Médicos ferem código de ética ao divulgarem tratamento sem comprovação

É preciso falar sobre isso: médico e pesquisador na área médica são coisas bem diferentes apesar de terem uma formação na área de saúde.

O médico não é, por formação, cientista. A pandemia amplificou alguns problemas associados a essa questão estrutural que antes não afetava de forma significativa a fisiologia da medicina.

O fato de ter muito médico interpretando estudos científicos tem se mostrado problemático e danoso ao combate específico da COVID-19.

Sobre essa questão tão iminente há um artigo no código de ética médica que protege a sociedade dessas interpretações: Art. 113. Diz que “Divulgar, fora do meio científico, processo de tratamento ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido cientificamente por órgão competente É VEDADO ao médico.”

Fonte: blog antenado.

Leitorado e acolitado

Padre João Medeiros Filho
O Papa Francisco, pelo Motu Proprio “Spiritus Domini” (documento normativo, expressando a vontade do Sumo Pontífice) decidiu conferir às mulheres o leitorado e o acolitado.

O assunto vem causando perplexidade em alguns católicos.

Haverá ordenação de mulheres, poderão elas celebrar e confessar? Os ministérios de leitor e acólito são conhecidos na tradição católica, desde o século IV.

O Concílio de Sárdica dispunha sobre sua obrigatoriedade para aqueles que desejavam tornar-se diáconos.

Antes da decisão de Francisco, eram conferidos apenas a homens que se preparavam para o diaconato e o presbiterato.

Para que fosse possível a investidura de pessoas do sexo feminino nos ministérios citados, o Santo Padre alterou o cânon 230, § 1º do Código de Direito Canônico, suprimindo a palavra “varões”.

Cabe esclarecer que esta decisão da Santa Sé não trata de ordenação sacerdotal.

Há uma diferença teológico-canônica e bíblico-pastoral entre ordenação e ministério.

No Sínodo da Amazônia, alguns bispos defenderam a tese da ordenação presbiteral de mulheres, que foi rejeitada pelo Santo Padre.

O sacerdócio ministerial católico é composto de três graus: diaconato, presbiterato e episcopado.

A partir de 11 de janeiro de 2021, as mulheres poderão ser investidas nas funções de leitor e acólito, destinadas a ajudar nos atos litúrgicos. O Concílio Vaticano II restaurou e Paulo VI regulamentou, em 1967, o diaconato permanente, o qual admite a ordenação de homens casados.

Agora, os ministérios de leitor e acólito deixam de ser transitórios e neles poderão ser investidas mulheres.

Oficialmente, elas servirão no altar, realizarão leituras nos atos litúrgicos e celebrações da Palavra, distribuirão a Sagrada Comunhão e exercerão outras atividades pastorais.

As conferências episcopais irão normatizar a implantação dessas funções a serem desempenhadas em caráter permanente e não de forma improvisada ou aleatória. Para tanto, haverá uma formação específica nas dioceses, à semelhança do que acontece com os futuros diáconos.

Deve-se ressaltar o pioneirismo de Dom Eugênio Sales na promoção da mulher na Igreja de Cristo. Importa lembrar a experiência em Nísia Floresta e São Gonçalo do Amarante.

Ali, “as religiosas vigárias” administravam as paróquias e concediam a graça divina pelos sacramentos. O Cardeal Sales, quando administrador apostólico de Natal, foi o primeiro bispo latino-americano a conseguir a autorização da Santa Sé para que freiras distribuíssem a Comunhão, presidissem casamentos e realizassem outras tarefas pastorais, na falta de padres. Dom Eliseu Maria Coroli, prelado de Guamá (PA) e Dom José de Medeiros Delgado, arcebispo de Fortaleza, obtiveram posteriormente idêntico beneplácito de Roma.

Dom Delgado preparou as Irmãs Josefinas para cuidar das comunidades paroquiais sem sacerdotes, estendendo a experiência à diocese de Caicó, seu primeiro bispado.

O catolicismo, no decorrer dos anos, tem se mostrado androcêntrico. Mas, as mulheres pouco a pouco ocupam o seu devido lugar na Igreja.

Assim aconteceu nas comunidades cristãs dos primeiros séculos.

Os Atos dos Apóstolos enaltecem a presença feminina e destacam a sua participação na vida eclesial.

A mãe do evangelista Marcos e também Lídia fizeram de suas casas uma Igreja (At 12, 12; 16, 40).

Ao longo da história, as mulheres aparecem animando a liturgia, assistindo as comunidades e meditando a Palavra. Hoje, ministras da Eucaristia distribuem a comunhão nas igrejas e aos enfermos, em residências e hospitais.

São fiéis servidoras do Evangelho. Entretanto, hierarquicamente não eram devidamente valorizadas.

