Incêndio de grandes proporções destrói o Ninho da Águia, antigo retiro de Hitler na Alemanha

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um incêndio de grandes proporções destruiu, na noite dasexta-feira (23), o Kehlsteinhaus, historicamente conhecido como o Ninho da Águia, antigo local de recepção de Adolf Hitler na Alemanha. O edifício, situado em uma área montanhosa nos Alpes da Baviera, no sul do país, foi tomado pelas chamas e mobilizou cerca de 200 profissionais de equipes de emergência e bombeiros.

A operação de combate ao fogo enfrentou severas dificuldades logísticas devido à localização isolada da estrutura, situada a 1.834 metros de altitude, exigindo o uso de equipamentos de proteção respiratória. De acordo com as autoridades locais, nenhum civil ou trabalhador estava no prédio no momento da ocorrência, não havendo registro de feridos. Um homem foi detido nas proximidades do local, e a polícia criminal de Traunstein abriu investigações para apurar se o indivíduo tem ligação com o início do incêndio.

Construído durante o regime nazista e concluído em 1938, o Kehlsteinhaus não era a residência principal de Hitler, mas servia para recepcionar autoridades e convidados do governo. Após a Segunda Guerra Mundial, a estrutura histórica foi preservada e passou a funcionar como restaurante voltado ao turismo, além de abrigar uma exposição educativa sobre a história do edifício e sua relação com o período do nazismo.

As autoridades locais isolaram a região e recomendaram que montanhistas e caminhantes evitassem o acesso às trilhas do entorno enquanto os trabalhos de rescaldo e perícia prosseguiam. O incidente causou forte repercussão na Europa por se tratar de um marco arquitetônico e histórico situado na região de Obersalzberg.

Objeto misterioso: autoridades investigam estrutura metálica encontrada em milharal nos EUA

Um objeto metálico com cerca de 3,35 metros de diâmetro foi encontrado em uma plantação de milho em Scott Township, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos. A principal hipótese é que a estrutura seja um fragmento de um foguete chinês, mas sua origem ainda não foi confirmada oficialmente.

Segundo a emissora CBS News, o escritório do xerife do condado de Stevens recebeu um chamado por volta das 15h30 da quarta-feira (14), após a descoberta de destroços desconhecidos no local.

Em comunicado publicado nas redes sociais, o Gabinete do Xerife informou que trabalha com órgãos estaduais e federais para identificar a origem do material, localizar seu responsável e organizar a retirada da estrutura. De acordo com as autoridades, o objeto não representa perigo para a população.

Post do Gabinete do Xerife do Condado Stevens, em Minnesota (EUA) que fala sobre o detrito espacial achado em plantação — Foto: Reprodução/Facebook

Foguete chinês é uma das hipóteses

Uma das possibilidades investigadas é que o fragmento pertença ao foguete Zhuque-2E, lançado pela China em 15 de setembro. A missão partiu do deserto de Gobi e tinha como objetivo colocar dez satélites em órbita para a constelação Qianfan, projeto de internet via satélite semelhante à Starlink, da SpaceX.

Dois elementos reforçam essa hipótese. O primeiro é a dimensão do objeto encontrado: o estágio superior do Zhuque-2E tem aproximadamente 3,35 metros de diâmetro, medida compatível com a estrutura localizada no milharal.

O segundo indício são relatos de bolas de fogo observadas no céu do Meio-Oeste dos Estados Unidos na noite de 15 de setembro, inclusive em regiões de Minnesota e Kansas. Segundo informações divulgadas por veículos de comunicação americanos, os registros podem ser compatíveis com a reentrada de destroços do foguete na atmosfera terrestre.

A emissora KGW8 informou que agricultores estimam que o objeto estivesse no campo havia pelo menos seis semanas. A avaliação teria como base o crescimento da plantação ao redor e por baixo da estrutura.

Apesar das coincidências, ainda não há confirmação oficial de que o material pertença ao foguete chinês. Segundo o site Ars Technica, a empresa responsável pela família de foguetes Zhuque ainda não havia reconhecido a procedência dos destroços.

Quem responde pela queda de destroços espaciais?

As regras internacionais estabelecem mecanismos de responsabilidade dos Estados por danos provocados por objetos espaciais. A Convenção sobre Responsabilidade Internacional por Danos Causados por Objetos Espaciais prevê, em determinadas condições, a responsabilização do Estado lançador por danos causados na superfície terrestre.

