7 a cada 10 brasileiros pretendem ficar em casa durante o Carnaval

Foto: Sérgio Lima / Poder 360

Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta 5ª feira (11.fev.2021) indica que 71,2% dos brasileiros pretendem ficar em casa no feriado de Carnaval por conta da pandemia. Outros 15,5% pensam em viajar, enquanto 3,2% querem ir para folia. Foram 5,8% os que disseram não pensar em nenhuma dessas possibilidades. Eis a íntegra (330 KB) do levantamento.

Eis os recortes com os grupos que registraram os maiores percentuais para cada resposta à pergunta:

quem pretende ficar em casa no Carnaval por conta do coronavírus:

  • mulheres (73,5%);
  • pessoas de 60 anos ou mais (79,9%);
  • os que têm ensino superior (72,4%);
  • moradores do Sul (77,2%).

quem pretende viajar no Carnaval:

  • homens (16,1%);
  • pessoas de 35 a 44 anos (18,4%);
  • os que têm ensino superior (17%);
  • moradores do Nordeste (16,4%).

quem pretende sair na rua para pular Carnaval:

  • homens (3,6%);
  • pessoas de 16 a 24 anos (8,6%);
  • os que estudaram até o ensino médio (4,3%);
  • moradores do Nordeste (4,3%);

Os dados da pesquisa foram coletados de 4 a 8 de fevereiro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram consideradas 324 entrevistas com moradores de 210 municípios brasileiros, nos 26 Estados e no Distrito Federal. A margem de erro é estimada em 2 pontos percentuais e o grau de confiança do estudo é de 95%.

Na 2ª feira (8.fev), o Poder360 mostrou que 20 Estados suspenderam a folga de Carnaval. A medida tenta evitar aglomerações, festas e viagens, comuns nesta época do ano, e diminuir a transmissão da covid-19. As festas e desfiles carnavalescos de 2021 já vinham sendo cancelados desde 2020. Leia a reportagem completa.

Poder 360.

Fura fila na mira do vereador Éder Queiroz. Câmara aprova urgência para aprovação da matéria

O plenário da Câmara Municipal de Parnamirim, aprovou nesta quarta-feira (10), o regime de urgência do projeto de Lei 04/2021, de autoria do vereador Eder Queiroz ( PSDB ), que trata de quem furar a fila da vacinação contra a covid 19, no âmbito do município de Parnamirim/RN.

O autor do Projeto de Lei justificou a urgência face a vacinação que já está em andamento no município, e as diversas notícias pelo Brasil, de aproveitadores que burlam a ordem de vacinação do Plano Nacional.

A Lei prevê expressamente sanções administrativas às pessoas físicas, jurídicas e agentes políticos. O vereador Eder Queiroz, está exercendo seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Parnamirim/RN, e tem forte atuação política e administrativa no Litoral de Parnamirim.

 
Fonte: Ass. Comunicação.

 

Câmara: 8 partidos deram mais de 90% dos votos por autonomia do BC

 Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Oito dos 24 partidos representados na Câmara dos Deputados deram mais de 90% de seus votos em favor do texto-base do projeto que confere autonomia ao Banco Central.

A Casa aprovou a proposta nessa 4ª feira (10.fev.2021), por 339 votos a 114. Trata-se do PLP (projeto de lei complementar) 19 de 2019, que agora vai à sanção presidencial.

Desses 8 partidos, 3 deram 100% dos votos a favor do projeto defendido pelo governo. Mas tratam-se de siglas pequenas: Cidadania (7 deputados), Novo (8) e Patriota (6). A tabela a seguir mostra como cada sigla votou. Neste link é possível ver o voto de cada deputado.

Entre os 11 partidos que integram o bloco formado por Arthur Lira (PP-AL) para concorrer à presidência da Câmara, os que deram menos votos a favor da autonomia do BC foram Avante (5 de 8 deputados) e PL (29 de 42). O grupo é formado por PSL, PL, PP, PSD, Republicanos, PTB, Pros, Podemos, PSC, Avante, Patriota.

Lira foi eleito para o comando da Casa com apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro. Colocou o projeto em pauta a pedido do Palácio do Planalto. A aprovação foi uma vitória de Bolsonaro e também de Paulo Guedes, ministro da Economia.

