Covid-19: Brasil registra 716 mortes em 24 horas, diz consórcio

O consórcio de veículos de imprensa que acompanha os dados da Covid-19 junto às secretarias estaduais de Saúde registrou 716 mortes em razão da doença no Brasil nas últimas 24 horas.

O número desta segunda (22) é superior ao do Ministério da Saúde, que contabilizou 639 óbitos no período.

O total de mortos por Covid-19 no Brasil chegou a 247.276, segundo o “pool” de veículos. O país registrou hoje 30.231 casos da doença, aumentando para 10.197.531 o total de infectados.

O Ministério da Saúde registra, ao todo, 247.143 mortes e 10.195.160 casos confirmados.

O antagonista.

Mercadante elogia escolha de Silva e Luna para a Petrobras

Ex-ministro do governo Dilma, Aloizio Mercadante elogiou hoje a escolha de Joaquim Silva e Luna para o comando da Petrobras. Segundo ele, um “militar nacionalista”.

Em entrevista, defendeu o controle de preços e mandou o seguinte recado aos militares:

“Não se rendam ao mercado financeiro e aos interesses especulativos nesta terça-feira. Parem a privatização das refinarias, defendam uma Petrobras forte e tragam uma política de preços justa para o povo brasileiro, para os caminhoneiros e para os motoristas de aplicativos.”

O antagonista.

Deputado do PSL acusa Silveira de gravar clandestinamente conversas com Bolsonaro

O deputado Felício Laterça, do PSL-RJ, afirmou que seu colega de partido Daniel Silveira gravou clandestinamente conversas reservadas com autoridades como Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia, além de propor atos de corrupção.

“Ele era um gravador ambulante”, disse Laterça ao Estadão. Segundo o deputado, o bolsonarista —preso após divulgar vídeo com ofensas e ameaças a ministros do STF— também o procurou para “facilitar a vida de empresas” e “ganhar dinheiro na boa”, em atos de corrupção.

Laterça divulgou em suas redes sociais neste domingo (21) um vídeo em que faz acusações contra Silveira. Ele afirma que o próprio bolsonarista revelou, numa conversa a sós, que tinha o costume de gravar pessoas secretamente, inclusive o presidente, num ato considerado “intolerável” no meio político de Brasília.

Segundo Laterça, que é delegado licenciado da PF, as gravações secretas de Silveira ocorreram em 2019. Ele disse não saber detalhes, como em que local Silveira teria gravado o presidente, e afirmou não ter ouvido os áudios.

O deputado declarou também que, ainda em 2019, Silveira sugeriu que procurassem empresas em busca de vantagens e que usassem emendas parlamentares para “devolver grana”.

“Quando ele me fez a oferta, de repente estava me gravando para saber qual era a minha posição. Ele veio: ‘Rapaz, isso aqui tem como a gente ganhar dinheiro, mas ganhar dinheiro na boa’. Eu falei ‘Como ganhar dinheiro na boa?’. [Ele disse] ‘Não, procurar umas empresas…’”, relatou Laterça, que disse ter rechaçado a abordagem do bolsonarista.

O antagonista.

Parnamirim e São Gonçalo conversam sobre política e segurança pública

Essa semana, em Parnamirim, os prefeitos, Taveira e Paulinho, ganharam destaque. Ambos não param de trocar informações políticas e administrativas.

Paulinho de São Gonçalo veio fazer uma visita de cortesia ao prefeito de Parnamirim e conversaram muito sobre o desenvolvimento das duas principais cidades da grande natal.

Paulinho falou do desafio que está sendo enfrentar o COVID-19, ouviu a mesma coisa de Taveira, o coronel fez questão de apresentar o CIOSP municipal que é o orgulho na área de segurança do prefeito.

Por meio das câmeras do CIOSP, eles andaram pela cidade.

No diálogo dos prefeitos, ouviu-se a palavra política e, com certeza, diz respeito às candidaturas das primeiras damas.