No caso de Minnesota, porém, ainda é necessário confirmar a origem do objeto e verificar se houve algum dano para determinar quais responsabilidades podem ser aplicáveis.

Fonte: Revista Galileu

URGENTE: EUA vão transferir drones MQ-9 de vigilância e ataque para a América do Sul que podem ficar no ar por até 27 horas e são do tamanho de um avião comercial, VEJA VÍDEO

 

Os Estados Unidos planejam transferir drones MQ-9 Reaper atualmente vinculados ao Comando dos EUA para a África (US Africa Command) para o Comando Sul dos EUA (US Southern Command), responsável pela América do Sul e pelo Caribe, segundo seis fontes ouvidas pela CNN.

A movimentação faz parte de uma série de deslocamentos de equipamentos militares para a região, em um momento em que autoridades norte-americanas anunciam novas parcerias para operações de combate ao tráfico de drogas e ao terrorismo.

Ainda não está definido quantos drones serão transferidos. Uma das fontes afirmou que seria a “maioria” dos MQ-9 vinculados ao comando africano. Outras fontes disseram que a transferência antecede operações antidrogas e antiterrorismo previstas na América do Sul, incluindo possíveis ações no Equador.

Os MQ-9 Reaper são utilizados para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento e também podem realizar ataques de precisão.

EUA já deslocaram equipamentos para o Caribe

No ano passado, os Estados Unidos deslocaram drones MQ-9, caças F-35 e pelo menos um avião AC-130 para o Caribe, como parte de uma campanha contra embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas.

A nova movimentação ocorre enquanto integrantes do governo Donald Trump vêm apresentando publicamente planos para ampliar operações terrestres em parceria com países sul-americanos.

Uma das fontes ouvidas pela CNN afirmou que ainda existem discussões sobre a possibilidade de enviar parte dos drones para o Oriente Médio. A possibilidade é considerada em razão da perda de equipamentos norte-americanos durante a guerra contra o Irã, incluindo aeronaves MQ-9.

Transferência gera preocupação sobre operações na África

A retirada de parte dos equipamentos da África ocorre enquanto autoridades militares norte-americanas continuam alertando sobre a atuação de grupos terroristas no continente, incluindo o ISIS e o al-Shabaab.

Segundo fontes ouvidas pela CNN, as operações contra esses grupos devem continuar. Algumas delas, porém, manifestaram preocupação de que a transferência de drones e outros equipamentos possa dificultar as missões realizadas pelo comando militar na África.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, estabeleceu a defesa do território norte-americano e do Hemisfério Ocidental como a principal prioridade do Pentágono na Estratégia Nacional de Defesa divulgada em janeiro.

Parcerias militares na América Latina

Durante uma conferência conjunta realizada no Panamá, em agosto, Hegseth citou Equador, Honduras, Guatemala, Jamaica e Colômbia como países que mantêm parcerias com os Estados Unidos e que fizeram convites para a participação norte-americana em operações militares conjuntas contra grupos classificados como “narcoterroristas”.

Hegseth afirmou:

“A Colômbia já solicitou ao Departamento de Guerra que se junte à Colômbia em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para destruir terroristas e redes de terror”

Na semana passada, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou, durante visita à região, que os Estados Unidos buscavam inaugurar uma “era dourada” na relação com a Colômbia e declarou que o “estado natural das coisas” é que os dois países sejam “aliados e parceiros fortes”.

Segundo a CNN, a Colômbia também teria chegado a um acordo com os Estados Unidos para receber três drones MQ-9A Reaper destinados ao monitoramento de corred

ASSSITA:

“AMEAÇA À SEGURANÇA MUNDIAL”: Trump acusa Brasil de falhar contra PCC e CV e virar rota da cocaína

Foto: Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Brasil falhou no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) e pediu que o governo brasileiro adote, com urgência, “medidas enérgicas” contra as facções.

A declaração consta de um relatório enviado pelo governo americano ao Congresso dos EUA. O documento classifica PCC e CV como organizações terroristas e afirma que os grupos representam uma “ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo”.

Segundo o relatório, o PCC e CV transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína.

Com informações do g1

Imprensa internacional repercute mensagens de Vorcaro e Moraes

 

Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes | Reprodução

As mensagens atribuídas às conversas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes ganharam repercussão na imprensa internacional após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de documentos da investigação. Entre os veículos que destacaram o caso, estão o espanhol El País, os argentinos La Nación e Clarín e a agência Bloomberg.

