Cai para 38% aprovação do governo entre quem recebeu auxílio emergencial

Pesquisa PoderData divulgada nesta 5ª feira (4.mar.2021) mostra que a aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro entre os que receberam auxílio emergencial caiu 11 pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado 15 dias antes. Passou de 51% para 38%. A taxa ficou próxima à aprovação da média nacional (40%).

A queda da avaliação positiva da administração federal entre o grupo que recebeu o benefício cai no momento em que o governo confirma a volta dos pagamentos e o Congresso discute a PEC (proposta de emenda à Constituição) emergencial, para viabilizar um limite de 44 bilhões para ser gasto com o auxílio. O Senado já aprovou o texto em 2º turno nesta 5ª feira (4.mar) em 2º turno, que agora será analisado pela Câmara.

Na 2ª feira (1º.mar), o presidente Jair Bolsonaro reafirmou que a nova rodada do programa deve ser de 4 parcelas de R$ 250. “Está quase tudo certo”, disse.

Enquanto os pagamentos não voltam, a desaprovação do governo Bolsonaro registra alta entre quem recebeu o auxílio. Foi de 43% a 51% em 15 dias.

Os resultados da pesquisa estão dentro da margem de erro em relação ao registrado há 1 mês, quando acabaram os pagamentos.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 1º a 3 de março, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 509 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

Entre os que não receberam ajuda federal durante a pandemia, a aprovação do governo Bolsonaro passou de 32% para 38% em 15 dias. A taxa de desaprovação foi de 62% a 54% em duas semanas –queda de 8 pontos percentuais.

AUXÍLIO X BOLSONARO

Entre os beneficiários do auxílio emergencial, 29% avaliam o trabalho do presidente Jair Bolsonaro como “ótimo” ou “bom”. E 46% o rejeitam.

BENEFICIÁRIOS

A pesquisa PoderData mostra ainda que 61% dos brasileiros afirmam que receberam ou que alguém de sua família foi contemplado com o auxílio emergencial de R$ 600 ou R$ 300. São 37% os brasileiros que não tiveram acesso ao benefício. As taxas variaram dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais desde o fim do benefício.

O auxílio emergencial foi criado para mitigar os efeitos da crise econômica causada pela pandemia da covid-19. Com o isolamento social, milhões de brasileiros ficaram sem trabalhar. Os mais pobres foram os mais atingidos.

A intenção inicial do governo era fazer 3 pagamentos de R$ 200 cada 1 –durante a tramitação no Congresso, o valor subiu para R$ 600. Com a continuidade da pandemia no país, o benefício foi prorrogado com mais duas parcelas no mesmo valor.

Em 3 de setembro, por meio de medida provisória, o governo estendeu novamente o auxílio: mais 4 parcelas de R$ 300. O valor começou a ser pago em 18 de setembro a beneficiários do Bolsa Família e em 30 de setembro aos demais.

Em novembro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que haveria prorrogação do auxílio emergencial caso ocorresse uma 2ª onda de covid-19 no Brasil. O benefício no entanto, não foi estendido.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, de abril de 2020 a janeiro de 2021 foram liberados R$ 294 bilhões a 68 milhões de pessoas.

PODERDATA

Leia mais sobre a pesquisa PoderData:

O conteúdo do PoderData pode ser lido nas redes sociais, onde são compartilhados os infográficos e as notícias. Siga os perfis da divisão de pesquisas do Poder360 no Twitter, no Facebook, no Instagram e no LinkedIn.

PESQUISAS MAIS FREQUENTES

PoderData é a única empresa de pesquisas no Brasil que vai a campo a cada 15 dias. Tem coletado um minucioso acervo de dados sobre como o brasileiro está reagindo à pandemia de coronavírus.

Num ambiente em que a política vive em tempo real por causa da força da internet e das redes sociais, a conjuntura muda com muita velocidade. No passado, na era analógica, já era recomendado fazer pesquisas com frequência para analisar a aprovação ou desaprovação de algum governo. Agora, no século 21, passou a ser vital a repetição regular de estudos de opinião.

Poder 360.

Após recomendação do MPF, Natal inicia vacinação de indígenas contra a Covid-19

Após uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF), a Prefeitura de Natal vai dar início à vacinação contra a Covid-19 dos indígenas que vivem na capital potiguar nesta sexta-feira (5). Ao todo, serão imunizados cerca de 170 indígenas de 57 famílias que vivem no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal.

