Justiça do RN nega habeas corpus para acusado de praticar crime “encomendado” por facção

Foto: Reprodução/Canal Ciências Criminais

A Câmara Criminal do TJRN não deu provimento ao pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de um homem, condenado a uma pena de mais de 12 anos de reclusão pela prática dos crimes de tráfico e associação para o tráfico, embora seja tecnicamente primário e acusado, ainda, pela prática de homicídio, crime provavelmente praticado como espécie de vingança e a mando de um outro acusado, que ostenta várias condenações transitadas em julgado e responde por diversos outros crimes, sendo apontado como líder de uma facção criminosa.

“Assim, seja pela conduta voltada para a prática delituosa, seja pela gravidade concreta do delito, o caso evidencia a periculosidade do agente a justificar a prisão cautelar a fim de garantir a ordem pública”, define a decisão de primeiro grau, mantida pelo órgão julgador do TJRN.

Segundo a decisão, a prisão – decretada pela 3ª Vara Criminal de Macaíba, deve ser mantida diante da necessidade de garantia da ordem pública, uma vez que, além de ter supostamente praticado o homicídio por motivo torpe (desavenças entre o líder da facção, conhecido como “Cego“ e a vítima).

O suposto mandante estaria, apesar estar dentro de estabelecimento prisional, comandando o tráfico de drogas e ordenando execuções de “desafetos e devedores”, fatores esses indicativos da necessidade da constrição cautelar como medida de manutenção da tranquilidade e da ordem pública.

Elementos processuais que, segundo o órgão julgador do TJ potiguar, à unanimidade de votos, não permite a concessão do pedido da defesa, para a impossibilidade de conversão em medidas diversas da prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal.

Carro capota em frente ao Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim

Foto: Carlos Dhaniel/Inter TV Cabugi

Após colidir com um táxi, um carro capotou em frente ao Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, na manhã desta sexta-feira (10).

Segundo o relato de agentes de trânsito do município que estavam presentes no local, o táxi estava saindo do acostamento, quando foi o outro carro o atingiu. Com o impacto, o carro capotou.

O acidente não deixou ninguém ferido, entretanto, a rua ficou parcialmente interditada.

Audiência pública da Assembleia Legislativa do RN discute defesa da juventude rural

Os depoimentos de representantes de várias entidades ligadas às questões da Juventude do Rio Grande do Norte, notadamente da área rural, na Audiência Pública realizada na manhã desta sexta-feira (10), pelo Sistema de Deliberação Remota da Assembleia Legislativa, vão traçar os caminhos para novas ações voltadas para o segmento.  Essa foi a conclusão que ficou evidenciada após os depoimentos de 10 debatedores, convidados pelo deputado Francisco do PT, propositor da audiência.

“O resultado desse debate aponta caminhos para que o diálogo seja aprofundado com a juventude nos mais diversos segmentos. A partir desse debate vão ser intensificadas ações que possam atender as demandas da nossa juventude do campo, na sucessão rural, políticas públicas, educação e trabalho. Sem uma sucessão garantida no campo, não vamos ter que produza os nossos alimentos”, registrou o deputado Francisco do PT.

A perspectiva de retorno às aulas precisa ser discutida a partir da saída de casa do estudante, o ônibus que ele vai utilizar, a informação sobre quantos alunos estão vacinados, como está a sala de aula. Esse foi um dos questionamentos dos debatedores.

Também foi levantado que muitos estudantes estão sem acesso à educação, à cultura e ao trabalho, porque não há incentivo do Governo Federal.  O acesso da juventude rural às tecnologias se agravou bastante desde o início da pandemia da Covid-19.

Além disso foi abordado o fechamento das escolas e a sucessão rural, com a necessidade de políticas públicas que garantam a manutenção da juventude no campo.

Participaram do debate Stefany Kovalski (UNE), Roberth Góis (UBES), Yadson Magalhães (União Estadual dos Estudantes), Silmara Rodrigue (FETARN), Dannyele Rosana (Sinte-RN), Fernando Ferreira (Rede Juventude Seridó), Francisco Marcos (PJR). Madson Ranier (Vereador de Currais Novos), Gabriela Leopoldo e Gabriel Medeiros (Subsecretário da Juventude).

Projeto prevê que CLT regule trabalho de motoristas de aplicativo

Está em tramitação no Senado um projeto de lei que classifica o trabalho de motoristas de aplicativo — e também o de condutores de veículos para entrega de bens de consumo, como alimentos — como “trabalho intermitente” que deve ser regulado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Esse projeto (PL 3.055/21) foi apresentado no início de setembro pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO).

O senador afirma que sua proposta tem o objetivo de “enunciar direitos e proteger aqueles trabalhadores que prestam serviços por meio de plataformas digitais, tanto aquelas que são voltadas para o transporte individual de passageiros, como Uber, Cabify, 99, Buser e outras, quanto as dedicadas à entrega de bens de consumo, como iFood, Rappi e Loggi, entre outras”.

Segundo Gurgacz, há no Brasil mais de 1,1 milhão de motoristas de aplicativos. Ele lamenta que o país ainda não tenha uma legislação específica destinada a esses profissionais.

