Governo detalha nova fase de pagamentos do auxílio emergencial

O ministro da Cidadania,João Roma, participa do programa A Voz do Brasil

Como estratégia para conter os impactos econômicos e sociais provocados pela covid-19, mais de 45 milhões de brasileiros devem voltar a receber as quatro parcelas do auxílio emergencial a partir do início de abril. A informação foi dada pelo o ministro da Cidadania, João Roma, em entrevista ao programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

De acordo com Roma, 46 milhões de famílias deverão ser beneficiadas com a medida. As parcelas do auxílio serão de R$250, com duas exceções: famílias compostas por apenas uma pessoa, que receberão R$150 e famílias comandadas por mulheres, que receberão R$ 375. De acordo com o ministro o investimento para o auxílio é de cerca de R$ 44 bilhões.

Segundo o Roma, o calendário detalhado será divulgado na semana que vem. Terão direito ao auxílio os brasileiros já cadastrados. “Não precisa ir nas agências da Caixa Econômica, para evitar aglomerações”, disse Roma. O dinheiro será depositado na conta digital do beneficiário.

Na entrevista, o ministro também falou sobre o programa Bolsa Família. Segundo ele, em agosto deste ano, o programa passará por uma ampliação para atender mais famílias brasileiras.

Agência brasil.

Dólar fecha aos R$ 5,49 e Ibovespa sobe 1,8% na semana

O dólar caiu 1,51% nesta 6ª feira (19.mar.2021) em repercussão à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de subir a taxa Selic. Fechou a semana aos R$ 5,49, com queda de 1,35% no período.

O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou a semana aos 116.221 pontos. Registrou alta de 1,21% na 6ª feira (19.mar.2021) e de 1,81% na semana.

O Copom subiu a Selic de 2% para 2,75%. A alta esperada pelo mercado era de 0,5 ponto percentual. Com o reajuste maior, alivia o preço da moeda estrangeira no país.

A semana foi agitada no calendário econômico. Nos Estados Unidos, o Fed (Federal Reserve) também se reuniu para definir a taxa de juros no país. Manteve no intervalo de 0% a 0,25%.

 

Investidores acompanharam o mercado de títulos do Tesouro norte-americano, que demonstraram volatilidade na semana. A piora da pandemia de covid-19, com aumento dos casos no país e os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) também entrou no radar dos investidores.

Investidores estrangeiros retiraram R$ 1,5 bilhão da Bolsa neste mês até 4ª feira (17.mar), último dado disponível. No ano, o saldo está positivo em R$ 15,3 bilhões. Considerando ofertas iniciais (IPOs) e secundárias (follow ons), o resultado no ano fica positivo em R$ 19,07 bilhões.

Usado para medir a confiança na economia, CDS (Credit Default Swap) de 5 anos, ou risco-país, registrou 195 pontos nesta 6ª (19.mar). Há 1 ano (19.mar.2021), registrava 377.

Poder 360.

Jungmann: “Nenhum presidente tem poderes para decretar estado de sítio”

Jair Bolsonaro disse mais cedo que pode decretar estado de sítio no Brasil “para dar o direito ao povo trabalhar”.

Raul Jungmann, que foi ministro da Defesa de Michel Temer, disse a O Antagonista que “nenhum presidente tem poderes para decretar estado de sítio”.

Ao presidente cabe pedir ao Congresso, e somente se as condições exigidas pela Constituição Federal estiverem atendidas.”

Jungmann lembrou que cabe ao Congresso a palavra final e definitiva, pois detém a prerrogativa constitucional de aceitar ou recusar a proposta do Executivo”.

Se Bolsonaro concretizar a ameaça, o ex-ministro acredita ser “óbvio” que o pedido será recusado.

“O Congresso Nacional não tem nem nunca terá vocação suicida.”

Como também registramos mais cedo, parlamentares ironizaram a fala de Bolsonaro.

O antagonista.

