Placar do Impeachment de Bolsonaro tem 108 votos a favor e 46 contra

Sérgio Lima/PODER 360

Em meio à pressão pelo afastamento do presidente Jair Bolsonaro, um perfil no Twitter que monitora o posicionamento de congressistas nas redes sociais aponta que 108 deputados são favoráveis e 46 são contrários ao impeachment.

A contagem foi atualizada na manhã desta 2ª feira (18.jan.2021). No domingo (17.jan), eram 106 deputados a favor do impedimento e 42 contrários.

Eis o placar:

 

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), promoveu a ideia ao afirmar que somente sabendo qual a posição de cada deputado seria possível abrir um processo para a retirada de Bolsonaro do cargo.

“É preciso abrir o placar do impeachment com o nome de todos os deputados federais e começar a pressão dos eleitores sobre cada um deles, por todos os meios. Sem isso, o afastamento não vai acontecer”, afirmou Haddad.

O perfil chamado “SOS impeachment” existe desde 2019, mas inaugurou o placar na 6ª feira (15.jan). Para compor o resultado, os administradores monitoram as redes sociais dos deputados para conferir se eles se posicionaram em relação ao tema.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que é “inevitável” discutir o tema “no futuro”.

“Eu acho que esse tema de forma inevitável será discutido pela casa no futuro. Temos de focar no principal, que agora é salvar o maior número de vidas, mesmo sabendo que há uma desorganização e uma falta de comando por parte do ministério da Saúde”, afirmou Maia.

O presidente da Câmara tem sofrido pressão para iniciar um processo de impedimento contra Bolsonaro por causa da gestão da pandemia.

Poder 360.

Câmara decide que eleição será em 1º de fevereiro e sem votação remota

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu que a eleição para presidente da Casa será em 1º de fevereiro e sem votação remota. Trata-se de uma derrota para Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara, e uma vitória para Arthur Lira (PP-AL), candidato ao cargo.

A Câmara tem se reunido e votado projetos remotamente desde março de 2020 por causa da pandemia. Os deputados participam das atividades por meio de seus celulares. Foi a forma encontrada de continuar funcionando sem promover aglomerações que poderiam ajudar a espalhar o coronavírus.

Chegou a haver uma eleição por esse sistema. Quando o deputado Fábio Faria (PSD-RN) se tornou ministro das Comunicações, ficou vaga a 3ª Secretaria. Expedito Netto foi eleito a partir de votação à distância. Também foi eleito Paulão (PT-AL) como 4º suplente da Mesa.

A votação, porém, foi por acordo. Diferentemente da eleição para presidente da Câmara, em que há forte disputa.

Havia uma controvérsia sobre o formato da eleição. No Twitter, Arthur Lira se disse contra a possibilidade de votação remota. O deputado de Alagoas também afirmou que, se a votação fosse feita desse jeito, líderes partidários teriam a possibilidade de coagir o voto de deputados.

Houve uma consulta do PP, partido de Lira, à Mesa sobre o assunto. A eleição para presidente da Câmara é secreta. Rodrigo Maia defendia que deputados do grupo de maior risco para covid-19 pudessem votar remotamente.

Decidiu-se, por maioria, contra o meu voto, não ter nenhuma flexibilidade de votação remota para os deputados e deputadas no grupo de risco”, disse Rodrigo Maia. “Vamos ter que trazer parlamentares de 27 Estados”, disse o deputado. “Eles vão trazer e levar o vírus para seus Estados”.

Ele afirmou que o pleito poderá ser realizado à noite. “Acho que com o voto eletrônico é mais fácil. Achei até que uma parte lá, contaminada pelo governo, ia pedir o voto impresso”, declarou.

A fixação do pleito em 1º de fevereiro também foi uma vitória de Lira. O grupo do deputado temia que o resultado da eleição do Senado interferisse na Câmara.

