UPA URGENTE: FALTA GESTÃO, GERENCIAMENTO OU VONTADE POLÍTICA?

Na gestão Maurício Marques, Henrique Costa sempre foi considerado um gestor de excelência, ao ponto de assumir os maiores cargos da administração da saúde do município e quando o assunto é político o diretor da UPA mostrou sua força. A prova maior do filho de Santana do Matos veio com impossibilidade de Naur Ferreira de disputar a eleição em 2016, pois o primeiro nome a ser cogitado para substituir foi o do homem forte de Maurício, não foi o de Taveira e sim Henrique Costa, tamanha era a confiança do grupo de Maurício na figura do atual diretor da UPA de Nova Esperança.

Ele só não foi o candidato na época, devido a desincompatibilização com o cargo de secretário de saúde, que é exigido por lei.

O restante dessa história foi a eleição e reeleição de Taveira.

Mas o grande X dessa questão está na gestão da UPA, vira e mexe, a unidade de pronto atendimento vem ganhando destaque negativo na imprensa local e também nacional.

Em 2020, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Esperança, no município de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, amanheceu com as portas fechadas, por conta da superlotação.

O cenário não mudou vez em quando faltam profissionais, insumos básicos, medicamentos, etc.

Em 2020, foi fixado um aviso na porta trancada da unidade alertava aos que chegavam que “devido à alta demanda, a UPA se encontra impossibilitada de receber novos pacientes”.

Hoje, não fecham as portas, mas deixam o povo “criar raiz” a espera de uma avaliação médica ou ficam em observação por vários horas, em cadeiras desconfortáveis.

Recentemente, a mídia local divulgou uma entrevista com uma profissional médica que afirmou, diante da escassez de medicamentos, decidir para qual paciente iria administrar um antibiótico. Fato grave que certamente comprometerá o quadro clínico desses pacientes.

Desde o ano passado, esses episódios são recorrentes e causam grande desgaste para a gestão do prefeito Taveira que já amargou até uma matéria no fantástico contra o seu governo.

No primeiro fechamento, Henrique Costa se explicou e permaneceu reinando no cargo.

Algumas pessoas que conhecem o processo de indicações políticas, garantem que o ex-presidente da câmara, Irani Guedes, falou grosso com o coronel e manteve o aliado na direção da UPA.

Passado a reeleição, a caneta de Taveira está cheia de tinta e não vem entendendo o porquê esse assunto da UPA sempre está voltando a ordem do dia.

Para muitos aliados do coronel, ou falta gestão, vontade política ou recursos financeiros e humanos.

O prefeito tem plena condição política e administrativa para decidir sobre qual deve ser o caminho para os que insistem em brincar com um assunto tão sério.

O que não pode é permanecer esse caos nessa unidade de atendimento.

Essa UPA é fruto de uma luta do ex-deputado estadual, Gilson Moura, com o apoio da ex-governadora Rosalba Ciarliny e entregue para gestão municipal, na época Maurício Marques. A pergunta que fica é: qual a influência do ex-gestor municipal na UPA de Nova Esperança?
De acordo o diretor da UPA de Nova Esperança, Henrique Costa, em 31 de 05 de 2020, “nesse momento, nós tivemos que restringir o atendimento à população tendo em vista estarmos acima da nossa capacidade instalada”.

E, hoje qual o novo argumento de Henrique para o mesmo problema? Só lembrando que ele já foi reconduzido ao cargo de diretor da UPA.

 

Entenda a nova Lei de Falências que começa neste fim de semana

A nova Lei de Falências entrou em vigor neste sábado (23.jan.2021). Com o objetivo de reduzir a burocracia e acelerar os processos de recuperação judicial no Brasil, o texto foi aprovado pelo Congresso em 25 de novembro e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em 24 de dezembro de 2020.

A lei é uma reformulação da antiga legislação para falências, vigente desde 2005. Entre as atualizações, está a extensão do prazo de pagamento das dívidas tributárias por parte dos devedores. Passa de 7 para 10 anos. Os débitos trabalhistas agora podem ser quitados em até 3 anos. Antes, o prazo de era de 1 ano. Por último, o período para quitação de dívidas com a União foram ampliados de 84 para 120 parcelas.