Paulinho abriu o jogo e disse que já tinha 8 prefeitos e 14 segundos colocados no projeto de Terezinha Maia.

Taveira silenciou e ouviu atentamente o colega de São Gonçalo do Amarante.

A visita foi boa para os dois políticos, porque ambos ouviram o que queriam ouvir sobre administração e também sobre política.

Bolsonaro diz que vai sancionar autonomia do BC na quarta-feira

O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou que vai sancionar o projeto de autonomia do BC (Banco Central) na quarta-feira (24). A proposta foi aprovada no Congresso Nacional e pode ser sancionada pelo chefe do Executivo até o dia 4 de março. Ele poderá vetar dispositivos da nova lei.

Também para quarta, Bolsonaro anunciou a posse do deputado João Roma (Republicanos-BA) no Ministério da Cidadania. O parlamentar foi efetivado no cargo após o partido apoiar Arthur Lira (PP-AL) na eleição para a presidência da Câmara.

O atual chefe da pasta, Onyx Lorenzoni, assumirá a Secretaria-Geral da Presidência, vaga aberta após a saída de Jorge Oliveira no fim do ano passado ao tomar posse como ministro do TCU (Tribunal de Contas da União).

 

R7

Volta do auxílio emergencial deve congelar salários de servidores por dois anos

O relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do prevê o pagamento do benefício sem o corte de gastos de forma imediata. O texto, obtido pelo GLOBO, abandona quase todas as medidas imediatas de corte de gastos discutidas até o fim do ano passado, e propõe congelar os salários dos servidores públicos e contratação de pessoal por dois anos.

O relatório do senador Márcio Bittar (MDB-AC) ainda pode ser alterado até a votação prevista para a próxima quinta-feira. O texto trata o auxílio emergencial como “residual” para “enfrentar as consequências sociais e econômicas da pandemia da Covid-19”.

Por isso, ele tira o auxílio das metas fiscais, do teto de gastos (que limita as despesas da União) e da regra de ouro (que impede o endividamento para pagar despesas correntes).

O auxílio deve ser prorrogado em março. Os valores e a duração ainda são discutidos.

O governo e Bittar desistiram do corte imediato de despesas, como a revisão do abono salarial e o corte de salários e da redução das jornadas dos servidores públicos em 25%.

No relatório, a principal economia — que ainda não foi calculada — virá do congelamento de salários, contratações e progressão na carreira dos servidores públicos por dois anos a partir do momento de decretação do estado de calamidade pública. Isso valerá para União, estados e municípios. Caberá ao Congresso a decretação da calamidade, após pedido do governo. Isso deve ser feito após a aprovação da PEC.

Também será proibido por dois anos a realização de concurso público, exceto para as reposições de vacâncias; criação ou majoração de auxílios, vantagens, bônus, abonos, verbas de representação para servidores; criação de despesa obrigatória; reajuste de despesa obrigatória acima da variação da inflação; e concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária.

O congelamento de salários para União, estados e municípios já está valendo este ano, como contrapartida a um socorro financeiro do governo federal aos estados e municípios para compensar a queda de arrecadação que ocorria em 2019. A medida, portanto, valeria por mais dois anos.

O Estado de Calamidade Pública permitirá replicar o “Orçamento de Guerra” que vigorou no ano passado e permitiu o pagamento do auxílio emergencial até dezembro e de outros programas governamentais, além da liberação de recursos para a saúde, sem seguir as regras fiscais.

Esse regime também permitirá que o governo federal adote “processos simplificados de contratação de pessoal, em caráter temporário e emergencial, e de obras, serviços e compras”.

A PEC também regulamenta o que o governo chama de “gatilhos” para corte de gastos de União, estados e municípios. Essa medida é estrutural e de longo prazo e já era prevista na PEC do Pacto Federativo.

