Deus faz uma reviravolta na compra da TV Ponta Negra

A TV Ponta Negra, afiliada no RN do SBT, que foi comprada pelo grupo Hapvida, um importante gestor de plano de saúde do país, e que se tornou um grande Grupo de Comunicação no Nordeste, teve um novo capítulo nesse dia 12 de janeiro de 2021.

Isso porque o Mercado Publicitário, Político e o MUNDO jornalístico foi surpreendido pelo anúncio oficial do retorno do controle acionário da tv para a família do ex-senador Carlos Alberto de Sousa.

Para alguns amigos, Micarla sempre disse que reforçou suas orações com o propósito colocar sua família novamente no comando da emissora e a jornalista sempre deixou claro que DEUS iria realizar o que sempre foi o maior sonho de seu pai Carlos Alberto, pois este só descansou, quando Micarla em seu leito prometeu que sempre iria manter o patrimônio em poder de sua família.

Detalhe, dia 12 de janeiro de 2021, marcará a vida da família Sousa, pois DEUS deu duas vitórias grandiosas ao mesmo tempo.

 

Reajuste do salário mínimo fica abaixo da inflação em 2021

 

salário mínimo de R$ 1.100 anunciado pelo governo federal para o ano de 2021 ficou abaixo da
inflação do ano passado, de acordo com os números divulgados pelo IBGE nesta terça-feira.

O piso foi reajustado tomando como base uma inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 5,22%. Essa era a previsão do governo para o índice em 2020, no fim do ano passado.

O IBGE calculou, por outro lado, que o INPC fechou o ano em 5,45%. Para não haver perda inflacionária, o valor do salário mínimo teria de ser reajustado para R$ 1.101,95 neste ano – ou R$ 1.102 após o arredondamento.

O INPC mede a inflação de famílias com rendimento mensal de um a cinco salários, cuja pessoa de referência é assalariada. É o índice que reajusta também os benefícios do INSS acima do mínimo.

Como não há política de reajuste para o salário mínimo, ele vem sendo corrigido apenas pela inflação. A Constituição determina que o piso seja tenha “reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo”.

No ano passado, o governo anunciou, inicialmente, um reajuste do salário mínimo de R$ 998 para R$ 1.039. Entretanto, após o resultado da inflação de 2019, o valor foi elevado para R$ 1.045.

O reajuste do salário mínimo tem um impacto direto nas contas públicas. Cada um real a mais no piso nacional representa um aumento de R$ 351 milhões nas despesas federais. A diferença ocorre porque a maior parte das aposentadorias do INSS são atreladas ao mínimo.

Com isso, um reajuste R$ 2 menor que a inflação representa uma economia R$ 700 milhões aos cofres públicos.

Exame

Coronavac tem eficácia geral de 50,4% no estudo feito pelo Butantan

Após uma controvérsia acerca dos números divulgados na semana passada, o Instituto Butantan detalha neste momento que a vacina Coronavac tem eficácia geral de 50,38% contra a Covid-19.

O dado foi informado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no pedido de registro emergencial da vacina, e está acima dos 50% requeridos universalmente para considerar um imunizante viável.

Observado pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, Doria segura caixa da Coronavac
Observado pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, Doria segura caixa da Coronavac – Amanda Perobelli – 19.nov.2020/Reuters

À primeira vista, parece um dado muito inferior aos 78% de prevenção de casos leves e 100% de pacientes moderados, graves ou mortos evitados pela Coronavac revelados pela Folha na semana passada.

Mas ele inclui aquelas pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus e não tiveram sintomas que necessitaram de atenção no estudo de fase 3 comandado pelo Butantan no Brasil, no qual a vacina de origem chinesa foi testada num grupo de 13.060 voluntários.

​Foram infectadas ao longo do ensaio, iniciado em julho, 218 pessoas. Dessas, cerca de 160 tinham recebido placebo e 60, a Coronavac.

Vacina Coronavac começa a ser produzida no Instituto Butantã
Vacina Coronavac começa a ser produzida no Instituto Butantã

Todos os voluntários, profissionais de saúde no ensaio brasileiro, foram testados para o novo coronavírus.

A Organização Mundial da Saúde define uma escala de 0 a 10 de sintomas, zero sendo o assintomáticos, 1 a 3 leves, 4 e 5 moderados, 6 a 9, graves e 10, fatalidades. O Butantan enfatizou, na divulgação da semana passada, a eficácia da Coronavac para todos os grupos acima de 1.

Os 50,38% do resultado geral são abaixo dos dados acima de 90% de eficácia divulgados pelas badaladas vacinas que utilizam a nova tecnologia de RNA mensageiro, na qual material genético é usado para levar proteína estimulante do sistema imune ao paciente.

Só que isso também embute alguma confusão. No caso da vacina da Pfizer-BioNTech, por exemplo, há 95% de eficácia geral apontada.

Nesse grupo, houve 162 infectados entre quem tomou placebo e apenas 8 entre vacinados, entre 44 mil voluntários. Só que o relatório da FDA (a Anvisa anabolizada dos EUA) aponta a exclusão de 3.410 pessoas que sofreram sintomas de Covid-19, mas não foram testados.

Desses casos suspeitos, 1.594 faziam parte do grupo vacinado e 1.816, do que recebeu placebo. Isso foi ressaltado em postagem de Peter Doshi, editor associado do prestigioso British Medical Journal.

Se todos fossem casos de Covid-19, o que é improvável, isso derrubaria a eficácia geral para 19% (com todos os suspeitos) ou 29% (excluindo os casos que ocorreram nos primeiros sete dias da vacinação, que podem incluir reações ao imunizante), nas contas de Doshi.

A diferença aqui é que a Pfizer fez uma publicação detalhada de seus dados, enquanto não há ainda uma do Butantan.

