Anvisa pede à Fiocruz mais informações sobre vacina

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) se reuniu nesta 2ª feira (4.jan.2020) com técnicos da Fiocruz, responsável pela produção da vacina contra o coronavírus, da Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca. Embora houvesse expectativa de um pedido de uso emergencial do imunizante, ele não ocorreu.

Após o encontro, a Anvisa divulgou uma nota afirmando que recebeu dados da Fiocruz sobre a vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca contra a covid-19 a ser importada do fabricante Serum Institute of India. A importação de 2 milhões de doses foi autorizada pela Anvisa no sábado (2.jan.2020).

O órgão também declarou que precisa avaliar se o produto produzido em território indiano é o mesmo do produzido no Reino Unido. Isso porque as doses que serão adquiridas pela Fiocruz serão compradas do parceiro da Astrazeneca na Índia. À Fiocruz, a agência reguladora pediu mais informações sobre o imunizante.

 

Na nota, a agência reguladora destacou que para uso e distribuição da vacina pelo país, são necessários a solicitação e aprovação para o uso emergencial.

“Para a autorização, a Agência precisa avaliar os estudos de comparabilidade entre a vacina do estudo clínico, que é fabricada no Reino Unido, com a vacina fabricada na Índia, bem como os dados de qualidade e condições de boas práticas de fabricação e controle. Ou seja, é necessário entender se o produto do fabricante indiano é semelhante ao fabricado no Reino Unido e que teve os dados clínicos aprovados”, declarou. Leia a íntegra.

Está descartado pela agência fazer qualquer retrabalho de análise. De acordo com a Anvisa, deve-se aproveitar o que for possível das  avaliações de outras agências de referência e apenas se dedicar a questões que forem específicas do Brasil.

Poder 360.

Covid-19 bate recorde no Reino Unido e eleva pressão para fechar escolas

A divulgação de mais um recorde no número de novos casos de coronavírus no Reino Unido, nesta segunda (4), aumentou a pressão sobre o premiê britânico, Boris Johnson, para que decrete um confinamento nacional na Inglaterra, incluindo o fechamento das escolas.

Boris deve anunciar novas medidas em pronunciamento marcado para as 20h (horário local, 17h no Brasil) desta segunda (4).

Nas últimas 24 horas, o Reino Unido registrou 58.784 novos casos de Covid-19, maior número diário e sétimo dia consecutivo com mais de 50 mil novos doentes por dia. O número de casos vinha crescendo no último mês, mas a transmissão se acelerou levando as estatísticas da última semana a um salto de 50% em relação à semana anterior, com um número de testes equivalente.

A tendência aumentou com o surgimento de uma nova variante do Sars-Cov-2 (conhecida como B117 e até 70% mais transmissível).

garotos de uniforme azul marinho brincam com corda
Crianças em escola primária em Staffordshire, no Reino Unido – Jon Super – 8.jun.2020/Xinhua

Desde o começo da pandemia, já morreram no país mais de 75 mil pessoas, o que coloca os britânicos ao lado dos italianos no topo do ranking de óbitos por coronavírus na Europa. Nas últimas 24 horas, houve mais 407 mortes, e as taxas semanais têm crescido.

“Se você olhar para os números, não há dúvida de que teremos que tomar medidas mais duras e iremos anunciá-las no devido tempo”, disse Boris em entrevista pela manhã. Ele porém pediu aos pais que mandassem seus filhos às escolas nas regiões em que elas fossem reabertas.

A volta de alunos do ensino médio já havia sido adiada em duas semanas a partir desta segunda e, em Londres, por causa do aumento nos casos de Covid-19, escolas de ensino fundamental também atrasaram a reabertura. “Entendo a ansiedade das pessoas, mas não tenho dúvidas de que as escolas são seguras e que a educação é uma prioridade”, afirmou Boris.

Desde sábado, o governo inglês sofre pressão do sindicato dos professores e de políticos do Partido Trabalhista, de oposição, para não retomar as aulas presenciais por ao menos um mês. Os sindicatos dizem que “a abertura caótica” das escolas por parte do governo está “expondo os trabalhadores do setor de educação a sérios riscos de problemas de saúde e pode alimentar a pandemia”.

Nesta manhã, Matt Hancock, secretário (equivalente a ministro) da Saúde britânico, rebateu as críticas: “A proporção de professores que pegam o coronavírus não é maior do que o resto da população”, afirmou ele, argumentando que o fechamento tem sérios impactos negativos e só deve ser feito como último recurso. “A educação também é muito importante, especialmente para a saúde a longo prazo das pessoas.”

A Comissária das Crianças para a Inglaterra, Anne Longfield, sugeriu que professores sejam vacinados com prioridade para evitar a transmissão e também o fechamento das escolas. O Reino Unido foi um dos primeiros países a começar a vacinação em massa, mas tem priorizado idosos e profissionais de saúde. Segundo Longfield, a suspensão das aulas é uma ameaça à saúde mental das crianças e deve ser evitada ao máximo.

