Sobreviventes e familiares relembram tragédia de Igapó 45 anos depois; veja vídeo

 

Para a família, a dor também veio acompanhada da sensação de que a tragédia nunca teve uma resposta definitiva. Foto: Adriano Abreu

 

A tragédia de Igapó, que levou à morte de 26 pessoas na Avenida Bacharel Tomaz Landim, aconteceu há quase 45 anos, mas a memória do acidente permanece entre os potiguares que perderam familiares e daqueles que sobreviveram àquele dia.

Era o início da manhã de 29 de novembro de 1982, por volta das 5h, quando pessoas que saíam de casa para trabalhar e seguir para o ponto de ônibus foram surpreendidas por um acidente. Uma Kombi desgovernada atingiu um poste na Avenida Bacharel Tomaz Landim e provocou a queda de um fio de alta tensão de 69 mil volts que levou à vida de 26 potiguares.

Tragédia de Igapó: quase 45 anos depois, sobreviventes e familiares relembram o dia que marcou a ZN

Pessoas que se aproximaram para tentar ajudar ou apenas observar o acidente também foram atingidas pelas descargas elétricas. Além das mortes, o ocorrido deixou mais de 80 feridos.

Entre os sobreviventes estava a dona Francinete Araújo, 66. Na época com 22 anos, estava em casa com a mãe quando ouviu os gritos: “eu acordei justamente com ela clamando: ‘Nossa Senhora, que Deus acuda aquele povo’”, relembra. A mãe tentou impedir que Francinete saísse de casa: “Minha mãe falou para mim: ‘Minha filha, não vá’ mas bati o pé e desobedeci.” Segundo ela, ao chegar no local havia muitas pessoas na região, assim como ela, movidas pela curiosidade mas o que chamou sua atenção foram os corpos no chão.

Ela conta que, depois de observar a cena, sentiu que deveria voltar para casa: “Aquela coisa tocou meu coração e disse para mim: ‘Vá para casa’. Foi igual a um cochicho no ouvido.”. Mas não houve tempo para voltar, Francinete foi atingida pela descarga elétrica.

Quando caiu no chão perdeu parte da consciência mas ainda conseguiu ouvir o estrondo provocado pela descarga. Dona Francinete permaneceu no chão enquanto era atingida pela descarga elétrica, mas a roupa vermelha que usava naquele momento acabou ajudando a ser identificada por um amigo da família que alertou seu padrasto que estava no local e retirou seu corpo do chão: “Foram os dois anjos que Deus usou pra me salvar”.

“Eu já estava sem sentido. Era como se eu soubesse que ia morrer e não podia fazer nada.”, afirmou Francinete. Depois de ser retirada da área de risco, foi levada para o Hospital Walfredo Gurgel apesar da descarga elétrica, não ficou com sequelas.

Francinete Araújo tinha 22 anos à época da Tragédia de Igapó e acordou com barulho. Foto: Adriano Abreu

A sobrevivência, porém, só ganhou outra dimensão quando Francinete tomou conhecimento do número de mortos. Para ela, ter escapado da tragédia não é apenas uma lembrança, mas uma razão para continuar contando o que aconteceu. “Foram 26 caixões, ia ser 27 com o meu, mas Deus não quis. Não era a minha hora.”, refletiu.

Ao relembrar o episódio, Francinete se emociona. Quase 45 anos depois, ela ainda atribui a sobrevivência às pessoas que entraram no local para retirá-la e a fé: “Eu tinha que ficar viva, que era para contar essa história.”.

Para dona Francinete, sobreviver à tragédia significa carregar consigo a memória daqueles que hoje não podem contar aquela história. Uma dessas pessoas é Severino Ramos, na época com 30 anos, estava passando na avenida no dia o acidente, e movido por uma determinação de ajudar as vítimas que estavam no chão acabou morrendo assim que recebeu as descargas elétricas.

Antes de sair de casa para trabalhar, Severino acordou os cinco filhos e, como fazia diariamente, pediu a bênção. Entre eles estava Ivonete, que tinha apenas nove anos e era muito apegada ao pai.
A filha conta que a mãe ainda tentou convencer Severino a não sair de casa: “Ele disse: ‘Não, eu vou, que eu preciso trabalhar pra dar de comer a meus filhos’.”

No caminho, Severino passou pelo local do acidente, decidiu descer do veículo para tentar ajudar as pessoas que estavam caídas na rua. Segundo a filha, Severino foi arremessado contra uma cerca de arame e ainda tentou se levantar, mas acabou atingido por outra descarga.

A notícia chegou à família pouco tempo depois. Aos nove anos Ivonete não conseguiu aceitar a notícia da morte do pai. “Eu saí escondida da minha mãe, fui correndo lá pro caminho do acidente, que eu queria ver meu pai, que eu me desesperei.”, relembrou Ivonete.

Anos depois, Ivonete reconhece que ter sido impedida de chegar ao local pode ter salvado sua vida. A morte de Severino deixou Maria de Lourdes viúva e com cinco filhos pequenos. Ele era o único responsável pela renda da casa. Sem o marido, ela precisou encontrar uma forma de sustentar a família. A família recebeu uma indenização, mas, segundo Maria de Lourdes, o valor foi insuficiente para garantir o sustento dos filhos.