No caso de estados e municípios, esses gatilhos poderão ser acionados sempre que as despesas correntes superarem em 95% as receitas correntes num período de 12 meses. Governadores e prefeitos não são obrigados a adotar as medidas, como o congelamento de salários de servidores. A ativação aos 85% é opcional e dependerá do aval do Legislativo.

Para a União, a métrica será quando as despesas obrigatórias atingirem 94% das despesas totais.

Outras medidas

Pelo texto, o presidente Jair Bolsonaro terá que encaminhar em seis meses a partir da promulgação da PEC um projeto ao Congresso um plano para detalhar cortes de benefícios tributários. Os cortes deverão ser de 10% no primeiro ano. Os custos desses benefícios deverão ser reduzidos de 4,2% do PIB hoje para 2% em oito anos.

A proposta ainda apresenta outras medidas de longo prazo. Afirma que deve ser observado, na promoção e na efetivação dos direitos sociais, “o equilíbrio fiscal intergeracional”. Diz também que uma lei, no futuro, irá tratar da sustentabilidade da dívida pública.

Essa lei deve observar indicadores da apuração, níveis de compatibilidade dos resultados fiscais com a trajetória da dívida, trajetória de convergência do montante da dívida com os limites definidos em legislação, medidas de ajuste, suspensões e vedações, e planejamento de alienação de ativos com vistas à redução do montante da dívida.

A proposta também proíbe a vinculação das receitas públicas a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas as receitas oriundas da arrecadação de taxas, contribuições, doações, empréstimos compulsórios e de atividades de fornecimento de bens ou serviços e a repartição com estados e municípios.

Exame

Pfizer diz que não aceita condições de Bolsonaro para vender vacina ao Brasil

A Pfizer afirmou a senadores brasileiros nesta segunda (22) que não aceita as exigências feitas pelo governo brasileiro até agora para vender sua vacina ao país.

A farmacêutica e o Ministério da Saúde chegaram a um impasse em torno das cláusulas dos contratos para a comercialização do imunizante: a Pfizer quer que o governo brasileiro se responsabilize por eventuais demandas judiciais decorrentes de efeitos adversos da vacina, desde que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tenha concedido o registro ou autorizado o uso emergencial e temporário.

A farmacêutica pretende também que qualquer litígio com o governo brasileiro seja resolvido em uma Câmara Arbitral de Nova York. E pede que o governo renuncie à soberania de seus ativos no exterior como garantia de pagamento, bem como constitua um fundo garantidor com valores depositados em uma conta no exterior.

Segundo a empresa, apenas o Brasil, a Venezuela e a Argentina não aceitaram suas cláusulas, que seguem um padrão internacional.

O Chile, por exemplo, assinou contrato e recebeu, em dezembro, milhares de doses da Pfizer, que já estão sendo aplicadas em sua população.

As informações foram dadas por executivos do alto escalão da empresa, que fizeram uma reunião virtual com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e também com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para tentar encontrar soluções legislativas que contornem os obstáculos.

Do encontro participaram também diretores da Johnson & Johnson, que pretende vender a sua vacina, a Janssen, ao Brasil.

O senador Randolfe Rodrigues já apresentou uma emenda à medida provisória que regulamenta a importação de vacinas prevendo que o governo brasileiro assuma a responsabilidade pelas demandas judiciais.

No domingo (21), o Ministério da Saúde, comandado pelo general Eduardo Pazuello, informou que pediu orientação ao Palácio do Planalto sobre como proceder para solucionar o impasse, já que as negociações estariam empacadas “por falta de flexibilidade das empresas”.

Mônica Bergamo  – Folhapress

Caraúbas registra 10 tremores de terra durante fim de semana

Pelo menos 10 tremores de terra foram registrados no município de Caraúbas, na região Oeste potiguar, entre o sábado (20) e a madrugada desta segunda-feira (22). De acordo com o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, um dos tremores atingiu a magnitude de 2.5.