Na batalha política em torno da pandemia de coronavírus, opositores de Boris Johnson usaram a entrevista de uma enfermeira de hospital infantil à rádio BBC, relatando um aumento expressivo de internação de crianças com Covid-19.

A declaração, no entanto, foi contestada por pediatras de vários hospitais. Ronny Cheung, representante de saúde infantil no Comitê Consultivo de Indicadores do Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidado, também desmentiu, em rede social, o relato da enfermeira.

“Fui o consultor de plantão em um hospital infantil de Londres esta semana, e isso simplesmente não é verdade. É irresponsável ao extremo. Assusta os pais. Covid é comum em hospitais, mas não entre crianças. Já temos o suficiente com que lidar sem mais esse lixo”, escreveu o médico.

Os dados mais recentes do sistema de saúde britânico estão atualizados só até o começo de dezembro, quando não indicavam aumento em casos infantis. Crianças de 0 a 5 anos eram apenas 0,55% dos internados com Covid-19 diariamente, mesma taxa dos de 6 a 17 anos, e a proporção vinha se mantendo nessa faixa por várias semanas.

Se as crianças são menos afetadas pela doença, porém, ainda há dúvidas sobre o papel das escolas na disseminação do coronavírus de forma mais ampla, com alunos assintomáticos transmitindo o patógeno entre si e levando a doença a seus familiares.

A Inglaterra funciona hoje com um sistema de quatro etapas de restrições: moderadas, altas, muito altas e confinamento. Nenhum deles, porém, prevê o fechamento das escolas —nem mesmo o mais alto, cuja ordem é ficar em casa.

Até a véspera do Ano Novo, 22% da população da Inglaterra ainda estava no nível 3, de restrições muito altas, não é possível receber estranhos em casa e reuniões na rua deve ter no máximo seis pessoas. Bares e restaurantes são fechados, entre outras restrições, mas a maior parte das lojas pode funcionar.

Os outros 78% já estavam no nível 4, no qual são fechadas todas as lojas, cabeleireiros e locais de lazer e reuniões fora de casa se limitam a duas pessoas,

As vacinas contra Covid-19 em fase final de testes
As vacinas contra Covid-19 em fase final de testes

Hancock afirmou que o governo olha os números diariamente e vinha constatando aumento dos casos em áreas que ainda estavam no nível 3. Mas, segundo ele, impedir a transmissão é muito mais uma questão de atitude pessoal que de restrições do governo. “Volto a este ponto mais amplo, que é sobre todos nós: o que impede a propagação da doença é as pessoas não entrarem em contato com outras pessoas. Essa é a triste verdade.”

Segundo o secretário de Saúde, o sistema de saúde está sob pressão, mas ela não é maior que a que ocorreu no primeiro pico da doença.

No final de semana, o secretário (correspondente a ministro) da Educação, Gavin Williamson, disse que estava se preparando para a necessidade de manter o ensino online, com o projeto de entregar mais 100 mil notebooks às escolas nesta semana. A falta de acesso às aulas remotas por parte de alunos mais pobres têm sido um dos efeitos mais graves do fechamento de escolas, aumentando a desigualdade.

Em declaração oficial, o Departamento de Educação britânico afirmou que a prioridade é que “as salas de aula sejam reabertas sempre que possível no novo semestre” e a educação à distância seria usada como último recurso.

A Inglaterra tem 4,5 milhões de alunos do ensino fundamental em escolas estatais, e 2,75 milhões de estudantes na escola secundária.

A Escócia já decidiu que as escolas ficarão fechadas, com ensino remoto, até fevereiro. No País de Gales, o governo anunciou que todos os níveis de ensino terão aulas apenas online até 18 de janeiro.

Folhapress

Baleia Rossi só consegue apoio de 27 dos 52 deputados do PT

A bancada do PT, a maior da Câmara, decidiu na tarde desta 2ª feira (4.jan.2021) apoiar o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) na eleição para presidência da Casa. O pleito será realizado em 1º de fevereiro.

A decisão, porém, passou longe de ser unanimidade. Dos 52 deputados do partido, 27 foram favoráveis a Baleia. Outros 23 queriam lançar uma candidatura própria da sigla.

Alguns deputados petistas queriam adiar o encaminhamento e decidir sobre apoiar Baleia ou lançar uma candidatura em uma data mais próxima da eleição. Essa tese, porém, não prosperou.

Trata-se de mau resultado tanto para Baleia quanto para Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Casa e principal articulador da candidatura do emedebista. A estratégia do grupo só funcionará se tiver apoio sólido dos deputados de esquerda.

Como a votação é secreta, partidos não têm como garantir que seus deputados votem conforme sua orientação. É impossível identificar uma traição e punir o político por isso.

Baleia Rossi usou sua conta no Twitter para comemorar a decisão dos deputados petistas:

 

O PT já faz parte do bloco no qual está Baleia, mas cogitava lançar candidato próprio –não há regra que impeça haver mais de uma candidatura no mesmo bloco. A principal função desses grupos é fazer número para conseguir cargos importantes na Casa, que são divididos proporcionalmente à quantidade de deputados eleitos do bloco.