Ela passou a vender alimentos nas ruas e contou com a ajuda de outras pessoas para conseguir criar as crianças. Ivonete também começou a acompanhá-la: “Eu comecei a ajudar ela a vender também, deixei até de estudar”. Ivonete recorda o enterro do pai e a quantidade de caixões no cemitério naquele momento.
“Naquele dia que meu pai morreu pra mim, acabou o mundo pra mim. Ainda sinto a falta dele ainda. É triste a pessoa perder um pai”, refletiu.

Para a família, a dor também veio acompanhada da sensação de que a tragédia nunca teve uma resposta definitiva. A família afirma que gostaria de ver o motorista da Kombi responsabilizado pelo acidente, o qual nunca foi identificado.

Enquanto Ivonete e Maria de Lourdes carregam a ausência de Severino, Francinete carrega a lembrança de ter escapado de uma tragédia que matou 26 pessoas. Sobreviver, para ela, também significa contar aquilo que muitos não tiveram a oportunidade de contar:“Eu tinha que ficar viva, que era pra contar essa história.”.

Quase 45 anos depois, a Tragédia de Igapó permanece na memória de quem sobreviveu e, principalmente, de quem precisou aprender a viver depois dela. São histórias de perda, sobrevivência e ausência que atravessaram gerações e continuam sendo lembradas por quem estava ali naquela manhã de 29 de novembro de 1982.

Tribuna do Norte

ANPD abre processo contra Discord após morte de adolescente de 13 anos

Por que o Discord tem sido terreno fértil na internet para crimes de extremismo — Foto: Getty Images
O Discord tem sido terreno fértil na internet para crimes de extremismo — Foto: Getty Images

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu um processo de fiscalização contra o Discord para apurar possíveis falhas da plataforma na proteção de crianças e adolescentes.

A investigação foi anunciada após um episódio de automutilação e suicídio de uma adolescente de 13 anos. A ANPD busca verificar se a empresa cumpriu as obrigações previstas no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em vigor desde março de 2026.

Entre os pontos investigados, estão possíveis falhas na prevenção e no combate à exposição de menores a conteúdos que incentivem ou facilitem a automutilação e o suicídio.

A ANPD também apura se o Discord tem mecanismos eficazes para verificar a idade dos usuários e se cumpriu regras para retirar conteúdos considerados ilegais e comunicar casos graves às autoridades.

Procurado pelo g1, o Discord disse que “não tolera grupos ou indivíduos que promovem ou incentivam a violência” e que “tem atuado de forma proativa ao reportar indivíduos às autoridades policiais brasileiras, contribuindo para operações que resultaram em prisões”.

“Temos o compromisso com a segurança dos nossos usuários e contamos com equipes dedicadas a desarticular esses grupos, remover conteúdos que violem nossas políticas e tomar medidas contra os responsáveis por essas condutas”, disse a plataforma. (veja o comunicado na íntegra ao final)

Segundo a ANPD, o processo vai apurar:

  • possíveis falhas na adoção de medidas exigidas pela lei para prevenir e reduzir o risco de menores de 18 anos serem expostos a conteúdos ou contatos que incentivem, estimulem ou facilitem a automutilação e o suicídio;
  • a ausência de mecanismos considerados eficazes para verificar a idade dos usuários;
  • possíveis falhas na retirada de conteúdos que violem as regras de proteção de crianças e adolescentes;
  • possíveis falhas na comunicação de casos às autoridades responsáveis pela investigação.

 

O Discord terá cinco dias úteis para apresentar à ANPD informações sobre os mecanismos existentes na plataforma para prevenir e combater violações graves contra crianças e adolescentes.

Caso a agência constate irregularidades, poderá determinar mudanças nas práticas da empresa e aplicar as punições previstas no ECA Digital. Entre elas está multa de até R$ 50 milhões por infração.

A atuação da ANPD complementa à de outros órgãos públicos. A Polícia Civil e o Ciberlab, laboratório da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) voltado à investigação de crimes cibernéticos, também apuram o caso.

Morte de adolescente

A investigação começou após a morte de uma menina de 13 anos em Naviraí, em Mato Grosso do Sul, no dia 22 de julho. Segundo a Polícia Civil e o Ministério da Justiça, a adolescente teria sido coagida a tirar a própria vida durante uma transmissão ao vivo no Discord, que durou cerca de 45 minutos.

Durante o cumprimento de mandados da operação, que teve como alvo seis integrantes do grupo investigado em diferentes estados, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Ministério da Justiça afirmam ter encontrado materiais de apologia ao neonazismo, armas e conteúdos de abuso sexual infantil.

Segundo as investigações, o grupo utilizava o Discord e o Telegram para atrair vítimas, disseminar discursos de ódio, promover a radicalização de jovens e estimular comportamentos violentos. As vítimas identificadas na apuração eram meninas.

Discord terá de apresentar plano à AGU

Além da fiscalização da ANPD, representantes do Discord se reuniram nesta sexta-feira com integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) para discutir medidas de adequação da plataforma às normas brasileiras.

