Um voo com destino aos Estados Unidos precisou retornar às pressas ao Aeroporto Internacional de São Paulo na noite de domingo (29), após uma explosão em uma das turbinas logo após a decolagem. Apesar do susto, não houve feridos.
A aeronave, um Airbus A330-300 da Delta Air Lines, seguia para Atlanta, nos Estados Unidos, com todos os assentos ocupados. Poucos segundos depois de deixar o solo, a turbina esquerda apresentou uma falha grave e chegou a explodir, espalhando fragmentos na área próxima à pista.
Os destroços em chamas provocaram um princípio de incêndio na área de grama do aeroporto, rapidamente controlado pelas equipes de emergência. Ainda no ar, o piloto declarou situação de emergência (“mayday”) e iniciou o retorno imediato ao aeroporto.
De acordo com dados de monitoramento de voo, a aeronave permaneceu no ar por pouco mais de nove minutos antes de pousar com segurança. Por conta do incidente, outras operações no aeroporto sofreram atrasos.
Em nota, a Delta confirmou o cancelamento do voo DL0104 por problemas mecânicos e pediu desculpas aos passageiros pelo transtorno.
O governo de Donald Trump propôs que o Brasil passe a receber em prisões nacionais estrangeiros capturados nos Estados Unidos, em modelo semelhante ao adotado por El Salvador na penitenciária de segurança máxima Cecot.
A proposta faz parte de uma negociação de cooperação bilateral contra organizações criminosas transnacionais, que poderá ser anunciada durante uma futura reunião entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro, inicialmente previsto para março, deve ocorrer em abril.
Segundo um alto funcionário americano, Washington também quer que o Brasil apresente um plano para combater organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV), o Hezbollah e grupos criminosos chineses atuando no país.
Outra exigência dos EUA é que o Brasil compartilhe dados, inclusive biométricos, de estrangeiros que solicitam refúgio, como parte de medidas para conter imigração irregular e crimes transnacionais.
As propostas americanas são uma resposta ao plano de cooperação apresentado por Lula em 2025, que incluía ações contra lavagem de dinheiro, bloqueio de ativos ilegais, combate ao tráfico de armas e troca de informações sobre criptomoedas.
O governo brasileiro ainda não aceitou as condições e negocia mudanças no acordo. Um dos principais receios do Planalto é que os EUA classifiquem o PCC e o CV como organizações terroristas, o que, na avaliação do governo, poderia abrir brecha para ações externas em território brasileiro.
Enquanto as negociações seguem, equipes dos dois países trabalham para tentar fechar um acordo antes da possível visita de Lula a Washington.
Embora o calendário do ano civil tenha início em 1º de janeiro, para muita gente ele só parece ganhar força depois do Carnaval. A frase, repetida com naturalidade em conversas informais e até em ambientes profissionais, diz mais sobre comportamento e emoção do que sobre datas oficiais, de acordo com especialistas.
O mês de janeiro carrega uma atmosfera de transição. É mês de férias escolares, de viagens em família, de temperaturas elevadas e de uma rotina que ainda pulsa em ritmo desacelerado. Muitas empresas operam com equipes reduzidas, projetos estruturais são adiados e decisões estratégicas aguardam um momento considerado mais oportuno. Soma-se a isso o fato de o Carnaval, uma das maiores festas populares do mundo, ter data móvel, podendo ocorrer em fevereiro ou março. Forma-se, assim, um período de expectativa para as festividades carnavalescas.
Do ponto de vista econômico e político, o movimento também tende a ser mais lento. Setores como comércio e marketing concentram campanhas e investimentos nas vendas de verão e na própria folia. No serviço público, é comum que o ritmo pleno de votações e atividades só se consolide após o Carnaval. Esse cenário reforça a sensação de que o país ainda está aquecendo os motores.
