Avião parte hoje para buscar 2 milhões de doses de vacina da Oxford

Um avião da companhia aérea Azul vai decolar hoje (14) para a Índia, de onde retornará ao Brasil com dois milhões de doses da vacina contra a covid-19, informou o Ministério da Saúde. 

A aeronave sairá do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), às 13h, com destino a Recife. Após a escala, partirá direto para a cidade indiana de Mumbai. As vacinas estão previstas para chegar ao Brasil no próximo sábado (16). O avião pousará no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Ao chegar, as vacinas aguardarão o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que se reunirá no domingo (17) para analisar o pedido de uso emergencial, apresentado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira da AstraZeneca e da Universidade de Oxford no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina será distribuída aos estados em até cinco dias após o sinal verde da Anvisa, para, assim, dar início à imunização em todo o país, de forma simultânea e gratuita.

O ministério disse ainda que, além do apoio da Azul, contará com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas por meio das companhias Gol, Latam e Voepass para a logística de transporte gratuito da vacina para covid-19.

A segurança no transporte das doses pelo Brasil será feita pelas Forças Armadas, em ação conjunta com o Ministério da Defesa.

“O sucesso da operação de importação demonstra o excelente momento das relações Brasil-Índia e a solidez da Parceria Estratégica bilateral. Os dois países têm mantido, recentemente, frequentes contatos em alto nível, pautados por espírito de solidariedade e cooperação no enfrentamento da pandemia de covid-19”, diz nota conjunta assinada pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores.

Aeronave

O avião que partirá hoje para a Índia é um Airbus A330neo, maior aeronave da frota da companhia e estará equipado com contêineres específicos para garantir o controle de temperatura das doses de acordo com as recomendações do fabricante.

Ontem (13), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou as empresas aéreas a transportarem vacinas refrigeradas com gelo seco na cabine de passageiros. O transporte só ocorrerá, entretanto, se não houver passageiros durante o voo.

A medida alterou outra resolução da Anac, de dezembro do ano passado, que aprovou diretrizes para permitir, em caráter excepcional, o transporte de carga nos compartimentos de passageiros devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Agência Brasil

Empresas avaliam compra de vacinas, reforçam testagens e postergam home office no repique da Covid

Com repique nos casos de Covid-19 e indefinições no calendário de vacinação no Brasil, as empresas começam o ano reforçando medidas de segurança para os funcionários. Além de postergarem a volta aos escritórios, companhias intensificam testagens nas equipes e monitoram as discussões sobre a vacinação para entender se —e, eventualmente, como— poderão adotar um programa de imunização para seus trabalhadores.

Nesta quarta-feira (13), grandes empresários que querem comprar vacinas para a Covid-19 afirmaram ao governo que, para isso, estão dispostos a doar uma parte para o governo.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, defendeu em live realizada com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a possibilidade de compra de vacina pela iniciativa privada depois que o SUS estiver abastecido.

“No momento em que a gente cumprir todas as demandas para suprir o SUS e atender a população brasileira, a gente necessita também que a iniciativa privada adquira as vacinas diretamente de laboratórios internacionais ou o excedente do produzido no Brasil e disponibilize na rede privada também”, afirmou. ​

A possibilidade de vacinação na rede privada já entrou no radar das companhias. Na primeira semana de janeiro, a clínica de imunização Vacinar, que atua há mais de 20 anos com o atendimento corporativo em São Paulo, foi procurada por 50 empresas interessadas em informações sobre vacinação de funcionários.

De acordo com o médico e responsável técnico da Vacinar, Roberto Florim, as conversas são preliminares e feitas ao mesmo tempo em que as empresas fecham contratos para a aquisição das vacinas de prevenção contra a gripe.

“O certo é que as empresas estão cada vez mais preocupadas com a imunização dos funcionários de maneira geral”, afirma Florim.

A clínica não divulga os nomes das interessadas, mas diz que são dos mais diversos setores. A estimativa da Vacinar é que a procura por informação cresça nas próximas semanas, pois o início do ano costuma ser de retomada gradual nas consultas dos clientes após os recessos de final de ano.

Mão enluvada segura seringa. Ao fundo, a palavra vacinas está escrita em uma placa
Laboratório do grupo Hermes Pardini, no bairro Itaim Bibi (SP). Na pandemia, grupo teve aumento de mais de 100% na carteira de clientes corporativos – Eduardo Anizelli – 11.jan.2021/Folhapress

A tendência também é percebida pelo grupo Hermes Pardini. A carteira de clientes corporativos em dezembro de 2020 mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2019. O vice-presidente do grupo, Alessandro Ferreira, afirma que, além do maior interesse por testes de Covid-19, cresce também a demanda por teleconsulta e a busca por acompanhamento mais regular de outras doenças.

Tem mais demanda para monitoramento dos casos de diabetes e hipertensão, por exemplo, que predispõem ao contágio da Covid-19, mas também mais pedidos de monitoramento de saúde mental pesquisas têm apontado aumento de quadro de ansiedade e estresses em home office.

“A procura não é apenas para cumprir obrigações previstas em lei, como acompanhar quem trabalha com produtos químicos, mas uma preocupação generalizada, indicando que há uma mudança de perfil nas prioridades com a saúde”, diz Ferreira.

