Parnamirim terá novo drive-thru de vacina neste sábado (27)

Foto: Ana Amaral/Ascom PMP

Acontece neste sábado (27) mais uma ação de imunização contra a Covid-19 para a população de Parnamirim. Um novo drive-thru será realizado para vacinação de idosos com idade a partir de 70 anos e profissionais de saúde, das 8h às 14h, em frente ao Laboratório Central de Parnamirim (CCPAR).

Para receber a dose da vacina, todos que fazem parte do grupo contemplado nesta etapa precisam estar cadastrados no RN+Vacina. Além disso, é necessário ter em mãos documento com foto, comprovante de residência e cartão de vacina. Para os profissionais da saúde, é necessário ainda apresentar a documentação de comprovação de vínculo com o estabelecimento de saúde e a carteira do conselho ativa.

Confira o anúncio do Prefeito Taveira:

Alto do Rodrigues é o primeiro município do RN a garantir auxílio emergencial para a população

O município de Alto do Rodrigues é o primeiro município do Rio Grande do Norte a instituir o auxílio emergencial. A medida foi aprovada na manhã da quinta-feira (25) pela Câmara Municipal da cidade. O Projeto de Lei partiu do Poder Executivo, por meio do prefeito Nixon Baracho.

O objetivo do Auxílio Emergencial municipal é apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade social, em decorrência da pandemia da Covid-19. Para ter direito ao benefício de R$ 200, e necessário cumprir alguns critérios básicos: ser residente no Município de Alto do Rodrigues; estar inscrito no Cadúnico; não possuir renda; não receber o auxílio emergencial do Governo Federal; não ter sido condenado por crime contra a administração pública; não estar cumprindo pena em regime fechado.

Somente será concedido 01 auxílio emergencial para cada família. O benefício será distribuído por três meses, com periodicidade mensal e entregue em cheque nominal ao beneficiário e se, caso no grupo familiar, tiver portadores de necessidades especiais independentemente da idade, será acrescido 50% ao valor.

De acordo com o Projeto de Lei aprovado, o benefício poderá ser prorrogado enquanto durar o prazo do estado de calamidade pública no município de Alto do Rodrigues.

A novena e o capitão, por Kakay

KAKAY

“Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar?

Estou por assim dizer vendo claramente o vazio.

E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço.

Além do que:

que faço desta lucidez?”

Clarice Lispector em A Lucidez Perigosa

A vida está sempre a nos surpreender e conviver, bem ou mal, com as surpresas define um pouco quem somos nós. Durante anos, dediquei-me a enfrentar a grande fraude ao sistema de justiça que foi perpetrada pelo bando coordenado pelo ex-juiz Sergio Moro e seus asseclas, os procuradores da República membros da Força-Tarefa de Curitiba. Relatei isso no meu artigo “PODE ISTO, DR JUDICIÁRIO?”, publicado no último dia 12 de março. O julgamento sobre a suspeição do ex-juiz, discussão que se deu na 2ª Turma do STF, terminou poucos dias depois, 23 de março, e o resultado foi humilhante para o bando. Confesso que me vi e me reconheci em várias passagens dos votos que desnudavam as farsas.

Ficou comprovado o que venho pregando há anos: a criminosa prostituição e corrupção do sistema de justiça bem como uma intencional manipulação, com objetivos políticos, dos processos criminais que tramitavam na 13ª Vara de Curitiba. A parcialidade do ex-juiz e, por consequência, do grupo com ele conluiado deu margem à anulação do processo do ex-presidente Lula.

A gravidade dos fatos que vieram à tona não deu outra alternativa à Corte Suprema a não ser declarar a parcialidade de Moro. Na verdade, a nulidade se impôs. O Supremo Tribunal Federal entendeu que o então juiz Moro usou a força da toga, desonrando-a, para agir politicamente contra o ex-presidente. Em uma ousadia que só a certeza do apoio da grande mídia e a perspectiva de assumir o poder poderiam explicar.

Juridicamente, não há dúvida de que todo e qualquer processo em que seja parte o ex-presidente Lula, no qual tenha havido condução pelo o ex-juiz, há de ser declarado nulo. Nulidade absoluta, sem sequer aproveitamento de qualquer ato onde tenha o dedo parcial e criminoso do juiz. É preciso ler Boaventura Sousa Santos, no poema O Touro Confessa-se:

“O sangue derramado não regressa

nem se aproveita

para as sobremesas da morte

pedaços do medo

sempre difíceis de juntar.”

