que Jesus veio instaurar um reino de Amor, Justiça e Paz. O Filho de Deus se encarnou para proclamar a nossa fraternidade e sentar todos à mesma mesa (Eucaristia) para um banquete oferecido por Deus. Para os cristãos Jesus é o maior dom divino para os homens e seguindo o seu exemplo, há a oferta de presentes.

A partir do Édito de Milão, os romanos foram se reunindo, não mais para celebrar uma deidade frágil, mas o Deus Eterno.
Na mitologia grega, Hélios (o deus Sol) é filho de uma virgem chamada Téia.

Ele, conhecedor das mazelas do mundo, era a divindade da luz, capaz de trazer vida, curar, queimar e cegar.

Consoante a lenda, recebeu de Netuno a cidade de Corinto, onde era adorado por seus habitantes.

Estes propagaram por toda a Grécia a festa de Hélios.

No solstício do inverno – entre 22 e 23 de dezembro, no hemisfério norte – os coríntios costumavam celebrar a festa do Sol, quando se cantava e pedia que ele não se afastasse da terra e ali não dominassem as trevas, encobrindo as cidades. Em geral, tal festividade tinha o seu ápice no segundo ou terceiro dia, ou seja, em 25 de dezembro.

A Igreja, partindo dessa tradição, começou a celebrar Aquele que é a Luz do Mundo, “Sol da Justiça e da Paz”, preconizado pelo profeta Isaías (Is 32, 1). Segundo a crença helênica, os rigores do inverno deveriam ser amenizados com a proteção do Sol (Hélios). E segundo a concepção do cristianismo, o gelo da insensibilidade, do egoísmo e ódio será eliminado por Aquele que aquece os nossos corações. “Sol divino, aquecei as nossas almas”, reza-se na Sequência da Missa de Pentecostes.

Virgílio já proclamava: “Quando o sol se põe, viaja para as entranhas da noite escura”. Assim, Cristo ausentando-se de nossas vidas e da sociedade, haverá trevas. Narram os relatos da Paixão do Senhor: “Quando Ele expirou, a terra cobriu-se de trevas” (Mt 27, 45). O Filho de Deus apresenta-se a seus contemporâneos como Luz: “Eu sou a Luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas.” (Jo 8, 12). Carl Gustav Jung remete o simbolismo de Hélios ao próprio Cristo: “O sol nasce cada dia, é imortal, retrata a força suprema do espírito e da alma, a verdade e o amor.” O Filho de Deus é imortal e nossa fortaleza, como afirma o apóstolo Paulo: “Tudo posso Naquele que me fortalece” (Fl 4, 13). Ele assim se define: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6). Jesus é inegavelmente a ternura divina, como descreve o evangelista João: “Deus é Amor” (1Jo 4, 8).

Primeiros resultados da apuração devem sair 30 minutos após fechamento de urnas

Os primeiros resultados da apuração dos votos deve sair entre 20 e 30 minutos após o fechamento das urnas, previsto para acontecer às 17h. A estimativa é do secretário de Informática do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) Marcos Nascimento Maia.

Segundo ele, foram registradas 53 substituições de urnas que apresentaram problemas, um número considerado “bastante razoável”, por Maia. “Está dentro do esperado, temos praticamente menos de 1% quando estamos já encerrando às eleições “, disse ele.

O clima da sede do TRE-RN, em Natal, é de tranquilidade. A Corte Eleitoral está em sessão permanente, mas que agora está suspensa, devendo ser reaberta no fim da tarde de forma virtual, com transmissão inclusive pelo YouTube.

Tribuna do Norte

Dois passos do paraíso

Gilson Moura
Jornalista e advogado

No pleito eleitoral de 2008, a oposição, com seu projeto de mudança, encabeçada pelo Partido Verde(PV), deixou um marco de que era possível vencer o grupo do poder, composto por Agnelo, Maurício, Taveira, Elienai e Naur Ferreira.

Na época, o PV contou com a minha participação, como deputado estadual. Eu e o grupo da oposição tivemos a coragem de enfrentar os mais de 94% de aceitação da administração de Agnelo e a maior estrutura de poder político do RN. Naquela ocasião, os verdes optaram por caminhar na direção oposta ao poder e hoje, muitos do grupo do poder estão do lado da oposição. No ar, ficam algumas questões: será que os atuais oposicionistas têm o mesmo papel do grupo de 2008, que enfrentaram os poderosos em favor do povo? Qual a importância da oposição raiz nesse ambiente de poder?

No cenário atual da política parnamirinense, o professor Gildásio Figueiredo optou por se manter fora do governo, conservando o discurso de oposição e credenciando ao grupo de Elienai a fala como se fosse oposição. Analisando a cronologia de 2008 para 2020, o que mudou? Quais lições podemos tirar daquela época? A estratégia poderosa era o discurso, pois foi com essa arma forte que se cultivou o sentimento de mudança, dividindo o eleitorado da cidade.

O discurso da época não apontava para mudança, mas sim para o avançar, uma vez que o governo gozava de uma credibilidade e aceitação gigantesca. Hoje, Elienai e Maurício não podem criticar o prefeito Taveira, pois eles foram os principais responsáveis pela vitória do coronel. Especialistas defendem que, em Parnamirim, o caminho para a vitória passa pela união da oposição. Vejamos algumas evidências: se Nilda e Gildásio tiverem condições de subir no palanque como oposicionistas, serão capazes de apontar os erros do governo de Taveira, dando tom ao discurso do grupo que pertencem. Além disso, os votos que esse grupo traz, sobretudo Gildásio e Fativan, darão a Elienai uma maior identidade juntos aos oposicionistas, principalmente, nessa fase da construção da aliança política contrária ao prefeito-coronel, antes das convenções partidárias.

Elienai tem dois desafios para chegar ao paraíso. Primeiro, trazer para o seu palanque Maurício Marques e esse, consequentemente, trará o padre Murílo, amigo/representante da governadora petista Fátima Bezerra. Maurício, nessa engrenagem política, com o maior líder religioso católico da cidade, representa a união dos evangélicos e católicos. Em segundo lugar, para finalizar a engrenagem, articular-se com a vereadora Nilda, que ainda é o maior símbolo de resistência oposicionista ao prefeito e mantém o seu projeto de ser candidata à prefeitura.

O pleito de 2008, ainda, serve de norte aos candidatos que querem caminhar na oposição. Para mais informações, basta voltar no tempo e rever alguns episódios dessa série. O lema “tem mais está faltando…” fez a população enxergar as brechas deixadas na administração do prefeito Agnelo, desconstruindo a falsa ideia da cidade dos sonhos. Isso empolgou a população, mostrando que “forte é o povo que tem nas mãos o poder de lutar…” Atualmente, o cenário é diferente… É importante unir a oposição, focar na desconstrução da narrativa do poder, em que tudo funciona perfeitamente, mas a realidade é bem distante do que se prega. Então, o sinal está verde, há muito trabalho a ser feito, só lembrando que a terra prometida ainda está bem distante.