Ministério da Saúde entrega oxigênio para Rio Grande do Norte

Foto: Sandro Menezes/ASSECOM-RN

O Ministério da Saúde entregou hoje (27) 160 cilindros de oxigênio para o Rio Grande do Norte, como parte do Plano Oxigênio Brasil. O insumo usado no atendimento a pacientes com casos graves de covid-19 chegou em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), segundo informação do presidente da República, Jair Bolsonaro, publicada em seu perfil no Twitter:

O Plano Oxigênio Brasil também inclui, inicialmente, a entrega de cilindros para Rondônia (400), Acre (240), Ceará (100), Paraná (200) e região Sul como um todo (100). Grande parte desses cilindros foram comprados direto de produtores, em São Paulo. Outros estão sendo deslocados de Manaus.

Outras ações do plano são a instalação de duas usinas de oxigênio em Santa Catarina, uma no Acre e outra em Rondônia.

Fonte: Agência Brasil

Guedes se vacina contra Covid-19 em Brasília; ministro recebeu carta da Pfizer

Foto: Reprodução/CNN

O ministro da Economia, Paulo Guedes, recebeu na tarde deste sábado (27), em Brasília, a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Ele foi vacinado no posto drive thru do estádio Mané Garrincha.

O chefe da equipe econômica foi imunizado com uma dose da Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan. A segunda dose do ministro deverá ser aplicada em 25 de abril.

Em entrevista à CNN minutos antes de ser vacinado, Guedes afirmou ter conversado com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que pediu para informar que o Brasil vacinou 800 mil pessoas nesta sexta-feira (26).

Guedes tem 71 anos de idade e foi vacinado seis dias após o início da vacinação para seu grupo. No Distrito Federal, a vacinação para idosos de 69, 70 e 71 anos está liberada desde a última segunda-feira (22).

Ele foi o segundo ministro do governo a se vacinar. Na semana passada, o titular do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, de 73 anos, também se vacinou na capital federal.

Carta da Pfizer

Na quinta-feira (25), o ministro recebeu uma carta assinada por executivos da Pfizer agradecendo pelo apoio para assinatura do contrato da farmacêutica com o governo brasileiro para venda de vacinas.

A carta foi confirmada à CNN tanto pelo chefe da equipe econômica quanto pela assessoria de imprensa da Pfizer. A empresa não respondeu se enviou cartas para outros integrantes do governo federal.

Fonte: CNN Brasil

O que você precisa saber sobre a vacina Versamune, apoiada pelo governo federal

Foto: MIGUEL NORONHA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A mais nova aposta do governo federal para o combate à pandemia de Covid-19 atende pelo nome de Versamune, vacina desenvolvida no Brasil e financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que protocolou junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o pedido para que possam ser feitos os primeiros testes clínicos em humanos.

A Versamune é fruto de uma parceria entre a empresa brasileira Farmacore, com sede em Ribeirão Preto (SP), a americana PDS Biotechnology e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

Como funciona?

Em entrevista à CNN, a CEO da Farmacore, Helena Faccioli, explicou que, basicamente, a Versamune tem a proteína S-1, que impede que o vírus se conecte às células do corpo, evitando a instalação da doença.

Ainda que o vírus consiga se ligar à célula, o SARS-Cov-2 será combatido pelas células T ativadas por uma partícula nano lipídica também presente na vacina, – a grosso modo, é como uma partícula de gordura muito pequena.

Assim, a ação do imunizante se baseia na interação destes dois compostos. Se o trabalho da proteína S-1 falhar, as partículas nano lipídicas terão “treinado” as células T para o combate ao novo coronavírus, o que inclusive colabora para que pessoas que tenham contraído o vírus uma vez não passem por uma reinfecção.

Quantas doses devem ser tomadas?

Duas doses, com intervalo de 21 dias entre elas. Até o momento, os testes foram conduzidos em camundongos, e a resposta imunológica foi muito satisfatória: 98% dos animais não foram infectados pelo vírus. Dos que desenvolveram a doença, nenhum morreu.

Para o pesquisador Célio Lopes Silva, da FMRP-USP, a Versamune será mais efetiva na proteção contra o novo coronavírus do que as vacinas que estão sendo utilizadas atualmente por ser mais eficiente em matar as células infectadas.

