Para Taveira, Lêda, Paulinho e Terezinha Maia, a campanha oficialmente já começou

Em 2022, a exemplo das eleições anteriores, teremos o mesmo fenômeno das primeiras damas rumo à Assembleia Legislativa.

A campanha de 2022, verdadeiramente, já começou para os prefeitos da grande natal, Taveira e Paulinho.

Na eleição passada, os municípios de Extremoz e São Gonçalo mostraram força em busca de uma cadeira no legislativo estadual, a experiência foi considerada vitoriosa, apesar do insucesso eleitoral nas urnas das duas mulheres.

Esse teste drive não desmotivou ou inviabilizou o projeto dos prefeitos de irem em busca de ampliar seus espaços de poder no Rio Grande do Norte.

No próximo pleito eleitoral, os prefeitos, Paulinho e Taveira, estão com força total, para buscar a consolidação dos seus projetos, conquistar uma cadeira no legislativo estadual para suas mulheres.

Paulinho, na verdade, chegou bem pertinho e não materializou em 2018, por excesso de confiança, o famoso já ganhou.

Ele perdeu a eleição, por confiar em alguns “parceiros” que se diziam donos dos votos.

Em Parnamirim, Passa e Fica e em Patu, os votos não apareceram e o mais grave, os líderes ainda ficaram rindo da situação.

Ao analisar esse insucesso, há outro fenômeno precisa ser considerado, o fato de em seu espaço político, São Gonçalo do Amarante, ocorrer a divisão de sua base eleitoral, ou seja, uma invasão de candidatos que não tinham nenhuma ligação política com o seu grupo.

Outro ponto desgastante foi a candidatura de Mada Maia, filha de Jaime e Zenaide, que mesmo sem ter o apoio oficial do casal calado, ainda criou um embaraço político para o grupo de Paulinho.

Em Parnamirim, o coronel, sabido e sendo hoje o bambambam da política local, já quê derrotou seus principais adversários na eleição municipal e limpou a área para chegar a Assembleia.

O prefeito Taveira se vale da experiência exitosa de Paulinho de São Gonçalo e Terezinha Maia para tomar como exemplo.

Tanto é que só foi o casal de São Gonçalo visitar alguns amigos na grande natal, o coronel tratou de botar o bloco dele na rua.

A caneta de Taveira está cheia de tinta, as famosas nomeações andam atendendo aos critérios da governabilidade na câmara e também da simpatia da mulher, sobretudo aqueles que podem somar para sua chegada na Assembleia Legislativa.

Antes, os presentes eram viagens, roupas e carros, agora, o coronel quer presentear sua mulher com uma cadeira no legislativo estadual.

Ele já deixou claro que não se afastará do cargo de prefeito para disputar mais nada.

Taveira vai passar o bastão para a mulher, o filho Rodrigo em São José de Mipibu e Wolney França, que o substituirá em 2024. O combatente quer mesmo é se agarrar com uma 51 e curtir seus netos na granja de japecanga. Como o ponto fraco da gestão do coronel é a periferia, ele nomeou Lêda como secretária de assistência social e já fez sua estreia na política.

A primeira disputa foi como suplente de senadora na chapa de Antônio Jácome, perdeu.

A segunda vez, disputou a vaga de vice na chapa da associação dos moradores da cohabinal, nessa conseguiu se eleger. Agora, a vontade pessoal é manter o sobrenome de Taveira na política do RN.

O comentário, no clã dos dois prefeitos, é não cometer os erros do passado, podem separar duas cadeiras na Assembleia, uma para Terezinha Maia e outra, por uma questão de justiça, força e vontade do grupo de Parnamirim, para Lêda.

 

Eduardo Paes e Carlos Bolsonaro trocam provocações no Twitter

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) respondeu a um post feito no Twitter pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) sobre as obras da alça de ligação da Ponte Rio-Niterói com a Avenida Brasil. A construção é executada pela concessionária responsável pela ponte em parceria com o governo federal.

