Juiz dos EUA determina prisão de Raúl Castro, ex-ditador de Cuba

Raúl Castro Foto: EFE/Ernesto Mastrascusa / POOL Raúl Castro Foto: EFE/Ernesto Mastrascusa / POOL

Um juiz de Miami, nos Estados Unidos, assinou uma ordem de prisão contra o ex-ditador cubano Raúl Castro ao considerar que existem indícios suficientes para acusá-lo de conspirar com espiões para cometer assassinato em primeiro grau pela derrubada em 1996 de dois aviões da organização humanitária Hermanos al Rescate, segundo informou o jornal Miami Herald.

De acordo com o jornal americano, a ordem judicial, assinada na última sexta-feira (16), deriva de uma investigação das autoridades da Flórida sobre o papel de Castro no ataque ocorrido em 24 de fevereiro de 1996, no qual morreram quatro pessoas: três cidadãos americanos e um residente legal permanente nos Estados Unidos.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, prevê conceder nesta segunda (19) uma coletiva de imprensa em Miami para informar sobre a ordem de prisão estadual. De acordo com a investigação, espiões cubanos que operavam na Flórida compilaram informações sobre os voos da organização e transmitiram dados que teriam facilitado a derrubada das aeronaves por parte de militares cubanos.

A Hermanos al Rescate, uma organização com sede em Miami, dedicava-se a buscar e auxiliar cubanos que tentavam fugir da ilha pelo mar. Os dois aviões civis foram abatidos por caças cubanos sobre águas internacionais, segundo as denúncias judiciais.

Castro, que na época era ministro das Forças Armadas Revolucionárias, também foi acusado formalmente no último mês de maio pela Justiça federal americana por sua suposta participação nos fatos, incluindo acusações de assassinato e conspiração para matar cidadãos americanos. A ordem estadual constitui um novo passo no caso, que a Flórida reabriu em março, três décadas após o ataque.

O caso ocorre em um momento de crescente pressão da administração do presidente americano, Donald Trump, sobre o regime cubano, com novas medidas contra figuras vinculadas ao regime e um endurecimento das sanções que coincide com a profunda crise econômica enfrentada pela ilha.

Com informações de EFE

Padre morre durante transmissão ao vivo após ser atingido por cruz no Equador

 

O padre foi identificado como Patricio Alfredo Sánchez Molina. A estrutura, que estava atras do altar, despencou sobre a sua cabeça e causou a comoção imediata dos fiéis que acompanhavam a celebração. Eles tentaram socorrer a padre, mas ele não resistiu. A Arquidiocese de Guayaquil confirmou a morte do sacerdote e emitiu uma nota, manifestando pesar.

“Informamos que nosso querido Pe. Patricio Alfredo Sánchez Molinari, que exercia a função de pároco da igreja Perpétuo Socorro, na Vigararia Centro, partiu para a Casa do Pai para desfrutar de sua presença e de sua glória. Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno”, diz uma mensagem publicada em um perfil nas redes sociais da arquidiocese.

Patricio Alfredo Sánchez Molina integrava a Congregação do Santíssimo Redentor, conhecida como redentoristas. Até a publicação desta matéria, não uma explicação oficial para a queda do objeto sagrado.

Com informações do g1

Conheça a incrível história do ex-chefe da espionagem alemã preso por… espionar

 

Conheça a incrível história do ex-chefe da espionagem alemã preso por… espionar
Nada acima de qualquer suspeita: August Hanning pode ser julgado por traição aos 80 anos (Sean Gallup/Getty Images)

Os elementos envolvidos são tão absurdos que pareceriam sem credibilidade até numa obra de ficção daquelas bem exageradas. Envolvem o ex-chefe do serviço de espionagem da Alemanha, a herdeira de uma rede de restaurantes e o ex-marido dela, engalfinhados numa briga pela guarda dos dois filhos menores do casal, e ex-agentes do Mossad contratados para sequestrar as crianças e entregá-las à mãe. Voltando ao primeiro personagem, August Hanning: na revista policial em sua casa, por envolvimento em favor da mãe das crianças, Christina Block, a polícia encontrou indícios de que ele passava informações sigilosas a agentes estrangeiros.

Principais suspeitos de serem os receptores: Azerbaijão e Israel. As autoridades alemãs são notoriamente fechadas a divulgar detalhes sobre casos ainda em investigação, ainda mais envolvendo um nome como Hanning, um respeitabilíssimo homem de 80 anos que pode ser acusado de traição.

Hanning chefiou o serviço de inteligência alemão, o BND, entre 1998 e 2005. Depois de se aposentar e se dar mal num negócio de investimentos, abriu um serviço de assessoria destinado, justamente, a fazer avaliações de inteligência. Tudo legítimo, não fosse pelo detalhe de que seu chefe de gabinete havia continuado na ativa e passava informações sigilosas do BND.