“Infelizmente, passados vários anos da implantação do trabalho de transporte de passageiros e de entrega de bens de consumo com o auxílio de plataformas digitais e a despeito de que, em várias partes do mundo, motoristas cadastrados em plataforma digital tiveram seus direitos trabalhistas reconhecidos, não temos ainda legislação própria no Brasil que proteja minimamente essa categoria de trabalhadores.”

Seguro

O projeto também prevê que as empresas envolvidas nessas relações de trabalho serão obrigadas a contratar, sem ônus para motoristas e condutores, seguro privado de acidentes pessoais (para casos de morte acidental, danos corporais, danos estéticos e danos morais) e seguro dos veículos.

O texto também determina que “a contratação de seguro não excluirá a indenização a que o empregador está obrigado quando incorrer em dolo ou culpa”.

Fonte: Agência Senado

Natal chega a 85% da população vacinada com D1 contra a Covid-19

Natal atingiu o índice de 85% da população vacinada contra a covid-19, considerando-se a primeira dose ou dose única. Os números foram tabulados pela Prefeitura com os dados da Secretaria Municipal de Saúde, divulgados até 9h30 desta quinta-feira (9).

De acordo com o Ministério da Saúde, a população “vacinável” em Natal, ou seja, a partir dos 18 anos, é de aproximadamente 690 mil pessoas (690.627). A SMS aplicou 590.062 doses dos imunizantes. Somada a primeira dose (D1) com a segunda dose (D2) e a dose única (DU), a Prefeitura de Natal já aplicou 878 mil doses.

“Dedicamos muito esforço para imunizar a população natalense. Juntamente com nossas equipes espalhadas em cinco postos de vacinação para pedestres e no sistema drive-thru, além de 35 UBS, estamos fazendo um trabalho reconhecidamente eficiente. É com a vacinação que levaremos Natal a vencer a Covid-19”, aponta o prefeito Álvaro Dias.

A capital potiguar já estava com 43% da população com o esquema completo de vacinação concluído, ou seja, com as duas doses aplicadas ou imunizada com dose única. A cidade recebeu, do Ministério da Saúde, 1.036.119 doses até esta quarta-feira (08).

Entre a quarta-feira (8) e a esta quinta (9), foram aplicadas no Município quase 12 mil doses de vacinas, entre D1, D2 e dose única. Isso equivale a um crescimento de 1,7% ao dia, na curva de vacinação. Se mantiver o ritmo, em cerca de oito dias o número de vacinados, entre a população vacinável, atingirá a marca de 100%.

 

Nesse caso, vale observar que o número representa a soma das vacinas e que, para garantir a imunização completa, o cidadão precisa ter recebido as duas doses do imunizante ou a dose única, além de esperar o período determinado pelo fabricante do medicamento para que o efeito seja completo.

Internações

O avanço do processo de imunização em Natal tem influenciado diretamente no números de mortes e internações em UTIs covid na capital.

Segundo dados do consórcio nacional de veículos de comunicação, nesta quarta-feira (8) não foi registrada nenhuma morte em Natal em decorrência da pandemia.

Em relação à ocupação das Unidades de Terapia Intensiva – UTIs, o LAIS – Laboratório de Inovação e Tecnologia em Saúde da UFRN aponta que, na região metropolitana do RN, a ocupação média é de 31%.

IBGE: um em cada dez estudantes já foi ofendido nas redes sociais

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Aproximadamente um em cada dez adolescentes (13,2%) já se sentiu ameaçado, ofendido e humilhado em redes sociais ou aplicativos. Consideradas apenas as meninas, esse percentual é ainda maior, 16,2%. Entre os meninos é 10,2%. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019, divulgada hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao todo, foram entrevistados quase 188 mil estudantes, com idade entre 13 e 17 anos, em 4.361 escolas de 1.288 municípios de todo o país. O grupo representa 11,8 milhões de estudantes brasileiros. A coleta dos dados foi feita antes da pandemia, entre abril e setembro de 2019. A partir de 2020, com a suspensão das aulas presenciais, o uso das redes sociais, até mesmo como ferramenta de estudos, foi intensificado.

As agressões existem também fora da internet, nas escolas, onde 23% dos estudantes afirmaram ter sido vítimas de bullying, ou seja, sentiram-se humilhados por provocações feitas por colegas nos 30 dias anteriores à pesquisa. Quando perguntados sobre o motivo de sofrerem bullying, os três maiores percentuais foram para aparência do corpo (16,5%), aparência do rosto (11,6%) e cor ou raça (4,6%).

Em relação à saúde mental dos estudantes, metade (50,6%) disse se sentir muito preocupado com as coisas comuns do dia a dia. Um em cada cinco estudantes (21,4%) afirmou que a vida não valia a pena ser vivida. Entre as meninas, esse percentual é 29,6% e, entre os meninos, 13%.

Os resultados mostram ainda insatisfação com o próprio corpo. Menos da metade (49,8%) achava o corpo normal, 28,9% se achavam magros ou muito magros e 20,6%, gordos ou muito gordos.

Violências

Em 2019, de acordo com a PeNSE, cerca 14,6% dos adolescentes, alguma vez na vida e contra a sua vontade, foram tocados, manipulados, beijados ou passaram por situações de exposição de partes do corpo. No caso das meninas, o percentual (20,1%) é mais que o dobro do observado entre os meninos (9%). Além disso, 6,3% dos estudantes informaram que foram obrigados a manter relação sexual contra a vontade alguma vez na vida, sendo 3,6% dos meninos e 8,8% das meninas.

