Skip to main content

Imprensa internacional repercute mensagens de Vorcaro e Moraes

 

Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes | Reprodução

As mensagens atribuídas às conversas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes ganharam repercussão na imprensa internacional após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de documentos da investigação. Entre os veículos que destacaram o caso, estão o espanhol El País, os argentinos La Nación e Clarín e a agência Bloomberg.

El País chama caso de “bomba atômica”

O jornal espanhol El País classificou as revelações como um escândalo e destacou a proximidade entre Vorcaro e Moraes.

Além disso, a publicação chamou atenção para as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro antes de sua prisão, em novembro de 2025.

Segundo o jornal, Vorcaro chegou a consultar o contato atribuído a Moraes sobre a possibilidade de deixar o Brasil antes da operação da Polícia Federal.

Por isso, o veículo avaliou que as revelações podem gerar consequências políticas e institucionais no país.

La Nación fala em “terremoto político”

Na Argentina, o La Nación descreveu o episódio como um “terremoto político e institucional”.

Da mesma forma, o jornal destacou o impacto das revelações sobre a imagem do Supremo Tribunal Federal e a relação entre Moraes e o ex-banqueiro.

O Clarín também repercutiu o caso. Nesse sentido, o veículo chamou atenção para o momento político em que as mensagens vieram a público, próximo às eleições presidenciais brasileiras.

Mensagens vieram a público após retirada de sigilo

André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal que reúne as mensagens encontradas no celular de Vorcaro.

Com isso, detalhes sobre a relação entre o ex-banqueiro e o contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA” passaram a ser conhecidos.

No entanto, os investigadores não conseguiram recuperar integralmente todas as respostas atribuídas ao interlocutor. Além disso, parte das mensagens utilizava o recurso de visualização única.

Por fim, a repercussão internacional ocorre enquanto as instituições brasileiras avaliam os desdobramentos do relatório da PF e das mensagens relacionadas ao caso Banco Master.

Carne de cachorro passa a ter proibição na Coreia do Sul

Foto: Pexels

A carne de cachorro vive seus últimos meses de comercialização legal na Coreia do Sul. Nesta semana, o terceiro “boknal”, tradicional período de dias quentes do verão, marcou o último desses dias antes da entrada em vigor integral da lei que proíbe a criação, o abate e a venda de cães para consumo no país.

Durante décadas, os dias mais quentes do verão movimentaram restaurantes especializados. A tradição associava o consumo de pratos como o “bosintang”, um ensopado de carne de cachorro, à busca por energia para enfrentar as altas temperaturas.

No entanto, a tradição perdeu espaço com o passar dos anos. Além disso, o aumento da criação de animais de estimação e a mudança na percepção sobre o bem-estar animal reduziram o consumo da iguaria.

Carne de cachorro ainda atrai clientes idosos

No Mercado Moran, em Seongnam, um dos locais mais conhecidos da Coreia do Sul para esse tipo de comércio, as ruas ficaram movimentadas durante o horário do almoço. Ainda assim, os restaurantes registraram uma clientela diferente da que frequentava o local décadas atrás.

A maioria dos consumidores que ainda procura o “bosintang” é formada por pessoas idosas. Kim Yong-book, chefe da Associação de Comerciantes do Mercado Moran e profissional do setor há mais de 40 anos, afirmou que o movimento atual representa um cenário de forte declínio.

Segundo ele, o mercado está muito diferente do passado. Dessa forma, o fim da tradição comercial também representa uma mudança profunda para os comerciantes que construíram suas atividades em torno desse produto.

A legislação sul-coreana estabeleceu um período de transição de três anos. Portanto, a proibição entrará completamente em vigor em fevereiro de 2027. Depois disso, quem descumprir as regras poderá enfrentar multas e penas de prisão.

Maioria dos sul-coreanos apoia a proibição

Uma pesquisa divulgada antes da aprovação da lei, em 2024, mostrou a mudança na opinião pública. Mais de 90% dos 2 mil entrevistados afirmaram que não pretendiam consumir carne de cachorro no futuro.

Mais de 80% declararam apoio à proibição. Quase 95% disseram que não haviam consumido o produto no ano anterior.

Dados do governo indicaram que mais de 5,6 mil empresas foram afetadas pela legislação. Ao mesmo tempo, autoridades informaram que a maioria dos canis já havia encerrado as atividades antes do prazo final.