Isso mostra uma faceta complexa da discussão acerca das vacinas. A despeito da tragédia da pandemia, que já matou mais de 200 mil brasileiros, elas são produtos e sua fabricantes, empresas listadas em Bolsa que querem lucrar com eles.

Isso explica a queda de braço entre o Butantan e a criadora da Coronavac, a Sinovac, que proibiu a divulgação de dados só do estudo brasileiro no fim do ano passado. O instituto paulista já formula e irá fabricar o fármaco no país.

O laboratório viu discrepâncias entre dados do estudo indonésio (65% de eficácia geral), turco (91%) e o brasileiro, algo natural dado que eles não foram aplicados à mesma população.

Comercialmente, contudo, o interesse chinês é ter um número unificado. Isso levou a duras negociações com o Butantan e, então, a divulgação parcial de dados na quinta passada (8).

Mas os dados incompletos levaram a críticas, por parte de cientistas, acerca da transparência do processo. O Butantan alegou que só poderia falar após fazer o pedido de uso emergencial à Anvisa.

Internamente, houve divergências. A área política do governo de João Doria (PSDB-SP) pressionou o Butantan a aclarar a situação. A Coronavac está no centro da disputa política entre o tucano e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que começou com a oposição entre o negacionismo federal e o ativismo estadual no manejo da pandemia.

Agora, a disputa gira em torno da vacinação, ainda que Bolsonaro sempre tenha colocado imunizantes em dúvida. O governo federal incluiu a Coronavac, todas as 46 milhões de doses já encomendadas da China prontas ou em insumos, no Programa Nacional de Imunização.

Ao mesmo tempo, há dúvidas no governo paulista sobre os empecilhos da Anvisa ao uso emergencial da Coronavac.

O imunizante que havia sido a aposta inicial do governo federal, da britânica AstraZeneca/Universidade de Oxford, teve seu pedido de uso feito horas depois do da Coronavac e agora ambos apostam uma espécie de corrida na agência.

Na atualização das 8h18 de hoje, o Butantan tinha 40,7% de seu pedido considerado concluído, ante 27,35% da Fiocruz, que fabricará o produto europeu.

Só que a entidade federal tem 67,18% de sua documentação em análise, enquanto a estadual tem 37,64% dela considerada pendente de complementação. A agência tem dez dias para completar sua avaliação.

Doria suspeita de ação política. No domingo (10), pediu urgência à Anvisa. Ao mesmo tempo, a animosidade gera preocupação na área técnica, que teme mais entraves da agência.

Enquanto isso, o tucano mantém seu plano de começar a vacinação assim que sair a autorização de uso emergencial, a partir de um cronograma estipulado em dezembro. A questão é que o ministro Eduardo Pazuello (Saúde) já disse que considera as vacinas sujeita a seu planejamento.

FolhaPress

A lei do aborto na Argentina

Padre João Medeiros Filho
Em frase lapidar se expressou o presidente da Conferência Episcopal Argentina: “Uma sociedade é definida pela forma como olha para os mais vulneráveis, pobres e indefesos. Eis o que identifica a dignidade de um povo e sua cultura.” Tais palavras aplicam-se igualmente ao nascituro em total incapacidade de defesa. Diante de uma gravidez inesperada ou indesejada, não se deveria interromper a vida, mas abrir espaço para aqueles que a ela são chamados e dela possam participar. Apela-se ao respeito e altruísmo das pessoas, a fim de que todos – e não apenas alguns – sejam bem-vindos à existência.
Divulgou-se que o Papa Francisco calou diante da aprovação da lei do aborto, em seu país de origem. Entretanto, pode-se ler, em sites eclesiásticos, dentre tantos de seus pronunciamentos, uma carta ao movimento “Mujeres de las villas”, datada de 22/11/2020. O Sumo Pontífice também se dirigiu aos ex-alunos clérigos e religiosos, explicando que, ao falar ao mundo sobre a sacralidade da vida, ali estão inclusos os argentinos. Nesse documento, ele foi categórico: “Não é uma lei para os pobres. Ela vai ao encontro do espírito egoísta que rejeita a responsabilidade. Hoje, fala-se tanto em pobres, mas se legisla para os ricos. Os pobres não terão acesso aos efeitos de tal legislação, mesmo se fosse justa e ética.” Alguns países iludem-se com certas leis. Acham que vão resolver os problemas de seus habitantes. O Papa insiste em dizer que o aborto não é somente uma questão religiosa, mas, sobretudo, humanitária e interdisciplinar.
Não aprofundaremos aqui argumentos teológicos. No entanto, convém lembrar documentos históricos, que já registram a preocupação com o direito à vida. Dentre eles, a Carta de Barnabé (início do século II), onde se lê: “Não mates a criança no seio de sua mãe, nem a qualquer momento” (CB 19, 5). O mesmo posicionamento encontra-se em Tertuliano, teólogo e jurista do século II. Ele sintetiza a sua opinião sobre a temática nestes termos: “Não faz diferença tirar a vida de uma pessoa já nascida ou destruí-la ainda nascente. O nascituro já é pessoa humana” (Apologeticum IX, 8).
Evidentemente, trata-se de um tema complexo, envolvendo a Ética, o Direito, a Teologia, a Medicina e outros ramos do conhecimento humano. Há uma pletora de argumentos a respeito do tema. Verifica-se uma gama de opiniões e decisões, partindo em todas as direções. O Superior Tribunal de Justiça (em recurso contra uma decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de SC) manifestou-se pela vida, ao ocorrer a morte de um nascituro no ventre da mãe, vítima de um acidente automobilístico. Aquela corte federal argumentou que havia vida no nascituro, pronunciando-se a favor do pedido de indenização, determinando a seguradora “efetuar o pagamento pela perda de uma vida humana”. Jean Ladrière, ex-professor de Filosofia da Universidade de Louvain (Bélgica), afirmava que “não se pode discutir o tema sob um único enfoque, há nele uma interdisciplinariedade envolvida. Discutir apenas sob um ângulo, revela leviandade”. Manifesta-se também seu colega Albert Dondeyne: “A concepção a e expectativa de vida, já são a vida. Assim como é assentimento jurídico que a expectativa de direito começa a produzir os seus efeitos”.
Gostaríamos de recordar a contundente argumentação do professor Louis Janssen, docente de Teologia Moral, na cita universidade belga e orientador de nossa tese teologal. O renomado mestre lança para reflexão dos católicos algumas interrogações: “A vida humana é nossa propriedade? Tem-se escritura cartorial dela? É criação absoluta e fabricação nossa? Patenteamos a sua fórmula em alguma instituição de direitos autorais? Se não é nosso patrimônio assegurado, não nos cabe dispor dela, como nos convém”. E arremata: “Somos apenas guardião da vida, não seu inventor e dono legítimo”. Constata-se muita veleidade na discussão do tema. Seria salutar aos cristãos refletir sobre as seguintes citações: “Não matarás a criança, fruto do teu seio” (Didaqué II, 2). A vida não é uma invenção do homem – embora tenha recebido o dom de transmiti-la – tampouco propriedade de quem a possa gerar ou acolher. “Não matarás o inocente e não justificarás o culpado” (Ex 23, 6).