A pesquisa mostra também que quase um em cada dez adolescentes (10,6%) envolveu-se em lutas físicas e 2,9%, em briga com arma de fogo. Dentro de casa, também há relatos de violência – 21% afirmaram ter sido agredidos pelo pai, mãe ou responsável alguma vez nos 12 meses anteriores ao estudo.

Esse cenário pode, de acordo com a PeNSE, ter se intensificado na pandemia. “A pandemia trouxe grandes dificuldades para os adolescentes do mundo todo. A falta de acesso à escola, além da significativa perda de aprendizagem, pode significar também a perda de proteção contra perigos como violência doméstica e abuso infantil ou até a perda da única refeição balanceada que tinham. Tornou-se mais difícil para os adolescentes manter práticas de exercícios, intensificando os quadros de desânimo, tristeza, ansiedade e ausência de amigos”, diz o estudo.

Infraestrutura

A PeNSE traz também dados sobre a infraestrutura disponível para os estudantes, tanto nas escolas quanto em casa. Os resultados mostram que menos da metade (49,7%) dos alunos das escolas públicas tem computador em casa, enquanto entre os alunos das escolas privadas esse percentual é de 89,6%. Quase a totalidade (95,7%) dos alunos de escolas privadas tem aparelhos celulares. Entre os alunos de escolas públicas, esse percentual é 82,2%. Entre os estudantes de escolas particulares, 98,6% têm internet em casa. Entre os alunos de escolas públicas, 84,9%.

A PeNSE mostra ainda que 61,5% dos estudantes de 13 a 17 anos estudam em escolas com pia ou lavatório em condições de uso e que oferecem sabão para lavagem das mãos. Nas escolas privadas esse percentual chega a 97,5% e, nas públicas, a 55,4%.

A pesquisa ressalta que a lavagem das mãos é reconhecida como importante medida de saúde pública, por sua eficácia em reduzir a incidência de doenças infectocontagiosas. Nas escolas, a importância da disponibilização da estrutura necessária à lavagem é dupla: por ser um ambiente de aprendizagem de hábitos saudáveis e pela própria prevenção de transmissão de doenças entre os alunos.

Fonte: Agência Brasil

Ministério Público do RN prende em SP integrante de grupo criminoso que aplica golpes pelo WhatsApp

Male hands locked in handcuffs on white, With Clipping Path.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta sexta-feira (10) a operação Duas Etapas. Um homem de 53 anos foi preso preventivamente em São Bernardo do Campo/SP pelo crime de estelionato. A investigação do MPRN descobriu que ele mantinha contas bancárias para recebimento do dinheiro proveniente de golpes aplicados pelo WhatsApp.
O nome da operação é uma alusão ao recurso opcional (confirmação em duas etapas) que adiciona uma camada extra de segurança à sua conta do WhatsApp. Essa tela aparece após o usuário ter registrado seu número de telefone no aplicativo com sucesso. Após ativar a confirmação em duas etapas, o usuário poderá adicionar seu endereço de e-mail. Isso permite que o aplicativo envie um link para que o usuário possa redefinir seu PIN e ajuda a manter sua conta segura.
A operação Duas Etapas cumpriu mandados de prisão preventiva e também de busca e apreensão em São Bernardo do Campo. A ação conta com o apoio do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Militar paulista.
O MPRN apurou que o homem preso agia como um “testa de ferro” do grupo criminoso. Ele abria contas bancárias e as disponibilizava para recebimento do dinheiro proveniente dos golpes e movimentação financeira. Ao todo, foram encontradas 12 contas mantidas por ele para cometimento do crime de estelionato. Essas contas revelam, ainda, uma movimentação financeira superior à condição do preso na ação, que trabalha como porteiro.
Uma das vítimas do estelionatário identificadas é um aposentado de 74 anos. No dia 25 de janeiro de 2020, o WhatsApp do genro dele foi clonado. Desconhecendo essa informação, o idoso, após solicitação de dinheiro pelos estelionatários, transferiu o valor solicitado para a conta fornecida nas mensagens. Acreditando que estivesse prestando auxílio ao genro em uma situação de emergência, o aposentado transferiu os valores solicitados.
O material apreendido na ação será trazido para o Rio Grande do Norte para análise por parte do MPRN. O homem preso já foi encaminhado para uma unidade prisional paulista, onde irá aguardar por decisão judicial.

Romário passa por cirurgia de emergência no Rio de Janeiro

O ex-atacante Romário Faria fez uma cirurgia de emergência nesta quinta-feira no Rio de Janeiro. De acordo com o jornal O Globo, o senador retirou a vesícula em um hospital em Copacabana, zona sul da cidade. O procedimento foi bem sucedida mas o ex-atleta ainda não se pronunciou sobre o acontecimento.

Aos 55 anos, Romário cumpre seu mandato como Senador pelo Rio de Janeiro e foi as redes sociais para parabenizar a Anvisa e a Polícia Federal na interrupção da partida entre a Seleção Brasileira e a Argentina no último domingo.
Fonte: portal seridó 360.

