Depois de ver a pandemia da Covid-19 sair do controle em janeiro, com vários dias na liderança mundial em mortes por milhão de habitantes, Portugal tem agora uma das taxas de contágio mais baixas da Europa, informa Giuliana Miranda na Folha.
O país europeu passou dos 16.432 casos registrados em 28 de janeiro para os 979 desta quarta-feira (3) graças à imposição de um confinamento bastante restritivo.
Em vigor desde 22 de janeiro, o lockdown ainda não tem data para acabar. Especialistas e próprio governo consideram que os resultados ainda requerem atenção, embora o número de doentes internados tenha caído 73% desde o início de fevereiro.
O número de mortes também continua em queda. Em 31 de janeiro, o país registrou o recorde de 303 óbitos pela doença. Hoje, foram 41.
Portugal também reforçou e acelerou seu programa de vacinação. Até agora, o país, que tem cerca de 10 milhões de habitantes, já aplicou mais de 885 mil doses de vacina contra a Covid.
Neste sábado, às 11h,o jornalista Gilson Moura entrevistará o casal, Alda Lêda e Taveira.
O prefeito e a primeira dama falarão sobre sua história, sobre a política e o papel dos dois na administração municipal.
Essa será a primeira entrevista do casal no programa a voz da liberdade.
Essa participação dos ilustres marcará também o retorno de Gilson Moura ao programa, que esteva no comando do jornalista mais polêmico da cidade, Valdemir Tapioca.
Antes da entrevista de Taveira e Lêda, teremos às 10h, um bate papo com o secretário de habitação e regularização fundiária Rogério Santiago.
Em nota técnica, o Ministério da Economia alertou o Congresso Nacional que “prorrogar o auxílio emergencial, sem conciliar com o processo de consolidação fiscal, tem o potencial de deteriorar a trajetória inflacionária, reduzir a atividade econômica e aumentar o desemprego”.
A conclusão é lógica: “Como a inflação e o desemprego afetam desproporcionalmente mais a população carente, o auxílio emergencial pode acabar por prejudicar justamente as pessoas que se queria ajudar.”
O alerta é feito justamente no momento em que a PEC Emergencial é votada. Para a equipe econômica, sem o correto “endereçamento fiscal, medidas de elevação de gastos trarão impactos negativos para toda economia”.
“Resultados passados de gastos fiscais sem a correta adequação ao arcabouço fiscal são amplamente conhecidos e com consequências negativas socioeconômicas ainda presentes.”
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski deu acesso ao TCU (Tribunal de Contas da União) às mensagens vazadas de Sergio Moro e outros procuradores da Lava Jato. Eis a íntegra (197 KB) da decisão, proferida nesta 4ª feira (3.mar.2021).
As mensagens serão usadas para averiguar se Moro instruiu procuradores da Operação em investigações contra a Odebrecht. A construtora está em situação de insolvência e é administrada pela Alvarez & Marsal –empresa que contratou Sergio Moro.
O TCU investiga se houve conflito de interesses na admissão. O relator do caso no Tribunal de Contas, ministro Bruno Dantas, diz ser necessário afastar a hipótese que o ex-ministro esteja recebendo por “informações privilegiadas que possa repassar”. Dantas também avalia que a contratação foi “no mínimo peculiar e constrangedora”.
Lewandowski retirou o sigilo das mensagens em 1º de fevereiro. Ele já havia concedido o acesso das mensagens à defesa do ex-presidente Lula. O ministro também citou “parceria indevida” entre Moro e o Ministério Público Federal nos diálogos hackeados.
Vaza Jato
Após decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), conversas entre procuradores da operação Lava Jato e o ex-juiz federal Sergio Moro, apreendidas na operação Spoofing, tornaram-se públicas.
Em diversas mensagens, os procuradores da República afirmam que iriam se reunir com Sergio Moro, que o consultariam ou precisavam ouvir a opinião do juiz sobre algum ponto.
Parte dos diálogos veio a público em 29 de janeiro e revelou Moro orientando os procuradores sobre como apresentar a denúncia contra o petista no caso do tríplex do Guarujá. Diversos outros diálogos também já haviam sido tornados públicos por meio da chamada “Vaza Jato“, série de reportagens do The Intercept Brasil, algumas feitas em parceria com outros veículos, com base nos diálogos.