Na perspectiva de uma Igreja sinodal, o Papa Francisco reconheceu institucionalmente a importância das mulheres na vida eclesial, inclusive no altar. A sua inclusão nos ministérios devolve uma perspectiva teológica importante: o papel dos batizados a serviço da proclamação da Palavra de Deus nas ações litúrgicas, as quais ajudam a fortalecer a fé da comunidade. É a ressignificação de ministério na vida eclesial.
“Spiritus Domini” é o sinal de que o Espírito do Senhor continua a falar à Igreja e ecoa pela voz de homens e mulheres que proclamam nas igrejas a Palavra e servem piedosamente ao altar do Senhor.

Convém citar a exortação do apóstolo Paulo: “Recomendo-vos Febe, nossa irmã, diaconisa [que dirige] da Igreja de Cencreia, para que a recebais no Senhor de modo digno, como convém a santos, e a assistais em tudo o que ela de vós precisar, porque ela ajudou a muitos, inclusive a mim.” (Rm 16, 1).

90% acham que o preço das compras de mercado e contas aumentaram

 Sérgio Lima/Poder360 12-09-2020

Com inflação de 4,52% em 2020, acima do centro da meta do governo, a percepção para 90% da população brasileira é de que os preços das compras no mercado e das contas aumentaram nas últimas semanas. O resultado foi apresentado em pesquisa PoderData realizada de 18 a 20 de janeiro de 2021 em 544 cidades e com 2.500 entrevistas.

Só 8% dos entrevistados acham que os gastos se mantiveram no mesmo nível, enquanto 1% diz que os preços diminuíram. Em setembro, última vez que o PoderData, abordou o assunto, 95% achavam que tudo estava mais caro.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) , divulgado pelo IBGE, fechou 2020 aos 4,52%. O percentual ficou acima do centro da meta, que era de 4%. Mas está dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais e para menos (de 2,5% para 5,5%).

Os preços dos alimentos subiram 14,09% em 2020 e tiveram a maior contribuição com a alta da inflação no ano. Ao todo, tiveram impacto de 2,73 pontos percentuais. Os grupos de artigos de residência (6%) e habitação (5,25%) também contribuíram com a alta no índice.

Parte da justificativa para o aumento dos preços dos alimentos é o pagamento do auxílio emergencial. As medidas de isolamento social também contribuíram para a queda no consumo de serviços, sobrando mais recursos para a alimentação em casa.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

 

Os dados foram coletados de 18 a 20 de janeiro de 2021, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 544 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

DESTAQUES DEMOGRÁFICOS

Leia abaixo os recortes por sexo, idade, região, escolaridade e renda. Lado, os percentuais, proporcionais, sobre a percepção dos brasileiros em relação aos preços de compras e contas.

É quase geral a percepção de que tudo está mais caro.

CONTAS MAIS CARAS X AVALIAÇÃO DE BOLSONARO

Quase a totalidade (96%) dos entrevistados que consideram Bolsonaro “ruim” ou “péssimo” acha que o preço das compras e contas aumentaram. A percepção cai para 82% entre os bolsonaristas.

Poder 360.

Wolney França, Presidente da Câmara de Parnamirim defende união da Fecam/RN e articula projeto para Região Metropolitana

O advogado Wolney França (PSC) que ano passado foi o vereador mais votado de Parnamirim defende a união dos legislativos para composição da nova diretoria da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam/RN), no biênio 2021-2022.

A eleição acontecerá no próximo dia 05 de fevereiro, em Natal. Wolney está se somando a chapa encabeçada por Paulinho Freire (PDT), que preside a Câmara Municipal do Natal.

Presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, Wolney França defende políticas voltadas à Região Metropolitana, que integra hoje 15 municípios do Estado.

Além de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Extremoz, também estão incluídos Arêz, Ceará-Mirim, Goianinha, Ielmo Marinho, Maxaranguape, Monte Alegre, Nísia Floresta, São José de Mipibu, Vera Cruz e Bom Jesus.

“A Região Metropolitana de Natal é hoje a quarta maior aglomeração urbana do Nordeste, atrás apenas das regiões metropolitanas de Recife (PE), Salvador (BA) e Fortaleza (CE) formando a décima nona maior região metropolitana do Brasil.

Então precisamos de políticas públicas e os legislativos fortalecidos onde vivem 40% da população potiguar. Chegou a hora de fortalecer setores como transporte público, saúde, segurança e limpeza pública”, explica Wolney França.

Na área de saúde, Wolney defende criar mecanismos legais para a Região Metropolitana como licitar insumos de forma conjunta, agilizando processos e gerando economia de escala.

No transporte público, o dirigente de Parnamirim acha que a Fecam/RN precisa estudar e analisar todo o sistema e buscar a integração entre as linhas e melhoria dos serviços.

