Justiça Federal do RN lamenta falecimento do Ministro José Augusto Delgado em Brasília/DF


A Justiça Federal no Rio Grande do Norte (RN) externa todo seu luto pelo falecimento do inesquecível Ministro José Augusto Delgado. Um jurista que marcou a história do Judiciário Federal potiguar, de onde foi um dos primeiros juízes.

O ministro Delgado, como era carinhosamente chamado por todos, sempre esteve presente no nosso dia a dia, mesmo após ter alçado os voos ímpares na carreira de judicatura, como desembargador e depois como ministro do Superior Tribunal de Justiça.

Foi um professor na forma mais completa do termo. Mestre nas lições profissionais, exemplo de homem honrado, estudioso e cidadão comprometido com a causa do Direito. Nosso Ministro Delgado escreveu uma história irretocável e de grandes legados.

Neste momento da sua partida, choramos todos nós. Sentimo-nos órfãos do nosso ministro, que deixa muita saudade.

Em nome do Juiz Federal Magnus Augusto Costa Delgado, seu filho, externamos nossas condolências ao seus familiares e amigos.

O ministro Delgado permanecerá entre nós, com tudo que aprendemos com ele e que reproduzimos como referência de inesquecível jurista.

Juízes Federais, Servidores, Mediadores, Conciliadores, Residentes e Estagiários

 

Fonte: Portal Seridó  360.

 

Reservatórios se aproximam do nível mínimo para geração energia

Os níveis dos principais reservatórios do Brasil seguem baixando em meio à pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Nas regiões Sudeste e Centro Oeste, que concentram 70% de toda a água do país, o nível médio dos reservatórios é inferior a 20%. Os dados foram divulgados pela ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) na 3ª feira (7.set.2021). Eis a íntegra do documento (673 KB).

Para funcionar, reservatórios de água de usinas hidrelétricas devem operar com, pelo menos, 10% da sua capacidade. Segundo o ONS, abaixo desse percentual, as turbinas ficam comprometidas e há o risco de suspensão repentina do fornecimento de energia.

A usina de Furnas, uma das mais importantes do país, opera com 16,38% da sua capacidade. A pior situação é registrada em Itumbiara, que tem só 10,29% do seu volume.

Um relatório divulgado pelo ONS em agosto deste ano indica que o Brasil terá deficit de potência no SIN (Sistema Interligado Nacional) a partir de outubro. Eis a íntegra do documento (4 MB).

A previsão é que o deficit de potência no Brasil seja de 3.824 MW no mês de outubro e 3.746 MW em novembro. De acordo com o operador, será necessário o aumento da oferta de energia em cerca de 5,5 GWmed de setembro a novembro de 2021 para cobrir o consumo.

O deficit de energia não representa um apagão, mas sim que as usinas não conseguirão atender à demanda do SIN em horários de pico.

Por enquanto, o Ministério de Minas e Energia afasta as hipóteses de racionamento e apagão. O ministro Bento Albuquerqueresponsabiliza a falta de chuva pelo problema e pede para a população economizar. Segundo ele, os reservatórios ficarão ainda mais baixos até o final do ano e não voltarão ao patamar normal até dezembro.

No final de agosto, o governo anunciou a criação da bandeira de “escassez hídrica”, que representa um adicional de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em contrapartida, também anunciou um programa de bônus para incentivar a redução do consumo de clientes residenciais e de pequenos comércios (atendidos por distribuidoras).

Desde o começo do ano, na tentativa de conter a crise, o governo diminuiu a vazão de diversas hidrelétricas, acionou termelétricas, que poluem mais e geram energia mais cara, e abriu consulta pública para a redução voluntária de consumo de energia.
Fonte: poder 360.

Bolsonaro e Tarcísio apelam a caminhoneiros contra paralisação

 

Presidente Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva após s reunião com. o presidente da Petrobras Robetto Castello Branco e ministro. presente os ministros José Levi, Tarciso de Freitas, Bento Albuquerque, Paulo Guedes. Lima/Poder360 05.0.2021

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) gravou um áudio pedindo que os caminhoneiros que fazem manifestações nesta 4ª feira (8.set.2021) liberem as estradas. Ele diz que os bloqueios “atrapalham a economia” e teve o apelo reforçado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

“Fala aí para os caminhoneiros que são nossos aliados, mas esses bloqueios atrapalham nossa economia. Isso provoca desabastecimento, inflação. Prejudica todo mundo, em especial os mais pobres”, diz Bolsonaro, no áudio que circula nos grupos dos caminhoneiros no WhatsApp e teria sido enviado pelo presidente a um dos líderes da categoria.