Mas a explicação mais profunda talvez esteja na esfera subjetiva. O ciclo festivo iniciado no Natal e atravessado pelo Réveillon encontra no Carnaval um encerramento simbólico. Para muitos, trata-se da última oportunidade de extravasar antes de mergulhar nas responsabilidades que o novo ano promete. Planos de iniciar a academia, retomar os estudos, mudar de emprego ou reorganizar a vida financeira ficam suspensos, à espera do pós-folia.
A psicóloga Maria Beatriz Lago observa que a expressão revela um movimento quase ritualizado.
“De fato, estamos no Brasil, o país do carnaval. Após as festas de final de ano, férias escolares, iniciamos um novo ciclo na primeira marcha, prontos para um novo freio quando da chegada das festividades carnavalescas”, afirma.
Segundo ela, o adiamento frequente das metas pode funcionar como uma fuga disfarçada. “Os planos de começar uma academia, uma dieta, se candidatar a um emprego, estudar para um concurso vão ficando para um depois que parece só chegar após a quarta-feira de cinzas”, diz.
A realidade prática, porém, não acompanha essa pausa simbólica. “O ano, porém, já começou: o IPVA e o IPTU já chegaram, o corpo já cobra os exageros das festividades, os prazos e datas permanecem intactos”, lembra a psicóloga. A diferença entre o calendário interno e o externo pode gerar frustração, sobretudo quando as expectativas criadas no fim do ano não se concretizam nas primeiras semanas.
Para Maria Beatriz, no entanto, nem tudo se resume à procrastinação. Há também uma necessidade legítima de reorganização emocional. “Alguns planos, de fato, exigem maior cuidado, atenção, foco e continuidade. Isso quer dizer que, para que se dê início às metas de ano novo, há a necessidade de, inicialmente, realizar uma curadoria daquilo que é realmente factível e pelo que vale a pena o empenho”, explica.
Ao mencionar o filósofo contemporâneo Byung-Chul Han, conhecido por suas reflexões sobre a sociedade do cansaço, a psicóloga reforça a importância do repouso. Para ela, sair do modo automático e do estado permanente de urgência é condição para escolhas mais conscientes.
“Balancear lazer e responsabilidades é saudável e necessário; no entanto, dedicar uma maior energia a determinados objetivos requer uma continuidade que, frequentemente, só é possível após a grande ilusão do carnaval”, afirma.
A cultura popular, ela lembra, também traduz essa tensão entre trabalho e celebração. “A gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho para fazer a fantasia, como diria a grande compositor Tom Jobim”, diz. A frase sintetiza o imaginário coletivo de esforço prolongado recompensado por um breve período de encantamento.
No fim das contas, a pergunta talvez não seja quando o ano começa, mas como cada indivíduo decide atravessá-lo. Entre a pausa necessária e a procrastinação confortável, existe uma linha tênue. “Mente sã, corpo são, então, antes de partir para o fazer, cuide do ser. Viva os momentos que permitem união, relaxamento, leveza para, então, realizar o esforço necessário para conquistar as metas que merecem sair do papel”, conclui a psicóloga.
Trinta anos após o acidente aéreo que interrompeu uma das mais rápidas trajetórias de sucesso na música brasileira, os corpos de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, integrantes dos Mamonas Assassinas serão exumados nesta segunda-feira (23).
A decisão foi tomada em comum acordo pelas famílias, que optaram pela cremação e pela transformação das cinzas em adubo para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade onde os músicos viviam.
O grupo morreu na noite de 2 de março de 1996, quando o jatinho Learjet 25D, fretado pela banda, caiu na Serra da Cantareira durante uma tentativa de arremetida. Além dos músicos da banda, o acidente vitimou dois tripulantes e dois membros da equipe.
À época, os Mamonas estavam no auge. O único álbum do grupo, lançado em 1995, ultrapassou 1,8 milhão de cópias vendidas em poucos meses, impulsionado por sucessos como Pelados em Santos e Brasília Amarela. A banda encerrava uma turnê nacional e se preparava para gravar o segundo disco e viajar para a Europa.
O velório, realizado no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, reuniu cerca de 30 mil pessoas. O cortejo até o cemitério atraiu mais de cem mil fãs, em uma despedida marcada por emoção, cantos e homenagens. Os músicos foram enterrados juntos, em cerimônia acompanhada apenas por familiares e amigos próximos.