A empresa se comprometeu a apresentar, até a próxima segunda-feira (10), um plano com medidas para ampliar a proteção dentro da plataforma, especialmente de mulheres, crianças, adolescentes e animais.

Na reunião, os representantes do Discord também assumiram obrigações relacionadas ao chamado dever de cuidado, que exige das plataformas a adoção de medidas para reduzir riscos e proteger seus usuários.

A empresa deverá apresentar uma versão mais detalhada de como pretende cumprir as medidas discutidas com a AGU. Segundo apuração da GloboNews, integrantes da Advocacia-Geral da União consideraram a reunião desta sexta-feira produtiva.

Veja a íntegra do posicionamento do Discord:

“O Discord não tolera grupos ou indivíduos que promovem ou incentivam a violência e estamos cooperando com as autoridades policiais na investigação deste grave caso.

O Discord mantém um diálogo contínuo com as autoridades brasileiras, incluindo o Ministério da Justiça, e tem atuado de forma proativa ao reportar indivíduos às autoridades policiais brasileiras, contribuindo para operações que resultaram em prisões.

Temos o compromisso com a segurança dos nossos usuários e contamos com equipes dedicadas a desarticular esses grupos, remover conteúdos que violem nossas políticas e tomar medidas contra os responsáveis por essas condutas.

Esperamos dar continuidade ao diálogo com os formuladores de políticas públicas no Brasil para promover uma experiência online mais segura para todos os usuários do Discord e em toda a internet.”

EUA: pai mata esposa e 6 filhos; ele não terá funeral nem obituário

Duas semanas após Kristopher Karolkiewicz assassinar a esposa, Amanda Karolkiewicz, os seis filhos, e se matar logo depois, em Michigan, nos Estados Unidos, a família dela prepara uma cerimônia memorial. No caso de Kristopher, ele não terá funeral nem obituário.

O funeral das vítimas ocorre depois do caso que chocou o município de Grand Haven Township. Amanda, de 39 anos, e os seis filhos foram encontrados mortos em 24 de julho na casa da família.

Kristopher, de 47 anos, atirou e matou a esposa e os filhos antes de incendiar a casa e tirar a própria vida, conforme o Gabinete do Xerife do Condado de Ottawa.

Segundo o jornal norte-americano Ottawa News Network, a cerimônia está marcada para as 11h de 24 de agosto, na Igreja Vertical da Colheita de Grand Haven. A família pede que não sejam feitos fotos, áudios e vídeos em nenhuma parte da igreja, incluindo o estacionamento.

“Mandy e seus filhos tinham um jeito especial de fazer com que todos se sentissem acolhidos, e queremos que esta cerimônia reflita isso”, escreveu Emily Jones, uma parente das vítimas, em comunicado. “Quer você os conhecesse há anos ou apenas de longe, você é bem-vindo(a) a se juntar a nós, pessoalmente ou on-line.”

Uma transmissão ao vivo estará disponível para a imprensa e para aqueles que não puderem comparecer pessoalmente à cerimônia.

No local, um “mural de homenagens” está disponível em cada obituário, com professores e amigos compartilhando fotos e lembranças de cada uma das crianças.

O caso

Oito membros da família Karolkiewicz foram encontrados mortos dentro de uma casa em Grand Haven Township, em 24 de julho.

As autoridades confirmaram que Kristopher Karolkiewicz cometeu os assassinatos a tiros, tirando a vida de Amanda Karolkiewicz, e dos filhos, antes de cometer suicídio. Os filhos eram quatro meninos, de 15, 12, 11 e 5 anos, e duas meninas, ambas de 11.

Na segunda-feira, 27 de julho, o Gabinete do Xerife do Condado de Ottawa confirmou que Kristopher atirou em sua família com sua arma de fogo legalmente registrada, antes de apontar a arma para si mesmo e iniciar incêndios em várias áreas da casa.

Os animais de estimação da família também morreram, vítimas da inalação de fumaça.

Tragédia em acampamento católico deixa quatro mortos no Pará

Quatro pessoas m0rreram após sofrerem uma descarga elétrica durante um acampamento da Igreja Católica em Itupiranga, no sudeste do Pará, nesta quarta-feira (29/7). De acordo com a Polícia Civil do Pará, o grupo estava montando uma barraca quando a estrutura teria entrado em contato com a rede de energia elétrica. O choque atingiu as pessoas que participavam da montagem.

As m0rtes foram confirmadas pela Polícia Civil e pela Diocese de Marabá, responsável pela comunidade religiosa à qual as vítimas estavam ligadas. Segundo a Diocese de Marabá, os quatro m0rtos são:

▪️ Iotekoytii Sompre, de 17 anos;
▪️ Saimon Gomes Lustosa Lopes, de 17 anos;
▪️ José Mercedes Costa Oliveira, de 39 anos;
▪️ João Vitor Alves da Silva, de 26 anos.

Iotekoytii Sompre, de 17 anos, é filho do vereador da cidade Ubirajara Sompre. Nas redes sociais, Sompre publicou uma foto ao lado do filho e lamentou a m0rte. “Eu te amo, meu filho. Que Deus possa confortar os nossos corações”, escreveu.

A quinta vítima, identificada como Vanderlei Magalhães de Campos, foi atingida pela descarga e socorrida em estado grave. Ele foi transferido para o Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP), em Marabá.

