Parler: a nova rede social contra censura que está virando febre

Com o Twitter avançando cada vez mais em limitar o alcance de conteúdos classificados como “potencialmente prejudicial ou enganoso”, introduzindo novos rótulos de verificação e derrubando inúmeros perfis — a exemplo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, milhares de usuários migraram para uma nova plataforma de mídia social chamada Parler.

O aplicativo é co-fundado por um dos líderes do grupo de jovens Students For Trump, Ryan Fournier, que chama a rede social de “uma plataforma em que você não precisa se preocupar em ser censurado ou banido porque pensa diferente de quem administra a rede”.

Vários políticos e palestrantes conservadores de alto perfil, incluindo Ted Cruz (R-TX), abandonaram o Twitter pela promessa de um lugar para discutir ideias sem censura.

Republicanos e personalidades conservadoras da mídia começaram a divulgar massivamente o Parler e a fazer regularmente publicações por lá.

A plataforma de mídia social surgiu como alternativa de liberdade de expressão para usuários insatisfeitos com Facebook e o Twitter.

Pioneiros neste processo, confira alguns nomes da política americana que já aderiram a mais nova rede social:

 

 

 

 

Conexão política.

Entenda o leilão do 5G e as perspectivas para a tecnologia no Brasil

Brasília, DF, Brasil: Antenas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O leilão de tecnologia 5G no Brasil está previsto para ser realizado no 1º semestre deste ano. A oferta atrai investidores de todo o mundo e dita as tendências no mercado de comunicação no ano que se inicia.

Além de internet 10 vezes mais rápida, as redes de 5G usarão um espectro de rádio mais abrangente, permitindo que mais aparelhos móveis se conectem ao mesmo tempo, com maior estabilidade do que os atuais 4G, 3G e 2G. Isso representará uma revolução para diversos setores, desde logística à agricultura, passando pela indústria e pelo planejamento urbano.

A tecnologia deve expandir a usabilidade de ferramentas inteligentes, criando grandes centros ou até mesmo cidades inteiras completamente conectadas. Lâmpadas, carros e geladeiras, entre outros, podem estar todos em rede ao mesmo tempo.

O leilão do 5G no Brasil abarcará as seguintes faixas de radiofrequência: 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. São por meio dessas tecnologias que os dados serão transmitidos em ultravelocidade dos celulares e aparelhos em geral para as torres de comunicação.

Considerada a “banda de ouro” por especialistas, o 3,5 GHz deve ser o espectro mais cobiçado entre eles. A licitação dessa faixa será ofertada de forma nacional e regional. Para corrigir distorções, o leilão foi estruturado em forma de “blocos“. Por exemplo, a empresa que ganhar a operação em São Paulo terá que atender também a região Norte, com áreas menos rentáveis.

A expectativa de especialistas e do mercado é de que a oferta do 5G no Brasil seja a maior do mundo. Por causa da pandemia, o leilão –que estava previsto para acontecer no 1º semestre de 2020– teve de ser adiado. O valor também ainda não foi definido.

A estimativa de data foi reforçada pelo presidente da Anatel, Leonardo Euler, em novembro de 2020: “O conselheiro Carlos Baigorri, evidentemente, tem o seu tempo de relatoria, nós envidamos esforços liderados pelo próprio ministro das Comunicações para realizar esse leilão ainda no 1º semestre [de 2021]. Evidentemente que isso é desafiador, porém factível”.

Baigorri foi sorteado como relator do leilão na Anatel. O economista diz que o leilão é “uma prioridade máxima” do governo.

O QUE FALTA

Eis os próximos passos para, enfim, a realização do leilão no Brasil:

Um empecilho curioso, no entanto, pode atrapalhar os planos de empresas interessadas. A interferência da faixa 3,5 GHz com as antenas parabólicas, usadas por milhares de famílias no Brasil ainda hoje, pode aumentar os custos e impor obstáculos para a tecnologia. Para solucionar o problema, testes estavam sendo realizados, mas foram interrompidos também por causa da pandemia.

Os custos que as companhias vencedoras terão para ressarcir o consumidor ou para evitar a interferência nos aparelhos devem ser considerados na definição dos valores.

Para o ministro das Comunicações, Fábio Faria, todos os prazos serão cumpridos e o edital do leilão deverá ser apresentado no 1º semestre de 2020.

REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

A nova tecnologia 5G pode oferecer internet até 100 vezes mais rápida que o atual 4G, última geração disponível. Com essa melhoria, seria possível baixar um filme em Ultra HD em 10 segundos.

Esses números, no entanto, se referem aos picos teóricos de largura da banda e latência da rede. É improvável que as operadoras consigam entregar esse desempenho logo no início da implementação.

Mesmo sem atingir a capacidade máxima, a tecnologia tem potencial para revolucionar a indústria de telecomunicações, com conexões ainda mais profundas, chegando a regiões brasileiras que atualmente não têm acesso à internet.

Além disso, a tradicional banda-larga tende a ser substituída gradualmente, segundo especialistas. As faixas de radiofrequência, que devem ser leiloadas nos próximos meses podem funcionar como uma espécie de “wi-fi gigante”, juntando estabilidade e velocidade de conexão.

Em entrevista ao Poder360, o superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, Nilo Pasquali, estimou que o edital preparado pela agência trará exigências para ampliação das estruturas de telecomunicações no Brasil:

“O que a Anatel quer fazer, em vez de cobrar um boleto em cima do valor [do leilão], é colocar esse valor em expansão de infraestrutura, pelo menos em cobertura 4G, não necessariamente em 5G. Minimamente espera-se um atendimento de banda larga, estamos apontando banda larga, sendo pelo menos tecnologia 4G. Provavelmente não vamos conseguir cobrir o Brasil numa tacada só, mas há uma expectativa muito positiva de cobrir bastante desse deficit de infraestrutura que a gente tem. E o edital é uma grande oportunidade para fazer essa expansão”, disse.

Grandes empresas de todo o mundo voltam os olhos para o Brasil para tentar emplacar suas tecnologias nas redes de telecomunicações.

Espera-se que operadoras de serviço móvel participem do leilão, tendo em vista que a radiofrequência é insumo essencial para o fornecimento do serviço. Já empresas fabricantes não devem fazer ofertas por faixas de frequência leiloadas, mas oferecem equipamentos e infraestrutura para as operadoras que comprarem esses lotes no certame.

Dessa forma, todas as atuais grandes empresas do setor (Claro, Tim e Vivo) devem participar do certame, além de companhias internacionais.

IMPASSE COM A HUAWEI

A participação da Huawei na implantação de redes de 5G pelo mundo tem sido alvo de críticas e restrições encampadas, principalmente, pelo governo norte-americano.

site do programa da gestão de Donald Trump para proteção de dados, Rede Limpa (Clean Network, em inglês), chama a empresa de “1 braço da vigilância do Partido Comunista Chinês”. A China, por sua vez, diz que a iniciativa é “discriminatória”.

Além dos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Suécia, entre outras nações, também decidiram banir a tecnologia chinesa.