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que o convite dos Estados Unidos para integrar o Conselho da Paz em Gaza será analisado com cautela. Segundo um interlocutor do governo, a decisão não pode ser tomada sem avaliar as consequências diplomáticas e geopolíticas. Lula deve iniciar as discussões com seus auxiliares a partir de segunda-feira. O convite foi recebido pela embaixada brasileira em Washington na sexta-feira. O Itamaraty não se manifestou.
Além do Brasil, líderes como Javier Milei (Argentina), Recep Tayyip Erdogan (Turquia), Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e Mark Carney (Canadá) também foram convidados por Donald Trump.
O conselho pretende supervisionar a reconstrução, a governança e a transição política da Faixa de Gaza após o cessar-fogo entre Israel e Hamas.
A proposta enfrenta críticas por excluir representantes palestinos e concentrar poder nos EUA. A presença de membros considerados controversos também gera dúvidas no governo brasileiro.
Durante a sessão, Maduro, que foi capturado pelos EUA no último sábado (3), reforçou que não cometeu os atos mencionados no processo | BNews Natal – Divulgação Atualmente, Maduro e sua esposa permanecem detidos em um presídio federal localizado no Brooklyn – XNY/Star Max/GC Images
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se declarou inocente de todas as acusações que enfrenta durante audiência realizada nesta segunda-feira (5), em um tribunal federal de Nova York, nos Estados Unidos. Ele afirmou ser uma pessoa honesta e negou qualquer responsabilidade pelos crimes apontados pelas autoridades norte-americanas.
Durante a sessão, Maduro, que foi capturado pelos EUA no último sábado (3), reforçou que não cometeu os atos mencionados no processo e contestou integralmente as imputações feitas pelo governo dos Estados Unidos. Sua esposa, Cilia Flores, que também responde às acusações, acompanhou a audiência e igualmente se declarou inocente.
Audiência e próximos passos do processo
A audiência em questão, que começou por volta das 14h desta segunda-feira, foi conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, magistrado experiente que atua no Distrito Sul de Nova York. Ele é responsável por supervisionar esta fase inicial do processo, na qual são formalmente apresentadas as acusações e definidas as medidas cautelares.
Ao final da sessão, Hellerstein determinou que Nicolás Maduro volte a comparecer à Justiça norte-americana em uma nova audiência marcada para o dia 17 de março deste ano. Até lá, seguem válidas as decisões relativas à custódia do casal.
O comparecimento desta segunda-feira ocorreu após a detenção de Maduro e Cilia Flores no último sábado. Ambos foram levados sob escolta ao Tribunal Federal de Nova York para prestar esclarecimentos iniciais à Justiça dos Estados Unidos. Prisão, custódia e acusações
Atualmente, o casal permanece detido em um presídio federal localizado no Brooklyn, onde aguarda os desdobramentos do processo. De acordo com as autoridades americanas, eles serão oficialmente notificados de todas as acusações dentro do sistema jurídico do país.
Nessa etapa, os réus prestam suas primeiras declarações e tomam ciência formal dos delitos atribuídos. De acordo com o governo dos Estados Unidos, Nicolás Maduro e Cilia Flores são acusados de liderar um governo classificado como corrupto e ilegítimo, além de envolvimento em práticas descritas como narco-terrorismo.
O período de festas de fim de ano concentra os maiores índices de abandono animais domésticos, além de aumentar riscos de fuga e estresse, especialmente por fogos de artifício e mudanças na rotina dos tutores.
A estimativa é de cerca de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, número que se mantém estável desde o início da década. Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), o vínculo entre pessoas e pets evoluiu, mas ainda falta planejamento antes da adoção. O mês de dezembro marca a campanha Dezembro Verde, que chama atenção para o cuidado responsável.
