Presidentes de Câmaras Municipais se unem em chapa para Fecam/RN com intuito de fortalecer Legislativos

Encabeçada por Paulinho Freire chapa terá representantes de todas as regiões do Estado

Os gestores das Câmaras Municipais estão articulando uma chapa com integrantes de todas as regiões do Estado para a nova diretoria da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam/RN), no biênio 2021-2022. A eleição acontecerá no próximo dia 5 de fevereiro, em Natal. Presidentes das Casas Legislativas anunciaram nesta quinta-feira (21) apoio ao nome do vereador Paulinho Freire, que preside a Câmara Municipal do Natal.

No encontro, Paulinho – que foi reeleito para a presidência da Câmara Municipal de Natal – apresentou alguns projetos que pretende implementar caso conquiste mais uma vez o comando da Fecam – entidada da qual também já foi presidente – e enfatizou a importância da união do grupo.

Destaque para a proposta de transformar as Câmaras Municipais em minis Centrais do Cidadão. A ideia é que as sedes dos Legislativos pelo interior do Estado possam oferecer os serviços que são disponibilizados, como emissão de documentos. O objetivo, além de permitir maior acesso da população as ações governamentais, é aproximar o cidadão das suas respectivas Câmaras. Neste sentido, Paulinho revelou inclusive que já tem uma reunião agendada com a governadora Fátima Bezerra (PT) para tratar do tema.

“Estamos focados no fortalecimento dos legislativos municipais, não só das cidades polos, como principalmente das cidades médias e pequenas dando o apoio necessário para crescimento de cada Casa. Queremos criar formas de participação dos vereadores e desenvolver a autonomia municipal no contexto federativo. Por essa e outras razões que aceitamos nosso nome novamente para a Fecam”, frisou Paulinho Freire, que já presidiu a federação.

Vereador mais votado de Caicó, Ivanildo do Hospital, esteve presente na reunião. “Estamos unidos para desenvolver gestões para que as câmaras tenham autonomia legislativa, recursos humanos e financeiros essenciais ao seu regular funcionamento. Não só os legislativos maiores, mas também vamos focar nas cidades com até 10 mil habitantes, que são a maioria em nosso Estado”, destacou o presidente da Câmara de Caicó.

Jéssica Queiroga, presidente da Câmara de Olho D’água do Borges também defende maior atenção aos Legislativos de menor porte. “As Câmaras Municipais de menor porte precisam de mais atenção. Sabemos disso pois temos experiência na gestão e nosso nome surgiu para compor a chapa. Nosso compromisso será articular e apoiar essas Câmaras para acelerar o desenvolvimento”, disse.

A presidente da Câmara de São Rafael, Rosalba Marinho, reforçou a necessidade de união dos representantes do Legislativo potiguar. “Nós sabemos das dificuldades das Câmaras e da importância que representa este suporte oferecido pela Fecam aos Legislativos e também os nossos municípios.”, disse.

Opinião semelhante tem também o presidente da Câmara de Monte Alegre, Fagner Ferreira da Silva. O parlamentar acredita que com a união dos presidentes dos Legislativos, os municípios de pequeno porte do Estado poderão ser beneficiados. “Nossa união representa o fortalecimento do Legislativo”, completou.

A eleição para presidência da Fecam-RN será realizada na sede da entidade –localizada na Rua da Saudade, 1877, bairro Lagoa Nova na capital potiguar, no dia 05 de fevereiro pela manhã.

 

Ministro do TCU cobra Ministério da Saúde por falta de oxigênio no Amazonas

O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Benjamin Zymler mandou a área técnica do Tribunal pedir esclarecimentos ao Ministério da Saúde sobre a falta de oxigênio nos hospitais do Amazonas.

A decisão foi tomada na 2ª feira (18.jan.2021) e lida por Zymler nessa 4ª feira (20.jan.2021), no plenário de TCU. O ministro também requisitou dados sobre as medidas adotadas para aumentar o fornecimento de oxigênio e resolver o colapso na saúde do Estado.

O Amazonas tem enfrentado crise na saúde pública por causa do aumento de internações de pacientes com covid-19. A situação do sistema de saúde amazonense se agravou na 5ª feira passada (14.jan.2021), quando o estoque de oxigênio acabou em vários hospitais de Manaus.

Zymler ainda cobrou do Ministério da Saúde informações sobre a destinação de recursos públicos para a compra e manutenção do abastecimento de insumos. Pediu também informações da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) sobre a situação do estoque no Hospital Universitário Getúlio Vargas, de Manaus.

Durante a sessão desta 4ª feira (20.jan.2021), Zymler ressaltou que o TCU apontou a necessidade de ações no Estado desde outubro, e que o Ministério da Saúde tem responsabilidade pelo gerenciamento do sistema.

“A União, e consequentemente o Ministério da Saúde, possui responsabilidade pela coordenação e supervisão do sistema de saúde de média e alta complexidade”, afirmou Zymler.

Nesta 4ª feira (20.jan.2021), o número de infectados pelo coronavírus no Estado chegou a 238.980, e o número de mortos saltou para 6.598.

A crise fez com que hospitais transferissem 130 pacientes para outros Estados e para o Distrito Federal.

Na noite de 3ª feira (19.jan.2021), caminhões com 100.000 metros cúbicos de oxigênio enviados pelo governo da Venezuela chegaram a Manaus.

Poder 360.

Mortalidade por covid-19 é maior nas regiões mais pobres, mostra estudo

Hospital Regional da Asa Norte (HRAN)

A disparidade regional e de recursos do sistema de saúde agravou a pandemia no Brasil, que tem mais mortes entre pacientes internados por covid-19 do que outros países, segundo apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet Respiratory Medicine.