El País chama caso de “bomba atômica”

O jornal espanhol El País classificou as revelações como um escândalo e destacou a proximidade entre Vorcaro e Moraes.

Além disso, a publicação chamou atenção para as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro antes de sua prisão, em novembro de 2025.

Segundo o jornal, Vorcaro chegou a consultar o contato atribuído a Moraes sobre a possibilidade de deixar o Brasil antes da operação da Polícia Federal.

Por isso, o veículo avaliou que as revelações podem gerar consequências políticas e institucionais no país.

La Nación fala em “terremoto político”

Na Argentina, o La Nación descreveu o episódio como um “terremoto político e institucional”.

Da mesma forma, o jornal destacou o impacto das revelações sobre a imagem do Supremo Tribunal Federal e a relação entre Moraes e o ex-banqueiro.

O Clarín também repercutiu o caso. Nesse sentido, o veículo chamou atenção para o momento político em que as mensagens vieram a público, próximo às eleições presidenciais brasileiras.

Mensagens vieram a público após retirada de sigilo

André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal que reúne as mensagens encontradas no celular de Vorcaro.

Com isso, detalhes sobre a relação entre o ex-banqueiro e o contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA” passaram a ser conhecidos.

No entanto, os investigadores não conseguiram recuperar integralmente todas as respostas atribuídas ao interlocutor. Além disso, parte das mensagens utilizava o recurso de visualização única.

Por fim, a repercussão internacional ocorre enquanto as instituições brasileiras avaliam os desdobramentos do relatório da PF e das mensagens relacionadas ao caso Banco Master.

Carne de cachorro passa a ter proibição na Coreia do Sul

Foto: Pexels

A carne de cachorro vive seus últimos meses de comercialização legal na Coreia do Sul. Nesta semana, o terceiro “boknal”, tradicional período de dias quentes do verão, marcou o último desses dias antes da entrada em vigor integral da lei que proíbe a criação, o abate e a venda de cães para consumo no país.

Durante décadas, os dias mais quentes do verão movimentaram restaurantes especializados. A tradição associava o consumo de pratos como o “bosintang”, um ensopado de carne de cachorro, à busca por energia para enfrentar as altas temperaturas.

No entanto, a tradição perdeu espaço com o passar dos anos. Além disso, o aumento da criação de animais de estimação e a mudança na percepção sobre o bem-estar animal reduziram o consumo da iguaria.

Carne de cachorro ainda atrai clientes idosos

No Mercado Moran, em Seongnam, um dos locais mais conhecidos da Coreia do Sul para esse tipo de comércio, as ruas ficaram movimentadas durante o horário do almoço. Ainda assim, os restaurantes registraram uma clientela diferente da que frequentava o local décadas atrás.

A maioria dos consumidores que ainda procura o “bosintang” é formada por pessoas idosas. Kim Yong-book, chefe da Associação de Comerciantes do Mercado Moran e profissional do setor há mais de 40 anos, afirmou que o movimento atual representa um cenário de forte declínio.

Segundo ele, o mercado está muito diferente do passado. Dessa forma, o fim da tradição comercial também representa uma mudança profunda para os comerciantes que construíram suas atividades em torno desse produto.

A legislação sul-coreana estabeleceu um período de transição de três anos. Portanto, a proibição entrará completamente em vigor em fevereiro de 2027. Depois disso, quem descumprir as regras poderá enfrentar multas e penas de prisão.

Maioria dos sul-coreanos apoia a proibição

Uma pesquisa divulgada antes da aprovação da lei, em 2024, mostrou a mudança na opinião pública. Mais de 90% dos 2 mil entrevistados afirmaram que não pretendiam consumir carne de cachorro no futuro.

Mais de 80% declararam apoio à proibição. Quase 95% disseram que não haviam consumido o produto no ano anterior.

Dados do governo indicaram que mais de 5,6 mil empresas foram afetadas pela legislação. Ao mesmo tempo, autoridades informaram que a maioria dos canis já havia encerrado as atividades antes do prazo final.

A campanha pela proibição ganhou força durante o governo do ex-presidente Yoon Suk Yeol. Sua esposa, a ex-primeira-dama Kim Keon Hee, também defendeu publicamente a medida e destacou a importância do bem-estar animal.