O total chegaria a quase dois mil documentos, inclusive de agências estrangeiras amigas, como a espionagem americana e britânica. O caso despertou vários sentimentos de suspeita, remetendo à época da Guerra Fria, quando a Alemanha Oriental operava infiltrações profundas na rival do lado ocidental. Confiar na Alemanha Ocidental era considerado arriscado e até desaconselhado por causa dos furos de segurança.

DISPOSITIVO DE EMERGÊNCIA

A realidade desse mundo é que todo mundo espiona todo mundo, inclusive os aliados. Os desdobramentos mais espantosos são por causa do envolvimento de Hanning com Christina Block. A herdeira milionária da rede de restaurantes especializados em carne com filiais em quatro países está sendo julgada por sequestro dos próprios filhos.

O pai das crianças, baseado na Dinamarca, não devolveu os filhos depois de um período de férias com eles, alegando maus-tratos por parte da mãe. A justiça da Dinamarca tomou uma decisão em favor do pai, depois de ouvir as crianças.

Na véspera do Ano Novo de 2024, cinco homens mascarados em duas vans chegaram à casa do pai, dominaram-no, fizeram a travessia da fronteira até a Alemanha com as crianças amordaçadas, viajaram 800 quilômetros e entregaram os filhos à mãe. Os homens trabalhavam para uma agência israelense que vende cibersegurança e aparentemente umas coisinhas mais. Detalhe: uma das crianças tinha um dispositivo de emergência e toda a saga foi acompanhada pela polícia dinamarquesa. Autoridades alemãs devolveram as crianças ao pai. Hoje elas vivem como num programa de proteção a testemunhas, com novos nomes e endereço sigiloso.

August Hanning é acusado de ter organizado a operação clandestina, com base em seus bons contatos em Israel. Chegou a ser citado o nome de Danny Yatom, ex-diretor do Mossad, como um dos envolvidos.

Uma mãe desesperada para reaver seus filhos, um pai disposto a não entregá-los, com o respaldo da lei, e um ex-chefe da espionagem alemã que supostamente ativa seus contatos israelenses e acaba exposto por passar informações sigilosas a outro país. Como os casos estão na Justiça, outros fatos ainda vão aflorar. Mas o trailer do filme já é suficiente para deixar o público de queixo caído. Quem foi que disse que a vida é muito certinha e sem emoções na Alemanha?

Com informações de Veja

EUA assumem possuir armas posicionadas em órbita; entenda

 

Imagem espacial da Terra vista do ponto de vista de um satélite, registrada durante um eclipse. Foto: Nasa

 

Em uma conferência militar nesta segunda-feira (14), os Estados Unidos admitiram pela primeira vez que possuem armas de controle espacial posicionadas em órbita. Segundo o secretário da Força Áerea, Troy Meink, os equipamentos são capazes de defender o país contra “adversários hostis”.

“Os Estados Unidos agora têm, em órbita, armas de controle espacial capazes de defender as forças conjuntas contra adversários hostis”, disse ele durante discurso.

O secretário, porém, não especificou o quais ou quantos são os equipamentos, e como eles funcionam. Porém, o jornal Washington Post ouviu um funcionário do governo americano, o qual afirmou que as armas são capazes de, por exemplo, destruir um satélite inimigo caso ela seja utilizado para atingir um satélite ou tropas estadunidenses.

Sobre suas funcionalidades, A Força Espacial dos EUA destacou em comunicado que as armas podem ser usadas tanto em situações ofensivas quanto defensivas. A nota defende ainda que o país pode consolidar a disputa e o controle espacial por meios “cinéticos e não cinéticos” para afetar recursos de adversários.

Ex-prefeita é condenada por abuso sexual de adolescente amigo dos filhos

Misty Roberts, que renunciou ao cargo de prefeita de DeRidder (Louisiana, EUA) em meio a um escândalo sexual foi sentenciada na terça-feira (9/6) a 90 dias de prisão por ter abusado sexualmente de um amigo dos filhos numa festa regada a álcool em 2024.

“O perigo nem sempre se parece com perigo. O perigo nem sempre se parece com um homem com doces, um cachorrinho em uma van ou estranhos dos quais alertamos nossos filhos para se protegerem”, afirmou a mãe da vítima a Misty durante a audiência. “Essa predadora usa apliques de cabelo, salto alto, Botox e outras intervenções estéticas”, emendou ela.

Misty, de 43 anos e mãe de dois filhos, disse que cumprirá a pena em vez de pagar a fiança de US$ 150 mil (R$ 775 mil) determinada pelo juiz. A sentença de 90 dias foi considerada uma vitória pela defesa, já que a ex-prefeita poderia ter sido condenada até 17 anos de prisão (10 anos por conjunção carnal com um menor e mais sete por conduta indecente), conforme pediu a Promotoria.

A idade de consentimento sexual na Louisiana é 17 anos.

Durante o julgamento, foi revelado ainda que Misty tomou a pílula do dia seguinte após o abuso.