Segundo a prefeitura de Natal, os indígenas são da etnia Mendonça. Não há, a princípio, doses suficientes para todos e serão utilizadas as 80 doses da vacina Oxford/AstraZeneca que foram destinadas a esse público.

Os indígenas fazem parte dos grupos prioritários de vacinação no Plano de Imunização Nacional, do Ministério da Saúde, pela população ser considerada de alta vulnerabilidade social.

A vacinação dos indígenas no estado começou há cerca de uma semana nos municípios. No dia 24 de fevereiro, o Governo do RN recebeu doses destinadas especificamente a esse grupo e as encaminhou inicialmente a oito cidades.

No dia 2 de março, então, o MPF recomendou à Secretaria Municipal de Saúde de Natal que iniciasse imediatamente a vacinação dos povos indígenas que vivem na capital potiguar, incluindo 28 venezuelanos da etnia Warao. Foi concedido o prazo de 48 horas para retratação da SMS Natal e adoção de providências.

No documento, os procuradores da República Camões Boaventura e Victor Mariz frisaram que “não cabe aos governos federais, estaduais ou municipais deixar de reconhecer a identidade dos povos indígenas”.

Diante da recomendação, a prefeitura decidiu contemplar os indígenas nesta fase inicial de vacinação. “A SMS Natal vai seguir o Plano Nacional de Imunização e vacinar os idosos indígenas. Com a chegada de novas doses, o restante do grupo será vacinado”, disse o secretário de Saúde de Natal, George Antunes.

Nesta primeira etapa, oito municípios foram contemplados com 2.920 vacinas de Oxford/AstraZeneca para indígenas: Goianinha, Baía Formosa, Assu, Apodi, João Câmara, Jardim de Angicos, Macaíba e Natal.

A Comissão Técnica Local da Fundação Nacional do Índio em Natal (CTL-FUNAI-Natal) aponta a existência de 1.662 famílias indígenas autodeclaradas e assistidas pelo órgão indigenista no Rio Grande do Norte. Em Natal, residem 76 delas.

G1 rn

 

Cuba começa última fase de testes para duas vacinas contra covid-19

Cuba anunciou que vai começar em março a 3ª e última fase de testes para as vacinas Soberana 02 e Abdala, imunizantes desenvolvidos no país. A informação foi divulgada em reunião de especialistas e cientistas com o presidente Miguel Díaz-Canel, na 3ª feira (2.mar.2021).

De acordo com comunicado do governo cubano, a Soberana 02 será testada em 44.000 pessoas de 8 municípios da província de Havana. A vacina foi desenvolvida no país no Instituto Finlay. Segundo Vicente Vérez Bencomo, diretor-geral do instituto, foi observada “grande efetividade da vacina e resposta neutralizante no vírus”.

A vacina Abdala foi produzida no Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba, e está na reta final da fase 2 dos ensaios clínicos, conduzidos na província de Santiago de Cuba. Ainda em março a previsão é de começar a 3ª etapa dos testes em 42.000 pessoas dos municípios de Santiago de Cuba e Guantánamo.

Dados como eficácia das vacinas e quantidades de doses deverão ser divulgados depois dos estudos da fase 3.

Cuba tem 4 vacinas desenvolvidas do país: Soberana 01 e 02, Abdala e Mambisa.

Olga Lidia Jacobo Casanueva, diretora do Centro para Controle Estatal de Medicamentos, Equipes e Dispositivos Médicos de Cuba disse que há um constante acompanhamento das autoridades no processo de testagem das vacinas. “Todos os passos foram dados cumprindo as regulações estabelecidas, tanto nacionais como internacionais, e com o rigor científico”.

O presidente de Cuba, Díaz-Canel afirmou ver com alento o avanço na produção de vacinas, em meio a um novo surto de coronavírus no país. “Estamos chegando ao momento em que podemos fazer uma vacinação em massa da população com segurança”, declarou.

A previsão de especialistas do país é de que os contágios continuem em alta no mês de março. Na 2ª quinzena de fevereiro foram diagnosticados 12.222 casos de covid-19 na ilha.

nota do Ministério da Saúde cubano aponta que haviam 4.575 pessoas pacientes ativos com coronavírus até o final de 4ª feira (3.mar). Desde o começo da pandemia, Cuba soma 53.308 casos confirmados de covid-19. Foram feitos mais de 2,4 milhões de testes. O país tem 333 mortos pela doença.