Baleia foi anunciado como candidato de Rodrigo Maia em 23 de dezembro. Até aquele momento, também era cogitado o nome de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para disputar o cargo.

O atual presidente da Câmara está à frente da Casa desde 2016. Foi proibido de se candidatar novamente pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Maia nega que tivesse a intenção de concorrer outra vez.

Setores do PT resistiram a Baleia Rossi por sua proximidade com Michel Temer (MDB). Petistas julgam que Temer deu um golpe de Estado para derrubar Dilma Rousseff (PT) e assumir a Presidência da República em 2016. O deputado, além de líder do MDB, é presidente nacional do partido.

Por outro lado, o PT era pressionado porque a outra candidatura posta é a de Arthur Lira (PP-AL). O deputado se aproximou de Jair Bolsonaro ao longo de 2020 e é o favorito do Palácio do Planalto.

Arthur Lira está em campanha há meses e é oficialmente candidato desde a 1ª quinzena de dezembro. Já fez viagens para conversar com alguns governadores e, nesta semana, fará uma blitz sobre os deputados da região Norte.

No entorno de Lira estima-se que, hoje, ele tenha de 270 a 280 votos, o que seria suficiente para se eleger no 1º turno. Os partidos de seu bloco não contam com tantos deputados assim, mas o grupo do candidato aposta que haverá traições no grupo de Rodrigo Maia.

A decisão do PT era aguardada desde dezembro pelas demais siglas de oposição. PSB, PDT e PC do B já embarcaram na candidatura de Baleia. Há focos de infidelidade partidária, porém. No PSB, por exemplo, cerca de 18 deputados demonstraram simpatia a Arthur Lira em reunião.

Depois da decisão, PT, PSB, PDT, PC do B e mais a Rede divulgaram carta na qual afirmam que Baleia Rossi assumiu compromissos como“apreciar projetos de decreto legislativo que visem a impedir que o Poder Executivo exorbite ou desvie de seu poder regulamentar para driblar, esvaziar ou burlar leis” e “instalar Comissões Parlamentares de Inquérito”.

Ainda citam a discussão de um programa de renda emergencial ou ampliação do Bolsa Família. Leia a íntegra (53 Kb) do documento divulgado pela oposição. O Psol, que também se opõe ao governo de Jair Bolsonaro, não assina a carta. A sigla ainda discute lançar candidato próprio.

Poder 360.

Dólar inicia ano em forte alta e fecha a R$ 5,26

Em meio a uma nova onda de lockdowns em países europeus e a instabilidade política nos Estados Unidos, o dólar começou 2021 com forte alta, aproximando-se dos R$ 5,30 em alguns momentos. A bolsa de valores, que operou em alta durante a manhã, não sustentou os ganhos e fechou em baixa.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (4) vendido a R$ 5,268, com alta de R$ 0,079 (+1,53%). Num dia de fortes oscilações, a cotação chegou a cair para R$ 5,12 por volta das 9h15, mas disparou durante a tarde. Na máxima do dia, por volta das 16h50, chegou a R$ 5,28.

A volatilidade também foi sentida no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 118.858 pontos, com recuo de 0,13%. Pela manhã, o indicador chegou a bater recorde e superar os 120 mil pontos, mas não conseguiu manter o ritmo, influenciado pelo cenário internacional.

O aumento global de casos de covid-19 e o ritmo lento de vacinação em alguns países alimentaram o clima de pessimismo. Hoje, o Reino Unido decretou lockdown total no país até meados de fevereiro para conter a disseminação da variante do novo coronavírus mais contagiosa que as anteriores.

O clima político nos Estados Unidos, com a realização do segundo turno para as eleições do Senado na Geórgia, também influenciou os mercados. Os três principais índices que compõem o mercado em Wall Street afastaram-se dos recordes recentes e fecharam em forte queda. O Dow Jones (das empresas industriais) caiu 1,27%, o S&P 500 (das 500 maiores empresas) perdeu 1,49%, e o Nasdaq (das empresas de tecnologia) recuou 1,48%.

*Com informações da Reuters

Agência Brasil

Brasil tem 20 mil novos casos de covid-19 em 24 horas

Uso de máscara para proteção contra o novo coronavírus.

O balanço divulgado hoje (4) pelo Ministério da Saúde (MS) mostrou o registro de 20.006 pessoas com  covid-19 em 24 horas, desde o boletim deste domingo(3). Nesse mesmo período, foram registradas 543 novas mortes. A soma de pessoas infectadas desde o início da pandemia atingiu 7.753.752 enquanto 196.561 pessoas morreram por complicações da doença.

O balanço mostra ainda que 6.813.008 pessoas se recuperaram da covid-19. Os dados divulgados pelo ministério vêm de informações levantadas pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o país.