Inflação para famílias com menor renda fecha 2020 com alta de 5,45%

Foto: REUTERS/Pilar Olivares

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou 2020 com alta de 5,45%, o maior desde 2016, quando subiu 6,58%. O resultado superou o percentual alcançado em 2019: 4,48%. Em dezembro, o INPC avançou 1,46% frente a alta de 0,95% do mês anterior. 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (12) o indicador, essa elevação foi a maior variação mensal desde janeiro de 2016 (1,51%) e a maior variação para um mês de dezembro desde 2002 (2,70%). Em dezembro de 2019, a taxa foi de 1,22%.

O INPC é calculado com base em famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos, tendo como referência a pessoa assalariada e residentes nas áreas urbanas das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju, além do Distrito Federal.

Peso dos alimentos

Em dezembro, os preços dos produtos alimentícios avançaram 1,86%, enquanto em novembro registraram 2,65%. Movimento diferente dos não alimentícios que apresentaram alta de 1,33%, após elevação de 0,42% em novembro.

O IBGE informou ainda que todas as áreas pesquisadas apresentaram aumento no mês. O menor percentual foi o de Aracaju (0,89%), influenciado pelas quedas de 2,22% nos preços de aparelhos telefônicos e de 2,92% nos do pão francês. São Luiz foi a área onde houve o maior índice, com alta de 2,09%, impactado, principalmente, pelo avanço de 10,82% no preço das carnes.

INPC acima do IPCA

O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, destacou que tanto no acumulado do ano quanto na comparação mensal, o INPC ficou acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“Isso é explicado, em grande medida, pelo peso de alimentação e bebidas na cesta de produtos e serviços das famílias, que é maior no INPC do que no IPCA. Habitação também tem peso maior, especialmente por causa da energia elétrica”, afirmou.

O IPCA encerrou 2020 com alta de 4,52%, que, conforme o IBGE, é a maior desde 2016, quando ficou em 6,29%. Em dezembro, o indicador, também divulgado nesta terça-feira no Rio de Janeiro, junto com o acumulado do ano, acelerou para 1,35%, que é a variação mais intensa desde fevereiro de 2003. Lá tinha sido de 1,57%. É também a maior para um mês de dezembro desde 2002 (2,10%).

O INPC avalia o poder de compra dos salários, por meio da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento.

A coleta é realizada em estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionárias de serviços públicos e internet, durante os dias 1º e 30 do mês de referência.

Agência Brasil

Lava Jato: 79ª fase investiga lavagem de dinheiro em obras de arte

A Polícia Federal e a Receita Federal

Agentes da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Receita Federal cumprem hoje (12) 11 mandados de busca e apreensão, na 79ª fase da Lava Jato, chamada de Operação Vernissage. Os mandados são em Brasília, São Luís, São Paulo, Rio de Janeiro e no município fluminense de Angra dos Reis.

A Operação Vernissage investiga pagamentos de propina em contratos da Transpetro e da Petrobras e lavagem de dinheiro por meio da compra de imóveis e de obras de arte. Entre 2008 e 2014 foram desviados, segundo as investigações, mais de R$ 12 milhões. Os mandados judiciais foram expedidos pela 13ª Vara Federal em Curitiba/PR.

De acordo com as investigações, a propina muitas vezes era paga em espécie. A partir daí, eram realizadas várias operações de lavagem de dinheiro para ocultar e dissimular sua origem ilícita, especialmente, por meio da aquisição de obras de arte e transações imobiliárias. Os investigados chegaram a comprar um apartamento de alto padrão por R$ 1 milhão em 2007, pago em espécie por intermédio de empresa dos fraudadores e vendido por R$ 3 milhões, em menos de dois anos.

As fraudes também aconteciam com a compra de obras de arte. As investigações mostraram que a diferença chegava a 529% entre os valores declarados à Receita Federal e os praticados em leilões em galerias de artes.

Agência Brasil

Inflação da construção civil atinge 10,16% em 2020

indústrias; fábricas,Obras de construção do edifício sede do SENAI, construção civil

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) encerrou 2020 com alta de 10,16%, o que significa 6,13 pontos percentuais a mais que em 2019, quando registrou 4,03%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou o resultado hoje (12) é a maior taxa da série com desoneração, iniciada em 2013. Em dezembro de 2020, a elevação no índice ficou em 1,94%, superando em 0,12 ponto percentual a taxa do mês anterior, que tinha sido de 1,82%. Em dezembro de 2019, o resultado foi de 0,22%.