A pesquisa analisou 254.288 pacientes com idade média de 60 anos, internados em hospitais públicos e privados, de fevereiro a outubro de 2020.

Leia a íntegra do estudo (em inglês, 3,17 MB).

No Norte e no Centro-Oeste, por exemplo, 17% dos pacientes foram entubados fora da UTI (unidades de terapia intensiva). No Sudeste, foram 13% e no Sul, 8%.

Em 47% das internações analisadas, os pacientes tinham idade inferior a 60 anos, e 16% não apresentavam comorbidades. Foram 72% os que receberam algum suporte respiratório.

A taxa mortalidade geral no grupo analisado ficou em 38%. Desses, 63% eram pacientes analfabetos, 43% eram negros e 42%, indígenas.

No Norte, a taxa de mortalidade entre pacientes internados ficou em 50%. No Nordeste, 48%. No Centro-Oeste, 35%, e no Sul e Sudeste, abaixo dos 35%.

Segundo o estudo, em outros países, as taxas de mortalidade de pacientes internados são mais baixas. Apesar do alto número absoluto de hospitais e leitos de UTI no Brasil, a disparidade na distribuição regional desses recursos impede que todos tenham acesso igual aos cuidados e tratamento médico.

Um exemplo é que, no inicio da pandemia, havia no Sudeste duas vezes mais leitos de UTI por pessoa do que no Norte. Além disso, os leitos se concentravam nas capitais e regiões costeiras, o que causou dificuldades no atendimento de pacientes com covid-19 nos municípios do interior.

O estudo também aponta que muita atenção foi dedicada aos recursos disponíveis e pouca atenção ao treinamento de profissionais.

Os pesquisadores vão continuar a análise da mortalidade dos pacientes internados na 2ª onda da pandemia e outros índices, como o impacto da expansão dos leitos emergenciais, da sobrecarga do sistema de saúde no Sul e das novas variantes do coronavírus que circulam no Brasil.

Poder 360.

Biden dá as cartas na mudança climática, escreve Julia Fonteles

Àmedida que países se organizam para enfrentar a crise econômica, laços diplomáticos podem exercer um papel importante na recuperação das atividades. A retomada de acordos comerciais e a recuperação dos trabalhos perdidos são essenciais para resgatar a movimentação do capital. A partir da posse de Joe Biden na presidência dos Estados Unidos, cresce substancialmente a probabilidade de reintegração econômica mundial. A comunidade climática, particularmente, se mostra otimista com a volta dos Estados Unidos ao acordo de Paris e a influência que isso trará para outros países chaves, incluindo China e Brasil.

As consequências a longo prazo do aquecimento global levaram à aproximação entre China e os Estados Unidos no início do século 21. Responsáveis por 40% dos gases de efeito estufa (GEE), os dois países encontram no clima áreas de interesse comum e, no governo de Barack Obama, focaram nos compromissos do acordo de Paris. Embora Trump tenha deteriorado essa relação nos últimos anos, a cooperação entre os dois continua sendo fundamental para assegurar o sucesso e a credibilidade do acordo.

Com Biden na Casa Branca e o anúncio do plano climático histórico de 2 trilhões de dólares, a prevalência da importância do clima em acordos econômicos aumenta. Membros da bancada climática do novo governo já se manifestaram sobre as futuras relações com a China, especialmente quando se avalia o papel do país em outros acordos comerciais. A Belt and Road Initiative – plano chinês de infraestrutura que busca integrar rotas comerciais conectando a Europa, Asia, e África –recebe críticas ferozes sobre práticas não sustentáveis no processo de construção. Vale lembrar que a China também é o maior país financiador de usinas termelétricas no continente africano, conhecidas pela geração de poluição.

 Segundo Aimee Barnes, pesquisadora do centro de pesquisa Columbia Energy Exchange, tanto a China quanto os Estados Unidos têm o dever de resgatar sua reputação climática, principalmente face à União Europeia. Barnes argumenta que condições climáticas em acordos comerciais vão se tornar cada vez mais comuns e regulados, prejudicando também as relações comerciais brasileiras, devido à negligência do governo Bolsonaro perante questões climáticas.

Um dos documentos responsáveis por compor o plano climático de Biden, Biden-Sanders Unity Task Force, aposta na cooperação científica e tecnológica entre os Estados Unidos e a China. Das inovações mais recentes, a tecnologia de captura de carbono é bastante promissora. Há anos investindo nessa tecnologia, empresas de petróleo e gás a enxergam como a salvação da indústria, pois se for possível remover CO2 a um preço acessível, elas poderiam continuar suas operações “sem culpa” e sem produzir tantos estragos ambientais. Em reportagem recente, o New York Times alerta sobre o perigo desse pensamento, pois ainda não se sabe ao certo se tais tecnologias serão comercializadas e não se deve passar a ideia de que empresas têm licença para poluir. Porém, caso se mostre viável, a possível remoção artificial de CO2 da atmosfera salvaria muitos empregos e facilitaria elementos chaves da transição energética.

Com a recente vitória dos democratas no Senado, as iniciativas no campo climático do governo de Joe Biden e Kamala Harris ganham fôlego e podem produzir muitas novidades e garantir novos investimentos clean. O anúncio recente do presidente Xi Jinping sobre atingir neutralidade de carbono até 2060 também foi um marco importante para acordos internacionais climáticos. Assim como no início do século 21, a parceria entre Estados Unidos e China é primordial para mitigar efeitos do aquecimento global e convencer outros países a adotarem políticas parecidas.

Dedos cruzados.

Poder 360.

 

Por vacina, governadores pedem a Bolsonaro “diálogo diplomático” com China e Índia

Governadores enviaram nesta 4ª feira (20.jan.2021) ofício ao presidente Jair Bolsonaro no qual pedem ao chefe do Executivo e ao Ministério das Relações Exteriores para que busquem um “diálogo diplomático” com a China e a Índia, países fornecedores de insumos para fabricação de vacinas contra covid-19.