Em geral, os registros de casos e mortes são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de Saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras, os totais tendem a ser maiores pelo acúmulo das informações de fim de semana que são enviadas ao ministério.

Covid-19 nos estados

São Paulo chegou a 1.473.670 de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Os outros estados com maior número de casos no país são Minas Gerais (552.104) e Santa Catarina (498.910). Já o Acre tem o menor número de casos (42.117), seguido de Amapá (68.775) e Roraima (68.947).

São Paulo também lidera o número de mortes, com 46.888. Rio de Janeiro (25.617) e Minas Gerais (12.063) aparecem na sequência. Os estados com menos mortes são Roraima (787), Acre (806) e Amapá (936).

Agência Brasil

Brasil tem mais 462 mortes por covid-19 em 1 dia e total supera 195 mil

Sérgio Lima/Poder360 2

O Brasil inicia 2021 com pelo menos 195.411 mortes por covid-19. É o número de vítimas confirmadas até as 18h30 desta 6ª feira (1º.jan.2021), de acordo com o Ministério da Saúde. São 462 mortes a mais que o total registrado no dia anterior.

Foram mais 24.605 casos em 24 horas, totalizando 7.700.578 infectados.

Reprodução/Ministério da Saúde – 1º.jan.2021

Os dados indicam que 6.756.284 pessoas estão recuperadas da doença, e 748.883 permanecem em acompanhamento.

O Brasil perdeu 21.805 vidas em dezembro. O número de vítimas é superior ao registrado em novembro (13.236) e outubro (15.932).

MORTES POR COVID-19 

Só os Estados Unidos têm mais vítimas que o Brasil. Eram mais de 355 mil mortos até a publicação desta reportagem.

O número de mortos no Brasil também é elevado na comparação proporcional. São 923 mortes por milhão de habitantes segundo cruzamento de dados do Ministério da Saúde com a última estimativa populacional divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

 

A taxa coloca o Brasil na 21ª posição do ranking mundial. Em 31 de outubro, ocupava o 4º lugar.

A Bélgica é o país onde a covid-19 mais mata em relação ao número de habitantes. São 1.681 mortes por milhão de habitantes. Entenda aqui os motivos dos números belgas.

MÉDIA MÓVEL DA MORTES E CASOS

Os 2 gráficos a seguir mostram o número de mortes e de novos casos diários, mas também a média móvel dos últimos 7 dias. A curva matiza eventuais variações abruptas, sobretudo porque nos fins de semana há sempre menos casos relatados.

A média de mortes diárias está acima de 600 desde 8 de dezembro de 2020.

Já a média móvel de novos casos está acima de 35.000 desde 25 de novembro de 2020.

Bolsonaro pula no mar para encontrar com banhistas, que depois xingam Doria

O presidente Jair Bolsonaro pulou no mar nesta 6ª feira (1º.jan.2020) para encontrar com banhistas na Praia Grande, reduto popular no litoral paulista. O presidente está passando os feriados de final de ano no Guarujá, município próximo. Com a praia lotada, pessoas se aglomeraram ao redor do presidente dentro da água. Os apoiadores gritaram “mito” e ofensas ao governador de São Paulo, João Doria.

A comitiva presidencial estava em um barco navegando paralelamente à costa acenando para a população. Em certo momento, o presidente entra na água acompanhado de seus seguranças e nada até onde estava a maior quantidade de pessoas. Ao fim do encontro, Bolsonaro nadou de volta para a embarcação.

Quando Bolsonaro deixou o local, era possível ouvir alguns banhistas gritando: “Ei, Doria, vai tomar no cu”. O presidente publicou o vídeo em seus perfis nas redes sociais, mas o trecho da ofensa foi cortado.

Assista ao vídeo que Bolsonaro postou (2min38s), sem as ofensas a Doria:

 

 

Agora, assista ao vídeo completo, incluindo as ofensas a Doria na parte final (2min10s):

 

O governador de São Paulo usou sua conta no Twitter para responder à publicação. Disse que o presidente gosta mesmo “cheiro da morte, do cheiro da pólvora e do cheiro do dinheiro das rachadinhas”. Além disso, responsabilizou a gestão do presidente pelas mais de 190 mil mortes por covid-19 no Brasil e cobrou: “Trabalhe mais e fale menos”.

Depois, o secretário especial de Comunicação do Ministério das Comunicações, Fábio Wajngarten, também foi ao Twitter para provocar Doria. Ele criticou o enrijecimento das medidas restritivas contra a covid-19 decretadas pelo governador e sua viagem à Miami de férias, que depois foi cancelada pelo tucano.

Na véspera de Natal, Doria teve que se desculpar pela viagem. Doria cancelou a licença de 10 dias após o vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), ter sido diagnosticado com covid-19 em 23 de dezembro. Ele ocuparia o cargo como interino.

