Encabeçada por Paulinho Freire chapa terá representantes de todas as regiões do Estado
Os gestores das Câmaras Municipais estão articulando uma chapa com integrantes de todas as regiões do Estado para a nova diretoria da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam/RN), no biênio 2021-2022. A eleição acontecerá no próximo dia 5 de fevereiro, em Natal. Presidentes das Casas Legislativas anunciaram nesta quinta-feira (21) apoio ao nome do vereador Paulinho Freire, que preside a Câmara Municipal do Natal.
No encontro, Paulinho – que foi reeleito para a presidência da Câmara Municipal de Natal – apresentou alguns projetos que pretende implementar caso conquiste mais uma vez o comando da Fecam – entidada da qual também já foi presidente – e enfatizou a importância da união do grupo.
Destaque para a proposta de transformar as Câmaras Municipais em minis Centrais do Cidadão. A ideia é que as sedes dos Legislativos pelo interior do Estado possam oferecer os serviços que são disponibilizados, como emissão de documentos. O objetivo, além de permitir maior acesso da população as ações governamentais, é aproximar o cidadão das suas respectivas Câmaras. Neste sentido, Paulinho revelou inclusive que já tem uma reunião agendada com a governadora Fátima Bezerra (PT) para tratar do tema.
“Estamos focados no fortalecimento dos legislativos municipais, não só das cidades polos, como principalmente das cidades médias e pequenas dando o apoio necessário para crescimento de cada Casa. Queremos criar formas de participação dos vereadores e desenvolver a autonomia municipal no contexto federativo. Por essa e outras razões que aceitamos nosso nome novamente para a Fecam”, frisou Paulinho Freire, que já presidiu a federação.
Vereador mais votado de Caicó, Ivanildo do Hospital, esteve presente na reunião. “Estamos unidos para desenvolver gestões para que as câmaras tenham autonomia legislativa, recursos humanos e financeiros essenciais ao seu regular funcionamento. Não só os legislativos maiores, mas também vamos focar nas cidades com até 10 mil habitantes, que são a maioria em nosso Estado”, destacou o presidente da Câmara de Caicó.
Jéssica Queiroga, presidente da Câmara de Olho D’água do Borges também defende maior atenção aos Legislativos de menor porte. “As Câmaras Municipais de menor porte precisam de mais atenção. Sabemos disso pois temos experiência na gestão e nosso nome surgiu para compor a chapa. Nosso compromisso será articular e apoiar essas Câmaras para acelerar o desenvolvimento”, disse.
A presidente da Câmara de São Rafael, Rosalba Marinho, reforçou a necessidade de união dos representantes do Legislativo potiguar. “Nós sabemos das dificuldades das Câmaras e da importância que representa este suporte oferecido pela Fecam aos Legislativos e também os nossos municípios.”, disse.
Opinião semelhante tem também o presidente da Câmara de Monte Alegre, Fagner Ferreira da Silva. O parlamentar acredita que com a união dos presidentes dos Legislativos, os municípios de pequeno porte do Estado poderão ser beneficiados. “Nossa união representa o fortalecimento do Legislativo”, completou.
A eleição para presidência da Fecam-RN será realizada na sede da entidade –localizada na Rua da Saudade, 1877, bairro Lagoa Nova na capital potiguar, no dia 05 de fevereiro pela manhã.
O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Benjamin Zymler mandou a área técnica do Tribunal pedir esclarecimentos ao Ministério da Saúde sobre a falta de oxigênio nos hospitais do Amazonas.
A decisão foi tomada na 2ª feira (18.jan.2021) e lida por Zymler nessa 4ª feira (20.jan.2021), no plenário de TCU. O ministro também requisitou dados sobre as medidas adotadas para aumentar o fornecimento de oxigênio e resolver o colapso na saúde do Estado.
O Amazonas tem enfrentado crise na saúde pública por causa do aumento de internações de pacientes com covid-19. A situação do sistema de saúde amazonense se agravou na 5ª feira passada (14.jan.2021), quando o estoque de oxigênio acabou em vários hospitais de Manaus.
