Bem-vindo a 2022 e 2024, a sucessão já começou.

Estamos nos primeiros dias de 2021, mas no campo político, o jogo de 2022 já está na mesa e não é pelo eleitorado não.

A classe política insiste em colar essa pauta na ordem do dia, enquanto o povão só pensa em como e quando irá se vacinar.

Nesse cenário antagônico, uma coisa vem chamando atenção dos observadores: a realização de eventos institucionais com as presenças e também as ausências de personagens que estão de olho em 2022.

Sem falar nos diários oficiais do município e do estado, que deixa à tona a força e também o poder dos seus promoventes.

Portanto, quem pensou que a manchete estava errada, terá que observar com lupa e refletir melhor sobre o famoso feliz ano novo eleitoral.

Como aqui é um olho no peixe e outro no gato, já é possível observar que na oposição, a disputa para consolidar um espaço é grande e vale tudo, tem até gente avaliando a segunda rodada do governo do coronel, afirmam que está pior que a primeira, isso porque Taveira ainda está com menos de 30 dias do segundo comando.

Enquanto as águas correm debaixo da ponte, torcemos para que peixe nenhum morra nessa praia e para relaxar, vamos de música… “[…] Seu pescador, é paz e amor. Cuidado com essa rede no mar. Se você ver que o mar tá bom. Só quero meu cantinho pra surfar […]”

 

Pandemia em 2021 pode ser pior, diz presidente do Butantan

Dimas Covas, o presidente do Instituto Butantan, disse que há risco de a pandemia de Covid-19 em 2021 ser pior do que em 2020, se não forem adotadas medidas para conter os casos e aumentar a compra de vacinas o quanto antes.

Covas também criticou a atuação do governo de Jair Bolsonaro no combate ao novo coronavírus e disse que o Ministério da Saúde não comprou doses suficientes da Coronavac, a vacina produzida pelo instituto em parceria com a Sinovac chinesa –única disponível hoje no país.

O presidente do Butantan, informa a Folha, deu as declarações em uma live da XP Investimentos, fechada para clientes da corretora, nesta terça-feira (19).

Segundo participantes do evento, Covas também disse ver como inevitável a mudança do estado de São Paulo para a fase vermelha, a mais restritiva de seu plano de combate à Covid-19.

O antagonista.

Índios da aldeia Umariaçu, no Amazonas, recebem vacina contra covid-19

A vacinação de índios em aldeias começou nesta 3ª feira (19.jan.2021) em Umariaçu 1, a cerca de 5 km da cidade de Tabatinga, no Amazonas. A 1ª indígena da aldeia a receber a vacina contra o coronavírus foi Isabel Bruno Cezário, 68 anos, da etnia Ticuna.

Ao Poder360, Isabel Bruno Cezário disse que não teve medo da vacina, e que sempre que tem campanha de vacinação ela comparece.

Isabel Cezério, 68 anos, da etnia Ticuna, foi a 1ª a receber a vacina contra a covid-19Sérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2021

A aldeia Umariaçu 1 faz parte do distrito Alto Rio Solimões, onde vivem aproximadamente 70.000 indígenas. É o 2º maior DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) do país e foi lá que os primeiros casos de covid-19 foram registrados entre a população indígena aldeada.

Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) estima que 35.000 indígenas do Alto Rio Solimões têm mais de 18 anos e podem receber a vacina contra o novo coronavírus. A imunização será voluntária. Os indígenas serão cadastrados previamente.

O objetivo da operação do Ministério da Defesa era vacinar 1.036 pessoas ainda nesta 3ª feira (19.jan). Porém, poucos índios apareceram por causa da chuva na região. Profissionais de saúde relataram que muitos da comunidade ainda têm medo da vacina.

 

Eis algumas fotos feitas pelo repórter fotográfico do Poder360 Sérgio Lima de indígenas da aldeia Umariaçu 1 no momento em que eram vacinados:

Sérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2021

Sérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2021

Sérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2021

A OPERAÇÃO

Um avião da Força Área partiu de Brasília na 2ª feira (18.jan.2021) com uma equipe de militares, profissionais médicos, servidores da Sesai e cerca de 20 profissionais da imprensa. A equipe pernoitou em Manaus e depois seguiu para Tabatinga. Para a cidade, foram destinadas 1.000 doses da CoronaVac, vacina contra covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac.

