Léo Lima comemora aniversário com missa de ação de graça na capela do bairro Jardim Planalto.

 


O vereador Leo Lima, comemora ao lado de amigos e familiares mais um natalício. Com uma missa de ação de graça na capela da igreja católica no bairro onde mora, Jardim Planalto.

Os vereadores, Eder Queiroz, Marquinhos da Climep dentre outros, fizeram questão de comparecer a missa. Além do ex vereador Abidene Salustiano.

Leo Lima, está no seu primeiro mandato de vereador em Parnamirim, o Blog do GM, deseja saúde e sucesso ao Vereador Léo Lima.

Umarizal e a devoção ao Coração de Jesus

Padre João Medeiros Filho

Eis uma das devoções mais antigas do catolicismo. Nasceu aos pés da Cruz, quando “um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, jorrando sangue e água.” (Jo 19, 34), simbolismo da Eucaristia. No século XVII, a freira Margarida Maria de Alacoque deu impulso ao culto, posteriormente difundido pelos jesuítas e membros do Apostolado da Oração. Este, desde 2013, integra com o Movimento Juvenil Eucarístico (Cruzada Eucarística) a Rede Mundial de Oração do Papa, cujo símbolo é o Coração de Jesus, ícone do amor de Deus pela humanidade. “Eis o coração que tanto amou os homens”, segundo a visão de Santa Margarida, em Paray-le-Monial (França). O Apostolado da Oração originou-se em Vals-les-Bains (França), num colégio jesuíta, dirigido por Padre Gautrelet, em 1844. No Brasil, o seu primeiro núcleo foifundado na Igreja de Santa Cruz do Recife, em 20 de junho de 1867. Entretanto, foi em 1871, na cidade de Itu (SP), que o movimento religioso se solidificou, graças ao empenho de Padre Bartolomeu Taddei, S.J.

O Cardeal Dom Sebastião Leme, quando arcebispo do Rio de Janeiro, assim se expressou: “O renascimento espiritual do Brasil é obra do Apostolado da Oração”, o qual intensificou a vida eucarística com a prática sacramental das primeiras sextas-feiras. Marcou a espiritualidade e vivência litúrgica de muitas paróquias. Revitalizou a prática religiosa individual e familiar, por meio da consagração dos lares ao Coração de Jesus. O Brasil também lhe foi dedicado por ocasião do XXXVIº Congresso Eucarístico Internacional, celebrado em 1955, no RJ.

A solenidade litúrgica do Coração de Jesus é celebrada na sexta-feira, oito dias após a festa de “Corpus Christi”, entre maio e junho. Todavia, várias comunidades católicas comemoram-na, no mês de setembro. Isso acontece há cento e vinte anos em Umarizal, onde se mantém forte apelo devocional ao Sacratíssimo Coração. Existe uma explicação histórica para isso. Entretanto, cabe primeiramente lembrar que o Brasil conta com dezesseis dioceses que têm o Sagrado Coração como padroeiro, sediadas em diversos estados. No Rio Grande do Norte, existem cinco paróquias e dezenas de templos com esse orago. A primeira paróquia potiguar com tal título foi erigida em Mossoró, em 1926, por decreto do bispo diocesano de Natal, Dom José Pereira Alves. Em 1964,Dom Gentil Diniz Barreto a suprimiu, incorporando parte de seu território à recém-criada freguesia do Alto de São Manuel.

Deste modo, a paróquia de Umarizal passou a ser no RN a mais antiga e tradicional com esse patrono, criada em 04 de janeiro de 1959, no episcopado de Dom Eliseu Simões Mendes. No entanto, a antiga capela com talinvocação data de 1902, construída no lugarejo Gavião por Padre Abdon Odilon Malibeu de Lima. No ano de 1901, em sua primeira desobriga pastoral naquela localidade introduziu a devoção ao Coração de Jesus. Aquele sacerdote (também bacharel em Direito) era natural de Campina Grande (PB). Recém-ordenado, fora nomeadopároco de Piancó e, pouco tempo depois, transferido para Martins, onde permaneceu, até 1904. De lá, foi exercer o sacerdócio em Cametá (PA), a convite de seu conterrâneoDom Santino Maria da Silva Coutinho, escolhido bispo de Belém (PA).