O documento (íntegra – 407KB) foi assinado pelos governadores dos 26 Estados e do Distrito Federal. Eles fazem parte do Fórum Nacional de Governadores, coordenado por Wellington Dias (PT), governador do Piauí.

A medida visa a acelerar a produção de vacinas no Brasil, que estão sob coordenação do Instituto Butantan, no caso da CoronaVac, e da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que produzirá doses da vacina AstraZeneca/Oxford. Os 2 imunizantes tiveram autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso emergencial.

A vacinação contra o coronavírus começou nesta semana no Brasil com a distribuição de 6 milhões de doses da CoronaVac, importadas da China. Alguns grupos estão sendo vacinados com prioridade, como o de idosos, de pessoas com deficiência, de índios e profissionais de saúde da linha de frente.

No entanto, a expectativa é que a imunização só avance após o início da fabricação das vacinas no Instituto Butantan e na Fiocruz, que depende da chegada dos insumos ao país.

Na 3ª feira (19.jan.2021), o governo da Índia informou que começaria a enviar as vacinas produzidas no país para uma lista de nações vizinhas e parceiras a partir desta 4ª feira (20.jan). O Brasil, que espera receber 2 milhões de doses do imunizante, não apareceu na relação.

Nesta 4ª feira (20.jan), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o que impede a chegada de insumos chineses são problemas “técnicos”. Ele esteve com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, antes de dar entrevista a jornalistas.

“O embaixador deixou claro que não há nenhum obstáculo político, a tramitação técnica que atrasou um pouco. Mas que eles estão trabalhando junto com o governo para a exportação dos insumos do Brasil”, disse Maia.

Segundo o congressista essa é a situação tanto para os insumos das vacinas do Instituto Butantan quanto da Fiocruz.

Poder 360.

Coronavírus: Brasil ultrapassa 1.000 mortes por milhão de habitantes

Hospital Regional da Asa Norte (HRAN)- 

O Brasil ultrapassou nesta 4ª feira (20.jan.2021) a marca de 1.000 mortes por covid-19 a cada milhão de habitantes. Até as 18h, o Ministério da Saúde contabilizava 212.831 vítimas da doença.

A taxa coloca o país na 23ª posição do ranking mundial. Em 31 de outubro de 2020, o Brasil ocupava o 4º lugar. A Bélgica é o onde a covid-19 mais mata em relação ao tamanho da população. São 1.762 mortes por milhão de habitantes. Entenda aqui os motivos dos números belgas.

A proporção de vítimas por milhão de habitantes voltou a avançar rapidamente em momento que a pandemia entrou numa fase com mais casos e mortes no país. De 3ª para 4ª feira (19 a 20.jan), a taxa subiu de 999 para 1.005.

O Rio de Janeiro é o Estado brasileiro com mais mortes, proporcionalmente, pelo coronavírus. Se fosse 1 país, ocuparia o 2º lugar no ranking mundial

Em seguida como mais fatais aparecem Amazonas e Distrito Federal. Já Minas Gerais é a menos mortal unidade da Federação.

Quando considera-se as regiões, o Centro-Oeste é a mais mortal pelo coronavírus: 1.161 mortes por milhão de habitantes. O Sul tem a menor taxa, 838.

Em números absolutos, só os Estados Unidos têm mais vítimas que o Brasil. Eram 415.502 mortos até as 21h12 desta 4ª feira (20.jan), segundo o monitor Worldometer.

Em todo o mundo, 97.259.219 casos da doença foram registrados, com 2.081.032 mortes.

Poder 360.

Mesmo sem vacinas, Bolsonaro mantém taxas de aprovação e desaprovação

Presidente Jair Bolsonaro 

Jair Bolsonaro enfrenta um cenário político ruim neste início de 2021. A pandemia entrou numa fase com mais casos e mortes. O Ministério da Saúde não conseguiu vacinas a tempo e viu o governo do Estado de São Paulo, de João Doria (PSDB), sair na frente. Na internet, adversários do governo promovem um movimento a favor do impeachment do presidente. Ainda assim, as taxas de aprovação e desaprovação do governo de Bolsonaro se mantiveram no mesmo patamar do levantamento anterior, segundo pesquisa PoderData encerrada nesta 4ª feira (20.jan.2021).

A rigor, houve até variações positivas para Bolsonaro dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais.

Há 15 dias, 52% desaprovavam o governo federal. Agora, no levantamento realizado em 18, 19 e 20 de janeiro, em 544 cidades e com 2.500 entrevistas, a taxa é de 48%.

A aprovação do governo hoje é de 45%, contra 44% há 15 dias. A oscilação também fica dentro da margem de erro.

O que pode explicar a manutenção das taxas de aprovação e de desaprovação do governo Bolsonaro apesar das notícias desfavoráveis ao presidente? Uma possibilidade pode ser o fato de Bolsonaro ter ficado quase em silêncio sobre vacinas desde o que em Brasília tem sido chamado de “Doria day” –o domingo (17.jan.2021), quando o tucano paulista fez grande evento para vacinar a 1ª pessoa no Brasil com a CoronaVac.

A outra possibilidade é que haja um descompasso entre o que aparece na mídia de maneira mais visível, com o noticiário quase sempre negativo, e o que pensa parte da população.

Mais pesquisas serão necessárias para aferir como será a tendência real da curva de aprovação do governo. Até porque é a partir de fevereiro que os brasileiros sentirão para valer o fim do auxílio emergencial que beneficiou cerca de 68 milhões de pessoas até o final de 2020.