A campanha pela proibição ganhou força durante o governo do ex-presidente Yoon Suk Yeol. Sua esposa, a ex-primeira-dama Kim Keon Hee, também defendeu publicamente a medida e destacou a importância do bem-estar animal.

Comerciantes enfrentam futuro incerto

Para Lee Kang-chun, proprietário de restaurante e ex-presidente de uma associação de comerciantes, a mudança provoca sentimentos contraditórios. Ele trabalha há 37 anos no setor e reconhece que a sociedade sul-coreana mudou.

Lee afirmou considerar correto o fim do consumo de carne de cachorro, especialmente diante das transformações culturais e da percepção internacional sobre o país. Porém, ele também demonstra preocupação com os clientes mais antigos.

Muitos consumidores têm 70, 80 ou 90 anos e viajam longas distâncias para fazer uma última refeição. Por outro lado, os restaurantes precisam encontrar alternativas para continuar funcionando.

Alguns estabelecimentos do Mercado Moran passaram a oferecer ensopado de cabra preta, apresentado como uma opção tradicional e associada à alimentação saudável. Entretanto, os comerciantes relatam dificuldades para substituir a antiga fonte de renda.

Os custos dos ingredientes aumentaram, enquanto os lucros diminuíram. Por isso, alguns proprietários defendem que o governo amplie o apoio financeiro e profissional aos vendedores, especialmente aos mais idosos.

Clientes se dividem sobre o fim da tradição

Entre os consumidores tradicionais está Yoo Jin-sam, de 69 anos. Ela afirmou consumir o prato há mais de quatro décadas e lamentou o fim da comercialização.

Yoo também declarou gostar muito de cachorros. Ainda assim, disse sentir tristeza pela perda de uma tradição alimentar que acompanhou grande parte de sua vida.

Kim Jin-suk, de 71 anos, demonstrou uma reação diferente. O cliente afirmou que não considera o fim da venda um problema e que pode simplesmente escolher outro alimento.

Assim, o fim da carne de cachorro na Coreia do Sul representa não apenas uma mudança na legislação, mas também o encerramento de uma tradição que perdeu espaço diante das novas atitudes da sociedade em relação aos animais.

A partir de fevereiro de 2027, a atividade estará proibida integralmente no país, encerrando um capítulo histórico da alimentação sul-coreana.

www.pontanegranews.com.br

URGENTE: Fujimori decreta estado de emergência e mobiliza Forças Armadas para combater o narcotráfico no Peru, VEJA VÍDEO

Fujimori assume o poder no Peru anunciando um reforço da presença militar nas ruas. Em seu primeiro discurso como presidente, Keiko Fujimori afirmou que as Forças Armadas passarão a comandar temporariamente as operações de segurança nas regiões submetidas a estado de emergência.

Segundo o novo governo, a militarização busca conter o avanço do crime organizado, das extorsões, do narcotráfico e da mineração ilegal. A decisão, porém, reacende preocupações em um país marcado pelo histórico de repressão a protestos, denúncias de violações de direitos humanos e pelo legado autoritário do ex-presidente Alberto Fujimori.

A posse ocorreu em meio a manifestações nas ruas e protestos de parlamentares da oposição, que cobraram justiça pelas mortes registradas durante as mobilizações de 2022 e 2023, quando forças de segurança foram acusadas de uso excessivo da força.

Antes mesmo de apresentar resultados, o novo governo já sinalizou sua estratégia para enfrentar a crise de segurança: ampliar a atuação das Forças Armadas e adotar medidas mais rígidas nas regiões consideradas mais afetadas pela violência.

Justiça da Itália anula extradição de Zambelli e ex-deputada é solta

A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), em foto de arquivo. — Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), em foto de arquivo. — Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Justiça da Itália anulou nesta sexta-feira (22) a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil. A decisão da Suprema Corte de Cassações – a última instância da Justiça italiana – revogou a sentença anterior, da Corte de Apelações da Itália.

Segundo o advogado da ex-deputada, Alessandro Sammarco, a Suprema Corte também determinou a libertação de Zambelli, que até então estava presa em um presídio nos arredores de Roma.

Um vídeo publicado nas redes sociais do advogado Pieremilio Sammarco, que também faz parte da defesa, mostra Zambelli após a libertação. A soltura também foi confirmada à TV Globo pelo advogado Fábio Pagnozzi, que defende a ex-deputada no Brasil.