Poder 360.

Para tentar reduzir aglomerações nos ônibus, STTU diz que vai aumentar em 30% viagens nos horários de pico em Natal

Anúncio foi feito pela pasta nesta quinta-feira (4). Oferta de ônibus deverá aumentar entre às 6h e 7h e entre 17h e 18h, com mudanças de horários e linha atuais, mas sem aumento de frota.

A Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal anunciou nesta quinta-feira (4) que vai aumentar o número de viagens realizadas nos horários de pico para tentar reduzir as aglomerações de passageiros nos horários de pico, durante a pandemia da Covid-19. Com o aumento de casos da doença e superlotação dos leitos no estado, passageiros passaram a temer ainda mais a contaminação nos ônibus lotados.

Segundo a STTU, o município vai fazer a “reformulação imediata” de 30% das ordens de serviço em operação, determinando acréscimo de 30% no número de viagens nos horários de pico, entre 6h e 7h e 17h e 18h. O aumento, no entanto, não envolve mais ônibus e trabalhadores na frota – as viagens serão remanejadas de outros horários de baixa demanda.

  • N-73 – Santarém/Ponta Negra
  • S-50 Serrambi/Santa Catarina
  • N-08 Redinha/Mirassol via Rodoviária
  • N-29 Nova Natal/Nova Descoberta
  • N-60 Pajuçara/Mirassol
  • N-64 Nova Natal/Petrópolis
  • N-43 Nova Natal/Midway via Alecrim
  • N-07 Alvorada IV/Cidade Jardim
  • N-77 Parque dos Coqueiro/Mirassol
  • N-79 Parque das Dunas/Mirassol
  • N-84 Soledade/Petrópolis
  • N-35 Soledade/Candelária via avenida Prudente de Morais
  • N-02 Gramoré/Midway
  • N-15 Pajuçara/Petrópolis
  • N-75 Parque das Dunas/Alecrim

De acordo com Nilton Filho, diretor de planejamento da STTU, a mudança sem o incremento da frota e motoristas acontece para não aumentar os custos de operação. Somente a mão de obra representaria cerca de 40% dos custos operacionais.

Ainda de acordo com Nilton, a pasta fez uma pesquisa de campo para verificar os horários de maior lotação nos ônibus e comparou com o número de viagens em cada horário. Para a reformulação, também foi levada em consideração a jornada de trabalho dos operadores (motoristas).

“O sistema de transporte é um fator, mas não é o responsável pelo que está acontecendo no Brasil”, defendeu o secretário de mobilidade urbana, Paulo César Medeiros.

Antes da pandemia, a STTU afirma que o sistema de transporte público da capital transportava uma média de 330 mil passageiros por dia.

Nas primeiras medidas de isolamento social, a média caiu para 60 mil usuários por dia, ficou em cerca de 80 mil entre março de junho de 2020, subiu para 180 mil em dezembro. Atualmente, está em 144 mil, ainda de acordo com a pasta.

G1 rn.

RN tem maior número de pacientes internados com Covid-19 desde o início da pandemia

Redes pública e privada tinham 871 pessoas internadas com coronavírus, nesta quarta-feira (3), segundo boletim diário da Sesap.

Com 871 pessoas internadas por Covid-19, o Rio Grande do Norte registrou o maior número internações pela doença, desde o início da pandemia, nesta quarta-feira (3). O boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado aponta 464 pessoas em leitos de UTI e semi-intensivos e 407 em leitos clínicos. Os dados são das redes pública e privada.

Em 25 de fevereiro, estado alcançou um recorde de 741 pacientes internados em leitos clínicos, UTIs e semi-intensivos – mas o número já vinha sendo superado nos últimos dias, com mais de 800 internados. Ao longo de todo o ano de 2020, o maior número de pessoas internadas havia sido registrado em 28 de junho, quando o estado chegou a ter 692 pessoas em leitos de todos os tipos.