Extermínio: cumplicidade mórbida, por Kakay

 Sérgio Lima/Poder360 12.03.2021

Não enterres, coveiro, o meu Passado,

Tem pena dessas cinzas que ficaram;

Eu vivo d’essas crenças

Que passaram,

E quero sempre tê-las ao meu lado!

Aí! não me arranques d’alma este conforto!

Quero abraçar o meu Passado morto

Dizer adeus aos sonhos meus perdidos!

Augusto dos Anjos

A tal Operação Lava Jato, coordenada com fins políticos pelo ex-juiz Sergio Moro e seus asseclas procuradores de República de Curitiba, membros da mal afamada Força-Tarefa, completou sete anos no último dia 17 de março. Desmoralizada, com seus membros sendo investigados, seus processos principais anulados e seus métodos bizarros e criminosos, parciais, escancarados e ridicularizados pelo Brasil. Sendo eu um dos seus primeiros e mais contundentes críticos, desde o primeiro momento, o esperado seria um artigo analisando os abusos e os crimes cometidos pelo bando, a dissecação do fracasso.

Mas tal efeméride se dá em um momento trágico da história do País e do povo brasileiro. Pela primeira vez, a média móvel de mortos pela Covid ultrapassou 2.000 pessoas e o índice alcançou 2.031 mortes, o mais alto desde o início da pandemia pelo 19° dia seguido. O número de mortos, oficialmente, ultrapassa 3000 por dia. O Brasil já tem 285.136 mil mortos e mais de 11 milhões infectados. Uma tragédia sem precedentes. Escondo-me em Fernando Pessoa:

O véu das lágrimas não cega.

Vejo, a chorar,

O que esta música me entrega

A mãe que eu tinha,

O antigo lar,

A criança que eu fui,

O horror do tempo, porque flui.

O horror da vida,

Porque é só matar.”

Para um brasileiro que tenha preocupação real com o país, para alguém que se importa com seu semelhante, para uma pessoa que, mesmo na crise, ainda mantenha um resquício de humanidade, não pode haver nada a comemorar e o objeto de qualquer reflexão deve ser único: como retirar do comando do Brasil este presidente que cultua a morte, que pratica a necropolítica, que desmoralizou a autoestima do povo brasileiro, que transformou pessoas mortas em números a serem manipulados.

Até mesmo os rituais da despedida, tão presentes em nossa cultura, foram desprezados, a dor parece que tem vergonha de ser sentida. A barbárie transformou o desespero em algo banal, a absoluta incapacidade de reagir transformou as pessoas em robôs. O ar que falta nos hospitais, por incúria dos governantes, e mata, começa a faltar para as pessoas que se sentem imobilizadas por tanto horror.

Além do número abissal de mortos, o que se sabe é que o desespero pelo não planejamento no combate científico ao vírus transforma, a cada segundo, o país em um espaço livre para cultivar o vírus e suas novas cepas. A céu aberto. O negacionismo extremo, a política de incentivar a aglomeração, a covardia em não fazer lockdown e o crime em propagar a não necessidade da vacina transformaram o país numa república da morte. Além de párias internacionais, ninguém quer se relacionar com brasileiros, em breve nossas fronteiras também serão fechadas para os negócios. Não existe espaço para amadorismo. Estamos sendo sucateados. Esse governo fascista vai entregar o bagaço e os destroços de um país saqueado.

Um exemplo do resultado direto das mortes com a condução na política aconteceu agora nos EUA. A curva de mortos com o fascista do Trump apontava uma subida permanente e vertiginosa. Bastou um representante do Centrão americano derrotar o Trump e mudar a política para incentivar o isolamento, o uso de máscara e, principalmente, o uso massivo da vacina, que a queda se precipitou. Não podemos esquecer que cada ponto que a curva cai significa milhares de vidas salvas.