O grupo tem sido procurado para dar informações sobre vacinação de Covid-19.

“Já estamos pleiteando, junto a algumas fornecedoras, para obter vacinas, porque temos interesse em vacinar nossos colaboradores e disponibilizar aos nossos clientes, que se mostram interessados. Mas ainda não há nada concreto”, afirma.

A multinacional P&G (Procter & Gamble), que tem quatro mil funcionários no Brasil (800 deles em escritório), não descarta a possibilidade de importar vacinas.

“Se houver a disponibilidade de vacinas para empresas privadas e a possibilidade de importação, teríamos interesse na aquisição para a segurança e o bem-estar de nossos trabalhadores”, afirma Fernando Akio Mariya, gerente médico da empresa.

A P&G havia programado o retorno presencial aos escritórios para a primeira quinzena de janeiro. Diante da alta de casos de coronavírus e a identificação de uma mutação mais contagiosa do vírus, a volta foi postergada para fevereiro e poderá ser alterada de acordo com a evolução da doença.

Em dezembro, a P&G estabeleceu uma espécie de quarentena para seus funcionários que retornavam gradativamente ao escritório como prevenção a um possível aumento de contaminação no Natal e no Ano Novo. Agora, analisa se a estratégia foi efetiva.

Homem branco de óculos veste camisa branca, calça jeans e posa ao lado de uma mochila amarela
Danilo Mansano, diretor-executivo da 99Food, afirma que a empresa avalia a possibilidade de vacinar funcionários – Divulgação 99Food

“Iremos usar o mês de janeiro para capturar informações mais precisas e atualizadas sobre os impactos das festas de final de ano no aumento de número de casos e de ocupação de UTI, que sempre foram vetores importantes na tomada de decisão de estarmos ou não no escritório”, afirma Raíssa Fonseca, gerente de RH. ​

A 99 Food, que tem 120 funcionários na área administrativa —todos em home office e sem previsão de retorno aos escritórios—, também tem interesse na aquisição de vacinas. Segundo o diretor-executivo, Danilo Mansano, a empresa tem acompanhado a compra de vacinas na China e estuda como poderia replicar o processo no Brasil.

Mansano afirma que segue protocolos definidos em parceria com o Hospital Sírio Libanês. Quando precisam ir ao escritório, os funcionários são submetidos a controle de acesso, triagem por meio de aplicativo interno e testagens.

Executivos contam como grandes empresas integraram seus canais
Executivos contam como grandes empresas integraram seus canais

No início da semana passada, o presidente da ABCVAC (Associação Brasileira das Clínicas de Vacina), Geraldo Barbosa, embarcou para a Índia para conhecer a fábrica da Bharat Biotech, que está desenvolvendo a Covaxin. A entidade tem 200 clínicas de vacina associadas (70% do setor privado naciona) e afirmou que todas são favoráveis às negociações de compra do imunizante.

Nesta semana, ao retornar da viagem, Barbosa afirmou que há uma resposta positiva do mercado corporativo, que tem procurado a associação para subsidiar a imunização de funcionários.

“Se essas vacinas não vierem para o mercado privado brasileiro, não virão nem para o Brasil”, afirma. “A aquisição depende do fim dos trâmites legais junto aos órgãos reguladores brasileiros, fabricante e distribuidora/importadora”.

A Covaxin ainda não obteve autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Na Índia, autoridades de saúde recomendam seu uso emergencial.

O hospital Sírio-Libanês afirma que esta acompanhando o processo de liberação e avalia que a prioridade é o setor público em um primeiro momento.

“A instituição entende que há hoje um número limitado de unidades produzidas e, portanto, é fundamental centralizar essa compra no setor público”, afirma, em comunicado.

A discussão sobre vacinas também está sendo acompanhada por indústrias. CNI (Confederação Nacional da Indústria) e Sesi (Serviço Social da Indústria) avaliam a possibilidade de obter os imunizantes contra a Covid-19, mas afirmam que irão aguardar as devidas orientações do Ministério da Saúde.

Enquanto isso, cresce também a procura por empresas por testagens. Segundo Lídia Abdalla, presidente-executiva do grupo Sabin, a busca deste serviço por empresas teve aumento de 28% em dezembro. O grupo atende indústrias de mineração, telefonia, farmacêutica, energia, construção civil e serviços.

A Dasa Empresas, que reúne laboratórios de diagnóstico, hospitais e uma integradora de saúde, teve aumento de 9,8% em pedidos de testagens de 1º de dezembro a 6 de janeiro. No mesmo período, a carteira de clientes corporativos do grupo cresceu 12,3%.​​

A Volkswagen faz, neste mês, testagem em massa entre seus funcionários. O procedimento começou na semana passada para cerca de 10,5 mil funcionários que atuam nas fábricas em São Bernardo do Campo, São Carlos e Taubaté (SP) e em São José dos Pinhais (PR).

Na segunda-feira (11), a testagem foi estendida a funcionários de áreas operacionais da montadora que precisam ir esporadicamente às fábricas. Além de manter 80 medidas de proteção ao coronavírus, que incluem uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento, a empresa afirma que segue acompanhando o andamento dos casos de Covid-19 no país e permanece sem data de retorno presencial aos escritórios.