Por ora, o que se nota é que a administração bolsonarista segue com um núcleo –de apoio sólido na faixa de 45% dos eleitores. E há uma parcela quase do mesmo tamanho (48%) que o rejeita.

DESEMPENHO PESSOAL

Quando o PoderData pergunta sobre o trabalho pessoal de Bolsonaro, há 5 categorias como opção de resposta: ótimo, bom, regular, ruim e péssimo.

Nesse cenário, a situação também é de estabilidade, mas com percentuais negativos para o presidente. Os que o rejeitam são 43%, ante 44% no estudo anterior. Já os que disseram que Bolsonaro é ótimo ou bom são 35%, mesma proporção de 15 dias antes.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 18 a 20 de janeiro de 2021, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 544 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

DESTAQUES DEMOGRÁFICOS: AVALIAÇÃO DO TRABALHO

O estudo destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos brasileiros em relação ao trabalho de Bolsonaro.

Leia todos os percentuais no infográfico abaixo:

ESTRATIFICAÇÃO POR RENDA

A rejeição entre os desempregados ou sem renda fixa é agora de 40% e se iguala, dentro da margem de erro, à média geral. O grupo passou meses com percepção mais positiva do que negativa do presidente. É nesse estrato que se concentra grande parte dos beneficiários do auxílio emergencial.

Os mais ricos continuam com as mais altas taxas de rejeição a Bolsonaro.

Os percentuais destacados nesses recortes da amostra total usada na pesquisa se referem ao ponto central do intervalo de probabilidade no qual se enquadram.

As variações são maiores em alguns segmentos porque a amostra de entrevistados é menor. E quanto menor a amostra, maior a margem de erro. Por isso é importante realizar pesquisas constantes, como faz o PoderData. É possível verificar com maior precisão o que se passa em todos os estratos da sociedade.

OS 20% QUE ACHAM BOLSONARO ‘REGULAR’

No Brasil, pergunta-se aos eleitores como avaliam o trabalho do governante. As respostas podem ser: ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo. Quem considera a atuação “regular” é uma incógnita.

Para entender qual é a real opinião dessas pessoas, o PoderData faz um cruzamento das respostas desse grupo com os que aprovam ou desaprovam o governo como um todo.

Os resultados mostram que 43% desse grupo dizem aprovar o governo quando dadas apenas duas opções. Os que desaprovam são 40%.

Há 15 dias, muito mais pessoas do grupo “regular” disseram desaprovar do que aprovar o governo. Agora, há praticamente a mesma proporção para as duas opiniões.

Os que não souberam responder eram 1% no último levantamento. Agora, são 17%. Esses são os entrevistados sem posicionamento claro. Tendem a ir mais bruscamente de um lado para o outro quando a polarização se intensifica.

TENDÊNCIA PARA BOLSONARO

Segundo o cientista político Rodolfo Costa Pinto, que coordena as pesquisas do PoderData“é importante destacar que a avaliação do governo segue próxima do recorde negativo (52% na pesquisa de 4 a 6 de janeiro de 2021)”. Ele afirma também que “é possível que os números sigam negativos para Bolsonaro por algum tempo, mesmo que não haja uma queda brusca na avaliação”.

“Outro ponto é que desde novembro a taxa de desaprovação está maior, ou ao menos empatada, com a de aprovação. Isso pode ser uma evidência que aquele segmento da população que avalia o governo como ‘regular’ está cada vez mais tendendo a reprovar o Bolsonaro. Mas esse processo de conversão é lento, especialmente num cenário no qual a oposição não tem qualquer coesão ou líder capaz de canalizar um sentimento anti-Bolsonaro”, explica Costa Pinto.

Outros 2 pontos podem ser destacados no atual cenário, segundo o cientista político:

1) fadiga sobre covid-19 – deve existir uma boa dose de fadiga com tudo relacionado à pandemia. Faz quase um ano que o Brasil está nessa situação. As cenas de pessoas sem oxigênio em Manaus e a politicagem em relação à vacina e tratamento precoce são fatos que chocam grande parcela do eleitorado, mas podem não ser o suficiente para converter quem ainda apoia o governo.

2) vacinas – a ideia da vacinação, mesmo não tendo sido capitaneada pelo governo federal, pode beneficiar Bolsonaro indiretamente na medida em que as pessoas agora sabem que há uma vacina. Não é ainda possível saber quantas pessoas atribuem o imunizante ao governo de João Doria, à China ou a Bolsonaro. Esse é tema para uma próxima pesquisa do PoderData.

O conteúdo do PoderData pode ser lido nas redes sociais, onde são compartilhados os infográficos e as notícias. Siga os perfis da divisão de pesquisas do Poder360 no Twitter, no Facebook, no Instagram e no LinkedIn.

CORREÇÕES E ATUALIZAÇÕES: 1) o recorde de desaprovação do governo Bolsonaro foi de 52% na pesquisa realizada de 4 a 6 de janeiro de 2021. O percentual informado na 1ª versão desta reportagem estava errado. Correspondia ao pico de rejeição quando considera-se o desempenho pessoal do presidente. 2) a linha-fina informava desaprovação de 52%. O certo é 48%.

Poder 360.

Bem-vindo a 2022 e 2024, a sucessão já começou.

Estamos nos primeiros dias de 2021, mas no campo político, o jogo de 2022 já está na mesa e não é pelo eleitorado não.

A classe política insiste em colar essa pauta na ordem do dia, enquanto o povão só pensa em como e quando irá se vacinar.

Nesse cenário antagônico, uma coisa vem chamando atenção dos observadores: a realização de eventos institucionais com as presenças e também as ausências de personagens que estão de olho em 2022.

Sem falar nos diários oficiais do município e do estado, que deixa à tona a força e também o poder dos seus promoventes.

Portanto, quem pensou que a manchete estava errada, terá que observar com lupa e refletir melhor sobre o famoso feliz ano novo eleitoral.