A opção clara, política, deliberada, de não comprar vacina e mais, de defender a não vacinacao, de politizar o assunto, de rejeitar propostas de compras dos imunizantes, tudo isso tem que ser responsabilizado criminalmente. A humanidade não merece assistir a esse verdadeiro extermínio de parte da população brasileira. A discussão da definição jurídica do que é genocídio não compete mais somente, academicamente, aos juristas e advogados, é hora de levar a questão às Cortes Internacionais para que se adote uma postura sobre o tema. Serão necessários 500, 600 mil brasileiros mortos para que saíamos do imobilismo? Não existe ideologia no trato com as questões desse vírus. Ou nos unimos e tiramos republicana e democraticamente esse presidente do poder, ou vamos começar a vivenciar cenas dantescas com os mortos nas ruas, nas casas. É cruel, mas é a verdade.

Antes da desgraça que se implantou com a crise sanitária, esse grupo de bárbaros já desmantelava o país. Sucatearam o SUS, cortaram a verba destinada à ciência, não investiram na educação, destruíram a cultura, o meio ambiente, acabaram com os Conselhos que faziam o país registar níveis de excelência em várias áreas; enfim, esses idiotas estavam fazendo um país à semelhança do que eles são. Mas esse era o jogo político. Quem perdeu que se habilite. Agora, é muito maior o tamanho do estrago e urge uma atitude. Encontro-me em Clarice Lispector:

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece, como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.”

“Que minha solidão me sirva de companhia.

Que eu tenha coragem de me enfrentar.

Que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim

Me sentir como se estivesse plena de tudo.”

Basta pensar que o Brasil, outrora, já vacinou 10 milhões de crianças em um único dia! Hoje, não temos sequer um programa nacional de divulgação dos nossos problemas, não existe campanha de esclarecimentos e, muito menos, uma campanha vigorosa de vacinação. Estamos à deriva. O ar que nos fazia eufóricos na luta por um Brasil mais justo, mais igual, hoje nos falta e a falta dele nos sufoca, nos aniquila.

É necessário que a dor, a angústia e o medo acabem nos impulsionando na luta por uma resistência. Se não conseguirmos nos organizar razoavelmente para exigir uma mudança de rumo na condução do país, vamos ter que assumir nossa parcela de responsabilidade na tragédia. A omissão será cobrada de cada um. Necessário que se faça um enfrentamento duro e leal, até em homenagem aos médicos, enfermeiros, agentes dos hospitais que estão na linha de frente, e também aos que morreram pelo vírus em razão da omissão covarde e canalha das autoridades e em louvor ao povo brasileiro. Vamos ter postura e dignidade. Não conviva com os fascistas. Não participe de grupos de whatsapp com eles. Não permita que eles frequentem suas casas, suas mesas de bar, seus afetos. São homicidas ou cúmplices. Podemos e devemos ser firmes e mais do que nunca intolerantes com a barbárie neste momento. A história cobrará responsabilidades, os humanistas todos estão e estarão ao nosso lado e, afinal, a omissão ficará na conta da covardia dos canalhas. Vamos nos fiar em Mia Couto:

Se não criarmos nas escolas histórias que falam sobre solidariedade, a amizade, a lealdade, essas pequenas coisas que são realmente as grandes coisas da vida, isto não vai surgir naturalmente.”

Poder 360.

Butantan produzirá 46 milhões de doses até o fim de abril, diz Doria

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), esteve na manhã desta 6ª feira (19.mar.2021) na fábrica de vacinas do Butantan, na zona leste de São Paulo, para acompanhar a produção do imunizante CoronaVac que é produzido em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Assista (3min42s):

De acordo com o governo paulista, são 300 funcionários atuando na fábrica que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, em 3 turnos. O objetivo, segundo Doria, é entregar, até o final de abril, 46 milhões de doses.

“Até o final do mês de abril serão 46 milhões de doses da vacina do Butantan. A partir de 1º de maio, começam as entregas de mais de 54 milhões de doses desta vacina, a vacina contra a covid-19”, disse o governador.

Doria publicou fotos de sua visita em sua conta oficial no Twitter. Ele estava acompanhando do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Nesta 6ª feira (19.mar), o Instituto Butantan enviou mais 2 milhões de doses da vacina ao Ministério da Saúde. João Doria comemorou: “Só durante essa semana, foram 7 milhões e 300 mil doses enviadas a todos os Estados brasileiros”.

poder 360.