A decisão do Supremo é de tal maneira significativa que impõe reflexão sobre uma série de consequências. Uma delas diz respeito à necessidade de se apurar a responsabilidade, civil e criminal, de todos os atores envolvidos na farsa. Não é crível que um juiz instrumentalize o Judiciário, que membros do Ministério Público desonrem tão significativa instituição, todos visando assumir um poder ainda maior, e sejam simplesmente considerados parciais.

Ora, se aceitaram mercadejar a toga e os altos cargos, parece evidente a necessidade de se dar uma resposta à sociedade, à instituição do Ministério Público e ao Poder Judiciário. Despiciendo dizer que a maioria esmagadora dos agentes públicos é proba, séria e compromissada com a ordem constitucional. Os fatos estarrecedores que vieram à tona mostram, à saciedade, o intuito político do grupo e a falta absoluta de escrúpulos.

Ocorre que tal comprovação e julgamento se dão no momento mais crítico e crucial da história do país. O grupo do juiz parcial teve como estratégia de poder eleger o atual governo. Ou seja, esse presidente irresponsável, culpado pela morte de boa parte das vítimas da Covid 19, é filho legítimo do bando que foi considerado parcial. A tal motivação política que embasou a fundamentação dos votos dos Ministros para declarar a nulidade revela-se exatamente no apoio e no congraçamento dos grupos do ex-juiz e do capitão.

Vejam as trapaças da sorte e as artimanhas da vida! A atual crise sanitária é de tal monta, que o mais rumoroso caso, talvez do mundo, de obstrução do sistema de justiça tem que ficar em segundo, terceiro ou vigésimo plano. Nada pode ser mais importante do que fazer o impeachment, interditar, processar criminalmente, fazer novena para a renúncia, ou seja, retirar democraticamente o presidente da República do cargo.

Longe de ser uma questão política, partidária, ideológica, é uma definição de sobrevivência. Por isso, o discurso, forte e oportuno, do presidente da Câmara Arthur Lira alerta para que tudo tem limite e que a Casa do povo acendeu o sinal amarelo. Lembra ainda que, mesmo fatais e amargos, a constituição federal tem os remédios para o enfrentamento da tragédia. Cumprir os ritos e a ordem constitucional é verdadeiramente colocar o povo brasileiro acima de tudo.

Trata-se de uma definição de sobrevivência. Chegamos a 3 mil mortos por dia, mais de 300 mil mortos oficiais. O Brasil hoje é responsável por 1/4 das mortes pelo vírus no mundo! Uma tragédia. Um escândalo. Uma dor sem fim ao ver corpos empilhados em corredores de hospitais, covas abertas como se fosse uma praça de guerra, pessoas sem ar buscando por aparelhos e tubos de oxigênio que a incompetência e a má-fé deixaram de providenciar. Todo esse show de horror está amparado na necropolítica e no culto à morte, que são a base teórica do governo que nos mantém à deriva.

Vivemos uma tempestade perfeita, um sistema político falido que se alimenta de uma sociedade assassina e hipócrita. Um amontoado de egoístas querendo manter seus privilégios, mesmo em tempos de guerra. Falta honradez para entender a dimensão da tragédia. Falta humanidade para chorar a perplexidade, o medo, a angústia. E dimensionar o tamanho da dor de pessoas muito próximas, que são nossas dores íntimas e que nos aniquila.

Tudo mais tem que ser para depois da tragédia. Apurar as responsabilidades para que o caos não se eternize. Mas, agora, cuidar da crise sanitária. Nada compensa a perda de uma pessoa amada. O relato dramático e diário dos mortos abandonados à própria sorte, que não tiveram uma despedida digna. O crescente medo que já supera a angústia de passar a fazer parte da estatística em um hospital, ou o pavor de entrar em um tubo sem luz, sem ar, sem afeto, que é o que simboliza o desconhecimento da doença, tem que nos fazer ser maiores do que somos.

Em nome da vida e, também fortemente, numa aposta contra o sofrimento dos milhares abandonados à própria sorte, vamos exercer a solidariedade antes e acima das paixões e das definições políticas, vamos engolir o verme para vencer o vírus. Inspiro-me no nosso Caeiro brasileiro, Manoel de Barros:

“Tenho uma confissão: noventa por cento do que escrevo é invenção; só dez por cento é que é mentira.”

Vamos tentar enxergar através das espessas e turvas nuvens que nos cegam. Vamos respirar o ar tênue, escasso, que nos deixa ofegante, e dividir uma lufada de ar fresco. Vamos estender as mãos para um abraço imaginário, mas que, ainda assim, conforta.

