Câmara aprova PL que prorroga auxílio para o trabalhador cultural

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei (PL) 795/2 que prorroga o auxílio emergencial de trabalhadores do setor da cultura em razão da pandemia da covid-19. O projeto, que reformula a Lei Aldir Blanc, prorroga os prazos de utilização de recursos repassados a título de apoio ao setor cultural em decorrência da pandemia de covid-19. A matéria será enviada à sanção presidencial.

Criada no ano passado, a Lei Aldir Blanc destinou R$ 3 bilhões para minimizar o impacto da pandemia sobre o setor cultural, com benefícios para artistas, produtores, técnicos e espaços culturais e também para manutenção de espaços artísticos e culturais, micro e pequenas empresas, como forma de auxiliar um dos setores mais afetados pela covid-19.

Os recursos começaram a ser repassados no segundo semestre de 2020. Contudo, artistas, dirigentes culturais e secretários de cultura afirmam que o período para o repasse e execução dos projetos aprovados foi muito curto, dificultando a realização das atividades.

Agora, com o novo projeto, os estados, municípios e o Distrito Federal terão até 31 de dezembro de 2021 para usar o saldo remanescente do dinheiro transferido para ações emergenciais de renda e projetos culturais.

De acordo com o secretário especial de Cultura, Mário Frias, os recursos remanescentes da lei, aqueles que não chegaram a ser utilizados, somam cerca de R$ 770 milhões.

Quem for contemplado, terá um prazo de 180 dias, contados do reinício de suas atividades, para apresentar as contrapartidas, a exemplo realização de lives, entre outras interações artísticas.

Além disso, o projeto também diz que poderão ser novamente repassados aos municípios recursos que foram devolvidos ao fundo estadual de cultura porque as prefeituras não os utilizaram em projetos culturais. O texto reabre até 31 de outubro de 2021 o prazo para que esses recursos sejam aplicados, sob pena de terem de devolver ao fundo.

O projeto também permite aos municípios concederem novos subsídios mensais para manutenção de espaços artísticos e culturais e de organizações culturais comunitárias.

De acordo com o relator do projeto, Danilo Cabral (PSB-PE), mesmo com a dificuldade, no ano passado, para executar os recursos aprovados, a Lei Aldir Blanc conseguiu contemplar boa parte do segmento artístico.

“Mesmo prejudicada, especialmente, pelo atraso na regulamentação e definição do cronograma de desembolso estabelecido pelo governo federal, a Lei Aldir Blanc contemplou 40 mil projetos de editais somente nos estados e no Distrito Federal”, disse no relatório.

Decreto

Na terça-feira (20), o governo já havia publicado, em edição extra do Diário Oficial da União, um decreto para alterar os prazos do Decreto 10.464, de agosto do ano passado, que regulamentava a Lei Aldir Blanc. A medida prorroga os prazos para a realização de atividades e a prestações de contas de recursos aprovados da Lei Aldir Blanc, no ano passado.

O prazo que venceu no final de março foi estendido até 31 de dezembro de 2021. De acordo com o decreto, serão pagas apenas as verbas inscritas em restos a pagar (recursos autorizados em 2020 para execução em 2021).

O decreto diz anda que o Distrito Federal, estados e municípios terão até o dia 31 de março de 2022 para apresentar o relatório de gestão final de atividades, permitida a prorrogação por até 90 dias, “mediante justificativa dos entes federativos e autorização da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo.”

Fonte: Agência Brasil

Tasso e Huck se reúnem, traçam calendário e exploram cenários para 2022

Foto: World Economic Forum/Sandra Blaser

O senador tucano Tasso Jereissati e o apresentador da Globo Luciano Huck tiveram reunião na última 2ª feira (19.abr.2021) na qual traçaram avaliações e desenharam cenários políticos para as eleições de 2022. Os 2 são cotados para serem candidatos à sucessão de Jair Bolsonaro dentro de um grupo que tem sido chamado de “centro expandido”. Há postulantes desde a esquerda até a centro-direita.

Na conversa, ficou definido que a partir de setembro deste ano será possível ter uma clareza maior a respeito do sentimento do eleitorado para as eleições do ano que vem. E foram enumeradas algumas diferenças entre os 2 possíveis candidatos que poderiam ser exploradas no pleito.

De um lado, se for mantido o atual contexto de crise econômica e pandemia, Tasso, político experiente, leva vantagem sobre Huck. Ele poderia expressar a imagem de um gestor experimentado que teria como superar os desafios impostos.