Antenor Roberto e Cel. Araújo acompanham reforma de escola feita por internos do sistema prisional

A Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) tem incentivado e utilizado a mão de obra carcerária em obras públicas em prol da população e como forma preparar os apenados para retorno ao convívio social com mais dignidade. Depois de reformar hospitais e uma escola em Ponta Negra, os presos agora estão ajudando na manutenção do 1° Grupamento do Bombeiro Mirim, na Escola Estadual Tiradentes, ao lado do Corpo de Bombeiros, em Natal.

Nesta quinta-feira (9), o vice-governador Antenor Roberto, acompanhado do secretário da Administração Penitenciária, Pedro Florêncio; do comandante do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Luiz Monteiro; e do secretário da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Francisco Araújo; visitou a obra e acompanhou de perto o trabalho dos apenados.

“Para chegarmos nesse momento foi preciso a parceria entre a Secretaria da Educação, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria da Administração Penitenciária. Nós trouxemos aqueles que estão presos, mas que têm direito ao trabalho como mecanismo de remição da pena e você vê como eles estão transformando o local. Nosso Governo tem investido na integração entre as instituições. Essa é uma marca da gestão”., afirmou o vice-governador.

No prédio, os presos limparam o terreno nos arredores da sede e estão reformando sala de aula, banheiros, refeitório, construindo um alojamento e ajudando na manutenção da parte elétrica e dos aparelhos de ar condicionado. A Seap tem à disposição internos com aptidões diversas. São pedreiros, marceneiros, serralheiros, pintores, eletricistas, técnicos de refrigeração e soldadores escolhidos para esse tipo de serviço. Todo trabalho é acompanhado de perto pela Polícia Penal. “O trabalho dignifica o homem. O preso que trabalha se sente útil, presta um serviço à sociedade e tem devolvida sua dignidade”, disse o policial penal Dickson Alexson, que coordena a logística envolvendo o projeto.

O secretário citou obras nos hospitais Maria Alice Fernandes, Giselda Trigueiro e João Machado, além da Escola Machadão, em Ponta Negra, e, agora, a pasta está em vias de entregar carteiras escolares reformadas dentro da oficina instalada na Penitenciária Estadual de Parnamirim. “Estamos reformando mais de 600 carteiras”, disse Pedro Florêncio.

Segundo o comandante Luiz Monteiro, 116 crianças entre 14 e 16 anos participam do Projeto Bombeiro Mirim, divididas em dois turnos, através do trabalho voluntário. “Esse trabalho de adequação nas instalações é fundamental para darmos mais condições ao Projeto dos Bombeiros Mirins. A parceria entre as instituições tem funcionado”, disse. Para o secretário Francisco Araújo, “a educação é o caminho para   se evitar o desvio de conduta dos adolescentes e adultos”.

Também participaram da visita aos Bombeiros, a ouvidora da Seap, Andréa Nogueira; o secretário adjunto da Sesed, delegado Osmir Monte; e o coordenador do Gabinete de Segurança Institucional da Seap, Ivo Freire.

Taveira, Alda Lêda, Rogério Santiago e Wolney França na Liberdade FM

Neste sábado (11), um time de peso participará do programa A Voz da Liberdade, na rádio Liberdade FM: o prefeito de Parnamirim, Rosano Taveira, a primeira-dama, Secretária de Assistência Social e pré-candidata a deputada estadual, Alda Lêda, o presidente da Câmara Municipal, Wolney França e o Secretário de Habitação, Rogério Santiago.

Os entrevistados irão falar aos jornalistas Gilson Moura e Valdemir Tapioca sobre a administração pública, habitação, compliance e, claro, política. O bate-papo, sempre descontraído e cheio de revelações, começa a partir das 10h.

Acompanhe ao vivo na frequência da 87.7 FM ou no link: http://l.radios.com.br/r/126378

Câmara derruba quarentena para militares, PMs e membros do MP do Código Eleitoral


A Câmara dos Deputados derrubou, nesta quinta-feira (9), a quarentena de cinco anos para juízes, membros do Ministério Público, militares da União, policiais militares, civis e guardas municipais durante a votação do novo Código Eleitoral.

Na votação do destaque de promotores e juízes, foram 254 votos a favor da quarentena para magistrados e membros do MP e 170 contra. Entretanto, por se tratar de um Projeto de Lei Complementar, seriam necessários 257 votos para a manutenção da medida.

Para a retirada de militares da União que atual nos estados e Distrito Federal, foram 378 votos favoráveis e 80 contrários.

Já para os policiais militares, civis e guardas municipais foram 399 a favor e 34 contra.

Com a medida, nomes como o do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro — que era juiz federal em Curitiba –, por exemplo, poderiam se candidatar nas eleições de 2022.

O texto-base do novo Código Eleitoral também foi aprovado hoje, por 378 votos a 80. A medida, relatada pela deputada Margarete Coelho (PP-PI), revoga a legislação eleitoral vigente atualmente e estabelece em um único texto todas as novas decisões.
Fonte: portal seridó 360.

Primeira-dama de São Gonçalo, Terezinha Maia, lança campanha Lençol Solidário

A primeira-dama de São Gonçalo do Amarante, Terezinha Maia, realizou mais uma edição da campanha Lençol Solidário, uma ação que tem como objetivo arrecadar lençóis para doar para famílias e pessoas carentes do município.

O evento de lançamento aconteceu no Clube Auto Esporte e contou com a parceria da ONG Vida Nova e da Coteminas, que é o principal doador.