O custo nacional para o setor habitacional por metro quadrado, medido pelo Sinapi, passou para R$ 1.276,40 em dezembro. Nesse valor, R$ 710,33 se referem aos materiais e R$ 566,07 à mão de obra. Em novembro, o custo havia sido de R$ 1.252,10.

Para o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, a série foi muito impactada, a partir de julho, pelas altas sequenciais das parcelas dos materiais. “Em agosto, percebemos que a parcela dos materiais se descolou da outra parcela que compõe o índice, que é a da mão de obra, exercendo uma influência muito grande sobre o agregado”, comentou.

A maior variação mensal de 2020 em dezembro foi apresentada pela parcela dos materiais. Os 3,39% no mês mostram alta de 0,24 ponto percentual em relação ao mês anterior, quando ficou em 3,15% e de 3,52 pontos percentuais frente a dezembro de 2019. Neste período houve recuo de 0,13%. A parcela da mão de obra ao registrar taxa de 0,18%, caiu 0,07 ponto percentual em relação ao mês anterior, quando era de 0,25% e 0,41 ponto percentual em relação à taxa de dezembro de 2019 (0,59%).

Na visão do gerente da pesquisa, a pandemia de covid-19, ainda que por razões diversas, explica, em parte, as elevações no segmento de materiais. “Pequenas obras, feitas em casa, aqueceram o mercado durante a pandemia e esta demanda interferiu na oferta de materiais. Indústrias foram afetadas com limitação de pessoal ou de oferta de matéria-prima. Várias situações de mercado, em um período atípico, levaram a um quadro de aceleração dos preços no segmento de materiais e insumos da construção civil, em especial aço, cimento e condutores elétricos, dentre outros”, observou.

Nos materiais, a alta no acumulado no ano de 2020 ficou em 17,28%, enquanto em 2019 foi 4,54%. Já a parcela do custo com mão de obra, chegou a 2,33%, contra 3,47% no ano anterior.

Regiões

Conforme o IBGE, a Região Nordeste foi a que teve maior variação regional em dezembro (2,37%) e o maior resultado acumulado em 2020 (12,50%). Os resultados foram influenciados pela alta significativa na parcela dos materiais. No Norte houve alta de 1,75%, no Sudeste de 1,69%, no Sul de 2,27% e de 1,35% no Centro-Oeste.

Por metro quadrado, os custos regionais ficaram em R$ 1.289,71 no Norte, em R$ 1.201,17 no Nordeste, em R$ 1.319,86 no Sudeste, em R$ 1.335,31 no Sul e em R$ 1.260,87 no Centro-Oeste. A pesquisa mostrou que Roraima, com alta de 3,41%, ficou com a maior taxa em dezembro de 2020. Já no acumulado do ano, foi a Bahia que apresentou a maior taxa (17,08%), registrando o maior acumulado da parcela dos materiais (28,09%).

Sinapi

O objetivo do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil é a produção de séries mensais de custos e índices para o setor habitacional, e de séries mensais de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas e equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação.

O Sinapi é elaborado pelo IBGE em conjunto com a Caixa Econômica Federal. A responsabilidade da coleta, da apuração e do cálculo é do Instituto. A Caixa, cabe a definição e manutenção dos aspectos de engenharia, como projetos e composições de serviços. “As estatísticas do Sinapi são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos”, explicou IBGE.

Agência Brasil

Wolney França segue os passos de Taveira e mostra transparência na nova gestão do legislativo

Pautado nas novas práticas da gestão pública, notadamente a atenção ao accountability e à compliance, com uma postura mais horizontal, o novo presidente do legislativo, Wolney França, seguindo os passos do seu líder político, coronel Taveira, primando pela transferência no uso dos recursos públicos, convida os órgãos de controle, como Tribunal de Contas do Estado-TCE/RN, para uma parceria maior com o parlamento municipal.

Ele também convocou a mesa diretora para uma visita de cortesia ao novo presidente da corte de contas, conselheiro Paulo Roberto Chaves Alves.

Wolney segue o sistema de trabalho do Prefeito Taveira, buscando mostrar aos parnamirinenses a necessidade de zelar pela transparência com os recursos públicos, destinados pela sociedade para atuação dos parlamentares municipais.

No TCE/RN, tratou-se sobre a celebração de um Termo de Cooperação Técnica entre as instituições, visando a capacitação de servidores, planejamento estratégico e processo eletrônico com a câmara de Parnamirim.

França deixa claro que essas visitas deverão se repetir em outros órgãos.

A nova gestão do legislativo e do executivo municipal mostram a força de vontade de trabalhar por Parnamirim, com respeito aos seus munícipes, é bom destacar que novo legislativo está sintonizado com as novas práticas da gestão pública.

Mourão diz ter se surpreendido com fim da produção da Ford no Brasil

O vice-presidente, general Hamilton Mourão, disse nesta 2ª feira (11.jan.2021) que o encerramento da fabricação de veículos da Ford no Brasil “não é uma notícia boa”. O político disse, ao sair do Palácio do Planalto, que foi surpreendido com a decisão.

Eu acho que a Ford ganhou bastante dinheiro aqui no Brasil e me surpreende essa decisão que foi tomada aí pela empresa”, declarou.

Mourão lembrou que a empresa está no Brasil há quase 100 anos e afirmou que a fabricante poderia ter postergado a decisão. “Eu acho que ela poderia ter retardado isso daí mais e aguardado. Até porque o nosso mercado consumidor é muito maior do que outros aí”, disse.

Ford anunciou nesta 2ª feira o encerramento da fabricação de veículos no Brasil por “perdas significativas” nos últimos anos. A medida fechará as fábricas de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e da Troller (Horizonte, CE) ao longo de 2021. Aproximadamente 5.000 empregos podem ser comprometidos. Eis a íntegra do anúncio (88 KB).