Comerciantes enfrentam futuro incerto

Para Lee Kang-chun, proprietário de restaurante e ex-presidente de uma associação de comerciantes, a mudança provoca sentimentos contraditórios. Ele trabalha há 37 anos no setor e reconhece que a sociedade sul-coreana mudou.

Lee afirmou considerar correto o fim do consumo de carne de cachorro, especialmente diante das transformações culturais e da percepção internacional sobre o país. Porém, ele também demonstra preocupação com os clientes mais antigos.

Muitos consumidores têm 70, 80 ou 90 anos e viajam longas distâncias para fazer uma última refeição. Por outro lado, os restaurantes precisam encontrar alternativas para continuar funcionando.

Alguns estabelecimentos do Mercado Moran passaram a oferecer ensopado de cabra preta, apresentado como uma opção tradicional e associada à alimentação saudável. Entretanto, os comerciantes relatam dificuldades para substituir a antiga fonte de renda.

Os custos dos ingredientes aumentaram, enquanto os lucros diminuíram. Por isso, alguns proprietários defendem que o governo amplie o apoio financeiro e profissional aos vendedores, especialmente aos mais idosos.

Clientes se dividem sobre o fim da tradição

Entre os consumidores tradicionais está Yoo Jin-sam, de 69 anos. Ela afirmou consumir o prato há mais de quatro décadas e lamentou o fim da comercialização.

Yoo também declarou gostar muito de cachorros. Ainda assim, disse sentir tristeza pela perda de uma tradição alimentar que acompanhou grande parte de sua vida.

Kim Jin-suk, de 71 anos, demonstrou uma reação diferente. O cliente afirmou que não considera o fim da venda um problema e que pode simplesmente escolher outro alimento.

Assim, o fim da carne de cachorro na Coreia do Sul representa não apenas uma mudança na legislação, mas também o encerramento de uma tradição que perdeu espaço diante das novas atitudes da sociedade em relação aos animais.

A partir de fevereiro de 2027, a atividade estará proibida integralmente no país, encerrando um capítulo histórico da alimentação sul-coreana.

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URGENTE: Fujimori decreta estado de emergência e mobiliza Forças Armadas para combater o narcotráfico no Peru, VEJA VÍDEO

Fujimori assume o poder no Peru anunciando um reforço da presença militar nas ruas. Em seu primeiro discurso como presidente, Keiko Fujimori afirmou que as Forças Armadas passarão a comandar temporariamente as operações de segurança nas regiões submetidas a estado de emergência.

Segundo o novo governo, a militarização busca conter o avanço do crime organizado, das extorsões, do narcotráfico e da mineração ilegal. A decisão, porém, reacende preocupações em um país marcado pelo histórico de repressão a protestos, denúncias de violações de direitos humanos e pelo legado autoritário do ex-presidente Alberto Fujimori.

A posse ocorreu em meio a manifestações nas ruas e protestos de parlamentares da oposição, que cobraram justiça pelas mortes registradas durante as mobilizações de 2022 e 2023, quando forças de segurança foram acusadas de uso excessivo da força.

Antes mesmo de apresentar resultados, o novo governo já sinalizou sua estratégia para enfrentar a crise de segurança: ampliar a atuação das Forças Armadas e adotar medidas mais rígidas nas regiões consideradas mais afetadas pela violência.

Justiça da Itália anula extradição de Zambelli e ex-deputada é solta

A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), em foto de arquivo. — Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), em foto de arquivo. — Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Justiça da Itália anulou nesta sexta-feira (22) a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil. A decisão da Suprema Corte de Cassações – a última instância da Justiça italiana – revogou a sentença anterior, da Corte de Apelações da Itália.

Segundo o advogado da ex-deputada, Alessandro Sammarco, a Suprema Corte também determinou a libertação de Zambelli, que até então estava presa em um presídio nos arredores de Roma.

Um vídeo publicado nas redes sociais do advogado Pieremilio Sammarco, que também faz parte da defesa, mostra Zambelli após a libertação. A soltura também foi confirmada à TV Globo pelo advogado Fábio Pagnozzi, que defende a ex-deputada no Brasil.

O deputado estadual Bruno Zambelli (PL), irmão de Carla, afirmou que a família considerou a decisão um “milagre”. O parlamentar disse que a irmã fez uma chamada de vídeo com a família após a soltura. Segundo ele, a família pretende ir visitar a ex-deputada na Itália.

Questionado pelo g1, o deputado afirmou que Zambelli seguirá na Itália “por saber que se vier ao Brasil pode ser presa”. “Ela está aguardando os próximos passos da Justiça brasileira para saber o que fazer”, acrescentou.