Após a notícia do crime sexual se espalhar pela pequena DeRidder, que tem 9.800 moradores, a mãe da vítima enviou uma mensagem de texto para a então prefeita para se certificar de que ela não estava grávida. Em resposta, Misty escreveu que usava anticoncepcional, de acordo com o promotor do caso, citado pela emissora KPLC. A compra do medicamento foi feito pelo aplicativo DoorDash. Um entregador confirmou à Justiça ter deixado a pílula do dia seguinte na porta da casa de Misty.

A ex-prefeita se desculpou durante a audiência de leitura da sentença:

“Vou me culpar pelo resto da vida. Tenho a família perfeita, filhos lindos, mas em algum momento me coloquei acima de todos os outros. Fiz muitas promessas a muitas pessoas para colocar DeRidder no mapa. Mas não consegui fazer isso do jeito que eu queria.”

Além dos 90 dias de detenção, Misty será obrigada a se submeter a terapia e a testes regulares de drogas e álcool.

Fonte: Blog do João Marcolino

Começa a valer hoje lei dos EUA que trata PCC e Comando Vermelho como terroristas

Entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão oficial do governo dos Estados Unidos que classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO).

A medida, assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, acende um alerta vermelho no mercado financeiro brasileiro por prever punições severas a empresas e bancos que movimentem recursos ligados aos criminosos.

Na prática, a nova lei torna crime federal o fornecimento de qualquer “apoio material” às facções e obriga as instituições financeiras a congelar ativos e reportar fundos suspeitos imediatamente ao Tesouro Norte-Americano.

O cerco atinge em cheio o compliance de bancos nacionais com exposição internacional.

Especialistas alertam que transações em dólar podem sofrer travas e que bancos estrangeiros correm o risco de cortar linhas de crédito do Brasil por medo de sanções de Washington.

A ofensiva cumpre a promessa do governo Donald Trump de “eliminar” as duas facções, cuja atuação já foi identificada pelas autoridades em pelo menos 12 estados americanos.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, auxiliares do presidente Lula (PT) admitem que a medida não tem recuo, mas expressam forte preocupação de que a classificação abra brecha para intervenções unilaterais ou pressões dos EUA em solo brasileiro sob o pretexto de combate ao terrorismo.

Espionagem no Sertão: EUA acusam China de montar base secreta na Paraíba para vigiar rivais globais

Espionagem no Sertão: EUA acusam China de montar base secreta na Paraíba para vigiar rivais globais!
FOTO: REPRODUÇÃO DAS REDES SOCIAIS

Parlamentares dos Estados Unidos divulgaram nesta semana um relatório no qual expressam preocupação com a presença de infraestrutura espacial ligada à China na América Latina. O documento afirma que parte desses projetos pode ter aplicações de interesse militar e cita ao menos duas iniciativas instaladas no Brasil.

A análise foi elaborada pela Comissão Seleta da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobre Competição Estratégica entre os Estados Unidos e o Partido Comunista Chinês, criada em 2023 para avaliar os impactos da crescente influência de Pequim em setores considerados estratégicos por Washington. Segundo os parlamentares, a cooperação tecnológica firmada com países latino-americanos na área espacial não se limitaria a projetos científicos, podendo integrar uma rede com potencial de uso duplo — civil e militar — capaz de ampliar a capacidade chinesa de monitoramento e coleta de informações estratégicas na região.

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URGENTE: Ex-príncipe Andrew é preso por suspeita de conduta imprópria, diz BBC

A imprensa britânica noticiou que o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles 3º, foi preso nesta quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta em cargo público devido aos seus vínculos com Jeffrey Epstein. Se confirmada a prisão, será o maior desdobramento até hoje do caso Epstein envolvendo uma figura pública.

A informação foi divulgada pela emissora BBC e pelo jornal The Guardian. O Palácio de Buckingham ainda não se pronunciou. A polícia britânica confirmou que prendeu um homem com cerca de 60 anos, mas disse que não divulgaria sua identidade devido a diretrizes da corporação.

A prisão ocorre no mesmo dia do seu aniversário de 66 anos.

A imprensa britânica havia noticiado que carros de polícia sem identificação e cerca de oito agentes à paisana foram até a casa de campo em Sandringham, a propriedade do rei em Norfolk, no leste da Inglaterra. Andrew se mudou para o local no início deste mês, após deixar sua mansão na propriedade da família real em Windsor.

A mudança ocorreu após novas revelações sobre seus vínculos com Epstein nos arquivos mais recentes divulgados pelo governo dos Estados Unidos.

O filho da rainha Elizabeth 2ª foi destituído de todos os títulos reais no ano passado, devido aos laços com o financista, em um escândalo que lançou uma sombra sobre a família real britânica.

A polícia britânica disse no início deste mês que estavam analisando novas denúncias de que Andrew teria repassado documentos confidenciais do governo a Epstein, de acordo com os novos documentos publicados pelo Departamento de Estado dos EUA.