O deputado estadual Bruno Zambelli (PL), irmão de Carla, afirmou que a família considerou a decisão um “milagre”. O parlamentar disse que a irmã fez uma chamada de vídeo com a família após a soltura. Segundo ele, a família pretende ir visitar a ex-deputada na Itália.

Questionado pelo g1, o deputado afirmou que Zambelli seguirá na Itália “por saber que se vier ao Brasil pode ser presa”. “Ela está aguardando os próximos passos da Justiça brasileira para saber o que fazer”, acrescentou.

Zambelli ao lado de seu advogado após ser libertada na Itália — Foto: Reprodução/Instagram
Zambelli ao lado de seu advogado após ser libertada na Itália — Foto: Reprodução/Instagram

A decisão desta sexta diz respeito ao processo em que Zambelli foi condenada por invadir o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Há ainda um segundo processo de extradição correndo na Justiça italiana, relacionado à condenação da ex-deputada pelo crime de porte ilegal de armas e ameaça com arma de fogo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou à Itália um único pedido de extradição, mas a Justiça italiana decidiu separar os casos. Portanto, ainda há outro pedido de extradição em análise, ainda sem data para uma decisão final.

A defesa de Zambelli também disse ainda não ter claros os motivos para a anulação, mas acredita que a Corte de Cassações encontrou erros na sentença anterior, da Corte de Apelações.

A Suprema Corte de Cassações ainda não havia se manifestado formalmente ou divulgado o acórdão da decisão até a última atualização desta reportagem.

Próximos passos

Quando forem esgotadas as vias judiciais, o processo ainda passará pelas mãos do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que pode dar um parecer favorável ou contrário à extradição. O ministro tem um prazo de 45 dias para se manifestar a partir da publicação do acórdão da Justiça.

👉 Brasil e Itália têm um tratado recíproco de extradição, em vigor desde 1993 – e que já foi acionado dezenas de vezes desde então. O primeiro artigo do tratado determina, inclusive, que Brasil e Itália ficam obrigados a entregar, um ao outro, pessoas que sejam procuradas pelo outro país – seja para levar a julgamento ou para cumprir uma pena restritiva de liberdade.

Saiba mais sobre o presídio onde está Zambelli

A ex-deputada federal Carla Zambelli está presa na Itália desde o dia 29 de julho de 2025. Ela está em um presídio nos arredores de Roma que abriga mulheres em regimes de segurança média e alta e é dividido em oito seções.

A unidade prisional na Itália onde está Zambelli sofre com um problema grave de superlotação. Apesar de ter capacidade para receber apenas 272 mulheres, atualmente 371 estão presas lá.

Outro problema é o déficit de funcionários. De acordo com o site do Ministério da Justiça italiano, até junho deste ano, 181 agentes penitenciários atuavam no local, sendo que o necessário seria 214. O número de membros da administração também está abaixo do esperado, assim como o de educadores.

www.g1.globo.com

EUA manda aviso ao Brasil sobre ofensiva que fará contra CV e PCC

Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos (EUA) enviou recado ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, sobre ofensiva que pretende fazer contra as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em reunião com Galípolo, autoridades norte-americanas avisaram que Washington caminha para classificar CV e PCC como organizações terroristas, a despeito da resistência da administração Lula. O Departamento de Estado argumenta que esses grupos movimentam grandes quantias por meio de lavagem de dinheiro e que o aumento do rigor, por meio da nova classificação, facilitará a asfixia financeira.

O aviso com antecedência é considerado uma “deferência” ao Brasil, tendo em vista que há países que não foram informados previamente sobre a medida. O México, por exemplo, não recebeu tal comunicado antes de a Casa Branca classificar seis grandes cartéis como terroristas.

A provável classificação de CV e PCC como organizações terroristas estrangeiras [FTOs, na sigla em inglês] representa mudança de paradigma na política externa dos EUA para a América Latina. O status de terrorismo aciona o braço financeiro do Departamento do Tesouro com mais rigor.

Isso permite o congelamento imediato de ativos em solo americano e proíbe qualquer entidade ou indivíduo sob jurisdição dos EUA de fornecer suporte material, o que cria barreira para a utilização do sistema bancário global por essas facções.

Essa movimentação coloca o governo brasileiro em posição diplomática delicada. Enquanto o Palácio do Planalto e o Ministério da Justiça e Segurança Pública tradicionalmente defendem que o enfrentamento ao crime organizado deve ser tratado sob a ótica da cooperação policial, a abordagem de Washington eleva a questão ao nível de ameaça à segurança nacional.