O aumento de casos no Rio Grande do Norte provocou uma pressão por leitos de Covid-19. Na manhã desta quinta-feira (4), apesar de contar com 299 leitos críticos na rede pública, o estado registrava uma taxa de ocupação de leitos acima de 93% e ainda contava 50 pacientes na fila de espera por apenas 18 leitos disponíveis.

Também manhã desta quinta-feira (4), a Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, informou que trabalha 20% acima de sua capacidade de atendimento.

“Todos os leitos das enfermarias, Unidades de Terapia Intensiva e destinados à covid-19 estão ocupados, de modo que, temporariamente, não há condições de atendimento à novas pacientes”, informou a unidade, por meio de nota. “A enfermaria de alto risco atualmente com 17 leitos, encontra-se com 50% acima de sua capacidade. Por isso, é recomendável que as grávidas, portadora de Covid-19, sejam encaminhadas para outras maternidades, já que estamos com 100% dos leitos destinados à Covid-19, ocupados”, acrescentou.

Diante do quadro, o governo tenta abrir novos leitos, mas o secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia, considera que não adianta abrir novos leitos se o número de casos também continuar aumentando. Em entrevista ao Bom Dia RN, ele afirmou que o estado deverá anunciar novas medidas de restrição para tentar conter o avanço das contaminações e internações.

“Vivemos um momento trágico, um momento triste, onde estamos vendo cada dia mais o sistema de saúde superlotado, saturado, em muitas regiões, em muitos estados do país, e aqui não seria diferente. Estamos abrindo leitos, mas essa abertura de leitos tem um limite humano, de profissionais, e ainda de insumos, de equipamentos”.

No podcast O Assunto, o jornalista potiguar Matheus Magalhães relatou o caso do próprio pai, que precisou de um leito de UTI em Natal, mas só conseguiu atendimento em um hospital militar de Recife.

G1 rn

Mourão fala em “modo contínuo de vacinação” em breve e prevê novo pico da Covid-19 em 10 dias

Hamilton Mourão disse há pouco, ao chegar ao Palácio do Planalto, acreditar que o Brasil vai entrar em breve em o que chamou de “modo contínuo de vacinação” contra a Covid-19.

Para dizer que “estamos avançando”, o vice-presidente da República optou por comparar o percentual de vacinados no Brasil com o percentual de imunizados no mundo.

“A vacina, lógico, é a solução, estamos avançando. Vale lembrar o seguinte: dados de ontem eram de que 3,5% da população mundial tinham sido vacinadas até o momento. Nós estamos com 3,7%. Então, estamos dentro da média do mundo.”

Em seguida, ele reconheceu que ainda “é pouco”.

“É óbvio que para um país do tamanho das dimensões ente população e território é pouco, mas a perspectiva é que vamos ter uma continuidade na chegada de insumos e fabricação e posteriormente, com a tecnologia aqui, que é o acordo da AstraZeneca, a Fiocruz fabricando. Nós vamos entrar num modo contínuo de vacinação.”

Sobre o aumento do número de mortes, Mourão afirmou ser “lamentável”. Ele previu um novo pico da doença nos próximos 10 dias.

“É lamentável isso. Nós temos uma situação complicada, fruto duma sequência de eventos. Entrou o verão, férias de verão, apesar da turma não ter tido atividades extras no ano passado. Aí, período de festas, Natal e Ano Novo, pessoal se reúne. Carnaval, apesar de não ter tido, muita coisa acontecendo, muita festa ocorrendo aí nas cidades. Lamentavelmente, a gente tem essa notícia aí. Eu acredito que nos próximos 10 dias vamos viver um pico e depois vai arrefecer.”

O antagonista.

Emissão de dióxido de carbono volta a subir, alerta Julia Fonteles

O consenso científico é claro: as emissões de dióxido de carbono devem diminuir pela metade até 2030 para que possamos evitar os piores desastres associados à mudança climática. Graças às medidas de confinamento que começaram na China e se espalharam pelo mundo em resposta à pandemia, 2020 foi o primeiro ano a registrar uma queda de 5,8% nos níveis de emissão de CO2 de março à setembro.

O relatório da agência internacional de energia (IEA), divulgado em fevereiro de 2021, porém, mostra uma recuperação nos níveis de CO2 a partir de dezembro de 2020, enfraquecendo a ideia de que a baixa das emissões era parte de uma tendência a longo prazo. Segundo especialistas, a volta das emissões é reflexo da estrutura da economia mundial, que ainda se encontra dependente de atividades movidas a combustíveis fósseis. Fatih Birol, diretora0-executiva da IEA, afirma que a rápida retomada nos níveis de gases poluidores mostra que medidas para acelerar a transição energética mundial não estão sendo suficientes, principalmente em países emergentes.