O primeiro tremor de magnitude 2.3 foi sentido pela população por volta das 17h18 do sábado (20). E o último por volta das 2h15 desta segunda-feira (22), que atingiu a marca de 1.9 de magnitude. O mais forte ocorreu por volta das 10h33 do domingo (21), atingindo 2.5.

De acordo com o professor Eduardo Menezes, geofísico do Labsis da UFRN, os tremores não provocaram danos materiais, mas todas as informações foram repassadas para a Defesa Civil do município.

“Nessa região ainda não foi feito um estudo de mapeamento, mas tremores de terra são comuns aqui no estado. Em relação à possibilidade de novos tremores, sempre existe. Estamos vendo, junto a prefeitura, a possibilidade de montar uma rede sismográfica nessa área para fazer estudos. Mas prever, infelizmente, não se prevê em nenhum lugar do mundo. É feito um estudo de mapeamento, usando várias estações, aí sim você determina a área e faz o acompanhamento”, explicou Eduardo Menezes.

Ainda de acordo com o geofísico, não é possível determinar o epicentro dos tremores já que não existe uma rede sismológica na região.

G1.

Dados da UFRN.

Com quase 90% de ocupação, região metropolitana de Natal tem fila de espera maior que número de leitos para Covid-19

Com 89,9% de ocupação dos leitos críticos para Covid-19, a região metropolitana de Natal tem uma fila de espera por leitos maior que o número de vagas disponíveis, na manhã desta segunda-feira (22), segundo dados do Regula RN – sistema usado no Rio Grande do Norte para regular as internações no estado.

A situação crítica não é apenas na capital. Em todo o estado, o número de pacientes à espera de leitos se igualou ao número de UTIs disponíveis. Eram 42, para 42 vagas. Nove hospitais estavam com todos os leitos ocupados e três estavam operando acima de 90% da capacidade.

Por volta das 9h, o estado tinha 42 pessoas na lista de espera por leito, sendo que contava com 42 leitos disponíveis. Ainda havia cinco pacientes já regulados que aguardavam transporte para uma UTI.

A situação mais crítica é na região metropolitana. Do total de 42 pacientes que aguardavam leito no estado, 41 eram apenas na região metropolitana. No entanto, no mesmo horário, só havia 26 leitos críticos disponíveis na região.

A situação da região metropolitana se agravou mesmo com a abertura de novos leitos. O Hospital de Campanha de Natal abriu mais 10 UTIs – todas já ocupadas. O Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol) também abriu novos leitos, já integrados ao sistema, mas os oito estavam também ocupados pela manhã.

Universidade Federal do Rio Grande do Norte confirmou a circulação de duas variantes do novo coronavírus no estado. As variantes têm origem em Manaus o no Rio de Janeiro. Na última sexta-feira (22), o governo recomendou que municípios fechassem bares e restaurantes a partir das 22h e negou a recomendação do comitê científico do estado de voltar a fechar escolas.

A prefeitura de Natal anunciou que vai divulgar nesta segunda-feira (22) novas medidas contra o avanço da doença.

G1.

Bolsa recua 4% e ações da Petrobras despencam 16% com troca de comando na empresa; dólar passa de R$ 5,50

RIO – O mercado reage com nervosismo nesta segunda-feira ao anúncio de que o presidente Jair Bolsonaro trocará o comando da Petrobras. O Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, abriu com queda superior a 1% e às 10h20 recuava 4,50% aos 113.098 pontos.

As ações da Petrobras despencam na abertura: os papéis ordinários (PETR3) recuam 16,46% enquanto os preferenciais (PETR4, sem direito a voto) caem 15,88%

Em Nova York, as ADRs da estatal, papéis negociados na Bolsa americana, caem mais de 16% no chamado no pré-mercado, ou seja, antes mesmo da abertura da Bolsa. O dólar sobe mais de 2% e passa de R$ 5,50.

Na sexta-feira à noite, após o encerramento dos negócios na Bolsa de Valores de São Paulo, o presidente Bolsonaro anunciou que vai destituir Roberto Castello Branco do comando da empresa e substituí-lo pelo general Joaquim Silva e Luna.