Como aqui é um olho no peixe e outro no gato, já é possível observar que na oposição, a disputa para consolidar um espaço é grande e vale tudo, tem até gente avaliando a segunda rodada do governo do coronel, afirmam que está pior que a primeira, isso porque Taveira ainda está com menos de 30 dias do segundo comando.

Enquanto as águas correm debaixo da ponte, torcemos para que peixe nenhum morra nessa praia e para relaxar, vamos de música… “[…] Seu pescador, é paz e amor. Cuidado com essa rede no mar. Se você ver que o mar tá bom. Só quero meu cantinho pra surfar […]”

 

Pandemia em 2021 pode ser pior, diz presidente do Butantan

Dimas Covas, o presidente do Instituto Butantan, disse que há risco de a pandemia de Covid-19 em 2021 ser pior do que em 2020, se não forem adotadas medidas para conter os casos e aumentar a compra de vacinas o quanto antes.

Covas também criticou a atuação do governo de Jair Bolsonaro no combate ao novo coronavírus e disse que o Ministério da Saúde não comprou doses suficientes da Coronavac, a vacina produzida pelo instituto em parceria com a Sinovac chinesa –única disponível hoje no país.

O presidente do Butantan, informa a Folha, deu as declarações em uma live da XP Investimentos, fechada para clientes da corretora, nesta terça-feira (19).

Segundo participantes do evento, Covas também disse ver como inevitável a mudança do estado de São Paulo para a fase vermelha, a mais restritiva de seu plano de combate à Covid-19.

O antagonista.

Índios da aldeia Umariaçu, no Amazonas, recebem vacina contra covid-19

A vacinação de índios em aldeias começou nesta 3ª feira (19.jan.2021) em Umariaçu 1, a cerca de 5 km da cidade de Tabatinga, no Amazonas. A 1ª indígena da aldeia a receber a vacina contra o coronavírus foi Isabel Bruno Cezário, 68 anos, da etnia Ticuna.

Ao Poder360, Isabel Bruno Cezário disse que não teve medo da vacina, e que sempre que tem campanha de vacinação ela comparece.

Isabel Cezério, 68 anos, da etnia Ticuna, foi a 1ª a receber a vacina contra a covid-19Sérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2021

A aldeia Umariaçu 1 faz parte do distrito Alto Rio Solimões, onde vivem aproximadamente 70.000 indígenas. É o 2º maior DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) do país e foi lá que os primeiros casos de covid-19 foram registrados entre a população indígena aldeada.

Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) estima que 35.000 indígenas do Alto Rio Solimões têm mais de 18 anos e podem receber a vacina contra o novo coronavírus. A imunização será voluntária. Os indígenas serão cadastrados previamente.

O objetivo da operação do Ministério da Defesa era vacinar 1.036 pessoas ainda nesta 3ª feira (19.jan). Porém, poucos índios apareceram por causa da chuva na região. Profissionais de saúde relataram que muitos da comunidade ainda têm medo da vacina.

 

Eis algumas fotos feitas pelo repórter fotográfico do Poder360 Sérgio Lima de indígenas da aldeia Umariaçu 1 no momento em que eram vacinados:

Sérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2021

Sérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2021

Sérgio Lima/Poder360 – 19.jan.2021

A OPERAÇÃO

Um avião da Força Área partiu de Brasília na 2ª feira (18.jan.2021) com uma equipe de militares, profissionais médicos, servidores da Sesai e cerca de 20 profissionais da imprensa. A equipe pernoitou em Manaus e depois seguiu para Tabatinga. Para a cidade, foram destinadas 1.000 doses da CoronaVac, vacina contra covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac.

Todos os membros da comitiva precisaram fazer exame PCR para detectar a presença de coronavírus antes de se cadastrar para a viagem, e um novo exame de sangue foi realizado na base aérea de Brasília, para detectar anticorpos.

Poder 360.

Rodrigo Pacheco oficializa candidatura à presidência do Senado

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) confirmou nesta 3ª feira (19.jan.2021) a sua candidatura à presidência do Senado. O político é apoiado pelo atual presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em texto (íntegra – 128 KB), apresentado no ato de lançamento da candidatura, o senador diz que, se eleito, vai buscar “garantir as liberdades, a democracia, as estabilidades social, política e econômica do país, bem como a segurança jurídica, a ética e a moralidade pública, com respeito às Leis e à Constituição Federal”, além de “preservar a independência do Senado Federal”.

 

Sua candidatura ocorre um dia depois de Bolsonaro voltar a falar que a democracia no país depende das Forças Armadas. Sem mencionar Alcolumbre, o senador prometeu manter “méritos e avanços da gestão atual”.

A principal adversária do político na disputa pela presidência do Senado é Simone Tebet (MDB-MS), que lançou a candidatura em 12 de janeiro.

 

Ainda no texto, sem Pacheco diz que caso venha ser o presidente do Congresso, terá como “meta a ser atingida uma sociedade justa e livre, desprovida de preconceitos e discriminação de qualquer espécie”.

O senador diz ainda que terá como foco imediato da atuação legislativa do Senado o trinômio: saúde pública, crescimento econômico e desenvolvimento social. “Com o objetivo de preservar vidas humanas, socorrer os mais vulneráveis e gerar emprego, renda e oportunidades aos brasileiros e brasileiras, sem prejuízo de outras matérias de igual relevância, que merecerão, a seu tempo, atenção e prioridade.”

Quem já apoiou Pacheco:

  • DEM – 5 votos;
  • PSD – 11 votos;
  • PP – 6 votos;
  • PT – 6 votos;
  • PSDB – 4 votos;
  • Pros – 3 votos;
  • PL – 3 votos;
  • PDT – 3 votos;
  • Republicanos – 2 votos;
  • PSC – 1 voto.