Em fotos incluídas no mais recente lote de arquivos, o ex-duque de York também aparece ajoelhado sobre uma mulher deitada no chão. Nas imagens divulgadas, o membro da família real é visto de joelhos e com as mãos no chão sobre uma mulher não identificada, totalmente vestida, deitada no chão. Em duas delas ele parece estar tocando na barriga dela. Outra imagem o mostra olhando diretamente para a câmera.

O Departamento de Justiça dos EUA também publicou emails separados que sugerem que Epstein convidou Andrew para jantar com uma mulher russa de 26 anos. As mensagens foram trocadas em agosto de 2010, dois anos depois de Epstein se declarar culpado de aliciar uma menor de idade.

O monarca sempre negou qualquer irregularidade e afirma não ter tido conhecimento dos crimes de Epstein.

Após liberação dos materiais, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que o ex-príncipe deveria testemunhar perante um comitê do Congresso dos EUA para explicar tudo o que sabe sobre Epstein —reforçando o pedido que legisladores americanos haviam refeito a Andrew em novembro.

A relação do monarca com o bilionário americano foi primeiramente denunciada por Virginia Giuffre, que acusou o então príncipe de tê-la abusado sexualmente e contratado serviços da rede de exploração sexual do americano.

Ela entrou com um processo judicial contra Andrew em um tribunal de Nova York em 2021. Giuffre o acusou de ter cometido abuso sexual em três ocasiões, quando ela tinha 17 anos. Os episódios teriam ocorrido com a ajuda de Epstein.

Andrew chegou a pagar milhões a Giuffre em 2022 para encerrar a ação judicial. O ex-príncipe afirma que nunca a conheceu e nega as acusações —apesar disso, uma foto que circulou amplamente na imprensa mostra os dois juntos ao lado de Maxwell. Giuffre se suicidou em abril do ano passado, aos 41 anos.

Epstein se suicidou em uma prisão nos Estados Unidos em 2019 quando aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Sua companheira de longa data, Ghislaine Maxwell, foi posteriormente condenada pela Justiça dos EUA em cinco acusações, por recrutar jovens e ajudar o investidor a abusar delas.

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Charlie Kirk, influenciador de direita e aliado de Trump, morre após sofrer ataque a tiro

O influenciador político conservador Charlie Kirk,  aliado próximo do presidente Donald Trump, que foi atingido por um disparo no pescoço nesta quarta-feira (09) durante uma palestra em uma universidade nos EUA, teve a morte confirmada.

O ataque aconteceu por volta das 12h10 (horário local), em um evento ao ar livre da turnê “American Comeback” .

Vídeos gravados no local mostram Kirk sendo questionado sobre temas como violência e política. Durante sua resposta, um único disparo ecoou e ele foi atingido no pescoço, sangrando rapidamente e desabando. A plateia entrou em pânico, com os presentes correndo em direção à saída.

Apesar de ter sido levado ao hospital, Kirk não resistiu aos ferimentos e morreu aos  31 anos.

Trump morreu? Saiba o que aconteceu

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi visto neste sábado (30) deixando a Casa Branca em direção ao seu campo particular de golfe, na Virgínia, após uma onda de fake news nas redes sociais afirmar que ele teria morrido.

De acordo com o Google Trends, buscas relacionadas ao nome de Trump, incluindo a pergunta “Donald Trump morreu?”, cresceram 1000% nas últimas 11 horas, tanto no Brasil quanto nos EUA. O assunto também esteve entre os mais comentados no X (antigo Twitter).
Apesar do frenesi, o líder americano foi acompanhado de perto pelo pool de repórteres da Casa Branca. Ele usava calça preta, camisa polo branca e um boné vermelho com a sigla “MAGA” — slogan de sua campanha, Make America Great Again. Trump estava acompanhado dos netos Kai e Spencer.
Nas redes sociais, jornalistas próximos ao ex-presidente também desmentiram os rumores. Reagan Reese, do site conservador The Daily Caller, afirmou ter entrevistado Trump pessoalmente na sexta-feira (29). “Estive com o presidente ontem à tarde. Conversamos por uma hora. Ele estava animado e falante. Foi uma ótima entrevista”, escreveu.
Embora tenha ficado alguns dias sem compromissos públicos, Trump manteve atividade intensa online. Na sexta-feira, criticou uma decisão de um Tribunal de Apelações que considerou ilegal parte do aumento de tarifas imposto durante seu governo.
“TODAS AS TARIFAS AINDA ESTÃO EM VIGOR! (…) Os Estados Unidos vencerão no final”, publicou o presidente na Truth Social.

BIDEN CONDENA ESTUPROS COMETIDOS PELOS TERRORISTAS DO HAMAS

Foto: President – Biden/@POTUS/Twitter/Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, condenou veementemente a violência sexual cometida pelos terroristas do Hamas durante um evento de arrecadação de fundos para sua campanha em Boston nesta terça-feira (5).