Zymler ainda cobrou do Ministério da Saúde informações sobre a destinação de recursos públicos para a compra e manutenção do abastecimento de insumos. Pediu também informações da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) sobre a situação do estoque no Hospital Universitário Getúlio Vargas, de Manaus.
Durante a sessão desta 4ª feira (20.jan.2021), Zymler ressaltou que o TCU apontou a necessidade de ações no Estado desde outubro, e que o Ministério da Saúde tem responsabilidade pelo gerenciamento do sistema.
“A União, e consequentemente o Ministério da Saúde, possui responsabilidade pela coordenação e supervisão do sistema de saúde de média e alta complexidade”, afirmou Zymler.
Nesta 4ª feira (20.jan.2021), o número de infectados pelo coronavírus no Estado chegou a 238.980, e o número de mortos saltou para 6.598.
A crise fez com que hospitais transferissem 130 pacientes para outros Estados e para o Distrito Federal.
Na noite de 3ª feira (19.jan.2021), caminhões com 100.000 metros cúbicos de oxigênio enviados pelo governo da Venezuela chegaram a Manaus.
A disparidade regional e de recursos do sistema de saúde agravou a pandemia no Brasil, que tem mais mortes entre pacientes internados por covid-19 do que outros países, segundo apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet Respiratory Medicine.
A pesquisa analisou 254.288 pacientes com idade média de 60 anos, internados em hospitais públicos e privados, de fevereiro a outubro de 2020.
No Norte e no Centro-Oeste, por exemplo, 17% dos pacientes foram entubados fora da UTI (unidades de terapia intensiva). No Sudeste, foram 13% e no Sul, 8%.
Em 47% das internações analisadas, os pacientes tinham idade inferior a 60 anos, e 16% não apresentavam comorbidades. Foram 72% os que receberam algum suporte respiratório.
A taxa mortalidade geral no grupo analisado ficou em 38%. Desses, 63% eram pacientes analfabetos, 43% eram negros e 42%, indígenas.
No Norte, a taxa de mortalidade entre pacientes internados ficou em 50%. No Nordeste, 48%. No Centro-Oeste, 35%, e no Sul e Sudeste, abaixo dos 35%.
Segundo o estudo, em outros países, as taxas de mortalidade de pacientes internados são mais baixas. Apesar do alto número absoluto de hospitais e leitos de UTI no Brasil, a disparidade na distribuição regional desses recursos impede que todos tenham acesso igual aos cuidados e tratamento médico.
Um exemplo é que, no inicio da pandemia, havia no Sudeste duas vezes mais leitos de UTI por pessoa do que no Norte. Além disso, os leitos se concentravam nas capitais e regiões costeiras, o que causou dificuldades no atendimento de pacientes com covid-19 nos municípios do interior.
O estudo também aponta que muita atenção foi dedicada aos recursos disponíveis e pouca atenção ao treinamento de profissionais.
Os pesquisadores vão continuar a análise da mortalidade dos pacientes internados na 2ª onda da pandemia e outros índices, como o impacto da expansão dos leitos emergenciais, da sobrecarga do sistema de saúde no Sul e das novas variantes do coronavírus que circulam no Brasil.
Àmedida que países se organizam para enfrentar a crise econômica, laços diplomáticos podem exercer um papel importante na recuperação das atividades. A retomada de acordos comerciais e a recuperação dos trabalhos perdidos são essenciais para resgatar a movimentação do capital. A partir da posse de Joe Biden na presidência dos Estados Unidos, cresce substancialmente a probabilidade de reintegração econômica mundial. A comunidade climática, particularmente, se mostra otimista com a volta dos Estados Unidos ao acordo de Paris e a influência que isso trará para outros países chaves, incluindo China e Brasil.
As consequências a longo prazo do aquecimento global levaram à aproximação entre China e os Estados Unidos no início do século 21. Responsáveis por 40% dos gases de efeito estufa (GEE), os dois países encontram no clima áreas de interesse comum e, no governo de Barack Obama, focaram nos compromissos do acordo de Paris. Embora Trump tenha deteriorado essa relação nos últimos anos, a cooperação entre os dois continua sendo fundamental para assegurar o sucesso e a credibilidade do acordo.
