DEPUTADO RAIMUNDO FERNANDES FECHANDO NOVAS ALIANÇAS

Um dos deputados mais antigos da Assembleia Legislativa, o deputado Raimundo Fernandes, já em clima de 2022, fechou grandes parcerias nesta terça-feira. O parlamentar renovou o apoio com o prefeito de Nova Cruz, Flávio de Beroi e recebeu o apoio do prefeito de Serrinha, Deda Terto, que levou sua base composta pelo vice-prefeito e 8 vereadores.

Mas quem acha que o deputado parou nesses dois apoios, se engana! Raimundo arrebatou para sua base, o vice-prefeito de Ares e o vice-prefeito de Georgino Avelino, além deles estarão com o parlamentar vereadores e empresários do município de Santo Antônio.

Para quem acha que o deputado não tá no pique das eleições, se engana! O homem tá com o gás todo.

O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa

Padre João Medeiros Filho

Há algumas semanas, foi lançada a sexta edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – VOLP, atualizando as palavras do idioma nacional e sua grafia, somando agora 382 mil verbetes. A publicação anterior – que data de 2009 – voltava-se especialmente para a escrita correta das palavras, em obediência ao Acordo Ortográfico Internacional, firmado pelas nações integrantes da comunidade de língua portuguesa. A atualização revela a dinâmica do vernáculo e a inclusão de neologismos úteis aos lusófonos brasileiros. Demonstra o zelo da Academia Brasileira de Letras – ABL, como guardiã da língua pátria. Houve acréscimo de mais de mil novos vocábulos ao português que falamos e escrevemos. Desde a quinta edição, a equipe do filólogo Evanildo Bechara – coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL, responsável pela redação do trabalho – vinha se dedicando a reunir novos termos (e significados), colhidos em textos científicos, literários e jornalísticos. Houve também sugestões enviadas por linguistas. Não basta o surgimento de uma palavra para que ela seja automática e oficialmente incorporada ao VOLP. Para tanto, necessita ganhar consistência linguística, bem como ser compreendida e largamente usada.

Vários termos adicionados ao Vocabulário dizem respeito à Covid-19. Inegavelmente, a pandemia mudou a vida de muitos brasileiros, inclusive no emprego cotidiano de expressões. Além de palavras técnicas, geradas em decorrência do Sars-Cov-2, foram adicionados estrangeirismos, como “home office”, “lockdown” etc. De acordo com o professor Bechara, “nos últimos anos houve uma aproximação dos países, não só em termos políticos, sociais e econômicos, mas também por conta da pandemia.” Tal proximidade abriu a porta para o acréscimo de vocábulos, oriundos de vários idiomas, especialmente do inglês. Verifica-se o caso de “necropolítica” e “necropoder”, expressões cunhadas pelo filósofo camaronês Achille Mbembe.

O momento político vivido pelo Brasil gerou para o nosso idioma novas acepções de vocábulos, tais como: negacionismo, terraplanice, lacração, pós-verdade, invertida etc. Das pautas ideológicas – alheias à semântica latina e à história do vernáculo – vieram feminicídio (assunto abordado em artigo já publicado neste jornal) e sororidade, em oposição a fraternidade. No entanto, em latim, “frater” (do qual se origina fraternidade) não significa somente o consanguíneo masculino. Para indicar este familiar a genuína palavra latina seria “germanus”, originando em português irmão – “hermano”, em espanhol e “germain” (hoje pouco usual em francês) – do qual provém irmandade. Sororidade torna-se um termo redundante, por conseguinte, desnecessário, expressando mais uma carga ideológica do que semântica. O mundo digital legou-nos também criptomoeda e ciberataque. Eis apenas alguns exemplos de étimos incorporados ao VOLP.

Consoante os antropólogos, a sociedade é pautada pela cultura, que varia ao longo do tempo. Por vezes, surgem mudanças comportamentais e morais, modificam-se juízos de valor, influenciados pela tecnologia. A língua segue a cultura e tende a acompanhar as suas variações. Alguns períodos da história – como o que atravessamos – apresentam mais reviravoltas. Inegavelmente, há momentos de maior estabilidade, provocando menos novidade quanto à criação de termos. Há épocas caracterizadas por transformações bruscas. Nem sempre os étimos existentes descrevem acuradamente a realidade presente e vivida. Daí, a necessidade de criar vocábulos, importar ou ressignificar palavras antigas. Isto ocorreu,por exemplo, após a Primeira Guerra Mundial e, mais recentemente, com o advento da globalização, na década de 1980.