 

O texto afirma que a pandemia de covid-19 amplia e persiste capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, “resultando em anos de perdas significativas”. A companhia manterá no Brasil a sede administrativa da América do Sul, o Centro de Desenvolvimento de Produto e o Campo de Provas.

De acordo com a fabricante de veículos, a empresa continua comprometida com os consumidores no Brasil com a nova picape Ranger, a Transit e outros modelos. Há planos também de lançar automóveis elétricos.

A Ford afirmou que vai manter as vendas, a assistência total ao consumido, os serviços, a comercialização de peças de reposição e a garantia para seus clientes no Brasil e na América do Sul. A empresa também manterá o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, o Campo de Provas, em Tatuí (SP), e sua sede regional em São Paulo.

A companhia foi uma das pioneiras na produção de automóveis do país. Em 1919, fabricou o Modelo T.

Poder 360.

Mundo supera marca de 90 milhões de infectados pelo coronavírus

Coronavirus-Covid-19 

Já são mais de 90 milhões de casos de contaminação pelo novo coronavírus em todo o mundo. A marca foi atingida nesse domingo (10.jan.2021). Foram registrados 90.708.118 caso até as 5h30 desta 2ª feira (11.jan), segundo o medidor Worldometer. O número de mortes por covid-19 se aproxima dos 2 milhões: 1.943.544.

Os Estados Unidos são o 1º do ranking tanto em número de casos quanto em mortes. O Brasil está em 3º no número de casos, atrás da Índia, e em 2º no número absoluto de vítimas fatais.

País mais afetado pela pandemia, os EUA são responsáveis por quase 25% de todos os casos de covid-19 no mundo. Mais de 22 milhões de pessoas foram diagnosticadas com a doença. O país tem mais de 383 mil mortes.

O número de novos casos disparou a partir de novembro, quando muitos norte-americanos viajaram para celebrar o feriado de Ação de Graças. Novos recordes foram atingidos depois das festas de fim de ano.

Os EUA registraram, em 8 de janeiro, o número mais alto desde o começo da pandemia: 307.911 novos casos em 24 horas.

Fonte: Worldometers

O Brasil ultrapassou, nesse domingo (10.jan), a média de 1.000 mortes por covid pela 1ª vez desde agosto: foram 1.012.

O país registrava 203.100 mortes por covid-19 até as 18h deste domingo (10.jan), de acordo com o Ministério da Saúde. São 469 vítimas a mais que o registrado no dia anterior. Também foram contabilizados mais de 29.792 casos em 24 horas, totalizando 8.105.790 infectados.

O número de mortos no Brasil também é elevado na comparação proporcional. São 959 mortes por milhão de habitantes segundo cruzamento de dados do Ministério da Saúde com a última estimativa populacional divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa coloca o Brasil na 21ª posição do ranking mundial. Em 31 de outubro, ocupava o 4º lugar. A Bélgica é o país em que a covid-19 mais mata em relação ao tamanho da população. São 1.725 mortes por milhão de habitantes.

Países europeus enfrentam uma nova onda de contágios. Reino Unido, Alemanha e Portugal registraram recordes de novos casos e mortes causadas pela covid-19 na 6ª feira (8.jan). Os países estão endurecendo as medidas de restrições e impondo novos confinamentos para tentar diminuir o número de casos enquanto avançam com as campanhas de vacinação.

Poder 360.

Indonésia anuncia 65,3% de eficácia e aprova uso emergencial da CoronaVac

A autoridade sanitária da Indonésia anunciou, nesta 2ª feira (11.jan.2021), que a CoronaVac, vacina contra a covid-19 produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac, apresentou 65,3% de eficácia nos testes clínicos realizados no país.

Os resultados preliminares foram divulgados pela BPOM (Agência de Alimentos e Medicamentos da Indonésia), que também aprovou o uso emergencial do imunizante. A permissão autoriza o início da vacinação de grupos prioritários.

“Esses resultados atendem aos requisitos da Organização Mundial de Saúde de um mínimo de eficácia de 50%”, afirmou Penny Lukito, diretor da BPOM, em entrevista a jornalistas transmitida no canal da agência no YouTube.

A Indonésia já teve 24.129 mortes e 828.026 casos de covid-19. O país, que tem 268 milhões de habitantes, é um dos mais afetados pela pandemia na Ásia. O governo local comprou 125 milhões de doses da vacina e já recebeu 3 milhões. São necessárias duas doses por pessoa para imunização.

A CoronaVac é a principal aposta do governo do Estado de São Paulo para a vacinação contra o coronavírus. O governo federal assinou contrato para a aquisição de 100 milhões de doses da CoronaVac com o Instituto Butantan. O órgão, que desenvolve o imunizante em parceria com a Sinovac, informou que a vacina reduz em 78% o risco de contrair casos leves de covid-19.

Segundo as autoridades paulistas, o imunizante preveniu totalmente mortes pela doença e foi 100% bem-sucedido ao impedir que os infectados desenvolvessem casos graves e moderados da covid-19. Eis a íntegra (517 KB) da apresentação da eficácia da vacina.

Em 24 de dezembro, a Turquia afirmou que a CoronaVac teve eficácia de 91,25% após testagem com 1.300 pessoas no país. No mesmo dia, Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, disse que os testes com a população brasileira não haviam atingido 90% de eficácia.

No Brasil, os testes foram feitos com 12.476 profissionais de saúde voluntários em 8 Estados. Eles receberam duas doses do imunizante com 14 dias de intervalo entre elas. A fase 3 dos ensaios foi patrocinada pelo Butantan.