Os arquivos das conversas foram apreendidos na operação Spoofing, que apura a atuação de um grupo de hackers que invadiu celulares de autoridades, como o de procuradores e de Moro, e afirmam ter tido acesso a mensagens trocadas no Telegram.
O Brasil deve sair do ranking das 10 maiores economias do mundo em 2020. Com a queda de 4,1% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passado, em comparação com 2019, o país desce da 9ª para a 12ª colocação. O levantamento foi feito pela Austin Rating.
O ranking considera o PIB nominal do país, ou seja, em valores correntes. O cálculo é feito em dólar. O Brasil deve ser ultrapassado pelo Canadá, pela Coreia do Sul e pela Rússia em 2020. Nem todos os países já divulgaram os dados oficiais da economia em 2020.
A atividade econômica brasileira teve o maior recuo desde 1996, considerando a base de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e a maior desde 1990, se levarmos em conta a série histórica do BC (Banco Central), iniciada em 1962.
De acordo com a Austin Rating, a economia brasileira teve o 21º pior resultado em termos de variação do PIB em 2020. Leia a lista completa:
O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro registrou queda de 4,1% em 2020, na comparação com o ano anterior. O resultado foi divulgado nesta 4ª feira (3.mar.2020) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Foi a maior queda desde 1996, início da série histórica do IBGE. Pelos dados do Banco Central, o resultado configura o maior tombo desde 1990.
Em valores correntes, chegou a R$ 7,4 trilhões. O PIB representa, em valores monetários, todos os bens e serviços finais produzidos no país em determinado período. Serve para medir a atividade econômica e riqueza de uma região.
O resultado veio em linha com a expectativa dos economistas consultados pelo Poder360.
Em 11 de março, no entanto, com o início da pandemia do novo coronavírus, a projeção da pasta caiu para alta de 2,1%. Menos de 10 dias depois, a estimativa caiu para crescimento de 0,02%.
Considerando a série histórica do BC (Banco Central), que utiliza base de dados desde 1962, a queda do PIB foi a maior desde 1990.
Passe o cursor para visualizar os valores no gráfico abaixo:
De acordo com o IBGE, o PIB per capita caiu 4,8% em termos reais (descontada a inflação) em 2020, alcançando R$ 35.172 em 2020, o que representa a menor taxa da série histórica, iniciada em 1996.
Já a taxa de investimento atingiu 16,4% do PIB, contra 15,4% observado em 2019. A taxa de poupança marcou 15%, ante 12,5% em 2019.
Por setores, a agropecuária foi o único que cresceu: alta de 2% em comparação com 2019. A indústria e o setor de serviços tombaram 3,5% e 4,5%, respectivamente. A formação bruta de capital fixo recuou 0,8%.
O consumo das famílias tombou 5,5% no ano passado. O consumo do governo caiu 4,7%.
PIB NO 4º TRIMESTRE DE 2020
De acordo com o IBGE, o PIB cresceu 3,2% no 4º trimestre de 2020 em comparação com o período de julho a setembro –na série com ajuste sazonal.
A indústria e os serviços cresceram 1,9% e 2,7% no período, respectivamente. A agropecuária recuou 0,5%.
Pela ótica da despesa, destaque para a formação bruta de capital fixo com crescimento de 20%. Também cresceram a despesa de consumo das famílias e a despesa de consumo do governo: alta de 3,4% e 1,1%, respectivamente, em relação ao 3º trimestre do ano.
Em comparação com o 4º trimestre de 2019, o PIB do Brasil recuou 1,1%, o que representa o 4º resultado negativo consecutivo.
O Produto Interno Bruto é a soma de tudo o que o país produziu em 1 determinado período. Esse é um dos indicadores mais importantes do desempenho de uma economia.
O resultado oficial é calculado de duas formas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): pela ótica da oferta, que considera tudo o que foi produzido no país, e pela ótica da demanda, que considera tudo o que foi consumido.
Pelo lado da oferta, são considerados:
a indústria;
os serviços;
a agropecuária.
Já pelo lado da demanda, são considerados:
o consumo das famílias;
o consumo do governo;
os investimentos;
as exportações menos as importações.
O resultado é apresentado trimestralmente pelo IBGE, que tem até 90 dias após o fechamento de um período para fazer a divulgação. Os dados consolidados, entretanto, ficam prontos só depois de 2 anos.