Entenda: Como Bolsonaro conseguiu demitir Castello Branco apesar da resistência do Conselho de Administração da Petrobras

Na sexta, após o anúncio de Bolsonaro, as ADRs chegaram a cair 15% no ‘after market’, ou seja, após o fechamento do mercado nos EUA. Hoje, caem mais de 10%.

Isso depois de as ações da empresa terem fechado em queda de mais de 7% no horário regular de negociações na Bolsa brasileira, já refletindo declarações do presidente Bolsonaro sinalizando uma intervenção da companhia, sobretudo na sua política de preços de combustíveis. O mercado acionário só abre às 10h no Brasil.

As ADRs da Eletrobras, também controlada pela União, caem 6,98% no pré-mercado de Nova York nesta segunda.

Já o dólar comercial sobe 2,40%, a R$ 5,51. As taxas de juros futuros também sobem com força.

Entrevista: ‘A mudança pode parar na Justiça’, diz representante dos minoritários no conselheiro da Petrobras

O contrato de DI para janeiro de 2022 é negociado na abertura dos negócios a 3,61%, contra 3,44% do fechamento de sexta-feira. A alta nesses contratos indica que os analistas preveem uma subida nos juros básicos da economia, a Taxa Selic, hoje a 2% ao ano.

A queda das ações da Petrobras na sexta veio acompanhada de uma enxurrada de relatório de bancos e corretoras piorando suas previsões para o resultado da companhia na Bolsa. Analistas estimam que as ações da empresa tenham forte queda hoje no mercado brasileiro.

Veja as avaliações

A corretora XP, em relatório divulgado neste domingo, informou para seus clientes que a partir de agora passa a recomendar a venda dos papéis da estatal, mirando um valor de R$ 24 por ação.

Na sexta-feira, as ações ordinárias (PETR4) da Petrobras fecharam o pregão valendo R$ 27,33. As ações preferenciais (PETR3) encerraram os negócios a R$ 27,10.

“Vemos esse anúncio (de mudança no comando da estatal) como uma sinalização negativa, tanto de uma perspectiva de governança, dados os riscos para a independência de gestão da Petrobras, como também por implicar riscos de que a companhia continue a praticar uma política de preços de combustíveis em linha com referências internacionais de preços, ou seja, que reflitam as variações dos preços de petróleo e câmbio”, explicam os analistas.

Durante videoconferência com integrantes do mercado financeiro no início da noite deste domingo, o analista Gabriel Francisco resumiu o relatório:

— Não faz sentido ter uma recomendação numa petroleira que não se beneficia de uma melhora nos preços do petróleo — disse.

BTG Pactual

O BTG Pactual “rebaixou” as ações da Petrobras neste domingo, deixando de recomendar sua compra após a troca abrupta de CEO pelo presidente Jair Bolsonaro. A avaliação agora é “neutra”. Os analistas do banco também reduziram em 15% o preço-alvo dos papéis preferenciais (PETR3, sem voto) daqui a 12 meses, de R$ 34 para R$ 29.

“A falta de clareza para onde a Petrobras está indo agora é considerável. O controle do preço do combustível em meio à ‘reflação’ do preço do petróleo é um motivo óbvio de preocupação, mas pode nem ser o maior”, diz o relatório.

“À medida que nos aproximamos de um ano eleitoral, nossa principal preocupação agora reside no que um novo CEO e, potencialmente, uma nova equipe de gestão significará para alocação de capital (…) e para o programa de venda de ativos”, resumiram os analistas do BTG.

Aberdeen Standard Investments

A gestora Aberdeen Standard Investments, dona de a 0,5% do capital social da estatal, enviou no último sábado carta aos membros do Conselho de Administração da Petrobras em que mostra preocupação com a mudança no comando da estatal.