Quem já apoiou Tebet:

  • MDB – 15 votos;
  • Podemos – 7 votos;
  • Cidadania – 3 votos;
  • PSDB – 3 votos;
  • PP – 1 voto;

Quem ainda não anunciou apoio:

  • Podemos – 2 votos;
  • PSL – 2 votos;
  • Rede – 2 votos;
  • PSB – 1 voto.

Poder 360.

Fiocruz adia para março entrega de vacinas de Oxford produzidas no Brasil

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) informou, em ofício enviado ao MPF (Ministério Público Federal) nesta 3ª feira (19.jan.2021), que adiou de fevereiro para março a previsão de entrega das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca que serão produzidas no Brasil.

O adiamento se deve ao atraso da chegada de insumos para a produção da vacina. Essa matéria-prima deverá ser importada da China.

O MPF acompanha as estratégias de vacinação contra a covid-19 no país. Em 11 de janeiro, o órgão solicitou à presidência da Fiocruz esclarecimentos sobre o cronograma de entrega tanto dos 2 milhões de doses prontas que serão importadas da Índia quanto do quantitativo que terá sua fabricação finalizada no Brasil pela Fiocruz, a partir da importação do IFA (ingrediente farmacêutico ativo) de uma parceira da AstraZeneca na China.

Em resposta, a Fiocruz diz que o 1º lote do insumo tem chegada prevista para 23 de janeiro. No entanto, a fundação está “ainda aguardando confirmação”. Informa ainda que as primeiras doses produzidas com essa matéria-prima deverão ser entregues ao Ministério da Saúde somente no início de março.

O documento é assinado por Mauricio Zuma Medeiros, diretor do Instituto Biomanguinhos, produtor de imunobiológicos da Fiocruz.

Zuma afirma ser necessário mais de um mês para o fornecimento das doses pois, além do tempo de produção do imunizante a partir da chegada do insumo, as doses fabricadas nacionalmente precisarão passar por testes de qualidade que demorarão quase 20 dias.

“Estima-se que as primeiras doses da vacina sejam disponibilizadas ao Ministério da Saúde em início de março de 2021, partindo da premissa de que o produto final e o IFA apresentarão resultados de controle de qualidade satisfatórios, inclusive pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle da Qualidade em Saúde). Importa mencionar que o período de testes, relativos ao controle de qualidade, está estimado em 17 dias, contados da finalização da respectiva etapa produtiva, acrescidos de mais 2 dias de análise pelo INCQS”, diz o diretor no ofício.

A mudança deve atrasar a execução do plano nacional de imunização contra a covid-19, que já sofre com incertezas quanto à importação das doses para a produção da CoronaVac, que devem vir da China.

O ofício deixa claro ainda que se o insumo necessário para produção da vacina não chegar em janeiro, ou se as doses não passarem nos testes de qualidade, o prazo de entrega da vacina pode ser esticado ainda mais.

 

Ao jornal O Estado de S. Paulo, a AstraZeneca afirmou que “está trabalhando atualmente para apoiar o desenvolvimento da produção no Brasil de 100,4 milhões de doses da vacina e liberar os lotes planejados de IFA para a vacina o mais rápido possível”.

A Fiocruz divulgou a seguinte nota:

“Embora ainda dentro do prazo contratual em janeiro, a não confirmação até a presente data de envio do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) poderá ter impacto sobre o cronograma de produção inicialmente previsto de liberação dos primeiros lotes entre 8 e 12 de fevereiro. O cronograma de produção será detalhado assim que a data de chegada do insumo estiver confirmada. Ainda que sejam necessários ajustes no início do cronograma de produção inicialmente pactuado, a Fiocruz segue com o compromisso de entregar 50 milhões de doses até abril deste ano, 100,4 milhões até julho e mais 110 milhões ao longo do segundo semestre, totalizando 210,4 milhões de vacinas em 2021.”

ENTREGA DE FORMA ESCALONADA

O ofício também traz a informação de que os lotes de insumos serão entregues de forma escalonada, a cada duas semanas, num total de 30 remessas com insumos suficientes para a produção dos 100,4 milhões de doses.

“A chegada do primeiro lote do IFA está prevista para o dia 23/01/2021, mas ainda aguardando confirmação, e, a partir desta data, serão entregues mais 30 (trinta) lotes, em intervalos de 2 semanas, resultando na quantidade suficiente para a produção de 100,4 milhões de doses da vacina acabada”, diz.

A Fiocruz também afirma já estar com uma linha de envase pronta para entrar em funcionamento a partir da chegada do insumo e que uma 2ª linha entrará em operação em março.

DOSES DA ÍNDIA

No ofício enviado ao MPF, a Fiocruz informa ainda não saber a data de envio dos 2 milhões de doses prontas que serão importadas do Serum Institute da India.

Nesta 3ª feira (19.jan.2021), o governo da Índia divulgou que começará a enviar as vacinas produzidas no país para uma lista de nações vizinhas e parceiras a partir de 4ª feira (20.jan). O Brasil, que espera receber 2 milhões de doses do imunizante, ainda não aparece na relação.

A importação de doses prontas foi uma estratégia adotada pelo Ministério da Saúde para tentar antecipar o início da vacinação com o imunizante de Oxford/AstraZeneca. A estimativa era de que as doses chegassem ao Brasil no sábado, mas a operação foi frustrada pelo governo indiano, que não autorizou o envio da remessa.

“No presente momento, não é possível precisar a data de chegada das doses da vacina Covishield aqui no Brasil. Isto porque, embora a carga contendo essas doses já esteja disponível, negociações diplomáticas, entre os governos da Índia e do Brasil, ainda se encontram pendentes de ajuste final para autorização do processo de envio para o Brasil. Por fim, destacamos que o agente de cargas já foi contratado e aguarda apenas autorização para a operacionalização do transporte para o Brasil”, diz o ofício da Fiocruz.