O presidente pede para eles liberarem as estradas para “seguir a normalidade” e diz que fará a sua parte para buscar uma solução para as questões que levaram os caminhoneiros às paradas.

Os motoristas que participam das manifestações mostram apoio ao governo e pedem, entre outras coisas, a destituição dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Líderes de caminhoneiros autônomos que não participam dos protestos dizem que os bloqueios foram convocados pelo agronegócio.

“Deixa com a gente aqui em Brasília. Não é fácil negociar, conversar por aqui com outras autoridades, mas a gente vai fazer nossa parte, vai buscar uma solução para isso”, afirma Bolsonaro, na mensagem.

Escute o áudio do presidente:

Mais cedo, Bolsonaro também apelou que os caminhoneiros “não parem o Brasil” ao falar com apoiadores na porta do Palácio da Alvorada. “Sei do poder que eles têm, reconheço o trabalho que fazem, mas acredito que a paralisação não interessa para nenhum de nós”, disse o presidente.

No fim da noite desta 4ª feira (8.set), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, enviou um vídeo aos caminhoneiros confirmando a autenticidade do áudio de Bolsonaro e reforçando o apelo pela liberação das estradas. O Ministério da Infraestrutura registrou pontos de manifestações em rodovias federais de 16 Estados brasileiros às 22h30.

“O áudio é real, é de hoje e mostra a preocupação do presidente com a paralisação dos caminhoneiros. Essa paralisação ia agravar efeitos da economia de inflação que ia impactar os mais pobres, os mais vulneráveis”, afirma Tarcísio, no vídeo.

O ministro pede que os caminhoneiros “escutem atentamente as palavras do presidente” e tenham “serenidade para pavimentar um futuro melhor”. Tarcísio diz que a solução virá através do diálogo das autoridades.

“A gente sabe que há uma preocupação de todos com a melhoria da situação do país e com a resolução de problemas graves, mas a gente não pode tentar resolver um problema criando outro e principalmente prejudicando os mais vulneráveis. […] Vamos confiar nesta condução, no diálogo e vamos em frente”, diz o ministro.

Em nota, o Ministério da Infraestrutura disse que Tarcísio de Freitas gravou o vídeo a pedido dos caminhoneiros “como forma de atestar a validade da fala do presidente direcionada à categoria”. O vídeo não foi publicado em nenhuma rede institucional do ministério.
Fonte: poder 360.

Gleisi Hoffmann: PT não estará no dia 12, mas quer união em atos anti-Bolsonaro

 

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), disse na 4ª feira (8.set.2021) que o partido não foi convidado para se unir às manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro programadas para 12 de setembro, próximo domingo, e por isso não participará dos protestos. Os atos foram convocados pelo MBL (Movimento Brasil Livre).

Segundo Gleisi, só será possível realizar uma grande mobilização contra o governo quando houver uma união de siglas de um chamado “campo democrático”, que engloba partidos de esquerda, centro-esquerda, direita e centro-direita. A deputada diz que essa união é uma das sugestões articuladas pelo PT.

“Essas manifestações já estavam sendo convocadas pelo MBL. Nós não estamos convocando. Também não temos problema nenhum com quem vai participar e não proibimos a participação. […] Nós precisamos reunir o campo democrático e fazer uma construção conjunta. O principal é isso. Não é uma adesão, mas um caminhar conjuntamente. Caminhar ao lado das forças que querem defender a democracia”, afirmou.

Gleisi deu entrevista ao PoderDataCast, podcast do Poder360 voltado ao debate de pesquisas eleitorais e de opinião pública. Assista (20min31s):

O MBL é um dos movimentos que esteve à frente das manifestações que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016.

Os atos de 12 de setembro estão sendo convocados desde a 1ª quinzena de julho. Cinco das 6 principais centrais sindicais brasileiras devem aderir. Só a CUT (Central Única dos Trabalhadores) não participará.

“Eu espero que o movimento do dia 12 possa ser realizado, e tem toda legitimidade para ser. Nós não fomos procurados para participar da construção desses atos. Nem por isso vamos falar mal, eles tem que acontecer”, diz Gleisi.

Em nota divulgada na noite de 4ª feira (8.ago), o MBL convoca todos os partidos aos atos, mas pede que deixem “suas pautas particulares e suas preferências eleitorais de fora”. O objetivo, segundo o movimento, é um só: o impeachment de Bolsonaro.
Fonte: poder 360.