O filho do presidente Jair Bolsonaro questionou se o prefeito iria à inauguração, “reconhecendo ações do governo” federal. Paes escreveu: “Ué! Manda não esquecer de me convidar que eu vou. Já fiz o favor de libertar vcs (sic) e o Rio do [Marcelo] Crivella”.

A troca de mensagens ocorreu na tarde desse domingo (14.fev.2021).

Será que o Prefeito do Rio vai aparecer para a abertura reconhecendo ações do Governo Jair Bolsonaro ou vai seguir o padrão de tentar fazer média com piçóu [referência ao partido Psol] e afins e malandramente tapar o sol com a peneira para variar? Esse é mais liso que bagre ensaboado!”, escreveu o vereador.

 

Em sua resposta, Paes disse que, além do ex-prefeito Marcelo Crivella, também tentou livrar o Rio de Janeiro de Wilson Witzel, governador afastado.

O prefeito do Rio de Janeiro não é próximo do clã Bolsonaro. Paes atendeu a pedido do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para abrir o Palácio da Cidade para evento de apoio à candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP) à presidência da Câmara. Baleia concorreu com Arthur Lira (PP-AL), candidato preferido pelo Planalto e que venceu a disputa.

Paes também conversou por diversas vezes com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto político do presidente.

Poder 360.

Covid: média de casos aumenta pelo menos 10% depois de datas comemorativas

O Brasil é o 2º país com mais casos de covid-19. Mais de 9 milhões já foram infectados. Levantamento do Poder360 indica que o registro de diagnósticos aumenta depois de feriados, quando pessoas reúnem-se em maior número apesar das recomendações de distanciamento social.

A análise compara a média móvel de novos casos nas datas comemorativas e depois de duas semanas. Especialistas afirmam que existe uma maior probabilidade de transmitir o vírus em até 14 dias após o início da infecção.

Foram considerados os feriados a partir de novembro de 2020 e os 2 turnos das eleições. A menor variação foi de 10%, depois do Natal.

Leia infográfico sobre as variações:

O maior aumento se deu depois do Ano Novo. Em 1º de janeiro, a média de novos casos estava em 36.003. Quatorze dias depois, saltou para 54.255.

O mesmo fenômeno pode se repetir no Carnaval. A maioria dos Estados cancelou as festividades e manteve o funcionamento do serviço público, mas aglomerações foram registradas em diversas praias pelo país e estabelecimentos foram interditados.

O efeito das festas clandestinas poderá ser mensurado no início de março.

ENTENDA O QUE É MÉDIA MÓVEL

O número de casos diários pode sofrer variações abruptas, sobretudo porque nos fins de semana há sempre menos casos relatados. Uma forma de minimizar essas distorções é a média móvel de 7 dias.

Como o nome indica, soma-se o número de diagnósticos reportados a cada 7 dias e divide por 7. Assim, é possível obter uma média de quantos casos foram confirmados por dia naquele período.

A média de novos casos ficou acima de 50.000 de 9 de janeiro a 2 de fevereiro. No domingo (14.fev), ficou em 44.268.

Ponta Negra Natal – RN Foto: kaline Olegário

Poder 360.

O excesso de liquidez e o dilema de financiar novo auxílio emergencial

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Oexcesso de liquidez internacional combinado com atividade econômica fraca e inflação abaixo do centro da meta causaram desequilíbrios macroeconômicos graves no passado, como na crise financeira de 2008. O mais pronunciado foi a elevação dos preços dos imóveis acompanhado da elevação do endividamento das famílias.

O excesso de liquidez e endividamento das famílias trouxe riscos à estabilidade financeira e à macroeconomia. Isso foi reconhecido pelos bancos centrais, inclusive no Brasil, que adotaram uma série de medidas macroprudenciais.

Diante desses desequilíbrios, medidas de política monetária tradicionais seriam insuficientes. A institucionalização de um modelo de política macroprudencial tornou o processo de decisão da política monetária mais transparente e seus objetivos mais claros. Foram desenvolvidos mecanismos macroprudenciais formais, incluindo com o uso de indicadores para avaliar a vulnerabilidade financeira das economias.

