Mossoró: MPRN recomenda que Estado e Prefeitura garantam segurança alimentar de população de rua

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) quer que o Estado e a Prefeitura de Mossoró garantam a segurança alimentar das pessoas em situação de rua na cidade. Para isso, a 18ª Promotoria de Justiça da Comarca emitiu uma recomendação direcionada à Secretaria de Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) e à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Mossoró.

O documento, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), orienta que Estado e Município devem adotar medidas para viabilizar, em quantidade e qualidade necessárias, o fornecimento de, ao menos, três refeições para as pessoas em situação de rua.

Tramita na unidade ministerial um procedimento administrativo destinado a apurar a situação da população de rua no momento pandêmico, abrangendo a situação da política alimentar adotada na cidade de Mossoró. Na cidade há cinco restaurantes populares, decorrente da atuação do Estado do Rio Grande do Norte que funcionam de segunda a sexta-feira, localizados em diferentes pontos da cidade.

Apenas um deles oferta as três refeições básicas, porém está num dos pontos menos acessíveis da cidade de Mossoró (na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/UERN). Destaca-se que a maior parte da população que precisa desse tipo de serviço se concentra no centro da cidade.

No início da pandemia, o Estado chegou a distribuir aos sábados um kit alimentação para pessoas em situação de rua, tendo essa ação se esgotado. No âmbito do Município de Mossoró inexiste programa de distribuição de alimentação para essas pessoas. Há uma entrega de refeições à noite nos dias da semana doados pela Diocese. E nos finais de semana há a entrega noturna janta durante a ronda noturna realizada pela equipe do Serviço Especializado de Abordagem Social.

Ainda para emitir a recomendação, o MPRN levou em consideração relatório produzido por profissional de serviço social após realizar uma inspeção apontando que a “a logística da distribuição/oferta das refeições devem ser repensadas, coletivamente, de modo que as pessoas em situação de rua possam ter acesso a café, almoço e jantar nos Restaurantes Populares mais próximos de onde costumam ficar”.

Logo, a logística da distribuição das diferentes refeições em bairros distintos e distantes não favorece a segurança alimentar das pessoas em situação de rua e a atuação do Estado do Rio Grande do Norte e do Município de Mossoró estão aquém do mínimo tolerável.

A Constituição Federal de 1988 estabelece, como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, a dignidade da pessoa humana e, como um dos seus objetivos fundamentais, “promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer formas de discriminação”.

O MPRN emitiu a recomendação considerando também que o compromisso de assegurar a plena cidadania, dar fim à pobreza e à marginalização, diminuir as desigualdades sociais e regionais, promover o bem de todos sem nenhum preconceito foi incorporada ao ordenamento jurídico pátrio enquanto objetivos fundamentais, na Constituição Federal.

O mesmo diploma legal considera no Brasil que a alimentação é um direito humano fundamental, como também está expresso na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O gato vai miar. Isaac Samir vai ter que pagar indenização a Fernando Fernandes

Fernando de Lima Fernandes ganhou a ação contra o jornalista Isaac Samir, que deixou de apresentar defesa, mesmo sendo devidamente citado e intimado para apresentar seus argumentos que comprovassem sua inocência.

O processo foi para o julgamento sem Isaac ter apresentado sua defesa, por ter perdido o prazo e o gato vai ter que pagar os danos morais alegados por FF. Por esse motivo, o juiz José Undário Andrade confirmou todos os termos da liminar contra o gato, que foi antecipação de tutela anteriormente deferida anteriormente, e julgou procedentes os pedidos de Fernando Fernandes.

Assim, ele condenou Isaac Samir a pagar à parte autora a quantia de R$ 8.000,00 (oito mil reais), a título de danos morais, a ser acrescida de correção monetária (INPC) a contar da presente data e de juros legais de 1% (um porcento) ao mês desde o evento danoso; e com a resolução do mérito, nos termos do artigo 487, I, do CPC.

Ou seja, o gato não comeu, nem bebeu, mas falou e vai ter que pagar. No entanto, ainda tem recurso à turma recursal. Veja a decisão do juiz José Undário Andrade completa AQUI.

 

Paraísos fiscais são os principais destinos de investimento brasileiro

Moedas, dinheiro, Real. Brasilia, 03-09-18. Foto: Sérgio Lima/Poder360

Os países considerados paraísos fiscais –aqueles que têm vantagens tributárias para empresas e pessoas físicas– são os principais destinos de investimento direto brasileiro em participação no capital externo. Dos top 5 recebedores, 3 apresentam esses benefícios.

Os dados foram divulgados na 3ª feira (27.jul.2021) pelo BC (Banco Central). Eis a íntegra do documento (39 KB).

Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Britânicas e Bahamas estão entre os principais destinos. Somam US$ 271,1 bilhões de estoque em investimento. Representam 45% de tudo o que saiu do país quando considerado o investimento direto em participação de capital externo.

Como indica o quadro acima, Holanda e EUA não são considerados paraísos fiscais, mas isso deve ser relativizado. Há casos (para determinados setores) em que as condições se assemelham aos benefícios do Caribe. O Estado norte-americano de Delaware, por exemplo, oferece condições quase idênticas às de paraísos fiscais.