Eis um infográfico com os principais países que autorizam e rejeitam o 5G da Huawei:

No Brasil, um dos filhos do presidente da República, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), causou um incidente diplomático com o país asiático ao escrever o seguinte no Twitter:

“O governo Jair Bolsonaro declarou apoio à aliança Clean Network, lançada pelo governo Donald Trump, criando uma aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”.

embaixada chinesa classificou o ataque como “inaceitável e afirmou que esse tipo de fala poderá ter “consequências negativas” para a relação dos 2 países.

Não há provas, no entanto, que a tecnologia da Huawei possa fazer parte de um complô para espionagem do governo chinês.

O vice-presidente Hamilton Mourão foi na contramão da opinião do filho do presidente e defendeu a participação da empresa chinesa no certame. Para o general, os brasileiros pagarão mais caro se a empresa não fornecer a tecnologia para implantação do 5G no país, já que toda a infraestrutura do 3G e 4G disponíveis no país são da Huawei.

“Se, por um acaso, dissessem: ‘A Huawei não pode fornecer equipamento’, vai custar muito mais caro. Porque vai ter que desmantelar tudo que tem aqui, porque ela não fala com os equipamentos das outras. E quem é que vai pagar esta conta? Somos nós, consumidores. Eu vejo dessa forma”, disse.

Poder 360.

O ceticismo polonês à vacina contra a covid-19

Quando a jornalista polonesa Hanna Lis recentemente postou um tuíte relatando um choque anafilático que teve, os canais de mídia social em toda a Polônia entraram em turbulência. Segundo ela, a reação alérgica havia sido o “pior trauma” de sua vida.

Embora ela não tenha relatado no tuíte o que exatamente desencadeou o problema, sua mensagem imediatamente levou a um debate acalorado sobre os potenciais efeitos colaterais das vacinas contra o novo coronavírus. Em particular, foram citados relatos do Reino Unido e dos Estados Unidos sobre vacinados que sofreram reações anafiláticas.

Lis não é uma militante antivacina declarada, está apenas pedindo que haja mais informação. O episódio em torno de seu tuíte foi significativo: muitas pessoas na Polônia estão preocupadas com a incipiente campanha de vacinação contra covid-19. Elas se sentem mal-informadas. O ceticismo à vacina é tão amplamente difundido na Polônia quanto em poucos outros países europeus.

Mas o governo polonês pouco faz para acabar com a desconfiança. Quase diariamente, o primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, informa em entrevistas sobre a chegada de remessas da vacina e aproveita para apelar aos compatriotas para que se imunizem. E ele fala com entusiasmo de um iminente “retorno à normalidade”. Hanna comentou no Twitter: “Esta propaganda de que as vacinas são um sucesso tem um efeito contrário”.

SUPERSTIÇÃO E FEITIÇARIA

O sociólogo e especialista em saúde Tomasz Sobierajski, da Universidade de Varsóvia, fala de “propaganda de sucesso inflado”. Ele próprio também não é um adversário da vacinação, mas se recusa a rotular os céticos simplesmente como “loucos”. Segundo ele, o próprio governo é culpado pela desconfiança sobre a vacina por não conduzir uma campanha de informação. “Ao contrário de outros países ocidentais, nossa atitude em relação às vacinas é baseada em superstições e feitiçarias”, disse ele ao jornal Gazeta Wyborcza.

Por exemplo, quase ninguém tenta explicar às pessoas que, ao contrário do que muitos temem, a vacina contra covid-19 não afeta os genes humanos, diz Sobierajski. Por isso, o sociólogo não se surpreende que, segundo as pesquisas, apenas 4 a 5 de cada 10 entrevistados querem ser vacinados. Afinal de contas, o ceticismo em relação a vacinas não é novidade na Polônia, pois menos de 4% das pessoas no país são vacinadas contra gripe, enquanto na Europa Ocidental a grande maioria se imuniza. “O resultado final é que ficaremos presos ao desespero pandêmico por um longo tempo”, adverte Sobierajski.

DESCONFIANÇA E TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO

Aos céticos juntam-se agora não só um número crescente de celebridades, mas também políticos do ligados ao governo. “Não serei vacinado”, disse recentemente Janusz Kowalski, secretário de Estado do Ministério da Propriedade Estatal, em uma entrevista ao portal Wirtualna Polska. “É uma questão de liberdade e de escolha individual”.

A vacinação também é considerada uma questão de liberdade de escolha pelos ativistas poloneses antivacina da associação Stop Nop (sigla para “acabem com reações indesejadas da vacina”, em tradução livre). Nos últimos meses, o movimento vem questionando não apenas a vacinação, mas até mesmo a própria existência da pandemia de covid-19. A emissora de televisão privada NTV em Breslávia (Wroclaw_, que é financiada por doações, tornou-se sua plataforma. Seu fundador e chefe, Janusz Zagorski,disse à DW que quer “expor as mentiras em torno da covid-19”.

Ele explica sua teoria: “A pandemia é um instrumento com o qual os poderosos deste mundo buscam controle sobre nossos cérebros”. Segundo ele, a vacinação envolve a implantação de microchips sob a pele, que poderiam transmitir todas as informações sobre uma pessoa. “Você será capaz de escanear um ser humano como você hoje escaneia uma mercadoria em um supermercado”, disse Zagorski, que é formado em Ciências Políticas. Ele conta, orgulhoso, que durante a pandemia o número de assinantes do canal aumentou em um terço, para mais de 300 mil.

APOIADORES DA ESQUERDA; CRÍTICOS, DA DIREITA

Embora os partidários de tais teorias conspiratórias continuem sendo uma minoria na Polônia, o ceticismo generalizado sobre a vacinação vem se refletindo em pesquisas de opinião. De acordo com uma consulta realizada pelo instituto Ibris para o jornal Rzeczpospolita pouco antes do Natal, 47% dos entrevistados querem ser vacinados, enquanto 44% responderam que não (9% responderam “não sei”). A maioria das respostas afirmativas foi do grupo com mais de 70 anos (67%) e a menor nos grupos de 18 a 29 anos (29%) e 30 a 39 anos (28%). Quanto ao gênero, mais homens querem ser vacinados do que mulheres (59% contra 35%).

Há mais defensores da vacinação entre os adeptos da esquerda (82%) e da liberal Plataforma Cívica (65%). Entre o eleitorado do partido governista nacionalista de direita PiS, a cota é de 56%, e entre a direita radical Konfederacja, 5%.

De acordo com o chefe da Ibris, Marcin Duma, é difícil combater o ceticismo. Ele diz que não há muitos argumentos para contrariar a afirmação mais comum de que a vacina foi desenvolvida e aprovada muito depressa. “Na verdade, não há nada que explique por que foi bem sucedida em tão pouco tempo”, diz Duma. “Muitos querem esperar até que os outros estejam vacinados, outro argumento difícil de derrubar”.

PREOCUPAÇÕES MORAIS DOS CATÓLICOS

Na Polônia católica, um argumento relacionado ao uso de células de fetos abortados na produção de certas vacinas também desempenha um papel forte entre os críticos da vacinação. Este foi o caso apenas algumas vezes nos anos 1960, desde então as células então obtidas têm sido criadas artificialmente. Além disso, os abortos eram legais e não tinham nada a ver com o desenvolvimento de vacinas. No entanto, os oponentes da vacinação afirmam que fetos abortados são utilizados para a produção de vacinas.