Um dia antes, o governo paulista anunciou o retorno à fase vermelha de restrições de atividades, de 25 a 27 de dezembro e de 1º a 3 de janeiro de 2021. Apenas serviços essenciais como transporte, saúde, padarias, mercados e farmácias poderão funcionar nessas datas.

O Executivo paulista também comunicou que nenhuma região deverá retornar à fase verde –a penúltima na escala de abrandamento– durante o mês de janeiro.

Congresso derruba menos vetos de Bolsonaro em 2020, mas posterga 27

Fachada do Congresso Nacional. Brasilia, 26-10-2018Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O Congresso derrubou 14,3% dos vetos de Jair Bolsonaro que analisou em 2020. No ano anterior foram 24,4%. Os vetos mantidos passaram de 62,22% para 71,43%.

O presidente da República pode vetar trechos ou a íntegra de projetos aprovados pelo Legislativo. O Congresso, porém, pode não aceitar. Para rejeitar um veto e restituir a redação do projeto aprovado é necessário ter maioria absoluta dos votos tanto na Câmara quanto no Senado.

Trata-se de um processo que causa atritos entre o Legislativo e o Executivo. Quanto pior a relação entre Planalto e Congresso, maior costuma ser a propensão dos congressistas a derrubar vetos.

Em 2020 o Planalto se aproximou do Centrão e se aliou a políticos experientes como Arthur Lira (PP-AL) e Ricardo Barros (PP-PR). Também ofereceu cargos e influência sobre recursos federais a congressistas.

Bolsonaro abraça Arthur Lira na posse do ministro das Comunicações, Fábio FariaSérgio Lima/Poder360 – 17.jun.2020

A seguir, os resultados das votações dos vetos de Jair Bolsonaro em 2019 e 2020. Não foram computados os vetos de Michel Temer analisados em 2019 e nem os de Bolsonaro que ainda não foram deliberados.

Foram 27 os vetos de 2020 que terminaram o ano sem análise. Ainda, há o veto ao Pacote Anticrime. Ele é de 2019 e ainda não foi analisado. Fez aniversário em 24 de dezembro. Há vetos, entretanto, que foram publicados depois do início do recesso congressual.

É o caso do veto à  LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Bolsonaro vetou o impedimento de contingenciamento –bloqueio temporário de recursos– de uma série de ações, como combate à pandemia de covid-19, à violência contra mulher e à pobreza, e do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

 

 

Desde 2014, os 2 anos em que o Congresso deixou mais vetos sem análise foram sob o governo de Jair Bolsonaro. Em 2020, durante a pandemia, o percentual de vetos que ficou para o ano seguinte chegou a 41%.

Os 2 anos do atual presidente à frente do Planalto são também os com maiores números absolutos de vetos cujas análises ficaram para o os anos posteriores. Foram 17 em 2019 e 23 em 2020.

O levantamento do Poder360 começa a contagem em 2014 porque foi o 1º ano completo depois de uma mudança na tramitação dos vetos. Foi quando essas matérias começaram a “trancar a pauta” do Congresso depois de 30 dias de sua chegada –ou seja, impedir que outras propostas fossem analisadas.

Uma explicação possível para a disparada no percentual de vetos sem análise em 2020 é a pandemia. Houve uma mudança na tramitação para reduzir os riscos de contágio pelo coronavírus nas votações. Senadores e deputados passaram a fazer as análises remotamente.

Ainda, houve falta de acordo em diversos momentos do ano. Sessões que estavam convocadas foram adiadas. O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), procurava minimizar os atritos com o governo. Assim, as matérias se acumularam. Eis alguns exemplos:

Poder 360

Bolsonaro recebeu 23 executivos de mídia e 7 jornalistas em 2 anos de governo

Desde que assumiu a Presidência da República, em janeiro de 2019, o presidente Jair Bolsonaro recebeu 23 executivos ou donos de empresas de comunicação em 32 encontros e reuniões no Planalto e no Alvorada. A Record foi a mais representada: 12 vezes, em 6 ocasiões.

Em 2020 houve uma redução drástica das reuniões com os executivos de mídia. Dos 32 encontros, somente 2 foram no ano passado. Os dados são de levantamento produzido pelo Poder360 com base na agenda do presidente –que às vezes não inclui todas as suas reuniões.

Um dos encontros realizados em 2020 foi em 2 de junho, quando Bolsonaro se com Johnny Saad, presidente do Grupo Bandeirantes. A reunião foi realizada dias depois da divulgação da reunião ministerial na qual a Band foi citada. O encontro não foi registrado na agenda. É possível que outras reuniões tenham ocorrido e que tenham ficado em sigilo.

Já o outro 2º encontro do presidente com 1 executivo de mídia foi com Marcelo de Carvalho, vice-presidente da RedeTV, em 5 de agosto, no Planalto.

