Flaviano Gama, advogado do vereador Diogo Rodrigues, foi ao presídio de Ceará Mirim, em busca de mais informações sobre a visita de um advogado que Diogo recebeu para fazer uma delação premiada. A matéria publicada, pelo blog do GM, revelou uma trama envolvendo políticos de Parnamirim, eles querem incriminar o prefeito Taveira e a primeira dama, Alda Lêda. O advogado Flaviano Gama ouviu atentamente as explicações de Diogo Rodrigues que confirmou toda armação que seria jogar lama na figura do coronel e, em troca, esses políticos garantiriam seu mandato na Câmara de Parnamirim. Os nomes dos envolvidos já foram entregues ao advogado Flaviano Gama que está de posse de uma certidão da administração do presídio, com data, hora e os nomes das pessoas que fizeram a visita. O advogado vai solicitar as imagens para instruir os processos que serão ajuizados no âmbito administrativo e penal. O prefeito Taveira está analisando o impacto político dessa denúncia para poder tomar sua decisão, já que os políticos, envolvidos nesse episódio, são da sua base eleitoral. Então, vamos aguardar os próximos episódios, pois o prefeito deverá falar sobre esse fato que é gravíssimo.
O Prefeito Rosano Taveira, acompanhado do secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária (Seharf), recebeu nesta sexta-feira (8), em seu gabinete, a visita do secretário de desenvolvimento e habitação e regularização fundiária de Vitória (ES), Marcelo Oliveira, e do presidente estadual do partido republicanos da capital capixaba, Roberto Carneiro.
De acordo com o secretário Rogério Santiago, a reunião teve como objetivo a troca de experiências a respeito da modernização e inovações na área da regularização fundiária, oportunidade na qual os visitantes apresentaram o modelo de trabalho desenvolvido por eles.
“Essa troca de experiências é válida, pois a Prefeitura vai começar a fazer a regularização fundiária do município. Para isso, estamos fazendo toda a parte burocrática, interna e administrativa e estamos trocando experiências com outros estados que já produzem esse trabalho”, destacou o titular da pasta.
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (8) que vai reajustar o preço de venda da gasolina e do GLP, o gás de cozinha. O aumento nos preços passa a valer neste sábado (9) e acontece para evitar desabastecimento, segundo a empresa.
Com a mudança, o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passa de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro. O reajuste representa aumento de 7,19% no preço do combustível para as distribuidoras. Segundo a companhia, a alta da gasolina acontece após 58 dias de estabilidade.
Já o GLP vai ficar 7,22% mais caro. O preço sai de R$ 3,60 para R$ 3,86 por kg, o equivalente a R$ 50,15 por 13 kg.
Segundo a empresa, as altas “refletem parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio, dado o fortalecimento do dólar em âmbito global”.
Aumento nos preços
A gasolina vem impactando a inflação nos últimos meses. Na divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ressaltou que a gasolina já aumentou 39,60% em 12 meses.
Em setembro, a média nacional do botijão de 13 kg do GLP chegou a R$ 98,70. É o maior valor médio real da série histórica conduzida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), iniciada em 2001.
O valor fica cerca de R$ 20 acima da média praticada há um ano, quando o item custava, em média, R$ 77,40, em valores corrigidos pela inflação.
Nesta sexta-feira (08), junto aos vereadores Irani Guedes, Vavá Azevedo e Gustavo Negócio, o presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, Wolney França, realizou uma reunião com o secretário estadual da Segurança Pública, coronel Francisco Araújo, com o comandante geral da Polícia Militar, Alarico Azevedo, a delegada geral da Polícia Civil, Ana Cláudia Saraiva, o secretário da SESDEM, coronel Marcondes Pinheiros, o presidente da CDL, Bira Marques e outras autoridades da segurança pública.
A reunião teve como objetivo discutir ações para o fortalecimento da segurança pública em Parnamirim, principalmente nos corredores de maior concentração de comércio e lojistas.