A resistência do governo Lula consiste na preocupação de que tal classificação possa abrir precedentes para intervenções externas ou sanções indiretas que afetem a soberania nacional, a economia doméstica e o setor de turismo.

Metrópoles

EUA incluem Brasil em investigação sobre trabalho forçado em comércio internacional

Foto: US Embassy/Reprodução

Os Estados Unidos incluíram o Brasil em uma lista de cerca de 60 países que passarão por investigação sobre possíveis práticas comerciais ligadas ao trabalho forçado. A apuração foi aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo o embaixador e representante comercial Jamieson Greer, o objetivo é avaliar se governos estrangeiros têm adotado medidas eficazes para impedir a entrada em seus mercados de produtos fabricados com trabalho forçado. De acordo com ele, a falta de ações firmes pode criar vantagens de custo artificiais para produtores estrangeiros e prejudicar trabalhadores e empresas americanas.

Caso sejam constatadas práticas consideradas desleais, a legislação norte-americana permite a adoção de medidas como a imposição de tarifas adicionais, restrições à importação de produtos e até a suspensão de concessões em acordos comerciais. O mecanismo também prevê a possibilidade de firmar acordos com os países investigados para corrigir as práticas apontadas.

As investigações são conduzidas por um comitê específico dentro do USTR, responsável por analisar petições, realizar audiências públicas e recomendar medidas ao Comitê de Política Comercial dos Estados Unidos. O processo inclui consultas com os governos dos países envolvidos e, caso não haja solução consensual, pode avançar para mecanismos formais de disputa em instâncias como a Organização Mundial do Comércio.

Lista dos países sob investigação dos EUA sobre trabalho forçado

  1. Argélia;
  2. Angola;
  3. Argentina;
  4. Austrália;
  5. Bahamas;
  6. Bahrein;
  7. Bangladesh;
  8. Brasil;
  9. Camboja;
  10. Canadá;
  11. Chile;
  12. China;
  13. Colômbia;
  14. Costa Rica;
  15. República Dominicana;
  16. Equador;
  17. Egito;
  18. El Salvador;
  19. União Europeia;
  20. Guatemala;
  21. Guiana;
  22. Honduras;
  23. Hong Kong;
  24. Índia;
  25. Indonésia;
  26. Iraque;
  27. Israel;
  28. Japão;
  29. Jordânia;
  30. Cazaquistão;
  31. Kuwait;
  32. Líbia;
  33. Malásia;
  34. México;
  35. Marrocos;
  36. Nova Zelândia;
  37. Nicarágua;
  38. Nigéria;
  39. Noruega;
  40. Omã;
  41. Paquistão;
  42. Peru;
  43. Filipinas;
  44. Catar;
  45. Rússia;
  46. Arábia Saudita;
  47. Singapura;
  48. África do Sul;
  49. Coreia do Sul;
  50. Sri Lanka;
  51. Suíça;
  52. Taiwan;
  53. Tailândia;
  54. Trinidad e Tobago;
  55. Turquia;
  56. Emirados Árabes Unidos;
  57. Reino Unido;
  58. Uruguai;
  59. Venezuela;
  60. Vietnã.

Países da Europa anunciam reforço da segurança no Ártico após ameaça de Trump; Groenlândia agradece apoio

Foto: Divulgação/Otan

Países europeus anunciaram neste domingo (18), que vão reforçar a segurança no Ártico em apoio à Groenlândia, após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a ilha. Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda divulgaram um comunicado conjunto reafirmando o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo pertencente à Dinamarca.

“Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse comum”, afirmaram. Nos últimos dias, França, Alemanha e Reino Unido enviaram pequenos grupos militares à ilha a pedido da Dinamarca. A ação levou Trump a ameaçar impor tarifas comerciais a oito aliados europeus caso os EUA não possam comprar a Groenlândia.

Líderes europeus alertaram para uma “espiral descendente perigosa” e prometeram manter o apoio à soberania dinamarquesa. Embaixadores da União Europeia se reunirão para discutir uma resposta às ameaças americanas. Autoridades da Groenlândia agradeceram o apoio internacional. “Vivemos tempos extraordinários que exigem coragem”, disse a ministra Naaja Nathanielsen.

No sábado (17), milhares de pessoas protestaram na Dinamarca e na Groenlândia contra o plano de Trump. O maior ato ocorreu em Copenhague. Trump afirma que a ilha é estratégica para a segurança dos EUA por sua localização e riquezas minerais e não descarta o uso da força, o que preocupa aliados da Otan.