Enfim, vamos acreditar que tentar humanizar os bárbaros e conviver com as forças do obscurantismo pode ser a única maneira de fazer a travessia. Numa guerra tradicional eu não toparia tal concessão. Na angústia dilacerante do isolamento eu, mesmo sem me reconhecer, vejo o melhor de mim na entrega pela sobrevivência do outro. Muito antes da minha vontade de viver, pulsa a necessidade de ver a vida que habita no outro tomando corpo, forma e cores.

E uma espécie de sonho, torpor ou ilusão vem me aconchegar e dizer que não é justo eu comemorar a vitória fantástica do resgate do sistema de justiça, se o cidadão para o qual esse sistema foi pensado está morrendo sem ar e sem esperança, por causa de um sistema político fascista, negacionista e sádico.  Em nome da vida, do respeito e do direito a uma morte digna, eu me rendo e busco a saída possível, mesmo sem ter interlocutores que entendam o que significa dignidade, solidariedade, empatia e justiça.

Confesso que vou tentar. E amparar-me em João Cabral de Melo Neto, na Psicologia da composição:

“Saio de meu poema

como quem lava as mãos.

 Algumas conchas tornaram-se,

que o sol da

atenção cristalizou;

alguma palavra que desabrochei, como a um pássaro.

Talvez alguma concha

dessas (ou pássaro) lembre,

côncava, o corpo do gesto

extinto que o ar já preencheu;

 talvez, como a camisa

vazia, que despi.”

Fonte: Poder 360

Guedes reclama com Bolsonaro de ‘maquiagem’ no Orçamento

Foto: Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, procurou o presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (25) para reclamar do que chamou de “maquiagem” no Orçamento da União para 2021 aprovado ontem pelo Congresso Nacional.

Segundo apurou a CNN com fontes do Planalto e da equipe econômica, Guedes alertou o presidente que o Orçamento foi aprovado com manobras para furar o teto de gastos, regra que impede que as despesas da União cresçam acima da inflação do ano anterior.

O ministro mostrou levantamento feito por sua equipe apontando algumas dessas manobras fiscais. Guedes afirmou a Bolsonaro que deputados e senadores recorreram à “maquiagem” para aumentar principalmente o volume destinado às emendas parlamentares.

Uma dessas manobras, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela CNN, foi mudar a forma de pagamento do auxílio-doença. Pelo projeto do Orçamento aprovado, a responsabilidade de pagar o benefício passa a ser das empresas, e não mais do INSS, como é hoje.

As empresas, por sua vez, poderão recuperar o valor que pagaram a seus empregados abatendo sobre tributos devidos. A medida, considerada por Guedes como “contabilidade criativa”, permitiu os parlamentares abrirem espaço no teto de gastos para aumentar o valor de suas emendas.

Na conversa com Bolsonaro, Guedes afirmou que a medida passaria uma mensagem ruim ao mercado, o que pode afetar a credibilidade do governo. O ministro avisou que, por conta da “manobra”, a equipe econômica defenderá contingenciamento de parte do Orçamento ao longo do ano.

Fonte: CNN Brasil

Butantan anuncia 1ª vacina 100% brasileira contra a covid, a ButanVac

Foto: Reprodução/Governo de SP

O Instituto Butantan desenvolveu uma vacina contra a covid-19, a ButanVac. Essa é a 1ª vacina brasileira contra a doença causada pelo coronavírus. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciaram a produção nesta 6ª feira (26.mar.2021).

A ButanVac foi produzida inteiramente por cientistas do instituto. As etapas em laboratório já foram concluídas e agora será pedida à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a autorização para testes em humanos. O pedido deve ser feito ainda nesta 6ª feira (26.mar) para o início dos testes das fases 1 e 2.

“Os resultados dos testes pré-clínicos se mostraram extremamente promissores, o que nos permite evoluir para os testes em voluntários já agora, no próximo mês de abril, desde que a Anvisa autorize”, disse Doria. “Essa é uma dose de esperança para o Brasil“, afirmou.

A vacina também será protocolada ainda na tarde desta 6ª feira na OMS (Organização Mundial da Saúde). Assim, a organização poderá acompanhar a produção, de acordo com as normas internacionais.

Não foram especificados o que seriam os “resultados excelentes” mencionados por Doria e Covas na entrevista concedida nesta 6ª feira. O instituto afirmou que realizou os primeiros testes em animais com a ajuda de laboratórios indianos. Mas, por ainda não ter sido testada em humanos, o número de doses necessárias para a imunização é desconhecido.