Por um lado, o Vaticano apela à indústria farmacêutica para produzir exclusivamente “vacinas éticas”, mas, enquanto não houver outras disponíveis, considera aceitável que sejam utilizadas vacinas baseadas em linhagens de células fetais. Em vista da pandemia, o Vaticano recentemente renovou essa posição.

Também a Conferência dos Bispos Poloneses segue essa posição. Uma declaração dos especialistas em bioética do episcopado polonês cita que o uso de vacinas baseadas em linhas de células fetais não deve ser interpretado como defesa do aborto. Portanto, qualquer pessoa, inclusive os católicos, poderia receber tais vacinas, caso não houver outro imunizante disponível.

POLÔNIA EM UM BLOQUEIO RÍGIDO

Semelhante a muitos países europeus, na Polônia as vacinações começaram em 27 de dezembro. Na fase “0”, médicos e pessoal médico estão sendo vacinados. Mas mesmo neste grupo há céticos. Por isso, o governo está apelando por meio de um anúncio comercial para que os profissionais de saúde se inscrevam. Até agora, 400 mil funcionários do setor de saúde já o fizeram.

Cerca de 6,8 milhões de pessoas já foram testadas na Polônia, pouco menos de um quinto da população do país. Cerca de 1,3 milhão já contraíram Sars-CoV-2 e mais de 27 mil pessoas morreram por causa do vírus. Cerca de 8 mil novas infecções foram relatadas diariamente no fim de dezembro, o que representa uma queda significativa em relação a novembro, quando o número chegou a ultrapassar várias vezes as 30 mil novas infecções diárias. Entretanto, o premiê Mateusz Morawiecki espera que os números voltem a aumentar por causa das reuniões familiares durante a época de Natal.

A Polônia se encontra em um rígido confinamento entre 28 de dezembro e 17 de janeiro. O comércio permanece fechado, exceto estabelecimentos de produtos alimentícios e drogarias. A maioria das instalações esportivas, incluindo as estações de esqui, permanece fechadas. Na noite de Ano Novo, o governo apelou para que as pessoas não saíssem de casa entre 19 horas e 6 da manhã.

Poder 360.

Em defesa da frente popular contra crise e efeitos da pandemia, por Stedile

Oano de 2020 ficou marcado por 3 fatos principais que trouxeram enormes consequências para a vida de nosso povo: a crise econômica capitalista, a disseminação da covid-19 e o impacto sobre a sociedade e o comportamento de um governo insano e genocida, com seus métodos fascistas de governar para uma minoria de apoiadores fanáticos.

A crise capitalista instalada em todo mundo desde 2008 se agravou no Brasil a partir de 2014. Desde então, o quadro tem deteriorado ainda mais com as medidas neoliberais que só protegem o capital financeiro e as corporações internacionais.

No ano passado, o PIB brasileiro caiu 5%; a taxa de investimentos produtivos para alavancar o crescimento da economia caiu para 15,4% (já tivemos 21% em 2013 e, nos anos dourados, chegou a 30%).

Até o capital estrangeiro se deu conta. A fuga de investidores estrangeiros da bolsa de valores brasileira representou R$ 87,5 bilhões, quase o dobro da saída de 2019, que foi de R$ 45 bilhões. E os indicadores da indústria assustam ainda mais, com a queda para 11% do PIB (em 2004, representava 18%). Nenhum país se desenvolve sem uma indústria forte.

Na agricultura, o modelo do agronegócio se mantém predominante e crescente, porém produz apenas commodities para exportação, deixando em segundo plano a garantia de alimentos de qualidade e a preço justo para o mercado interno. Hoje 80% de nossas terras e forças produtivas agrícolas estão voltadas apenas para produzir soja, milho, cana, algodão e pecuária extensiva.

As corporações transnacionais que controlam os insumos e os grandes proprietários de terra ganham muito dinheiro. Mas a sociedade e a economia como um todo, não. Sem contar que ainda estamos em uma etapa pré-Estado moderno. Os ruralistas se negam a pagar impostos sobre exportação (protegidos pela Lei Kandir, aprovada pelo governo FHC) e se negam a pagar ICMS sobre os agrotóxicos e outros produtos, como se viu agora em São Paulo. Ou seja, é o rentismo agrícola, utilizando nossos recursos naturais, a infraestrutura e a logística sem dar contribuição para o Estado, para os serviços públicos e para o conjunto da sociedade.

Na Argentina, para dar uma dimensão, soja paga 35% de impostos sobre exportações, e os recursos vão direto para programas sociais de distribuição de renda. Ou seja, a renda extraordinária do boom dos preços internacionais das commodities e da alta do dólar é repartida entre todos os cidadãos.

O agronegócio exerceu sua força e influência no governo e tratou de tirar proveito. Liberaram mais de 300 novos tipos de agrotóxicos, que matam a biodiversidade, contaminam as águas e os alimentos e provocam doenças, enfermidades e até câncer, de acordo com estudos científicos. Tudo isso vai no caminho inverso do progresso. A Europa proíbe a prática da pulverização aérea de venenos e deu prazo de tempo para tirar o mercado a substância do glifosato. No México, o governo acaba de decretar que em 3 anos deve eliminar os agrotóxicos e as sementes transgênicas da sua agricultura.

Não bastasse o modelo concentrador de renda do agronegócio, o latifúndio atrasado, predador e que não produz nada voltou com toda força e apoio do governo.

Os latifundiários, atrasados na sua forma de acumulação primitiva, são alavancados pelo capital financeiro e, com isso, buscam se apropriar dos bens da natureza (terras públicas, minérios, biodiversidade, florestas, água e até o oxigênio das florestas) para vendê-los como crédito de carbono.

Essa sanha de acumulação máxima com os bens da natureza acontece em detrimento das necessidades de todo o povo. Essa política ficou famosa na expressão “É hora de passar a boiada!”, ou seja, se apropriar de tudo o que puderem, em quanto der tempo…

O resultado escancarou as consequências para toda a sociedade. Nunca tivemos tantas queimadas. Não apenas no bioma da Amazônia, mas também no Pantanal e no Cerrado. As alterações climáticas são perceptíveis a qualquer cidadão. Até em São paulo, nossa maior metrópole, a população sofre com chuvas irregulares e com a noite no meio do dia causada pela fumaça das queimadas no centro-oeste e no norte do país.

Nenhuma área indígena e quilombola foi regularizada nos últimos quatro anos. Nunca tivemos tantas invasões de fazendeiros em suas áreas. Mais de 20 mil garimpeiros foram estimulados e estão protegidos explorando minérios em áreas indígenas. A violência contra esses brasileiros tem alcançado índices inaceitáveis.

O Estado e o governo abandonaram também todas as políticas de estímulo à produção de alimentos e de atenção à chamada agricultura familiar e camponesa, que produz para o abastecimento do mercado interno. Não há mais assistência técnica, programas de habitação rural nem programa de compra de alimentos.