Ao considerar o top 10 destinos, houve investimentos de US$ 366,9 bilhões, sendo que 59% (ou US$ 216,3 bilhões) são para países com vantagens tributárias. Eis a lista dos que estão nas 10 primeiras posições:

  • Ilhas Cayman: US$ 69,7 bilhões;
  • Ilhas Virgens Britânicas: US$ 60,5 bilhões;
  • Bahamas: US$ 53,5 bilhões;
  • Luxemburgo: US$ 23,5 bilhões;
  • Panamá: US$ 9,1 bilhões.

Os ativos de empresas e pessoas físicas no exterior somaram US$ 558,4 bilhões em 2020, segundo o Banco Central. Subiu 5,5% em comparação com 2019. Estão na lista os investimentos em ações, empresas, títulos, imóveis, moedas e depósitos. Deste total, 74% é investimento direto em participação de capital no exterior para empresas que possuem subsidiárias fora do país. Aumentou 6,9% em comparação a 2019.

O estoque de investimentos nos países de paraísos fiscais que estão no top 10 destinos recuou de R$ 221,3 bilhões em 2019 para R$ 216,4 bilhões em 2020, uma queda de 2,19%.
Fonte: poder 360.

Bolsonaro oficializa reforma ministerial

Jair Bolsonaro durante a posse do novo ministro da Educação, o economista Abraham Weintraub, no Pal.acio do Planalto. Brasilia, 09Abr2019.Foto: Sérgio Lima/PODER 360

A reforma ministerial realizada pelo presidente Jair Bolsonaro foi oficializada com a publicação das mudanças no DOU (Diário Oficial da União) desta 4ª feira (28.jul.2021). Eis as íntegras das nomeações para: Casa Civil (36 KB), Secretaria Geral da Presidência (36 KB) e Ministério do Emprego e da Previdência Social (36 KB).

Como anunciado, o senador Ciro Nogueira(PP-PI) assume a Casa Civil no lugar do general Luiz Eduardo Ramos. O general, por sua vez, foi realocado para a Secretaria Geral da Presidência, onde antes estava Onyx Lorenzoni. Por fim, Onyx ficará à frente do novo Ministério do Emprego e da Previdência Social, que será um desmembramento do Ministério da Economia.

Com a nomeação, Bolsonaro coloca na Casa Civil, 2 anos e meio depois de tomar posse, um político. Ciro Nogueira é visto como um dos mais fiéis senadores ao Palácio do Planalto. Sua principal principal função será fazer articulações com o Congresso.

A Câmara dos Deputados está atendida hoje com várias posições dentro do governo, além de contar com a boa relação entre Bolsonaro e o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

Já no Senado, apesar do entendimento entre Bolsonaro e o presidente Rodrigo Pacheco(DEM-MG), há pouca interlocução –a CPI da Covid é um dos exemplos mais marcantes. A ida de Ciro Nogueira para a Casa Civil visa tentar resolver esse problema, reduzindo ainda mais a chance da abertura de um processo de impeachment contra o presidente.

Agora, já são 4 os ministérios que têm membros do centrão com líder. Além de Ciro Nogueira, o bloco conta com os deputados João Roma (Republicanos-BA) na Cidadania, Fábio Faria (PSD-RN) nas Comunicações e Flávia Arruda (PL-DF) na Secretaria de Governo.

CIRO NOGUEIRA

Ciro Nogueira é senador, presidente do PP e um dos alvos da Lava Jato. Em 2017, declarou apoio a Lula e ao PT nas eleições e já chamou Bolsonaro de “fascista”.

Aos 52 anos, Ciro Nogueira está em seu 2º mandato como senador. Antes, foi deputado federal por 4 termos consecutivos.

Em 26 anos no Congresso, ele teve 2 projetos convertidos em lei e sancionados pelo governo federal: 1 dos projetos garantia a identificação genética para condenados por crime de violência; o outro, que alterou o Código Penal, estava relacionado com o crime de incitação ao suicídio.

GENERAL RAMOS

Bolsonaro disse nessa 3ª feira (27.jul) que o general tinha dificuldade com o “linguajar” dos congressistas.

Em público, Ramos nega que tenha se chateado com a nomeação de Ciro. Nos bastidores, está desolado com a perda do cargo de chefe da Casa Civil. Atribui sua queda a José Vicente Santini, secretário-executivo de Onyx Lorenzoni e que atua como nos bastidores para articulação política do Planalto.

NOVO MINISTÉRIO

O novo Ministério do Emprego e Previdência terá pelo menos 202 vagas com poder de decisão, que devem ser usadas para indicações políticas. A equipe técnica responsável pelas áreas trabalhista e previdenciária, no entanto, deve ser mantida. Ao todo, são cerca de 60 vagas.

Os 6 cargos da Dataprev (estatal de processamento de dados do governo) também devem permanecer com as mesmas pessoas. No entanto, não há garantia de que os nomes atuais fiquem em seus postos. A expectativa é que as outras vagas do novo ministério acomodem aliados de Bolsonaro, em especial indicados do Centrão.

A recriação do Ministério do Emprego e da Previdência Social pode tirar 85% do orçamento da Economia, do ministro Paulo Guedes.

REAÇÃO

Políticos governistas receberam publicamente a notícia de forma mais discreta. Membros da oposição, por outro lado, criticaram as escolhas de Bolsonaro. Saiba o que disseram os políticos que se posicionaram publicamente sobre a reforma.
Fonte: poder 360.