Empresas podem exigir que seus funcionários que tomem a vacina da Covid-19? Advogados trabalhistas ouvidos pela Folha têm posições divergentes sobre essa obrigatoriedade, bem como sobre eventuais sanções aos que se recusarem.

Para a advogada trabalhista do Lopes & Castelo Sociedade de Advogados, Elizabeth Greco, deverá haver diálogo entre empresas, funcionários e sindicatos, e os empregadores deverão investir em medidas de conscientização.

Greco afirma que diante da recusa, dificilmente o trabalhador poderá ser demitido por justa causa, porque este processo tem muitas gradações, como advertências prévias.

Já o advogado Jorge Matsumoto, sócio trabalhista do Bichara Advogados, avalia que, salvo exceções, o funcionário tem a obrigação de se vacinar e poderá sofrer demissão por justa causa.

“Entendo que sim, porque se ele colocar em risco os funcionários, quem vai ser responsabilizada é a empresa”, afirma. “Há para a empresa a obrigação constitucional de proteger seus funcionários.”

Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a vacina contra a Covid-19 pode ser obrigatória, desde que exista uma lei nesse sentido. No entendimento da corte, a imunização forçada é proibida, mas o poder público poderá adotar medidas restritivas para evitar a circulação de quem não se imunizar.

A sócia e líder da área trabalhista do Trench Rossi Watanabe, Letícia Ribeiro, pondera que a vacinação de funcionários ainda é um tema em construção.

“O posicionamento do Supremo é um norte importante a ser seguido por todos, inclusive pelas empresas e pelo que a jurisprudência trabalhista deve se firmar”, diz.

A especialista lembra que vacinação compulsória não significa vacinação forçada. Segundo Ribeiro, caso um funcionário que trabalhe presencialmente se recuse a se vacinar e não apresente respaldo científico, o empregador poderá implementar restrições para manter a segurança dos demais funcionários.

“O empregador deverá avaliar medidas de distanciamento social desse funcionário”, afirma.

Apesar das divergências, há um consenso. Todos pontuam que, caso tenha respaldo médico para não se vacinar, como gravidez, alergia a algum componente da vacina ou outro comprometimento, o trabalhador poderá ser dispensado da vacinação.

Deisy Ventura, advogada e coordenadora do doutorado em saúde global da USP, é contrária à comercialização de vacinas contra a Covid-19, mas é favorável que as companhias tenham estratégias para incentivar seus trabalhadores a se vacinarem na rede pública.

“As empresas podem, sim, dizer que querem que seus trabalhadores se vacinem, fazer pressão sobre o governo para que o programa nacional de imunização seja rápido, eficiente, e elas podem instituir penalidades para quem não for se vacinar, com exceções para quando existir uma justificativa do funcionário”, afirma.

A especialista defende que o engajamento do setor privado pode ser decisivo neste momento de pandemia.

“Se o setor privado deixar claro que quer um programa de imunização público, eficiente e rápido, o governo é extremamente reativo ao interesse do empresariado. O engajamento das empresas pode ser decisivo neste momento”.

Questionado pela Folha, o Ministério Público do Trabalho disse que segue analisando o tema e em breve deverá firmar um posicionamento a respeito.

FolhaPress

“Oxigênio acabou e hospitais de Manaus viraram câmara de asfixia”, diz pesquisador da Fiocruz

A situação em Manaus voltou a se agravar nas últimas horas, segundo relato de profissionais que atuam em hospitais da cidade atendendo pacientes de Covid-19.

O pesquisador Jesem Oerellana, da Fiocruz-Amazônia, afirma que tem recebido vídeos, áudios e relatos telefônicos de pessoas que atuam na linha de frente de unidades de saúde com informações dramáticas.

“Estão relatando efusivamente que o oxigênio acabou em instituições como o Hospital Universitário Getúlio Vargas e serviços de pronto atendimento, como o SPA José de Jesus Lins de Albuquerque”, afirma ele.

“Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia”, diz ainda o pesquisador. “Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, deve ficar com sequelas cerebrais permanentes.”

A coluna procurou o Hospital Getúlio Vargas. Profissionais da UTI não quiseram comentar a informação, desviando a chamada para o ramal da direção da instituição, que não atendeu.

Na recepção, a atendente disse que ninguém no hospital poderia conversar com a reportagem pois a situação era “de emergência”.

A coluna conversou também com profissionais da área de saúde que afirmam que a situação é dramática e muitas pessoas ainda vão morrer já nas próximas horas por falta de assistência.

Uma das profissionais disse, chorando, que os pacientes estão sendo “ambuzados”, ou seja, recebendo oxigenação de forma manual, já que os respiradores estão sem oxigênio.

De acordo com ela, cada profissional consegue ambuzar um paciente por no máximo 20 minutos, quando tem que ceder lugar a outro técnico, o que torna a rotina de procedimentos arriscada, insuportável e caótica.

Mônica Bergamo – FolhaPress

Ibovespa abre em alta à espera de estímulos americanos

O Ibovespa abriu em alta nesta quinta-feira, 14, em meio à expectativa de que o presidente eleito Joe Biden anuncie um novo pacote de econômico ainda hoje. Na última semana, Biden afirmou que o país ainda precisa de estímulos e falou “trilhões dólares” , sem mencionar exatamente a quantidade.