Os ruralistas que ocupam o governo se orgulham de dizer que enterraram a reforma agrária, uma política de Estado prevista na Constituição de 1988 como forma de garantir o direito ao trabalho nas terras. Foi justamente para isso que o latifúndio e o agronegócio elegeram esse governo. Faz sentido!

PANDEMIA E CONDIÇÕES DE VIDA

Não bastasse os resultados na economia, provocadas pela crise capitalista e por uma política econômica ultraneoliberal, tivemos então a pandemia do coronavírus. Um inimigo invisível e mortal atingiu a mais de 8 milhões de brasileiros e levou para o cemitério ao redor de 200 mil pessoas, de todas as idades e classes sociais. Até médicos, enfermeiros e pessoas que atuavam ajudando os outros pagaram esse alto preço.

Esse inimigo comum não foi contido pela falta de um governo federal com representatividade, capacidade e moral para coordenar as ações contra a expansão da pandemia. Ficou aquém também a compreensão da sociedade em relação à necessidade de atuar de forma coletiva para enfrentar essa guerra.

Outros países organizaram a sociedade de forma diferente, priorizaram o combate unitário ao inimigo e obtiveram resultados mais positivos. No Vietnã, por exemplo, morreram menos de 100 pessoas. Na Indonésia, país com mais de 280 milhões de habitantes, três mil pessoas perderam a vida.

Aqui, o Estado e o governo se aliaram ao inimigo. Dentro da sociedade, lamentavelmente, prevaleceram atitudes oportunistas que mantiveram em circulação vetores de contaminação do vírus.

O povo trabalhador jogado à sua própria sorte tem que abandonar os cuidados e buscar formas de sobrevivência na rua. O auxílio emergencial de R$ 600, proposto pela oposição e efetivado por iniciativa do Congresso Nacional, agora está encerrado. Os resultados dessa politica insana e genocida não aparecem só nos mortos, mas também em todos indicadores sociais das condições de vida da população.

O Brasil está entre os 83 países com piores condições de vida da população, mesmo sendo a 13ª economia do mundo. Somos junto com a  África do Sul o pior país em desigualdade social. Terminamos o ano com 14% de desemprego, que mede apenas quem procura trabalho. Temos 60 milhões de trabalhadores adultos, à margem da economia e dos direitos sociais. É um Brasil rejeitado, mantido à margem pelo Estado excludente e por uma burguesia burra e estúpida que não pensa a Nação.

Nunca tivemos tanta violência urbana. Nunca tivemos tanto ódio e racismo. A violência contra as mulheres, dentro de casa. Os casos de feminicídio chegaram a um patamar alarmante, praticados também por senhores brancos “de bem”, endinheirados, que roubaram a vida de suas ex-companheiras em todas as classes sociais.

A fome afeta 12 milhões de brasileiros; outros 20% se alimentam aquém das necessidades. A inflação dos alimentos varia entre 20% e 80% de acordo com o produto, afetando os mais pobres. O programa Minha Casa Minha Vida foi interrompido.

Cerca de 60 países já estão vacinando sua população, enquanto por aqui o ministro da Saúde deve estar estudando geografia para descobrir aonde passa a linha do Equador…

UM GOVERNO INSANO E GENOCIDA

A cada dia fica mais evidente a natureza do governo Bolsonaro, que se converteu em insano e genocida, nefasto ao povo brasileiro e para a democracia. A opinião de alguns ex-ministros como o General Santos Cruz, o dr. Henrique Mandetta e o consultor Sérgio Moro, que conhecem bem a casa por dentro, é suficiente para entender de que gente se trata essa que está mandando no Brasil.

É positivo que mais vozes agora se levantem contra o governo nos jornais e tevês, que antes o apoiaram, e até entre intelectuais que haviam pedido voto. A pergunta que todos estão se fazendo é de onde vem a força política que sustenta Bolsonaro.

Não se pode simplificar à tutela militar, pois apesar dos 6.157 oficiais das três armas estarem presentes no governo, parece se tratar de oportunismos pessoais para abocanhar pequenos privilégios e melhorar a carreira.

O ministro da Defesa não se cansa de alertar que as Forças Armadas não participam do governo, que são apenas instrumentos de Estado. O desempenho profissional pífio nas funções administrativas dos militares, inclusive, deve envergonhar todos, em especial o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. Espero que algum dia o general Villas Boas peça desculpas de público pela arapuca que armou contra todo o povo, que só ele e o capitão sabem…

É certo que parte da burguesia, com seus banqueiros e corporações transnacionais, continua apostando no plano de Paulo Guedes, sedentos por mais privatizações, como da Eletrobras, Correios e Caixa.

O governo não tem projeto de nação e não tem hegemonia ideológica e política na sociedade. Teve um resultado negativo nas eleições municipais, nas quais todos os que se identificaram com o bolsonarismo perderam.

Não há nada que demonstre que as ideias neofascistas sejam majoritárias na sociedade. Ao contrário, seus discursos, teses e exemplos são defendidos apenas por fanáticos, que não devem ser mais que 10%, como existem em toda a sociedade.

Então, os fatos mais recentes nos fazem mudar a pergunta e, em vez de perguntar quem o sustenta, devemos nos questionar até quando aguentaremos tamanha incompetência e insanidade…

PERSPECTIVAS PARA 2021

Diante dessa realidade tão dura, que tem custado tantas vidas, tanto sacrifício e levado ao desânimo o nosso povo, as saídas não são simples e não se resumem ao curto prazo.

Há uma missão permanente da natureza de nosso trabalho, nos movimentos populares, que nos impõe a tarefa de organizar de todas as formas possíveis a classe trabalhadora. Sobretudo, aquele contingente do “Brasil rejeitado” de 60 milhões de adultos abandonados à sua própria sorte, sem emprego, renda e futuro.

Sabemos que sua maioria é de mulheres, chefes de família, jovens, negros e que moram nas periferias das cidades. Precisamos organizá-los para que lutem na defesa de seus direitos e conquistem soluções para seus problemas.

Defendemos a construção imediata de uma Frente Popular, que reúna os movimentos populares que integram a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, centrais sindicais, partidos políticos, movimento interreligiosos, as entidades civis, coletivos de juventude, os artistas e os intelectuais.

A construção dessa frente em torno da defesa de medidas urgentes e dos interesses populares deve girar em torno de uma pauta unitária, que está em debate em diversos espaços com os seguintes pontos:

  1. Lutar pela vacina já, pública e para todos os brasileiros, de forma urgente e prioritária, fortalecendo o SUS com os recursos necessários.
  2. Garantir a manutenção do Auxílio Emergencial até o final da crise da pandemia do coronavírus.
  3. Garantir o abastecimento e o acesso a alimentos saudáveis, com preços controlados.
  4. Exigir um plano nacional de emprego para enfrentar a pandemia do desemprego.
  5. Lutar pelo “Fora Bolsonaro”. Esse governo não tem as mínimas condições para enfrentar os problemas nacionais. Há mais de 50 pedidos de impedimento dormindo na Câmara dos Deputados.
  6. Aprovar a taxação dos mais ricos, começando pelos 88 bilionários que enriqueceram na pandemia. Regulamentação da taxação de lucros e dividendos, grandes fortunas, heranças e movimentações dos bancos. Revogar a Lei Kandir. Acabar com a isenção fiscal que desviou R$ 457 bilhões dos cofres públicos em 2020, segundo a Unafisco.
  7. Lutar contra as privatizações e defender a Eletrobras, os Correios, a Caixa, o Serpro, a Petrobras e as terras (que o governo e ruralistas querem entregar 25% de cada município ao capital estrangeiro).
  8. Lutar contra o racismo e qualquer violência contra as mulheres.