Biden disse que as vítimas dos ataques do Hamas, incluindo mulheres e meninas, sofreram “dor e sofrimento inimagináveis”. Ele também acusou o Hamas de ser o único responsável pela retomada das hostilidades na Faixa de Gaza.

O presidente americano disse que o mundo não pode “simplesmente olhar para o outro lado” diante da violência sexual cometida pelo Hamas. Ele também pediu a libertação de civis que ainda estão sob custódia do grupo terrorista.

Fonte: www.diariodobrasilnoticias.com.br

Assessor de Netanyahu diz que terroristas do Hamas vão sentir a ‘fúria’ de Israel esta noite

Foguetes lançados por Israel iluminam o céu de Gaza
Foguetes lançados por Israel iluminam o céu de Gaza Said Khatib/AFP – 27.10.2023

Documentos mostram como juíza ajudou George W. Bush a vencer eleições em 2000

Então presidente dos EUA, George W. Bush, faz pronunciamento em porta-aviões em 2003 REUTERS/Larry Downing

A juíza Sandra Day O’Connor forneceu a estrutura inicial que orientou o resultado da disputa sobre a eleição presidencial de 2000 e garantiu que George W. Bush venceria Al Gore na Casa Branca, segundo documentos da Suprema Corte divulgados na terça-feira (2).

Os memorandos encontrados nos arquivos recém-abertos do falecido juiz John Paul Stevens oferecem uma visão inédita das negociações nos bastidores de Bush vs. Gore no tribunal. Eles também demonstram a tensão entre os nove ministros chamados para decidir uma eleição presidencial em um prazo curto.

Os documentos abertos na Biblioteca do Congresso ajudam a revelar como a agora aposentada O’Connor, a primeira mulher no tribunal superior e uma juíza dedica à política desde seus primeiros dias na legislatura do Arizona, fez parceria com o juiz Anthony Kennedy, efetivamente eliminando um argumento avançado pelo então chefe do tribunal, William Rehnquist.

A mão forte de O’Connor, que estava no centro ideológico da corte nessa época, não é totalmente surpreendente. O’Connor também era conhecida por tentar sair antes das deliberações, e seu memorando de quatro páginas circulou entre os colegas antes mesmo dos argumentos orais. Sua mudança pode ter garantido que ela e Kennedy tivessem a maior influência na opinião final “per curiam” que falava por uma maioria de cinco juízes.

Essa decisão final de 5 a 4 sobre Bush vs. Gore interrompeu as recontagens do condado para os eleitores presidenciais decisivos da Flórida e deu ao então governador do Texas, George W. Bush, a vitória sobre o então vice-presidente Al Gore.

Os cinco juízes conservadores (O’Connor, Kennedy, Rehnquist, Antonin Scalia e Clarence Thomas) ficaram do lado de Bush. Os quatro juízes liberais (Stevens, David Souter, Ruth Bader Ginsburg e Stephen Breyer) alinharam-se com Gore e discordaram furiosamente.

As opiniões do tribunal refletiram as profundas divisões no condado após uma eleição que por semanas permaneceu muito apertada e ainda assombra as disputas presidenciais. A decisão perdurou como uma das maiores ameaças à imparcialidade e estatura institucional do tribunal, talvez eclipsada apenas recentemente pela decisão do tribunal por 5 a 4 em junho passado, revertendo quase meio século de direitos ao aborto.

As opiniões de O’Connor, expressas em um memorando de 10 de dezembro de 2000, foram endossadas pelo colega conservador e centrista Kennedy quando ele assumiu a liderança na redação da opinião não assinada “per curiam” emitida na noite de 12 de dezembro, mostram os documentos.

As opiniões compartilhadas de O’Connor e Kennedy acabaram forçando Rehnquist a abandonar seu esforço de redigir a opinião principal com uma visão que ultrapassa os limites dos princípios eleitorais federais – opiniões que surgiriam durante a tentativa de Donald Trump de derrubar a eleição presidencial de 2020.

Mesmo que o resultado do caso tenha agradado – e perturbado alternadamente – uma nação dividida, questões permaneceram sobre a elaboração do parecer não assinado de 12 de dezembro, que foi emitido após 36 dias de incerteza eleitoral na Flórida, mas apenas um dia depois que os juízes realizaram alegações orais em Washington.

Os resultados da Flórida foram muito próximos no final do dia da eleição, 7 de novembro. E ficou claro que, com outros estados quase igualmente divididos entre os candidatos, o vencedor final dos 25 votos do colégio eleitoral da Flórida se tornaria presidente.

Em meio à recontagens de votos em vários condados contestados, o secretário de estado da Flórida certificou uma margem de 537 votos em 26 de novembro para Bush, de 6 milhões de votos expressos. Bush se esforçou para interromper as recontagens enquanto Gore continuava a desafiar as contagens do estado.

Quando a Suprema Corte decidiu, em 12 de dezembro, encerrou a contagem, declarando que os padrões de recontagem da Flórida variavam muito amplamente para serem justos e para atender à garantia de igual proteção da lei.