Líderes da Suécia, Finlândia e Noruega criticaram as ameaças. “Não nos deixaremos chantagear”, disse o premiê sueco Ulf Kristersson. Já o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Stoere, afirmou que “ameaças não têm lugar entre aliados”.

Trump age com pulso firme: EUA assumem controle do petróleo e ficam na Venezuela “por anos”

Foto: Reprodução

O presidente Donald Trump confirmou que os Estados Unidos vão ficar por muito tempo na Venezuela, com presença política e estratégia econômica voltadas ao controle do petróleo — o ativo mais valioso do país sul-americano. A declaração foi dada em entrevista ao New York Times, quando questionado se a intervenção teria prazo curto: “Eu diria que muito mais tempo”, afirmou.

Trump detalhou que o governo interino venezuelano, agora alinhado com os EUA, está cooperando com Washington e que o plano inclui usar o petróleo venezuelano para reconstruir o país “de forma muito lucrativa”, baixando preços e gerando receita para os próprios venezuelanos e para os americanos.

Parte dessa estratégia já começou: Trump anunciou que entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano serão enviados para os EUA e vendidos a preço de mercado, com o controle financeiro da operação sob comando americano para garantir que os fundos “beneficiem o povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.

Autoridades do governo Trump também afirmam que os EUA vão controlar indefinidamente a comercialização desse petróleo e decidir como usar os recursos, abrindo espaço para empresas americanas investirem na recuperação da produção.

Essa ação coloca os Estados Unidos como protagonistas na reconstrução e redirecionamento da indústria energética venezuelana — um golpe estratégico que frustra regimes de esquerda e assegura liderança americana na região.

Maduro já está nos EUA sob custódia das forças militares americanas.

Uma imagem que circula nas redes sociais neste sábado (3) mostra Nicolás Maduro já em território dos Estados Unidos, sob custódia de forças militares americanas. Na foto, o líder venezuelano aparece escoltado por agentes armados ao lado de uma aeronave, em cenário que indica uma operação militar.

A divulgação ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar publicamente que Maduro foi capturado durante uma ofensiva de larga escala contra alvos do regime na Venezuela e retirado do país por via aérea, junto com a esposa.

Até o momento, o governo norte-americano não informou oficialmente o local exato onde Maduro estaria detido, nem quais medidas legais serão adotadas. Já autoridades venezuelanas divergem sobre o paradeiro do presidente e pedem provas de vida.

A situação elevou drasticamente a tensão internacional, com países da região reagindo à ofensiva e o governo da Venezuela decretando estado de emergência, denunciando o que chama de agressão militar e violação do direito internacional.

www.blogdopassaro.com.br

Antigo presidente da França é liberto da prisão

Thibault Camus (AP)

O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy foi libertado nesta segunda-feira, após ter sido condenado a uma pena de cinco anos de prisão em regime fechado por envolvimento na obtenção de recursos eleitorais financiados pelo ditador líbio Muammar Khadafi, informa a BFM TV.

Sarkozy havia sido condenado por crimes de conspiração criminosa entre os anos de 2005 e 2007, mas considera que sua detenção é injusta.

Por isso, entrou com um recurso pedindo libertação imediata — solicitação que agora foi aceita pelo tribunal. Os advogados defendiam que seu cliente deveria aguardar o julgamento do recurso em liberdade, e o juiz responsável concordou com esse entendimento.

De acordo com a decisão do tribunal, não há “risco de ocultação de provas, pressão ou conluio”, e por isso “a continuidade da detenção não se justifica”.

Assim, Nicolas Sarkozy — preso desde 21 de outubro — foi libertado 20 dias depois, podendo acompanhar em liberdade o julgamento do recurso. Ele permanecerá sob controle judicial, o que inclui a proibição de deixar a França. Por volta das 15h, no horário local (uma hora a menos que em Portugal continental), foi vista uma van deixando o ex-presidente.

O tribunal também proibiu Sarkozy de manter contato com o atual ministro da Justiça, Gérald Darmanin, que o visitou na prisão em 29 de outubro — gesto malvisto pelas autoridades judiciais.

No julgamento que resultou na condenação do ex-presidente francês, os procuradores afirmaram que Sarkozy — que segue negando todas as acusações — firmou um acordo com Muammar Khadafi em 2005, quando ainda era ministro do Interior, para obter financiamento para sua campanha presidencial.