Poder 360.

Petrobras aumenta preço da gasolina em 7,6% nas refinarias

Sérgio Lima/Poder360 00.00.0000

A Petrobras reajustou o preço médio do litro da gasolina vendida nas refinarias em 7,6%. Os novos valores começam a vigorar nesta 3ª feira (19.jan.2021).

O novo valor para as revendedoras será de R$ 1,98, cerca de R$ 0,15 mais caro que valor praticado em 2020. O reajuste para o consumidor é imprevisível, já que depende da política das empresas distribuidoras. O diesel não terá reajuste.

“Os preços praticados pela Petrobras têm como referência os preços de paridade de importação e, desta maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo. No ano de 2020, o preço médio da gasolina comercializada pela Petrobras atingiu mínimo de R$ 0,91 por litro”, esclareceu a companhia.

Este é o 1º reajuste sobre a gasolina em 2021. Em 29 de dezembro, foi realizado o último aumento, de 5%, elevando o valor para R$ 1,84.

Segundo a Petrobras, dados do Global Petrol Prices, referentes a 11 de janeiro, indicavam que o preço médio ao consumidor de gasolina no Brasil era o 52º mais barato dentre 165 países pesquisados, estando 21,6% abaixo da média de US$ 1,05 por litro (R$ 5,56).

De acordo com levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), feito na semana de 10 a 16 de janeiro, o litro médio da gasolina comum no país custava R$ 4,572; o do diesel, R$ 3,685; o do etanol, R$ 3,202, e o botijão de 13 kg, R$ 76,50.

Poder 360.

Bruno Covas faz radioterapia e tira licença de 10 dias

Bruno Covas (PSDB) fez hoje uma sessão complementar de radioterapia para tratar o câncer na cárdia (região entre o estômago e o esôfago) e anunciou uma licença de 10 dias para repouso.

“Hoje completei mais uma etapa do meu tratamento. Foram 24 sessões diárias de radioterapia. Agora, por recomendação médica, tenho que me afastar do trabalho por 10 dias. Nesse período desejo sucesso ao Prefeito em exercício Ricardo Nunes. Estarei à disposição dele se necessário. Sexta que vem retorno à Prefeitura. Obrigado a todos pela compreensão e carinho”, afirmou o prefeito.

“O prefeito Bruno Covas completou hoje, dia 18, uma nova etapa de seu tratamento. Foi submetido à sessão complementar de radioterapia. O prefeito deverá reservar os próximos 10 dias para repouso e cuidados pessoais. Após este período está prevista a continuidade do tratamento com imunoterapia e exames de controle. O prefeito Bruno Covas vem sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer e Dr. João Luis Fernandes da Silva”

O antagonista.

Pazuello diz que 2ª onda de Manaus pode vir a ocorrer no Norte e Nordeste

Lima/Poder360 07.01.2020

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta 2ª feira (18.jan.2021) que o agravamento da pandemia de covid-19 e o aumento de mortes em Manaus coincide com o momento de chuvas intensas no Amazonas e a alta umidade do ar –de 94% nesta 2ª feira (18.jan)–, pois, segundo ele, que prejudica a atividade pulmonar.

Para o ministro, o mesmo pode ocorrer em outras regiões a partir da chegada do inverno, começando pelo Norte, Nordeste e, depois, o Centro-Sul.

“A 2ª onda é o que está acontecendo na Europa, Italia, Alemanha, Reino Unido, exatamente o que estou falando: inverno europeu que coincide com momento das novas chuvas intensas da Amazônia e em parte do Nordeste. Sabe a umidade do ar em Manaus hoje? Procurem no Google. Umidade do ar é quase água, 99 ponto não sei quanto. O tempo todo. Imaginem então o grau de dificuldade da atividade pulmonar”, afirmou.

Sem explicar de onde tirou a informação, Pazuello continuou. “Por essa questão temos agravamentos das SRAG em Manaus. Coincide com mesmo tempo que estão acontecendo as coisas na Europa e EUA. Isso sim pode se replicar para outros Estados, agora, do Norte, Nordeste e pode se replicar, quando chegarmos perto do inverno, região Centro-Sul.”

Para o ministro, Manaus vive a 2ª onda da covid-19, “tão grave quanto a primeira e com maior numero de mortos”. Para Pazuello, a 2ª consiste na soma “da busca por atendimento de covid-19 com a chegada de doenças não tratadas do ano de 2020”.

“Aquelas pessoas que não conseguiram tratar as suas doenças e cirurgias eletivas elas estão chegando no seu limite e estão buscando atendimento, e o atendimento está impactado pela covid. Quando esses 2 vetores se encontram, nós temos a 2ª onda, com mais mortos do que a 1ª onda”, disse.

“O número de mortos hoje em Manaus em 1 dia é de 180, onde normalmente está em 26, 30. Desses 180, 80 são covid, 100 já são das cirurgias eletivas não feitas e outras doenças que agravaram”, completou.

O ministro disse ainda que o “sistema de Saúde Manaus já é quase colapsado normalmente”“Trabalha com 70% a 80% de ocupação. São 2 milhões de habitantes com pouquíssima saúde. Ao longo do tempo não se investiu como deveria, e isso agrava o colapso”, disse.

Para o ministro a única medida eficaz diante do avanço de uma 2ª onda no país é de fato o início da vacinação contra o coronavírus

“Por isso estamos tão ávidos por receber e distribuir vacinas, para imunizar população brasileira. Desenvolvimento de antivirais está acontecendo no mundo, e principalmente manter estrutura que foi criada e leitos ativos nessas regiões que poderão sofrer o impacto”, disse.