Pesquisadores e cientistas têm questionado os dados de eficácia da CoronaVac. O número exato de casos de covid-19 registrados em cada grupo de voluntários (os que tomaram a vacina e os que tomaram placebo) não foi informado na apresentação inicial feita à imprensa.

 

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou durante o anúncio de 5ª feira que foram 218 casos de infecção pela covid-19 entre os voluntários, sendo “cerca de 160” no grupo que recebeu o placebo e “pouco menos de 60” entre os vacinados.

O professor Stefano de Leo, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), afirmou ao Poder360 que é possível calcular a eficácia global a partir dos números apresentados, considerando-se que metade dos voluntários tenha tomado o placebo, o que, segundo o pesquisador, “é provável” que tenha ocorrido.

De acordo com ele, neste caso, a eficácia é calculada a partir de uma equação em que se subtrai de 1 a razão entre o número de pessoas infectadas que tomaram vacina e o número de pessoas infectadas que tomaram o placebo. O resultado é multiplicado por 100.

Dessa forma, utilizando as estatísticas citadas por Covas durante a entrevista no Instituto Butantan, a eficácia global da CoronaVac seria de 63,75%, mais de 14 pontos percentuais abaixo da eficácia de 78% apresentada pelo governo paulista.

A eficácia global da vacina, que considera todo o grupo de voluntários infectados, independentemente da necessidade de assistência médica, não foi divulgada pelo governo paulista.

É esse dado que vem sendo utilizado na divulgação do resultados dos testes de outras vacinas contra a covid-19. Até o momento, já foram divulgadas as taxas da Pfizer-BioNTech (95%;), da Moderna (94,5%), da Sputnik V (91,4%), da Oxford-AstraZeneca (até 90%), e da Sinopharm-Pequim (79,34%).

VACINAÇÃO EM 25 DE JANEIRO

A gestão de João Doria pretende iniciar a vacinação com a CoronaVac em 25 de janeiro. A imunização irá ocorrer de 2ª a 6ª feira, das 7h às 22h, e das 7h às 17h aos sábados, domingos e feriados.

O plano do governo paulista é vacinar 9 milhões de pessoas no Estado durante o 1º ciclo de vacinação. Como a CoronaVac precisa ser oferecida em duas doses, com intervalo de duas semanas entre elas, serão utilizadas 18 milhões de doses para a etapa inicial –10,8 milhões já chegaram ao Brasil.

Além de idosos com mais de 60 anos, serão vacinados os profissionais de saúde, indígenas e quilombolas.

Eis o andamento das principais vacinas contra a covid-19:

poder 360.

O papel do varejo na nova era dos meios de pagamento, escreve Freitas Gomes  

Desde que o Pix foi anunciado, ainda no início da pandemia, ficou evidente que a mudança estrutural trazida com o novo sistema de pagamentos instantâneo do Banco Central (BC) acarretaria rápidos benefícios aos usuários. Aumento da inclusão financeira, flexibilidade e disponibilidade imediata dos recursos, praticidade e velocidade nas transações, custos nulos para pessoas físicas e expressivamente menores do que os meios tradicionais (maquininhas, TED e DOC) para empresas são as principais vantagens.

Mas o Pix oferece outras possibilidades e oportunidades de negócio importantes para o setor terciário, especialmente ao varejo, tanto físico, quanto o e-commerce. Com as futuras funcionalidades, o Pix poderá ainda fazer das lojas pequenos agentes financeiros na economia.

O Pix faz parte de uma agenda estrutural e de competitividade que vem sendo exitosamente conduzida pelo BC, acelerada pela digitalização imposta pela crise sanitária, e que deve ser reconhecida pelas lideranças no país. A próxima etapa dessa agenda é o open banking, que vai promover a competição no sistema bancário e ainda mais benefícios ao varejo, como a possibilidade de monetização de dados dos consumidores, conforme discutimos recentemente em artigo publicado neste jornal digital.

As estatísticas iniciais de uso do Pix revelam a aceitação do sistema acima das expectativas em um curto intervalo de tempo.

O Pix passou oficialmente a ser utilizado em 16 de novembro de 2020, desde quando é possível cadastrar chaves de identificação. Ao final da primeira semana de funcionamento, de acordo com o Bacen, havia 34,5 milhões de chaves cadastradas de pessoas físicas, e 2,2 milhões de pessoas jurídicas. Em 16 de dezembro, quando o sistema completou 1 mês, houve incremento de mais de 220% nos cadastramentos de pessoas físicas, 111 milhões de chaves, totalizando 46,4 milhões de pessoas. Em relação às empresas, o crescimento do volume de cadastros foi de 132%, com 5,1 milhões de chaves e 3 milhões de usuários pessoas jurídicas.

A evolução do número de operações com o Pix reforça sua grande receptividade. Nos primeiros 7 dias foram realizadas 12,2 milhões de operações, enquanto no 1º mês houve 93 milhões de operações. O volume transacionado adicionalmente mostra a confiança que os agentes empregam no Pix: na primeira semana foram movimentados R$ 9,3 bilhões, enquanto no mês o valor acumulado alcançou 83,4 bilhões.

O Pix é um sistema novo, e, naturalmente, toda novidade tem seu tempo de amadurecimento, assim como aconteceu com o cheque, que não desapareceu, mas caiu em desuso com o surgimento da TED e DOC no passado.

Ainda de acordo com dados do BC, a taxa de rejeição nas transações com pagamentos via TED e DOC chega a 5%, enquanto a rejeição nas transações com o Pix utilizando uma chave cadastrada alcançou apenas 0,5% nas primeiras semanas de uso.

É muito caro fazer TED ou DOC no Brasil. Embora grande parte dos clientes bancários possam fazer de forma gratuita, a tarifa média do sistema financeiro para essas modalidades chega a R$12,00, o que engorda as receitas dos bancos. O uso do Pix e outros avanços avanço na agenda estrutural como o open banking vão acirrar a concorrência entre as instituições, o que certamente enxugará as receitas dos bancos nos próximos anos.