Esse programa mínimo é um ponto de partida para que os movimentos populares, centrais sindicais, entidades da sociedade, partidos e as diferentes formas de organização da sociedade façam o debate para que possamos construir a unidade mais ampla em torno de uma plataforma popular.

A consolidação dessa unidade depende da luta social de massas em torno dessa plataforma, o que só vira depois da vacina. Mas virá. E o aumento dos problemas sociais aumentarão as contradições e os conflitos sociais, que eclodirão em algum momento, queiram os governantes ou não.

É evidente que a recomposição democrática das nossas instituições implica também passar a limpo as falcatruas que vem desde golpe ilegítimo contra a presidenta Dilma Rousseff em 2016.

Os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários assegurados na Constituinte devem ser recompostos, assim como a politica externa soberana. A perseguição ao presidente Lula pela quadrilha de Curitiba, o assassinato da vereadora Marielle Franco e o esquema de desvio de recursos públicos das “rachadinhas” precisam de resposta.

No médio prazo, precisamos construir um novo projeto de pais. Um projeto de Nação, que reorganize a nossa economia com base na produção na  indústria e na agricultura para garantir os bens, o trabalho e a renda para todo o povo brasileiro.

Um projeto fundado na universalização dos direitos a educação, saúde, terra, moradia digna e de cultura. Só um projeto que combata a desigualdade social poderá construir uma sociedade mais  justa, com igualdade e harmonia.

As eleições de 2022 são uma etapa nesse processo para congregar as forças políticas em torno desse novo projeto, que precisa construir uma maioria popular nas instâncias do Estado. Por isso, o debate não pode se limitar a disputas menores de nomes e partidos. Se não construirmos essas alternativas, certamente a crise se aprofundará e terá um custo cada vez maior para o nosso povo.

Poder 360.

Trem da alegria’ tenta viabilizar candidatura de Baleia a presidente da Câmara

Diante da debandada de deputados do PSL, Rodrigo Maia decidiu gastar a tinta da caneta para promover nomeações a 18 dias de deixar a Presidência da Câmara.

Ele promoveu 19 nomeações nos últimos dias para cargos com salários que variam de R$ 4,5 mil a R$ 20,7 mil mensais, sendo nove deles lotados em seu próprio gabinete, à espera de outros destinos.

O “trem da alegria” beneficia deputados de oposição, segudo eles próprios admitem, em troca de apoio à candidatura de Baleia Rossi à presidência da Casa. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Maia alocou aspones na corregedoria parlamentar, no departamento de material e patrimônio e até no gabinete do 4º suplente da Mesa Diretora.

Vagas na 2ª e 4ª secretarias também foram negociadas com partidos do “bloco” de Maia, além de função gratificada na Secretaria-Geral da Mesa.

Houve trocas também nas comissões de Fiscalização e Controle, Defesa do Consumidor e de Educação. Tudo para acomodar os apadrinhados.

A voracidade dos acordos para unir DEM ao PT et caterva levou até a troca na diretoria-geral do quadro de pessoal. E Maia ainda tem 20 dias.

Diário do poder .

Lira: proposta de voto impresso será tratada com respeito

Arthur Lira disse que a PEC do voto impresso, defendida por Jair Bolsonaro, “será tratada com respeito” caso ele seja eleito para a presidência da Câmara.

“A deputada Bia Kicis tem essa pauta. Essa pauta será tratada com respeito. Dando a ela a oportunidade de debater na CCJ ou comissão especial, e se tiver acordo vem a plenário. E se tiver voto será aprovada e se não tiver, será rejeitada. Isso é do jogo democrático”, afirmou, em entrevista à CNN.

Questionado depois se vai votar a favor, respondeu:

“Não é ser contra ou a favor, é pautar as matérias que tenham amadurecimento e maioria […] Vou deixar claro: acredito na Justiça Eleitoral, acho que as eleições são tranquilas. E precisam, se tiver algum questionamento, tirar uma dúvida, nuns 10%, 5%, 4%…”

Ele foi indagado sobre as declarações do presidente de que, se a proposta não for aprovada, atos de rebelião, como os que aconteceram nos Estados Unidos, podem se repetir no Brasil.

“Não há por que fazermos celeuma para dizermos que em 2022 vai se invadir o Congresso brasileiro. Todo ato de violência como foi praticado no EUA deve ser punido com rigor. A anarquia deve ser punida com rigor, nós defendemos a democracia. Mas defendemos acima de tudo que qualquer matéria, sem preconceito de qualquer uma, tem que respeitar. Respeitar acima de tudo a pluralidade de pensamentos de deputados de correntes ideológicas.”

Depois, lembrou que, quando o PSDB pediu uma auditagem na eleição de 2014 que elegeu Dilma Rousseff e derrotou Aécio Neves, Fernando Henrique Cardoso defendeu a medida e “não houve essa celeuma”.

O antagonista.

Bolsonaro diz não apoiar projeto que libera venda de terras por estrangeiros

Presidente Jair Bolsonaro 

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 6ª feira (8.jan.2021) que não apoiará o PL (projeto de lei) que regulamenta a aquisição de terras por estrangeiros, aprovada pelo Senado em 15 de dezembro de 2020. O PL 2.963/2019, relatado pelo senador Irajá (PSD-TO), facilita a compra, a posse e o arrendamento de propriedades rurais no Brasil por pessoas físicas ou empresas estrangeiras. Foi aprovado com emendas e seguiu para a Câmara dos Deputados.

A declaração de Bolsonaro sobre o projeto foi feita depois que uma apoiadora criticou a proposição e pediu para o presidente vetá-la. “Vete aquilo lá, não deixem vender o nosso Brasil”, disse. Bolsonaro perguntou sobre o que ela falava. A apoiadora respondeu: “[Os senadores] não aprovaram aquilo lá? Para vender as terras brasileiras para os estrangeiros?

O presidente disse que não apoia o projeto. “Isso aí não vai contar com meu apoio, não. Vai não. O projeto prevê vender 25% das terras de cada município. Faz as contas: ¼ de 8,5 milhões km², dá por volta de 2 milhões de km² podem ser vendidos, aí complica”, disse.

Segundo a matéria, os imóveis rurais adquiridos por sociedade estrangeira no Brasil também deverão obedecer aos princípios da função social da propriedade previstos na Constituição, como o aproveitamento racional e a utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e a preservação do meio ambiente.

Em dezembro, o relator do PL no Senado disse que o projeto adequava a legislação à Emenda Constitucional 6, de 1995, que revogou o art. 171 da Constituição, acabando com a distinção entre empresa nacional e empresa nacional de capital nacional. “Assim, busca-se promover o tratamento igualitário entre as empresas brasileiras e dos capitais produtivos do país, independentemente de sua origem”, disse o demista.