Al Gore ex-vice-presidente dos EUA, disputou as eleições de 2000 contra George W. Bush / Reprodução Reuters

O’Connor lançou as bases para esse resultado em seu memorando de 10 de dezembro a todos os seus colegas, ao condenar uma decisão da Suprema Corte do estado da Flórida ordenando recontagens seletivas de “votos aquém” em certos condados.

Ela começou destacando a autoridade legislativa estadual para definir as regras para a nomeação dos eleitores presidenciais estaduais, mas rapidamente se concentrou nas falhas, conforme ela as percebia, das recontagens em andamento ordenadas pelo tribunal estadual.

“A Suprema Corte da Flórida não forneceu nenhum método uniforme em todo o estado para identificar e separar os subvotos”, escreveu O’Connor, referindo-se aos casos em que as máquinas falharam em detectar um voto para presidente.

“Portanto, não havia garantia de que aquelas cédulas consideradas subvotadas não tivessem sido tabuladas anteriormente. Mais importante, o tribunal falhou em fornecer qualquer padrão mais específico do que o padrão de ‘intenção do eleitor’ para conduzir essa recontagem de subvotos em todo o estado. Portanto, cada município individual foi deixado para elaborar seus próprios padrões”.

O sistema acionado pela Suprema Corte da Flórida “em nada se assemelha ao esquema estatutário criado pela legislatura da Flórida” para a nomeação de eleitores, disse a juíza que já serviu como líder da maioria no Senado do estado do Arizona, a primeira mulher em todo o país a ocupar o posto mais alto em um senado estadual.

No dia seguinte, Kennedy escreveu ao presidente do tribunal: “O memorando de Sandra apresenta uma abordagem muito sólida” e disse que queria desenvolvê-lo. Ele sugeriu que apontaria como as diferentes práticas de recontagem violavam a garantia de proteção igualitária.

Rehnquist no poder legislativo estadual independente

A correspondência nos arquivos de Stevens sugere que Rehnquist pensou que poderia trabalhar com Kennedy na opinião principal do tribunal e pressionar a própria teoria do chefe do poder legislativo estadual completo e independente.

Rehnquist escreveu em um memorando de 11 de dezembro que ele e Kennedy estavam “trabalhando em uma opinião composta”. Rehnquist esperava enviar uma cópia naquela noite.

No dia seguinte, no entanto, Kennedy havia se separado totalmente da visão de Rehnquist de autoridade legislativa estadual completa sobre as eleições presidenciais sem verificação por juízes estaduais interpretando a constituição do estado.

Como resultado, Rehnquist escreveu ao grupo, seu próprio “esboço atual não pode ser rotulado com precisão” como a opinião do tribunal. Rehnquist disse que voltaria a circular seus pontos de vista, indo além da posição de O’Connor-Kennedy, como uma opinião concordante separada.

Prédio da Suprema Corte dos EUA, em Washington / 17/05/2021 REUTERS/Evelyn Hockstein

A visão de Rehnquist, apoiada apenas por Scalia e Thomas, teria dado novo poder às legislaturas estaduais para controlar as batalhas eleitorais presidenciais.

De acordo com essa teoria da “legislatura estadual independente” – que foi revivida pelos apoiadores de Trump em 2020 e está no centro de uma disputa pendente na Carolina do Norte – os tribunais estaduais não têm autoridade para determinar que as práticas eleitorais de uma legislatura estadual violam a constituição do estado.

Kennedy havia prenunciado sua relutância em aceitar essa teoria durante os argumentos orais de Bush v. Gore. “Parece-me essencial para a teoria republicana de governo que as constituições dos Estados Unidos e dos estados sejam a carta fundamental, e dizer que a legislatura do estado está desamarrada de sua própria constituição e não pode usar sua tribuna […] Parece-me uma decisão que tem graves implicações para nossa teoria republicana de governo”.

O’Connor, quebrando da mesma forma com a visão de Rehnquist, escreveu a Kennedy uma nota em 12 de dezembro dizendo que ela se juntaria à opinião “per curiam” dele.

Corrida para cumprir prazos

Outros juízes, enquanto isso, estavam imersos em suas opiniões separadas.

Os arquivos de Stevens contêm rascunhos iniciais de sua opinião dissidente que se encerram com a frase mordaz: “Embora nunca possamos saber com total certeza a identidade do vencedor da eleição presidencial deste ano, a identidade do perdedor é perfeitamente clara”, escreveu ele. “É a confiança da Nação no juiz como um guardião imparcial do estado de direito”.

Souter, Ginsburg e Breyer também começaram a escrever dissidências separadas. Com o passar das horas, eles queriam terminar até o final do dia 12 de dezembro, que era o prazo para estabelecer os eleitores presidenciais de cada estado.

A maioria argumentou que não restava tempo para padronizar as regras de recontagem para atender às restrições constitucionais para proteção igualitária da lei.