Zambelli ao lado de seu advogado após ser libertada na Itália — Foto: Reprodução/Instagram
Zambelli ao lado de seu advogado após ser libertada na Itália — Foto: Reprodução/Instagram

A decisão desta sexta diz respeito ao processo em que Zambelli foi condenada por invadir o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Há ainda um segundo processo de extradição correndo na Justiça italiana, relacionado à condenação da ex-deputada pelo crime de porte ilegal de armas e ameaça com arma de fogo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou à Itália um único pedido de extradição, mas a Justiça italiana decidiu separar os casos. Portanto, ainda há outro pedido de extradição em análise, ainda sem data para uma decisão final.

A defesa de Zambelli também disse ainda não ter claros os motivos para a anulação, mas acredita que a Corte de Cassações encontrou erros na sentença anterior, da Corte de Apelações.

A Suprema Corte de Cassações ainda não havia se manifestado formalmente ou divulgado o acórdão da decisão até a última atualização desta reportagem.

Próximos passos

Quando forem esgotadas as vias judiciais, o processo ainda passará pelas mãos do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que pode dar um parecer favorável ou contrário à extradição. O ministro tem um prazo de 45 dias para se manifestar a partir da publicação do acórdão da Justiça.

👉 Brasil e Itália têm um tratado recíproco de extradição, em vigor desde 1993 – e que já foi acionado dezenas de vezes desde então. O primeiro artigo do tratado determina, inclusive, que Brasil e Itália ficam obrigados a entregar, um ao outro, pessoas que sejam procuradas pelo outro país – seja para levar a julgamento ou para cumprir uma pena restritiva de liberdade.

Saiba mais sobre o presídio onde está Zambelli

A ex-deputada federal Carla Zambelli está presa na Itália desde o dia 29 de julho de 2025. Ela está em um presídio nos arredores de Roma que abriga mulheres em regimes de segurança média e alta e é dividido em oito seções.

A unidade prisional na Itália onde está Zambelli sofre com um problema grave de superlotação. Apesar de ter capacidade para receber apenas 272 mulheres, atualmente 371 estão presas lá.

Outro problema é o déficit de funcionários. De acordo com o site do Ministério da Justiça italiano, até junho deste ano, 181 agentes penitenciários atuavam no local, sendo que o necessário seria 214. O número de membros da administração também está abaixo do esperado, assim como o de educadores.

www.g1.globo.com

EUA manda aviso ao Brasil sobre ofensiva que fará contra CV e PCC

Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos (EUA) enviou recado ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, sobre ofensiva que pretende fazer contra as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em reunião com Galípolo, autoridades norte-americanas avisaram que Washington caminha para classificar CV e PCC como organizações terroristas, a despeito da resistência da administração Lula. O Departamento de Estado argumenta que esses grupos movimentam grandes quantias por meio de lavagem de dinheiro e que o aumento do rigor, por meio da nova classificação, facilitará a asfixia financeira.

O aviso com antecedência é considerado uma “deferência” ao Brasil, tendo em vista que há países que não foram informados previamente sobre a medida. O México, por exemplo, não recebeu tal comunicado antes de a Casa Branca classificar seis grandes cartéis como terroristas.

A provável classificação de CV e PCC como organizações terroristas estrangeiras [FTOs, na sigla em inglês] representa mudança de paradigma na política externa dos EUA para a América Latina. O status de terrorismo aciona o braço financeiro do Departamento do Tesouro com mais rigor.

Isso permite o congelamento imediato de ativos em solo americano e proíbe qualquer entidade ou indivíduo sob jurisdição dos EUA de fornecer suporte material, o que cria barreira para a utilização do sistema bancário global por essas facções.

Essa movimentação coloca o governo brasileiro em posição diplomática delicada. Enquanto o Palácio do Planalto e o Ministério da Justiça e Segurança Pública tradicionalmente defendem que o enfrentamento ao crime organizado deve ser tratado sob a ótica da cooperação policial, a abordagem de Washington eleva a questão ao nível de ameaça à segurança nacional.

A resistência do governo Lula consiste na preocupação de que tal classificação possa abrir precedentes para intervenções externas ou sanções indiretas que afetem a soberania nacional, a economia doméstica e o setor de turismo.