Com Biden na Casa Branca e o anúncio do plano climático histórico de 2 trilhões de dólares, a prevalência da importância do clima em acordos econômicos aumenta. Membros da bancada climática do novo governo já se manifestaram sobre as futuras relações com a China, especialmente quando se avalia o papel do país em outros acordos comerciais. A Belt and Road Initiative – plano chinês de infraestrutura que busca integrar rotas comerciais conectando a Europa, Asia, e África –recebe críticas ferozes sobre práticas não sustentáveis no processo de construção. Vale lembrar que a China também é o maior país financiador de usinas termelétricas no continente africano, conhecidas pela geração de poluição.
Segundo Aimee Barnes, pesquisadora do centro de pesquisa Columbia Energy Exchange, tanto a China quanto os Estados Unidos têm o dever de resgatar sua reputação climática, principalmente face à União Europeia. Barnes argumenta que condições climáticas em acordos comerciais vão se tornar cada vez mais comuns e regulados, prejudicando também as relações comerciais brasileiras, devido à negligência do governo Bolsonaro perante questões climáticas.
Um dos documentos responsáveis por compor o plano climático de Biden, Biden-Sanders Unity Task Force, aposta na cooperação científica e tecnológica entre os Estados Unidos e a China. Das inovações mais recentes, a tecnologia de captura de carbono é bastante promissora. Há anos investindo nessa tecnologia, empresas de petróleo e gás a enxergam como a salvação da indústria, pois se for possível remover CO2 a um preço acessível, elas poderiam continuar suas operações “sem culpa” e sem produzir tantos estragos ambientais. Em reportagem recente, o New York Times alerta sobre o perigo desse pensamento, pois ainda não se sabe ao certo se tais tecnologias serão comercializadas e não se deve passar a ideia de que empresas têm licença para poluir. Porém, caso se mostre viável, a possível remoção artificial de CO2 da atmosfera salvaria muitos empregos e facilitaria elementos chaves da transição energética.
Com a recente vitória dos democratas no Senado, as iniciativas no campo climático do governo de Joe Biden e Kamala Harris ganham fôlego e podem produzir muitas novidades e garantir novos investimentos clean. O anúncio recente do presidente Xi Jinping sobre atingir neutralidade de carbono até 2060 também foi um marco importante para acordos internacionais climáticos. Assim como no início do século 21, a parceria entre Estados Unidos e China é primordial para mitigar efeitos do aquecimento global e convencer outros países a adotarem políticas parecidas.
Governadores enviaram nesta 4ª feira (20.jan.2021) ofício ao presidente Jair Bolsonaro no qual pedem ao chefe do Executivo e ao Ministério das Relações Exteriores para que busquem um “diálogo diplomático” com a China e a Índia, países fornecedores de insumos para fabricação de vacinas contra covid-19.
O documento (íntegra – 407KB) foi assinado pelos governadores dos 26 Estados e do Distrito Federal. Eles fazem parte do Fórum Nacional de Governadores, coordenado por Wellington Dias (PT), governador do Piauí.
A medida visa a acelerar a produção de vacinas no Brasil, que estão sob coordenação do Instituto Butantan, no caso da CoronaVac, e da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que produzirá doses da vacina AstraZeneca/Oxford. Os 2 imunizantes tiveram autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso emergencial.
A vacinação contra o coronavírus começou nesta semana no Brasil com a distribuição de 6 milhões de doses da CoronaVac, importadas da China. Alguns grupos estão sendo vacinados com prioridade, como o de idosos, de pessoas com deficiência, de índios e profissionais de saúde da linha de frente.
No entanto, a expectativa é que a imunização só avance após o início da fabricação das vacinas no Instituto Butantan e na Fiocruz, que depende da chegada dos insumos ao país.
