Bancários da Caixa encerram greve no RN e agências retomam atendimento nesta quarta

 

Foto: Magnus Nascimento/TN

Os bancários da Caixa Econômica Federal no Rio Grande do Norte encerraram, na noite desta terça-feira (29), a greve iniciada em 10 de setembro. A decisão foi tomada em assembleia realizada após o julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Com o fim da paralisação, as agências da Caixa no Estado retomam normalmente o atendimento nesta quarta-feira (30), segundo o Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte (SEEB-RN).

A assembleia ocorreu após os trabalhadores acompanharem o julgamento na sede do sindicato, em Natal. Mais cedo, a categoria havia realizado um ato público em frente à Agência Potiguar, na Cidade Alta, como parte de uma mobilização nacional.

Segundo o coordenador-geral do SEEB-RN, Alexandre Cândido, o resultado do julgamento não contemplou integralmente as reivindicações dos empregados, mas levou a categoria a decidir pelo encerramento da paralisação. “Mesmo não sendo favorável ao todo aos bancários, mas já definia os passos para o fim da greve e nós aprovamos aquela proposta, mesmo não sendo uma proposta muito boa para os bancários”, afirmou.

Os bancários da Caixa estavam em greve após 20 dias. Antes do julgamento do mérito, o ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST, havia determinado que pelo menos 60% dos empregados permanecessem em atividade em cada agência, de forma presencial ou remota.

TST determina retorno ao trabalho

No julgamento desta terça, o TST decidiu que a greve dos empregados da Caixa não foi abusiva e determinou o retorno imediato dos trabalhadores ao serviço. Os dias de paralisação não serão descontados dos salários, mas deverão ser compensados no prazo de até 180 dias.

O Tribunal também fixou reajuste salarial correspondente a 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de 0,6%. A decisão terá validade de dois anos. O mesmo índice deverá ser aplicado ao auxílio-refeição/alimentação, auxílio-cesta alimentação, auxílio-creche, auxílio-babá e à indenização por assalto ou sinistro.

O acordo coletivo dos trabalhadores havia expirado em 31 de agosto. Sem consenso nas negociações entre o banco e os empregados, a Caixa ajuizou o dissídio coletivo para que o conflito fosse analisado pela Justiça do Trabalho. Segundo a representação dos trabalhadores, antes da greve foram realizadas 13 rodadas de negociação, além de mediação com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Saúde Caixa

Um dos principais pontos de impasse nas negociações foi o modelo de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos empregados. Os sindicatos defendiam a retirada do teto de 6,5% da folha de pagamento, o retorno à proporção de custeio de 70% pela empresa e 30% pelos empregados e reajuste zero. A Caixa, por sua vez, defendia alterações no plano sob o argumento de garantir sua sustentabilidade financeira.

No julgamento, o TST decidiu manter as regras previstas no acordo coletivo de 2024 a 2026, mas determinou a atualização dos valores do plano pelo INPC mais 0,6%, mesmo índice definido para os salários.

Também foi mantida a mensalidade do titular equivalente a 3,5% da remuneração, além das demais regras relativas às mensalidades de dependentes, teto de renda dos beneficiários indiretos, coparticipação em consultas de pronto-socorro e teto de coparticipação.

A decisão ainda incorporou cláusulas econômicas e sociais do acordo coletivo anterior relacionadas a temas como jornada de trabalho, horas extras, licença-paternidade e adoção, estabilidade, saúde do trabalhador, diversidade, teletrabalho, prevenção ao assédio, igualdade salarial, inclusão e negociação permanente.

Com informações da Agência Brasil

Bancários da Caixa no RN fazem ato de greve nesta terça durante julgamento de dissídio no TST

Foto: Divulgação/Bancários do RN

Os bancários da Caixa Econômica Federal no Rio Grande do Norte realizam um ato público nesta terça-feira (29), em Natal, durante o julgamento do dissídio coletivo da greve pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A mobilização está marcada para as 14h, em frente à Agência Potiguar, na Cidade Alta.

O ato é organizado pelo Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte (SEEB-RN) e integra uma mobilização nacional dos empregados da Caixa. Após a manifestação, os trabalhadores deverão acompanhar o julgamento no auditório do sindicato.

Os funcionários do banco estão em greve desde 10 de setembro. De acordo com o sindicato, a manifestação desta terça tem como objetivo reforçar as reivindicações da categoria durante a análise do conflito trabalhista pelo TST.

O julgamento está previsto para ocorrer na tarde desta terça. O dissídio coletivo de greve foi ajuizado pela Caixa após as negociações com os trabalhadores não resultarem em acordo. Na prática, o instrumento leva o conflito à Justiça do Trabalho para que o tribunal analise as questões submetidas pelas partes.