“Ser responsável por um animal exige atender necessidades físicas e emocionais ao longo de toda a vida, que pode ultrapassar 10 anos”, afirma Daniela Ramos, presidente da Comissão de Bem-Estar Animal do CRMV-SP. Ela destaca que muitos abandonos poderiam ser evitados com reflexão prévia sobre viagens, mudanças e rotina familiar.
O conselho recomenda preparar os animais para períodos de ausência dos tutores, acostumando-os a outros cuidadores ou ambientes, reduzindo o impacto emocional.
Abandono é crime
O abandono de animais é crime previsto na Lei nº 9.605/1998, com pena de até 1 ano de prisão, agravada em casos de maus-tratos. Em São Paulo, denúncias podem ser feitas pela Delegacia Eletrônica de Proteção Animal ou pelo Disque Denúncia Animal (0800-600-6428).
Na capital, cães e gatos abandonados são recolhidos pela Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ) em situações de risco à saúde pública ou sofrimento animal.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal para o hospital DF Star, em Brasília, onde passará por cirurgia de hérnia inguinal bilateral.
Bolsonaro será internado nesta quarta-feira (24) para exames preparatórios, e o procedimento cirúrgico está marcado para quinta-feira (25), dia de Natal. Segundo perícia da Polícia Federal, a cirurgia é necessária, mas não tem caráter emergencial.
A decisão determina que o transporte e a segurança sejam feitos pela Polícia Federal, de forma discreta, com acesso pelas garagens do hospital. A PF deverá manter vigilância 24 horas, com ao menos dois agentes na porta do quarto, além de equipes internas e externas.
Ficou proibida a entrada de celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos no quarto, exceto equipamentos médicos. A PF será responsável pela fiscalização.
Moraes autorizou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante durante toda a internação. Outras visitas, incluindo as dos filhos, só poderão ocorrer com autorização judicial prévia.
A decisão do Governo Federal de extinguir a obrigatoriedade dos cursos de formação em autoescolas para tirar a CNH acendeu um alerta em todo o país, especialmente no Rio Grande do Norte. Empresários do setor classificam a medida, aprovada por unanimidade pelo Contran, como “uma nova pandemia” para os Centros de Formação de Condutores (CFCs), que já registram queda de até 80% na procura desde que a mudança começou a ser ventilada em julho.
No Estado, o impacto pode ser devastador. Segundo o presidente do SindCFC-RN, Eduardo Domingo, em entrevista à rádio Jovem Pan News Natal nesta terça-feira (2), das 120 autoescolas existentes, apenas cerca de 30 podem resistir. Ele afirma que a categoria perdeu alunos, faturamento e previsibilidade, e que a decisão deixou as empresas “à deriva”. O setor estima que cada autoescola emprega, em média, dez pessoas — o que coloca cerca de 1.200 empregos diretos em risco, sendo quase 950 demissões previstas caso a resolução seja mantida.
O efeito deve atingir também toda a cadeia que gira em torno da formação de motoristas: despachantes, clínicas, psicólogos, oficinas, fornecedores e empresas terceirizadas de exames práticos. Para o sindicato, a justificativa de reduzir custos não se sustenta, já que a habilitação funciona como uma porta de entrada para o mercado de trabalho. “Dois ou três meses trabalhando com aplicativo e o investimento se paga”, argumenta Eduardo.
Outro ponto de preocupação é a estrutura pública. Hoje, segundo o setor, mesmo quem conclui as aulas enfrenta espera de meses para fazer os exames no Detran. Com a liberação dos candidatos fora das autoescolas, a previsão é de que a demanda triplique, sem que haja capacidade de absorção. “Não tem como comportar esse volume”, alerta o dirigente.
Os Correios aprovaram um plano de reestruturação financeira, com medidas que visam o equilíbrio fiscal da estatal em crise. O plano aprovado na quarta (19) também inclui empréstimo de R$ 20 bilhões, previsto para ser concluído até o fim de novembro.
Além do crédito, os Correios também devem buscar monetizar ativos e vender imóveis, que, segundo a empresa, podem render R$ 1,5 bilhão em receita. A estatal prevê ainda reduzir até mil pontos de atendimento que estão deficitários.