A PCPA informou que solicitou perícias para auxiliar na apuração do caso. Os exames deverão ajudar a esclarecer como ocorreu o contato da barraca com a rede elétrica e se houve eventual responsabilidade criminal.

“Perícias foram solicitadas para auxiliar na apuração de eventual responsabilidade penal, caso constatada durante as investigações”, informou a corporação.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do acidente e verificar se houve alguma falha ou negligência relacionada à montagem da estrutura.

Em nota, a Diocese de Marabá lamentou a m0rte dos quatro participantes do acampamento e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.

A entidade religiosa classificou o episódio como um “trágico acidente” e afirmou estar próxima das famílias e da comunidade atingida pela tragédia.

COM INFORMAÇÕES DE METROPOLES

Morre idosa que teve mais de 50% do corpo queimado em incêndio em Caicó

A idosa cadeirante Ivanete da Silva Amaral, de 62 anos, morreu na madrugada desta terça-feira 20, após passar cerca de um dia internada no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Ela sofreu queimaduras em mais de 50% do corpo durante um incêndio que atingiu a casa onde morava, em Caicó, na região Seridó. A informação foi confirmada pelo advogado da família.

O incêndio ocorreu por volta das 4h da segunda-feira 20. Segundo o Corpo de Bombeiros, Ivanete estava sozinha na residência e só percebeu o fogo quando a rede em que dormia começou a incendiar.

A vítima sofreu queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus na cabeça, braços, costas e pernas, além de lesões causadas pela inalação de fumaça. Ela foi socorrida inicialmente para o Hospital Regional do Seridó e, devido à gravidade dos ferimentos, transferida para o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, um vizinho conseguiu retirar Ivanete da residência e prestou os primeiros socorros até a chegada das equipes de resgate.

As chamas destruíram grande parte do imóvel e também atingiram uma oficina de motocicletas que funcionava no mesmo terreno.

As causas do incêndio serão investigadas pela Polícia Civil.

Menina de 10 anos morre após acidente com rede na casa da avó em Mossoró

Uma menina de 10 anos morreu neste domingo (5) após um acidente envolvendo uma rede de dormir na casa da avó, no bairro Pintos, em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. A Polícia Civil trata o caso, inicialmente, como uma morte acidental por suspeita de enforcamento.

A vítima foi identificada como Maria Vitória Silva de Morais. O acidente aconteceu em um dos quartos da residência. Segundo o delegado Luiz Antônio, que esteve no local, a menina tinha o costume de brincar com a rede, enrolando o tecido ao redor do corpo enquanto girava.

De acordo com as primeiras informações da investigação, durante uma dessas brincadeiras, a criança pode ter passado mal ou ficado tonta. Ao cair, a rede teria se enroscado em seu pescoço, provocando a asfixia.

“A dinâmica é que a criança entrou no quarto e tinha o costume de brincar na rede. Ela enrolava na cintura e ficava girando. Ou ela passou mal ou ficou tonta e, ao cair, a rede sufocou ela, enganchando no pescoço”, explicou o delegado.

Maria Vitória foi socorrida pela mãe e levada ao Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, a equipe médica conseguiu reanimá-la em um primeiro momento, mas a menina sofreu uma parada cardíaca em seguida e morreu na unidade hospitalar.

Em nota, a Prefeitura de Mossoró lamentou a morte da criança, manifestou solidariedade aos familiares e informou que todos os procedimentos médicos cabíveis foram realizados pela equipe do hospital.

O caso será investigado pela 38ª Delegacia de Polícia Civil de Mossoró. Segundo o delegado, o laudo da perícia médico-legal será fundamental para esclarecer as circunstâncias da morte e concluir o inquérito, que aponta, preliminarmente, para uma fatalidade.

A família informou ainda que Maria Vitória viajaria nesta segunda-feira (6) para Minas Gerais, onde passaria a morar com a mãe.

Por que a Tragédia do Baldo não prescreveu após 42 anos do crime? Entenda os prazos do processo

Caso voltou ao debate após a prisão do motorista condenado 42 anos depois da tragédia; TJRN e advogado explicam como funcionam os prazos de prescrição.Capa da Tribuna do Norte da edição de 26 de fevereiro de 1984 | Foto: Arquivo TN .

A prisão de Aluísio Farias Batista, motorista condenado pela Tragédia do Baldo, trouxe uma dúvida que vem sendo amplamente debatida nas redes sociais: por que, mesmo 42 anos depois do acidente, a pena ainda pode ser cumprida? A resposta envolve os marcos de interrupção, mudança em lei e prazos dentro do processo penal. 

Aluísio foi preso na última sexta-feira (26), em Mato Grosso, em uma ação conjunta das Polícias Civis do Rio Grande do Norte e de Mato Grosso. Ele foi condenado a 21 anos de reclusão pelo acidente ocorrido em 25 de fevereiro de 1984, quando um ônibus atingiu integrantes de uma banda e foliões do bloco carnavalesco Puxa-Saco, na região do Baldo, em Natal. Ao todo, 19 pessoas morreram.