Em troca, Sarkozy teria prometido apoio internacional ao líder líbio, que já era politicamente isolado na época.

Segundo os procuradores, Sarkozy e seus assessores elaboraram um “pacto de corrupção” com Khadafi, visando a vitória nas eleições presidenciais de 2007.

De acordo com o tribunal, em retorno pelo apoio financeiro, Sarkozy teria prometido favores diplomáticos, legais e financeiros ao líder líbio, numa tentativa de reabilitar a imagem internacional de Khadafi — que acabaria assassinado por rebeldes após 41 anos no poder.

Membros da equipe de Sarkozy teriam se encontrado com representantes líbios já em 2005. Mais tarde, já como presidente, o francês — que ainda aguarda sentença definitiva — convidou Khadafi para uma longa visita de Estado a Paris, chegando inclusive a montar tendas beduínas no Palácio do Eliseu.

Foi a primeira visita oficial de Khadafi ao Ocidente desde a ruptura diplomática dos anos 1980, período em que a Europa o via como um ditador e patrocinador do terrorismo.

Anos depois, Sarkozy conduziria a França a liderar uma frente da OTAN que auxiliou rebeldes na derrubada do regime líbio, culminando na captura e morte de Khadafi em outubro de 2011.

Em 27 de março, a Procuradoria Nacional Financeira pediu sete anos de prisão e uma multa de trezentos mil euros para Sarkozy pelo suposto “pacto de corrupção” firmado com o ex-ditador líbio, morto em 2011.

www.diariodobrasilnoticias.com.br

Jornalista detida por denunciar surto de Covid na China pega mais quatro anos de prisão

jornalista covid china Zhang Zhan
Homem segurando cartaz com a foto da jornalista chinesa Zhang Zhan. (Foto: MIGUEL CANDELA/EPA/EFE)

A jornalista chinesa Zhang Zhan, de 42 anos, foi condenada na última semana a mais quatro anos de prisão pelo regime comunista da China, sob a acusação de “provocar brigas e criar distúrbios”.

A decisão foi denunciada por organizações internacionais de direitos humanos como mais um exemplo da perseguição do Partido Comunista contra vozes críticas. “Ela deveria ser celebrada globalmente como uma ‘heroína da informação’, não aprisionada em condições brutais”, afirmou Aleksandra Bielakowska, porta-voz da Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Zhang já havia sido condenada em 2020 pelo mesmo crime após relatar, diretamente de Wuhan, o início da pandemia de Covid-19. Seus vídeos mostravam hospitais lotados e ruas vazias, em contraste com a versão oficial divulgada pela ditadura chinesa. Libertada em maio de 2024, ela foi novamente detida poucos meses depois e desde então estava presa em Xangai. Segundo a RSF, o novo julgamento teve como base comentários feitos por Zhang em sites estrangeiros, mas as autoridades nunca esclareceram quais publicações motivaram a acusação.

A ONU classificou o caso como “profundamente perturbador”. O porta-voz do Escritório de Direitos Humanos, Jeremy Laurence, afirmou que Zhang foi condenada por um crime “vago e mal definido” e que seu julgamento ocorreu sem a presença de observadores independentes. Ele ressaltou que a lei usada contra a jornalista tem sido aplicada de forma ampla para reprimir a liberdade de expressão e pediu sua libertação imediata e incondicional. O alto-comissário Volker Türk já havia exigido de Pequim a suspensão do uso desse dispositivo legal.

A Anistia Internacional também condenou a sentença. “Essa segunda condenação de Zhang Zhan é uma traição à prioridade declarada pela China de defender o Estado de Direito”, disse Sarah Brooks, diretora da entidade para a China. Ela afirmou que a jornalista foi alvo da mesma prática de perseguição usada contra outros defensores dos direitos humanos, como o advogado Yu Wensheng. “A condenação infundada de Zhang deve ser anulada, e ela deve ser imediatamente libertada. Enquanto isso, precisa ter acesso a advogado, família e tratamento de saúde adequado”, completou.

Durante sua primeira prisão, Zhang realizou greve de fome, chegando a pesar apenas 37 quilos, e foi submetida a alimentação forçada. Na época, seu advogado Ren Quanniu disse que ela estava “sendo perseguida por exercer sua liberdade de expressão”. Desde então, tanto sua família quanto sua defesa foram alvo de assédio e intimidação por parte das autoridades, o que dificulta a divulgação de informações sobre seu estado atual.