Recebemos a sinalização positiva, dentro da estruturação já planejada pela secretaria, para o atendimento dos pleitos dos parlamentares: a criação de uma delegacia de plantão da Polícia Civil em Parnamirim, já publicada em Decreto na data de hoje, com previsão de funcionamento até o final deste ano e a volta do batalhão da polícia militar para o centro da cidade.
A Subsecretaria do Trabalho da Sethas-RN, através do SINE-RN, oferece hoje, dia 08 de outubro, 51 vagas de emprego para Natal, Região Metropolitana, Mossoró, Santa Cruz e Currais Novos e regiões.
Para concorrer às vagas, o(a) candidato(a) deve se cadastrar via Internet no Portal Emprega Brasil do Ministério do Trabalho e Emprego, através do endereço empregabrasil.mte.gov.br ou nos aplicativos Sine Fácil e Carteira de Trabalho Digital, disponíveis para Android e IOS.
NATAL E REGIÃO METROPOLITANA – (Vagas Permanentes)
ANALISTA DE MARKETING 1
ASSISTENTE DE VENDAS 1
AUXILIAR MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO 2
AUXILIAR TÉCNICO DE ENGENHARIA (CONSTRUÇÃO CIVIL) 1
COSTUREIRA EM GERAL 1
MASSAGISTA 6
MECÂNICO DE MOTOCICLETAS 2
MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO 2
PIZZAIOLO 1
REPARADOR DE LINHAS E APARELHOS 15
TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES 1
VENDEDOR PRACISTA 4
Total 37
NATAL e REGIÃO METROPOLITANA (Vagas PCD – Pessoas Com Deficiência)
SERVENTE DE OBRAS 3
Total 3
MOSSORÓ E REGIÃO
AJUDANTE DE MOTORISTA 1
ATENDENTE DE PADARIA 1
AUXILIAR DE COZINHA 1
COSTUREIRA EM GERAL 1
COZINHEIRO GERAL 1
PADEIRO 1
VENDEDOR PRACISTA 1
Total 7
SANTA CRUZ E REGIÃO
AUXILIAR TÉCNICO DE ENGENHARIA (CONSTRUÇÃO CIVIL) 1
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, participou em Campinas (SP), nesta sexta-feira (8/10), da inauguração de um novo espaço de última geração para testes relacionados a redes de comunicação, com ênfase no 5G e em novas tecnologias. Trata-se do Complexo Laboratorial de Conectividade do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento Tecnológico em Telecomunicações (CPqD).
Faria ressaltou a importância do ambiente de inovação para avançar em pesquisas e estudos diante da chegada da tecnologia de quinta geração móvel. “O CPqD tem muita coisa para contribuir com o 5G no Brasil. Por exemplo, com a Internet das Coisas — que o nosso país tem tudo para ser um grande exportador de soluções — e com o Open Ran também. Estamos conversando com países sobre isso. Essa solução será muito importante para todos nós”, salientou.
No Complexo Laboratorial de Conectividade do CPqD, estarão reunidos pesquisadores e desenvolvedores de diferentes áreas que promovem ensaios em equipamentos e em elementos de redes de comunicação. O ambiente inovador, moderno e seguro irá potencializar as aplicações do 5G em diversos setores.
Durante o evento, o ministro frisou que incentivar o desenvolvimento tecnológico do setor de telecomunicações é uma prioridade do Governo Federal. “Eu quero aqui deixar o compromisso que iremos aumentar a parceria do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) com o CPqD”, reforçou. Em agosto, o Conselho Gestor do Fundo aprovou liberação de R$ 45 milhões, entre 2021 e 2023, para a Fundação CPqD aplicar em projetos de pesquisa e desenvolvimento.
A inauguração do Complexo Laboratorial de Conectividade faz parte dos eventos que marcam os 45 anos do CPqD.
A vice prefeita de Parnamirim, Kátia Pires, resolveu revelar um convite feito pelo ex-senador Agripino Maia. Na conversa política, ficou acertado que Kátia disputará a vaga de deputada estadual, concorrendo com a primeira dama, Alda Lêda Taveira. Já sua filha, a vereadora Carol Pires, disputará a vaga de deputada federal nas eleições de 2022.