Segundo informações repassadas pelo TJRN, a denúncia contra Aluísio foi oferecida em 30 de julho de 1984. Como ele estava foragido, o processo ficou suspenso aguardando a captura. Ainda de acordo com o TJRN, em 2008 entrou em vigor a Lei nº 11.689, que alterou regras do Código de Processo Penal e possibilitou a realização do júri popular. Com isso, o processo foi reativado, e o julgamento ocorreu no ano seguinte.

A sentença foi proferida em 15 de maio de 2009, passados mais de 25 anos da data do crime. Após o trânsito em julgado, quando não havia mais possibilidade de recurso, o mandado de prisão foi expedido em 3 de abril de 2018. O mandado, segundo o TJRN, é válido até 19 de outubro de 2029.

Como funcionam os prazos do processo?

Para o advogado criminalista Vinícius Cipriano, conselheiro estadual da OAB e professor universitário, é importante diferenciar a validade do mandado de prisão da prescrição da pena. A prescrição, explica ele, é o prazo previsto em lei para que o Estado possa punir alguém ou executar uma condenação. Já o mandado é o instrumento judicial que determina o recolhimento do condenado ao sistema prisional.

“A validade do mandado de prisão definitiva não necessariamente terá relação direta com o prazo prescricional, pois esse prazo de vencimento do mandado se encontra relacionado com o status ativo ou inativo no sistema do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP)”, afirma.

Vinicius Cipriano, advogado criminalista, conselheiro estadual da OAB-RN e professor universitário | Foto: Cedida.

Segundo Cipriano, a data de validade do mandado não significa, automaticamente, que o condenado ficaria livre em 2029 caso não tivesse sido preso agora, mas sim que o sistema judicial faria uma reavaliação do caso.

O advogado também esclarece que, no processo penal, existem situações que interrompem ou suspendem a contagem da prescrição. Entre os marcos que podem interromper a prescrição estão o recebimento da denúncia, a decisão de pronúncia, eventual decisão que confirma a pronúncia, a publicação da sentença ou do acórdão condenatório, o início ou a continuação do cumprimento da pena em caso de fuga, além de reincidência por nova condenação em outro processo.

Já as hipóteses de suspensão incluem situações como cumprimento de pena no exterior, existência de questão pendente para confirmar indícios de materialidade de crime, prisão por outro motivo e casos em que o réu não é encontrado para responder à acusação.

Prescrição muda após condenação definitiva

No prazo, ainda há uma diferenciação antes e depois da condenação definitiva. Segundo, Cipriano, antes do trânsito em julgado, é uma prescrição da pretensão punitiva. Depois do trânsito em julgado, o que se analisa é a prescrição da pretensão executória, ou seja, o prazo para o Estado executar a pena já imposta. “A prescrição da pretensão executória será a verificada entre a data do trânsito em julgado da sentença e o início do cumprimento da pena”, afirma.

Segundo ele, para uma pena como a aplicada no caso da Tragédia do Baldo, o prazo de prescrição seria de 20 anos entre os marcos interruptivos ou suspensivos, caso o condenado seja réu primário. Cipriano ressalta, porém, que a expedição do mandado de prisão não é a data de referência para essa contagem.

Matéria da edição de 26 de fevereiro de 1984, sobre a Tragédia do Baldo | Foto: Arquivo TN.

“A expedição de mandado de prisão para cumprimento da condenação não é a data de referência para contagem, pois os marcos neste momento são a publicação da sentença ou o acórdão que confirmar a condenação e o início do cumprimento da pena ou reinício, em caso de fuga”, explica.

Fuga e uso de documentos falsos

Outro ponto que pode ter influência no caso é o fato de o condenado ter permanecido foragido. Segundo a Polícia Civil, Aluísio teria usado documentos de terceiros ao longo dos anos, o que dificultou a localização dele. Para o advogado, esse tipo de situação pode produzir efeitos jurídicos diferentes.

“O primeiro, já explicado, é a incidência na contagem da prescrição: enquanto o condenado se encontra foragido, o prazo prescricional não transcorre. E se for comprovado o uso de identidade falsa, a situação se enquadra como mecanismo pelo qual supostamente se manteve o estado de ocultação por décadas, impedindo o Estado de localizá-lo”, afirma.

O segundo efeito, segundo Cipriano, é a possibilidade de apuração de novos crimes relacionados ao uso de documentação falsa. Ele cita os crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, previstos no Código Penal.

“A falsidade ideológica e o uso de documento falso são crimes independentes do crime original. Esses fatos podem ser apurados em separado e podem gerar nova persecução penal, ainda que a análise de eventual prescrição desses crimes dependa das datas específicas de cada conduta”, explica.

Em resumo, segundo o advogado, o fato de o condenado ter ficado foragido por décadas não elimina a condenação. “Fugir usando nome falso não apaga a condenação — suspende o relógio da prescrição enquanto dura a fuga, e ainda pode gerar responsabilidade por novos crimes no caminho”, finaliza.

Fonte: Tribuna do Norte
Repórter: Larissa Duarte

 

PCRN e PCMT prendem condenado pela “Tragédia do Baldo” após mais de 40 anos foragido

​A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, cumpriu, na sexta-feira (26), um mandado de prisão definitiva contra Aluísio Farias Batista, de 69 anos, condenado a 21 anos de reclusão pelos crimes relacionados ao caso conhecido como “Tragédia do Baldo”, um dos episódios mais marcantes da história do Rio Grande do Norte.