Para economias emergentes com mercados de capitais abertos, que enfrentam limites a política monetária pelos fluxos de carry trade (tomar dinheiro emprestado e aplicar os recursos na moeda de outro onde as taxas de juros são maiores), passou a ser ponderada atenção especial aos efeitos da liquidez excessiva sobre os preços dos ativos e sobre o mercado de câmbio.

Algo parecido está acontecendo atualmente, com muita liquidez que pode gerar altas dos preços, principalmente dos imóveis, vide o volume de crédito para construção e compra de imóveis.

No Brasil, o BC (Banco Central) incentiva a compra de imóveis ao possibilitar o uso como garantia para 2 financiamentos diferentes, por exemplo. Tal fato pode provocar demandas mais fortes por imóveis em momentos de excesso de recursos no mercado.

Os financiamentos imobiliários aumentaram no último ano, durante a crise, com taxa de juros baixas. De acordo com os dados da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores) da CNC (Confederação Nacional do Comércio), em 2020, 9,5% do total de famílias endividadas possuíam algum financiamento imobiliário, proporção 1 ponto percentual mais elevada do que em 2019. Em relação a 2016, por exemplo, na última crise enfrentada pelo Brasil, o indicador é 1,8 ponto percentual maior.

O BC agora tem de pensar em maneiras que não incentivarão tanto a compra de imóveis, pois em breve a Selic vai subir e, com o atual estado dos financiamentos em alta, isso pode acarretar inadimplência. As taxas de juros para as linhas de crédito em geral já estão aumentando de maneira generalizada, em razão do aumento dos juros futuros, expectativa de elevação da Selic com inflação pressionando, além do fim da carência ter potencial para aumentar a inadimplência.

Os consumidores estão muito endividados, quase 70% do total de famílias no Brasil, ou cerca de 11 milhões. E o retorno do benefício emergencial contribuirá para manter a demanda agregada com financiamentos e maior uso do crédito.

Quem defende a tese de que a autoridade monetária pode imprimir mais moeda em momentos atípicos e de crise severa não pensa que isso vai gerar ainda mais dívida, com elevação dos preços dos ativos. A liquidez excessiva acaba direcionada para bens, valores e créditos patrimoniais, contribuindo para bolhas imobiliárias.

O dinheiro sempre dorme nos bancos, mesmo quando é direcionado para os que mais precisam. Por isso mesmo, com inflação ainda baixa, o excesso de liquidez retorna aos bancos, que acabam destinando os recursos a quem precisa menos, ou não precisa.

Nossa previsão é que o IPCA em 2021 esteja ao redor de 4%, com os salários dos funcionários federais congelados, e sem maiores pressões do setor de serviços, que padece com a ociosidade provocada pela crise sanitária. Mas é importante não oferecer muito mais liquidez agora, pois a partir dos próximos anos, sem esforço fiscal contracionista, as perspectivas inflacionárias devem voltar, no cenário de muitas dívidas na carteira das famílias.

A inflação implícita está alta no curto prazo, mas ainda baixa no longo prazo. Com mais benefício emergencial isso será uma verdade? Se o governo e o Congresso acharem como financiar algum auxílio, nossa expectativa puramente numérica, sem preocupação fiscal, indica que podemos ter inflação menor ano que vem.

A perspectiva de inflação baixa no longo prazo é o mercado admitindo que o auxílio emergencial terá suporte fiscal, e é aí que reside uma das principais dúvidas a respeito da trajetória da inflação para ano que vem. Teremos como acomodar mais gastos sociais nos limites fiscais?

O que queremos evidenciar neste texto é que, apesar de o auxílio emergencial ser necessário com o agravamento da pandemia, ele não pode ser monetizado com perspectiva de piorar o deficit fiscal e, consequentemente, levar à elevação do dólar elevado e a mais inflação.

Poder 360.