Os empregados são representados nacionalmente pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec). O acordo coletivo de trabalho da categoria expirou em 31 de agosto.

Segundo a Caixa, um dos principais pontos de divergência nas negociações envolve o novo modelo de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos empregados.

No sábado (26), os trabalhadores apresentaram contestação ao TST na qual defendem a legitimidade da greve e sustentam que o movimento não deve ser considerado abusivo. Também argumentam que a responsabilidade pelo impasse não pode ser atribuída aos empregados e que questões como o futuro do Saúde Caixa não devem ser definidas unilateralmente pelo banco.

De acordo com a representação dos trabalhadores, foram realizadas 13 rodadas de negociação, além de mediação com o Ministério Público do Trabalho (MPT), assembleias em todo o País e comunicação prévia sobre a paralisação à Caixa e à sociedade.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

TST determinou funcionamento mínimo de 60%

Antes do julgamento do mérito do dissídio, o ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST, determinou, em decisão do último dia 25, que seja mantido um mínimo de 60% dos empregados da Caixa em serviço por agência, de forma presencial ou remota. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 100 mil para a entidade sindical responsável.

A decisão atendeu parcialmente ao pedido da Caixa, que havia solicitado a manutenção de 80% dos trabalhadores em atividade. O banco argumentou que a paralisação poderia afetar serviços considerados essenciais, entre eles a compensação bancária e o pagamento de benefícios sociais.

O ministro, por outro lado, não acolheu o pedido da Caixa para proibir atividades dos grevistas que pudessem dificultar o acesso às agências. Na decisão, considerou que a legislação já determina que o movimento grevista seja realizado de maneira pacífica e apontou não haver, até então, indícios de desvios ou excessos na condução da greve.

Com informações da Agência Brasil

Bancários rejeitam proposta e anunciam nova medida sobre a greve; saiba o que foi decidido

 

Bancários rejeitam proposta e anunciam nova medida sobre a greve; saiba o que foi decidido
Foto: Reprodução/Bancariosdf

Os bancários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve por tempo indeterminado após rejeitarem a proposta apresentada pelo banco. A decisão foi tomada na segunda-feira (21) durante assembleia virtual organizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, na qual 59,3% dos trabalhadores votaram contra a oferta.

O sindicato e o banco ainda não conseguiram chegar a um acordo sobre o plano de saúde dos empregados, o Saúde Caixa. Com o resultado, a paralisação iniciada no último dia 10 segue ativa em todo o país.

Apesar da continuidade da greve, os serviços essenciais à população não sofrem alterações diretas. O pagamento de benefícios sociais gerenciado pela Caixa continua mantido sem atrasos, assim como o pagamento de contas e boletos segue normalmente. Os clientes podem continuar realizando suas transações e consultas por meio dos

aplicativos

Caixa TEM e App Caixa, além dos caixas eletrônicos da instituição.

Com informações do Metrópoles

VÍDEO: em greve, trabalhadores dos Correios no RN fazem ato em Natal por reajuste de salário

Foto: Magnus Nascimento/TN

Trabalhadores dos Correios do Rio Grande do Norte realizam, na manhã desta segunda-feira (14), um protesto para pressionar pelas negociações de reajuste salarial. A categoria alega que a proposta apresentada pela empresa contempla reajuste de 0,60% de Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e retirada do plano de saúde dos profissionais, os quais pedem, aumento de salário de 100% de INPC e manutenção do plano.

O ato desta manhã acontece no Centro de Distribuição (CDD) de Lagoa nova, na zona Sul de Natal. “Estamos na data-base do nosso Acordo Coletivo de Trabalho, mas chegou agosto e nenhuma proposta foi apresentada pela empresa que contemplasse nossa categoria. Ela não apresentou a inflação como reajuste e retirou-se enquanto mantenedora do nosso plano de saúde”, disse a presidente do Sindicato da Empresa de Correios e Telégrafos e Similares do RN (Sintect-RN), Esiêdla Andrade.

Na semana passada, os Correios pediram ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) que a greve seja considerada abusiva. A empresa informou, por meio de nota, que “a medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028”.

Foto: Magnus Nascimento/TN

A greve teve início às 22h da quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), o movimento paredista foi deflagrado após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo. A decisão das assembleias dos trabalhadores ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias. A Findect informou que segue acompanhando o movimento e que aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

Confira o vídeo abaixo!

Bancários encerram greve no Banco do Brasil, mas paralisação é mantida na Caixa no RN

 

Foto: Reprodução/Bancários RN

Os bancários do Banco do Brasil encerraram a greve no Rio Grande do Norte após aprovarem o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentado pela instituição. Já os trabalhadores da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta do banco e decidiram manter a paralisação. As decisões foram tomadas em assembleias realizadas nesta sexta-feira (11).