Outro ponto importante é a
Segurança. “Criar condições legislativas e também de aquisição de equipamentos e viaturas, a fim de garantir ampliação das guardas municipais e demais forças de segurança que atuam na Grande Natal”, disse.

“Já conversei com o presidente Paulinho Freire sobre estimular a troca de experiência entre os diversos legislativos municipais, por meio de um calendário de seminários, em busca sempre de mais eficiência administrativa e economicidade nas Casas Legislativas. Paulinho quer interiorizar a Fecam/RN e ajudar aos municípios com menos de 10 mil habitantes que tem muitas carências em assistências e programas que dependem da Fecam/RN.

Estamos juntos nessa união por uma Fecam/RN mais moderna”, finaliza Wolney França, presidente da Câmara de Parnamirim.

A eleição da Fecam/RN será realizada na sede da Federação das Câmaras Municipais do RN – Rua da Saudade, 1877, bairro Lagoa Nova na capital potiguar, no dia 05 de fevereiro pela manhã.

Apenas os presidentes dos Poderes Legislativos filiados a entidade têm direito a voto.

saída da Ford será ruim para o Brasil, avaliam 61% dos brasileiros

Complexo Industrial Ford Nordeste em CamaÁari.
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

Para a maioria dos brasileiros (61%) o encerramento da produção de veículos da Ford no Brasil é “ruim” para o país, mostra pesquisa PoderData. Outros 26% acham que é algo “indiferente”, sem impacto. Só 6% defendem que a decisão da multinacional norte-americana é “boa”.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 18 a 20 de janeiro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 544 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

A Ford foi uma das pioneiras na produção de automóveis no Brasil. Em 1919, passou a fabricar no país o Modelo T. Mantinha fábricas em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e em Horizonte (CE). A companhia anunciou o encerramento das atividades em 11 de janeiro. Em justificativa, disse que a pandemia de covid-19 ampliou “a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”.

De acordo com a companhia, o fim da produção no país será gradual, ao longo de 2021, e deve comprometer cerca de 5.000 empregos.

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), ainda tentou negociar a saída da empresa do país. Já o governador da Bahia, Rui Costa (PT), governador da Bahia, não pretende convencer a montadora a permanecer no Estado e iniciou contatos com as embaixadas da China, do Japão, da Índia e da Coreia do Sul para substituir a multinacional americana. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), lamentou a decisão.

O Ministério da Economia considera que a decisão da Ford “destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria no país”. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o caso mostra a “falta de credibilidade do governo brasileiro”. 

Apesar de pôr fim à produção no país, a sede administrativa da Ford para a América do Sul e o campo de provas permanecerão em São Paulo. Também será mantido o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia.

De acordo com a fabricante de veículos, a empresa continua comprometida com os consumidores no Brasil com a nova picape Ranger, a Transit e outros modelos, trazidos da Argentina e de outros países. Há planos também de lançar automóveis elétricos, também importados.

A Ford afirmou que vai manter as vendas, a assistência total ao consumidor, os serviços, a comercialização de peças de reposição e a garantia para seus clientes no Brasil e na América do Sul.

Quem mais acha que a saída é ruim:

  • homens (69%);
  • pessoas de 16 a 24 anos (65%);
  • moradores da região Sul (73%);
  • os que têm ensino superior (76%);
  • os que recebem mais de 10 salários mínimos (88%).

Quem mais acha que é indiferente:

  • mulheres (29%);
  • pessoas de 45 a 59 anos;
  • moradores da região Norte (41%);
  • os que têm só o ensino médio (30%);
  • os sem renda fixa (30%).

Quem mais acha que a decisão é boa:

  • pessoas de 16 a 24 anos (9%);
  • moradores da região Sudeste (9%);
  • os que têm apenas o ensino fundamental (8%);
  • os que recebem de 5 a 10 salários mínimos (13%).

SAÍDA DA FORD X BOLSONARO

Após a multinacional anunciar o fim da produção no Brasil, Bolsonaro disse que a fabricante pretendia “renovar subsídios para fazer carros para vender”, o que, segundo ele, seria inviável no país.

Mas o que a Ford quer? Faltou a Ford dizer a verdade, né? Querem subsídios. Querem que a gente continue dando R$ 20 bilhões para eles como fizeram nos últimos anos? Dinheiro de vocês, impostos de vocês para fabricar carro aqui? Não. Perdeu a concorrência, lamento”, disse Bolsonaro.

O presidente lamentou os 5.000 empregos que serão perdidos por causa da decisão da Ford. “Lamento os 5.000 empregos perdidos. Agora a imprensa não fala que, em novembro, criamos 414 mil empregos, então perdemos 5.000 agora, repito, lamento”, disse.