A vice prefeita pediu um tempo para pensar, mas as últimas pesquisas sinalizam que a campanha em Parnamirim será uma verdadeira guerra.
Kátia ainda não conversou com o prefeito Taveira sobre esse diálogo com Agripino, mas nos próximos dias teremos reviravolta na cidade trampolim da vitória.
O Congresso tende a derrubar o veto de Jair Bolsonaro (foto) à distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa renda de escolas públicas, além de mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema.
Após a decisão do presidente, anunciada ontem, deputadas da bancada feminina protestaram no plenário da Câmara. Marília Arraes (PT-PE), autora do projeto de lei, afirmou:
“Tenho certeza de que a Casa vai fazer jus à vontade do povo brasileiro, como é nossa obrigação, e derrubar esse veto.”
Senadores também prometem agir para reverter a decisão de Bolsonaro. No Twitter, Alessandro Vieira (Cidadania-SE) questionou a justificativa apresentada pelo governo para que a medida fosse vetada.
“Bolsonaro vetou projeto que garantia distribuição gratuita de absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade, como estudantes pobres. A justificativa, falta de indicação de fonte de financiamento, é simplesmente falsa. Verdadeiro é o desrespeito às que mais precisam.”
Também nas redes sociais, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), líder da bancada feminina, criticou a decisão de Bolsonaro.
“Desconexão com a realidade, falta de empatia e desconhecimento da condição feminina, em pleno mês de valorização da saúde da mulher: o Outubro Rosa. O argumento de que não há previsão orçamentária é irreal. Os recursos viriam do SUS e do Fundo Penitenciário. Também não se pode falar em falta de interesse público, em um país onde 52% da população são mulheres. Veto do presidente é mais um sinal do menosprezo dele à condição humana.”
Com o veto, o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual passou a prever apenas campanha informativa sobre o tema.
A sessão do Congresso que analisará o veto ainda não tem data marcada.
Nesta sexta-feira (8) teve início a aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 em idosos com idade a partir de 65 anos. A ampliação da faixa etária foi anunciada após o município receber o quantitativo de 10.449 doses (4.965 da Pfizer e 5.484 da Oxford) na tarde da quinta-feira (7).
O prazo de 6 meses deverá ser respeitado entre a administração da segunda e terceira dose para os idosos 65+. Além disso, também está sendo administrada a terceira dose nos profissionais da saúde que tomaram a segunda no mês de fevereiro e dos imunossuprimidos com o intervalo de 28 dias entre a D2 e D3.
O município também segue com a vacinação de toda a população a partir dos 12 anos, bem como a segunda dose de Oxford/Astrazeneca (para quem tomou a primeira até 20 de julho), de Pfizer (para quem tomou a primeira há 56 dias) e Coronavac (para quem tomou a primeira há 56 28 dias).
A prefeitura reforçou que as UBS poderão ter quantitativo de doses, horários e imunizantes diferentes e que é necessário, portanto, fazer contato com a própria unidade para verificar as opções. Confira demais locais:
– Associação de Moradores da Cohabinal. (D1 e D2 de Oxford, Pfizer e Coronavac). Horário: das 8h às 14h.
– Nordestão da Avenida Maria Lacerda (D1 e D2 de Oxford, Pfizer e Coronavac). Horário: das 8h às 14h.
– D2 de OXFORD também nestes locais:
Caic;
Bela Parnamirim;
Nova Esperança I;
Passagem de Areia I;
Emaús;
Coophab;
Centro;
Parque de exposição I.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Polícia Militar deflagraram nesta sexta-feira (8) a operação Poti. O objetivo foi desbaratar um esquema de tráfico de drogas em São Gonçalo do Amarante. Cinco pessoas foram presas em flagrante, entre elas dois homens que usavam tornozeleiras eletrônicas.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Lucinaldo Brito de Carvalho e Makson Sueldo Lima da Silva, que usavam tornozeleiras eletrônicas por determinação judicial devido a condenação por envolvimento em assaltos, estavam entre as pessoas flagradas traficando drogas no distrito do Golandim.