OTIMIZAÇÃO DOS ESTOQUES

Há muitas vantagens iniciadas pelo Pix na transformação dos meios de pagamentos, que podem ser engrossadas por ganhos e eficiência nas rotinas do comércio. O Pix tem potencial para melhorar os fluxos de caixa das empresas e otimizar os estoques.

Imagine uma loja de varejo que tem e-commerce. Quando uma venda é efetuada e paga à vista, por meio de boleto bancário, por exemplo, o prazo para confirmação do pagamento é de até 3 dias úteis. Durante esses dias, a loja precisa segregar o estoque dos produtos adquiridos ainda sem o pagamento confirmado, retirando os itens da “prateleira”. Apenas após a confirmação ou não do pagamento, o lojista pode dar sequência à movimentação do estoque, dar baixa no caso de sucesso no pagamento, ou retornar com aqueles produtos para venda no caso do pagamento não confirmado.

Durante o tempo para confirmação do pagamento, a loja perde oportunidades de venda daqueles produtos que foram separados. A instantaneidade do pagamento via Pix elimina essa situação, pois com o pagamento confirmado em até 10 segundos, o lojista efetua a baixa do estoque com a receita confirmada no ato da operação on-line, além de melhorar a experiência do consumidor e agilizar o envio do produto. Ou seja, o sistema tem potencial de tornar mais eficiente o controle e a rotatividade dos estoques, a logística de entrega, otimizando não apenas o fluxo de caixa operacional, mas potencializar a geração de receitas de vendas.

CONTROLE DA INADIMPLÊNCIA

Outra vantagem do Pix ao varejo é o maior controle da inadimplência e a facilitação da cobrança de contas atrasadas. O Pix elimina a necessidade de emissão de novo boleto, o cliente poderá quitar um débito de forma instantânea e remota, não sendo necessário aguardar compensação do boleto ou recebimento dos valores via cartão de crédito. É um diferencial para grandes redes varejistas.

Nas lojas físicas, o pagamento via Pix por smartfones ajuda a reduzir o uso do dinheiro, filas e aglomerações, o que em tempos de pandemia é essencial para evitar a disseminação do coronavírus.

Esses são apenas alguns exemplos das funcionalidades do Pix às empresas do varejo. A expectativa é de grande difusão nos próximos meses especialmente entre as pessoas jurídicas, já que o custo de operar o sistema tende a ser significativamente menor do que os outros meios. O BC já anunciou que deve cobrar das instituições cerca de R$ 0,01 a cada 10 operações Pix efetuadas. Esse custo será repassado pelos bancos às empresas.

SAQUES NOS CAIXAS DAS LOJAS

O BC também já divulgou outras funcionalidades importantes que serão implementadas nos próximos anos. Uma delas é a possibilidade de saques via Pix, o que tornará o Sistema ainda mais atraente. Com essa modalidade, o pequeno lojista poderá atuar ainda como um agente financeiro, possibilitando saques em papel moeda nas lojas físicas, e ampliando a inclusão financeira no país.

Em suma, toda conveniência do Pix não se restringe apenas à evolução tecnológica com vantagens aos agentes usuários, mas se trata de uma das etapas da transformação estrutural na economia, a qual seguirá no caminho com o open banking. Além dos custos de serviços mais baixos provocados pela ampliação da competição interbancária, uma grande massa de dados de consumidores poderá ser aproveitada pelos estabelecimentos do comércio e serviços com a abertura bancária, o que vai elevar a capacidade produtivas das empresas e a importância do setor terciário na economia.

Neste momento, o varejo cumpre um papel primordial no incentivo à utilização do Pix e na inclusão financeira e digital dos consumidores, o que faz do setor um dos principais atores na nova era dos meios de pagamento.

Poder 360.

China vai punir empresas que cumpram sanções de Trump

Maia sobe tom contra Bolsonaro para manter apoio da esquerda a Baleia Rossi

A forma como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), subiu o tom contra Jair Bolsonaro no fim de semana embute um cálculo político sobre a eleição da Casa.

O deputado disse, no sábado (9.jan.2021), que Bolsonaro é covarde. No mesmo dia, declarou que o presidente da República tem culpa pelas 200 mil mortes de brasileiros na pandemia.

Poder360 apurou com 4 fontes próximas a Rodrigo Maia, mas com orientações políticas diferentes, que isso não significa que ele dará prosseguimento a um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro.

O deputado não deu indicativo disso. Essa atitude, inclusive, tenderia a afastar parte dos políticos que hoje estão próximos dele. Ainda, Bolsonaro teria uma popularidade alta demais para sofrer cassação. Se o processo fosse aberto e o governo evitasse a derrubada do presidente, ele se fortaleceria.

O atual presidente da Casa é o principal artífice de uma aliança entre a cúpula de partidos que vão do PT ao PSL para apoiar a candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP) à presidência da Câmara.

Ao atacar Bolsonaro, Maia agrada as siglas de esquerda. Deixa mais fácil para os deputados desse campo político explicarem a seus eleitores apoio a Baleia Rossi, já que o próprio candidato faz poucas críticas públicas ao Planalto.

No domingo (10.jan.2021), o jornal Folha de S.Paulo publicou uma entrevista com Baleia. Ele disse que não há, em sua candidatura, o compromisso de pautar um pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro. E que esse “não é o caminho”.

A frase desagradou ao PT, cuja bancada decidiu apoiar sua candidatura por margem estreita. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse que ele poderia perder votos na sigla. O emedebista ligou para Gleisi para acertar os ponteiros.