Metrópoles

EUA incluem Brasil em investigação sobre trabalho forçado em comércio internacional

Foto: US Embassy/Reprodução

Os Estados Unidos incluíram o Brasil em uma lista de cerca de 60 países que passarão por investigação sobre possíveis práticas comerciais ligadas ao trabalho forçado. A apuração foi aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo o embaixador e representante comercial Jamieson Greer, o objetivo é avaliar se governos estrangeiros têm adotado medidas eficazes para impedir a entrada em seus mercados de produtos fabricados com trabalho forçado. De acordo com ele, a falta de ações firmes pode criar vantagens de custo artificiais para produtores estrangeiros e prejudicar trabalhadores e empresas americanas.

Caso sejam constatadas práticas consideradas desleais, a legislação norte-americana permite a adoção de medidas como a imposição de tarifas adicionais, restrições à importação de produtos e até a suspensão de concessões em acordos comerciais. O mecanismo também prevê a possibilidade de firmar acordos com os países investigados para corrigir as práticas apontadas.

As investigações são conduzidas por um comitê específico dentro do USTR, responsável por analisar petições, realizar audiências públicas e recomendar medidas ao Comitê de Política Comercial dos Estados Unidos. O processo inclui consultas com os governos dos países envolvidos e, caso não haja solução consensual, pode avançar para mecanismos formais de disputa em instâncias como a Organização Mundial do Comércio.

Lista dos países sob investigação dos EUA sobre trabalho forçado

  1. Argélia;
  2. Angola;
  3. Argentina;
  4. Austrália;
  5. Bahamas;
  6. Bahrein;
  7. Bangladesh;
  8. Brasil;
  9. Camboja;
  10. Canadá;
  11. Chile;
  12. China;
  13. Colômbia;
  14. Costa Rica;
  15. República Dominicana;
  16. Equador;
  17. Egito;
  18. El Salvador;
  19. União Europeia;
  20. Guatemala;
  21. Guiana;
  22. Honduras;
  23. Hong Kong;
  24. Índia;
  25. Indonésia;
  26. Iraque;
  27. Israel;
  28. Japão;
  29. Jordânia;
  30. Cazaquistão;
  31. Kuwait;
  32. Líbia;
  33. Malásia;
  34. México;
  35. Marrocos;
  36. Nova Zelândia;
  37. Nicarágua;
  38. Nigéria;
  39. Noruega;
  40. Omã;
  41. Paquistão;
  42. Peru;
  43. Filipinas;
  44. Catar;
  45. Rússia;
  46. Arábia Saudita;
  47. Singapura;
  48. África do Sul;
  49. Coreia do Sul;
  50. Sri Lanka;
  51. Suíça;
  52. Taiwan;
  53. Tailândia;
  54. Trinidad e Tobago;
  55. Turquia;
  56. Emirados Árabes Unidos;
  57. Reino Unido;
  58. Uruguai;
  59. Venezuela;
  60. Vietnã.

Países da Europa anunciam reforço da segurança no Ártico após ameaça de Trump; Groenlândia agradece apoio

Foto: Divulgação/Otan

Países europeus anunciaram neste domingo (18), que vão reforçar a segurança no Ártico em apoio à Groenlândia, após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a ilha. Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda divulgaram um comunicado conjunto reafirmando o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo pertencente à Dinamarca.

“Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse comum”, afirmaram. Nos últimos dias, França, Alemanha e Reino Unido enviaram pequenos grupos militares à ilha a pedido da Dinamarca. A ação levou Trump a ameaçar impor tarifas comerciais a oito aliados europeus caso os EUA não possam comprar a Groenlândia.

Líderes europeus alertaram para uma “espiral descendente perigosa” e prometeram manter o apoio à soberania dinamarquesa. Embaixadores da União Europeia se reunirão para discutir uma resposta às ameaças americanas. Autoridades da Groenlândia agradeceram o apoio internacional. “Vivemos tempos extraordinários que exigem coragem”, disse a ministra Naaja Nathanielsen.

No sábado (17), milhares de pessoas protestaram na Dinamarca e na Groenlândia contra o plano de Trump. O maior ato ocorreu em Copenhague. Trump afirma que a ilha é estratégica para a segurança dos EUA por sua localização e riquezas minerais e não descarta o uso da força, o que preocupa aliados da Otan.

Líderes da Suécia, Finlândia e Noruega criticaram as ameaças. “Não nos deixaremos chantagear”, disse o premiê sueco Ulf Kristersson. Já o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Stoere, afirmou que “ameaças não têm lugar entre aliados”.