No Banco do Brasil, a aprovação do ACT ocorreu após o acordo também ser aprovado em importantes bases sindicais do país. Segundo o Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte (SEEB-RN), a entidade criticou o uso da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) como instrumento nas negociações.

Durante as tratativas, os trabalhadores foram informados de que aqueles que não assinassem o ACT não receberiam a antecipação da PLR, prevista para 16 de setembro, e teriam que aguardar o pagamento até fevereiro de 2027.

Greve continua na Caixa

Na Caixa Econômica Federal, os bancários rejeitaram por unanimidade a proposta apresentada e aprovaram a continuidade da greve.

Entre os principais pontos de discordância está a proposta para o Saúde Caixa, que prevê o aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil.

A medida também estabelece uma cobrança adicional de R$ 150 por consulta em pronto-socorro fora do limite anual de coparticipação. A proposta mantém ainda as mensalidades conforme a faixa etária e prevê aumento dos custos para dependentes.

Trabalhadores dos Correios começam greve em todo o país

Foto: Elza Fiuza.

Os trabalhadores dos Correios aprovaram greve por tempo indeterminado em todo o país, com início às 22h da última quinta-feira (10). A decisão foi tomada após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa durante as negociações da Campanha Salarial.

Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), todas as 35 assembleias realizadas aprovaram a greve em quase todos os estados. No Acre, a votação está prevista para esta sexta-feira (11).

A decisão pela greve ocorreu depois de rodadas de negociação entre representantes dos trabalhadores e dos Correios e de tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). As conversas terminaram sem acordo entre as partes.

O SBT News procurou os Correios para obter um posicionamento sobre a greve e aguarda retorno.

Reivindicações dos trabalhadores

Um dos principais pontos de divergência nas negociações é o plano de saúde dos trabalhadores dos Correios, aposentados e seus dependentes. De acordo com a FINDECT, a categoria é contrária à proposta da empresa de alterar sua condição de mantenedora do plano.

Os trabalhadores afirmam que a mudança pode afetar o custeio e a manutenção da assistência médica. O plano de saúde é apontado pela entidade como um dos principais direitos em disputa na Campanha Salarial. “A FINDECT entende que a categoria fez sua parte ao apostar no diálogo e participar de todo o processo de negociação. Ao manter uma posição que ameaça direitos e impede a construção de um acordo, a direção dos Correios assume a responsabilidade pelo conflito e empurra os trabalhadores para a greve”, afirmou.

A entidade informou que continuará acompanhando a paralisação e que os sindicatos permanecem à disposição para novas negociações.

www.pontanegranews.com.br

Bancários do RN rejeitam proposta da Fenaban e aprovam greve por tempo indeterminado

 

Foto: José Ademir

Os bancários do Rio Grande do Norte aprovaram, em assembleia realizada nesta terça-feira (1º), uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (8). A categoria rejeitou a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), considerada insuficiente pelos trabalhadores.

De acordo com o Sindicato dos Bancários do RN, a proposta prevê reajuste de 0,6%. Durante a assembleia, os trabalhadores avaliaram que o índice não atende às reivindicações da categoria diante dos resultados financeiros do setor bancário.

Após a decisão, Juvêncio Hemetério, representante do Sindicato dos Bancários do RN, comentou o resultado em vídeo publicado nas redes sociais e afirmou que a categoria decidiu pela mobilização para pressionar os bancos por uma proposta considerada mais favorável.

“ A decisão foi muito clara: rejeitar uma proposta insuficiente diante do lucro dos banqueiros”, afirmou Juvêncio Hemetério.

A paralisação está prevista para começar na terça-feira (8) e será por tempo indeterminado. Juvêncio também convocou outras entidades e grupos de oposição dos bancários a rejeitarem a proposta da Fenaban e organizarem novas assembleias.

Segundo o representante, além do reajuste considerado baixo, o acordo proposto teria validade de dois anos.

Durante o pronunciamento, Juvêncio Hemetério também citou problemas enfrentados pelos trabalhadores no ambiente profissional, como adoecimento e assédio.

“ A categoria está adoecida, está sendo assediada e é esse o caminho que a gente faz: é greve por tempo indeterminado para ir buscar nossos direitos e melhorar a qualidade de vida”, declarou.

Uma nova assembleia está marcada para esta sexta-feira (4), às 18h, na sede do Sindicato dos Bancários do RN. O encontro será destinado à preparação da greve.

A greve aprovada no RN tem como objetivo pressionar a Fenaban e os bancos a apresentarem uma nova proposta para as reivindicações da categoria.