A China é o país que mais prende jornalistas no mundo, com ao menos 124 profissionais atrás das grades, segundo a RSF. O país ocupa a 178ª posição entre 180 países avaliados no Índice de Liberdade de Imprensa de 2025. Para a entidade, o caso de Zhang mostra a disposição de Pequim em silenciar críticos e impor censura absoluta.

www.gazetadopovo.com.br

Imprensa mundial repercute condenação de Bolsonaro no STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (11) por cinco crimes. O voto decisivo foi da ministra Cármen Lúcia.

Bolsonaro e outros sete réus foram considerados culpados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano contra o patrimônio da União (com exceção de Ramagem) e deterioração de patrimônio tombado (também com exceção de Ramagem).

O jornal The Guardian, do Reino Unido, destacou que o ex-presidente pode pegar pena de “décadas de prisão” por “tentar se agarrar ao poder à força após perder a eleição de 2022”.

O El País, da Espanha, afirmou que o Brasil dá um “passo decisivo contra a impunidade” com a decisão do STF.

O La Nación, da Argentina, pontuou que a Corte formou maioria pela condenação de Bolsonaro pelo plano de golpe e chamou atenção para uma frase de Cármen Lúcia, na qual ela afirmou que “a lei deve ser aplicada igualmente para todos”.

A BBC, do Reino Unido, ressaltou que os juízes da Primeira Turma do STF concluíram que “embora o plano não tenha conseguido apoio militar suficiente para prosseguir, ele culminou na invasão de prédios do governo pelos apoiadores de Bolsonaro em 8 de janeiro de 2023”.

O Todo Notícias, da Argentina, repercutiu a decisão e reproduziu falas da ministra, que ressaltou que há um “acervo enorme” de provas para condenação dos réus.

A Al Jazeera, do Catar, abriu um feed com atualizações ao vivo do julgamento, noticiando tanto a condenação quanto os próximos passos e as reações.

O que acontece agora?

O ministro Cristiano Zanin continua proferindo seu voto, mas não há mais como reverter a condenação dos réus na Primeira Turma.

Haverá uma sessão nesta sexta-feira (12) para discussão dos tempos das penas para cada um dos condenados.

Brasil quer ampliar comércio com a Índia, também alvo do tarifaço de Trump

O Brasil e a Índia, parceiros históricos dos Estados Unidos que se tornaram alvos de Donald Trump nos últimos meses, buscam estreitar os laços comerciais.

O movimento do governo federal antecede o tarifaço de Trump, que atingiu os dois países com sobretaxas que, somadas, chegam a 75%.

Em julho, durante a visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, a Brasília, os países assinaram acordos nas áreas de segurança, energia e transformação digital.

O governo brasileiro avalia que a Índia, o país mais populoso do mundo e que passou por um processo de industrialização nas últimas duas décadas, ainda é pouco explorada pelos exportadores nacionais.

Além disso, a pauta exportadora do Brasil para Nova Délhi é pouco diversificada: óleos vegetais, açúcares e petróleo bruto representam mais de 60% do total enviado.

A ofensiva brasileira para ampliar o comércio com os indianos se dá em três frentes, segundo autoridades do governo.

Uma das estratégias surgiu após o tarifaço de Donald Trump. O presidente dos EUA decidiu sobretaxar produtos indianos com o argumento de que o país mantém forte dependência energética da Rússia, comprando petróleo e combustíveis russos.

O Brasil vê nesse cenário uma oportunidade. De acordo com estimativas do governo de 2024, cerca de 30% do petróleo importado pela Índia vem da Rússia, enquanto apenas 1% é brasileiro.

Ainda assim, o petróleo já é o segundo item mais exportado do Brasil para a Índia. Em caso de recuo nas compras indianas de petróleo russo, a expectativa é que o Brasil, ao lado de países do Oriente Médio, consiga ocupar parte desse mercado.

Outra frente segue a estratégia adotada pelo Ministério da Agricultura desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a abertura e diversificação de mercados.

Técnicos da pasta avaliam que há potencial de crescimento para produtos como óleos vegetais, algodão, feijões e pulses, etanol, genética bovina e frutas. Correndo por fora, estão carne de aves, pescado, café e suco de laranja.

O principal entrave, no entanto, são as elevadas tarifas aplicadas pela Índia. O país não incluiu quase nenhum produto do agronegócio no acordo de comércio preferencial que mantém com o Mercosul.