Dentre as comunidades que celebram a festa do Coração de Jesus, em setembro, Umarizal é fiel aos fatos, à história e tradição. Há um acontecimento determinante. Aos 18 de setembro de 1864, Pio IX beatificou Margarida Maria. Seus devotos brasileiros começaram a rezar uma novena, rogando a Deus pela sua canonização, ocorrida em 1920. O novenário era coroado com uma missa solene, no dia 28 do referido mês. Assim, explica-se a centenária festa do Sagrado Coração de Umarizal, em setembro.  Acrescente-se a esta motivação histórico-religiosa o período da safra nos sertões nordestinos, perdurando até o último trimestre do ano. Isso facilitava os festejos do padroeiro, pois proporcionava maior poder aquisitivo à população. Bíblica e liturgicamente o Coração de Jesus é a expressão do amor misericordioso, da solidariedade e ternura de Cristo. “Vinde a Mim vós todos que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei. Meu fardo é leve, meu jugo, suave.” (Mt 11, 29).

Contrariando Netanyahu, novo governo de Israel se reúne com palestinos


Em aceno conciliador com os árabes, o ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, se reuniu com o presidente da AP (Autoridade Palestina), Mahmoud Abbas, para negociar ajuda econômica e facilitar a vida da população palestina nas áreas em disputa. Segundo o NYT, a reunião aconteceu no mês de agosto e durou cerca de 90 minutos.

Esse foi o 1º encontro de um importante ministro israelense com Abbas em 7 anos. Benjamin Netanyahu, que governou o país até junho de 2021, classificava o líder palestino como um “incitador intransigente da violência” e nunca tentou uma aproximação.

Já o atual primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, enxerga o líder palestino como um aliado contra o Hamas. De acordo com o jornal, o objetivo da aproximação é promover a mudança de políticas discriminatórias, aumentar a segurança na região e levar benefícios econômicos à população. “A AP é o representante legítimo do povo palestino e estamos trabalhando para fortalecê-la”, explicou Gantz.

Contudo, Bennett impõe limites à aproximação. Estão descartadas, por exemplo, negociações de paz e criação de um Estado palestino. O posicionamento dos líderes de ambos os lados tem sido alvo de críticas. Benett foi apelidado de “Netanyahu-light”, enquanto a AP é questionada por concordar com as medidas.

O NYT reporta ainda que outros 2 ministros israelenses e o presidente Isaac Herzog também conversaram com Abbas. Pelo menos outros 5 ministros estiveram com autoridades palestinas.

Como resultado das negociações, segundo o ministro da cooperação regional de Israel, Esawi Frej, o país aprovou a construção de 1.000 casas palestinas em um território da Cisjordânia controlado pelos israelenses, emprestou US$ 156 milhões à AP e aumentou para 15.000 o número de trabalhadores palestinos autorizados a trabalhar em Israel, onde o salário mínimo é 3 vezes maior do que o da Cisjordânia.

Um oficial militar, que pediu para não ser identificado, disse ao NYT que o Exército israelense afrouxou o controle das áreas sob seu domínio e reduziu ataques a regiões sob o domínio dos palestinos. Além disso, eles discutem a implantação da tecnologia 4G nos territórios.

As mudanças promovidas por Bennett são drásticas se comparadas com as estratégias de Netanyahu, que era focado em acabar com a AP. As medidas do atual primeiro-ministro israelense, no entanto, não têm como ir muito mais longe. O governo é formado por partidos de oposição que não apoiam a aproximação e poderiam derrubá-lo.

Abbas, por sua vez, acaba ficando exposto a acusações de que ele teria abandonado o nacionalismo palestino ao negociar o resgate à economia com Israel.
Fonte: poder 360.

Congresso mantém federações partidárias, que socorrem siglas pequenas


O Congresso derrubou nesta 2ª feira (27.set.2021) o veto de Jair Bolsonaro às federações partidárias. O dispositivo mantido pelo Congresso socorre siglas pequenas ameaçadas pela cláusula de desempenho.

Trata-se de uma vitória do PC do B. O partido tem apenas 8 deputados, mas influência entre os congressistas desproporcional ao seu tamanho.

Os integrantes da sigla articularam a derrubada do veto e venceram o Governo e o PP, liderado pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, principal cacique do partido.