Para Daniel Carnio Costa, juiz titular da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, a nova lei introduzirá a falência no rol de possibilidades para as empresas em crise que, muitas vezes, optam por simplesmente fechar as portas. “Não só a tentativa de manter em funcionamento, caso ela seja viável, mas também a regularização da sua situação”, declara o doutor em direto.

“A expectativa é que, com a nova lei, as empresas tenham mais acesso à reestruturação e também possam utilizar com mais vantagem o processo de falência”, completa Costa, que é professor de Direto Comercial da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Além das desburocratização, o juiz destacou o barateamento do processo promovido pela legislação. Cita os instrumentos de pré-insolvência, como a mediação e conciliação prévia, que são mais acessíveis aos devedores, principalmente pequenas e médias empresas. São realizados fora do âmbito da Justiça.

A legislação anterior desestimulava o “reempreendedorismo”, pois o devedor ficava preso por muitos anos no processo de recuperação judicial e desistia de projetos futuros. Já o novo texto possibilita ao empresário a reabilitação do empreendimento 3 anos depois da quebra, desde que o patrimônio esteja à disposição dos credores, como já funcionava nos Estados Unidos.

Neste período, o passivo deixa de ser responsabilidade do devedor. Os 3 anos do processo são o suficiente para investigar o patrimônio arrecadado para o pagamento de credores na proporção possível.

CREDORES EM EVIDÊNCIA

A reformulação da Lei de Falências dá aos credores a possibilidade de desenharem um plano de recuperação próprio. O texto anterior, de 2005, não permitia. A medida funciona como uma alternativa caso o plano preparado pela empresa seja recusado.

O dispositivo facilitou também o processo de aprovação do plano de recuperação judicial. Agora, a assembleia dos credores pode ser realizada de modo virtual. Outra opção é a assinatura de um termo de adesão por parte dos credores.

MODERNIDADE

Ao abandonar uma legislação de quase 16 anos, o Brasil adota diretrizes para ampliar e modernizar o processo de falências, afirma o juiz Daniel Costa. A atualização era necessária pela evolução do mercado, que tornou a lei original defasada, diz.

O professor em direito diz que, à época da assinatura da Lei 11.101, o Brasil pensava que só empresas pediam recuperação judicial. Costa afirma que essa visão mudou a partir de 2014, quando conglomerados começaram a pedir a recuperação. Lembra os casos das empreiteiras Odebrecht e da OAS, alvos da Operação Lava Jato, deflagrada naquele ano.

Poder 360.

Enem: o que é preciso saber para o segundo dia de prova

Neste domingo (24.jan.2021), estudantes de todo o país fazem a 2ª prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2020. Eles terão 5 horas para resolver questões de matemática e de ciências da natureza. Encerrada a aplicação do Enem impresso, o gabarito das provas objetivas deverá ser divulgado até 27 de janeiro e, as notas finais, em 29 de março.

Algumas dicas podem ajudar os estudantes nesse 2º dia de aplicação. A 1ª delas é conhecer as regras do exame e estar atento ao que pode e ao que não pode levar no dia da prova. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o Enem terá regras especiais de biossegurança. Este ano, além do documento oficial de identificação com foto e da caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, itens obrigatórios também nos exames anteriores, a máscara de proteção facial passa a integrar essa lista.

É recomendado que os participantes levem máscaras extras para trocar durante a prova. Haverá nos locais de prova álcool em gel para que os estudantes higienizam as mãos, mas é permitido que os participantes levem seu próprio produto caso desejem.

Os participantes podem levar também a própria água e/ou bebidas não alcoólicas e lanche. Além disso, caso necessitem comprovar que participaram do exame, os estudantes podem, na Página do Participante, imprimir a Declaração de Comparecimento para cada dia de prova, informando o CPF e a senha.

A declaração deve ser apresentada ao aplicador na porta da sala em cada um dos dias. Ela serve, por exemplo, para justificar a falta ao trabalho.

É importante lembrar que participantes que estiverem com sintomas de covid-19 ou de outra doença infectocontagiosa não devem comparecer ao exame, mesmo que tenham participado do 1º dia de aplicação. A medida é necessária para que o vírus não se espalhe e mais pessoas sejam contaminadas.

Poder 360.

O que a Europa pode esperar de Biden?