Vale ressaltar que o Brasil, a Índia e a China demonstraram uma recuperação maior e mais rápida dos níveis de emissões do que os Estados Unidos e a União Europeia. As potências mundiais conseguiram manter os baixos níveis de CO2 por mais tempo. A retomada da economia emergente após o período de confinamento foi mais expressiva nos setores de indústrias e transportes, característicos pela dependência do petróleo e carvão.

Já em países desenvolvidos com economias fortes nos setores de comércio e serviços, a boa infraestrutura para acomodar home offices e uma reserva fiscal para arcar com os custos sociais e auxílios emergência atenuaram as emissões, mantendo níveis mais estáveis e abaixo da média de 2019. Embora as emissões dos Estados Unidos e da União Europeia tenham subido no final do ano passado, com a retomada da economia, ainda se encontram abaixo dos níveis da média, o que é um bom sinal.

Mesmo que singelo, o aumento da parcela de energia renovável mundial de 27% para 29% deve ser comemorado. Segundo a IEA, os níveis de emissão do setor elétrico em países desenvolvidos foi o que mais se manteve estável, mostrando que a distribuição das renováveis está apresentando resultados. Fruto dos incentivos fiscais e da legislação que promovem o investimento em energia limpa, a maior parcela de energia renovável no setor elétrico mostra que é possível utilizá-la para suprir a demanda essencial de hospitais, indústrias e residências.

Em antecipação da Conferência das Partes (COP26) em Glasgow, neste ano, a comunidade internacional planeja se encontrar para renovar seus compromissos climáticos e buscar avançar as metas do acordo de Paris. A interseção dos setores da saúde e energia limpa deve ocupar uma parcela importante nas discussões dos eventos, assim como o crescimento econômico limpo.

Com Joe Biden na Casa Branca e o avanço do Green New Deal Europeu, países emergentes vão ser cobrados a assumir compromissos sérios e planos a longo prazo para recuperar suas economias de maneira sustentável e verde. Na reunião da semana passada com John Kerry, representante dos assuntos do clima norte-americano, o pedido do ministro Ricardo Salles para criação de um novo fundo Amazônia é uma estratégia ultrapassada e será condicionado a outros compromissos ambientais. Cada vez mais isolado da economia mundial, o governo brasileiro patina ao insistir no negacionismo e na falta de planejamento ambiental e sustentável.

Poder 360.

Alemanha vai investigar partido de direita para se proteger de extremismo

 Foto: Sebastian Kahnert/dpa-Zentralbild/dpa +++(c) dpa – Bildfunk+++

A agência de inteligência da Alemanha colocou nessa 4ª feira (3.mar.2021) o partido AfD (Alternativa para a Alemanha), principal legenda de oposição, sob vigilância. É a 1ª vez na história pós-guerra que o país toma uma decisão radical para se proteger do extremismo.

A decisão permitirá que a agência investigue telefones e outras comunicações e monitore os movimentos de membros do partido. O AfD está no Parlamento e ainda é presente em todos os níveis da política em quase todas as partes da Alemanha.

Esse é um dos maiores esforços para lidar com a ascensão de movimentos políticos de extrema-direita e neonazistas dentro das democracias ocidentais, que estão tentando restringir ou mesmo processar legalmente essas atividades para impedir o ataque dos fundamentos das instituições democráticas.

A agência de inteligência alemã, conhecida como Ação Federal para a Proteção da Constituição, é uma das estruturas pós-guerra que o país desenvolveu para se proteger contra a ascensão de forças políticas semelhantes ao nazismo.

Sabemos pela história alemã que o extremismo de extrema-direita não apenas destruiu vidas humanas, destruiu a democracia. O extremismo de extrema-direita e o terrorismo de extrema-direita são atualmente o maior perigo para a democracia na Alemanha”, diz um comunicado da agência.

O AfD conquistou 13% dos votos na eleição legislativa de 2017, 2 anos depois que a premiê alemã, Angela Merkel, recebeu mais de 1 milhão de refugiados no país.