A carta, a qual O GLOBO teve acesso é assinada por Devan Kalook, diretor global de ativos da gestora, e Eduardo Figueiredo, diretor da operação brasileira. Os executivos classificaran como negativa a interferência do governo. A informação foi antecipada pela colunista Míriam Leitão.

“Nossa visão de que mudanças no corpo de executivos atual da companhia, sem um devido racional e rigoroso processo, serão tomadas como negativas”, diz a carta.

“Enfatizamos também que decisões sobre a nomeação ou substituição de executivos devem ser de exclusiva responsabilidade do conselho de administração da companhia, com ativa participação dos membros independentes, passando por uma análise objetiva de qualificações, em consonância com melhores práticas”, completa o documento.

Efeito nos juros

O economista André Perfeito, sócio da gestora Necton Investimentos, destacou em seu relatório para clientes que a decisão do presidente Jair Bolsonaro vai aumentar o nervosismo nos mercados financeiros, o que deverá fazer com que o Banco Central inicie, já em março, um ciclo de aumento da taxa básica de juro, a Selic, que atualmente está em 2% ao ano.

“Objetivamente podemos supor que a elevação do risco irá pavimentar o início do ciclo de alta da Selic na reunião de março. Já víamos bons motivos para o início do movimento de correção da Selic; o que aconteceu na sexta apenas reforça as tendências observadas”, afirmou o economista no documento divulgado neste domingo.

G1

“É meu direito reconduzir ou não”, diz Bolsonaro, sobre troca de comando na Petrobras

Jair Bolsonaro disse há pouco ser seu direito “reconduzir ou não” o atual presidente da Petrobras. O mandato de Roberto Castello Branco se encerra no próximo dia 20.

“Ele não será reconduzido e qual o problema? É sinal que alguns do mercado financeiro estão muito felizes com a política que só tem um viés na Petrobras, que é de atender os interesses próprios de alguns grupos no Brasil, nada mais além disso”, afirmou.

Bolsonaro completou:

“Agora, o Petróleo é nosso ou é de um pequeno grupo no Brasil?”

O Antagonista

Mercado diminui projeção para crescimento da economia em 2021

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano caiu de 3,43% para 3,29%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 2,50%, a mesma previsão há 148 semanas consecutivas. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro também continua projetando expansão do PIB em 2,50%.

No caso da taxa básica de juros, a Selic, as instituições financeiras consultadas pelo BC aumentaram a projeção para este ano de 3,75% para 4% ao ano. Atualmente, a Selic está estabelecida em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para o fim de 2022, a estimativa do mercado é que a taxa básica fique em 5% ao ano. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 6% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Para 2021, a expectativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) subiu de 3,62% para 3,82%.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,49%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

O cálculo para 2021 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%.

No caso do dólar, a expectativa é que cotação ao fim deste ano seja de R$ 5,05. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5.

Agência Brasil

“Se estabelecer um novo marco fiscal, o Brasil será outro”, diz Guedes

Na última quinta-feira, 18, os presidentes Rodrigo Pacheco (DEM-MG), do Senado, e Arthur Lira (PP-AL), da Câmara, firmaram um compromisso ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, de aprovar uma nova rodada do auxílio emergencial com medidas de contenção de gasto público. O plano será o primeiro grande teste de fogo da nova aliança selada entre a cúpula do Congresso e o governo Bolsonaro.

A ideia é colocar em votação na próxima quinta-feira, 25, um texto que incluirá uma cláusula de calamidade pública, prevista na proposta de emenda constitucional (PEC) Emergencial, na PEC do pacto federativo, que prevê a descentralização dos recursos da União para estados e municípios e a flexibilização de gastos mínimos em educação e saúde. Se for aprovado, o texto poderá destravar novos investimentos no país e gerar mais empregos, segundo Guedes.