O senador Irajá afirmou que o projeto aguardava votação há 11 anos. Durante esse tempo, segundo ele, o país perdeu R$ 550 bilhões em investimentos no setor agropecuário. O projeto recebeu o voto contrário de somente 8 senadores.

LIMITES LEGAIS

De acordo com o texto, estarão sujeitas à aprovação do CDN (Conselho de Defesa Nacional) a aquisição de imóveis rurais ou de qualquer modalidade de posse quando as pessoas jurídicas forem organizações não governamentais, fundos soberanos, fundações e outras pessoas jurídicas com sede no exterior.

Também terão de passar pelo conselho pessoas jurídicas brasileiras constituídas ou controladas direta ou indiretamente por pessoas, físicas ou jurídicas, estrangeiras, quando o imóvel rural se situar na Amazônia e sujeitar-se a reserva legal igual ou superior a 80%.

Ficam vedados a estrangeiros qualquer modalidade de posse por tempo indeterminado, arrendamento ou subarrendamento parcial ou total por tempo indeterminado e habilitação à concessão de florestas públicas destinadas à produção sustentável.

Essas vedações não se aplicam quando a aquisição de imóvel rural se destinar à execução ou exploração de concessão, permissão ou autorização de serviço público, inclusive das atividades de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica ou de concessão ou autorização de bem público da União.

EMENDAS ACEITAS

O relator Rodrigo Pacheco acatou integralmente 13 emendas e parcialmente outras 3. Uma delas determina que as empresas brasileiras que adquiram imóveis rurais e sejam constituídas ou controladas por pessoas privadas, físicas ou jurídicas estrangeiras, sujeitam-se ao dever de cumprimento da função social da propriedade.

Outra emenda modifica a Lei 6.938, de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambiente. Segundo o novo texto, Estados e municípios deverão disponibilizar, em um sistema informatizado aberto, o zoneamento ecológico-econômico sob suas respectivas jurisdições, juntamente com os critérios da divisão territorial e seus conteúdos.

Poder 360.

7 em cada 10 brasileiros acham que existe preconceito contra homossexuais

22˚ Parada do Orgulho LGBTQI de Brasilia contou com 6 trios elétricos. 

Pesquisa PoderData mostra que 68% da população brasileira acha que existe preconceito contra homossexuais no Brasil, enquanto 21% negam. Os que não souberam ou não quiseram responder à pergunta foram 11%.

O levantamento ouviu, por meio de ligações para celulares e telefones fixos, 2.500 pessoas em 518 municípios nas 27 unidades da Federação de 4 a 6 de janeiro.

O preconceito contra pessoas LGBTIs é crime no Brasil desde junho de 2019, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) enquadrou esse tipo de discriminação e o equiparou ao racismo.

Segundo dados compilados pelo Grupo Gay da Bahia, houve 329 mortes violentas de pessoas do grupo em todo o Brasil em 2019. O relatório é o último disponível. O de 2020 ainda está sendo elaborado.

Os dados colocam o Brasil como um dos países mais mortais para o grupo no mundo. É o 1º quando são considerados os assassinatos de travestis e transexuais.

A união formal entre casais homossexuais é permitida no Brasil desde 2011, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu por unanimidade sua legitimidade.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto. Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

DESTAQUES DEMOGRÁFICOS

O estudo destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos brasileiros em relação ao preconceito contra homossexuais.

 

Os mais jovens, os moradores da região Centro-Oeste e os mais ricos e instruídos são os que mais reconhecem uma discriminação contra o grupo.

Já os mais velhos e os que ganham de 2 a 5 salários mínimos são, proporcionalmente, os que mais disseram não haver preconceito.

Leis os percentuais no infográfico abaixo:

PRECONCEITO CONTRA HOMOSSEXUAIS X AVALIAÇÃO DE BOLSONARO

PoderData cruzou os dados da pergunta sobre percepção da existência de preconceito contra homossexuais no Brasil com os de avaliação do presidente da República, que fez algumas declarações homofóbicas no cargo e enquanto era deputado federal.

Os números mostram que os bolsonaristas (que o consideram ótimo ou bom) têm taxas mais baixas na percepção de preconceito contra o grupo. Nesse estrato demográfico, 30% dizem não haver descriminalização contra gays e lésbicas, taxa 9 pontos percentuais maior que a média geral.

CASAMENTO HOMOAFETIVO

PoderData também perguntou sobre o casamento gay no Brasil. A maioria (51%) se declara a favor, e 33%, contra.

Poder 360.

Governo de SP endurece quarentena e consumo em bares é proibido em quatro regiões

O governador do estado de São Paulo, João Dória, fala durante abertura do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura, no Palácio de Convenções do Anhembi.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), alterou parte das regras do plano de quarentena contra a covid-19 no estado.

O anúncio feito nesta sexta-feira (8) permite que mais serviços mantenham-se abertos durante a Fase Laranja – uma das mais restritivas –, mas endurece os indicadores para a reclassificação nas etapas de maior flexibilização.

O chamado Plano São Paulo de quarentena contra o coronavírus tem quatro etapas de classificação – vermelha, laranja, amarela e verde – da mais restritiva para a de maior flexibilização.

Segundo a classificação apresentada hoje, 90% da população do estado está em regiões classificadas na Fase Amarela. Apenas quatro regiões estão na Fase Laranja: Presidente Prudente, Marília, Sorocaba e Registro. As três últimas estavam na Fase Amarela e regrediram devido à piora dos indicadores.
Para serem classificadas na Fase Laranja, as cidades precisam, agora, ter um índice de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) de até 70%, e não mais 75%.

Com as mudanças no plano, os parques estaduais e todas as atividades permitidas na Fase Amarela agora também podem funcionar na Fase Laranja. O atendimento presencial em bares, no entanto, é proibido nos municípios classificados na etapa laranja e com limite de horário até as 20h na amarela.

Em todos os setores, a ocupação dos estabelecimentos autorizados a funcionar é limitada a 40% da capacidade na Fase Amarela e entre 20% e 40% na laranja. Os empreendimentos podem permanecer abertos por até 10 horas diárias na primeira e entre 4 e 8 na segunda fase, informou a Agência Brasil.

O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, informou que está mantido o início da vacinação no estado para o dia 25 de janeiro. De acordo com o secretário, o planejamento da imunização em São Paulo ocorre em complemento à estratégia nacional.
Conexão política.

Lewandowski impede governo Bolsonaro de requisitar seringas e agulhas de SP

Supremo decidi qual o impacto da decisão sobre os réus relatores e delatados.Foto: Sérgio Lima/PODER 360

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski proibiu, por meio de medida cautelar, que o Ministério da Saúde requisite seringas e agulhas compradas pelo Governo de São Paulo para a campanha de vacinação contra a covid-19.

A decisão foi assinada nesta 6ª feira (8.jan.2021). Eis a íntegra (247 KB).

Lewandowski usou o termo “incúria“, isso é, negligência ou falta de iniciativa, do governo Bolsonaro para impedir o Executivo da requisição.