“Mais uma vez vamos distribuir amor, carinho, aconchego e muita solidariedade.”, afirmou Terezinha Maia.

Nas duas últimas edições da campanha foram distribuídos mais de 38 mil lençóis nas comunidades, hospitais e casas de apoio de São Gonçalo do Amarante.

É preciso ter atenção aos movimentos do xadrez, escreve Kakay

 

KAKAY


“Einstein (e ele crê):
Deus não joga dados
com o mundo.
São dois casos:
Deus do caos fez o mundo
o Homem do mundo fez o caos.
Deus não joga
mas
O Homem joga
dados com Deus.”

– Leão de Formosa, Metafísica

O poder e a política surpreendem com muita facilidade e têm uma dinâmica rica e ágil. Como observador da cena política, gosto de acompanhar os movimentos do país.

Tenho escrito, há algum tempo, sobre a vital necessidade do impeachment deste presidente golpista, mas sempre atento às dificuldades, porque o processo de destituição é político-jurídico e de rara sensibilidade. Sempre fui contrário a que a votação do afastamento presidencial se desse sem o necessário apoio congressual, pois isso dividiria ainda mais o país já tristemente fragmentado e daria mais força a esse presidente irresponsável.

Nesta semana, nosso serial killer Bolsonaro ousou desafiar mais uma vez os Poderes constituídos. Dessa vez foi com ataques diretos e frontais ao Supremo Tribunal Federal, na pessoa do ministro Alexandre de Moraes. A bazófia de pregar o descumprimento das decisões da Suprema Corte significa a quebra definitiva do sistema democrático. O caos institucionalizado.

Desde muito, o presidente desafia os Poderes constituídos, afronta a democracia e a estabilidade ao propor o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal. É de uma bizarrice que poucos levam a sério. Mas, no último 6 de setembro, em que as tratativas de um golpe no Dia da Independência, 7 de setembro, ficaram mais explícitas, a democracia foi mais uma vez testada. É sempre bom ler o fantástico Agualusa, no poema “Herói até aos Dentes”:

“Claro que sorria
Nada sabia da Morte
Nem de como é frágil o corpo de um homem
Um tiro, um corte.
Qualquer coisa.

E dormem!…”

É bom estarmos atentos ao tabuleiro de xadrez, pois as peças se deslocam nem sempre com uma lógica cartesiana. Os movimentos bruscos de um chefe do Executivo completamente ensandecido embaralham a estratégia de um Estado democrático de direito.

Ele repete, com incrível insensatez, o anúncio de um golpe que parece não ter força para dar. Anuncia o golpe, propaga extrema insegurança e estica a corda da estabilidade entre as instituições. Seria ridículo, não fosse ele o presidente da República em um sistema presidencialista. Ele é provinciano, vulgar e banal, mas, enquanto chefe do Executivo, é Comandante e chefe das Forças Armadas e possui enorme autoridade. Inclusive o poder que a elite econômica divide sobejamente com ele. E, desde que entregou o governo ao Centrão, o impeachment ficou mais distante.

Mas a visão fotográfica do que se passa nos permite mexer algumas peças imaginárias desse jogo.

O presidente Luiz Fux se houve muito bem no seu pronunciamento em 8 de setembro. Sentado na cadeira de presidente do Poder Judiciário, no sagrado Plenário do Supremo Tribunal, o ministro falou de forma direta, cristalina e inequívoca que o presidente da República cometeu crime de responsabilidade e caberia ao Congresso Nacional assumir a incumbência constitucionalmente atribuída.

Não poderia ter sido mais claro. E, também, não poderia ter ido além. Cumpriu rigorosamente, com coragem e ousadia constitucionais, o papel de chefe de um dos Poderes da República. Tivesse ficado aquém, teria capitulado; tivesse ido além, igualar-se-ia ao chefe do Executivo.

Moveu a dama no tabuleiro, mas o xeque-mate quem dá é o Congresso Nacional, investido pelo poder popular. Assim funciona a democracia. Como no poema “Outono”, de Rainer Maria Rilke:

“Todos caímos. Cai aquela mão.
E olha as outras: há quedas também.
No entanto há alguém
que, com suaves mãos,
Todas as quedas detém.”

O Poder Judiciário é inerte, só age se provocado. Daí a importância que tenho falado incessantemente, que é a urgente necessidade de tirar os poderes imperiais do presidente da Câmara e do procurador-geral da República. Teremos agora o relatório final da CPI da Covid, o qual, certamente, apontará inúmeros crimes de responsabilidade e comuns ao presidente.

Na atual conjuntura, o presidente da Câmara pode simplesmente não se manifestar sobre a necessidade da destituição por crime de responsabilidade. E o PGR pode arquivar qualquer proposta de crime comum. Cabe à CPI propor as mudanças legislativas e conferir a palavra final ao plenário da Câmara e a um colegiado de subprocuradores. Esses poderes imperiais são uma afronta ao sentido republicano e não combinam com a República.

E, no jogo do impeachment, houve uma série de movimentos se posicionando estrategicamente. Com a enorme popularidade do ex-presidente Lula, atestada em todas as pesquisas, e a vertiginosa queda do apoio a Bolsonaro, começa a se fortalecer a hipótese de uma “3ª via” vir a ser a “2ª via”, com Bolsonaro fora de um 2º turno. E o poder assanha os que vivem à sua volta. São vários os atores.