A ação apreendeu drogas, balança de precisão, armas, munições, dinheiro em espécie em cédulas de diferentes valores, e aparelhos de telefonia celular. O material apreendido e as pessoas presas foram levados para a Central de Flagrantes da zona Norte de Natal, onde serão autuadas em flagrante delito. Os presos serão encaminhados para o sistema penitenciário potiguar, onde irão aguardar decisão judicial.
Neste sábado (9), a partir das 10h, a “Voz da Liberdade” recebe a Secretária de Saúde de Parnamirim, Terezinha Rêgo, e o deputado estadual Coronel Azevedo. O programa, da Rádio Liberdade FM, começa à partir das 10h e já tem um lugar cativo nas manhãs de sábado dos parnamirinenses e de todo o povo potiguar.
Conduzido pelos jornalistas Gilson Moura e Valdemir Tapioca, os entrevistados irão falar sobre gestão, combate à pandemia e, claro, política. Às 10h terá início o bate-papo com a secretária Terezinha Rêgo e às 11h, será a vez do Coronel Azevedo.
Acompanhe ao vivo por meio do link da Liberdade FM: http://l.radios.com.br/r/126378 ou pela frequência 87.7.
Rumo à Brasília, o deputado estadual Kelps Lima recebeu como reconhecimento do trabalho realizado à frente da CPI da Covid do Rio Grande do Norte a sua convocação ao Senado Federal para esclarecer o trabalho realizado no estado.
O convite foi feito pelo senador Eduardo Girão, que mostrou um vídeo de Kelps Lima em uma das reuniões da CPI estadual. Nele, o deputado afirma já ter provas de roubo de dinheiro por parte do Consórcio Nordeste. Girão solicitou que Kelps pudesse ir à Brasília compartilhar as informações que possui.
O senador Omar Oziz, presidente da CPI da Covid do senado, também elogiou o trabalho feito por Kelps Lima. A convocação do deputado estadual já foi aprovada pela CPI da Covid nacional. Muito em breve, o RN estará em pauta no Senado Federal.
Confira a convocação feita roei senador Eduardo Girão:
Na última quarta-feira (06/10/2021) o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte julgou Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) proposto pela CEASA, em seção cível, cabendo o feito à Relatoria do Des. Claudio Santos.
No caso a CEASA alegava que deveria usufruir do benefício constitucional da imunidade tributária recíproca (onde os entes públicos não devem pagar impostos devidos a outros), mesmo ante a sua natureza de sociedade de economia mista, pois, em verdade, não exerce suas atividades de maneira concorrêncial, mas as desempenha no interesse público do fomento à distribuição da produção local de alimentos e, assim, os créditos que lhes vinham sendo cobrados a título de IPTU e Taxa de Lixo não seriam exigível.
A seção cível do TJRN, à unanimidade de votos, unificando a jurisprudência do Tribunal Potiguar, reconheceu o caráter público e essencial das atividades desempenhas pela CEASA e, por consequência, a imunidade reciproca constitucional no que atine ao IPTU, acompanhando o TEMA 1140 do STF.
A Dra. Miriam Diógenes, Mestre em Direito pela UFRN, associada ao escritório Barros, Mariz & Rebouças Advogados, que patrocinou a causa em favor da CEASA esclarece que o referido incidente além de trazer segurança jurídica, uniformizando a jurisprudência do TJRN, garante a solução unificada e célere de centenas de execuções fiscais em curso, trazendo, também, resultados econômicos relevantes à CEASA, pois dívida que vinha sendo cobrada à CEASA pela Prefeitura de Natal atingia vultosa quantia de R$ 4.703.852,85, valores estes que poderão agora ser reinvestidos na cadeia de distribuição de alimentos produzidos no Estado do Rio Grande do Norte, em especial pela agricultura familiar, beneficiando, portanto, a população e a economia Potiguar.