Todos os membros da comitiva precisaram fazer exame PCR para detectar a presença de coronavírus antes de se cadastrar para a viagem, e um novo exame de sangue foi realizado na base aérea de Brasília, para detectar anticorpos.

Poder 360.

Rodrigo Pacheco oficializa candidatura à presidência do Senado

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) confirmou nesta 3ª feira (19.jan.2021) a sua candidatura à presidência do Senado. O político é apoiado pelo atual presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em texto (íntegra – 128 KB), apresentado no ato de lançamento da candidatura, o senador diz que, se eleito, vai buscar “garantir as liberdades, a democracia, as estabilidades social, política e econômica do país, bem como a segurança jurídica, a ética e a moralidade pública, com respeito às Leis e à Constituição Federal”, além de “preservar a independência do Senado Federal”.

 

Sua candidatura ocorre um dia depois de Bolsonaro voltar a falar que a democracia no país depende das Forças Armadas. Sem mencionar Alcolumbre, o senador prometeu manter “méritos e avanços da gestão atual”.

A principal adversária do político na disputa pela presidência do Senado é Simone Tebet (MDB-MS), que lançou a candidatura em 12 de janeiro.

 

Ainda no texto, sem Pacheco diz que caso venha ser o presidente do Congresso, terá como “meta a ser atingida uma sociedade justa e livre, desprovida de preconceitos e discriminação de qualquer espécie”.

O senador diz ainda que terá como foco imediato da atuação legislativa do Senado o trinômio: saúde pública, crescimento econômico e desenvolvimento social. “Com o objetivo de preservar vidas humanas, socorrer os mais vulneráveis e gerar emprego, renda e oportunidades aos brasileiros e brasileiras, sem prejuízo de outras matérias de igual relevância, que merecerão, a seu tempo, atenção e prioridade.”

Quem já apoiou Pacheco:

  • DEM – 5 votos;
  • PSD – 11 votos;
  • PP – 6 votos;
  • PT – 6 votos;
  • PSDB – 4 votos;
  • Pros – 3 votos;
  • PL – 3 votos;
  • PDT – 3 votos;
  • Republicanos – 2 votos;
  • PSC – 1 voto.

Quem já apoiou Tebet:

  • MDB – 15 votos;
  • Podemos – 7 votos;
  • Cidadania – 3 votos;
  • PSDB – 3 votos;
  • PP – 1 voto;

Quem ainda não anunciou apoio:

  • Podemos – 2 votos;
  • PSL – 2 votos;
  • Rede – 2 votos;
  • PSB – 1 voto.

Poder 360.

Fiocruz adia para março entrega de vacinas de Oxford produzidas no Brasil

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) informou, em ofício enviado ao MPF (Ministério Público Federal) nesta 3ª feira (19.jan.2021), que adiou de fevereiro para março a previsão de entrega das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca que serão produzidas no Brasil.

O adiamento se deve ao atraso da chegada de insumos para a produção da vacina. Essa matéria-prima deverá ser importada da China.

O MPF acompanha as estratégias de vacinação contra a covid-19 no país. Em 11 de janeiro, o órgão solicitou à presidência da Fiocruz esclarecimentos sobre o cronograma de entrega tanto dos 2 milhões de doses prontas que serão importadas da Índia quanto do quantitativo que terá sua fabricação finalizada no Brasil pela Fiocruz, a partir da importação do IFA (ingrediente farmacêutico ativo) de uma parceira da AstraZeneca na China.

Em resposta, a Fiocruz diz que o 1º lote do insumo tem chegada prevista para 23 de janeiro. No entanto, a fundação está “ainda aguardando confirmação”. Informa ainda que as primeiras doses produzidas com essa matéria-prima deverão ser entregues ao Ministério da Saúde somente no início de março.

O documento é assinado por Mauricio Zuma Medeiros, diretor do Instituto Biomanguinhos, produtor de imunobiológicos da Fiocruz.