“Os próximos dias serão decisivos. Se não aprovarmos o novo marco fiscal, os juros vão para a lua. Se os juros subirem, os investimentos não virão e não teremos criação de empregos e renda. Vamos continuar com desemprego em massa e estagnação econômica. Vai virar uma bola de neve. Mas se estabelecer um novo marco fiscal, o Brasil será outro, com mais investimentos”, diz a VEJA o ministro da Economia. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Volta do auxílio com ajuste fiscal
“Em meio à pandemia, houve duas mensagens muito claras. Primeiro, a respeito da importância da boa política. A essência da boa política é alocar recursos públicos e tomar decisões sobre o que fazer com o orçamento. Deveríamos fazer a boa política todo ano como como foi feito em 2020: de um lado a saúde e a educação receberam recursos, do outro não foi dado aumento de salário para o funcionalismo público por dois anos, em 2020 e 2021. A segunda mensagem foi quando fizemos a extensão do auxílio emergencial até dezembro do ano passado. Naquela ocasião, conseguimos enviar ao Congresso a reforma administrativa, que irá gerar uma economia de cercar de 300 bilhões de reais. Isso virou um protocolo de crise que queremos replicar agora. Queremos manter um compromisso com a saúde, por meio da aprovação da PEC de guerra, e a responsabilidade fiscal, por meio do Pacto Federativo”.

Novo marco fiscal e mais investimentos
“Os próximos dias serão decisivos. Se não aprovarmos o novo marco fiscal, os juros vão para a lua. Se os juros subirem, os investimentos não virão e não teremos criação de empregos e renda. Vamos continuar com desemprego em massa e estagnação econômica. Vai virar uma bola de neve. Mas se estabelecer um novo marco fiscal, o Brasil será outro, com mais investimentos. O desafio é transformar uma recuperação cíclica, baseada em consumo, porque auxílio emergencial é consumo, numa retomada do crescimento sustentável, com base em investimentos. Por isso, temos de ter um novo marco fiscal, se não o investimento não vem. O novo marco fiscal é o seguinte: ataque o problema da saúde sem comprometer as futuras gerações”.

A boa política e as futuras gerações
“O dinheiro tem que ir aonde o povo está. Isso é a boa política. Durante a pandemia, demos 140 bilhões de reais aos estados e municípios, com repasses de recursos, rolagem de dívida, transferência para fundos… O que exigimos em troca? Que esse dinheiro não poderia virar aumento de salário para funcionários públicos nos próximos dois anos. Assim, as despesas transitórias com a saúde não se tornaram permanentes com a máquina pública e economizamos 140 bilhões de reais. Essa é a mentalidade da proteção das futuras gerações. O novo marco fiscal, portanto, será um monumento à boa política”.

Vacinação e reformas
“No primeiro ano, surpreendemos o mundo quando fizemos a reforma da previdência. No segundo, falaram que o PIB brasileiro iria cair quase 10% e o primeiro mundo, 4%. O Brasil caiu 4% e a Inglaterra, 9,9%. Boa parte dos principais países desenvolvidos caíram mais que o Brasil. Então, surpreendemos o mundo de novo. E agora no terceiro ano vamos surpreender novamente, porque teremos a vacinação em massa e a boa política. Seremos o país que fez reformas em meio à pandemia. O presidente Bolsonaro disse que tinha que cuidar da saúde e da economia. Ele criou a imagem das crises gêmeas. Nesse mesmo sentido, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, criou uma bela imagem. Ele disse que o Brasil é como um pássaro que precisa das duas asas para voar, ou seja, precisa da saúde e da economia funcionando bem. Este é o ano em que teremos que bater as duas asas ao mesmo tempo. Por isso, é tão importante a vacinação em massa e o auxílio emergencial de um lado e as reformas do outro”.

Veja

Voo com 2 milhões de doses de vacinas decola da Índia

Um avião da companhia Emirates, com remessa de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19 decolou na madrugada de hoje (22) de Mumbai, na Índia, e deve chegar a São Paulo às 6h55 desta terça-feira.