Membros da AfD viajam rotineiramente para a Rússia, onde são recebidos pelo ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.

Eles também demonstram a predileção pelos Estados Unidos de Donald Trump. Comemoraram a eleição do norte-americano em 2016 e, em 2019, o líder da AfD, Jörg Meuthen, se encontrou com Stephen Bannon, ex-assessor e principal conselheiro da campanha presidencial de Trump.

Mais recentemente, vários membros da AfD expressaram simpatia pela invasão do Capitólio dos EUA em 6 de janeiro.

Trump está lutando a mesma luta política – você tem que chamá-la de guerra cultural – como nós, na Alternativa para a Alemanha, estamos na Alemanha em oposição”, escreveu Martin Renner, um deputado da AfD, no Facebook. A postagem foi excluída desde então.

Em casa, os líderes da AfD acusam os imigrantes muçulmanos de serem criminosos e atacam a imprensa.

Durante a pandemia do coronavírus, funcionários da AfD participaram de manifestações muitas vezes violentas. No ano passado, manifestantes tentaram forçar sua entrada no prédio do Parlamento.

Cada vez mais preocupada com as posições do partido, a agência de inteligência doméstica passou 2 anos examinando os discursos e postagens nas redes sociais de funcionários da AfD em busca de evidências de extremismo.

O relatório concluiu que a posição do partido violou princípios fundamentais da democracia liberal, especialmente o artigo 1º da Constituição alemã, que afirma que a dignidade humana é inatacável, disseram as autoridades.

Há 1 ano, a agência de inteligência classificou a ala mais radical do AfD associada a Björn Höck uma marca de fogo de extrema-direita do partido, e sua organização juvenil como extremista. Havia 32.080 pessoas suspeitas de extremismo de extrema-direita. Esse número incluía 8.600 membros da AfD que pertencem à ala radical de Höcke e à ala jovem do partido. Agora, outros 24.000 membros da AfD serão adicionados.

Membros da AfD responderam com indignação na 4ª feira (3.mar.2021), prometendo tomar medidas legais e insinuando que a mudança teve motivação política.

Você sabe que está morando na Alemanha quando uma semana e meia antes de duas eleições estaduais importantes e alguns meses antes da eleição nacional, o serviço secreto doméstico declara o maior partido de oposição suspeito”, disse o deputado Jürgen Braun.

Poder 360.

Indonésia libera importação de vacinas por empresas para acelerar campanha

 Sérgio Lima/Poder360 24.02.2020

A Indonésia aprovou nesta 4ª feira (3.mar.2021) um novo esquema de vacinação que permitirá que empresas privadas paguem para imunizar, por conta própria, seus funcionários contra a covid-19. O objetivo é evitar a longa espera pela vacinação pública.

O país pretende vacinar 181,5 milhões de seus 270 milhões de habitantes até o final de 2021. Mas desde que a campanha começou, em 13 de janeiro, apenas 1 milhão de pessoas receberam as duas doses da vacina, de acordo com o Our World in Data, que monitora a vacinação no mundo. Cerca de 2,7 milhões receberam apenas uma dose.

De acordo com a porta-voz do Ministério da Saúde, Dra Nadia Wikeko, 7.000 pessoas já se inscreveram no novo programa.

“A razão pela qual estamos fazendo isso é para acelerar a imunidade do rebanho na Indonésia…(O programa) não deixará as pessoas pobres para trás porque as vacinas do setor privado serão originadas de ‘Gotong Royong “ ( Cooperação Mútua, o novo banco de vacinas), afirmou Wikeko à Al Jazeera.

O Gotong Royong será administrado pela Bio Farma, a única fabricante de vacinas da Indonésia.

O custo dessas vacinas será desembolsado por empresas privadas que farão pedidos. É uma parte adicional da solução”, ressaltou Wikeko.

Bambang Heriyanto, porta-voz da Bio Farma, disse que não ficou claro quando as vacinas seriam importadas para a Indonésia, mas as conversas continuavam com a Moderna e a Sinopharm.

Ahmad Utomo, consultor biológico molecular em Jacarta especializado no diagnóstico de infecções pulmonares, disse que as empresas não devem imunizar seus funcionários, mas doar vacinas aos grupos de risco.

