Tem Reviravolta? Espere a votação hoje

Está previsto para hoje (5) o julgamento do processo por meio do qual os vereadores Ítalo e Rhalessa saberão se irão cumprir a quarentena de 180 dias afastados de seus mandatos, por determinação do Juiz Kennady Braga da primeira zona eleitoral de Natal. O Tribunal Regional Eleitoral, já iniciou o julgamento e o plenário votou, ficando o placar empatado em 3×3.

O desembargador Gilson Barbosa preferiu pedir vistas do processo que trata da permanência dos vereadores Ítalo e Rhalessa na Câmara Municipal de Parnamirim. A relatora do caso entendeu pela revogação da cautelar de afastamento de 180 dias, deixando os vereadores nos cargos.

A divergência levantada pelo Des. Cláudio Santos foi contrária e pediu o afastamento dos edis. Agora caberá ao presidente do TRE o voto final sobre a permanência ou não dos vereadores no parlamento. A votação acontecerá hoje no TRE.

Depois de apagão no WhatsApp, leia comparativo com Telegram e Signal


A pane que tirou o Facebook, Instagram e WhatsApp do ar, nesta 2ª feira (4.out.2021), obrigou muitos usuários a buscar por aplicativos alternativos. Os mais proeminentes entre as plataformas de mensagens instantâneas são o Telegram e o Signal.

Um levantamento realizado pelo Poder360em janeiro deste ano deu destaque ao Telegram entre os apps. Ao explorar todos os recursos, a reportagem identificou que a plataforma traz mais recursos e facilidades para o usuário, como a possibilidade de editar mensagens já enviadas, apagar mensagens sem deixar rastros e incluir mais usuários por grupo.

Desde então, as 3 plataformas incluíram algumas funções, como a possibilidade de realizar pagamentos e realizar chamadas em vídeo em grupo. Veja como estão as comparações entre eles.

O Telegram se destaca no envio de arquivos, já que é o único que permite a transmissão de vídeos de longa duração sem cortá-los ou comprimi-los. Em casos semelhantes, o WhatsApp corta o vídeo e o Signal apresenta uma mensagem de erro.

Em segurança, os 3 aplicativos dizem ter criptografia de ponta a ponta –conjunto de técnicas para codificar o conteúdo das mensagens e torná-las ininteligíveis para terceiros.

Por ser “de ponta a ponta”, nem mesmo o servidor tem acesso ao conteúdo das mensagens enviadas. No caso de interceptações, os hackers também não conseguem decifrar as mensagens.

A diferença é que no caso do Signal e do WhatsApp, a criptografia de ponta-a-ponta é padrão. No Telegram, ela só é adotada em chats secretos, que devem ser criados pelo usuário. Nas conversas padrões, a criptografia é do tipo cliente-servidor.

Outra questão é a popularidade –que o WhatsApp lidera. A última pesquisa da Panorama Mobile Time/Opinion Box, de junho de 2021, mostra que mais de 95% da população brasileira tem o aplicativo instalado no celular. Já o Telegram está presente em 45% e o Signal em 12%. Eis a íntegra da pesquisa (6 MB).
Fonte: poder 360.

Lula e Bolsonaro priorizam longo prazo; isso traz riscos para ambos


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Brasília e ficará na cidade até 6ª feira (8.out.2021). Ele se dedica a construir alianças para a eleição de 2022. Um dos objetivos é fazer com que seja eleito o maior número possível de deputados e senadores petistas.

Fazer grandes bancadas é importante porque permite ao partido ter maior peso nas decisões do Congresso. No caso dos deputados, também por proporcionar maior quinhão dos fundos partidário e eleitoral nas eleições municipais de 2024 e nas nacionais de 2026.

Isso evidencia o fato de que a única preocupação do PT não é impedir a reeleição do presidente Jair Bolsonaro em 2022. O que Lula e o PT buscam é manter-se forte a longo prazo.

Pode-se argumentar que é possível ter os 2 objetivos. Sem dúvida. A questão é quanto de peso se dá para cada item. E se há disposição de abrir mão de um para ter o outro.

O cientista político Steven Levitsky disse em entrevista ao Poder360 no dia 12 de agosto que Lula deveria formar uma ampla aliança para 2022. Com a vitória em 1º turno por ampla margem, a derrota de Bolsonaro seria incontestável, afirmou Levitsky. Ele mesmo acha algo muito difícil de se concretizar.

Fazer uma aliança nesses termos significaria abrir mão de espaço na campanha, nas alianças, no programa partidário e, de antemão, na formação do novo governo.

É realmente improvável que uma legenda aceite ter um tamanho menor do que teria de outro modo. Mas a sinceridade obrigaria a dizer que, com isso, se aceita abrir mão da melhor estratégia para derrotar o adversário. Claro que ninguém é sincero a esse ponto na política.

Há quem argumente que mesmo em 2018 o PT poderia ter feito uma aliança mais ampla no 1º turno se o objetivo principal fosse derrotar Bolsonaro. Não derrotou. Mas conseguiu ser a legenda com o maior número de deputados eleitos.

Lula e o PT não são os únicos adeptos dessa estratégia. Há sinais de que essa também é a preocupação do principal oponente. É razoável a hipótese de que Bolsonaro poderia estar mais confortável quanto à aprovação do governo e às intenções de votos se não recorresse tanto a declarações controversas.