PT, Psol, PC do B e Rede não deram nenhum voto em favor da autonomia do Banco Central. Os partidos de esquerda são críticos à medida. Dizem que, na prática, trata-se de entregar a política monetária ao mercado financeiro. Mas houve votos “sim” no PSB (11 de 30) e no PDT (3 de 26).

O relator na Câmara foi o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). Os senadores aprovaram a proposta, do senador Plínio Valério (PSDB-AM), no início de novembro de 2020. O relator na Casa Alta foi Telmário Mota (Pros-RR).

O projeto aprovado faz com que o presidente do Banco Central e os diretores do órgão passem a ter mandatos e não possam ser demitidos livremente pelo presidente da República. A ideia é reduzir as possibilidades de influência política no BC.

A principal atribuição do Banco Central é controlar a inflação. A ferramenta usada é a taxa de juros paga pelo governo a quem lhe empresta dinheiro, a Selic.

Na prática, os bancos não emprestam a consumidores e empresas com taxas abaixo da Selic, atualmente em 2% ao ano. Trata-se do menor patamar da história.

Quando os juros sobem, o crédito fica mais caro e o consumo diminui. Isso reduz a demanda e, consequentemente, segura a alta dos preços.

Poder 360.

Michael Borges confessa que já recebeu proposta de privilégio em banco por ser vereador

Em um embate na sessão da Câmara, o vereador Michael Borges, líder do prefeito Taveira, só tem aberto a boca para criar polêmica.

Metido a um profundo conhecedor do processo legislativo, a sua Excelência em um embate com a colega de parlamento Fativan Alves, confessou que depois que virou vereador em Parnamirim, vem recebendo propostas de vantagens especiais na agência bancária da cidade.

No discurso, disse que na proposta, ele passaria a fazer parte de um grupo especial de clientes, portanto, não pegaria mais filas, diferente do tratamento que recebia no passado quando não tinha mandato. E, em seu aparte, na discussão sobre a greve dos bancários e a possibilidade de fechamento das agências na cidade e no Estado, Michael Borges, disse que até o fone particular do gerente, lhe foi oferecido, coisa que antes não tinha acesso, e que hoje lhe foi disponibilizado depois de sua posse no parlamento.

Um detalhe que chamou a atenção dos vereadores presentes na sessão plenária, foi ele dizer que foi convidado a furar a fila do banco, tendo assim um tratamento diferenciado dos demais clientes.

A fala do edil mirim, foi logo contestada pela vereadora oposicionista Fativan, que lamentou tal tratamento e fez alguns relatos de dificuldade como cliente nas agências bancárias da cidade.

Câmara tem bate-boca após Silva chamar deputados do Novo de “Guedes boys”

O deputado Orlando Silva (PC do B-SP) disse durante sessão realizada nessa 4ª feira (10.fev.2021) que deputados do Novo são “Guedes boys”. A declaração motivou bate-boca no plenário durante a votação do texto que dá autonomia ao Banco Central.

Silva disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi à Câmara pressionar deputados a votarem a favor do projeto, defendido pelo governo. A assessoria do ministro negou que ele tenha ido ao plenário.

Eu lamento que o Novo tenha assumido a posição de ‘Guedes boys’. Porque o ministro da Economia, Paulo Guedes, andou aqui pelo plenário, e mudou a posição e orientação de alguns partidos”, declarou Orlando. No momento da declaração, o texto-base da autonomia do BC já havia sido aprovado, mas estavam sendo discutidos os destaques –trechos analisados separadamente.

Quem está em casa não está vendo o que está acontecendo aqui no plenário. Então é um absurdo um deputado falar mentira dizendo que o Paulo Guedes está aqui no plenário”, disse Paulo Ganime (Novo-RJ).

Depois deu-se a seguinte discussão:

Orlando Silva: “Ele esteve aí, é só você buscar as imagens do plenário!”

 

Ganime: “Eu estava em pé aqui. Vossa excelência me viu falando com..?”

Orlando: “E estava ali o ministro, que veio constranger esse plenário!”

O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), cortou o som dos microfones em que os 2 falavam. “Vamos manter o nível do plenário”, disse Lira. Depois disso, houve gritaria no plenário. Os sons fora do microfone ficaram ininteligíveis.

“O conselho de ética será instalado. Quando tiver excesso nesse plenário, representa o deputado, não tem problema”, disse Lira a Orlando Silva.

Assista no vídeo abaixo

Poder 360.