​A captura foi realizada no âmbito da “Operação Resgate”, após um trabalho investigativo que possibilitou a localização do foragido no estado de Mato Grosso, onde ele vivia há décadas.

​O fato ocorreu na madrugada de 25 de fevereiro de 1984, durante o período carnavalesco em Natal. Conforme apurado à época, o condenado conduzia um ônibus quando perdeu o controle do veículo na região do Baldo e atingiu integrantes de uma banda de música e participantes de um tradicional bloco carnavalesco que desfilava pelas ruas da capital.

​A ocorrência resultou na morte de 19 pessoas e deixou outras 12 gravemente feridas, sendo considerada uma das maiores tragédias já registradas no estado. Após o ocorrido, o motorista fugiu e permaneceu foragido por mais de quatro décadas.

​As diligências para localização do condenado tiveram início a partir da única fotografia disponível dele, registrada no ano do crime. Durante as investigações, os policiais identificaram que o pai do foragido havia falecido em Tangará da Serra (MT), em 2021, informação que contribuiu para o intercâmbio de dados entre as forças policiais dos dois estados. Durante ​Investigação Documental,
​foi constatado que, no ano de 1995, o investigado chegou a emitir um documento de identidade utilizando seus dados verdadeiros e originais no estado de Mato Grosso. Posteriormente, no ano de 1996, um indivíduo faleceu em Natal (RN), e o condenado passou a utilizar os dados dessa pessoa falecida.

​O momento exato em que ele começou a fazer uso dessa identidade falsa ainda não foi precisado, e o fato ainda será investigado pela Polícia Civil. No entanto, as investigações afirmam com segurança que, no ano de 2021, ele utilizou o RG vinculado à pessoa falecida em 1996 para renovar sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e continuar exercendo atividades profissionais como motorista.

​A verdadeira identidade foi confirmada por meio do cruzamento de informações cadastrais, análises documentais e procedimentos de comparação facial realizados pelas equipes de investigação.

​Após a confirmação da identificação, a equipe de policiais foi inicialmente ao local de trabalho do condenado, mas ele não estava presente. Posteriormente, em ato contínuo, os policiais se dirigiram à residência dele. No local, ele apresentou inicialmente o seu nome falso, mas, depois que a equipe demonstrou que já sabia a sua real identidade, ele acabou confessando e dizendo seu nome verdadeiro.

​O homem foi conduzido à unidade policial para os procedimentos cabíveis e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional para o cumprimento da pena definitiva de 21 anos de reclusão, em regime fechado.

​A ação reforça o compromisso da Polícia Civil do Rio Grande do Norte com a responsabilização criminal, a preservação da memória das vítimas e a busca permanente pela Justiça, independentemente do tempo decorrido desde a prática do crime.

​A Polícia Civil solicita que informações que possam contribuir com investigações em andamento sejam repassadas, de forma anônima e segura, por meio do Disque Denúncia 181.

​Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (SECOMS).

Tragédia do Baldo: condenado é preso no Mato Grosso após mais de 40 anos foragido

Foto: Reprodução.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Polícia Civil de Mato Grosso, cumpriu na sexta-feira (26) um mandado de prisão definitiva contra um homem de 69 anos condenado a 21 anos de reclusão pelo caso conhecido como “Tragédia do Baldo”, ocorrido em Natal em 1984.

A captura foi realizada no âmbito da Operação Resgate, após investigações que localizaram o foragido no estado de Mato Grosso, onde ele vivia há décadas.

O crime ocorreu na madrugada de 25 de fevereiro de 1984, durante o período carnavalesco em Natal. De acordo com as investigações, o homem conduzia um ônibus quando perdeu o controle do veículo na região do Baldo e atingiu integrantes de uma banda de música e foliões que participavam de um bloco carnavalesco.

O acidente resultou na morte de 19 pessoas e deixou outras 12 feridas, sendo considerado um dos episódios mais graves da história do Rio Grande do Norte. Após o fato, o motorista fugiu e permaneceu foragido por mais de 40 anos.

Segundo a Polícia Civil, as diligências para localização do condenado começaram a partir da única fotografia disponível do investigado, registrada à época do crime. As apurações indicaram ainda que ele passou a utilizar identidade de terceiros ao longo dos anos, o que dificultou sua localização.

As investigações apontam que, em 1995, ele chegou a emitir um documento de identidade com dados verdadeiros no estado de Mato Grosso. Já em 1996, após a morte de um homem em Natal, passou a utilizar a identidade dessa pessoa falecida. Em 2021, ele teria utilizado esse documento para renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e seguir exercendo atividades como motorista.

A identificação foi confirmada por meio de cruzamento de dados cadastrais, análises documentais e comparação facial realizada pelas equipes de investigação.

Após ser localizado, o homem foi encontrado inicialmente no local de trabalho, mas não estava presente. Em seguida, os policiais foram até a residência dele, onde ele inicialmente apresentou identidade falsa, mas acabou confessando sua verdadeira identidade após ser confrontado com as informações levantadas.

