Greve dos caminhoneiros no RN é suspensa temporariamente até domingo (31)

A greve dos caminhoneiros no Rio Grande do Norte foi suspensa, temporariamente, na última quarta-feira (27). A paralisação fica interrompida até o próximo domingo (31), enquanto a categoria aguarda resposta do setor empresarial sobre as reivindicações apresentadas nas negociações.
Em vídeo, publicado nas redes sociais, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Cargas do Estado do Rio Grande do Norte (Sintrocern), Edson Negrão, explicou que a suspensão não representa o fim do movimento grevista.
Segundo Edson, “a greve dos caminhoneiros não acabou, apenas fizemos essa suspensão, pelo menos até domingo”, disse.
A paralisação teve início na última segunda-feira (25), com um ato realizado na rodovia BR-101, no município de Parnamirim. Na ocasião, houve bloqueio parcial no sentido Parnamirim – Natal, o que provocou impacto no fluxo de veículos na região.
A categoria reivindica reajuste de 16%, enquanto os empresários haviam proposto inicialmente 4,11%. Durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), os trabalhadores aceitaram reduzir a proposta para 7%, mas as empresas solicitaram prazo de até 20 dias para analisar o percentual.
Durante a audiência realizada na última quinta-feira (21), presidida pela desembargadora Isaura Maria Barbalho Simonetti, o TRT-RN determinou que pelo menos 40% das atividades essenciais sejam mantidas durante a greve. 
O transporte de carga viva, medicamentos, insumos hospitalares e oxigênio deve ter circulação garantida.

Fim da escala 6×1 poderá custar até R$ 811 milhões aos municípios do RN

 

Foto: Signature/Getty Images

A redução da jornada de trabalho pode gerar impacto de até R$ 811 milhões para os municípios do Rio Grande do Norte, além da necessidade de contratar mais de 15 mil trabalhadores. É o que aponta um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CMN).

Em nível nacional, a CNM estima que as PECs podem gerar impacto superior a R$ 48 bilhões aos municípios brasileiros, com necessidade de contratação de até 770 mil servidores.

O maior impacto seria provocado pela PEC 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton, que propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas e substituir a escala 6×1 pelo modelo 4×3.

Segundo a CNM, a proposta exigiria reposição de 15.222 vagas no estado e teria efeito um ano após a promulgação.

Outras propostas em tramitação também apresentam impactos semelhantes. A PEC 148/2015, do senador Paulo Paim, prevê redução gradual para 36 horas semanais e teria custo estimado em R$ 779 milhões no RN.

Já a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes, também fixa jornada máxima de 36 horas e geraria impacto próximo de R$ 779 milhões.

Em contraste, o Projeto de Lei 1.838/2026, enviado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, teria efeito bem menor sobre as contas municipais. O texto reduz a jornada para 40 horas semanais e altera a escala para 5×2, com impacto estimado em apenas R$ 75 mil no RN.

A CNM destaca que as PECs têm impacto mais amplo porque alteram a Constituição e atingem também servidores públicos estatutários. Hoje, cerca de 60% dos servidores públicos do país estão nos municípios.

Segundo a entidade, a rigidez da estrutura administrativa local dificulta adaptações rápidas e pode elevar custos operacionais das prefeituras.

As propostas seguem em tramitação no Congresso Nacional. A PEC de Reginaldo Lopes, à qual foi anexado o texto de Erika Hilton, está em análise em comissão especial da Câmara. Já a proposta de Paulo Paim aguarda votação no plenário do Senado.

Impacto da redução da jornada de trabalho para os municípios potiguares

PEC 148/2015
Financeiro – R$ 779.279.374

Reposição contratual – 14.624

PEC 221/2019
Financeiro – R$ 779.221.738

Reposição contratual – 14.623

PEC 8/2025
Financeiro – R$ 811.141.813

Reposição contratual – 15.222

PL 1838/2026
Financeiro – R$ 75.171

Reposição contratual – 2

Fonte – CNM

Com informações da Tribuna do Norte

Médicos anunciam paralisação de atendimentos no RN por atraso de pagamentos desde 2025

Médicos que atuam na média e alta complexidade no Rio Grande do Norte comunicaram, por meio de ofício encaminhado nesta quarta-feira (22), que irão paralisar os atendimentos a pacientes do interior do estado a partir da próxima segunda-feira, 27 de abril.

De acordo com o documento, a decisão foi motivada pela falta de pagamento dos repasses de responsabilidade do Governo do Estado, que estariam em atraso desde setembro de 2025. A situação atinge cerca de 120 profissionais.

Com a paralisação, serão suspensos atendimentos e procedimentos realizados em importantes unidades de saúde, como o Hospital do Coração, a Liga Contra o Câncer, o Incor e o Hospital Varela Santiago.

O ofício foi encaminhado ao Ministério Público, à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e às diretorias das unidades hospitalares citadas.