Quanto tempo devem durar os testes?

De acordo com Helena Faccioli, a previsão é que os ensaios clínicos, em humanos, durem entre seis e nove meses.

Se a Anvisa liberar os ensaios clínicos, as empresas farão as primeiras duas fases de testes em cerca de 360 voluntários. O objetivo é avaliar se a vacina gera os anticorpos necessários e se não há efeitos colaterais graves.

Na sequência, vem a fase três, que deve contar com 20 mil a 30 mil voluntários e servirá para testar se o imunizante realmente vai oferecer a proteção necessária no dia a dia.

“Se é uma nova vacina, tem que obedecer todo o rito, fazer estudos de fase 1 e 2, que são mais rápidos. Em dois meses dá para fazê-los. Mas os ensaios de fase 3, utilizando uma população maior, de diferentes estados, demora um tempo”, explicou Júlio Croda, infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Quando as doses devem estar prontas?

A CEO da Farmacore afirmou que a empresa está em negociação com uma indústria farmacêutica nacional e que as doses devem ser fabricadas em paralalo com os testes clínicos. A expectativa é que assim que os testes forem finalizados, a Versamune já consiga atender entre 30% e 40% da demanda brasileira por vacinas.

Ela espera que entre janeiro e fevereiro de 2022 a Anvisa já esteja analisando um pedido de uso emergencial da vacina. Se for aprovado, a distribuição pode ser feita imediatamente.

“Como é um processo simples e fácil, devemos ter uma capacidade de atender pelo menos 50% da necessidade de doses ao ano. Vamos trabalhar junto com o Ministério da Ciência e Tecnologia para para abastecer o mercado interno, produzindo entre 400 e 500 milhões de doses”, afirmou Faccioli.

A logística deve ser facilitada porque a vacina é feita para ser armazenada em refrigeradores comuns, em temperaturas que vão de 6ºC a 8ºC. Além de abastecer o mercado doméstico, a Farmacore quer que a Versamune também atenda outros países da América Latina.

Quem está pagando?

“Recebemos um financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia para execução de grande parte dos testes clínicos, mas os investimentos iniciais foram feitos pela própria empresa”, diz Helena Faccioli, que estima gasto de R$ 20 milhões até aqui.

As fases 1 e 2 devem demandar mais R$ 30 milhões, e a CEO garante que “o governo já sinalizou que tem o recurso”.

A fase 3, a mais cara, deve demandar mais R$ 300 milhões. “Tem que contratar mais cinco, seis centros clínicos pelo Brasil, cada um com sete a oito mil voluntários”, explica Faccioli, que já trabalha em uma “articulação” com a pasta para que esses gastos futuros também fiquem por conta do governo federal.

“Mas o processo ainda precisa seguir fase a fase para que também possamos avançar nas próximas etapas de recursos”, pontua.

Empresa tem experiência no mercado veterinário

Além da Versamune, a Farmacore também desenvolve uma vacina contra a tuberculose, atualmente em período de testes. No entanto, a empresa tem mais experiência da produção de medicamentos de uso veterinário, com foco em cães, vacas, salmões e até uma vacina de uso oral para tilápias.

No site da empresa, o Imunivax é apresentado como principal produto já desenvolvido. Trata-se de medicamento de uso veterinário voltado para o tratamento de câncer, dermatite, doenças autoimunes e doenças infecciosas, principalmente em cães.

No caso do Imunivax, a USP também aparece como parceira da Farmacore, à semelhança do que ocorre com a Versamune. A universidade detém 30% da titularidade da patente do medicamento, enquanto a empresa tem 70%.

Quantas vacinas brasileiras temos?

De acordo com o Ministério da Saúde, são monitorados 17 estudos nacionais de possíveis vacinas contra a Covid-19, de diferentes origens. Nesta semana, dois desses estudos concluíram a fase de estudos pré-clínicos e pediram autorização para começar os testes em seres humanos.

Uma é a Versamune-CoV-2FC, da Farmacore, e a outra é a Butanvac, vacina brasileira desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a Dynavax e a PATH.