O dono do site Terça Livre, Allan dos Santos, foi o executivo de mídia mais recebido por Bolsonaro, em 4 ocasiões. Em 1 dos encontros com Bolsonaro, Allan dos Santos esteve com sua família:

Foto publicada por Allan dos Santos no Instagram em 21 de agosto de 2019 com a legenda: “Visitando o amigo @jairmessiasbolsonaro com a família toda”Reprodução/Instagram – 21.ago.2019|

O site Terça Livre é conhecido por fazer publicações favoráveis ao governo. Em 1º fevereiro de 2020, a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) da Presidência da República negou que o jornalista receba dinheiro para defender Bolsonaro em suas plataformas digitais. Em 27 de maio, Allan foi 1 dos alvos de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal no inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre fake news e ataques contra os ministros do Supremo.

Além de Saad e Allan dos Santos, os executivos que estiveram com Bolsonaro duas vezes ou mais foram:

  • José Roberto Maciel. presidente do SBT: 3
  • Luiz Cláudio Costa, presidente da Rede Record: 3 vezes.
  • Marcelo de Carvalho, vice-presidente da RedeTV: 3 vezes;
  • Marcos Vinícius, CEO da Rede Record: 3 vezes;
  • Silvio Santos, dono do SBT: 3;
  • Amilcare Dallevo Jr., presidente da RedeTV: 2;
  • Douglas Tavolaro, CEO da CNN Brasil: 2;
  • Edir Macedo, dono da Record: 2;
  • Marcio Novaes, presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão: 2.

Leia aqui quem se reuniu com Bolsonaro e quando.

ENCONTROS INFORMAIS COM A MÍDIA

Bolsonaro também teve encontros informais com representantes de mídia. Eis abaixo:

  • 4.jul.2019 – recebeu 12 integrantes do grupo “YouTubers de Direita” –assim também foram chamados em agenda oficial. O encontro foi realizado por intermédio da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS).

Youtubers foram recebidos pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio do PlanaltoMarcos Corrêa/Planalto – 4.jul.2019

  • 10.out.2019 – visitou a sede do jornal Estado de S. Paulo, na capital paulista. No encontro, Bolsonaro falou em “casamento com o jornal” e recebeu de presente, emolduradas, as palavras cruzadas feitas por ele e publicadas no jornal de 1971 a 1976.

Bolsonaro e Francisco Mesquita Neto, diretor-presidente do Grupo EstadoMarcos Corrêa/PR – 10.out.2020

  • 3.fev.2020 – recebeu 1 microfone em sua homenagem da Band. O presidente Jair Bolsonaro diz ser ouvinte da Rádio Bandeirantes desde a década de 1960.

O presidente Jair Bolsonaro recebe o microfone das mãos do presidente da TV Band, Johnny SaadPlanalto – 3.fev.2020

  • 22.jun.2020 – participou do lançamento do canal AgroMais, da TV Band.

Bolsonaro no lançamento do canal Agro Mais, da TV Band. Na foto, Johnny Saad discursaMarcos Corrêa/Planalto – 22.jun.2020

  • 25.nov.2020 – visitou a redação da CNN Brasil, localizada na Avenida Paulista, em São Paulo. Foi recepcionado por executivos de jornalismo da emissora, que lhe mostraram as instalações que mantêm a canal por assinatura no ar desde março de 2020.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e Douglas Tavolaro, CEO e sócio-fundador da emissora (à esq.)Alan Santos/PR – 25.nov.2020

Segundo a CNN, a conversa foi pautada por temas políticos, econômicos e sociais, além de abordar os planos do Executivo para 2020 e 2021. Dentre os membros da emissora presentes no encontro, estavam o CEO e sócio-fundador, Douglas Tavolaro, e o diretor de Jornalismo, Américo Martins.

O fundador do SBT está isolado em sua residência como precaução em relação à pandemia da covid-19. Silvio está no grupo de maior risco da doença por conta de sua idade avançada. Mesmo assim, tanto ele quanto Bolsonaro não utilizavam máscaras. O mandatário já contraiu o coronavírus, mas já há caso comprovado de reinfecção no país.

 

 

REUNIÕES COM JORNALISTAS

Desde janeiro de 2019, Bolsonaro também recebeu 7 jornalistas individualmente no Planalto, em 14 ocasiões, não necessariamente para dar entrevista. Alexandre Garcia (ex-Globo e hoje youtuber solo) foi quem mais reuniu-se com o presidente: 6 vezes. Em seguida estão Heraldo Pereira (2) e Ratinho (2).

Em 2020, Bolsonaro se afastou e houve uma redução nos encontros com a mídia. Só recebeu Garcia –que participou da reunião de escolha de Regina Duarte para a Cultura– e Orlando Brito (Os Divergentes), fotógrafo agredido em ato pró-governo.

CÁFÉS COM JORNALISTAS

Em 2019, Bolsonaro ofereceu 7 cafés da manhã para integrantes da mídia no Palácio do Planalto. Recebeu 114 repórteres, colunistas, editores e apresentadores. É 1 recorde em relação a todos os presidentes da República anteriores.

Nos encontros, os jornalistas não puderam gravar o áudio nem fazer imagens, mas foram liberados a fazer anotações sobre o que foi dito. O Planalto grava tudo, em áudio e vídeo. As imagens são divulgadas depois.