A aeronave deixou a cidade indiana por volta das 10h30 da manhã (horário local), o que equivale a 2h da madrugada de hoje no horário de Brasília. A carga fará escala em Dubai, nos Emirados Árabes, de onde decolará para São Paulo às 22h40 (horário local) – 15h40 de hoje (horário de Brasília).

O voo chegará a São Paulo amanhã de manhã e as vacinas seguirão para o Rio de Janeiro, onde serão levadas para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).

As doses foram produzidas pelo Instituto Serum, parceiro da AstraZeneca na Índia e maior produtor mundial de vacinas. Mesmo prontas, as vacinas precisarão passar primeiro por Bio-Manguinhos para que possam ser rotuladas antes de serem distribuídas ao Programa Nacional de Imunizações.

A importação de doses prontas é uma estratégia paralela à produção de vacinas acertada entre a AstraZeneca e a Fiocruz. Para acelerar a disponibilidade de vacinas à população, 2 milhões de doses já foram trazidas da Índia em janeiro e está previsto um total de 10 milhões de doses prontas a serem importadas. Além dos 2 milhões que chegam amanhã ao país, mais 8 milhões estão previstas para os próximos dois meses.

Enquanto negocia a chegada das doses prontas, a Fiocruz trabalha na produção local das vacinas Oxford/AstraZeneca. Segundo o acordo com a farmacêutica anglo-sueca, a Fiocruz vai produzir 100,4 milhões de doses de vacinas até julho, a partir de um ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado. A primeira remessa desse insumo já chegou ao Bio-Manguinhos e o primeiro milhão de doses produzido na Fiocruz tem entrega prevista para o período de 15 a 19 de março.

De acordo com a fundação, os dois primeiros lotes estarão liberados internamente nos próximos dias. Esses lotes são destinados a testes para o estabelecimento dos parâmetros de produção.

“Com esses resultados, a instituição produzirá os três lotes de validação, cuja documentação será submetida à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses lotes somarão cerca de 1 milhão de doses e seus resultados serão enviados à Anvisa até meados de março”.

Também está em andamento na Fiocruz o processo de transferência de tecnologia para a produção do IFA no Brasil, o que tornará a fundação autossuficiente na produção das vacinas. A previsão é que as primeiras doses com IFA nacional sejam entregues ao Ministério da Saúde em agosto, e, até o fim de 2021, seja possível entregar 110 milhões de doses, elevando o total produzido no ano pela Fiocruz para 210,4 milhões.

Agência Brasil

Secretário anda constrangido vereadores e Taveira não vem gostando dos ataques à câmara

Alguns vereadores andam reclamando de um secretário que se acha o sabichão da política de Parnamirim.

O famoso secretário, que hoje se acha mais popular que o próprio prefeito, não esconde de ninguém que colocará seu nome à disposição para disputar o pleito eleitoral em 2024.

Após algumas colocações do secretário numa rede social, os vereadores estão sentindo-se pressionados, pois o sabichão está exigindo que os carros que estão sendo utilizados para o exercício do mandato dos parlamentares, sejam colocados à disposição da secretaria de saúde.

O gesto seria nobre, se não fosse a maldade que está por trás dessa “boa ação “. O secretário está querendo é desgastar a imagem do parlamento e espera que na eleição municipal, ele possa ganhar uma cadeira na câmara.

O prefeito Taveira já está sabendo dessa conversa maldosa e ficou preocupado, pois inúmeros parlamentares, da base, já foram reclamar da atividade do secretário falastrão.

Taveira está temendo que a câmara faça a mesma solicitação que foi feita aos Edis da casa legislativa, ou seja, que as outras secretarias disponibilizem seus veículos para o combate ao COVID.

Detalhe, à câmara sempre vem dando sua contribuição e não merecia um constrangimento desse tamanho e principalmente de um secretário do prefeito. O tal secretário cobrou a boa ação dos vereadores, mas será que ele já disponibilizou os carros da sua secretaria para o do Gabinete Civil para o combate ao COVID?