Segundo notícia da CNN americana, com base em duas fontes a par do assunto, o valor seria de 2 trilhões de dólares. O montante deve ser distribuído diretamente a famílias e a fundos locais e estaduais.

Com o otimismo por mais estímulos, os principais índices de ações internacionais sobem nesta manhã, enquanto o dólar perde força contra as principais moedas emergentes, incluindo o real.

Investidores também esperam pelos dados de pedidos de seguro desemprego, referente à primeira semana do ano. A estimativa é que o número de pedidos tenha ficado em 795.000, levemente acima dos 787.000 da última divulgação. Um número pior do que o esperado pode reforçar ainda mais a percepção de necessidade de estímulos. A divulgação está prevista para às 10h30 (de Brasília).

Na Alemanha, o PIB de 2020 fechou com queda de 5% ante expectativa de retração de 5,2%. As estimativas para 2021 é de crescimento de 3,5%,, o que deve adiar para 2022 a volta aos níveis pré-pandemia. Na bolsa de Frankfurt, o índice DAX sobe cerca de 0,2%.

No radar do mercado ainda segue o andamento do processo de impeachment de Donald Trump, aprovado na véspera pela Câmara americana. A conclusão do processo ainda depende do apoio de dois terços do Senado. No entanto, o líder da maioria republicana do Senado, Mitch McConnell, sinalizou que não deve dar andamento ao processo até a posse de Biden, em 20 de janeiro – o que esfria os temores sobre protestos de apoiadores de Trump, como os da última semana.

No período da tarde, por volta das 14h30, as atenções devem se voltar para o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que pode dar mais pistas sobre até quando vão os estímulos por meio de recompra de títulos no mercado. Também são esperados comentários sobre os efeitos da pandemia na maior economia do mundo.

Na bolsa, as ações da Vale (VALE3) impulsionam o Ibovespa, com alta de mais de 1%, enquanto as da Petrobras (PETR3 e PETR4) pressionam negativamente, em linha com a desvalorização do petróleo.

No mercado de câmbio, o dólar se desvaloriza contra as principais moedas emergentes em meio ao otimismo por estímulos. Depois de fortes desvalorizações na última semana, o real chega a seu terceiro pregão seguido de apreciação.

Exame

Ministério da Saúde sabota vacinação e troca vacina por cloroquina

Parece claro que o Ministério da Saúde está deliberadamente sabotando a vacinação contra Covid-19 no Brasil.

A pasta divulgou em seu perfil nas redes sociais uma campanha promovendo o tratamento precoce com a hashtag #naoespere.

Paralelamente, como O Antagonista mostrou, ativistas bolsonaristas fizeram um vídeo defendendo a mesma pauta, usando a mesma tag #naoespere, e sugerindo que as pessoas parem de usar máscaras.

A despeito do gosto duvidoso, o vídeo mostra uma produção técnica profissional, levantando a suspeita de que possa ter recebido apoio financeiro ou técnico do Palácio do Planalto.

Como se não bastasse, o ministério da Saúde abriu mão de receber ainda em dezembro (via aérea) 20 milhões de seringas para imunização. E agora se depara com a escassez do material.

O Antagonista

SINE-RN tem 108 vagas de empregos nesta quinta-feira (14)

A Subsecretaria do Trabalho da Sethas, através do SINE-RN, oferece hoje 108 vagas de emprego para Natal e Região Metropolitana (RM), Santa Cruz e região e São José do Mipibu e região.

Para concorrer às vagas, o(a) candidato(a) deve se cadastrar via Internet no Portal Emprega Brasil do Ministério do Trabalho e Emprego, através do endereço empregabrasil.mte.gov.br ou nos aplicativos Sine Fácil e Carteira de Trabalho Digital, disponíveis para Android e IOS.

Neste momento, devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Sine-RN está com atendimento presencial realizado mediante agendamento.

Em Natal, os telefones para agendamento da unidade matriz, em Candelária, são: (84) 3190-0783, 3190-0788, 98106-6367 e 98107-4226.

Os agendamentos e atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h.

Siga o Sine-RN no Instagram: @sine.rn

VEJA AS OFERTAS DE VAGAS DE EMPREGO POR OCUPAÇÃO:

NATAL e GRANDE NATAL – (80 Vagas Permanentes)

ATENDENTE DE BALCÃO      02
ATENDENTE DE MESA  01
AUXILIAR ADMINISTRATIVO 02
ENCARREGADO DE SEÇÃO DE CONTROLE DE PRODUÇÃO 01
LEITURISTA       05
LUBRIFICADOR DE AUTOMÓVEIS  01
PROMOTOR DE VENDAS       60
TÉCNICO AGRÍCOLA    01
TÉCNICO DE REFRIGERAÇÃO (INSTALAÇÃO)   02
TÉCNICO ELETRÔNICO 01
VENDEDOR PRACISTA  04

NATAL e GRANDE NATAL – (26 Vagas Temporárias)

