Apple relata falta de chips para produção de iPhone 13


A Apple esperava fabricar 90 milhões de iPhones no último trimestre de 2021, mas deve reduzir este número em até 10 milhões de unidades devido à falta de chips, segundo a Bloomberg. Em reação à notícia, as ações da empresa caíram 1,2% na 3ª feira (12.out.2021).

De acordo com a publicação, parceiros de produção já foram informados que a redução será por conta de problemas na entrega de componentes por parte das empresas fornecedoras Broadcom Inc. e Texas Instruments Inc., entre outras.

Alguns fornecedores não têm fábricas próprias e outros, mesmo que produzam o componente, contam com empresas terceiras, como a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., para garantir boa parte da produção.

Segundo as distribuidoras, o problema deve se arrastar por todo o próximo ano e é possível que chegue a 2023. As ações dos fabricantes de semicondutores também caíram cerca de 1%.

Em setembro, a Apple lançou 4 novos modelos do iPhone: iPhone 13, iPhone 13 mini, iPhone 13 Pro e iPhone 13 Pro Max. As encomendas começaram em 17 de setembro e os envios foram iniciados uma semana depois. Parte dos pedidos, no entanto, pode demorar mais 1 mês para chegar.

Agora, a Apple busca uma forma de conseguir garantir as entregas da temporada de Natal.

O 4º trimestre deste ano deve ser o melhor em vendas para a empresa, com receita na casa dos US$ 120 bilhões. Isso representa um crescimento de 7% em comparação ao ano anterior.

Até o momento, a gigante de tecnologia e as demais empresas citadas não comentaram.

O chip, ou semicondutor, é um dos insumos mais importantes para a indústria da microeletrônica, e está presente em qualquer produto tecnológico, de celulares a automóveis. Desde 2020, a mercadoria está em falta no mundo.

A escassez é resultado do desequilíbrio que a pandemia provocou nas cadeias globais de produção. A procura por notebooks, smartphones e tablets, por exemplo, aumentou consideravelmente em 2020. Com o aquecimento da economia em velocidade maior que a prevista, a demanda por microprocessadores subiu e os fabricantes dos itens não estão dando conta.

Além do impacto nos produtos da Apple, a falta de semicondutores está afetando vários outros setores, como o automobilístico.

Em junho deste ano, mais de 70% das indústrias de informática, de eletrônicos e automobilística relataram problemas no fornecimento de insumos para a produção. Como resultado, diversas montadoras já paralisaram a produção tanto no Brasilquanto em todo o mundo.
Fonte: poder 360.

O medo vai pesar nas eleições de 2022, escreve Adriano Oliveira


O medo é sentimento que revela rejeição. Ele surge na mente das pessoas em razão da experiência ou convívio com algo durante determinado período. O medo pode ser oriundo também do ouvir falar. Neste caso, as pessoas falam tanto para outro sobre alguém ou de uma época que a rejeição surge. O medo expressa o desejo de não viver algo negativo novamente.

Eleitores sentem medo de candidatos. Pesquisas qualitativas da Cenário Inteligência provocam os eleitores a manifestarem a sua rejeição a um candidato ou a uma época. As quantitativas também. Para encontrar o medo para com algum competidor, incentiva-se a lembrança dos votantes. Mas, muitas vezes, não é necessário o incentivo. Os eleitores manifestam espontaneamente a sua ojeriza para com algum candidato e explicam os motivos.

Dados de recentes pesquisas têm mostrado que o medo estará presente na próxima eleição presidencial. O ex-presidente Lula e o atual mandatário da República, Jair Bolsonaro, são candidatos com alta rejeição. A rejeição do candidato do PT diminuiu. E a do atual presidente aumentou. Pesquisas qualitativas revelam que eleitores temem Lula em razão da corrupção presente na era PT. E variados votantes temem Jair Bolsonaro em virtude das suas ações na pandemia, do seu jeito de ser e da grave crise econômica que assola o Brasil.

Neste instante, Lula pode vencer a eleição no 1° turno. Mas não descarto a possibilidade de o candidato do centro ir ao 2° turno contra Lula. Outro cenário é o atual presidente da República estar no turno final contra o candidato do PT. É cedo para construir previsão determinista. É adequado trabalharmos com cenários. Inclusive, o de Jair Bolsonaro não disputar a eleição.

As presenças de Lula e do PT na disputa eleitoral incentivarão a estratégia do medo. Opositores lembrarão da era Lula como a era do PT corrupto. Perguntarão se o Brasil merece ter de volta a corrupção. É claro que Lula reagirá mostrando as conquistas econômicas da sua época. Seria, portanto, o medo da corrupção versus os avanços econômicos. Jair Bolsonaro também será alcançado pela estratégia do medo. Os seus adversários mostrarão o presidente que relegou a vacina, que criticou fortemente as instituições e que mergulhou o país em graves crises econômica e política.

Portanto, a eleição de 2022 será a disputa do medo, da rejeição, da lembrança do que foi ruim. Lula tem uma vantagem: pesquisas qualitativas, em particular no Nordeste, mostram a memória econômica positiva para com a sua era. O candidato do centro também poderá ter vantagem –neste caso, a ausência de memória e a esperança de um futuro melhor sem Lula e Bolsonaro. Quanto ao atual presidente da República, resta a ele incentivar o antipetismo e responsabilizar a covid-19 pela grave crise econômica.
Fonte: Poder 360.

Moro espera brecha nos EUA e deve filiar-se ao Podemos em novembro


As conversas do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro com a cúpula do Podemos sobre uma possível candidatura presidencial estão avançadas e ele deve filiar-se ao partido em novembro. A janela para Moro romper amigavelmente o contrato com a consultoria norte-americana Alvarez & Marsal, onde trabalha, abre em 31 de outubro. Até lá, mesmo que já tenha uma decisão, não vai torná-la pública.

O martelo, afinal, ainda não foi batido. Os principais caciques do Podemos disseram ao Poder360 que Moro definirá seu destino depois de uma reflexão “pessoal“, feita em conjunto com a família. Depois de conversas políticas em Brasília, São Paulo e Curitiba na última semana de setembro, descritas como “animadoras”, o ex-juiz pediu tempo para pensar. Todos concordaram.

Na temporada de cerca de 10 dias que passou no Brasil no fim do mês passado, Moro teve um jantar com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta(DEM). Ambos, assim como o ex-juiz, engrossam a lista de pré-candidatos em que entusiastas da 3ª via buscam uma alternativa ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT).

Também encontrou-se com líderes do MBL (Movimento Brasil Livre), como o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP).

No Podemos, Moro é próximo de Alvaro Dias e Oriovisto Guimarães, senadores pelo Paraná, e de Renata Abreu, presidente do partido. Falam-se quase diariamente. Segundo Dias, o ex-juiz volta ao Brasil em novembro.

Até a decisão de Moro, o partido tem auxiliado na comunicação do ex-ministro. Tanto o contato com a imprensa quanto as redes sociais de Moro e Rosângela, sua mulher, têm a ajuda do partido.
Fonte: Poder 360.