O vice-presidente Mourão seria o beneficiário direto do impeachment, visto que assumiria a presidência e comandaria um processo de volta à estabilidade democrática. Os partidos de direita e de centro começam a se mexer na cadeira, atentos à hipótese de serem a 2º via. Já discutem abertamente o apoio ao afastamento presidencial. Até o PSDB anuncia a descida do muro e uma tomada de posição, a ver.

O dono do tabuleiro, Arthur Lira, presidente da Câmara e detentor da chave que inicia o processo, acompanha, silenciosamente, o jogo no Tribunal Superior Eleitoral, que possui elementos de sobra para cassar a chapa Bolsonaro-Mourão. E aí, quem assumiria a Presidência seria o próprio Lira.

Enquanto o tabuleiro treme com todos esses movimentos, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, mineiramente, já tirou seu carro da frente do Palácio do Jaburu, moradia oficial do vice-presidente da República, e o estacionou nas cercanias do Palácio do Planalto à espera dos próximos movimentos. Brasília vive a política em sua plenitude. De tédio, não morremos aqui.

Mas a hora ainda é de muita tensão institucional. Os voos cegos e rasantes do presidente da República parecem anunciar que o cerco se fecha sobre o seu círculo mais próximo. As tramas não republicanas e criminosas estão vindo à tona. E o caminho natural é a responsabilização desses atores por tudo que fizeram. Daí os arroubos, as bravatas e as ameaças.

Resta a todos nós o acompanhamento e a participação, ainda que da plateia, do jogo que definirá que país sairá desse tabuleiro.

Enquanto quebrava as estruturas democráticas e assaltava o Brasil, com um triste desmantelamento da cultura, da educação, dos costumes, da saúde e de todas as conquistas humanistas, enfim, esse grupo tratou de armar a população, disseminar o ódio, militarizar o governo e prestigiar as polícias militares, ou seja, posicionou-se no jogo para eternizar.

Mas eles são primários e jogam damas, esquecendo que, nesse mesmo tabuleiro, as peças do xadrez podem ser movimentadas. Com estratégia e dentro da Constituição, está mais do que na hora de trabalhar pelo afastamento do presidente.

O xeque-mate não será o fim do jogo, pelo contrário, será o começo de um país que queremos de volta. Um Brasil digno e estável para recuperar a economia e enfrentar a fome de mais de 20 milhões de pessoas. Para que seja possível dar a 15 milhões de desempregados a dignidade do emprego. Um lugar onde a esperança e a alegria estejam de volta e que os sobressaltos sejam somente os que a própria vida nos impõe de tempos em tempos. Um país no qual ser alegre ou triste não dependa dos humores do governo. Queremos ter a vida simples como ela deve ser, e o Brasil de volta. Correr os riscos inerentes à vida, mas sem medo de ser feliz.

Rindo com o grande Mário Quintana, porque rir é essencial, no Poeminha do Contra:10
Fonte: poder 360.

Boas notícias da Apple: aplicativos podem ter links para fora da App Store


O início de setembro costuma ser um grande momento para a Apple. Até a pandemia interromper a sequência no ano passado, a empresa lançou um novo iPhone em algum momento de 7 a 12 de setembro por 8 anos consecutivos.

Mas está temporada está se tornando agitada para os donos de aplicativos de notícias de dispositivos Apple. Uma nova mudança de política feita pela gigante da tecnologia possibilitará que as organizações de notícias inscrevam novos assinantes em seus aplicativos para iPhone ou iPad sem dar à Apple um centavo da receita que criam.

Primeiro, algum contexto. Desde o ano passado, a Apple enfrenta uma intensa onda de resistência por parte de desenvolvedores e reguladores sobre as práticas monopolistas e hostis aos veículos de comunicação. As duas principais reclamações: a Apple não permite que os desenvolvedores vendam assinaturas (ou qualquer conteúdo no aplicativo) através de qualquer sistema que não seja o da App Store. E o sistema da Apple cobra um percentual muito alto: 30%.

Esses são problemas irritantes para desenvolvedores de jogos e aplicativos que publicam apenas nas plataformas da Apple –mas pelo menos eles podem planejar as estratégias de receita segundo as regras, sabendo o preço de fazer negócios. Veículos de notícias, no entanto, vendem a grande maioria de suas assinaturas digitais fora dos limites de um aplicativo, em seus sites. Isso significa (a) ter um corte de 30% na receita que obtêm de um usuário, algo aparentemente desnecessário ou (b) aumentar o preço no aplicativo para compensar a diferença –nenhuma das quais é ideal.

Além disso, quase todos os assinantes de aplicativos de notícias vão querer ter acesso ao conteúdo pelo qual estão pagando fora do aplicativo. Se você está gastando dinheiro com a assinatura de um jornal digital, vai querer poder ler as reportagens em seu laptop ou sempre que clicar em um link no Twitter ou Facebook. Isso significa integrar o back-end de assinatura com o da Apple, forçando os usuários do aplicativo a criar uma conta separada e causando problemas que originam a necessidade de empregos em tempo integral para manutenção de páginasde ajuda.