AJUDANTE DE OBRAS  04
AJUDANTE DE PINTOR 06
AUXILIAR DE ENCANADOR   02
AUXILIAR DE MANUTENÇÃO ELÉTRICA E HIDRÁULICA     04
ELETRICISTA      03
ENCANADOR      02
ENCANADOR INDUSTRIAL    02
PINTOR DE OBRAS      01
TÉCNICO DE PROJETO (ELETROTÉCNICO)      01
TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO       01

SANTA CRUZ e região

CONSULTOR DE VENDAS     01

SÃO JOSÉ DE MIPIBU e região

OPERADOR ELETROMECÂNICO    01

Assecom RN

Momento histórico para o mundo das comunicações do Estado, a família de Carlos Alberto volta a comandar a TV Ponta Negra

A família cresceu, mas o sonho inicial de manter vivo os ideais do comunicador Carlos Alberto continuam firmes, na memória de todos.

Em 1987, conheci de perto esse símbolo de união e força, quando participei de um programa de televisão, no famoso morro, onde ficava a torre.

De lá pra cá, foi amor pela comunicação e também pela família de dona Mirian de Sousa, uma mulher que vive para fazer o bem sem olhar a quem.

A TV Ponta Negra, uma benção para o Rio Grande do Norte, havia sido adquirida há 7 anos pelo grupo do plano de saúde Hapvida.

Esse grupo de uma hora para outra mudou de negócios e a emissora voltou para as mãos dos verdadeiros donos, a família de Carlos Alberto Sousa.

Os herdeiros do ex-senador festejaram muito esse novo momento, assinaram o contrato que garantiu o controle acionário da afiliada do SBT, no Rio Grande do Norte.

Dona Miriam de Sousa reassume a presidência e Micarla de Sousa reassume a superintendência da emissora. Com esse retorno, a família, em especial Micarla, cumpre o compromisso assumido com seu pai e Deus se revela novamente na vida dessa família.

 

Por Gilson Moura

Diretor do Enem morre de Covid

Morreu hoje, aos 59 anos, de Covid-19, o general da reserva Carlos Roberto Pinto de Souza, diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep, que coordena o Enem.

Ele estava em tratamento em Curitiba desde dezembro.

O exame está marcado para o próximo domingo e há pressão pelo adiamento.

Abaixo, a nota de pesar do Inep:

“O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) manifesta profundo pesar pelo falecimento de Carlos Roberto Pinto de Souza, diretor de Avaliação da Educação Básica do órgão desde agosto de 2019. O diretor faleceu na tarde desta segunda-feira, 11 de janeiro, em Curitiba (PR). 

 

Carlos Roberto tinha doutorado em Altos Estudos Militares e foi Comandante do Centro de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro. À frente da Diretoria de Avaliação da Educação Básica, coordenou as equipes envolvidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras), Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), entre outros. O diretor participou ativamente da concepção do Enem Digital e do Novo Saeb, principal projeto a que se dedicava nos últimos meses. 

A presidência do Inep, em nome de todos os seus colaboradores, agradece o trabalho desempenhado com dedicação, entusiasmo, responsabilidade e senso ético pelo diretor Carlos Roberto. Seu nome estará registrado na história do Inep.”

O antagonista.

Eficácia da Coronavac despencou de 98% para 50% em apenas 120 dias

A estratégia do marqueteiro João Doria não resistiu aos números finais da eficácia da Coronavac, 50,3%, um sopro acima do mínimo exigido e a anos-luz dos 98% alardeados pelo próprio governador de São Paulo em setembro.

O resultado final foi visto como real motivo para os inúmeros adiamentos no anúncio da taxa e para a demora no envio de dados dos estudos clínicos solicitados pela Anvisa para conceder uso emergencial. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Há dias, os 78% já haviam sido considerados um fracasso e Dória sequer deu entrevista, outrora tão frequentes, em seu show do meio-dia.

Ao enfrentar a realidade de apenas 50% de eficácia, restou ao governo de SP a incrível boa vontade dos jornalistas para justificarem o fiasco.

Questionado sobre se manteria a compra de 100 milhões de doses do imunizante, o Ministério da Saúde optou por não responder.

Diario do poder.

Vereador Eder Queiroz busca melhorias para Saúde do Povo do Litoral

Tão logo tomou posse como vereador de Parnamirim, o parlamentar Eder Queiroz (PSC), também conhecido como o “Liso do Litoral “, visitou o hospital Regional Dr. Márcio Marinho e as Unidades Básicas de Saúde do litoral (UBS), nos quais buscou informações a respeito da falta de médicos, materiais hospitalares, dentre outros insumos, junto as gestões administrativas do hospital e das UBS.

Depois do Raio X das unidades de saúde, Queiroz marcou uma audiência com a secretária de saúde,  Dra. Terezinha Rêgo para falar das suas reivindicações que vão trazer melhorias para a vida da população que reside no litoral de Parnamirim.

As visitas “In loco” também servem para o vereador preparar um diagnóstico da real situação das unidades de saúde Pública do Litoral, e através de requerimentos e proposições parlamentares, vai buscar junto ao Poder Executivo soluções para sanar e aprimorar um atendimento digno à População do Litoral.