Pesquisa PoderData mostra que entre os que rejeitam o trabalho do presidente Jair Bolsonaro (o avaliam como “ruim” ou “péssimo”), a percepção de que o encerramento da produção da Ford no Brasil é “ruim” é maior. A taxa é de 79%. Nesse mesmo grupo, só 2% acham que a decisão é “boa” para o país.

São 10% os que aprovam o chefe do Executivo (acham seu trabalho “ótimo” ou “bom”) e acham que a saída da companhia do Brasil foi “boa”. Outros 46% acharam que foi “ruim”. Para 39%, é “indiferente”.

Poder 360.

Lewandowski abre inquérito no STF para investigar atuação de Pazuello no AM

Foto: Sérgio Lima/PODER 360

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu inquérito nesta 2ª feira (25.jan.2021) para apurar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante a gestão do colapso na rede de saúde do Amazonas. Leia a íntegra (207 KB).

pedido de investigação foi feito no sábado (23.jan) pelo Procurador Geral da República, Augusto Aras. para apurar se o ministro da Saúde pode ser responsabilizado criminalmente pelo colapso no sistema de saúde de Manaus.

“Atendidos os pressupostos constitucionais, legais e regimentais, determino o encaminhamento destes autos à Polícia Federal para a instauração de inquérito”, escreveu Lewandowski.

Foi determinado o prazo de 60 dias para a conclusão da investigação. O ministro do STF também autorizou que a Polícia Federal tome o depoimento de Pazuello 5 dias após sua intimação. Ele poderá combinar local, dia e hora do interrogatório.

 

Poder360 procurou o Ministério da Saúde e questionou seu posicionamento, mas ainda não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O pedido de inquérito de Aras foi feito depois de representações formuladas por partidos políticos, que relataram omissão do ministro e de seus auxiliares.

A solicitação ao STF cita o documento relatório parcial de ações –6 a 16 de janeiro de 2021, datado do dia 17 deste mês, no qual o ministro informa que sua pasta teve conhecimento da iminente falta de oxigênio no dia 8, por meio da empresa White Martins, fornecedora do produto. O Ministério da Saúde iniciou a entrega de oxigênio apenas em 12 de janeiro, segundo as informações prestadas.

“Sustenta existirem indícios de que a pasta comandada pelo representado teria sido alertada com antecedência por uma fornecedora de oxigênio hospitalar de que faltariam, no mês de janeiro de 2021, cilindros com o gás comprimido nos nosocômios da capital do Estado do Amazonas”, argumentou Augusto Aras.

Segundo a petição, em relação às prioridades do ministério em meio à crise, a pasta informou ter distribuído 120 mil unidades de hidroxicloroquina como medicamento para tratamento da covid-19 no dia 14 de janeiro, às vésperas do colapso por falta de oxigênio. O remédio, indicado para doenças como a malária, é ineficaz contra a covid-19, segundo diversos estudos clínicos. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por exemplo, afirma que não há nenhum tratamento disponível para combater a doença, com eficácia comprovada.

Poder 360.

Governo do Amazonas demite funcionários por fraude em vacinas

Indios aldeados sen vacinado na aldeia e Umariçu1, em Tabatinga (MA). Sérgio Lima/Poder360 19.01.2021

O governo do Amazonas, comandado por Wilson Lima (PSC), exonerou 2 funcionários nesta 2ª feira (25.jan.2021) por esquema de fraudes na vacinação contra a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Um dos demitidos é funcionário da Casa Civil do Estado e recebeu a 1ª dose da CoronaVac. O nome dele foi incluído indevidamente na lista pela diretora do Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste.

“Não compactuarei com esse tipo de procedimento”escreveu o governador, sobre a exoneração dos servidores

A decisão foi tomada por Wilson Lima depois de o Ministério Público Federal anunciar investigação para apurar possíveis fraudes na destinação de vacinas.

O órgão pediu na 5ª feira (21.jan) ao município de Manaus informações de forma imediata e urgente sobre os profissionais de saúde já vacinados no município e a escala de trabalho dos mesmos.

 

A instituição também notificou duas médicas acusadas de terem furado a fila para receber o imunizante  para que sejam ouvidas como investigadas. Os depoimentos serão por videoconferência.

Para receber mais acusações sobre irregularidades, o MPF criou canal aberto à população. As mensagens devem ser endereçadas na Sala de Atendimento ao Cidadão ou no aplicativo MPF Serviços.

VACINAS PELO BRASIL

Até 18h52 desta 2ª feira (25.jan.2021), pelo menos 732.620 doses de vacina contra o coronavírus foram aplicadas em todo o Brasil. Os dados são do CoronavirusBot, que complica dados do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de saúde.

Poder 360.