Na Casa Alta, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) é franco favorito. Ele é o candidato preferido do governo federal, assim como Lira é na Câmara. Se Pacheco for eleito antes da votação na Câmara, os aliados de Baleia Rossi (MDB-SP) usariam como argumento para tentar virar votos que seria pouco saudável para o Legislativo ter os 2 presidentes próximos do Palácio do Planalto. Baleia tem o apoio de Maia.

As decisões sobre a eleição foram por 4 a 3. Arthur Lira tem 4 aliados entre os 7 titulares da Mesa Diretora. O Poder360 lista a seguir todos os integrantes e marca os que são próximos do candidato do PP:

Bivar e Fufuca participaram por videoconferência. Os demais foram presencialmente à Câmara dos Deputados. Alguns deputados que não fazem parte da Mesa assistiram à reunião: Luís Tibé (Avante-MG), Margarete Coelho (PP-PI) e Arthur Maia (DEM-BA), todos aliados de Lira.

CONTEXTO

Além de Lira e Baleia, outros candidatos se lançaram na disputa. São eles:

A eleição, porém, está polarizada nos 2 principais nomes. Lira é líder do Centrão e se aproximou de Jair Bolsonaro ao longo de 2020. Baleia tem o apoio do grupo de Maia e das cúpulas dos principais partidos de esquerda.

Se a eleição fosse hoje, o vencedor provavelmente seria Lira. O caso do PSL mostrou que o partido tem 32 deputados simpáticos à candidatura do pepista, apesar de a cúpula estar com Baleia. Também há indícios de infidelidade partidária em outras siglas próximas ao deputado do MDB, como PSB, PSDB e DEM.

Quem vencer a disputa terá mandato de 2 anos à frente da Casa. Para ser eleito são necessários ao menos 257 votos, se todos os 513 deputados votarem.

É importante para o governo federal ter um aliado no cargo porque é o presidente da Câmara que decide quais projetos os deputados analisarão e quando. Se Jair Bolsonaro quiser, por exemplo, afrouxar as leis ambientais, a proposta só sai do papel se os presidentes de Câmara e Senado pautarem.

Poder 360.

“A vacina é do Brasil, não é de nenhum governador”, diz Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro 

O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta 2ª feira (18.jan.2021) a liberação do uso emergencial da CoronaVac, vacina desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac e distribuída no Brasil pelo Instituto Butantan, e do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

A Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] aprovou, não tem o que discutir mais. Havendo disponibilidade no mercado, a gente vai comprar e vai atrás de contratos que fizemos também, que era para ter chegado a vacina aqui”, disse o presidente a apoiadores, quase 24 horas depois do aval da Anvisa.

“Então está liberada a aplicação no Brasil. E a vacina é do Brasil, tá? Não é de nenhum governador não, é do Brasil”, disse Bolsonaro.

A declaração foi uma resposta a ato do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), nesse domingo (17.jan). Em evento organizado e preparado para maximizar o momento, o tucano aplicou grande derrota política ao presidente ao mostrar para o Brasil inteiro, ao vivo, a primeira pessoa a receber uma dose da CoronaVac.

 

O governador disse que o domingo foi o “Dia V”, da vacina e da vida, “daqueles que valorizam e trabalham pela vida”. A declaração foi feita minutos depois de a 1º brasileira ser vacinada, no Hospital das Clínicas, em São Paulo, com a CoronaVac.

MUDANÇA DE TOM

Desde o início do processo de submissão de dados à Anvisa, um imbróglio se instalou entre o governo federal e o governo de São Paulo. Aposta de Bolsonaro, o transporte do imunizante da AstraZeneca travou na última etapa.

Isso porque o governo federal anunciou que um avião da companhia Azul buscaria 2 milhões de doses na Índia, mas problemas logísticos atrapalharam o plano. Com a aprovação da CoronaVac pela Anvisa, o imunizante chinês foi o 1ª distribuído no Brasil.