A ButanVac começou a ser pesquisada em março de 2020. O Ministério da Saúde não patrocinou os estudos, que foram realizados com recursos do próprio Butantan e do governo do Estado de São Paulo. Mas o Estado não vai comprar lotes de forma individual. A vacina será oferecida ao governo federal antes de serem celebrados contratos individuais de compra e de exportação para outros países.

Covas disse que pretende “dialogar intensamente” com a Anvisa para que os testes sejam iniciados em abril. Ele disse esperar que a agência veja a necessidade de rapidez para a aprovação dos testes clínicos em humanos.

A expectativa é encerrar todos os testes e ter 40 milhões de doses da ButanVac até o final de 2021. Covas afirmou que o estudo pode ser encurtado com base nas experiências do Butantan com a CoronaVac, vacina desenvolvida em parceria com a chinesa Sinovac e que já está em uso no Brasil.

A tecnologia utilizada é similar à da vacinas da gripe e da febre amarela. É produzida em ovos. Até o momento, nenhum imunizante contra a covid é produzido a partir de ovos. “Essa é uma das formas mais seguras de se produzir uma vacina. Milhões de pessoas tomam a vacina contra a gripe todos os anos e a nossa tem a mesma tecnologia“, disse Covas.

Além disso, todos os insumos para a produção já existem no Brasil. O Butantan é o maior produtor do hemisfério Sul da vacina da gripe, que usa a mesma tecnologia da ButanVac. Por causa disso, o instituto tem a capacidade de produzir até 100 milhões de doses da vacina por ano.

Covas afirmou também que o Instituto Butantan fez um compromisso com países pobres para vender a ButanVac. No consórcio, o Vietnam e a Tailândia também vão produzir a vacina e realizar testes clínicos. “O mundo rico combate porque tem recursos. Ele vai ficar relativamente livre do vírus. Mas os países pobres podem continuar na pandemia e temos que combater os vírus exatamente nesses países“, disse o diretor do instituto.

O Butantan estuda ainda o desenvolvimento de outras duas vacinas contra a covid. Além disso, os estudos com o soro anticovid, autorizados na 5ª feira (25.mar) pela Anvisa, também continuam no instituto.

Veja abaixo o anúncio da ButanVac (2min50s):

Fonte: Poder 360

Congresso aprova Orçamento da União para 2021

Foto: Agência Brasil

O Senado referendou a votação ocorrida na Câmara, durante a sessão do Congresso Nacional realizada nesta quinta-feira (25), e aprovou o projeto de lei do Orçamento da União para 2021. A Lei Orçamentária Anual (LOA) indica a estimativa da receita e a fixação de quanto pode ser gasto, apresentando a política econômica e financeira e o programa de trabalho do governo.

No Senado, o Projeto de Lei do Orçamento teve 60 votos a favor, 12 votos contra e uma abstenção. Agora, o texto segue para sanção presidencial. Pela Constituição, o projeto deveria ter sido aprovado em dezembro, mas um impasse político na instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e a pandemia de covid-19 afetaram os trabalhos.

Meta fiscal

O Orçamento aprovado pelo Congresso tem como meta fiscal um déficit de R$ 247,1 bilhões para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência). A estimativa das receitas ficaram em R$ 4,324 trilhões, o que representa um acréscimo de R$ 32,2 bilhões em relação ao original apresentado do Executivo. As despesas foram fixadas em mais de R$ 2,576 trilhões, fora o refinanciamento da dívida e as empresas estatais.

O teto dos gastos é de R$ 1,486 trilhão, conforme a Emenda Constitucional 95. Porém, esse valor ficará na prática em R$ 1,480 trilhão, porque há dispêndios de 2020 a serem quitados agora, e outros previstos para 2021 que ficarão para 2022.

São incluídos no teto de gastos benefícios da Previdência Social e da Assistência Social (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. O texto aprovado também considera um salário minimo de R$ 1.067 . O valor do salário minimo desde janeiro é de R$ 1.100.

Além disso, o projeto de lei prevê orçamento de R$ 10,2 bilhões para o Ministério do Desenvolvimento Regional e R$ 8,3 bilhões para o Fundo Nacional de Saúde. Os orçamentos dessas duas áreas foram incluídas no plenário da Câmara. Durante as sessões de votação nas duas Casas, parlamentares criticaram o reajuste de R$ 7,1 bilhões para militares previsto no Orçamento de 2021, mas o reajuste foi mantido.

