Temporão: “Lula deu ajuda decisiva na negociação para compra da Sputnik V”

Há pouco mais de três meses, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma reunião sobra aquisição de vacinas Sputnik V com Kirill Dmitriev, diretor do Fundo de Investimento Direto Russo, que financia a produção do imunizante.

A informação foi dada hoje pela jornalista Bela Megale, de O Globo, e confirmada pela coluna com um dos participantes do encontro, o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão. “Lula deu ajuda decisiva na negociação para compra da Sputnik V”, diz Temporão.

Na época, as redes sociais bolsonaristas divulgavam muitas informações falsas sobre a vacina Coronavac, mas também sobre a Sputnik V. “Lula se comprometeu a romper com essa visão distorcida que tentaram colocar sobre a vacina deles”, relatou Temporão.

“Os representantes do fundo russo não fizeram reclamação direta, mas ficou evidente na apresentação do cientista da empresa uma certa irritação em relação a essa visão distorcida por parte do governo e de alguns setores da sociedade”, conta Temporão.

O ex-ministro diz acreditar que o conceito errado decorria de falta de dados sobre o tema. “Ignoravam que a Rússia tem uma importante indústria biotecnológica”, explica.

O fundo já estava negociando com o governo do Paraná, mas o encontro com Lula deu o pontapé inicial no contato com o Consórcio Nordeste.

O petista foi convidado para a conversa, que aconteceu por videoconferência, pelo próprio Dmitriev. A sugestão foi do presidente russo, Vladimir Putin. Além de Temporão, que comandou a pasta da Saúde nos governos Lula, participaram da reunião dois outros ex-ministros da área em governos petistas, o deputado Alexandre Padilha (PT-SP) e Arthur Chioro.

Hoje, tanto o Consórcio Nordeste quanto o Ministério da Saúde anunciaram acordo para compra da Sputnik V. Serão 10 milhões de doses pelo governo federal e 39 milhões de doses pelo consórcio.

Uol notícias.

Fachin pede julgamento no plenário da anulação das condenações de Lula

Edson Fachin acaba de pedir julgamento no plenário do Supremo do recurso apresentado hoje pela PGR para reverter a decisão que anulou as condenações de Lula na Lava Jato.

A defesa de Lula terá agora 5 dias para contestar o recurso da PGR. Depois, caberá ao presidente do STF, Luiz Fux, definir data para o julgamento por todos os 11 ministros.

Na mesma sessão, eles deverão decidir se perdeu objeto a suspeição de Sergio Moro. Fachin entende que sim, mas na terça a Segunda Turma deu sequência ao julgamento.

Eventual declaração de parcialidade do ex-juiz pode levar à anulação em massa de outras condenações na Lava Jato.

No despacho de hoje, ao analisar o recurso de Augusto Aras contra as anulações, Fachin afirmou que mantém seu entendimento sobre a incompetência da 13ª Vara de Curitiba para julgar Lula.

O antagonista.

Danilo Gentili diz ao STF que expulsão do Twitter afetaria sua profissão

A defesa de Danilo Gentili rebateu, no Supremo, o pedido de Augusto Aras para que ele seja proibido de “frequentar redes sociais”.

Disse que, se for imposta, a medida retiraria dele “os meios necessários ao exercício da sua profissão, posto ser humorista popular nas redes sociais”.

“A pretensão de afastar o Peticionário das redes sociais viola o direito à liberdade de expressão e à dignidade”, afirmou.

O humorista é alvo de um pedido de prisão da Câmara por ter postado, no Twitter, em fevereiro, a seguinte mensagem, depois apagada:

“Só acreditaria que esse País tem jeito se a população entrasse agora na câmara e socasse todo deputado que está nesse momento discutindo PEC de imunidade parlamentar”.

Ontem, como mostramos, em parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República manifestou-se contra a prisão, levando em conta a retratação publicada por Gentili.

Pediu, porém, que ele fosse incluído na investigação sobre atos antidemocráticos, fosse proibido de usar as redes, se se aproximar da Câmara, de mobilizar manifestações contra qualquer dos poderes e de deixar a comarca de sua residência sem prévia autorização judicial.

Em manifestação ao Supremo, a defesa contestou todas as medidas.

“Cabe a pergunta: como pode um “tweet”, oriundo de um conhecido humorista, lesar ou expor a perigo de lesão: (i) a integridade territorial e a soberania nacional; (ii) o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito; (iii) a pessoa dos chefes dos Poderes da União, os quais sequer foram mencionados na suposta mensagem subversiva?”, questionaram os advogados.

Eles ainda argumentam que Gentili não pode ser investigado no Supremo por não ter foro privilegiado. O inquérito tem como alvos sobretudo bolsonaristas que também não têm mandatos eletivos nem cargos públicos.

O antagonista.

União Europeia aprova vacina de dose única da Johnson & Johnson

 Sérgio Lima/Poder360 19.01.2021

A EMA (Agência de Medicamentos Europeia) aprovou nessa 5ª feira (11.mar.2021) a vacina de dose única da Johnson & Johnson. A distribuição está programada para começar no 2º trimestre deste ano.

A vacina da Johnson & Johnson tem o potencial de reforçar significativamente a vacinação na Europa. Pode ser mantida em geladeiras, em vez de freezers, facilitando o armazenamento e distribuição, e apenas uma dose é necessária para a total imunização.

Estudos descobriram que a vacina da J&J teve um alto impacto na prevenção de doenças graves, mas foi 67% eficaz no geral, quando os casos moderados de covid-19 foram incluídos. Os efeitos colaterais eram geralmente leves ou moderados, disse a EMA.

Em nota, a empresa disse que os dados também mostraram 85% de eficácia na prevenção de casos de doenças graves.

Apesar da aprovação, persistem dúvidas sobre a rapidez com que a J&J começará a fornecer vacinas em larga escala, após problemas de fabricação nos EUA. Nesta semana, funcionários da UE disseram estar esperançosos de que a empresa cumpra sua meta de distribuição na UE (de 55 milhões de doses até o 2º semestre).

Vacinação na UE

A campanha de vacinação da União Europeia tem sido dificultada pela assinatura tardia de contratos, problemas de entrega e dificuldades na distribuição das vacinas em alguns Estados-membros. Por enquanto, a taxa de vacinação nos países do bloco está bem abaixo dos níveis dos EUA e Reino Unido.

Na França, Alemanha e Itália, menos de 8% das pessoas receberam a 1ª dose, de acordo com dados do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças.

Grande parte da Europa está em confinamento há meses, o que atinge a já conturbada economia da região e atrai protestos em alguns países.

Na 4ª feira (10.mar.2021), a chanceler alemã Angela Merkel alertou que seu país terá 3 meses difíceis pela frente.

A UE exportou mais de 34 milhões de doses de vacinas para 31 países fora do bloco desde o final de janeiro, mas a lenta implantação no próprio bloco fez com que seus membros proibissem algumas exportações. Na semana passada, isso aconteceu pela 1ª vez, quando a Itália bloqueou a entrega de doses da AstraZeneca para a Austrália.

A UE e os EUA iniciaram conversas nesta semana sobre garantir que os ingredientes vitais da vacina não sofram bloqueios no processo.

O contrato com a Johnson & Johnson foi assinado em outubro, e é um dos 6 acordos de vacinação que o bloco tem até agora. Até o momento, 4 dessas vacinas foram aprovadas, da J&J, AstraZeneca, Pfizer e Modern Inc.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta semana que espera que a UE receba 100 milhões de vacinas por mês no 2º trimestre, mantendo o bloco na meta de vacinar 70% da população adulta até o final do verão.

Poder 360.