“É preciso utilizar a técnica do atendimento precoce. Temos que difundir isso todos os dias em todos os meios de comunicação para que a gente possa permitir que as pessoas tenham chance de nao agravar. Vários remédios deram algum tipo de resultado e os médicos sabem o que deve ser prescrito para os pacientes”, defendeu.

Assista à entrevista desta 2ª feira (52min36s):

 

 

FALTA DE OXIGÊNIO FOI “SURPRESA”

O ministro da Saúde disse ainda que tanto o governo do Amazonas, quanto o governo federal receberam com “surpresa” a possibilidade de poder acabar o estoque de cilindros de oxigênio no Estado.

O ministro disse que a pasta vinha monitorando o aumento de casos e óbitos em Manaus desde dezembro e que em 4 de janeiro enviou uma equipe para fazer o diagnóstico da situação do Estado. Em 8 de janeiro, o ministério teve conhecimento, a partir de uma carta da fornecedora White Martins, da possibilidade de falta de oxigênio nos hospitais e decidiu adotar medidas para mitigar a crise na rede de saúde de Manaus.

“No dia 8 de janeiro nós tivemos a compreensão, a partir de uma carta da White Martins, de que poderia haver falta de oxigênio se não houvesse ações para que nós mitigássemos o problema, mas aquela foi uma surpresa tanto par ao governo do Estado quanto para nós. Até então, o assunto oxigênio estava equilibrado, mas a velocidade das internações foi muito grande. O consumo quintuplicou”, disse.

“No dia 10 de janeiro, o governador determinou, por sugestão minha, a abertura do CICC (Centro Integrado de Comando e Controle do Governo do Amazonas). A partir daquele momento nos passamos a coordenar todos os trabalhos junto com o governador e prefeitura. Juntos, porque não existe solução na Amazônia senão a união de esforços dos 3 níveis de Poder.”

Apesar do Ministério estar ciente e de dizer que estava adotando medidas, a ações não foram suficientes para evitar que a situação do sistema de saúde amazonense se agravasse na última 6ª feira (15.jan.2021), quando o estoque de oxigênio acabou em vários hospitais de Manaus. Ainda não é possível ter dimensão do número de mortos por covid-19 por causa da falta de oxigênio.

ATENDIMENTO PRECOCE

Na entrevista, o ministro voltou a defender o tratamento precoce da covid-19, mas evitou mencionar o uso da hidroxicloroquina. Pazuello disse ainda que não se pode confundir a orientações sobre o atendimento precoce “com a definição de que remédio tomar”.

“Para piorar a situação, vocês sabem como tenho divulgado desde junho, o atendimento precoce. Não confunda o atendimento precoce com definição de que remédio tomar. Nós defendemos e orientamos que a pessoa doente procure imediatamente o posto de saude. procure o médico e o médico faça o atendimento precoce. Que remédios o médico vai prescrever isso é foro íntimo do médico com o paciente. O ministério não tem protocolos sobre isso. Não é missão do ministério definir protocolo”, disse.

“Tratamento é uma coisa, atendimento é outro”, completou.

O ministro disse ainda que “nunca” receitou o uso da cloroquina para o tratamento da covid-19. Reportagem da Folha de S. Paulo, no entanto, revelou que o Ministério da Saúde montou e financiou uma força-tarefa de médicos que defendem o “tratamento precoce” da covid-19 para visitarem UBSs (Unidades Básicas de Saúde) em Manaus (AM). Mas antes, em 20 de maio, a pasta publicou recomendações para o uso do medicamento.

O presidente Jair Bolsonaro e outros ministros também já incentivaram o uso do medicamento no tratamento da doença diversas vezes em vídeos e em redes sociais.

“A senhora nunca me viu receitar às pessoas para tomarem este ou aquele remédio. O governo federal seguirá distribuindo cloroquina quando solicitado por Estados e municípios. Nunca recomendei medicamentos para ninguém, nunca autorizei protocolo”, declarou.

VACINA DA ÍNDIA

O governo federal tem enfrentado dificuldades em importar a vacina desenvolvida pela desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford produzida na Índia pelo laboratório indiano Serum. A importação do imunizante foi autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2 de janeiro.

A expectativa era de que as 2 milhões de doses vacinas chegassem ao Brasil sábado (16.jan), no entanto, houve atraso. O diretor-executivo do laboratório indiano Serum Institute, Adar Poonawalla, disse na 6ª feira (15.jan.2021) que a Índia só deve enviar o imunizante ao Brasil daqui a duas semanas. Afirmou que a prioridade do laboratório sempre foi a vacinação da população local.

Pazuello disse que ainda está em negociação com a Índia, mas que o “fuso horário” entre os 2 países complica a conversa. No entanto, disse que um acordo sobre o envio das doses da vacina deve ser definido nos próximos dias.

“Todos os dias estamos tendo reunião com a índia. O fuso horário é muito complicado. Estamos recebendo sinalização de que isso deverá ser resolvido nos próximos dias nesta semana, nao há resposta oficial de saída até agora. Está sinalizado nos próximos dias desta semana da carga para cá. Estamos contado com esses 2 milhões de doses para que a gente possa atender mais ainda essa situação”, declarou.

“ECONOMIA NÃO PODE PARAR”

Pazuello disse também que o governo tem que apoiar os governadores e prefeitos com a difícil decisão de equilibrar as medidas restrições para controlar a pandemia e a manutenção da atividade econômica.

“O importante é que a economia não pode parar. Se parar, vamos acelerar a 4ª onda. [A 4ª onda] É o choque no emocional das pessoas, depressão, automutilação, suicídio, todos [os danos] causados pela queda da capacidade de manter a própria família e de se manter.”

Poder 360.