“Se o setor privado quiser ajudar, eles devem importar vacinas e dá-las aos profissionais de saúde e idosos que estão claramente mais em risco do que qualquer outro. Ou eles poderiam dá-los aos pais de seus funcionários porque a maioria dos jovens trabalhadores na Indonésia vivem com seus pais e têm uma taxa de mortalidade COVID-19 muito menor. Mas esta é uma decisão política, não científica”, afirmou.

Dicky Budiman, epidemiologista que ajudou a formular a resposta estratégica da Indonésia às pandemias por 20 anos, diz que há altos riscos de envolver o setor privado em grandes planos de vacinação.

“Uma vacina é um bem público. Não deve ter nenhum valor econômico porque as leis da economia – oferta e demanda – prevalecerão. Sabemos que há uma enorme demanda pela vacina e que introduzirá a possibilidade de vacinas falsificadas e distribuições não qualificadas de vacinas.

A Indonésia enfrentou o pior surto de coronavírus no Sudeste Asiático. O país registrou 1,35 milhão de contágios e quase 36 mil mortes desde março.

O governo tem evitado bloqueios rigorosos para conter a propagação da doença, temendo o efeito sobre os pobres do país e está apostando em vacinas para acabar com a crise.

A primeira fase de liberação da vacina para 1,3 milhão de assistências médicas está completa. A segunda fase, destinada a 38,5 milhões de cidadãos, incluindo quase 17 milhões de pessoas no setor público e quase 22 milhões de idosos, foi adiada por causa do déficit de estoques.

Poder 360.

“É um quadro geral extremamente preocupante”

“O Brasil, na verdade, sofreu dois tombos”, disse Arminio Fraga, em entrevista para O Globo.

“Tivemos o de 2014, 2015 e 2016, e agora esse. Olhando o gráfico com os dados trimestrais do PIB, é qualquer coisa de extraordinário: desde 2012, o PIB caiu mais que subiu. A queda do PIB per capita chegou a bater quase 10%. É um sinal muito ruim (…).

Temos um quadro fiscal precário, a respeito do qual pouco se fez. A reforma da Previdência foi aprovada, é importante, mas teremos déficit primário a perder de vista. Com a inflação arregaçando as mangas, o lado fiscal pode ficar ainda mais preocupante. Isso é algo para o que não está se encontrando resposta.

O vento a favor está muito forte lá fora, preço das commodities subindo, uma situação, para o Brasil, rara. Mesmo assim, a taxa de câmbio foi para R$ 5,70. As pessoas deveriam se perguntar o que está acontecendo. É um quadro geral extremamente preocupante, dificílimo, não há como negar.”

O antagonista

Covid-19: com lockdown e vacina, Portugal derruba taxa de transmissão do vírus

Depois de ver a pandemia da Covid-19 sair do controle em janeiro, com vários dias na liderança mundial em mortes por milhão de habitantes, Portugal tem agora uma das taxas de contágio mais baixas da Europa, informa Giuliana Miranda na Folha.

O país europeu passou dos 16.432 casos registrados em 28 de janeiro para os 979 desta quarta-feira (3) graças à imposição de um confinamento bastante restritivo.

Em vigor desde 22 de janeiro, o lockdown ainda não tem data para acabar. Especialistas e próprio governo consideram que os resultados ainda requerem atenção, embora o número de doentes internados tenha caído 73% desde o início de fevereiro.

O número de mortes também continua em queda. Em 31 de janeiro, o país registrou o recorde de 303 óbitos pela doença. Hoje, foram 41.

Portugal também reforçou e acelerou seu programa de vacinação. Até agora, o país, que tem cerca de 10 milhões de habitantes, já aplicou mais de 885 mil doses de vacina contra a Covid.

O antagonista.

Taveira e Alda Lêda vão ficar cara a cara com Gilson Moura na FM liberdade

Neste sábado, às 11h,o jornalista Gilson Moura entrevistará o casal, Alda Lêda e Taveira.

O prefeito e a primeira dama falarão sobre sua história, sobre a política e o papel dos dois na administração municipal.

Essa será a primeira entrevista do casal no programa a voz da liberdade.

Essa participação dos ilustres marcará também o retorno de Gilson Moura ao programa, que esteva no comando do jornalista mais polêmico da cidade, Valdemir Tapioca.

Antes da entrevista de Taveira e Lêda, teremos às 10h, um bate papo com o secretário de habitação e regularização fundiária Rogério Santiago.