Tasso governou o Ceará por 3 mandatos e está no seu 2º como senador da República.

Luciano Huck, por outro lado, levaria vantagem em um ambiente em busca de novidade. Ainda sem experiência na gestão pública, ele tem demonstrado interesse em participar da política há alguns anos.

Ao lado dos 2 na conversa estava o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, que tem feito parte de algumas conversas sobre essa iniciativa centristas.

Uma avaliação do grupo, que tem como objetivo maior tentar formar apenas uma candidatura que faça frente tanto ao atual presidente, Jair Bolsonaro, quanto ao petista Luiz Inácio Lula da Silva, é que há alguns entraves.

O governador de São Paulo, João Doria, não deve abrir mão da candidatura por um nome de consenso. Disse ontem (3ª) à Reuters que disputará as prévias do PSDB em outubro.

Até Ciro Gomes (PDT) é considerado mais maleável

VOTOS

Há uma dificuldade no grupo em capitalizar o interesse do eleitorado para uma opção que não seja nem de direita nem de esquerda.

Como o PoderData revelou, só 13% da população fazem parte do grupo “nem nem”. São os que se recusam a votar em Lula ou em Bolsonaro.

Fonte: Poder 360

Kakay fala sobre o julgamento da parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro pelo STF

Um dos maiores advogados criminalistas do país, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, fala sobre parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro, da sua supeita na forma de utilizar-se do aparelho de justiça em Curitiba para perseguir o ex-presidente Lula.

O processo que julgará a suspeição do então magistrado, entra na pauta do STF, que já julgou o habeas-corpus e confirmou por 3X2 a incompetência do juiz de Curitiba a suspeita no famoso caso do triplex do Guarujá e também no sítio de Atibaia.

Nesta quinta-feira (22), o STF irá retomar o julgamento do “caso Lula”. Será julgado o foro correto para onde os quatro processos anulados devem ser remetidos e também a suspeição de Sergio Moro, considerado o mais importante de toda esta nova fase processual.

Para Kakay, Moro não é semideus, é suspeito nesses processos de Lula e poderá inclusive, ser processado pelo Ministério Público. Veja abaixo a entrevista completa de Kakay.

Parnamirim não irá realizar vacinação contra Covid-19 nesta quarta-feira (21)

Nesta quarta-feira (21), não haverá vacinação contra a Covid-19 em Parnamirim. Isso porque o quantitativo de doses recebido foi suficiente para honrar o cronograma que contempla 4 dias consecutivos de vacinação nesta semana.

Diante disso, a prefeitura decidiu não realizar as ações de vacinação hoje (21), para conseguir manter o atendimento até sexta-feira (23), data em que possivelmente o município receberá um novo lote de imunizantes.

Na quinta e sexta-feira (22 e 23/04), serão vacinados os idosos a partir de 61 anos e 2ª dose de CoronaVac e Oxford/AstraZeneca, nos seguintes locais:

– Unidades Básicas de Saúde (exceto as UBS Coophab e UBS Passagem de Areia II).
Horário: das 7h30 às 11h30 e das 13h às 16h.

– Associação de moradores da Cohabinal.
Horário: das 8h às 14h.

– Nordestão da Avenida Maria Lacerda.
Horário: das 8h às 14h.

Para receber a vacina, é importante estar com a documentação necessária, lembrando que deverá retornar para tomar a 2ª dose no mesmo local onde tomou a 1ª, exceto quem tomou em algum dos pontos extras (Nordestão da Avenida Maria Lacerda ou Associação de moradores da Cohabinal).

Políticos de Parnamirim perdem o sono com a prisão de Diogo Rodrigues


A Operação Fura-fila, do Ministério Público, que resultou na prisão do vereador Diogo Rodrigues, foi consequência do processo eleitoral que correu sob segredo de justiça em Parnamirim, resultando em um compartilhamento com o MP estadual e, em menos de 40 dias, um outro processo criminal, que ainda está em segredo de justiça, foi instaurado pelo poder judiciário.

Esta nova operação vem tirando o sono de muitos políticos em Parnamirim e também no interior do Rio Grande do Norte. O comentário é que o material apreendido nas operações de março e a do fura fila, comprometerá gente graúda de vários poderes, no âmbito do município, do estado e até da união.

O vereador Diogo Rodrigues passou a ser o alvo principal das investigações envolvendo o poder executivo.