Ele foi conduzido à delegacia e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional, onde cumprirá a pena definitiva de 21 anos de reclusão em regime fechado.

Relembre o caso

O acidente envolvendo o bloco carnavalesco Puxa-Saco, em 25 de fevereiro de 1984, ainda é considerado um dos episódios mais marcantes da história do Carnaval de Natal. O episódio ocorreu durante a madrugada, quando o veículo conduzido por Aluísio Farias Batista seguia com passageiros ligados a agremiações carnavalescas.

Segundo reconstrução dos fatos, houve colisão com um Fusca estacionado antes de o ônibus sair do controle e avançar contra o grupo que participava do desfile.

O carnavalesco Dickson Medeiros, diretor do bloco na época do crime, relatou que o grupo vivia um momento de expansão e que naquela ano de 1984 seria a primeira vez que o bloco de rua sairia com maior estrutura pela cidade. Ele também atribuiu o acidente a fatores como falhas no percurso, incluindo falta de iluminação e de policiamento.

O advogado e sobrevivente Murilo Barros Júnior descreveu o momento do impacto durante a apresentação da banda, afirmando que a colisão ocorreu de forma repentina, deixando feridos no trajeto do bloco.

A investigação reconstituída à época também apontou que o motorista havia sido escalado para realizar o transporte de integrantes de agremiações carnavalescas naquela noite, após orientação da empresa onde trabalhava. Testemunhas relataram ainda que ele demonstrou irritação antes do acidente, durante o deslocamento.

Tribuna do Norte

Morte em rope jump sem corda: Prefeitura vai processar Governo Federal por omissão em ponte

Ponte do Esqueleto, em Limeira; jovem de 21 anos morreu após fazer salto de rope jump sem corda — Foto: Wesley Almeida/EPTV
Ponte do Esqueleto, em Limeira; jovem de 21 anos morreu após fazer salto de rope jump sem corda — Foto: Wesley Almeida/EPTV .

A Prefeitura de Limeira (SP) informou que vai processar o Governo Federal por omissão sobre a Ponte do Esqueleto, local onde uma jovem foi lançada sem corda durante um salto de rope jump na manhã deste sábado (13). Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, e morreu após cair da plataforma de 40 metros de altura.

Em nota divulgada durante a tarde, a administração municipal disse que “vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área” e que a tragédia “torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”. A reportagem pediu um posicionamento ao Governo Federal sobre o caso.

Segundo a Polícia Militar, uma testemunha relatou que os funcionários da empresa responsável esqueceram de colocar o equipamento antes do salto. Em um vídeo divulgado nas redes sociais é possível ver o momento em funcionários carregam a vítima até a plataforma. Eles a jogam e é possível ouvir vozes exclamando: “a corda”, “gente, a corda”.

“Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira”, disse o prefeito Murilo Félix.

Seis pessoas foram presas

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda — Foto: Reprodução/Instagram
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda — Foto: Reprodução/Instagram.

A ocorrência foi na trilha da Ponte do Esqueleto. Ainda segundo a PM, dois homens fugiram do local e só foram localizados com a ajuda do helicóptero Águia, que precisou realizar buscas na mata.

Ao todo, seis pessoas foram presas. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas o óbito foi constatado ainda no local.

Os homens das imagens aparecem usando camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia conseguido contato com representantes de nenhuma das duas.

O caso foi levado ao 2º Distrito Policial de Limeira.

Jovem fez post antes do acidente: ‘quem deixou?’

 

Jovem morta após salto de rope jump sem corda em Limeira fez post antes do acidente — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Jovem morta após salto de rope jump sem corda em Limeira fez post antes do acidente — Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Maria Eduarda havia publicado registros do passeio momentos antes do acidente. Em uma sequência de stories postada no Instagram, ela mostrou o local da atividade, as pulseiras de identificação para o salto e imagens de representantes da empresa responsáveis pulando da ponte com equipamentos.

Uma das postagens, que marca o horário de 7h31, mostra o local onde ocorreria a atividade. Na foto é possível ver um banner da empresa “Entre Cordas” e a frase deixada pela vítima: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”.

No perfil do Instagram, Maria Eduarda, que era de Jandira (SP), publicava fotos de atividades ao ar livre e contato com ambientes de natureza. A descrição do perfil cita formações em educação física e gestão esportiva e torcida para o Santos Futebol Clube.

Empresa tinha outras cinco datas anunciadas em SP e MG

Mulher morre em salto de bungee jump no interior de SP; testemunha diz à PM que empresa esqueceu de colocar corda — Foto: Reprodução
Mulher morre em salto de bungee jump no interior de SP; testemunha diz à PM que empresa esqueceu de colocar corda — Foto: Reprodução.

A empresa responsável pelo salto cobrava R$ 180 pela atividade e tinha outras cinco datas agendadas para os próximos meses. Ao procurar a empresa para comentar o acidente, a reportagem recebeu uma mensagem automática com a agenda de saltos da Entre Cordas.

O conteúdo listava eventos futuros em São Paulo e Minas Gerais, além dos valores cobrados dos participantes. Para a Ponte do Esqueleto, onde ocorreu o acidente, havia vagas para a última sexta-feira (12) e para este sábado (13).