A adesão do governo Bolsonaro à vacina não foi unânime desde o início. No fim de outubro, o Ministério da Saúde chegou a anunciar que compraria 46 milhões de doses da CoronaVac. O protocolo de intenções que estabelece as condições da compra foi assinado pelo ministro Eduardo Pazuello. Um dia depois, Bolsonaro afirmou que cancelou o acordo.

Agora, o governo federal voltou a considerar o imunizante chinês e o incluiu no plano de vacinação.

Poder 360.

Saiba quem vai receber a CoronaVac primeiro em cada Estado

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse a governadores que a campanha nacional de vacinação contra a covid-19 será antecipada para ter início ainda nesta 2ª feira (18.jan.2021), a partir das 17h. O cronograma inicial era de começar a aplicar os imunizantes às 10h de 4ª feira (20.jan).

As vacinas a serem aplicadas são as do Butantan com a Sinovac (batizadas de CoronaVac). O imunizante da Fiocruz (em parceria com AstraZeneca e Universidade de Oxford) ainda não está disponível no país, mas também integrará o plano de vacinação. As duas substâncias foram aprovadas para uso emergencial pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nesse domingo (17.jan).

A 1ª fase do plano de vacinação prevê a aplicação de 6 milhões de doses da CoronaVac em 3 milhões de pessoas do grupo de maior risco para a covid-19. Eis os grupos que serão imunizados 1º:

 

  • idosos acima de 60 anos em instituições como asilos;
  • pessoas com deficiência institucionalizadas;
  • toda a população indígena;
  • e parte dos profissionais da saúde da linha de frente.

A distribuição das vacinas aos Estados já começou, em evento simbólico com a presença de Pazuello e governadores no galpão do Ministério da Saúde no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. As doses serão levadas por aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) e de companhias aéreas às principais cidades do país. De lá, a distribuição para os municípios será feita pelos governos dos Estados.

Leia abaixo quantas pessoas de cada grupo prioritário receberão a vacina em cada unidade da Federação:

Poder 360.

Michel Temer é o novo contratado da gigante chinesa Huawei, diz colunista

Michel Temer é o mais novo contratado da gigante chinesa Huawei, diz Lauro Jardim.

De acordo com colunista de O Globo, a entrada do ex-presidente brasileiro na empresa é uma tentativa de facilitar a obtenção das licenças 5G no Brasil.

Temer possui uma relação amigável com Jair Bolsonaro e isso teria enchido os olhos da empresa chinesa.

Conforme vem noticiando o Conexão Política, caberá ao presidente da República decidir se a tecnologia da Huawei ficará ou não fora do leilão do 5G no Brasil.
O Brasil, que é um dos maiores mercados da gigante chinesa de telecomunicações Huawei, pode estar pronto para fechar seus contratos de 5G com as empresas europeias, Ericsson e Nokia.

Ainda sem nenhum posicionamento oficial, a decisão deverá acontecer neste ano de 2021.

Conexão política.

Ministro da Saúde diz que 1ª vacinação foi “jogada de marketing” de Doria

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que “o Ministério da Saúde tem em mãos, nesse momento, as vacinas tanto do Butantan quanto da AstraZeneca, e nós poderíamos, por 1 ato simbólico ou por uma jogada de marketing, iniciar a 1ª dose em uma pessoa”. E acrescentou: “não faremos jogada de marketing”.

Ele deu as declarações neste domingo (17.jan.2021), momentos depois do Estado de São Paulo se antecipar ao programa nacional e vacinar a enfermeira Mônica Calazans.

O ministro  afirmou que o governo federal é o responsável pela coordenação da imunização no país. “Quebrar isso é desprezar a igualdade entre Estados e entre todos os brasileiros, é desprezar a lealdade federativa”, queixou-se Pazuello.

 

Pazuello indicou a possibilidade de recorrer à Justiça contra São Paulo pela vacinação adiantada: “Todas as vacinas produzidas pelo Butantan estão contratadas de forma integral e exclusiva para o PNI [programa de vacinação do governo federal], inclusive essa que foi aplicada agora. Isso é uma questão jurídica. É a Justiça quem tem que definir”, declarou o ministroEle também disse que “nenhuma dose pode ser retirada desse contrato”.