Trump age com pulso firme: EUA assumem controle do petróleo e ficam na Venezuela “por anos”

Foto: Reprodução

O presidente Donald Trump confirmou que os Estados Unidos vão ficar por muito tempo na Venezuela, com presença política e estratégia econômica voltadas ao controle do petróleo — o ativo mais valioso do país sul-americano. A declaração foi dada em entrevista ao New York Times, quando questionado se a intervenção teria prazo curto: “Eu diria que muito mais tempo”, afirmou.

Trump detalhou que o governo interino venezuelano, agora alinhado com os EUA, está cooperando com Washington e que o plano inclui usar o petróleo venezuelano para reconstruir o país “de forma muito lucrativa”, baixando preços e gerando receita para os próprios venezuelanos e para os americanos.

Parte dessa estratégia já começou: Trump anunciou que entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano serão enviados para os EUA e vendidos a preço de mercado, com o controle financeiro da operação sob comando americano para garantir que os fundos “beneficiem o povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.

Autoridades do governo Trump também afirmam que os EUA vão controlar indefinidamente a comercialização desse petróleo e decidir como usar os recursos, abrindo espaço para empresas americanas investirem na recuperação da produção.

Essa ação coloca os Estados Unidos como protagonistas na reconstrução e redirecionamento da indústria energética venezuelana — um golpe estratégico que frustra regimes de esquerda e assegura liderança americana na região.

Maduro já está nos EUA sob custódia das forças militares americanas.

Uma imagem que circula nas redes sociais neste sábado (3) mostra Nicolás Maduro já em território dos Estados Unidos, sob custódia de forças militares americanas. Na foto, o líder venezuelano aparece escoltado por agentes armados ao lado de uma aeronave, em cenário que indica uma operação militar.

A divulgação ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar publicamente que Maduro foi capturado durante uma ofensiva de larga escala contra alvos do regime na Venezuela e retirado do país por via aérea, junto com a esposa.

Até o momento, o governo norte-americano não informou oficialmente o local exato onde Maduro estaria detido, nem quais medidas legais serão adotadas. Já autoridades venezuelanas divergem sobre o paradeiro do presidente e pedem provas de vida.

A situação elevou drasticamente a tensão internacional, com países da região reagindo à ofensiva e o governo da Venezuela decretando estado de emergência, denunciando o que chama de agressão militar e violação do direito internacional.

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Antigo presidente da França é liberto da prisão

Thibault Camus (AP)

O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy foi libertado nesta segunda-feira, após ter sido condenado a uma pena de cinco anos de prisão em regime fechado por envolvimento na obtenção de recursos eleitorais financiados pelo ditador líbio Muammar Khadafi, informa a BFM TV.

Sarkozy havia sido condenado por crimes de conspiração criminosa entre os anos de 2005 e 2007, mas considera que sua detenção é injusta.

Por isso, entrou com um recurso pedindo libertação imediata — solicitação que agora foi aceita pelo tribunal. Os advogados defendiam que seu cliente deveria aguardar o julgamento do recurso em liberdade, e o juiz responsável concordou com esse entendimento.

De acordo com a decisão do tribunal, não há “risco de ocultação de provas, pressão ou conluio”, e por isso “a continuidade da detenção não se justifica”.

Assim, Nicolas Sarkozy — preso desde 21 de outubro — foi libertado 20 dias depois, podendo acompanhar em liberdade o julgamento do recurso. Ele permanecerá sob controle judicial, o que inclui a proibição de deixar a França. Por volta das 15h, no horário local (uma hora a menos que em Portugal continental), foi vista uma van deixando o ex-presidente.

O tribunal também proibiu Sarkozy de manter contato com o atual ministro da Justiça, Gérald Darmanin, que o visitou na prisão em 29 de outubro — gesto malvisto pelas autoridades judiciais.

No julgamento que resultou na condenação do ex-presidente francês, os procuradores afirmaram que Sarkozy — que segue negando todas as acusações — firmou um acordo com Muammar Khadafi em 2005, quando ainda era ministro do Interior, para obter financiamento para sua campanha presidencial.

Em troca, Sarkozy teria prometido apoio internacional ao líder líbio, que já era politicamente isolado na época.

Segundo os procuradores, Sarkozy e seus assessores elaboraram um “pacto de corrupção” com Khadafi, visando a vitória nas eleições presidenciais de 2007.