Com o plano de reestruturação, os Correios estimam reduzir o déficit em 2026 e retornar à lucratividade em 2027.
Os recursos serão aplicados em uma série de medidas, que incluem a implementação de um programa de demissão voluntária e mudanças nos custos com plano de saúde. A empresa também vai buscar a adimplência com fornecedores.
O empréstimo dos Correios, antecipado pela Folha, terá garantia do Tesouro Nacional e deve ser fatiado para atrair mais instituições financeiras, em um esforço para reduzir os custos da operação. Um sindicato de quatro bancos (Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil) havia aceitado conceder o valor que a estatal pedia, mas com juros elevados.
A companhia acumula prejuízos crescentes desde 2022. O rombo neste ano deve alcançar R$ 10 bilhões —no primeiro semestre, o saldo já ficou negativo em R$ 4,4 bilhões.
O Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran) realizará leilões de veículos e sucatas neste mês de novembro. O primeiro leilão ocorrerá no dia 18, a partir das 10h, com a oferta de 70 lotes de sucatas.
Já o segundo leilão, segundo o Detran/RN, será realizado no dia 27, também às 10h, com 110 lotes disponíveis, sendo 75 de veículos e 35 de sucatas. A arrematação será realizada de forma totalmente online, por meio do site www.lancecertoleiloes.com.br.
De acordo com o Detran/RN, durante a visita aos bens, será permitida apenas a avaliação visual dos lotes, sendo vedados o manuseio, experimentação ou retirada de peças. Os interessados em participar deverão realizar cadastro prévio no site e cumprir todas as exigências cadastrais com antecedência mínima de 72 horas da abertura do leilão.
De acordo com o Detran/RN, a visitação dos lotes do primeiro leilão estará aberta nos dias 14 e 17, no horário das 8h às 16h, no Pátio credenciado do Detran/RN, localizado na Avenida Ruy Pereira dos Santos, nº 2565, no bairro Olho D’água, São Gonçalo do Amarante. Entre os bens a serem leiloados, está disponível a sucata de modelo HB20, com lance inicial de R$2400.
As visitas para o segundo leilão serão nos dias 25 e 26 deste mês, das 8h às 16h, nos seguintes endereços: do lote 01 ao 21, no Pátio da Avenida Centenária, Nº 1000, Bairro Aeroporto 1, Mossoró/RN; do lote 22 ao 40, no Pátio da RN-288, Zona Rural de Caicó; e do 41 ao final, no Pátio da Av Ruy Pereira dos Santos, Nº 2565, Bairro Olho D’agua, em São Gonçalo do Amarante.
O arrematante de veículos é responsável pelo pagamento de licenciamento, IPVA, Seguro DPVAT, placa e demais despesas referentes à transferência de propriedade, válidas a partir do exercício de 2025. Já para os lotes de sucata, o arrematante deverá apenas custear a baixa da sucata, do gravame e a vistoria (se necessária), não havendo cobrança de outras taxas ao Detran.
Os proprietários de veículos notificados no Edital podem acionar a Comissão de Leilões para fazer a regularização e retirada dos veículos, no horário das 8h às 14h, na sede do Detran na Av. Perimetral Leste, 113 – Cidade da Esperança, Natal/RN. Antes do atendimento, é necessário fazer o Agendamento prévio no portal.detran.rn.gov.br, na opção Agendamentos > Veículos > Liberação de Veículos apreendidos.
Mais informações podem ser obtidas nos sites www.detran.rn.gov.br e www.lancecertoleiloes.com.br, pelos telefones (84) 99865-2897 e (84) 3223-4146, ou pelo e-mail comissaodeleilao@detran.rn.gov.br.
Integração, debates e troca de experiências entre as lojas maçônicas da cidade. Esse é o objetivo do 3º Ciclo de Sessões Conjuntas Maçônicas de Natal, que acontece nesta terça-feira (28), às 20h, na Loja Maçônica 21 de Abril, em Emaús.
