Bolsonaro deixa entrevista depois de confusão com apresentadores

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deixou a entrevista que dava ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta 4ª feira (27.out.2021) depois de uma discussão travada entre os apresentadores Adrilles Jorge e André Marinho.

“O PT não pode voltar. Então, por favor, responda à pergunta que te fiz, cara. Por quê? Só quer pergunta de bajulador?”, disse Marinho a Bolsonaro.

Adrilles, o outro entrevistador, afirmou que Marinho estava se referindo a ele como bajulador e começou a gritar com o colega. Bolsonaro, então, deixou o local onde dava a entrevista.

Assista (2m07s):

O nome do humorista André Marinho chegou aos assuntos mais comentados em setembro. Vídeo em que apareceu imitando o presidente Jair Bolsonaro em jantar com empresários viralizou nas redes sociais e causou um choque no Palácio do Planalto.

André Marinho é influencer e um dos apresentadores do Programa Pânico, da Jovem Pan, tem 26 anos e é filho do político e empresário Paulo Marinho –suplente do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) e desafeto político de Jair Bolsonaro.

Em 2018, seu pai foi grande entusiasta da candidatura do atual presidente da República e um dos principais financiadores de sua campanha.

Antes apoiador do governo, André Marinho agora é crítico de Bolsonaro. Já se referiu a simpatizantes do presidente como “bobos da rede”.

A 1ª pergunta do apresentador para Bolsonaro nesta 4ª feira foi sobre as chamadas “rachadinhas. Bolsonaro afirmou que não responderia a provocações.

“Ô, Marinho, você sabe que eu sou presidente da República, eu respondo sobre os meus atos, tá ok? Não vou aceitar provocação sua. Não vou aceitar. Não vou aceitar. O teu pai [Paulo Marinho] é o maior interessado na cadeira do Flávio Bolsonaro. O teu pai quer a cadeira do Flávio Bolsonaro. Eu decidi com o Flávio indicar teu pai. Não tem mais conversa contigo”, disse o presidente.

O estopim da confusão veio quando Adrilles rebateu Marinho:

“Você me respeita, rapaz. Bajulador é seu pai que bajulava o presidente e não recebeu ministério. Você se transformou em oposição porque seu pai não recebeu ministério. Cara de pau”, disse Adrilles.

“O meu pai não chora no banheiro”,respondeu Marinho em referência a uma declaração do presidente.

Bolsonaro ainda tentou responder, mas foi interrompido pelos 2. Logo depois, deixou o local em Manaus (AM), de onde dava a entrevista por videoconferência.

Fonte: Poder 360.

Europa volta a ter alta de mortes por covid; saiba os piores países do mundo

São 21 os países da Europa que registram média de mortes em 7 dias superior à média que registravam há duas semanas. É o único continente hoje com piora no cenário. A região tem ainda 13 países com curva estável e 9 nos quais as mortes têm caído.

A região como um todo tem média diária de 3,8 mortes por milhão de habitantes. Isso deixa o momento atual 30% abaixo do número de mortes da 1ª onda, em abril de 2020, quando registou um pico de 5,4 mortes diárias/milhão. No pior momento da pandemia, foram 7,5 mortes.

O problema no Leste Europeu

Rússia, Ucrânia e Romênia têm, somadas, 70% das mortes diárias do continente. Nenhum desses países chegou a ⅓ da população com o 1º ciclo vacinal completo.

Considerando os países com mais de 1 milhão de habitantes, todos os que se encontram com maior média de mortes hoje estão no Leste Europeu ou fazem fronteira com nações do Leste Europeu. São poucos os dessa lista com vacinação adiantada.

Países da região decidiram aplicar mais restrições para tentar conter a pandemia. Na Rússia, o presidente Vladimir Putin decretouum feriado de 30 de outubro a 7 de novembro, e determinou que idosos não vacinados fiquem 4 meses em casa.

Letônia, Ucrânia e Bulgária também determinaram novas restrições.

Análise

A alta de casos no Reino Unido e o que poderia ser uma nova onda na Europa preocupa o mundo. Como se vê no 1º gráfico acima, as duas grandes ondas da pandemia começaram na Europa e, 3 meses depois, chegaram à América do Sul, com destaque para o Brasil. Desta vez, a situação parece diferente, por duas razões principais:

1-) A maior parcela da alta de mortes se dá em países com vacinação baixa (mas há exceções, e é preciso ficar atento );

2-) O Reino Unido aplicou o fim de uma série de restrições e teve um aumento espetacular de casos. Chegou a 80% das infecções diáriasque teve no pior momento da pandemia, em janeiro. Mesmo assim, com a população vacinada, as mortes diárias são um décimodas contabilizadas no começo do ano. Ou seja, mesmo com o susto da delta, a vacinação parece estar protegendo os britânicos, que estão entre os que melhor coletam dados da covid no mundo.

Tudo considerado, é preciso monitorar o surgimento de novas variantes e ficar atento a áreas com “apagões” de dados, como na China e na África. No entanto, ao menos por ora, parece não haver elementos suficientes para crer que uma 3ª grande onda está a caminho

Fonte: Poder 360.