Baleia só terá chances de vencer se tiver apoio consistente dos partidos de oposição sem perder as outras siglas. O caso é exemplo da dificuldade em manter coeso um bloco com interesses diferentes. Outro exemplo foi a assinatura de apoio ao bloco do adversárioArthur Lira (PP-AL), por 32 deputados do PSL. A cúpula da sigla está fechada com Baleia e Maia.

Lira ironizou o desentendimento sobre o impeachment no lado de Baleia Rossi: “Ainda bem que Rodrigo Maia e seu candidato agora passaram a concordar comigo”escreveu no Twitter.

Os ataques de Rodrigo Maia ao Planalto também seriam uma forma de se defender. O governo federal está empenhado em eleger Lira presidente da Câmara. Hoje ele é rival de Maia.

Nos últimos 2 anos, o atual presidente da Casa teve diversos atritos com o governo federal. A articulação do Planalto, chancelada por Bolsonaro, é pró-Lira e também anti-Maia.

O interesse do Executivo em ter um aliado na presidência da Câmara se explica pelas atribuições do cargo. Além de decidir sobre o andamento de processos de impeachment, é o presidente da Casa quem escolhe quais projetos os deputados vão votar e quando.

Se o governo quiser alterar as leis ambientais, por exemplo, a proposta só sai do papel se os presidentes da Câmara e do Senado pautarem.

A impressão mais comum na Câmara é de que, se a eleição fosse hoje, Lira seria eleito. A votação será no início de fevereiro.

Arthur Lira faz campanha há meses e tem pedido votos “no varejo”, conversando individualmente com os deputados. Baleia Rossi se tornou candidato apenas no final de dezembro de 2020. Por enquanto, seu trânsito é principalmente nas cúpulas partidárias.

A votação é secreta. Isso significa que os partidos não têm como punir seus filiados caso escolham um candidato em desacordo com a orientação da sigla. Para ser eleito é necessário ter 257 votos, se todos os 513 deputados votarem.

IMPEACHMENT: ESQUERDA PRESSIONA

O líder da Minoria no Congresso, Carlos Zarattini (PT-SP), disse ao Poder360 que o não andamento de nenhum processo de impeachment contra Jair Bolsonaro será uma “pendência” da gestão de Rodrigo Maia. O atual presidente da Câmara deixa o cargo assim que sucessor for eleito.

“O processo de impeachment é inevitável, a não ser que o presidente da Câmara tenha ‘apalavrado’ um acordo com Bolsonaro”, escreveu Zarattini à reportagem em uma mensagem de WhatsApp. Ele atribui esse compromisso a Lira.

“Acho que o Baleia vai ter mais condições de fazer [dar andamento a um processo de impeachent]. Ele não vai ter apoio do governo [na eleição], pelo contrário”, declarou Zarattini.

Informações deste post foram publicadas antes pelo Drive, com exclusividade. A newsletter é produzida para assinantes pela equipe de jornalistas do Poder360. Conheça mais o Drive aqui e saiba como receber com antecedência todas as principais informações do poder e da política.

Poder 360.

Brasil tem doses de vacina para 37% dos idosos; saiba situação em 10 países

A vacinação contra o novo coronavírus começou em mais de 50 países. Mas as doses disponíveis não são suficientes sequer para imunizar a população idosa –que é a mais vulnerável a casos graves da doença.

Poder360 levantou os dados dos 10 países com mais infectados pelo novo coronavírus. O infográfico a seguir detalha a situação de cada um deles, até às 20h dessa 6ª feira (8.jan.2021):

A Índia está mais próxima de um estoque grande o bastante para vacinar seus idosos. Com os números atuais, conseguiria aplicar uma dose em cerca da metade das pessoas com 60 anos ou mais.

Contudo, a imunização não começou no país. Deve ter início ainda este mês.

O governo indiano informou que a 1ª etapa da vacinação incluirá pessoas com comorbidades, profissionais da saúde e aqueles com mais de 50 anos. Além disso, a imunização será administrada em duas doses. Ou seja: o número de idosos que pode receber a vacina num futuro próximo cai drasticamente.

Mas a Índia é exceção: é uma das maiores produtoras de vacinas do mundo e está bem abastecida em comparação aos demais países. A Espanha, por exemplo, precisa multiplicar seu estoque por 30 para conseguir aplicar a 1ª dose em todos os seus idosos.

NO BRASIL

O Ministério da Saúde afirma que tem 354 milhões de doses garantidas para 2021. A maior parte (210,4 milhões) é do imunizante desenvolvido pela AstraZeneca e Oxford.

As doses serão produzidas no Brasil, pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Em um 1º momento, será usada matéria-prima importada, e depois a fabricação será inteiramente nacional.

Questionada pelo Poder360, a Fiocruz informou que “a produção da vacina ainda não começou”. Declarou que os primeiros insumos chegam ainda em janeiro e que aguardam informações da China e AstraZeneca para confirmar a data.

A Fiocruz ressaltou que as entregas de doses devem começar a partir de fevereiro e que estão dentro do cronogama.

Nesse meio tempo, o governo federal tenta importar diretamente 2 milhões de doses de um laboratório da AstraZeneca na Índia. O presidente Bolsonaro pediu o envio dos imunizantes com “urgência” em carta ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, nesta 6ª feira (8.jan).

Até onde se sabe, o que o Brasil tem a sua disposição hoje são 11 milhões de unidades da CoronaVac. A informação é do próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Ele disse, na última 5ª feira (7.jan): “Já existem 5 milhões de doses produzidas pelo [Instituto] Butantã no Brasil hoje, esse é o número real. E existem 6 milhões de doses importadas”.

O Instituto Butantan trabalha em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. O Poder360 pediu ao instituto que confirmasse os números informados pelo ministro da Saúde, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.

O Ministério da Saúde também não se posicionou oficialmente sobre o quantitativo de doses disponíveis no Brasil atualmente.

Poder 360.