Greve dos caminhoneiros no RN é suspensa temporariamente até domingo (31)

A greve dos caminhoneiros no Rio Grande do Norte foi suspensa, temporariamente, na última quarta-feira (27). A paralisação fica interrompida até o próximo domingo (31), enquanto a categoria aguarda resposta do setor empresarial sobre as reivindicações apresentadas nas negociações.
Em vídeo, publicado nas redes sociais, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Cargas do Estado do Rio Grande do Norte (Sintrocern), Edson Negrão, explicou que a suspensão não representa o fim do movimento grevista.
Segundo Edson, “a greve dos caminhoneiros não acabou, apenas fizemos essa suspensão, pelo menos até domingo”, disse.
A paralisação teve início na última segunda-feira (25), com um ato realizado na rodovia BR-101, no município de Parnamirim. Na ocasião, houve bloqueio parcial no sentido Parnamirim – Natal, o que provocou impacto no fluxo de veículos na região.
A categoria reivindica reajuste de 16%, enquanto os empresários haviam proposto inicialmente 4,11%. Durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), os trabalhadores aceitaram reduzir a proposta para 7%, mas as empresas solicitaram prazo de até 20 dias para analisar o percentual.
Durante a audiência realizada na última quinta-feira (21), presidida pela desembargadora Isaura Maria Barbalho Simonetti, o TRT-RN determinou que pelo menos 40% das atividades essenciais sejam mantidas durante a greve. 
O transporte de carga viva, medicamentos, insumos hospitalares e oxigênio deve ter circulação garantida.

Fim da escala 6×1 poderá custar até R$ 811 milhões aos municípios do RN

 

Foto: Signature/Getty Images

A redução da jornada de trabalho pode gerar impacto de até R$ 811 milhões para os municípios do Rio Grande do Norte, além da necessidade de contratar mais de 15 mil trabalhadores. É o que aponta um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CMN).

Em nível nacional, a CNM estima que as PECs podem gerar impacto superior a R$ 48 bilhões aos municípios brasileiros, com necessidade de contratação de até 770 mil servidores.

O maior impacto seria provocado pela PEC 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton, que propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas e substituir a escala 6×1 pelo modelo 4×3.

Segundo a CNM, a proposta exigiria reposição de 15.222 vagas no estado e teria efeito um ano após a promulgação.

Outras propostas em tramitação também apresentam impactos semelhantes. A PEC 148/2015, do senador Paulo Paim, prevê redução gradual para 36 horas semanais e teria custo estimado em R$ 779 milhões no RN.

Já a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes, também fixa jornada máxima de 36 horas e geraria impacto próximo de R$ 779 milhões.

Em contraste, o Projeto de Lei 1.838/2026, enviado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, teria efeito bem menor sobre as contas municipais. O texto reduz a jornada para 40 horas semanais e altera a escala para 5×2, com impacto estimado em apenas R$ 75 mil no RN.

A CNM destaca que as PECs têm impacto mais amplo porque alteram a Constituição e atingem também servidores públicos estatutários. Hoje, cerca de 60% dos servidores públicos do país estão nos municípios.

Segundo a entidade, a rigidez da estrutura administrativa local dificulta adaptações rápidas e pode elevar custos operacionais das prefeituras.

As propostas seguem em tramitação no Congresso Nacional. A PEC de Reginaldo Lopes, à qual foi anexado o texto de Erika Hilton, está em análise em comissão especial da Câmara. Já a proposta de Paulo Paim aguarda votação no plenário do Senado.

Impacto da redução da jornada de trabalho para os municípios potiguares

PEC 148/2015
Financeiro – R$ 779.279.374

Reposição contratual – 14.624

PEC 221/2019
Financeiro – R$ 779.221.738

Reposição contratual – 14.623

PEC 8/2025
Financeiro – R$ 811.141.813

Reposição contratual – 15.222

PL 1838/2026
Financeiro – R$ 75.171

Reposição contratual – 2

Fonte – CNM

Com informações da Tribuna do Norte

Médicos anunciam paralisação de atendimentos no RN por atraso de pagamentos desde 2025

Médicos que atuam na média e alta complexidade no Rio Grande do Norte comunicaram, por meio de ofício encaminhado nesta quarta-feira (22), que irão paralisar os atendimentos a pacientes do interior do estado a partir da próxima segunda-feira, 27 de abril.

De acordo com o documento, a decisão foi motivada pela falta de pagamento dos repasses de responsabilidade do Governo do Estado, que estariam em atraso desde setembro de 2025. A situação atinge cerca de 120 profissionais.

Com a paralisação, serão suspensos atendimentos e procedimentos realizados em importantes unidades de saúde, como o Hospital do Coração, a Liga Contra o Câncer, o Incor e o Hospital Varela Santiago.

O ofício foi encaminhado ao Ministério Público, à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e às diretorias das unidades hospitalares citadas.