As expectativas em torno do novo presidente dos EUA são enormes. Na Europa, o sentimento oscila entre a esperança de que as relações com Washington se normalizem e a inquietação sobre o que Joe Biden pode fazer em termos de política externa num país dividido – e o que isso significa para os europeus.

Para o ministro francês de Assuntos Europeus, Clément Beaune, não há dúvida: “A Europa deveria assumir mais responsabilidades”, afirma. Segundo ele, o conceito de autonomia estratégica não perderá a importância com o governo e de Biden e sua vice, Kamala Harris. “A Europa deve definir seus próprios valores e interesses. Não contra os Estados Unidos, é claro; devemos trabalhar juntos.”

Em todo o caso, Beaune espera que a cooperação em matéria de proteção climática, segurança e política comercial seja muito maior. “A parceria precisa de um novo começo”, sublinhou o ministro, considerado uma pessoa próxima do presidente francês, Emmanuel Macron.

AUTONOMIA ESTRATÉGICA

Quando Macron cunhou o termo “autonomia estratégica” para as relações entre Europa e EUA, ele parecia estar se distanciando de Berlim e Varsóvia, entre outros. Ao explicar o conceito, Beaune afirma que nem a parceria nem a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) serão esquecidas. Os EUA, porém, “vão continuar a nos pedir para nos tornarmos mais autônomos”, diz. “Vão nos pedir que assumamos mais responsabilidades e que gastemos mais na defesa, por exemplo.”

Nesse contexto, o ministro francês também defende o muito criticado Acordo Abrangente de Investimentos UE-China (CAI, na sigla em inglês), cujas negociações foram concluídas no fim de 2020, após sete anos. “Seria estranho acreditar que a UE não teria o direito de assinar acordos por si própria”, diz Beaune. Não que o bloco se volte contra o novo presidente americano, ressalta, mas “a Europa deve saber o que quer e assumir responsabilidades em todos os aspectos”.

Mesmo com Biden no governo, Paris parece querer aderir à estratégia de maior independência europeia, seguindo a tradição francesa de manter um maior ceticismo em relação à aliança transatlântica do que o restante da Europa.

EUROPA COMO PARTE DA SOLUÇÃO

Os europeus deveriam rapidamente sinalizar o rompimento com o governo Trump, afirma Jana Puglieri, do Conselho de Relações Exteriores de Berlim. “Foram quatro anos difíceis. Estamos nos unindo novamente e recebemos o novo presidente de braços abertos.” Tal mensagem, segundo a analista política, deve ser acompanhada de um desejo de cooperação, o que também seria importante para Biden no quesito política interna: “Não somos vassalos e não podemos voltar no tempo, mas devemos mostrar a este governo que a Europa está empenhada no multilateralismo e quer assumir mais tarefas.”

Puglieri acredita que Biden está tão sobrecarregado com tarefas de política interna que seria bem-vindo se a Europa assumisse algumas questões, como a situação em Belarus. “Devemos ser parte da solução, e não do problema”, pontua Puglieri. Ela apoia a ideia de um certo grau de autonomia estratégica para os europeus, também para que se tornem melhores parceiros.

“Paris teme que as ambições dos europeus voltem a adormecer. Em Berlim, por sua vez, há incertezas sobre a vitória apertada de Biden e a consciência de que os EUA podem não ser próximos para sempre”, aponta. Como resultado, a Europa precisa definitivamente se tornar mais forte e deve ser mais ativa na tentativa de manter os EUA como parceiros, conclui a especialista.

Puglieri avalia ainda que, assim que Biden assumir a presidência, os europeus devem se concentrar primeiro nas “questões leves” e com resultados rápidos, tais como política climática, negociações com o Irã e o papel da Otan. “No meio do ano haverá uma cúpula da Otan na qual deveremos sinalizar uma ruptura e um novo conceito estratégico”, aponta.

A política comercial, por outro lado, continuará a ser extremamente difícil, segundo Puglieri, e deverá começar com pequenos passos. Já o acordo UE-China é visto com olhos críticos pela especialista em política: “Temos que resolver o mau começo com a política chinesa.”

PARCERIA TRANSATLÂNTICA RESSUSCITADA

Para o eurodeputado Reinhard Bütikofer, do Partido Verde, o acordo da UE com a China foi infeliz. “Deveríamos ter começado melhor”, afirma. Para ele, não se tratava de pedir a aprovação aos EUA, mas sim de ambas as partes trabalharem em conjunto nesta e em muitas outras questões.