Mas isso também poderia significar menor engajamento de seus apoiadores mais fiéis. Eles foram em peso às ruas no 7 de Setembro. Essas manifestações não foram suplantadas pela oposição nos protestos em outras datas.

Esse grupo é essencial na manutenção da força do bolsonarismo para além de 2022. Vencer a próxima eleição, portanto, é um objetivo, mas não o único.

Maximizar as chances eleitorais exigiria, de certa forma, abrir mão da identidade. Visto pelo lado oposto, focar a identidade traz riscos na eleição presidencial. Mas a disposição é encará-los. É assim tanto para Lula quanto para Bolsonaro.

A estratégia de ambos é incentivada também pelo eleitor. Com a desidratação dos nomes da 3ª via, há menor incentivo a tê-los ao lado com tanta antecedência.
Fonte: poder 360.

Um salmo para os nossos dias

Padre João Medeiros Filho

O romancista e poeta François Mauriac, prêmio Nobel de Literatura em 1952, escreveu: “Há pensamentos que são verdadeiras orações. Em dados momentos, a alma está de joelhos, seja qual for a postura do corpo.” Isso é válido também neste tempo em que estamos ainda mergulhados num oceano de incerteza, angústia e desapontamento. Vivemos atônitos numa sociedade vitimada pela pandemia e inverdades, pelo radicalismo político, social e até religioso. Padecemos com as contradições e manifestações ideológicas antagônicas, acarretando mais sofrimento para o nosso povo.

No conjunto bíblico veterotestamentário é bem conhecido o Livro dos Salmos, lido e meditado por muitos. Trata-se de um manual de orações em forma de hinos e cânticos composto por nossos ancestrais, séculos antes de Cristo. Ali, estão contidas aspirações profundas do ser humano diante de si mesmo, da vida e do desconhecido. A oração – para quem acredita – tem por objetivo levar o finito da terra até o Infinito do Céu. E em cada salmo, está a alma do poeta perseguido, angustiado e carente. Dentre tantos, há um, em particular, apropriado para os dias de hoje, que assim começa: “Aquele que habita sob a proteção do Altíssimo descansará à sombra do Onipotente. Ele dirá ao Senhor: Meu refúgio, minha fortaleza, meu Deus, em quem confio.” (Sl 90/91, v.1) É o desabafo de um fiel em busca de socorro à sombra de Deus, procurando proteção e forças para superar as dificuldades pelas quais passa.

Deus é o refúgio (não fuga ou alienação) do ser humano, o qual no seu íntimo pressente que é amado por Ele. Manifesta sabedoria ao buscar auxílio junto a quem pode proteger e ajudar. Nele podemos confiar totalmente, pois nos garante: “Porque se apegou a mim, eu o livrarei e protegerei, pois conhece o meu nome.” (v. 14). Apesar do filósofo Immanuel Kant ter afirmado que “o valor da oração é apenas subjetivo e o desejo de falar com Deus é absurdo”, a criatura humana reza e, mormente nas horas difíceis, pois tem consciência da presença e compaixão divina. Os momentos de prece e recolhimento conduzem-nos à humildade bíblica, ignorada por pretensos sábios, os quais rejeitam Deus e fazem tudo para ocupar o seu lugar.

O Salmo 91/90, além de seu conteúdo poético, é uma reflexão sobre o tempo que passa e o que vai acontecendo ao ser humano. Fala de nossa condição terrena, através de imagens. Compara a vida do homem à efemeridade de uma planta. Alude à nossa história, cheia de contradições e sofrimentos, ao tempo cósmico e à perpetuidade de Deus. “Tudo passa. Só Deus permanece”, afirmara a poetisa e mística Santa Teresa d´Ávila! O Salmo, aqui citado,demonstra que todo poder e sabedoria pertencem a Deus. Descreve metaforicamente a existência de um quarteto sinistro (v.4 e 6) que poderá se aplicar aos tempos hodiernos de violência e pandemia: a) a flecha (bala) que voa de dia sem que saibamos seu percurso; b) o terror noturno a trazer insegurança; c) a peste que desliza nas trevas e d) a mortandade que se alastra à luz do dia (v. 5-9). No entanto, o Senhor acalma, promete sua proteção e dará vitória a quem crê e reza: “Andarás sobre cobras e serpentes e pisotearás leões e dragões.” (v. 11). E continua o salmista, tranquilizando o suplicante: “O mal não se aproximará de ti nem a praga chegará à tua casa.” (v.10).

Porque ele me ama, eu o salvarei. Clamará por mim e eu o atenderei, com ele estarei na tribulação” (v.1415). Assim, Deus assegura-nos a defesa contra os perversos e as desgraças. E enviará seus anjos que oferecerão refúgio e mostrarão o caminho. Finalmente, a salmodia arremata a prece com o consolo divino: “Eu o saciarei de longos dias e lhe mostrarei a minha salvação” (v. 16).  Neste tempo de perplexidades, peçamos confiantemente ao Senhor que venha amenizar este “vale de lágrimas”. Ponhamos nosso coração em nossas orações, pois “as palavras sem sentimentos não chegarão aos ouvidos do Eterno”, como escrevera William Shakespeare.