Fonte: CNN Brasil

Bolsonaro autorizou antecipação de vacina para contrapor Doria

Foto: Amanda Perobelli -12.ago.2020/ Reuters

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) orientou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, a divulgar que o governo federal protocolou nesta quinta-feira (25) na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o pedido para início dos testes clínicos em humanos de uma nova vacina contra Covid-19 desenvolvida no Brasil, chamada de Versamune-CoV-2FC.

A decisão ocorreu após duas reuniões no Palácio do Planalto. Na primeira, estiveram presentes Marcos Pontes, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e representantes da Casa Civil. Nela, Pontes disse que a vacina anunciada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pela manhã, estava em um estágio mais atrasado do que a Versamune.

Eles decidiram, então, fazer uma coletiva para anunciar, mas precisavam do aval de Bolsonaro. Foram, então, ao gabinete presidencial e explicaram a situação a Bolsonaro, que deu apoio para o anúncio.

Até então, a ideia de Pontes era fazer a divulgação da Versamune apenas após a Anvisa aprovar o pedido para que fossem realizados testes da fase 1 e 2. Mas, quando ele e sua equipe viram o anúncio de Doria, resolveram levar ao Planalto a ideia.

Fontes no governo garantem que, até aquele momento, a Butanvac não havia virado pauta principal do governo, em volta desde a manhã em reuniões com governadores. Não fora assunto sequer no grupo dos ministros e interlocutores mais próximos do presidente disseram que ele não tratou disso.

Com o aval presidencial, a coletiva foi informada à imprensa às pressas e Pontes e Queiroga desceram e anunciaram o protocolo no próprio Palácio do Planalto.

Ao contrário da coletiva de Doria, não houve prazos nem estimativas de doses da Versamune, tampouco logo e caixa da vacina do governo federal. Fontes de Brasília disseram à CNN que houve excesso de marketing no anúncio de Doria.

No Palácio dos Bandeirantes, porém, a coletiva às pressas de Brasília foi vista com ironia.  A avaliação no entorno do governador paulista foi a de que o Palácio do Planalto “passou recibo” da Butanvac, apesar de considerarem que tanto Pontes como Queiroga foram elegantes com o governo paulista.

Até as 19h, porém, segundo a própria Anvisa, o Butantan não havia protocolado nenhum pedido na agência sobre a Butanvac.

Fonte: CNN Brasil

Malafaia está com Covid

Silas Malafaia está com Covid. O pastor disse à Folha que sua mulher, Elizete Malafaia, também foi infectada, mas que se recuperou da doença.

Minha esposa já saiu da Covid-19. Eu que ainda estou, devo estar nos últimos dias com esta tralha.”

Malafaia esteve com Jair Bolsonaro no dia 15 de março. Ao lado do presidente, o pastor gravou um vídeo fazendo uma “convocação geral” aos cristãos e pediu um “jejum em prol da nação brasileira” no próximo dia 29. Com o diagnóstico, porém, ele afirmou que não irá mais encontrar Bolsonaro na data.

O antagonista

Colapso no sistema de saúde do Brasil era previsto, diz New York Times

“As mortes no Brasil estão no auge e variantes altamente contagiosas do coronavírus estão varrendo o país, possibilitadas por disfunções políticas, complacência generalizada e teorias da conspiração”, diz reportagem do New York Times sobre o colapso no sistema de saúde brasileiro.

“O país, cujo líder, o presidente Jair Bolsonaro, minimizou a ameaça do vírus, agora está registrando mais novos casos e mortes por dia do que qualquer outro país do mundo”.

A marca de 300 mil mortes por Covid registrada nesta semana também virou destaque no jornal americano.

São 125 brasileiros morrendo a cada hora”. A reportagem diz ainda que o colapso do sistema de saúde brasileiro era previsto em razão da variante P1, mais contagiosa.

E lembra ainda que Jair Bolsonaro chamou a doença de “gripezinha”, além de ter encorajado multidões a saírem de casa, dando uma “falsa sensação de segurança” a seus apoiadores. O presidente, diz o NYT, endossou o uso de “medicamentos ineficazes e potencialmente perigosos para tratar a doença”, contrariando as orientações das autoridades de saúde.

O antagonista.