Esse é justamente o terceiro eixo das negociações: ampliar o alcance do acordo comercial vigente.

Hoje, apenas 14% das exportações brasileiras para a Índia estão cobertas pelo acordo. O tratado, de alcance limitado, abrange 450 categorias de produtos, num universo de cerca de 10 mil, e prevê reduções tarifárias modestas, entre 10% e 20%.

A meta do governo brasileiro é negociar a inclusão de novos produtos, especialmente do agronegócio, negociar reduções tarifárias e buscar a retirada de barreiras comerciais.

Com informações da CNN

URGENTE: Trump dá canetada explosiva e joga tarifaço de 50% nas costas do Brasil

Donald Trump assinou nesta quarta-feira (30) um decreto executivo que oficializa a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada anteriormente pela Casa Branca, foi justificada com base em uma “emergência nacional”, segundo o documento divulgado pelo governo dos Estados Unidos.

A decisão tem como base a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, de 1977, que permite ao presidente americano adotar ações radicais diante de ameaças externas. No texto, Trump aponta que o Brasil representa risco à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA.

Além disso, o republicano acusa o governo brasileiro de adotar condutas “incomuns e extraordinárias” que estariam prejudicando empresas americanas e restringindo a liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos.

Defesa de Bolsonaro é usada como argumento

Trump também inseriu no decreto a alegação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria sendo alvo de “perseguição, intimidação, assédio, censura e processo politicamente motivado” no Brasil. Segundo ele, esse cenário representa uma afronta aos direitos humanos e exige resposta contundente por parte dos Estados Unidos.

A Casa Branca afirma que a medida visa responsabilizar agentes estrangeiros por violações de direitos e proteger empresas americanas de supostos abusos praticados fora do país.

“O presidente Trump tem reafirmado consistentemente seu compromisso de defender a segurança nacional, salvaguardar a liberdade de expressão e proteger os interesses econômicos dos Estados Unidos”, diz trecho do documento divulgado.

O que muda

Com a taxação de 50% oficializada por Donald Trump, produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos ficarão significativamente mais caros, perdendo competitividade no mercado americano.

Itens como aço, alumínio, alimentos e outros bens manufaturados tendem a ser os mais afetados, já que representam parte expressiva da pauta de exportações do Brasil para os EUA. Na prática, empresas americanas podem optar por fornecedores de outros países com custos mais baixos.

Essa barreira comercial deve gerar impacto direto na balança comercial brasileira, com redução no volume de exportações para um dos principais parceiros econômicos do país.

O aumento das tarifas pode provocar desaceleração em setores industriais ligados à exportação, resultando em perda de receita, queda na produção e até demissões em cadeias produtivas específicas. Economistas alertam que o Brasil pode enfrentar dificuldades para compensar esse prejuízo em curto prazo.

Além do impacto econômico, a decisão agrava tensões diplomáticas entre os dois países. Ao citar perseguição política contra Jair Bolsonaro como uma das justificativas para o tarifaço, Trump insere um componente ideológico no cenário, o que pode comprometer futuras negociações comerciais e políticas.

O gesto também pressiona o governo brasileiro a se posicionar frente à escalada protecionista dos EUA.
www.bnewsnatal.com.br

Papa Francisco: velório aberto começa amanhã, funeral será no sábado

Nesta quarta-feira (23), o caixão com o corpo do papa Francisco será trasladado da capela da Casa de Santa Marta para a Basílica de São Pedro, onde fieis poderão despedir-se do pontífice. As informações foram divulgadas pelo Vaticano.

Em nota, a Santa Sé informou ainda os horários para visitação de fiéis à Basílica de São Pedro: na quarta-feira, das 11h à meia-noite; na quinta-feira (24), das 7h à meia-noite; e na sexta-feira (25), das 7h às 19h.

O funeral de Francisco foi agendado para o próximo sábado (26), a partir das 10h, na própria Basílica de São Pedro. De lá, o caixão contendo o corpo será levado para a Basílica de Santa Maria Maior, onde será sepultado, conforme pedido do pontífice.

A cerimônia, conhecida como Missa de Exéquias, marca o primeiro dia do Novendiali ou nove dias de luto e orações em honra ao papa. A celebração, no átrio da basílica, será presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício. Ao final, ocorrerão os ritos da Última Commendatio e da Valedictio — despedidas solenes que marcam o encerramento das exéquias.