Eis a data de cada 1 dos eventos:

Com o aumento no conflito com a mídia, o presidente não promoveu encontros em grupo com os jornalistas em 2020.

Poder360 preparou 1 infográfico com os principais dados sobre os cafés já realizados. Diferentemente do que acontece com as entrevistas exclusivas, o Grupo Globo até então foi o que mais teve profissionais convidados pelo presidente. Foram 20 profissionais de diferentes veículos do grupo:

Além do café da manhã com jornalistas, em 22 de agosto de 2019, o presidente reuniu-se com 50 pessoas ligadas a associações e a veículos de mídia da região Sul no Palácio do Planalto. O encontro foi organizado pela Acaert (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão).

O presidente Jair Bolsonaro em café da manhã com 50 pessoas ligadas a associações e a veículos de mídia da região SulMarcos Corrêa/Planalto – 22.ago.2019

Em 2020, o presidente também realizou uma audiência em 7 de outubro com representantes de mídia do Grupo RIC, da Rede Pampa de Comunicação, do Grupo Massa, do Grupo ND de Comunicação e sindicatos e associações do Rio Grande do Sul. O ministro das Comunicação, Fábio Farias, estava presente.

Audiência do presidente Jair Bolsonaro e o ministro Fábio Faria com executivos de mídia do Rio Grande do Sul (Marcos Corrêa/PR

Audiência do presidente Jair Bolsonaro e o ministro Fábio Faria com executivos de mídia do Rio Grande do Sul (Marcos Corrêa/PR

Eis quem participou:

  • Marcello Corrêa Petrelli, presidente Executivo do Grupo RIC Santa Catarina;
  • Alexandre Gadret, presidente da Rede Pampa de Comunicação;
  • Ana Paula Schmidt Melo, presidente do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de Santa Catarina;
  • Antônio Cioni, diretor de Comunicação do Grupo Massa;
  • Christina Gadret, diretora-geral da Rede Pampa e Presidente do Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Rio Grande do Sul;
  • Eduardo Petrelli, diretor-operacional do Grupo RIC de Comunicação – PR;
  • Gabriel Massa presidente do Grupo Massa;
  • Leonardo Petrelli Neto, presidente Executivo do Grupo RIC de Comunicação – PR;
  • Mario José Gonzaga, diretor de Marketing do Grupo ND de Comunicação – SC;
  • Marise Westphal Hartke, ex-presidente do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de Santa Catarina e ex-presidente da Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão;
  • Ranieri Bertoli, ex-presidente da Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão;
  • Silvano Silva, presidente da Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão.

Poder 360

Bolsonaro deu 135 entrevistas exclusivas desde a posse; Jovem Pan é a mais atendida

O presidente Jair Bolsonaro concedeu 135 entrevistas exclusivas desde que assumiu o Planalto, em 1º de janeiro de 2019. Apesar de ser crítico à imprensa, falou a 54 veículos de comunicação e 7 canais no YouTube. No total, 91 pessoas tiveram a oportunidade de entrevistá-lo com exclusividade.

A TV é o canal de comunicação predileto do presidente. Foram 72 entrevistas a programas e telejornais do Brasil e de outros países. Em seguida, o presidente falou mais a emissoras de rádios: 34 vezes até 21 de dezembro de 2020.

Os dados são de levantamento produzido pelo Poder360 com base na agenda do presidente e divulgações das entrevistas na mídia.

Em 2020, a Jovem Pan tornou-se o veículo a favorito de Bolsonaro. A emissora de rádio, que só havia entrevistado o presidente duas vezes em 2019, chegou à marca de 28 exclusivas com Bolsonaro.

Os apresentadores e comentaristas do programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, entrevistaram o presidente 25 vezes em 2020. Dessas, 23 foram durante a tradicional live do presidente realizada nas quintas-feiras, as quais o veículo passou a transmitir ao vivo no YouTube. As outras duas entrevistas foram por telefone. O chefe do Executivo também falou uma ao programa “Pânico” da emissora.

“Vão lá escutar o finalzinho agora do ‘Os Pingos nos Is’. O Augusto Nunes e sua equipe, eles fazem sempre uns comentários que são muito bem-vindos e esclarecedores. Quando a gente tem alguma falha aqui [sobre o que foi dito na live], eles corrigem lá. A intenção [do programa ‘Os Pingos nos Is’] é sempre corrigir, fazer críticas construtivas e também elogiar, que eles têm elogiado bastante a nossa live”, disse o presidente no fim da transmissão em 10 de dezembro.

Augusto Nunes, jornalista da Jovem Pan que só havia entrevistado o presidente duas vezes em 2019, fechou 2020 com 27 exclusivas com Bolsonaro. Seus colegas no “Os Pingos nos Is” vêm em seguida no ranking: José Maria Trindade (25); Vitor Brown (23); Guilherme Fiuza (21). Depois, José Luiz Datena (11), da Band; Leandro Magalhães (10), da CNN; e Tiago Nolasco (7), da TV Record, foram os que mais entrevistaram.

