Religiosos protestam em Brasília contra decisão do STF sobre cultos e missas

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Grupos religiosos se reuniram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília na manhã e no início da tarde deste domingo (11.abr.2021). Eles protestam contra a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de 5ª feira (8.abr), que deu a Estados e cidades autonomia  para proibir atividades religiosas durante a pandemia. A manifestação é organizada pelo grupo Marcha da Família.

O plenário do STF revogou decisão monocrática do ministro Nunes Marques de 3 de abril. Ele havia liberado as atividades religiosas em todo o país. O presidente Jair Bolsonaro apoiou a decisão de Nunes Marques. No sábado (10.abr) Bolsonaro, criticou o STF.

O protesto começou por volta das 10h na Praça dos Três Poderes, em frente à sede do STF. Os manifestantes seguiram a pé até o outro lado do Congresso Nacional. Eles ocuparam as 6 faixas da via. Carregavam bandeiras do Brasil e de Israel e bíblias. Empunhavam faixas com críticas aos ministros do STF e de apoio a Bolsonaro.

Um carro de som liderou a manifestação. Em diferentes momentos, os organizadores oravam ou faziam discursos de apoio ao presidente. Também cantaram o Hino Nacional.

Imagens: Reprodução/Instagram Marcha Da Família (@marchadafamilia)

Algumas pessoas usavam máscaras, outras não. Houve aglomeração, contrariando as recomendações de distanciamento social para prevenir a contaminação da covid-19. Havia cerca de 400 pessoas na manifestação.

O protesto terminou pouco depois de 12h, em frente ao Congresso. No momento, os organizadores leram uma carta com passagens bíblicas e críticas a quem “desrespeita o povo brasileiro“.

O grupo Marcha da Família, que reúne religiões evangélicas e católicas,  convocou a manifestações em todas as capitais. De acordo com as publicações no perfil do Instagram do grupo, o objetivo é lutar pela “liberdade da família cristã“. Além de pedirem que as igrejas e templos fiquem abertos independentemente de decretos estaduais e municipais, o grupo defende também a abertura do comércio.

Fonte: Poder 360

Gentili nega reunião sobre candidatura, mas sugere ser melhor que Bolsonaro

Foto: Alan Santos/PR

O humorista e apresentador Danilo Gentili negou no sábado (10.abr.2021) que tenha participado de reunião para discutir uma possível candidatura à presidência da República em 2022.

A declaração veio depois que a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo noticiou que Gentili se encontraria com membros do MBL (Movimento Brasil Livre) para falar sobre a pré-candidatura.

“Pessoal, eu não compareci em nenhuma reunião hoje pra falar de candidatura. Acordei nesse sabadão de sol e vim pra casa da minha mãe tomar café”, escreveu Gentili em seu perfil no Twitter.

“Essa é a minha grande agenda presidencial da semana”, completou ao postar uma foto em que aparece assistindo televisão.

Gentili também compartilhou uma publicação do jornalista Mario Sabino o comparando com presidente Jair Bolsonaro e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A candidatura de Danilo Gentili à presidência seria uma piada de muito menos mau gosto do que a de Bolsonaro e a de Lula”, escreveu Sabino.

Em pesquisa encomendada pelo MBL ao IPE (Institutos de Pesquisa & Estratégia) e divulgada em 6 de abril, o humorista aparece em 3ª lugar, com 4% das intenções de voto. Ficou empatado com o apresentador Luciano Huck, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Ciro Gomes (PDT-CE).

Em 1º lugar está Lula (36%), seguido por Bolsonaro (31%). João Amoêdo (Novo) teve 3% das intenções de voto. A pesquisa foi feita por telefone, com 2.000 pessoas.

O coordenador nacional do MBL, Renan Santos, comentou os resultados da pesquisa em vídeo publicado no canal do movimento no YouTube. Segundo ele, a ideia de lançar Gentili como possível candidato veio das redes sociais.

Santos classificou Gentili como alguém inteligente, que entende muito de política e que tem posicionamentos alinhados com o MBL.

Fonte: Poder 360

Senador pede para CPI da covid investigar também prefeitos e governadores

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O senador Alexandro Vieira (Cidadania-SE) protocolou neste sábado (10.abr.2021) pedido para a Mesa Diretora do Senado ampliar o alcance da CPI (comissão parlamentar de inquérito) que irá investigar responsabilidades por atos praticados pelo governo federal no combate à pandemia. Eis a íntegra do requerimento (101 KB).

O pedido de Vieira é para que a comissão apure também eventuais irregularidades na gestão de recursos federais destinados ao enfrentamento do coronavírus por prefeitos e governadores.

“Assim como as competências, as responsabilidades são também distribuídas. Dessa forma, não cabe, a nosso ver, instituir uma comissão parlamentar de inquérito para proceder à investigação da atuação dos órgãos estatais diante da pandemia do covid-19 e limitar o seu escopo exclusivamente aos agentes públicos federais. Trata-se de um sistema nacional e assim deve ser avaliado”, disse Vieira em nota divulgada por sua assessoria.

A CPI da covid deve ser instalada no Senado na 3ª feira (13.abr), quando está marcada a próxima sessão da Casa. A medida atende a decisão proferida na 5ª feira (8.abr.2021) pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso.

O ministro concedeu liminar (decisão provisória) ordenando o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a instalar a CPI da Covid.

A instalação do colegiado foi apoiada por 30 senadores que assinaram requerimento apresentado em 15 de janeiro ao então presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Pacheco, ao assumir o cargo, não levou o tema adiante. Barroso considerou que Pacheco não poderia se opor à criação da CPI por “conveniência e oportunidade políticas”.

Alessandro Vieira é líder do bloco Senado Independente, que congrega Cidadania, PDT, Rede e PSB. A inclusão de prefeitos e governadores no rol de “alvos” da comissão atende a desejo do presidente Jair Bolsonaro, que vê na CPI uma forma de “tumultuar” o governo.

Ainda neste sábado (10.abr), Bolsonaro disse: “Quer fazer justiça? Quem sumiu com o dinheiro, fui eu? Era pra preparar a rede hospitalar, quantos prepararam? Se é pra fazer CPI, é todo mundo”.

A ampliação da CPI conforme pede Alessandro Vieira pode intimidar movimentações para tentar esvaziar a comissão. Aliados do governo Bolsonaro falaram nos últimos dias em tentar retirar assinaturas do requerimento que pediu a instalação do colegiado. Rodrigo Pacheco disse na 6ª feira (9.abr) que não moverá “um milímetro” para atrapalhar a comissão.

Mas outro ponto de interrogação ainda paira sobre a CPI. Por causa da pandemia, nenhuma comissão parlamentar de inquérito pôde funcionar. A CPI das fake news, por exemplo, está parada desde o 1º semestre do ano passado. Aliados do governo podem pisar nessa tecla para barrar seu funcionamento.

Fonte: Poder 360

Caixa paga hoje auxílio emergencial a nascidos em março

Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Trabalhadores informais nascidos em março começam a receber hoje (11) a nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a quatro semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.

Ao todo 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O calendário de pagamentos foi divulgado pelo governo no início do mês.

O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS). O auxílio emergencial somente será pago quando o valor for superior ao benefício do programa social.

Fonte: Agência Brasil