Na 3ª feira (19.jan.2021), o governo da Índia informou que começaria a enviar as vacinas produzidas no país para uma lista de nações vizinhas e parceiras a partir desta 4ª feira (20.jan). O Brasil, que espera receber 2 milhões de doses do imunizante, não apareceu na relação.
“O embaixador deixou claro que não há nenhum obstáculo político, a tramitação técnica que atrasou um pouco. Mas que eles estão trabalhando junto com o governo para a exportação dos insumos do Brasil”, disse Maia.
Segundo o congressista essa é a situação tanto para os insumos das vacinas do Instituto Butantan quanto da Fiocruz.
A taxa coloca o país na 23ª posição do ranking mundial. Em 31 de outubro de 2020, o Brasil ocupava o 4º lugar. A Bélgica é o onde a covid-19 mais mata em relação ao tamanho da população. São 1.762 mortes por milhão de habitantes. Entenda aqui os motivos dos números belgas.
A proporção de vítimas por milhão de habitantes voltou a avançar rapidamente em momento que a pandemia entrou numa fase com mais casos e mortes no país. De 3ª para 4ª feira (19 a 20.jan), a taxa subiu de 999 para 1.005.
O Rio de Janeiro é o Estado brasileiro com mais mortes, proporcionalmente, pelo coronavírus. Se fosse 1 país, ocuparia o 2º lugar no ranking mundial
Em seguida como mais fatais aparecem Amazonas e Distrito Federal. Já Minas Gerais é a menos mortal unidade da Federação.
Quando considera-se as regiões, o Centro-Oeste é a mais mortal pelo coronavírus: 1.161 mortes por milhão de habitantes. O Sul tem a menor taxa, 838.
Em números absolutos, só os Estados Unidos têm mais vítimas que o Brasil. Eram 415.502 mortos até as 21h12 desta 4ª feira (20.jan), segundo o monitor Worldometer.
Em todo o mundo, 97.259.219 casos da doença foram registrados, com 2.081.032 mortes.
A rigor, houve até variações positivas para Bolsonaro dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais.
Há 15 dias, 52% desaprovavam o governo federal. Agora, no levantamento realizado em 18, 19 e 20 de janeiro, em 544 cidades e com 2.500 entrevistas, a taxa é de 48%.
A aprovação do governo hoje é de 45%, contra 44% há 15 dias. A oscilação também fica dentro da margem de erro.
O que pode explicar a manutenção das taxas de aprovação e de desaprovação do governo Bolsonaro apesar das notícias desfavoráveis ao presidente? Uma possibilidade pode ser o fato de Bolsonaro ter ficado quase em silêncio sobre vacinas desde o que em Brasília tem sido chamado de “Doria day” –o domingo (17.jan.2021), quando o tucano paulista fez grande evento para vacinar a 1ª pessoa no Brasil com a CoronaVac.
A outra possibilidade é que haja um descompasso entre o que aparece na mídia de maneira mais visível, com o noticiário quase sempre negativo, e o que pensa parte da população.
Mais pesquisas serão necessárias para aferir como será a tendência real da curva de aprovação do governo. Até porque é a partir de fevereiro que os brasileiros sentirão para valer o fim do auxílio emergencial que beneficiou cerca de 68 milhões de pessoas até o final de 2020.
Por ora, o que se nota é que a administração bolsonarista segue com um núcleo –de apoio sólido na faixa de 45% dos eleitores. E há uma parcela quase do mesmo tamanho (48%) que o rejeita.
DESEMPENHO PESSOAL
Quando o PoderData pergunta sobre o trabalho pessoal de Bolsonaro, há 5 categorias como opção de resposta: ótimo, bom, regular, ruim e péssimo.
Nesse cenário, a situação também é de estabilidade, mas com percentuais negativos para o presidente. Os que o rejeitam são 43%, ante 44% no estudo anterior. Já os que disseram que Bolsonaro é ótimo ou bom são 35%, mesma proporção de 15 dias antes.
Os dados foram coletados de 18 a 20 de janeiro de 2021, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 544 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
DESTAQUES DEMOGRÁFICOS: AVALIAÇÃO DO TRABALHO
O estudo destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos brasileiros em relação ao trabalho de Bolsonaro.