O Dallas Morning News, por exemplo, venderá a você uma assinatura via aplicativo para iPhone por US$ 15,99 por mês –mas só funcionará no aplicativo e você não terá acesso a reportagens na internet. Para conseguir esse acesso, você precisa pagar US$ 17,29 por mês –e mais importante, você deve fazer a assinatura no site DallasNews.com.

A cereja do bolo era que a Apple não permitiria nem mesmo criar um link para qualquer oferta de assinatura fora da App Store. No aplicativo, você não poderia dizer ao seu usuário “Clique aqui para se inscrever no LATimes.com”. Você só poderia reconhecer indiretamente a existência de outras ofertas (levantando algumas questões ontológicas profundas sobre a natureza do ser) e esperar que os usuários descobrissem que tinham que deixar o aplicativo, abrir o Safari e encontrar o caminho para uma página de assinatura.

De qualquer forma, a Apple tem feito algumas mudanças graduais para evitar conflitos com reguladores, incluindo diminuir a percentagem de 30% para 15% em muitos casos. Mas o anúncio recente é importante e devemos agradecer ao governo japonês.

A Apple anunciou uma nova concessão para alguns desenvolvedores de aplicativos na 4ª feira [1º.set.2021], dando a aplicativos como a Netflix e editores on-line a capacidade de fornecer links para páginas de inscrição externas.

As regras da App Store da Apple atualmente proíbem todos os desenvolvedores de notificar seus clientes sobre opções alternativas de pagamento onde a Apple não pode coletar uma comissão de vendas. As novas regras se aplicarão apenas ao compartilhamento de links em ‘aplicativos de leitura’ que forneçam conteúdo adquirido anteriormente ou assinaturas de conteúdo como jornais, livros, música e vídeo.

O movimento, uma concessão para encerrar uma investigação pela Comissão de Comércio Justo do Japão, é o mais recente sinal de que uma onda global de investigações, litígios e legislação relacionada ao comportamento supostamente anticompetitivo da Apple está começando a prejudicar alguns dos interesses da empresa há muito tempo e políticas de negócios lucrativos.

É triste saber que “permitir que você crie um único link no aplicativo que você criou” seja o tipo de coisa que pode ser chamada de “concessão”, mas aqui estamos. Assim, um aplicativo de jornal ou revista agora será capaz de criar um link para seu próprio site para que um usuário compre uma assinatura. Embora isso não seja tão conveniente quanto uma compra no aplicativo com um toque, os veículos de imprensa ficarão contentes com essa troca se isso significar possuir o relacionamento com o cliente, um conjunto mais completo de dados do usuário e, claro, manter os 30% extras.

A Apple diz que essa nova política não entrará em vigor até o “início de 2022” e ainda há algumas perguntas a serem respondidas –principalmente sobre o que a Apple entende como um “aplicativo de leitura”. Seu comunicado de imprensa coloca desta forma:

Os aplicativos de leitura fornecem conteúdo adquirido anteriormente ou assinaturas de conteúdo para revistas digitais, jornais, livros, áudio, música e vídeo.

Ainda:

Como os desenvolvedores de aplicativos de leitura não oferecem bens e serviços digitais no aplicativo para compra, a Apple concordou com a JFTC [Comissão de Comércio Justo do Japão] em permitir que os desenvolvedores desses aplicativos compartilhem um único link para seu site para ajudar os usuários a configurar e gerenciar suas contas.

Portanto, o status de aplicativo de leitura simplesmente exige que você “forneça conteúdo adquirido anteriormente ou assinaturas de conteúdo” –o que incluiria qualquer aplicativo de notícias com uma assinatura? Ou significa que você também “não oferece produtos e serviços digitais no aplicativo para compra” –o que excluiria qualquer pessoa que atualmente venda assinaturas através da App Store? Em outras palavras, um veículo será capaz de oferecer assinaturas no aplicativo por meio da App Store e um link para seu site –ou ele terá que escolher um ou outro?

Suponho que seja o último. O comunicado de imprensa dos reguladores japoneses define aplicativos de leitura como “aplicativos que não são usados para vender seu conteúdo digital, mas principalmente para ouvir, ler, assistir o conteúdo digital (…) que os usuários compraram em sites, etc.” Eles também observam que a Apple promete permitir que “desenvolvedores que comercializem aplicativos que não são de leitura mudem os aplicativos para de leitura ou possam comercializar aplicativos de leitura”.

Se tiverem que escolher, a grande maioria dos veículos escolheria seu próprio sub stack1 , sistema de assinatura, em vez do da Apple. Mas alguns podem apreciar a flexibilidade. (E se ambos os métodos fossempermitidos, isso levantaria um novo conjunto de questões: você tem permissão para dizer aos usuários que uma opção é mais barata do que a outra? Ou que você está ajudando mais a agência de notícias se comprar na web?)

Mas não importam os detalhes, o resultado final aqui é muito bom para os veículos de notícias. Agora você pode obter os benefícios de um aplicativo de notícias do iPhone –notificações, de forma mais óbvia– sem ter que entregar o relacionamento com o cliente e uma taxa de 30% para uma empresa que está indo muito melhor do que você. E isso também significa que toda a flexibilidade que os veículos têm quando vendem suas próprias assinaturas –testes gratuitos de diversos períodos, ofertas personalizadas com base no comportamento de leitura, promoções de venda do tipo “US$ 1 por 6 meses” –agora estão disponíveis para usuários de aplicativos.