O ciclo reúne as Lojas Irmãos Fraternos (GLERN), Emídio Fagundes (GORN) e 21 de Abril (GOB/RN), com convite a todos os maçons regulares. A iniciativa reforça a convivência e a fraternidade, fortalecendo os laços da maçonaria potiguar.
O destaque da noite será a palestra do Irmão Leland Delgado Assis sobre “Conflitos Bélicos e a Perspectiva Maçônica”. A abordagem propõe analisar guerras e estratégias globais sob o olhar da maçonaria, unindo ética, planejamento e filosofia.
O evento acontece na Rua Santa Clara, 278, Emaús, reforçando a tradição maçônica de Natal em promover debates relevantes e encontros de integração, sempre mantendo disciplina, organização e os valores da fraternidade.
Na última semana quatro pescadores do Rio Grande do Norte foram resgatados depois de naufragarem e passarem cerca de 11 horas à deriva em uma boia no mar, na costa do Ceará.
Os quatro trabalhadores estão bem e já estão em suas casas: dois no distrito de Carnaubinha e outros dois em Touros, no Litoral Norte potiguar, segundo a secretária de Pesca de Touros, Ana Matilde Santos. Um vídeo mostra o momento em que os pescadores foram resgatados.
“Da quarta para quinta, por volta de 1h, eles estavam dormindo e acordaram ao perceberem que o barco estava afundando”, relatou Ana Matilde. O naufrágio foi percebido pela gerência da embarcação por meio do sistema de rádio, que iniciou buscas com auxílio de outros barcos.
Os pescadores foram localizados por colegas cearenses. “Quando eu pulei na boia, a maré engoliu o barco. Eu pensava na minha esposa e nos meus cinco filhos”, disse Francisco Milton de Freitas, de 38 anos, um dos resgatados.
O funeral do influenciador conservador Charlie Kirk, assassinado há quase duas semanas em Utah (EUA), acontece neste domingo (21/9) no estádio State Farm, em Glendale, na região metropolitana de Phoenix, Arizona. A cerimônia, que contará com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de outros republicanos de destaque, será um teste para o serviço secreto americano.
O estádio deve ficar lotado, e os EUA prepararam um grande esquema de segurança para o funeral. O ativista conservador pró-Trump Charlie Kirk, de 31 anos, foi morto enquanto discursava em um debate na Universidade de Utah Valley, no dia 10 de setembro. Ele foi baleado no pescoço.
O suposto atirador, Tyler Robinson, de 22 anos, foi preso no dia seguinte e indiciado por homicídio qualificado. Ele pode ser condenado à pena de morte. O assassinato levanta preocupações sobre o aumento dos níveis de violência política nos Estados Unidos.Também desencadeou uma onda de censura contra pessoas que criticavam as falas de Kirk e a ultradireita.
Após sua morte, o corpo de Kirk foi transportado de Utah para o Arizona, onde morava, a bordo do Air Force 2. O traslado foi acompanhado pelo vice-presidente americano, JD Vance. O influenciador era um defensor e aliado do governo Trump.
Celebrar o “legado duradouro”
O Turning Point USA, movimento político fundado por Kirk para mobilizar jovens eleitores conservadores, confirmou que o funeral será público para celebrar a “vida notável e o legado duradouro” do influenciador.
A cerimônia começa na manhã de domingo. O estádio State Farm tem capacidade para 63 mil pessoas e é a arena do Arizona Cardinals, time de futebol americano (NFL). O público precisou se inscrever para assistir ao evento, e os ingressos serão distribuídos por ordem de chegada.
O Arizona era o estado onde Kirk vivia com a esposa e os dois filhos. É também a sede do movimento político que ele fundou.
Personalidades presentes
O funeral contará com a presença de várias das personalidades conservadoras mais proeminentes do país. O presidente Trump, que culpou a esquerda radical pelo crime, confirmou sua participação no dia seguinte ao assassinato. “Quando for, eu vou”, disse. “Me pediram para ir e acho que tenho a obrigação de fazer isso”, declarou.