Sua decisão “per curiam” concluiu que o processo de recontagem da Flórida era “inconsistente com os procedimentos mínimos necessários para proteger o direito fundamental de cada eleitor na instância especial de recontagem em todo o estado”. A maioria também declarou: “Nossa consideração se limita às atuais circunstâncias, pois o problema da igualdade de proteção nos processos eleitorais geralmente apresenta muitas complexidades”.

Rehnquist enviou uma nota em um ponto no grande dia da decisão que reconheceu: “o prazo previamente acordado de uma hora desta tarde para a liberação das opiniões é irreal. Sugiro que nos esforcemos muito para ter tudo pronto para a unidade de Pubs até as quatro horas desta tarde, o mais tardar.

Eleitores da Geórgia votam em eleições nos EUA / 08/11/2022 REUTERS/Cheney Orr

Mais tarde naquele dia, Rehnquist tentou novamente: “David [Souter] avisa que está preparando uma dissidência, que ele acha que poderá circular até as 17h. Acho que devemos adiar o prazo mais uma vez, mas desta vez com a certeza absoluta de que todas as opiniões neste caso estejam prontas para ir para a Unidade de Publicações até as 18h”.

“A Unidade de Pubs provavelmente levará pelo menos uma hora para prepará-lo, o que significa que pode ser liberado às 19h. Peço a todos que mantenham os esforços que todos temos feito, porque não estou disposto a adiar o prazo, a menos que haja algum tipo de falha mecânica”, diz ainda.

A decisão foi divulgada por volta das 22h. Al Gore concedeu no dia seguinte.

Documentos revelam a amargura imediata entre ministros da justiça

“Voltando para casa depois de um longo dia”, escreveu Scalia aos colegas juízes quando tudo terminou em 12 de dezembro, “não posso deixar de observar que aqueles de meus colegas que protestavam tão vigorosamente que o julgamento da Corte hoje causará danos irreparáveis, não pouparam esforços – em uma verdadeira nevasca de dissidências separadas – para ajudar nesse resultado”.

“Até o ponto da nota de rodapé 4 na oferta de Ruth (eu a chamo de nota de rodapé de Al Sharpton), alegando com base em reportagens da imprensa ‘obstáculos para votar desproporcionalmente encontrados por eleitores negros’”, continuou.

Bem conhecido por seus pontos de vista dissidentes implacáveis, Scalia acrescentou: “Sou a última pessoa a reclamar que os dissidentes não devem ser completos e contundentes (embora fosse bom tê-los um pouco consolidados). Mas antes de discordar vigorosamente (ou, pensando bem, em qualquer outro momento), nunca exortei a maioria dos meus colegas a alterar sua visão honesta do caso por causa do potencial ‘dano ao Tribunal’. Eu apenas pensei que observaria a incongruência. Boa noite”. Ele assinou: “Atenciosamente, Nino”.

Em suas opiniões, os dissidentes liberais enfatizaram o custo para o tribunal como instituição e, nas palavras de Breyer, “danos” ao país.

Da mesma forma, Kennedy escreveu a colegas naquele mesmo dia: “Não costumo responder a opiniões divergentes e não o farei pelo “per curiam” neste caso. Aproveito a ocasião neste memorando, no entanto, para dizer que o tom das dissidências é perturbador tanto no nível institucional quanto no pessoal”.

“Eu agonizei sobre isso e fiz o meu melhor julgamento. Alguns dos dissidentes, de fato, concordam com o ponto de proteção igualitária, mas se esforçam ao máximo para esconder esse acordo. Os dissidentes, permitam-me dizer, na verdade tentam coagir a maioria destruindo a própria Corte, tornando assim suas terríveis, e eu acho injustificadas, previsões uma profecia autorrealizável”, escreveu.

A repercussão pública

Muitos dos juízes relutaram mesmo com tempo para discutir o caso, embora Scalia declarasse regularmente aos críticos: “Supere isso!”.

O’Connor parecia mais castigado, expressando algum pesar ao longo dos anos em que o tribunal havia assumido a disputa. A nomeada em 1981 pelo presidente Ronald Reagan deixou o cargo em janeiro de 2006, quando se aposentou para cuidar de seu marido, que lutava contra a doença de Alzheimer. Em 2018, ela revelou que ela mesma havia sido diagnosticada com a doença. Ela completou 93 anos em março e mora no Arizona.

Em 2013, ela disse a membros do conselho editorial do Chicago Tribune que não tinha certeza se o tribunal deveria ter intervindo.

“Ele pegou o caso e decidiu em um momento em que ainda era uma grande questão eleitoral”, disse O’Connor ao Tribune. “Talvez o tribunal devesse ter dito: ‘Não vamos aceitar, adeus’”.

Ela acrescentou, de acordo com o relato do jornal: “Obviamente, o tribunal chegou a uma decisão e achou que tinha que chegar a uma decisão. Acontece que as autoridades eleitorais da Flórida não fizeram um bom trabalho lá e meio que bagunçaram tudo. E provavelmente a Suprema Corte aumentou o problema no final do dia”.