MDB confirma Simone Tebet como candidata à presidência do Senado

MDB do Senado anunucia a senadora Simone 

O MDB, maior bancada do Senado com 15 membros, confirmou nesta 3ª feira (12.jan.2021) o nome de Simone Tebet (MDB-MS) como candidata da sigla à presidência da Casa. O partido decidiu entre Tebet e Eduardo Braga (MDB-AM), líder da bancada.

“A independência no comando do Legislativo é de fundamental importância nesse período de crise, em que o interesse público precisa estar acima de qualquer disputa ideológica e política na reconstrução da economia e na imunização universal e gratuita contra a covid-19”, disse a bancada em nota.

Veja o anúncio de Tebet como candidata (1min56s):

 

 

Tebet ainda não tem nenhum apoio oficial anunciado e começa com os 15 votos de sua própria bancada enquanto seu concorrente, Rodrigo Pacheco, se consolidou nas últimas semanas e está a 3 apoios de já ter virtualmente a quantidade necessária para vencer, que são 41 votos.

Mais cedo nesta 3ª feira (12.jan), Eduardo Braga já havia começado a avisar seus colegas de bancada que desistiria de concorrer pelo apoio do MDB dizendo que Tebet teria mais potencial de angariar votos fora da sigla.

“Achei uma grandeza bastante significativa do Eduardo Braga que reconheceu..o importante na vida da gente é a gente reconhecer as nossas limitações em determinados momentos”, disse Berger ao narrar contato de Braga.

Tradicionalmente, o presidente do Senado é da maior bancada. Para que isso não ocorra, são necessárias condições muito específicas, como as vistas na eleição de Alcolumbre, em 2019. Na ocasião, o MDB rachou em torno de Renan Calheiros e Simone Tebet e acabou optando pelo senador alagoano.

Como a votação para presidente é secreta, entretanto, há o risco de traições. O MDB chegou a ter 4 postulantes a candidato da sigla e, por mais que pregue discurso de união na bancada, esse cenário pode não se concretizar em 1º de fevereiro, data da eleição.

Pacheco conseguiu o apoio de mais 2 partidos na 2ª feira (11.jan) e chegou ao potencial de 28 votos na disputa. Na última semana, Pacheco fechou 3 apoios e se consolidou na dianteira da corrida eleitoral. Conta com a palavra de PSD (11), PT (6), DEM (5), Pros (3), Republicanos (2) e PSC (1).

O PL, que anunciou apoio ao mineiro nesta 3ª feira (12.jan), faz parte do bloco Vanguarda no Senado, que reúne DEM, PSC e PL.

Com PL e PP, que deve anunciar seu apoio nesta 4ª feira (13.jan), o nome apoiado pelo atual presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Jair Bolsonaro, chegaria a prováveis 38 votos e estaria a 3 votos de vencer o pleito (são necessários ao menos 41 votos para isso).

“É a primeira vez que vejo, desde o tempo em que estou aqui, que vejo uma eleição que está sendo discutida tão antes da hora. A eleição do Senado sempre foi muito diferente da eleição na Câmara. É uma eleição voto a voto, passo a passo, importa, sim, as bancadas, mas não podemos esquecer que aqui estamos falando de senadores acima, que são maiores, muitas vezes, que suas bancadas”, disse Tebet.

Assista ao 1º discurso da senadora como candidata (5min36s):

 

 

Tebet tem boa relação com o Podemos e o PSDB, que formaram bloco único para negociar durante a eleição. Juntos têm 16 votos, mas ainda não anunciaram um apoio oficial. Há uma corrente no Podemos que gostaria de ver Pacheco eleito, o que pode atrapalhar os planos da senadora de conseguir todos os votos do bloco.

Nesta 3ª feira o MDB filia mais 2 senadores: Rose de Freitas (ex-Podemos) e Veneziano Vital do Rêgo (ex-PSB). Por isso o ponto de partida de Tebet será de 15 votos, e Pacheco ficou 1 a menos na contagem.

Isso porque Ney Suassuna (Republicanos-PB) estava engrossando as fileiras de Pacheco, mas é suplente de Vital do Rêgo, que voltará a tempo da eleição e deve votar junto com seu novo partido.

O grupo independente “Muda, Senado” também pode render votos à Tebet, já que há uma forte rejeição ao presidente Jair Bolsonaro, que apoia Pacheco. Há ainda partidos de oposição, que falhou em agir como bloco único e rachou com o PT apoiando o nome de Alcolumbre.

“O jogo voltou à estaca zero. Estamos falando de 15 senadores, não estamos começando no vazio. Não estamos começando numa aventura…Estaremos dialogando e conversando com PSDB, Podemos, com o Cidadania, PSL, estou falando de partidos que não declararam apoio a nenhum candidato, começaremos por ele, mas, sim, procuraremos todas as bancadas, não só através dos líderes como dos seus senadores.”

ACENO A BOLSONARO

Apesar de já ter dito que apoia Rodrigo Pacheco para presidente do Senado, Tebet disse que o MDB procurará o presidente Jair Bolsonaro para conversar. Segundo ela, a independência pregada por sua campanha não significa oposição a Bolsonaro.

“A independência não significa oposição ao governo como muitos querem. A independência significa independência com harmonia para ajudar o governo nas pautas prioritárias do país. Significa uma independência harmônica a favor do Brasil, que precisa mais do que nunca da força do Senado Federal.”