Trump fará um discurso durante a cerimônia, de acordo com o programa divulgado pelo Turning Point. O vice-presidente Vance e a viúva de Kirk, Erika, também discursarão. Em sua primeira declaração pública após o assassinato, Erika prometeu que a “missão poderosa” do marido “vai continuar” e que “os malfeitores não fazem ideia do que desencadearam em todo o país e no mundo”.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, são outros convidados de alto nível que irão ao Arizona para homenagear Kirk.
Funcionários públicos, donas de casa, aposentados. Milhares de pessoas se alistaram neste sábado nas forças militares da Venezuela, para combater uma eventual invasão dos Estados Unidos.
O ditador Nicolás Maduro pediu a abertura do registro da Milícia Bolivariana, um corpo formado por civis, integrado às Forças Armadas, e que os críticos do presidente afirmam ter um alto componente ideológico. Também representa uma demonstração de força perante o que Maduro considera ser uma ameaça ao seu poder.
Três navios militares vão se posicionar em águas internacionais diante da costa da Venezuela, no que os Estados Unidos afirmam se tratar de operações de combate ao narcotráfico. A Milícia montou centros de registro em praças e prédios militares e públicos, entre eles o palácio presidencial, em Caracas.
“Você já serviu antes?”, perguntou uma miliciana uniformizada a Óscar Matheus, que aguardou pacientemente na fila. “Estou aqui para servir ao nosso país”, disse à AFP esse auditor, de 66 anos. “Não sabemos o que pode acontecer, mas temos que nos preparar e continuar resistindo. A pátria nos chama, o país precisa de nós”, expressou Rosy Paravabith, de 51.
‘Viva a pátria!’
Batizadas de bolivarianas por Chávez, as Forças Armadas venezuelanas não escondem sua politização. “Chávez vive!” é hoje sua saudação oficial. Não está claro com quantos efetivos essas forças contam. Em 2020, elas possuíam cerca de 343 mil integrantes, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), um tamanho semelhante às do México (341 mil) e superado na América Latina apenas por Brasil (762 mil) e Colômbia (428 mil).
No entanto, Maduro afirmou nesta semana que somente a Milícia contava com mais de 4,5 milhões de soldados.
“Estou me alistando pela Venezuela, viva a pátria!”, gritavam voluntários após se registrarem. Policiais e milicianos da reserva compareceram para reafirmar seu compromisso.
Do Quartel da Montanha, pode-se observar Caracas em sua totalidade. Trata-se de um antigo museu militar onde Hugo Chávez coordenou sua tentativa de golpe de Estado em 1992. Uma vez registrados, os voluntários passam para uma sala onde é exibido um documentário sobre o bloqueio imposto por nações europeias à costa venezuelana entre 1902 e 1903, após a recusa do então presidente, Cipriano Castro, em pagar a dívida externa.
Na sala seguinte, parte do armamento está exposto. Um tenente do Exército explica, em linguagem técnica, o alcance e o espaço onde cada arma pode ser usada, e com qual objetivo.
Os Estados Unidos já haviam enviado tropas para o Caribe. Mas, desta vez, isso coincide com o aumento da recompensa por Maduro e com a acusação que ele recebeu de liderar um suposto grupo do narcotráfico batizado de Cartel dos Sóis, que o presidente americano classificou como organização terrorista.
Maduro afirma que a mobilização é “imoral, criminosa e ilegal” e busca “uma mudança de regime”. Nas ruas da Venezuela, o tema surge em meio a piadas e preocupação, embora especialistas considerem distante o cenário de uma operação direta dos Estados Unidos contra o país.
“Vamos defender esta pátria até o nosso último suspiro”, afirmou o ministro da Defesa, Vladimir López, ao canal estatal VTV.
A oposição pediu que a população não se aliste. Mas, nas filas, havia voluntários de todas as idades.
“Quero treinar para defender a pátria”, disse Jesús Bórquez, de 19 anos. “Sei que, por causa da minha idade, não vou pegar em um fuzil, mas estou disposta a ajudá-los”, afirmou Omaira Hernández, de 78 anos.