Greve de caminhoneiros: resistência diminui e grupos param na 2ª feira

Caminhoneiros realizam protesto contra a alta no preço do combustível e uma resolução do Contran que obriga a colocar dispositivos de segurança nas caçambas.

A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros ainda enfrenta resistências, mas voltou ao radar da categoria. É que o Cntrc (Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas) promete parar a partir de 2ª feira (26.jul.2021) e grupos que eram contrários ao movimento também já falam em aderir à paralisação. Na pauta, os preços do diesel e a tabela do frete.

A greve de domingo (25.jul) foi convocadadesde junho pelo Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas –entidade que também tentou uma greve em fevereiro de 2021, mas não teve adesão da categoria à época. Nesta semana, virou pauta dos grupos de conversa dos caminhoneiros.

“A adesão está maior, com mais entidades representativas da categoria se posicionando a favor, inclusive algumas que se posicionaram contra em fevereiro. E vários sindicatos ainda estão se reunindo nesta semana para avaliar a adesão”, afirmou o presidente da Antb(Associação Nacional de Transporte no Brasil), José Roberto Stringasci.

Segundo Stringasci, os caminhoneiros estão “inconformados” com os aumentos dos combustíveis. Ele disse que o último reajustefoi anunciado poucos dias depois da 1ª reunião da categoria com o novo presidente da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna.

O presidente da ANTB afirmou que a paralisação tem apoio da maior parte dos integrantes dos grupos de WhatsApp dos caminhoneiros e já foi confirmada por líderes de regiões como a Baixada Santista. Segundo ele, o objetivo é realizar protestos no domingo (25.jul), que é o dia dos caminhoneiros, e organizar pontos de parada e piquete na 2ª feira (26.jul). A continuidade da greve vai depender da adesão.

Na 2ª feira (26.jul), a greve também terá apoio do Movimento GBN (Galera da Boleia da Normatização Pró-Caminhoneiro). Um dos representantes do GBN, Joelmis Correia, era da base do governo de Jair Bolsonaro e não apoiou a greve em fevereiro. Porém, disse que agora vai aderir ao movimento porque os caminhoneiros foram prejudicados por projetos recentes do governo. Ele citou como perdas a criação do DTE (Documento Eletrônico de Transporte), anunciada em maio dentro de um pacote que tentava agradar os caminhoneiros.

“Vou apoiar porque não sobrou outra alternativa a não ser brigar pelo diesel, já que perdemos no DTE”, afirmou. Correia diz, no entanto, que o GBN não vai protestar contra o aumento dos combustíveis, mas pela constitucionalidade do piso mínimo do frete.

O movimento, no entanto, não é unânime. A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), por exemplo, é contra. O assessor da Abcam, Bolívar Lopes Brambila, disse que a associação prefere focar em “questões técnicas que possam aumentar o rendimento do caminhoneiro”. “O aumento dos combustíveis está exagerado e a política internacional de preços é absurda para o Brasil, mas tentamos buscar alternativas junto ao governo que melhorem a situação”, afirmou.
Fonte: poder 360.

Alckmin pode deixar PSDB por conta de novo molde de prévias, dizem aliados

Convenção do PSDB que elegeu o governador Geraldo Alckmin como presidente do partido.Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Depois de o PSDB de São Paulo anunciar que fará as prévias no Estado no mesmo dia e com regras idênticas às prévias nacionais, o ex-governador Geraldo Alckmin disse a aliados, na 3ª feira (20.jul.2021) que deve deixar o partido e se filiar ao PSD. O tucano pretende se candidatar a governador de São Paulo nas eleições de 2022, mas não quer enfrentar disputa interna.

O anúncio oficial das prévias foi feito na 2ª feira (19.jul). O evento foi agendado para o dia 21 de novembro. O registro dos candidatos deve ser feito no dia 20 de setembro.

O peso dos votos em São Paulo será da mesma forma que na disputa nacional: 25% para filiados, 25% para prefeitos e vice-prefeitos, 25% para vereadores e os últimos 25% para governador, vice-governador, senadores, deputados federais, presidente e ex-presidente da comissão executiva.

Segundo o Valor Econômico, Alckmin avalia que essa divisão o desfavorece. O vice-governador Rodrigo Garcia deve largar na frente, pois é apoiado pelo governador João Doria e pelo presidente do PSDB no Estado, Marco Vinholi.

Doria filiou 41 prefeitos e 24 vice-prefeitos ao PSDB na última semana. Ele ainda quer filiar mais 50 prefeitos. O estatuto do partido autoriza políticos com cargos eletivos a votarem nas prévias ao se filiarem até 1 mês antes.

Alckmin diz ter sido isolado por Doria, que participou de uma prévia com um recém-filiado à sigla. O vice-governador entrou para a legenda em maio deste ano.

Até então, Garcia é o único membro do PSDB a lançar uma pré-candidatura ao governo de São Paulo.

O atual e o ex-governador paulista se reuniram em junho. Doria teria incentivado Alckmin a se candidatar a um cargo Legislativo, mas ele não gostou da ideia.

Ele [Alckmin] me disse, infelizmente, uma resposta diferente daquilo que eu imaginaria de um democrata. Ele falou: ‘das prévias, eu não participo’”, contou Doria em entrevista à CNN Brasil na última 2 ª(19.jul). “Ele me respondeu: ‘Não quero disputar nem para deputado federal nem para o Senado’. Temos um impasse, um impasse que não é democrático”, completou.

Aliados de Alckmin podem travar a candidatura do rival ao Planalto, mesmo depois da possível saída do ex-governador. Eles devem apoiar a candidatura de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

Ainda segundo o Valor, Alckmin deve sair do PSDB já nas próximas semanas.

Ele ainda não se pronunciou sobre a sua eventual saída do PSDB nem sobre a candidatura às eleições de 2022.
Fonte: poder 360