Economia diz que coronavoucher sem ajuste fiscal vai gerar inflação e desemprego

Em nota técnica, o Ministério da Economia alertou o Congresso Nacional que “prorrogar o auxílio emergencial, sem conciliar com o processo de consolidação fiscal, tem o potencial de deteriorar a trajetória inflacionária, reduzir a atividade econômica e aumentar o desemprego”.

A conclusão é lógica: “Como a inflação e o desemprego afetam desproporcionalmente mais a população carente, o auxílio emergencial pode acabar por prejudicar justamente as pessoas que se queria ajudar.”

O alerta é feito justamente no momento em que a PEC Emergencial é votada. Para a equipe econômica, sem o correto “endereçamento fiscal, medidas de elevação de gastos trarão impactos negativos para toda economia”.

“Resultados passados de gastos fiscais sem a correta adequação ao arcabouço fiscal são amplamente conhecidos e com consequências negativas socioeconômicas ainda presentes.”

O antagonista.

Lewandowski concede ao TCU acesso a mensagens de Sergio Moro

Foto: Sérgio Lima/PODER 360

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski deu acesso ao TCU (Tribunal de Contas da União) às mensagens vazadas de Sergio Moro e outros procuradores da Lava Jato. Eis a íntegra (197 KB) da decisão, proferida nesta 4ª feira (3.mar.2021).

As mensagens serão usadas para averiguar se Moro instruiu procuradores da Operação em investigações contra a Odebrecht. A construtora está em situação de insolvência e é administrada pela Alvarez & Marsal –empresa que contratou Sergio Moro.

O TCU investiga se houve conflito de interesses na admissão. O relator do caso no Tribunal de Contas, ministro Bruno Dantas, diz ser necessário afastar a hipótese que o ex-ministro esteja recebendo por “informações privilegiadas que possa repassar”. Dantas também avalia que a contratação foi “no mínimo peculiar e constrangedora”.

Lewandowski retirou o sigilo das mensagens em 1º de fevereiro. Ele já havia concedido o acesso das mensagens à defesa do ex-presidente Lula. O ministro também citou “parceria indevida” entre Moro e o Ministério Público Federal nos diálogos hackeados.

Vaza Jato

Após decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), conversas entre procuradores da operação Lava Jato e o ex-juiz federal Sergio Moro, apreendidas na operação Spoofing, tornaram-se públicas.

Em diversas mensagens, os procuradores da República afirmam que iriam se reunir com Sergio Moro, que o consultariam ou precisavam ouvir a opinião do juiz sobre algum ponto.

Parte dos diálogos veio a público em 29 de janeiro e revelou Moro orientando os procuradores sobre como apresentar a denúncia contra o petista no caso do tríplex do Guarujá. Diversos outros diálogos também já haviam sido tornados públicos por meio da chamada “Vaza Jato“, série de reportagens do The Intercept Brasil, algumas feitas em parceria com outros veículos, com base nos diálogos.

Os arquivos das conversas foram apreendidos na operação Spoofing, que apura a atuação de um grupo de hackers que invadiu celulares de autoridades, como o de procuradores e de Moro, e afirmam ter tido acesso a mensagens trocadas no Telegram.

Leia parte dos diálogos aqui.

Poder 360.

Brasil deve sair do ranking das 10 maiores economias do mundo

Sérgio Lima/Poder360 08.12.2020

O Brasil deve sair do ranking das 10 maiores economias do mundo em 2020. Com a queda de 4,1% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passado, em comparação com 2019, o país desce da 9ª para a 12ª colocação. O levantamento foi feito pela Austin Rating.

O ranking considera o PIB nominal do país, ou seja, em valores correntes. O cálculo é feito em dólar. O Brasil deve ser ultrapassado pelo Canadá, pela Coreia do Sul e pela Rússia em 2020. Nem todos os países já divulgaram os dados oficiais da economia em 2020.

A atividade econômica brasileira teve o maior recuo desde 1996, considerando a base de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e a maior desde 1990, se levarmos em conta a série histórica do BC (Banco Central), iniciada em 1962.

De acordo com a Austin Rating, a economia brasileira teve o 21º pior resultado em termos de variação do PIB em 2020. Leia a lista completa:

Poder 360.