A senadora disse ainda que o momento é de harmonia entre os poderes e que sua candidatura não visa tensões entre as instituições e que buscará uma agenda prioritária na economia em conjunto com o Executivo.

“Esse é um momento de harmonia. Ou nós entendemos que a independência significa harmonia ou nós vamos descontrair esse país. Nós temos agora que pensar em conjunto com o executivo uma pauta econômica prioritária, urgente, que precisa de uma aprovação mais do que relâmpago dentro daquilo que for consenso para que a gente possa voltar a retomada do desenvolvimento.”

AUXÍLIO EMERGENCIAL

Perguntada sobre uma possível manutenção do auxílio emergencial, que foi encerrado em dezembro de 2020, a senadora disse que essa agenda não é do MDB e sim um compromisso com o país.

“O auxílio emergencial, observando os critérios de responsabilidade fiscal, do limite de teto de gastos, ainda que com menor valor, tem que, sim, estar na agenda de qualquer candidato, para ser tratado com os líderes.”

Poder 360.

Incentivos da União a montadoras somam R$ 69 bilhões de 2000 a 2021

Setor que tradicionalmente recebe atenção especial do governo por conta do valor agregado à economia e do impacto sobre o emprego, a indústria automotiva foi beneficiada com R$ 69,1 bilhões em incentivos fiscais da União entre 2000 e 2021, em valores corrigidos pela inflação.

Levantamento feito pela Folha a partir de dados da Receita Federal mostra que, embora tenha um número reduzido de empresas em atuação no país, o setor aparece na lista dos maiores gastos tributários do governo federal.

Essas empresas ganham descontos em IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e Imposto sobre Importação. Fábricas instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste contam com tratamento especial e ampliam os benefícios.

Trabalhadores da Ford de Taubaté protestam contra fechamento da montadora
Trabalhadores da Ford de Taubaté protestam contra fechamento da montadora

Para este ano, a conta estimada de incentivos federais para o setor automotivo está em R$ 5,9 bilhões, cerca de 2% de todos os benefícios concedidos pelo governo. O valor seria suficiente, por exemplo, para pagar mais uma parcela de R$ 300 do auxílio emergencial a aproximadamente 20 milhões de pessoas.

Em 2021, o governo estima que o total do chamado gasto tributário —quando abre mão de receber algum imposto ou contribuição— será de R$ 307,9 bilhões. Quase um quarto desse volume diz respeito ao Simples Nacional, programa que simplifica e reduz a cobrança para mais de 12 milhões de pequenas empresas.

Na lista de benefícios concedidos pelo governo federal e que são maiores do que os do setor automotivo, também aparecem a agricultura e agroindústria, setor altamente pulverizado, com R$ 32,7 bilhões em benefícios em 2021, ou 11% do total.

Logo abaixo, estão entidades sem fins lucrativos (R$ 29,3 bilhões), a Zona Franca de Manaus (R$ 24,2 bilhões), medicamentos e equipamentos médicos (R$ 14,4 bilhões) e a área de informática e automação (R$ 6,6 bilhões).

Além da ajuda federal, as montadoras também recebem benefícios dos governos regionais. Na guerra tributária travada com o objetivo de atrair a instalação dessas fábricas, estados oferecem descontos na cobrança de impostos dessas companhias, majoritariamente multinacionais com matriz instalada fora do Brasil.

Em São Paulo, que concentra parcela expressiva do parque industrial do país, a renúncia fiscal prevista pelo estado em 2021 para o setor automotivo é de R$ 343 milhões.

A indústria automobilística vive uma crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, que derrubou a venda de veículos no país. As vendas iniciaram processo de recuperação no segundo semestre de 2020, mas terminaram o acumulado do ano em queda.

Os emplacamentos de veículos leves e pesados caíram 26,2% em 2020 na comparação com 2019, segundo dados do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). O resultado foi melhor do que o esperado pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

A baixa mais recente do setor, com impacto relevante sobre o mercado nacional e sobre os empregos, foi anunciada pela Ford nesta segunda-feira (11). A montadora informou que, depois de um século em atuação no país, vai encerrar todas as atividades fabris no Brasil ainda neste ano.

Veículos que deixarão de ser produzidos no Brasil pela Ford
Veículos que deixarão de ser produzidos no Brasil pela Ford

O número de demissões pode chegar a 5.000 no país e na Argentina, mas o fim da produção dos veículos no Brasil também traz impacto negativo para o restante da cadeia, com empresas que hoje funcionam para atender demandas da Ford.

Serão fechadas as fábricas instaladas na Bahia, em São Paulo e no Ceará. Em 2019, a Ford já havia fechado uma fábrica em São Bernardo do Campo (grande São Paulo).

Além da Receita, a Folha pediu dados específicos de incentivos repassados à Ford em São Paulo, Ceará e Bahia. O único a fornecer a informação foi a Bahia, que afirma ter somado uma renúncia de R$ 948 milhões entre 2018 e 2020 para manter o funcionamento da fábrica da companhia no estado.