A empresa também anunciava uma nova data no local para 11 de julho. Em Rio Claro (SP), os saltos marcados para 14 de junho e 12 de julho custavam R$ 210. Já em Minas Gerais, as atividades previstas para 18 e 19 de julho saíam por R$ 250.

Infográfico - Mulher morre ao ser jogada sem cordas em salto de rope jump — Foto: Arte/g1

Confira o vídeo abaixo!

Explosão em mina de carvão na China deixa dezenas de mortos e feridos

imagem aérea do local onde ocorreu a explosão na mina de carvão na China
Explosão em mina de carvão na china teria deixado pelo menos 90 mortos. (Foto: Reprodução/EFE/CCTV)

Uma explosão em uma mina de carvão na China deixou pelo menos 90 mortos. O acidente ocorreu na mina Liushenyu, na província de Shanxi, conforme informou a rede estatal de televisão CCTV. 

De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua divulgadas pela Agência EFE, cerca de 247 pessoas trabalhavam no local no momento da explosão. Na primeira contagem de mortos, divulgada na manhã deste sábado (23), autoridades locais teriam relatado oito. Além disso, equipes de resgate teriam retirado 201 pessoas com vida, enquanto 38 continuavam presas na mina. Porém, o número subiu para “mais de 50” e, na sequência, para 82. Autoridades chinesas informaram que as tarefas de resgate continuam.

O presidente da China, Xi Jinping, pediu que as busca fossem intensificadas, assim como o atendimento aos feridos, as investigações das causas do acidente e a apuração de responsabilidades. Uma pessoa responsável pela empresa proprietária da mina teria ficado “sob controle das autoridades”, informou a agência de notícias chinesa.

Vladimir Putin expressa condolências após explosão em mina de carvão  

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou suas condolências a Jinping. “Estimado senhor presidente, querido amigo: peço que aceite minhas mais profundas condolências pelas trágicas consequências do acidente na mina de carvão da província de Shanxi”, diz o telegrama, publicado no site da Presidência russa.

Putin, que retornou recentemente de uma viagem de dois dias à China, também expressou seu pesar aos familiares dos mineradores mortos e desejou uma rápida recuperação aos feridos.

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Casal jovem morre tragicamente após casamento

Casal jovem m0rr3m tragicamente logo após casamento
REPRODUÇÃO REDES SOCIAIS/ GAZETA BRASIL

Um casal que havia oficializado o casamento há 20 dias morreu após o carro em que eles estavam rodar na pista e ser atingido por uma caminhonete em uma rodovia de Itapira (SP).

O que aconteceu

O acidente ocorreu na rodovia Virgolino de Oliveira (SP-352), em Itapira, no interior de São Paulo. Paola Talhatelli, 18, e Mathias Ambrosini, 20, voltavam no sentido Jacutinga (MG) quando o veículo perdeu o controle.

O carro rodou na pista e foi atingido na lateral por uma caminhonete que vinha no sentido contrário. Paola estava no banco do passageiro e morreu no local, enquanto Mathias chegou a ser socorrido e levado ao hospital, onde morreu horas depois.

Motorista da caminhonete teve apenas escoriações e fez teste do bafômetro. O exame deu negativo para ingestão de álcool, e a perícia foi chamada para apurar as causas do acidente.

Velório e repercussão nas redes

Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Campinas e devem ser liberados para a família no fim da tarde. A informação é do Serviço Funerário Itapirense.

Nas redes sociais, o fotógrafo contratado para registrar o casamento lamentou a morte do casal. “Eu sabia que estava registrando momentos que se tornariam lembranças eternas, mas não desse jeito”, escreveu.

URGENTE: Ex-padrasto confessa ter matado e enterrado menina de 7 anos em Natal

Ex-padrasto confessou que estuprou, matou e enterrou a criança – Foto: Reprodução

O ex-padrasto da menina Pétala, de 7 anos, teria confessado à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que matou e enterrou a criança na zona Oeste de Natal. A informação foi confirmada após interrogatório realizado pelas autoridades. (Assistas aos vídeos abaixo)

A criança estava desaparecida há dois dias e foi encontrada sem vida em uma residência na rua Monte Celeste, no conjunto Leningrado, bairro Planalto, na zona Oeste da capital potiguar.

A polícia foi acionada logo após a descoberta e iniciou os primeiros procedimentos no local. Equipes do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) também estiveram no local.

Reportagem: TV Ponta Negra

 

Homem morre após ser atacado por pitbull em Extremoz

Foto: Reprodução
Um homem identificado como Paulo foi atacado por um cachorro da raça pitbull e morreu na tarde desta sexta-feira (6), no bairro Portal do Sol, em Extremoz, na Região Metropolitana de Natal. A vítima realizava uma limpeza na residência quando o animal se soltou e o atacou. A tutora ainda tentou conter o cachorro.
O homem chegou a receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Segundo o Corpo de Bombeiros, esta é a segunda ocorrência envolvendo o mesmo animal. O outro caso teria ocorrido no município de Ceará-Mirim. A Polícia Civil deverá investigar o caso. A Polícia Científica do Rio Grande do Norte foi acionada para realizar a remoção do corpo.