No fim de agosto, veio a ótima notícia de que quase todos os veículos poderiam reduzir a percentagem da Apple de 30% para 15%. No começo de setembro, a novidade é que eles podem reduzir até 0%. Esse é um acordo que os veículos de imprensa farão com prazer.

Como eu disse no ano passado, todas essas mudanças não são realmente em favor de veículos de notícias; são para os grandes desenvolvedores de jogos e aplicativos que trazem dinheiro de verdade. (Ou pelo menos costumavam trazer.) Mas as redações deveriam ficar muito felizes em voltar ao pelotão e economizar energia ao se preparar para os concorrentes da frente.

1) Ainda podemos chamar o conjunto de ferramentas do software que você usa para executar a operação de assinatura de “sub stack”, agora que qualquer um que ouvir vai pensar que você está apenas começando uma newsletter para dizer coisas perversas? Eu voto sim. (“Stack” tem sonoridade semelhante a da palavra “sack”, que significa saco e é usada como sinônimo de testículo).

Joshua Benton fundou o Nieman Lab em 2008 e atuou como diretor até 2020; ele agora é o redator-sênior. Passou uma década em jornais, principalmente no The Dallas Morning News. Ganhou o Prêmio Philip Meyer de Jornalismo de Repórteres e Editores Investigativos e foi 3 vezes finalista do Prêmio Livingston de Reportagem Internacional.

O Poder360 tem parceria com duas divisões da Fundação Nieman, de Harvard: o Nieman Journalism Lab e o Nieman Reports. O acordo consiste em traduzir para português os textos do Nieman Journalism Lab e do Nieman Reportse publicar esse material no Poder360. Para ter acesso a todas as traduções já publicadas, clique aqui.

Fonte: Poder 360.

Em plena crise energética, Belo Monte gera menos de 3% da energia projetada


Em plena crise energética, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, gerou, na 4ª feira (8.set.2021), apenas 244 MW, segundo o ONS (Operador Nacional de Sistema). O volume equivale a 2,2% dos 11.233 MW (ou seja, 11,2 GW) da capacidade.

Desde 4 de agosto, apenas 1 das 18 turbinas do empreendimento está operando, por causa da baixa vazão do Rio Xingu, que passa pelo período de seca. A energia gerada ainda corresponde a cerca de metade da capacidade da solitária turbina, de 611 MW.

O Poder360 apurou que, por estar em uma região onde chove de forma significativa de dezembro a maio, Belo Monte deveria ter um reservatório maior. A usina só tem uma área alagada de cerca de 480 km². Pelo projeto original, ela deveria ser de 1.200 km², mas, nas discussões que antecederam implementação, a ideia foi derrotada por questões ambientais.

Caso o modelo tivesse sido concretizado, hoje a capacidade da usina seria de 19 GW, em vez de 11,2 GW.

A construção de Belo Monte começou em 2011. Foi inaugurada em 2016, em projeto que custou cerca de R$ 20 bilhões. A última das 18 turbinas foi inaugurada só em novembro de 2019. Por se tratar de uma hidrelétrica de categoria “fio d’água”, ou seja, sem reservatório, ela só entrega a energia para a qual foi projetada em metade do ano, entre dezembro e maio. Gráfico do ONS mostra que Belo Monte atingiu o pico de geração, em 2021, no dia 27 de fevereiro, durante o período chuvoso. Nesse dia, a usina distribuiu para o sistema 11,1 GW. Desde 24 de maio, a geração teve trajetória decrescente.

A usina não é a única no país a funcionar dessa forma. As hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, ambas em Rondônia, na Bacia do Rio Madeira, também funcionam assim. Mas a situação de Belo Monte, em volume de energia, é até pior. Na 4ª feira (8.set.2021), quando Belo Monte gerou 244 MW, Santo Antônio e Jirau produziram 808,11 MW e 357 MW, respectivamente. As 3 foram construídas durante o governo do PT.

O leilão de Jirau ocorreu em 2008 e a construção da usina durou de 2009 a 2013. A hidrelétrica começou a operar em 2016. Santo Antônio foi arrematada em dezembro de 2007 e levou 5 anos para ser construída, de 2008 a 2012. Mas só entrou em operação em 2017.

Se gerasse pelo menos metade da sua capacidade instalada, Belo Monte supriria o déficit nacional de energia, de cerca de 5,5 GW, que deve permanecer até o final de novembro, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. Na ausência dessa geração, o país é obrigado a recorrer às termelétricas, que geram energia a um custo elevado. A fatura disso é paga pelos consumidores na cobrança da bandeira tarifária, que neste mês teve um reajuste de quase 50%.

Procurada, a Norte Energia, concessionária que opera a Usina de Belo Monte, afirmou que a parada das turbinas ocorre desde o início da operação da hidrelétrica, como consequência da redução de vazão do Rio Xingu. “É importante destacar que a variação de vazão do rio foi prevista ainda na concepção do projeto, exatamente por ser esta uma usina com operação a fio d´água, sem a existência de reservatório para acumulação de água“, disse a empresa, em nota.

De acordo com a concessionária, desde o início de agosto a média diária de energia tem sido 255 MWmed, que equivale a uma vazão média, no dia, de 300 metros cúbicos por segundo.
Fonte: poder 360.