Zuma afirma ser necessário mais de um mês para o fornecimento das doses pois, além do tempo de produção do imunizante a partir da chegada do insumo, as doses fabricadas nacionalmente precisarão passar por testes de qualidade que demorarão quase 20 dias.

“Estima-se que as primeiras doses da vacina sejam disponibilizadas ao Ministério da Saúde em início de março de 2021, partindo da premissa de que o produto final e o IFA apresentarão resultados de controle de qualidade satisfatórios, inclusive pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde). Importa mencionar que o período de testes, relativos ao controle de qualidade, está estimado em 17 dias, contados da finalização da respectiva etapa produtiva, acrescidos de mais 2 dias de análise pelo INCQS”, diz o diretor no ofício.

A mudança deve atrasar a execução do plano nacional de imunização contra a covid-19, que já sofre com incertezas quanto à importação das doses para a produção da CoronaVac, que devem vir da China.

O ofício deixa claro ainda que se o insumo necessário para produção da vacina não chegar em janeiro, ou se as doses não passarem nos testes de qualidade, o prazo de entrega da vacina pode ser esticado ainda mais.

 

Ao jornal O Estado de S. Paulo, a AstraZeneca afirmou que “está trabalhando atualmente para apoiar o desenvolvimento da produção no Brasil de 100,4 milhões de doses da vacina e liberar os lotes planejados de IFA para a vacina o mais rápido possível”.

A Fiocruz divulgou a seguinte nota:

“Embora ainda dentro do prazo contratual em janeiro, a não confirmação até a presente data de envio do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) poderá ter impacto sobre o cronograma de produção inicialmente previsto de liberação dos primeiros lotes entre 8 e 12 de fevereiro. O cronograma de produção será detalhado assim que a data de chegada do insumo estiver confirmada. Ainda que sejam necessários ajustes no início do cronograma de produção inicialmente pactuado, a Fiocruz segue com o compromisso de entregar 50 milhões de doses até abril deste ano, 100,4 milhões até julho e mais 110 milhões ao longo do segundo semestre, totalizando 210,4 milhões de vacinas em 2021.”

ENTREGA DE FORMA ESCALONADA

O ofício também traz a informação de que os lotes de insumos serão entregues de forma escalonada, a cada duas semanas, num total de 30 remessas com insumos suficientes para a produção dos 100,4 milhões de doses.

“A chegada do primeiro lote do IFA está prevista para o dia 23/01/2021, mas ainda aguardando confirmação, e, a partir desta data, serão entregues mais 30 (trinta) lotes, em intervalos de 2 semanas, resultando na quantidade suficiente para a produção de 100,4 milhões de doses da vacina acabada”, diz.

A Fiocruz também afirma já estar com uma linha de envase pronta para entrar em funcionamento a partir da chegada do insumo e que uma 2ª linha entrará em operação em março.

DOSES DA ÍNDIA

No ofício enviado ao MPF, a Fiocruz informa ainda não saber a data de envio dos 2 milhões de doses prontas que serão importadas do Serum Institute da India.

Nesta 3ª feira (19.jan.2021), o governo da Índia divulgou que começará a enviar as vacinas produzidas no país para uma lista de nações vizinhas e parceiras a partir de 4ª feira (20.jan). O Brasil, que espera receber 2 milhões de doses do imunizante, ainda não aparece na relação.

A importação de doses prontas foi uma estratégia adotada pelo Ministério da Saúde para tentar antecipar o início da vacinação com o imunizante de Oxford/AstraZeneca. A estimativa era de que as doses chegassem ao Brasil no sábado, mas a operação foi frustrada pelo governo indiano, que não autorizou o envio da remessa.

“No presente momento, não é possível precisar a data de chegada das doses da vacina Covishield aqui no Brasil. Isto porque, embora a carga contendo essas doses já esteja disponível, negociações diplomáticas, entre os governos da Índia e do Brasil, ainda se encontram pendentes de ajuste final para autorização do processo de envio para o Brasil. Por fim, destacamos que o agente de cargas já foi contratado e aguarda apenas autorização para a operacionalização do transporte para o Brasil”, diz o ofício da Fiocruz.

Poder 360.