A incúria do Governo Federal não pode penalizar a diligência da Administração do Estado de São Paulo, a qual vem se preparando, de longa data, com o devido zelo para enfrentar a atual crise sanitária“, disse o ministro.

O governo de João Doria (PSDB) já havia empenhado os pagamentos dos insumos destinados ao plano estadual de imunização, que deve ser iniciado, de acordo com o planejamento anunciado, em 25 de janeiro. Porém, o Ministério da Saúde requisitou o estoque.

Na decisão, o ministro do STF afirmou que os produtos requisitados já foram objeto de contratação por São Paulo, “visando, justamente, o uso nas ações de imunização contra a covid-19 a serem empreendidas por aquele ente federativo“.

O ministro determinou ainda que, caso os materiais adquiridos já tenham sido entregues ao governo federal, a União deverá devolvê-los, no prazo máximo de 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Poder 360.

Trump diz que não vai à posse de Biden

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta 6ª feira (8.jan.2020), por meio do Twitter, que não irá à cerimônia de posse do democrata Joe Biden, eleito presidente nas eleições de 2020.

A posse de Biden como 46º presidente dos Estados Unidos será em 20 de janeiro.

“A todos aqueles que perguntaram, eu não vou à cerimônia de posse em 20 de janeiro”, disse Trump.

O presidente norte-americano insiste em afirmar que não perdeu o cargo e que houve fraude e irregularidades nas eleições dos EUA. Auditores e a Justiça norte-americana, no entanto, não encontraram indícios que pudessem mudar a vitória de Biden, que obteve 306 votos no Colégio Eleitoral contra 232 do republicano.

Somente após seus apoiadores invadirem o Capitólio, sede do Congresso norte-americano, na última 4ª feira (6.jan.2020), Trump reconheceu o fim de seu mandato.

Tradicionalmente, os presidentes que deixam o cargo participam da cerimônia de posse do sucessor. Quando Trump assumiu a Casa Branca, em 20 de janeiro de 2017, Barack Obama compareceu ao evento e cumprimentou o republicano.

Historicamente, os únicos presidentes norte-americanos que faltaram à posse dos seus sucessores foram John Adams (em 1801), John Quincy Adams (em 1829) e Andrew Johnson (em 1869).

O vice-presidente Mike Pence, embora não tenha confirmado a participação, deve ir à cerimônia. Ele transmitirá o cargo para a vice-presidente eleita, Kamala Harris.

Poder 360.

Fiocruz pede à Anvisa liberação para o uso emergencial da vacina de Oxford

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) apresentou nesta 6ª feira (8.jan.2021), à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o pedido de autorização para uso emergencial e em caráter experimental da vacina desenvolvida pela biofarmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

A Fiocruz é a responsável por conduzir os estudos do imunizante no Brasil. O pedido foi feito para o uso de 2 milhões de doses de vacinas que devem ser importadas do laboratório Serum, sediado na Índia. O laboratório é um dos fabricantes da vacina da AstraZeneca.

Em nota, a Anvisa informou que já iniciou a triagem dos documentos e estima que levará até 10 dias para avaliar o pedido.

As primeiras 24 horas serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e checar se todos os documentos necessários estão disponíveis. Se houver informação importante faltando, a Anvisa pode pausar o prazo e solicitar as informações adicionais ao laboratório”, informou.

Também nesta 6ª feira (8.jan) a Anvisa recebeu o pedido de autorização para uso emergencial e em caráter experimental da CoronaVac. A solicitação foi feita pelo Instituto Butantan, que desenvolve a vacina contra a covid-19 em parceria com farmacêutica chinesa Sinovac.

A vacina desenvolvida pela AstraZeneca é a grande aposta do governo do presidente Jair Bolsonaro para dar início à vacinação no país. Em agosto de 2020, a administração federal comprou 100 milhões de doses da vacina por R$ 1,9 bilhão.

Em 3 de janeiro, a Fiocruz também anunciou a compra de mais 2 milhões de doses da vacina de Oxford produzidas pelo laboratório indiano Serum. De acordo com o Itamaraty, as doses começam a chegar ao Brasil ainda neste mês de janeiro.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse na 4ª feira (6.jan.2021) que o Brasil está pronto para começar a vacinação contra a covid-19 em janeiro, mas evitou cravar uma data exata para o início do processo.

Estudo apontou que a vacina de Oxford tem eficácia que varia de 62% a 90%, dependendo da dosagem aplicada. Os resultados são preliminares e levam em consideração testes feitos no Reino Unido e no Brasil.

A eficácia ficou em 90% quando os participantes receberam meia dose da vacina e, 1 mês depois, uma dose completa. Quando foram aplicadas duas doses completas, também com 1 mês de diferença entre elas, a eficácia caiu para 62%.

A proteção ocorre a partir de 14 dias da aplicação da 2ª dose da vacina. Segundo a AstraZeneca, nenhum caso grave da doença foi relatado nos participantes que receberam o imunizante.

ANÁLISE DO PEDIDO

A análise da CoronaVac para o uso emergencial será feita por por uma equipe multidisciplinar, que envolve especialista das áreas de registro, monitoramento e inspeção. Segundo a Anvisa, a equipe vem atuando de forma integrada, com as ações otimizadas e acompanhadas pela Comissão que envolve 3 Diretorias da Agência.

“Por fim, a Anvisa atua, conforme os procedimentos científicos e regulatórios, os quais devem ser seguidos por aqueles que buscam o a autorização de vacinas para serem utilizadas na população brasileira”, disse a agência.

Eis a íntegra da nota da Anvisa:

“A Anvisa recebeu nesta sexta-feira (8/1), o pedido de autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental da vacina de Oxford. O pedido foi enviado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que no Brasil conduz os estudos da vacina desenvolvida pela empresa AstraZeneca.

O pedido da Fiocruz é para o uso de 2 milhões de doses de vacinas que devem ser importadas do laboratório Serum, sediado na Índia. O laboratório é um dos fabricantes da vacina da AstraZeneca.

A Anvisa já iniciou a triagem dos documentos presentes na solicitação e na proposta de uso emergencial que o laboratório pretende fazer.

As primeiras 24h serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e checar se os documentos necessários estão disponíveis. Se houver informação importante faltando, a Anvisa pode solicitar as informações adicionais ao laboratório. O prazo de 10 dias não considera o tempo do processo em status de exigência técnica.

Para fazer sua avaliação, a Anvisa vai utilizar as informações apresentadas junto com o pedido e também as informações já analisadas pela Anvisa por meio da Submissão Contínua. A análise do pedido de uso emergencial é feita por uma equipe multidisciplinar, envolve especialista das áreas de registro, monitoramento e inspeção. A equipe vem atuando de forma integrada, com as ações otimizadas e acompanhadas pela Comissão que envolve 3 Diretorias da Agência.

A meta da Anvisa é fazer a análise do uso emergencial em até 10 dias, descontando eventual tempo que o processo possa ficar pendente de informações, a serem apresentadas pelo laboratório.

Por fim, a Anvisa atua, conforme os procedimentos científicos e regulatórios, os quais devem ser seguidos por aqueles que buscam o a autorização de vacinas para serem utilizadas na população brasileira.”

Poder 360.