Estrategicamente, disse ele, a abordagem conduzida pelos europeus na China não faz muito sentido, mas ainda há bastante tempo para colocar o assunto sobre a mesa. Afinal de contas, o tratado só entrará em vigor com a aprovação do Parlamento Europeu, e até lá, salienta, há muitas oportunidades de discussão.

Nesta questão, Bütikofer acredita que os europeus não conseguiram enviar um sinal importante para Washington, Pequim e o restante do mundo: “Agora há um novo jogo, e a parceria transatlântica será ressuscitada.”

Fora isso, o eurodeputado coloca a política climática em primeiro lugar, seguida pela política comercial e de segurança. Não podemos nos dar ao luxo de olhar apenas para um tópico, afirma. “Temos que mascar chiclete e seguir andando”, diz Bütikofer, usando a icônica expressão americana para multitasking.

O FIM DE UM PESADELO?

Umas das principais mudanças que a equipe de Biden trará para a UE é o “fim do desprezo que Trump tinha pela Europa”, diz Judy Dempsey, da Carnegie Europe, acrescentando que o novo presidente entende os europeus e conhece bem a chanceler federal alemã, Angela Merkel.

Dempsey também acredita que a Europa terá mais desafios, sobretudo na questão da política de segurança e de defesa. E aqui, salienta, pode inclusive haver uma chance de relançar as negociações sobre o controle de armas nucleares.

Para além do eixo Europa-EUA, contudo, a relação transatlântica deve ser aberta a uma cooperação mais estreita com outras democracias. Do Canadá ao Japão, deverá ser possível chegar a acordos sobre estratégias comuns de segurança, defesa e comércio em relação à China, Índia e América Latina, considera Dempsey.

“A Europa vai hesitar neste ponto”, aposta a analista. Ela acredita, contudo, que com Washington e Bruxelas revitalizando acordos comerciais como o TTIP (Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento), o Ocidente pode avançar muito no estabelecimento de normas e valores comuns, bem como regras sobre transparência e investimento.

Segundo Dempsey, o pesadelo dos anos Trump só pode ser superado se se tentar entender o que mobiliza a direita alternativa e os populistas e como as mídias sociais podem ser regulamentadas. Para ela, os regimes autoritários visaram abalar a democracia por meio de ataques cibernéticos ou do financiamento de tais movimentos. “O governo Trump mostrou tanto a vulnerabilidade das instituições democráticas como sua força. Mas qual será o seu legado permanece uma questão em aberto.”

Poder 360.

Intuição vs. Estratégia: Bolsonaro fora do 2º turno de 2022

Sérgio Lima/Poder360 17.12.2020

Bolsonaro pode não chegar ao segundo turno em 2022. A previsão pode ser precipitada, dirão alguns, porém, foi o mesmo que ouvi quando disse que Bolsonaro venceria as eleições presidenciais. Estávamos em 2016. Fato é que a política tem caminhos curiosos, mas ao observar cenários e padrões de comportamento, tudo indica que o desgaste do presidente impulsionado pelos dados ruins da economia e da pandemia podem condenar seu governo e sua eventual tentativa de reeleição. É aquilo que as pesquisas mostram.

As eleições de 2018 guardavam um elemento especial, uma espécie de onda de renovação que ocorre a cada três décadas. O mesmo fenômeno havia levado ao poder Fernando Collor em 1989, Jânio Quadros em 1960 e criou as condições para a chegada de Getúlio Vargas ao poder em 1930. Em todas ocasiões houve troca de ciclo político e o estabelecimento de um novo jogo de forças que duraria cerca de três décadas.

Assim, a eleição de 2018 vem romper com a Nova República e estabelecer um novo equilíbrio de poder. Longe de liderar este processo, como fez Getúlio Vargas, Jair Bolsonaro posiciona-se apenas como o elemento disruptivo que chega para romper com as antigas estruturas, assim como foram Jânio Quadros e Fernando Collor. Sem habilidade para lidar nos andares mais altos da política, tende a ser engolido por ela.