Saiba quem mais entrevistou Bolsonaro nestes 2 anos de governo por meio de comunicação:

Em 2020, Bolsonaro concedeu 12,5% entrevistas a menos que no mesmo período de 2019. Foram 63 entrevistas exclusivas em 2020 –9 a menos que em 2019

Depois da Jovem Pan, o 2º veículo que teve mais acesso ao presidente em 2020 foi a CNN. O jornalista Leandro Magalhães conseguiu 10 exclusivas com Bolsonaro. Nem todas as entrevistas foram em vídeo ou por telefone e exibidas na TV. Foram informações que o jornalista noticiou com exclusividade após falar por algum meio com o presidente.

 

 

Record e o SBT, emissoras que mais tiveram acesso a Bolsonaro em 2019, reduziram significativamente o número de acesso ao chefe do Executivo. A emissora do bispo Edir Macedo o entrevistou 3 vezes, enquanto a empresa de Silva Santos, apenas duas.

A TV é a plataforma para qual o presidente mais falou: 72 vezes, sendo 27 em 2020. Porém, devido à Jovem Pan, as entrevistas a rádios dispararam em 2020. Passaram de 5 em 2019 para 29 no ano passado.

A última entrevista concedida pelo presidente não foi a um jornalista. Foi ao seu próprio filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O político tem um canal no YouTube e entrevista autoridades do governo.

Na conversa, realizada no Palácio da Alvorada, Eduardo não chama Bolsonaro de pai, somente de “presidente“.

Assista (46min46seg):

 

 

Além das entrevistas exclusivas a veículos, em 7 de julho, quando anunciou que foi diagnosticado com covid-19, o presidente só permitiu a entrada da TV Brasil, da CNN e da Record no Palácio da Alvorada.

A primeira dama Alda Lêda vai comandar a assistência social

 

O prefeito lutou, lutou, mas agora é definitivo o martelo foi batido.

A primeira dama, Alda Lêda Taveira, vai comandar a assistência social do município de Parnamirim.

A mulher de Taveira sempre teve esse olhar para o social, mas no último mandato do marido, assistiu várias indicações políticas que foram realizadas sem ter nenhuma interferência direta na pasta.

Agora, está tudo definido, Lêda vai para linha de frente do social.

Taveira quer nesse mandato, colocar mais peso na área social e resolveu apostar em Lêda que tem vocação para o setor e também para fazer uma reaproximação política com a periferia da cidade, pois na última eleição, o resultado não foi dos melhores.

Lêda chega oficialmente à prefeitura com o status de super secretária e contará com uma equipe técnica preparada, tendo à frente a compete Kátia Soares, uma adjunta que foi considerada os olhos do casal Taveira nas gestões de Elienai Cartaxo e Jacó Jácome.

Kátia sempre foi um braço forte do executivo, é uma profissional que colocava a mão na massa para fazer o serviço acontecer.

Alda Lêda assume a secretaria de ação social com todas as cartas, para fomentar o seu projeto político de garantir uma cadeira de deputado estadual para cidade de Parnamirim.

Esse assunto Taveira não quer nem ouvir falar, mas as pessoas próximas a Alda Lêda, já ouviram esse discurso, pois é desejo da primeira dama.

Por enquanto, vamos focar no hoje, pois o anseio de Alda pelo legislativo estadual é assunto para outro momento.

Wolney França vence e toma posse como presidente da câmara

Há chegada de 2021, traz também a posse dos eleitos em 2020, no legislativo e no executivo.

O prefeito Taveira, aos 63 anos, um ano mais velho quê há cidade, irá governar Parnamirim pela segunda vez.

Na câmara, o jovem advogado, Wolney França, irá presidir e tendo que administrar um colegiado formado por 18, dos quais, obteve 17 votos dos seus pares, Fativan Alves se absteve de votar.

O legislativo sofreu a maior renovação de sua história.

O clima é de uma aparente tranquilidade, principalmente no executivo, em que o prefeito Taveira tem na figura de Wolney um aliado fortíssimo.

O novo presidente do legislativo não esconde sua ligação política, mas tem deixado claro que não abrirá mão da independência e manterá a harmonia entre os poderes.

O prefeito confidenciou, para alguns aliados, que quando Wolney sentar na cadeira de presidente será obrigado a manter a transparência total no legislativo e será necessário também promover algumas mudanças regimentais, especialmente no âmbito da lei orgânica do município para poder governar em sintonia com os órgãos de controle.

Taveira já falou com o futuro presidente e garantiu o apoio necessário para ajudar no que for preciso, sobretudo para Wolney não ter problemas na sua passagem na gestão do legislativo.

Com esse cuidado, só teremos boas notícias, em 2021, 2022 e 2024, tudo seja repleto de esperança, forças e conquistas na cidade trampolim da vitória.