Manifestantes pedem impeachment de Bolsonaro após 200 mil mortes por covid-19

Manifestantes seguram uma faixa durante protesto em homenagem as 200 mil pessoas mortas vítimas COVID-19, pedindo uma vacina e contra o presidente Jair Bolsonaro, em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, 8 de janeiro de 2021. Sergio Lima

Manifestantes se reuniram nesta 6ª feira (8.jan.2021), em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, e pediram o impeachment do presidente Jair Bolsonaro em ato para homenagear as mais de 200 mil vítimas por causa da covid-19 no país.

Para eles, o presidente, que já minimizou a pandemia várias vezes, é responsável pela dimensão da doença no país.

Vestidos de preto, os cerca de 50 manifestantes estenderam uma faixa com a frase: “Mais de 200 mil mortes, a culpa é sua Bolsonaro”. Outros levantavam placas pedindo “Fora, Bolsonaro”.

Além disso, o ato reivindicou o acesso rápido à vacina contra a covid-19. “Vacina já!“, pediram.

A marca de mais de 200 mil mortes por covid-19 foi alcança pelo Brasil nesta 5ª feira (7.jan.2020). O Ministério da Saúde confirmou 200.498 mortes, sendo 1.524 óbitos registrados em 24 horas. Foi o 3º dia seguido que o número de vítimas diárias ultrapassa 1.000.

Eis algumas fotos do ato registradas pelo repórter fotográfico do Poder360 Sérgio Lima:

Manifestantes pedem impeachment do presidente Jair Bolsonaro em ato pelas vítimas de covid-19 em frente ao Palácio do Planalto, em BrasíliaSergio Lima/Poder360 – 8.jan.2020

Sergio Lima/Poder360 – 8.jan.2020

Manifestantes afirmam em faixa que o presidente Jair Bolsonaro é responsável pelas mais de 200 mil mortes por covid-19 registradas no paísSergio Lima/Poder360 – 8.jan.2020

Sergio Lima/Poder360 – 8.jan.2020

Manifestantes seguram faixa durante protesto em homenagem as 200 mil vítimas da covid-19 em frente ao Palácio do Planalto, em BrasíliaSergio Lima/Poder360 – 8.jan.2020

Sergio Lima/Poder360 – 8.jan.2020

Sergio Lima/Poder360 – 8.jan.2020

Manifestantes pedem impeachment do presidente Jair Bolsonaro em ato pelas vítimas de covid-19 em frente ao Palácio do Planalto, em BrasíliaSergio Lima/Poder360 – 8.jan.2020

Poder 360.

Prefeitura regulamenta lockdown em BH a partir de segunda-feira

Belo Horizonte

A prefeitura de Belo Horizonte (MG) publicou, hoje (8), no Diário Oficial do município, um decreto desautorizando o funcionamento, por tempo indeterminado, de atividades consideradas não-essenciais, como lojas de roupas, salões de beleza, centros automotivos, entre outras.

Assinado pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), o Decreto nº 17.523 também estabelece os horários de funcionamento dos estabelecimentos autorizados. Entre as atividades liberadas estão padarias, supermercados, farmácias, postos de gasolina, entre outros (veja quadro com a lista completa e os respectivos horários de funcionamento).

Tabela de horário de funcionamento de atividades essenciais em Belo Horizonte
Tabela de horário de funcionamento de atividades essenciais em Belo Horizonte – Reprodução/Diário Oficial de Belo Horizonte

As novas medidas entram em vigor na próxima segunda-feira (11). No decreto, a prefeitura afirma que as restrições foram decididas após a análise dos indicadores epidemiológicos que apontam para o recrudescimento do número de casos na cidade, levando em conta a capacidade da rede de assistência local.

Kalil já tinha antecipado a decretação de um novo lockdown (bloqueio) para tentar conter a disseminação do novo coronavírus e o aumento do número de casos da covid-19 na última quarta-feira (6). Na ocasião, o prefeito informou, pelas redes sociais, que a capital mineira chegou “ao limite da covid-19” e que, após uma reunião de governo, foi orientado a tomar a decisão de editar um decreto fechando todos os serviços não essenciais da cidade.

“Chegamos no vermelho. O comerciante tem que se preparar, porque sexta-feira soltaremos um decreto voltando a cidade à estaca zero. São números impressionantes, houve uma importação de doença surpreendente. Temos casos de famílias inteiras, que passaram o Natal juntos, infectados e internados”, acrescentou.

De acordo com o mais recente boletim epidemiológico divulgado pela secretaria municipal de Saúde, até esta quinta-feira (7), Belo Horizonte contabilizava 66.916 casos confirmados da doença – dos quais 3.890 permaneciam em acompanhamento – e 1.923 mortes. A ocupação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com a doença chegou a 85%, enquanto a ocupação de leitos de enfermaria estava na casa dos 62%.

Agência Brasil

Corpo de Bombeiros lança Campanha Praia Segura 2021 neste sábado (9)

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) e as demais forças da Segurança do Estado iniciaram oficialmente nesta sexta-feira (08) a ‘Operação Verão 2021’. Durante o período que se estende até o fim do Carnaval, os bombeiros militares seguem reforçando a estrutura de salvamento nas praias. Entretanto, é dentro da Operação Verão que está inserida a ‘Campanha Praia Segura’, que será lançada neste sábado (09), das 07h às 13h.

A fim de garantir mais segurança nas praias, a campanha possui três frentes: Blitz Educativa, Criança a Vista e Turista Legal. Com o apoio da Polícia Militar (CPRE) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Blitz Educativa será realizada no posto de Comando da Polícia Rodoviária Estadual (CPRE), na estrada de Pium e em Extremoz, no local conhecido como “Trevo de Estivas”, na BR 101, rota do litoral Norte do estado.

A segunda frente, Criança a Vista, acontecerá em Búzios, Ponta Negra, Praia do Meio, Praia de Miami, Praia de Areia Preta, Praia do Forte, Praia dos Artistas, Santa Rita e Redinha (Velha e Nova), e contará com a parceria da Cruz Vermelha. Já a terceira frente, Turista Legal, será realizada em aeroportos, rodoviárias, restaurantes, hotéis e pousadas de Natal.

O mês de janeiro é o período de maior fluxo de veranistas e turistas, sendo assim, a ideia da campanha é que as ocorrências sejam diminuídas a partir atividades preventivas, prestação de serviço de utilidade pública através de orientações e informações quanto aos riscos de acidentes, afogamento, isolação e desaparecimento de crianças e idosos, além de instruções de como a população deve buscar ajuda nesses casos.

Em 2020, a campanha Praia Segura abordou 3.133 motoristas, identificou 3.726 crianças com pulseirinhas e percorreu cerca de 40 estabelecimentos turísticos distribuindo panfletos com dicas de segurança. Mais de 18.700 pessoas foram orientadas somente nesta campanha educativa.

A Campanha Praia Segura 2021 será integrada entre o Corpo de Bombeiros Militar, Cruz Vermelha Filial RN, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar (CPRE), Detran-RN, Samu e Secretaria de Turismo de Natal, além do apoio do Hospital Rio Grande e Gelo do Bom.

ASSECOM/RN