Ao rejeitar o debate político no Congresso Nacional em seu primeiro ano e ser tragado pela pandemia no segundo ato, Bolsonaro não entregou reformas, mudanças ou realizações. Entra na terceira parte de seu mandato com um deficit que beira 1 trilhão, negando a pandemia, com taxas recordes de desemprego e sem recursos para pagar novamente o auxílio emergencial, instrumento que manteve sua popularidade estável em tempos bicudos.

Tudo indica que o presidente entrará no ano final de sua Presidência ferido politicamente, porém ainda acreditando em sua habilidade de virar o jogo. Bolsonaro é um político intuitivo, mas não um estrategista. Venceu 2018 a bordo de uma onda que não existe mais. 2022 é um jogo de estratégia, não mais de intuição. Terá ao seu lado seus fiéis seguidores, porém terá perdido o impulso que o levou até a Presidência, representando pelo lajavatismo, antipetismo, liberalismo e até o conservadorismo. O bolsonarismo como fenômeno chega enfraquecido em 2022.

As eleições municipais de 2020 já deram o tom do eleitorado.

Se em 2016 apontava para renovação e inauguração de uma nova política, no ano passado refluiu e reencontrou-se com a realidade. Ao eleger o centro pragmático e despachar os outsiders que não ofereceram gestão da pandemia, reabilitou a política real e preparou o caminho para a retomada do poder nas eleições gerais. Uma equação onde não cabe Bolsonaro.

Caminhamos para um pleito menos emocional e mais racional, sem rupturas ou surpresas. Assim como nos Estados Unidos, políticos conhecidos e tradicionais tendem a se impor com sua experiência e bom senso.

Políticos que conhecem a máquina e sabem gerar resultados tendem a ter vantagem nas urnas. 1989 está para 2018 assim como 1994 talvez esteja para 2022.

Por tudo isso, talvez tenhamos um Presidente que não chegue ao segundo turno. Comandará a máquina, mas diante de uma combalida situação econômica, é possível que não tenha fôlego para impulsionar sua candidatura.

O eleitorado cansou de aventuras. Está sofrendo a dor de uma pandemia e o derretimento da economia.

O país precisa de gestão e recuperação. Precisa de um líder que vá além das narrativas. O caminho está aberto para sua chegada.

Poder 360.

Classe empresarial e políticos estudam nomes para 2022

O núcleo empresarial, que tradicionalmente se envolve com os temas políticos do RN, já vem cogitando a possibilidade de apresentar alguns nomes, que tenham representatividade em diversos setores do mundo empresarial e que possam demonstrar competitividade para disputar vagas para senador e governador em 2022.

Ainda não existe nada oficial, mas, no RN, de forma discreta, as movimentações e conversas políticas já estão acontecendo, uma espécie de sondagem vem ganhando corpo e de forma isolada, os estudos com algumas possibilidades de nomes no núcleo empresarial, como: Marcelo Alecrim, Paulo de Paula, Haroldo Azevedo, Marcelo Queiroz e José Lucena.

No núcleo político, essa movimentação também é percebida com os nomes de Rogério Marinho, Ezequiel Ferreira, Fábio Faria, João Maia, Robinson Faria, Carlos Eduardo e o prefeito Álvaro Dias.

O xadrez está na mesa, a governadora Fátima Bezerra está com uma lupa, aguardando as movimentações dos pré-candidatos, ligados ao governo Bolsonaro.

Diante desse cenário, fica no ar uma pergunta: todos irão se reunir para derrotar Fátima ou boa parte irá se reunir para reeleger a petista? Correndo por fora, sem querer demonstrar interesse, adotando a mesma postura da eleição que o tornou senador, o mais votado do RN em 2018, tem o capitão Styvenson Valentim.

Ele é sempre lembrando em todas as pesquisas eleitorais.

Até o momento, o que há de concreto é o fato do jogo já ter iniciado, seu primeiro tempo, na eleição municipal e para o segundo tempo, que será em 2022, obviamente com o resultado final, as estratégias estão sendo reorganizadas.

SUS é avaliado como regular por 49% e como ótimo ou bom por 31%

O trabalho do SUS (Sistema Único de Saúde) é avaliado como “ótimo” ou “bom” por 31% da população brasileira, enquanto 49% o classificam como “regular“. Outros 19% dizem que o serviço é “ruim” ou “péssimo“, e 1% não soube responder.