Foram 45 votos pela derrubada contra 25 no Senado. Na Câmara, o placar foi 353 a 110, e 5 abstenções –a deliberação incluiu outros 3 vetos. O Poder360 mostrou na 6ª feira (24.set.2021) que esse era o resultado mais provável.

O Executivo pode vetar trechos ou a íntegra de projetos aprovados pelo Legislativo. O Congresso, porém, pode não aceitar o veto e restituir os textos. Para isso, precisa de mais da metade dos votos de deputados e senadores.

O Governo recomendou a manutenção do veto na sessão dedicada aos senadores.

Ciro Nogueira orientou a líder da sigla no Senado, Daniella Ribeiro (PP-PB), a pedir uma votação separada para as federações –a ideia inicial era deliberação conjunta com outros vetos que seriam rejeitados.

“É muito raro, mas o PP fechou questão pelo ‘sim’”, disse no plenário o senador Esperidião Amin (PP-SC). “Não há outra alternativa a não ser defender o voto sim, pela manutenção do veto”, disse o líder do Governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), na 1ª sessão de análise.

“Não é para salvar partido pequeno”, disse o deputado Renildo Calheiros (PC do B-PE), líder do partido na Câmara, ao defender a derrubada do veto. “Quem faz a federação provavelmente não sai mais, ela é a antessala da fusão”, declarou.

Depois da vitória na Câmara, os apoiadores da federação conseguiram convencer o PP a não pedir votação separada.

“O Progressistas retira o seu destaque e concorda que todos os vetos sejam discutidos em globo e o nosso partido encaminhará pela derrubada de todos eles”, disse o líder da sigla na Câmara, Cacá Leão (PP-BA), no início da análise pelos deputados.

A sessão foi adiantada de 3ª feira (28.set) para esta 2ª feira (27.set) para reduzir as chances de não haver tempo para cumprir os trâmites burocráticos em caso de rejeição do veto.

Isso porque só valem nas eleições de 2022 as alterações nas regras que estejam em vigor até o dia 1º de outubro deste ano. Com a mudança na data, a equipe técnica do Congresso terá um dia a mais para encaminhar a burocracia necessária.

A análise do veto começou pelo Senado porque a tramitação sempre se inicia pela Casa de onde a proposta se origina.

Entenda as federações

As federações são dispositivos que podem salvar da extinção ou do ostracismo partidos políticos ameaçados pela cláusula de desempenho –que condiciona o acesso ao fundo Partidário ao desempenho nas eleições.

Dois ou mais partidos poderão se juntar para superar a cláusula e eleger mais deputados e vereadores.

Os recursos dos fundos Partidário e Eleitoral irão para as federações e serão divididos entre as legendas participantes conforme acordarem a partilha.

Essas entidades precisarão ter validade de no mínimo 4 anos. Teriam de ser constituídas até as convenções partidárias para serem válidas nas eleições do ano.

Será necessário aos partidos participantes elaborar um programa comum. A legenda que deixar uma federação antes do prazo sofrerá punição.

Elas funcionarão nas instâncias de representação como um único partido. Se 3 legendas firmarem aliança desse tipo, terão direito a apenas uma estrutura de liderança na Câmara, por exemplo.

Será possível às siglas federadas, porém, manter estruturas separadas, como sedes, dirigentes e funcionários. As burocracias ficariam preservadas.

Ao vetar as federações, o Executivo afirmou que elas inaugurariam “um novo formato com características análogas à das coligações partidárias”, hoje vetadas na Constituição para eleições proporcionais.

“A vedação às coligações partidárias nas eleições proporcionais, introduzida pela Emenda Constitucional 97, de 4 de outubro de 2017, combinada com as regras de desempenho partidário para o acesso aos recursos do fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão tiveram por objetivo o aprimoramento do sistema representativo, com a redução da fragmentação partidária e, por consequência, a diminuição da dificuldade do eleitoral de se identificar com determinada agremiação”, escreveu o governo.

A Câmara aprovou, em agosto, a volta das coligações em eleições proporcionais. A ideia, porém, não prosperou no Senado.

A argumentação de que as federações se assemelham a mecanismo vedado pela Constituição poderá fazer com que a discussão acabe no STF (Supremo Tribunal Federal).

Fonte: Poder 360.