Por CNN Brasil

Dinamarca e Holanda prometem entregar 14 tanques Leopard à Ucrânia


Dinamarca e a Holanda devem entregar 14 tanques Leopard 2 à Ucrânia no início de 2024
FRIEDEMANN VOGEL/AFP – 1º/02/2023

A Dinamarca e a Holanda devem entregar 14 tanques Leopard 2 à Ucrânia, anunciou o Ministério da Defesa dinamarquês nesta quinta-feira (20). “A Holanda e a Dinamarca anunciam hoje sua intenção de comprar, reformar e fornecer à Ucrânia 14 tanques Leopard 2A4 após nossa colaboração bem-sucedida com a Alemanha para a entrega de pelo menos 100 tanques Leopard 1A5”, diz um comunicado do ministério.

Estes tanques serão entregues a partir do “início de 2024” e o custo total estimado de 165 milhões de euros (R$ 908,2 milhões) será dividido igualmente entre os dois países, acrescenta a nota.

“A Ucrânia pede tanques ocidentais ocidentais para conter a agressão russa. Desde o início da invasão, a Dinamarca tem apoiado a luta da Ucrânia pela liberdade, e continuamos a fazê-lo”, disse o ministro dinamarquês Troels Lund Poulsen, segundo o comunicado.

Em uma declaração separada, a ministra da Defesa holandesa, Kajsa Ollongren, disse que “a segurança ucraniana e europeia estão inextricavelmente ligadas”. Já a possibilidade de a Coreia do Sul enviar ajuda militar à Ucrânia depende das ações russas e um ataque em larga escala contra civis pode fazer pender a balança, disse a presidência sul-coreana nesta quinta-feira.

A política da Coreia do Sul é não vender armas a países envolvidos em conflitos ativos, por isso não entregou armas diretamente a Kiev. No entanto, a Coreia do Sul apoiou as sanções internacionais contra Moscou e enviou ajuda humanitária à Ucrânia. O gabinete do presidente Yoon Suk Yeol disse nesta quinta-feira que “a Coreia do Sul não pode permanecer inerte se houver assassinatos que a comunidade internacional leva a sério”.

“O que acontece depende da Rússia”, disse uma autoridade presidencial a repórteres, sob condição de anonimato.

Conheça o Leopard 2, tanque amplamente desejado pela Ucrânia

O Leopard 2 combina potencial de fogo, mobilidade e proteção. Desenhado pelo fabricante alemão Krauss-Maffei, foi produzido em série desde o fim dos anos 1970 para substituir os tanques norte-americanos M48 Patton e, depois, os Leopard 1. Até hoje, 3.500 exemplares saíram das cadeias de produção Patrik Stollarz/AFP – 20/5/2019

 

Fonte: www.noticias.r7.com

 

Em boas-vindas a Lula, presidente de Portugal diz que paz no mundo pressupõe retirada da Rússia da Ucrânia

Foto: Ricardo Stuckert/PR – Lula, presidente do Brasil, e Marcelo Rabelo, presidente de Portugal

O presidente de Portugal, Marcelo Rabelo, em discurso de boas-vindas ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que a paz no mundo pressupõe retirada das forças armadas da Rússia da Ucrânia. “Paz para ser duradoura e justa, nos termos da resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas votada em fevereiro por Brasil e Portugal, pressupõe a disponibilidade da federação russa de retirada imediata das forças armadas”, disse Rabelo, em entrevista coletiva a jornalistas ao lado de Lula.

A declaração de Rabelo ocorre na esteira de falas do presidente Lula que colocou em situação de igualdade a Rússia e a Ucrânia, o que desagradou a países da União Europeia e aos Estados Unidos.

Rabelo citou uma eventual adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e defendeu soberania de Estado “Para aceitação de paz complementados na defesa dos princípios de direitos internacionais como soberania de Estado e integridade do território invadido”, afirmou o presidente português ao mencionar casos em que Brasil e Portugal podem desempenhar parcerias multilaterais.

Rabelo se dispôs também a ajudar o Brasil a retirar brasileiros que estão no Sudão em meio aos conflitos que ocorrem no país. “O presidente sabe melhor que eu quando Portugal ou União Europeia pode desenvolver papel de ajuda em relação a esses irmãos brasileiros”, disse.

O presidente português mencionou a cimeira luso-brasileira, na qual serão assinados pelo menos 13 acordos de cooperação entre os países. “Teremos cimeira para tratar dos nossos povos e dos irmãos brasileiros, para construir o futuro na inovação científica, na energia, na economia, no plano civil e militar multilateral e bilateral”, defendeu Rabelo.

Rabelo resgatou elogios anteriores feitos ao presidente Lula, destacando que é um dos “líderes” do seu tempo e citando em generosidade. “Sejam bem-vindos a esta pátria que tanto deve aos irmãos brasileiros”, disse ao cumprimentar Lula e a primeira-dama Janja.

Fonte: www.estadao.com.br