Causou estranheza a certos estudiosos do idioma nacional a demora em atualizar o Vocabulário. Argumentam que em doze anos de pós-modernidade muita coisa aconteceu. Verificam-se várias modificações individuais e sociais, causadas pelos avanços tecnológicos. Além das transformações sociopolíticas, vive-se uma transição do modelo de sociedade industrial para uma pós-industrial, desencadeando uma alteração estrutural bem mais profunda. A variação nos padrões éticos ocasionou situações difíceis de descrever pelas terminologias vigentes. Isso repercutiu sobre a cultura e, portanto, sobre a língua. Sociólogos, cientistas políticos, jornalistas e antropólogos falam de uma ressaca da globalização, proporcionando o retorno de uma fase mais conservadora e nacionalista, enfatizando maior respeito e defesa de valores morais e culturais dos quais a língua é integrante. Dessa luta resulta igualmente uma alteração na linguagem acadêmica, social e religiosa. A palavra da Sagrada Escritura faz-nos refletir: “A língua tem poder sobre a morte e a vida!” (Pv 18, 21).

Estamos vivendo no Brasil da fome, da miséria e do desemprego, escreve Zeca Dirceu


Uma das minhas prioridades como deputado é estar perto do povo. Sempre tive a preocupação de percorrer todo o meu Estado, o Paraná, em encontros e conversas com a população. Nessas andanças fiscalizo obras, levo investimentos, mas também ouço queixas e identifico problemas dos municípios paranaenses.

Depois de longos meses de isolamento em casa, com eventos e reuniões virtuais, voltei a andar por todo o Paraná, fazendo visitas e compromissos. A realidade que tenho encontrado é assustadora e triste. O governo Bolsonaro está deixando um rastro, com marcas sangrentas que vão muito além da pandemia. O acirramento do quadro da fome, da miséria e da insegurança alimentar no Brasil é gravíssimo.

Tenho presenciado apenas um sentimento: o de desespero. As pessoas estão agoniadas, tristes e insatisfeitas. Muitos perderam o poder aquisitivo e não estão conseguindo pagar suas contas, outros estão desempregados e na completa miséria. Miséria essa que tinha sido eliminada nos governos do PT.

Muito antes da crise sanitária que atingiu o Brasil em 2020, nós já enfrentávamos outro vírus, o da ignorância e da desigualdade social, propagados pelo atual governo. Em 2019, logo depois de assumir a presidência, Bolsonaro cortou do programa Bolsa Família 1,3 milhões de pessoas beneficiadas, tentando destruir o maior programa social de transferência de renda, reconhecido internacionalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) por combater a fome.

Com o desmonte de políticas sociais, que começou com o golpe de 2016, o país voltou a figurar no mais terrível dos locais, o Mapa da Fome das Nações Unidas. A proporção de brasileiros em situação de insegurança alimentar saltou para 116,8 milhões de pessoas, sendo que 43,3 milhões não têm acesso à quantidade de alimentos suficientes para o sustento, e outras 19 milhões passam fome, segundo relatório (íntegra – 13 MB) da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional divulgado em dezembro de 2020.

Essa situação toda não é por falta de dinheiro, visto que a arrecadação de impostos no Brasil bateu recordes, segundo a própria Secretaria da Receita Federal. Esse ano tivemos a maior arrecadação em 27 anos da série histórica da receita, iniciada em 1995. Só nos 6 primeiros meses de 2021, foram arrecadados R$ 881,996 bilhões de reais. Mas para onde vai esse dinheiro?

O governo diz não ter dinheiro para o Bolsa Família, mas continua bancando os luxos e regalias de uma pequena parcela da população. Os generais e comandantes das forças armadas que estão à frente de estatais chegam a ganhar salários de R$ 260 mil reais por mês. Fora os milhões entregues aos deputados bolsonaristas e mais outros milhões gastos em leite condensado, picanha e cerveja para o Exército.

Enquanto os brasileiros passam fome, sem aumento real do salário-mínimo, Bolsonaro e sua família se esbaldam no luxo e ostentação. Envolvido no escândalo da “rachadinha”, Flávio Bolsonaro comprou uma mansão de quase R$ 6 milhões em um bairro nobre de Brasília. Já seu irmão Jair Renan Bolsonaro alugou uma outra mansão, avaliada em R$ 3,2 milhões de reais, pagando a bagatela de R$ 8 mil reais mensais. É vergonhoso viver em um país onde o presidente e sua família não se importam ou se compadecem da situação de fome e miséria que devasta o Brasil.

Eu tenho o sonho de ver o povo voltar a comer, trabalhar e estudar. É esse país que precisamos recuperar. A solução nós já sabemos qual é: o impeachment de Bolsonaro. Só com o país livre das garras de um presidente despreparado e egocêntrico, poderemos superar a miséria, a fome e o desemprego. Sabemos que não será fácil, mas é possível fazer o Brasil voltar a ser feliz novamente, como o PT fez por quase 20 anos.
Fonte: poder 360.