Ele também disse que “o nosso único objetivo tem que ser salvar vidas, e não propaganda própria”. De acordo com o ministro, a distribuição de doses aos Estados começa às 7h de 2ª feira (18.jan) e a vacinação começa às 10h de 4ª feira (20.jan).

Assista à entrevista coletiva na íntegra (45min15s):

 

Poder 360.

Enem tem abstenção recorde: 51,5% dos inscritos não compareceram ao exame

O ministro da Educação, Milton Ribeiro,participa da entrevista coletiva sobre o primeiro dia de provas do Enem

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2020 teve abstenção de 51,5% dos candidatos inscritos, de acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Do total de 5.523.029 inscritos para a versão impressa do exame, que começou a ser aplicada nesse domingo (17.jan.2021), 2.842.332 faltaram às provas.

Segundo o ministro da Educação, Milton Ribeiro, a abstenção recorde se deve principalmente ao medo da pandemia e a campanhas contrárias à realização do exame. A abstenção no primeiro dia do Enem 2019 foi 23%.

Fico satisfeito com o que fizemos no meio de uma pandemia”, diz o ministro. “[Quero] qualificar o Enem no meio de uma pandemia como algo vitorioso para não atrasar mais a vida de milhões de estudantes”.

Em 2009, o segundo ano de aplicação do Enem com a maior abstenção, a porcentagem de inscritos que não compareceram foi de 37%.

Foram eliminados do exame 2.967 candidatos por não respeitarem as regras do Enem. Entre elas, o descumprimento das medidas de segurança para evitar o contágio pelo novo coronavírus, como usar máscara cobrindo a boca e o nariz durante toda a aplicação da prova. Ao todo, 69 participantes foram afetados por questões logísticas, como emergências médicas, falta de energia elétrica, entre outros. Os dados tanto de presença, quanto das eliminações, segundo o presidente do Inep, são preliminares.

SINTOMAS

Nesta edição, por conta da pandemia do novo coronavírus, participantes que apresentassem sintomas da covid-19 ou de outras doenças infectocontagiosas não deveriam comparecer ao exame. Esses participantes podem acionar o Inep e solicitar a reaplicação, que será nos dias 23 e 24 de fevereiro. Até o momento, 10.171 participantes pediram reaplicação. Desse total, o Inep aceitou o pedido de 8.180.

Quem apresentou sintomas no domingo (17.jan) ou no sábado (16.jan), pode solicitar a reaplicação, mediante a apresentação de laudo médico e documentos comprobatórios entre os dias 25 e 29 de janeiro.

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, explica que a partir desta 2ª feira (18.jan), os participantes que apresentarem sintomas devem notificar o Inep e, mesmo que tenham feito a prova no primeiro dia, não devem comparecer ao segundo dia de aplicação, que será no próximo domingo (24.jan). Eles terão direito a reaplicação.

REAPLICAÇÃO

Estudantes relataram nesse domingo (17.jan) que foram impedidos de entrar nos locais de prova porque as salas estavam cheias e seria preciso respeitar o distanciamento entre os participantes. Questionado, Lopes diz que a situação está sendo apurada. Esses participantes também terão direito a fazer a prova na data da reaplicação. Segundo o presidente, esse casos foram relatados em 11 locais de prova em Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Londrina (PR), Pelotas (RS), Caxias do Sul (RS) e Canoas (RS).

Também terão direito a reaplicação os 160.548 estudantes que fariam a prova no estado do Amazonas, 2.863 em Rolim de Moura (RO) e 969 em Espigão D’Oeste (RO), por conta dos impactos da pandemia nessas localidades. Ao todo, segundo o ministro da Educação, foram quase 20 ações judiciais em todo o país contrárias à realização do Enem.

No próximo domingo (24.jan), serão aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza. Este ano, o exame terá também uma versão on-line, que será aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Poder 360.