De acordo com o tribunal, em retorno pelo apoio financeiro, Sarkozy teria prometido favores diplomáticos, legais e financeiros ao líder líbio, numa tentativa de reabilitar a imagem internacional de Khadafi — que acabaria assassinado por rebeldes após 41 anos no poder.

Membros da equipe de Sarkozy teriam se encontrado com representantes líbios já em 2005. Mais tarde, já como presidente, o francês — que ainda aguarda sentença definitiva — convidou Khadafi para uma longa visita de Estado a Paris, chegando inclusive a montar tendas beduínas no Palácio do Eliseu.

Foi a primeira visita oficial de Khadafi ao Ocidente desde a ruptura diplomática dos anos 1980, período em que a Europa o via como um ditador e patrocinador do terrorismo.

Anos depois, Sarkozy conduziria a França a liderar uma frente da OTAN que auxiliou rebeldes na derrubada do regime líbio, culminando na captura e morte de Khadafi em outubro de 2011.

Em 27 de março, a Procuradoria Nacional Financeira pediu sete anos de prisão e uma multa de trezentos mil euros para Sarkozy pelo suposto “pacto de corrupção” firmado com o ex-ditador líbio, morto em 2011.

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Jornalista detida por denunciar surto de Covid na China pega mais quatro anos de prisão

jornalista covid china Zhang Zhan
Homem segurando cartaz com a foto da jornalista chinesa Zhang Zhan. (Foto: MIGUEL CANDELA/EPA/EFE)

A jornalista chinesa Zhang Zhan, de 42 anos, foi condenada na última semana a mais quatro anos de prisão pelo regime comunista da China, sob a acusação de “provocar brigas e criar distúrbios”.

A decisão foi denunciada por organizações internacionais de direitos humanos como mais um exemplo da perseguição do Partido Comunista contra vozes críticas. “Ela deveria ser celebrada globalmente como uma ‘heroína da informação’, não aprisionada em condições brutais”, afirmou Aleksandra Bielakowska, porta-voz da Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Zhang já havia sido condenada em 2020 pelo mesmo crime após relatar, diretamente de Wuhan, o início da pandemia de Covid-19. Seus vídeos mostravam hospitais lotados e ruas vazias, em contraste com a versão oficial divulgada pela ditadura chinesa. Libertada em maio de 2024, ela foi novamente detida poucos meses depois e desde então estava presa em Xangai. Segundo a RSF, o novo julgamento teve como base comentários feitos por Zhang em sites estrangeiros, mas as autoridades nunca esclareceram quais publicações motivaram a acusação.

A ONU classificou o caso como “profundamente perturbador”. O porta-voz do Escritório de Direitos Humanos, Jeremy Laurence, afirmou que Zhang foi condenada por um crime “vago e mal definido” e que seu julgamento ocorreu sem a presença de observadores independentes. Ele ressaltou que a lei usada contra a jornalista tem sido aplicada de forma ampla para reprimir a liberdade de expressão e pediu sua libertação imediata e incondicional. O alto-comissário Volker Türk já havia exigido de Pequim a suspensão do uso desse dispositivo legal.

A Anistia Internacional também condenou a sentença. “Essa segunda condenação de Zhang Zhan é uma traição à prioridade declarada pela China de defender o Estado de Direito”, disse Sarah Brooks, diretora da entidade para a China. Ela afirmou que a jornalista foi alvo da mesma prática de perseguição usada contra outros defensores dos direitos humanos, como o advogado Yu Wensheng. “A condenação infundada de Zhang deve ser anulada, e ela deve ser imediatamente libertada. Enquanto isso, precisa ter acesso a advogado, família e tratamento de saúde adequado”, completou.

Durante sua primeira prisão, Zhang realizou greve de fome, chegando a pesar apenas 37 quilos, e foi submetida a alimentação forçada. Na época, seu advogado Ren Quanniu disse que ela estava “sendo perseguida por exercer sua liberdade de expressão”. Desde então, tanto sua família quanto sua defesa foram alvo de assédio e intimidação por parte das autoridades, o que dificulta a divulgação de informações sobre seu estado atual.

A China é o país que mais prende jornalistas no mundo, com ao menos 124 profissionais atrás das grades, segundo a RSF. O país ocupa a 178ª posição entre 180 países avaliados no Índice de Liberdade de Imprensa de 2025. Para a entidade, o caso de Zhang mostra a disposição de Pequim em silenciar críticos e impor censura absoluta.

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