“Num deserto sem água Numa noite sem lua Num país sem nome Ou numa terra nua Por maior que seja o desespero Nenhuma ausência é mais funda do que a tua”
– em homenagem aos que ficaram e aos 600 mil mortos: Sophia de Mello Breyner Andresen, poema “Ausência”
A proximidade do fim da CPI da Covid já anuncia um vazio nas nossas tardes. O Brasil se acostumou a acompanhar, em tempo real, uma investigação sobre fatos que tocavam e tocam, indistintamente, todas as pessoas com caráter, com empatia e com qualquer rasgo de formação humanista.
Não é uma apuração sobre corrupção em empreiteiras, sobre lucro excessivo dos banqueiros, ou sobre a mídia ou qualquer outro tema que, embora relevante, dificilmente mobiliza a atenção do país. Essa comissão parlamentar de inquérito passou a ser uma forma de nós nos solidarizarmos com as famílias e de resistência contra o escárnio criminoso com que se houve o governo federal e os empresários que agiram por cobiça, por estratégia política, por desumanidade ou por serem mesmos bárbaros, enfim.
Instalada quando o país ainda estava mergulhado no mais profundo caos, no final de abril, com milhares de mortes por dia, acompanhar a transmissão da CPI passou a ser um programa obrigatório. As pessoas, as sérias e responsáveis, estavam há 1 ano em desesperador isolamento. Conviviam com mais de 3.000 mortes diárias pelo vírus e com o espantoso número de 395 mil brasileiros levados, muitos deles pelo cinismo cruel de um governo assassino liderado por um presidente insensato e cultor da morte. Aquele mês de abril era o mais letal da pandemia e a CPI da Covid era uma necessidade, uma urgência inadiável.
É preciso registrar e fazer justiça a esse trabalho investigativo que foi realizado. Independentemente do resultado final, a CPI já prestou inestimável serviço ao Brasil. Foi graças, em boa parte, ao trabalho da comissão que o negacionismo assassino foi enfrentado com seriedade e independência. Sem isso, certamente teríamos o aprofundamento do caos e um número incalculável de mortos.
A ideia inicial era investigar a responsabilidade criminal pelos inúmeros desmandos por parte do presidente da República e de seu grupo mais próximo, ligado ao combate à crise sanitária. À época, eu já falava e escrevia sobre a necessidade de enquadrar esses governantes por responsabilidade, por omissão, pela morte de milhares de brasileiros, por assassinato mesmo, e por todo o caderno de crimes contra a saúde pública e também nos tribunais internacionais, por genocídio e extermínio.
Como a previsão de término da CPI era 7 de julho, defendia que fosse feito um relatório parcial com a explicitação desses crimes e o necessário indiciamento do presidente da República, do ministro da saúde e de outros atores políticos. Depois, eu previa, poderíamos seguir com a CPI 2 para investigar a corrupção e outros crimes. E ainda apontava a máxima do direito penal: sigam o dinheiro.
Naquele momento, a popularidade da CPI era tal que foi compreensível a prorrogação dos trabalhos para o 5 de novembro. Continuo achando que foi um erro não terem votado um relatório parcial com a responsabilização direta dos que tinham as mãos sujas de sangue. E depois continuaria a importante investigação sobre os motivos financeiros da política negacionista e fascista que ousou fazer brasileiros de cobaias humanas. Um acinte. Um nojo. Amparando-me em Manuel Bandeira:
“Aceitar o castigo imerecido não por fraqueza, mas por altivez. No tormento mais fundo o teu gemido trocar num grito de ódio a que o fez. … E então morrer sem uma lágrima, Que a vida não vale a pena e a dor de ser vivida.”
Naquela época, vivíamos como que aprisionados por um bando de abutres, aves de rapina, que traçaram um círculo invisível de giz e que ergueram muros para nos tirar a visão e o ar. Com essa tática de sufocamento, a intenção do governo era impedir a resistência e, jogando no enfraquecimento do povo brasileiro –éramos párias internacionais–, continuar no processo de saque contra o Brasil.
