O ministro Alexandre de Moraes substituiu a prisão preventiva do deputado bolsonarista Daniel Silveira por domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
Moraes também autorizou o parlamentar a participar remotamente das sessões da Câmara dos Deputados.
Silveira foi preso em flagrante em 16 de fevereiro por decisão de Moraes após o deputado publicar nas redes sociais um vídeo em que ofendeu ministros do Supremo e defendeu o AI-5.
Pouco mais de 1 mês depois do início da campanha de vacinação no Brasil, o número de novas internações de idosos com 90 anos ou mais por covid caiu 20% no país. No mesmo período, houve alta de 10% no número geral de hospitalizações pela doença.
Na faixa etária dos 30 aos 39 anos, o aumento foi de 50%. A campanha de imunização no país teve início em 18 de janeiro com a vacinação de profissionais de saúde, indígenas e idosos que vivem em instituições de longa permanência ou com mais de 90 anos.
O levantamento foi publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo neste domingo (14.mar.2021), a partir de informações de 253.054 mortes registradas no Sivep-Gripe, do SUS (Sistema Único de Saúde), do Ministério da Saúde.
Em números absolutos, as hospitalizações de pessoas com 90 anos ou mais caíram de 528 na última semana epidemiológica de janeiro (1ª após o início da vacinação) para 425 na última semana de fevereiro, quando o programa de imunização completava 5 semanas.
Se considerado todo o grupo de idosos, ou seja, brasileiros com 60 anos ou mais, também houve uma queda nas internações, ainda que tímida: 2,7% (de 9.327 para 9.073 casos no período). Na maior parte dos estados, a vacinação de idosos com menos de 75 anos ainda não começou.
O número de novas internações por covid em todas as faixas etárias subiu de 16.699 para 18.347 (alta de 10%). Entre a população de 30 a 39 anos, na qual foi registrado o maior aumento porcentual (50%), as novas internações passaram de 1.292 para 1.767 no intervalo analisado.
Na 6ª feira (12.mar), o Poder360mostrou, com base no mesmo banco de dados, que a participação da faixa etária de 30 a 59 anos no total de mortes pela covid-19 aumentou nos últimos 4 meses. Em dezembro, esse grupo representou 20,3% dos óbitos, mas os dados preliminares de março indicam que o percentual chegou a 26,9%.
O Poder360 também preparou uma tabela interativa com a evolução da faixa etária das pessoas que morreram por covid-19 em cada unidade da Federação. Selecione o Estado desejado e passe o cursor em cima das linhas para visualizar os percentuais.
Pesquisadores da Escola de Medicina Icahn em Nova Iorque, nos Estados Unidos, desenvolveram um estudo publicado no periódico acadêmico New England Journal of Medicine apontando a eficácia da aplicação de uma dose das vacinas da Pfizer e da Moderna em pacientes que já tiveram covid-19.
O estudo (íntegra – 537KB), publicado na forma de carta e não como artigo revisado, analisou 110 participantes de um teste clínico, sendo que um grupo já havia tido diagnóstico positivo de covid-19 e outro que ainda não havia sido contaminada pelo vírus.
Pessoas que já haviam tido covid-19 desenvolveram mais rapidamente anticorpos com uma dose. Já os não infectados previamente tiveram baixa resposta na criação de anticorpos até o 12º dia depois da vacinação.
O desempenho dos previamente infectados foi superior também ao de pessoas que receberam duas doses das vacinas adotadas na pesquisa. Neste grupo, a aplicação da 2ª dose não revelou mudanças significativas no sistema imunológico contra o vírus.
Os pesquisadores também avaliaram os efeitos colaterais. Eles foram maiores nos participantes que já haviam contraído covid-19, mas em nenhum dos casos houve eventos adversos que levassem à hospitalização.
“Nós descobrimos que uma dose das vacinas gerou rápida resposta em participantes soropositivos [do novo coronavírus], com níveis de anticorpos similares ou superiores a participantes soronegativos que receberam duas doses. Mas se uma dose destas vacinas provê proteção efetiva em soropositivos ainda requer investigação”, afirmam os autores.
A vacina da Pfizer foi a 1ª a ter o registro definitivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso no Brasil. O imunizante de Oxford/AstraZeneca conseguiu o registro na 6ª feira (12.mar).
Até o momento apenas a vacina da Johnson & Johnson tem eficácia comprovada com aplicação de dose única.