As políticas do Brasil para o setor já geraram embates inclusive em organismos internacionais. Em 2016, a OMC (Organização Mundial do Comércio) condenou o Inovar Auto, programa que exigia que as montadoras mantivessem parte da produção no país para usufruir de redução de IPI.

No fim de 2018, no encerramento do governo Michel Temer, foi aprovado e sancionado o Rota 2030, novo programa de estímulo à indústria automobilística para substituir o Inovar Auto, que deixou de existir.

O regime dá incentivos fiscais às montadoras e exige, como contrapartida, o desenvolvimento de novas tecnologias e pesquisas em eficiência energética.

Durante as gestões do PT, o governo também promoveu reduções de IPI para a compra de carros. O objetivo era estimular a economia e incentivar contratações no setor.

Hoje, os principais programas para a indústria automobilística são o Rota 2030 e o benefício regional para Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No ano passado, o governo e o Congresso prorrogaram até 2025 os incentivos para fábricas instaladas nas três regiões.

Para este ano, o custo do Rota 2030 está estimado em R$ 1,9 bilhão, enquanto o benefício regional deve ter uma renúncia de receitas de R$ 4 bilhões pelo governo federal.

Após o anúncio do fechamento das fábricas da Ford, membros do Ministério da Economia atribuíram a governos anteriores os problemas enfrentados pelo setor.

“Quando assumimos, a indústria vinha em frangalhos, apesar de bilhões gastos por governos anteriores. Temos reduzido o custo Brasil que herdamos, 22% do PIB. Mas a pandemia impediu que nossas ações surtissem efeito a tempo”, disse o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa.

Em texto publicado na Folha nesta terça, o economista e ex-ministro da Fazenda da gestão petista Nelson Barbosa rebateu as afirmações.

“Acho esta crítica injusta com Fernando Henrique e Antônio Carlos Magalhães [presidente da República e governador da Bahia, respectivamente, quando a fábrica de Camaçari foi instalada], que levaram a Ford para Bahia mediante fortes incentivos estaduais e federais”, disse. “O incentivo deve ser temporário, pois as empresas têm que andar com suas próprias pernas a partir de algum momento. Esta foi a lógica das políticas automotivas dos governos Lula e Dilma”.

Em nota, a Anfavea informou que focou esforços para sugerir uma política industrial de longo prazo e vem alertando o governo sobre a necessidade urgente aprovar reformas para reduzir o custo Brasil.

“A reforma mais fundamental é a tributária, que precisa num primeiro momento simplificar o caos tributário, e num segundo reduzir a carga de impostos que é uma das mais elevadas do mundo”, disse, sem comentar os incentivos recebidos pelo setor.

FolhaPress

Bolsonaro: ‘O que a Ford quer? Faltou dizer a verdade. Querem subsídios’

O presidente Jair Bolsonaro comentou com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada sobre a saída da Ford do Brasil depois do fechamento de três montadoras. Além de lamentar a perda de empregos, o presidente destacou que a empresa omitiu que queria dinheiro público para continuar no país, “Faltou a Ford dizer a verdade. Querem subsídios”.

“Vocês querem que continuem dando vinte bilhões de reais para eles, como fizeram nos últimos anos? Dinheiro de vocês, do imposto de vocês?”, questionou Bolsonaro. “Deu lucro, o cara fica. Não deu lucro, o cara não produz mais aquilo, fecha”, acrescentou.

O presidente também destacou que o país tem apresentado melhora no mercado formal de trabalho e citou os 414.556 postos de emprego criados no país em novembro de 2020, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

A decisão da Ford de encerrar produção de veículos no Brasil foi anunciada na segunda-feira, 11. Entre os motivos apontados pela empresa está o cenário econômico nacional agravado pela pandemia. Cerca de cinco mil empregos serão perdidos.

Veja

Morre Maguito Vilela, prefeito de Goiânia (GO), vítima da Covid-19

O prefeito licenciado de Goiânia (GO), Maguito Vilela (MDB), 71, morreu na madrugada desta quarta-feira (13) no Hospital Israelita Albert Einstein, onde estava internado em razão de complicações decorrentes da Covid-19. Ele enfrentava as complicações desde o dia 22 de outubro do ano passado, quando foi internado.

Segundo informações de sua equipe de comunicação, uma infecção pulmonar foi diagnosticada na semana passada e Maguito não resistiu.

O corpo do prefeito será levado de São Paulo para Goiás e ele deve ser sepultado em Jataí, sua cidade natal.

Maguito tomou posse na no dia 1º de janeiro com assinatura eletrônica na UTI (unidade de terapia intensiva) do hospital. Uma hora e meia depois, o vice-prefeito, Rogério Cruz (Republicanos), assumiu o governo interinamente e participou da transmissão do cargo. Após Maguito ter sido empossado, a equipe de transição solicitou afastamento dele para tratamento de saúde por tempo indeterminado.

FolhaPress

Mega-Sena acumulada sorteia nesta quarta-feira prêmio de R$ 12 milhões

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (13) um prêmio acumulado de R$ 12 milhões.

As seis dezenas do concurso 2.334 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

De acordo com a Caixa, o valor do prêmio principal, caso aplicado na poupança, renderia no primeiro mês mais de R$ 13 mil. O valor da aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

Agência Brasil