O ar que faltava nos hospitais e nos tratamentos, de certa forma, também faltava a todos que sofriam pela insensibilidade doentia de um Presidente sádico e sem limites. Era como se a CPI precisasse tirar, a cada dia, véus dos olhos dos brasileiros. Que obnubilavam a capacidade das pessoas de resistir e de enfrentar. E com o país paralisado, a CPI passou ser um espaço democrático e fomentador de esperança na luta contra o caos e a barbárie.
Daí para diante, bati em algumas teclas que, agora, na reta final, vou me permitir repetir, ainda que com o risco de ser chato.
Mas o momento é, de novo, de reflexão às vésperas do relatório final. É quase tarde, mas ainda é tempo. Lembro-me de Mário de Sá-Carneiro:
“Eu não sou eu nem sou o outro, Sou qualquer coisa de intermédio: Pilar da ponte de tédio Que vai de mim para o outro.”
Para ter efetividade e não frustrar o povo brasileiro que a acompanha com sofreguidão há 6 longos meses, a CPI tem que enfrentar o que venho chamando de poderes imperiais, especialmente do presidente da Câmara e do procurador-geral da República. Se o relatório final for simplesmente desconsiderado ou arquivado será a desmoralização do instituto da CPI.
Mesmo que dezenas de autoridades e empresários, que lucraram com a morte e com a dor de milhões de brasileiros, sejam processados e condenados, se o chefe e mentor desse genocídio não for responsabilizado, restará um gosto amargo de frustração na boca de cada um de nós.
Por isso, repito, neste momento de definição e em homenagem aos brasileiros que se foram e aos que ficaram e querem justiça, o relatório final tem que ser analisado, nos casos de imputação de crimes de responsabilidade ao presidente da República, pelo plenário da Câmara dos Deputados. Só a voz coletiva, na manifestação livre e soberana do plenário da Casa do Povo, pode decidir os caminhos a serem tomados. A voz solitária do presidente da Câmara não pode se sobrepor e calar a força e representatividade do colegiado que representa o povo brasileiro.
Da mesma forma, a apresentação do relatório final ao chefe do Ministério Público Federal, que é o dono da ação penal, por imperativo constitucional, e que irá analisar a eventual responsabilidade criminal do presidente da República, não pode simplesmente ser objeto de arquivamento. Em não se convencendo o procurador-geral da República de elementos suficientes para apresentar a denúncia, é necessário dar contorno à ação penal subsidiária, que concederá aos legitimados o direito de provocar a Suprema Corte para analisar se realmente ocorreu ou não crime.
O país que acompanhou atento os trabalhos da CPI é o mesmo que irá cobrar sua efetividade. Será a hora de nós brasileiros nos sentirmos representados pelo trabalho sério levado a efeito pela Comissão ou de nos frustramos por esse trabalho não ter sido submetido ao escrutínio do povo brasileiro representado pelo Congresso Nacional e pela rigorosa análise do plenário do Supremo Tribunal Federal. É hora de cobrar.
Remetendo-me ao velho Machado de Assis, no poema “O Desfecho”:
“Uma invisível mão as cadeias dilui; Frio, inerte, ao abismo um corpo morto rui; Acabara o suplício e acabara o homem.”
Uma funcionária de uma prefeitura da grande Natal recebeu sua exoneração do cargo e teve que entregar o telefone funcional. A nova ocupante do cargo ficou perplexa ao receber o iPhone para o uso de suas funções.
Na memória do aparelho estavam gravadas várias fotos mostrando a intimidade da jovem exonerada. Quem viu as fotos disse que as posições eram escandalosas.
A nova titular do cargo, quando chegou em casa, deixou o telefone de bobeira e o marido, meio idoso, viu as fotos e se apavorou com os nudes. Por muito pouco, não sobrou para quem não tinha nada haver com essa história.
Dessa vez, eu JU ro que não terá charada, pois o velhinho que teve acesso aos nudes teve problemas de saúde e até hoje não conseguiu esquecer aquelas imagens fortes.