Ainda na Câmara, o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), costurou um acordo com líderes de vários partidos e recompôs o orçamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A correção do censo é fundamental para a vida dos municípios”, disse o líder do governo. As informações do censo são umas das consideradas na definição de políticas de direcionamento recursos de emendas parlamentares.

O relator-geral da proposta orçamentária para 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC), incorporou quase R$ 19,8 bilhões oriundos de 7.133 emendas parlamentares à despesa. A maior parte das sugestões (86%) são emendas impositivas, de execução obrigatória pelo Executivo.

Cortes

Por outro lado, foram canceladas dotações referentes à quitação de benefícios previdenciários urbanos e rurais (R$ 13,5 bilhões), abono salarial (R$ 7,4 bilhões) e seguro-desemprego (R$ 2,6 bilhões). Também foram cortados, em comparação com o orçamento anterior, recursos da área da saúde e das universidades federais.

Esses cortes foram alvo de críticas de vários deputados e senadores. De acordo com o relator do Orçamento, foi “árdua” a tarefa de traçar o Orçamento considerando a pandemia e a retração econômica. “Tive que tomar decisões difíceis, mas necessárias”. Segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), o governo vai autorizar o uso de R$ 22 bilhões dos caixas de estados e municípios para combate à pandemia.

Ministérios

Bittar destacou os ajustes e recomposições que fez para alguns ministérios. Dentre eles, R$ 300 milhões para o Ministério da Justiça, R$ 200 milhões para o Ministério da Cidadania e mais R$ 200 milhões para o desenvolvimento da vacina brasileira contra a covid-19.

O relator do Orçamento também destacou recursos para evitar que obras sejam paralisadas. “Fizemos contas e mais contas e arrumamos mais de R$ 1 bilhão para a Infraestrutura”. Ele apontou que a paralisação dessas obras pelo país, além de prejudicar a população local, provocaria desemprego e prejudicaria milhares de famílias. Antes do encerramento da votação no Senado, ele disse acreditar que apresentou o melhor relatório possível.

“Corremos para aprovar o Orçamento com três meses de atraso. Fiz o melhor que pude para tentar ajudar. Acho que o relatório está saindo melhor do que entrou. Peço desculpas, todos que me procuraram eu procurei atender. Essa soma faz desse Orçamento, nesse momento do Brasil, a melhor peça possível na realidade que vivemos”.

*Com informações da Agência Câmara

Fonte: Agência Brasil

Professora Nilda está decepcionada com Gabriel César e Diego Américo

A ex-vereadora Profa. Nilda rompeu o silêncio em relação aos dois vereadores que foram eleitos ao seu lado no PSL. Nilda foi candidata na eleição de 2020 para prefeitura de Parnamirim, apesar do insucesso, conseguiu uma votação que surpreendeu até os mais pessimistas, obtendo mais de 32 mil votos na cidade.

Agora, a professora Nilda está se sentido abandonada politicamente pelos dois parlamentares, que depois de conquistarem seus mandatos sumiram do seu convívio. A professora destaca que depois das eleições, teve poucas conversas com os políticos. Ela também declarou que não houve conversa para dialogar sobre que tipo de contribuição seus colegas poderiam dar. Gabriel parece que ainda está na oposição. Enquanto, Diego já existia uma sinalização de mudança, antes mesmo da eleição, já havia a cogitação dele ir para a base do governo, pois seu irmão Daniel Américo, durante a campanha, já tinha aderido ao poder.

A ex-parlamentar reforça que entende a vida dos vereadores, Gabriel e Diego, mas confessa que esperava outro tipo de postura deles em relação a ela, acredita que merecia, no mínimo, uma atenção política maior. Em relação à candidata a vice da sua chapa, Elienai Cartaxo, a professora afirma que após o pleito eleitoral, conversaram uma ou duas vezes, nunca mais se encontraram. Ainda em relação aos contatos com sua vice, Nilda complementa dizendo que envia mensagem de vez em quando, tenta se aproximar, mas sabe que no pós campanha, cada um foca mais em cuidar da sua vida e de suas famílias.

A ex-vereadora Nilda garante que cumpriu tudo que ficou acertado com os dois vereadores e também com sua vice, “conquistamos duas vagas, eu não coloquei ninguém da minha família na vaga que eu ocupava na câmara.” Nilda assegura que não indicou ninguém para ocupar nenhum cargo nos gabinetes dos dois parlamentares, mas politicamente irá acompanhar o deputado estadual Kleber Ridrigues e que estará pronta para disputar as eleições de 2022 e 2024.