Mercado prevê mais inflação e mais juros

O mercado voltou a aumentar as previsões de inflação e de juros para este ano.

Com base nos dados do Boletim Focus divulgado há pouco pelo Banco Central, a estimativa do IPCA, o índice oficial da carestia no Brasil, subiu de 4,6% para 4,71% para o fim de 2021 — o centro da meta oficial é de 3,75%.

Já a projeção para a Selic, a taxa básica de juros da economia, em dezembro aumentou de 4,5 para 5% ao ano.

Nesta semana, será divulgará a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que aumentou a Selic, na semana passada, de 2% para 2,75% ao ano. Na quinta-feira, o IBGE divulgará o IPCA-15, a prévia da inflação, referente a março. No mesmo dia, o Banco Central divulgará o relatório trimestral de inflação.

O antagonista.

Estudos indicam segurança das vacinas em crianças, grávidas e lactantes

Os primeiros estudos com crianças, grávidas e mães que amamentam dão sinais de que a vacinação contra a covid-19 nesses grupos pode ser segura e eficaz. As análises ainda são preliminares, mas indicam aos cientistas um caminho a seguir para garantir uma imunização mais completa da sociedade.

Esses 3 grupos não foram incluídos nos testes clínicos gerais, que já indicaram a segurança e eficácia de diversas vacinas contra o coronavírus, porque são grupos populacionais com características próprias. Mas para garantir que a taxa de transmissão do vírus diminua ao menor nível possível e evitar a criação de novas variantes do vírus é preciso que essas pessoas também sejam vacinadas.

Uma das maiores preocupações dos cientistas são os pré-adolescentes e adolescentes. A forma como o vírus circula e é transmitido nessa parte da população é similar à transmissão entre adultos. Por isso, os pesquisadores acreditam que é possível que mesmo com a vacinação do restante da população, o coronavírus continue circulando entre as crianças e desenvolva variantes perigosas. Em países com a vacinação avançada, esse grupo passou a ser um ponto de atenção.

Um desses países é Israel, que já avançou em estudos com crianças. O país vacinou com o imunizante da Pfizer/BioNTech 600 pessoas de 12 a 16 anos que são mais vulneráveis ao coronavírus por doenças pré-existentes. Até o momento, nenhum efeito colateral grave foi registrado. A própria farmacêutica está conduzindo um estudo e espera confirmar a segurança da vacina para menores de 16 anos nos próximos meses.

AstraZeneca também está realizando um estudo com crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Os testes começaram em fevereiro no Reino Unido e não há previsão para resultados. Já a CoronaVac, que também é utilizada no Brasil, ainda não tem previsão para testar a vacina em outras faixas etárias.

Já as lactantes receberam indicações da comunidade médica de que a vacinação é segura. Um estudo clínico em Israel mostrou que a vacinação com os imunizantes da Pfizer e da Moderna é eficaz para quem amamenta, além do leite materno passar a ter anticorpos contra a covid-19. A pesquisa, no entanto, ainda não foi revisada por pares para garantir que os resultados são verdadeiros.

Também é preciso que as outras vacinas sejam testadas, já que cada uma tem uma composição diferente. Mas ainda assim, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já afirmou que em casos específicos: “a vacina pode ser oferecida a uma lactante que seja parte do grupo recomendado de vacinação (por exemplo, profissionais da saúde), e não se recomenda a interrupção da amamentação depois da vacina“.

Para as grávidas, segundo um estudo da Universidade de Harvard, vacinas que são produzidas com tecnologia genética são seguras e eficazes. Entre os imunizantes contra a covid-19, o da Pfizer e da Moderna utilizam essa tecnologia. Já a CoronaVac e a da AstraZeneca, utilizadas no Brasil, é com uma tecnologia diferente, a viral, e precisam de testes próprios.

Poder 360.

EUA: “Não venham para cá, as fronteiras estão fechadas”

O Secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Alejandro Mayorkas, disse em entrevista à rede de TV ABC no domingo (21.mar) que as fronteiras do país estão fechadas para os imigrantes: “A mensagem é clara, não venham. A fronteira está fechada, a fronteira é segura”.

A declaração vem na esteira de uma crise migratória enfrentada pelo presidente Joe Biden já nos primeiros meses de gestão. De acordo com a CNN, o secretário afirmou que a quantidade de pessoas tentando cruzar a fronteira com o México “caminha para ser a maior em 20 anos”. A situação é ainda mais preocupante porque há cerca de 4.200 crianças desacompanhadas sob custódia da polícia migratória norte-americana. O presidente também já foi à TV na 3ª (16.mar) para reforçar a mensagem: “Eu digo claramente: não venham”, declarou o democrata. “Não saiam das suas cidades”.

Depois de 4 anos de governo Trump, cuja política para barrar o fluxo de imigrantes para os EUA incluiu a construção de um muro na fronteira com o México, havia uma expectativa sobre como Biden lidaria com o tema. Uma das primeiras medidas do democrata foi interromper a construção do muro.

Poder 360.