Leia todos os percentuais no infográfico abaixo:
ESTRATIFICAÇÃO POR RENDA
A rejeição entre os desempregados ou sem renda fixa é agora de 40% e se iguala, dentro da margem de erro, à média geral. O grupo passou meses com percepção mais positiva do que negativa do presidente. É nesse estrato que se concentra grande parte dos beneficiários do auxílio emergencial.
Os mais ricos continuam com as mais altas taxas de rejeição a Bolsonaro.
Os percentuais destacados nesses recortes da amostra total usada na pesquisa se referem ao ponto central do intervalo de probabilidade no qual se enquadram.
As variações são maiores em alguns segmentos porque a amostra de entrevistados é menor. E quanto menor a amostra, maior a margem de erro. Por isso é importante realizar pesquisas constantes, como faz o PoderData. É possível verificar com maior precisão o que se passa em todos os estratos da sociedade.
OS 20% QUE ACHAM BOLSONARO ‘REGULAR’
No Brasil, pergunta-se aos eleitores como avaliam o trabalho do governante. As respostas podem ser: ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo. Quem considera a atuação “regular” é uma incógnita.
Para entender qual é a real opinião dessas pessoas, o PoderData faz um cruzamento das respostas desse grupo com os que aprovam ou desaprovam o governo como um todo.
Os resultados mostram que 43% desse grupo dizem aprovar o governo quando dadas apenas duas opções. Os que desaprovam são 40%.
Há 15 dias, muito mais pessoas do grupo “regular” disseram desaprovar do que aprovar o governo. Agora, há praticamente a mesma proporção para as duas opiniões.
Os que não souberam responder eram 1% no último levantamento. Agora, são 17%. Esses são os entrevistados sem posicionamento claro. Tendem a ir mais bruscamente de um lado para o outro quando a polarização se intensifica.
TENDÊNCIA PARA BOLSONARO
Segundo o cientista político Rodolfo Costa Pinto, que coordena as pesquisas do PoderData, “é importante destacar que a avaliação do governo segue próxima do recorde negativo (52% na pesquisa de 4 a 6 de janeiro de 2021)”. Ele afirma também que “é possível que os números sigam negativos para Bolsonaro por algum tempo, mesmo que não haja uma queda brusca na avaliação”.
“Outro ponto é que desde novembro a taxa de desaprovação está maior, ou ao menos empatada, com a de aprovação. Isso pode ser uma evidência que aquele segmento da população que avalia o governo como ‘regular’ está cada vez mais tendendo a reprovar o Bolsonaro. Mas esse processo de conversão é lento, especialmente num cenário no qual a oposição não tem qualquer coesão ou líder capaz de canalizar um sentimento anti-Bolsonaro”, explica Costa Pinto.
Outros 2 pontos podem ser destacados no atual cenário, segundo o cientista político:
1) fadiga sobre covid-19 – deve existir uma boa dose de fadiga com tudo relacionado à pandemia. Faz quase um ano que o Brasil está nessa situação. As cenas de pessoas sem oxigênio em Manaus e a politicagem em relação à vacina e tratamento precoce são fatos que chocam grande parcela do eleitorado, mas podem não ser o suficiente para converter quem ainda apoia o governo.
2) vacinas – a ideia da vacinação, mesmo não tendo sido capitaneada pelo governo federal, pode beneficiar Bolsonaro indiretamente na medida em que as pessoas agora sabem que há uma vacina. Não é ainda possível saber quantas pessoas atribuem o imunizante ao governo de João Doria, à China ou a Bolsonaro. Esse é tema para uma próxima pesquisa do PoderData.
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CORREÇÕES E ATUALIZAÇÕES:1) o recorde de desaprovação do governo Bolsonaro foi de 52% na pesquisa realizada de 4 a 6 de janeiro de 2021. O percentual informado na 1ª versão desta reportagem estava errado. Correspondia ao pico de rejeição quando considera-se o desempenho pessoal do presidente. 2) a linha-fina informava desaprovação de 52%. O certo é 48%.