Os resultados são de pesquisa PoderData realizada de 18 a 20 de janeiro em 544 cidades e com 2.500 entrevistas.

O SUS, como se conhece hoje, foi garantido em 1988 com a promulgação da Constituição Federal, e detalhado pela lei nº. 8.080 de 1990. Oferece acesso integral, universal e gratuito à saúde para toda a população. O sistema realiza por ano cerca de 2,8 bilhões de atendimentos, desde procedimentos ambulatoriais simples até atendimentos de alta complexidade, como transplantes de órgãos.

O Ministério da Saúde é responsável por coordenar, com ajuda das secretarias estaduais e municipais, os hospitais, clínicas, UPAs, entre outros serviços de saúde pública. O trabalho da pasta (e do SUS) se tornou ainda mais notório em 2020, com a pandemia de covid-19, que até esta 6ª feira (22.jan.2021) já infectou 8,7 milhões de pessoas e matou 215 mil.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Foram 2.500 entrevistas em 544 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

DESTAQUES DEMOGRÁFICOS

O estudo destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos brasileiros em relação ao trabalho do Sistema Único de Saúde.

Os homens, os que têm de 45 a 59 anos, os com ensino superior, os moradores da região Sul e os que ganham de 5 a 10 salários mínimos são os que mais aprovam.

Já os que têm de 25 a 44 anos, os que cursaram até o ensino médio, os moradores da região Centro-Oeste e os que ganham até 2 salários mínimos são, proporcionalmente, os que mais rejeitam o trabalho do SUS.

Leia os percentuais no infográfico abaixo:

TRABALHO DO SUS X TRABALHO DE BOLSONARO

Quase metade (46%) dos apoiadores do presidente acha o trabalho do sistema de saúde pública ótimo ou bom. Só 10% do grupo desaprova. A proporção é maior do que a média geral da população.

Poder 360

63% acham que a pandemia está mais grave no Brasil, mostra

Paciente chegando de ambulância no Hospital Regional da Asa Norte, hospital referência no tratamento da COVID-19 em Brasília. Sérgio Lima/Poder360 09.01.2021

A percepção de risco com a covid-19 cresceu, e, agora, 63% da população brasileira diz que a pandemia está mais grave quando comparada a duas semanas atrás. Os resultados são de pesquisa PoderData realizada de 18 a 20 de janeiro com 2.500 pessoas em 544 cidades.

Para 25% desses entrevistados, a situação do vírus no Brasil está do mesmo jeito, enquanto só 8% acham que a circulação é menor do que antes.

Na última vez que o PoderData abordou o assunto, em novembro, eram 42% os que achavam que a crise do coronavírus estava se agravando. À época, os indicadores indicavam uma desaceleração da contaminação. Pouco depois, a situação piorou novamente.

O Brasil hoje vive um repique de casos e mortes, registrado depois das festas de fim de ano. O Ministério da Saúde contabilizava até 5ª feira (21.jan), 8.697.368 casos confirmados da doença e 214.147 mortes.

As médias móveis estão em trajetória ascendente nos últimos dias. Em janeiro, o país voltou a registrar rotineiramente mais de 1.000 mortes notificadas diariamente.

Os casos também chegaram a patamar recorde, registrando também em janeiro sua maior taxa na média móvel desde o início da pandemia.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 18 a 20 de janeiro de 2021, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 544 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

DESTAQUES DEMOGRÁFICOS

Leia abaixo os recortes por sexo, idade, região, escolaridade e renda. Entre parênteses, os percentuais, proporcionais, sobre a percepção dos brasileiros em relação à pandemia.

As mulheres (71%), os com 60 anos ou mais (79%), os com ensino superior (71%), os moradores do Norte (71%) e os que ganham de 5 a 10 salários mínimos (74%) são, proporcionalmente, os que mais acham que a crise do coronavírus está mais grave.

PERCEPÇÃO COM A PANDEMIA X AVALIAÇÃO DE BOLSONARO

Entre os que apoiam o presidente (que o consideram “ótimo” ou “bom”), só 48% dizem que a pandemia está mais grave. Taxa entre os que o rejeitam, de 71%, é 8 pontos percentuais maior que a percepção geral.

Os bolsonaristas também são os que acham que a crise está menos grave do que a duas semanas atrás: 15%, ante 8% quando consideram-se todos os grupos.

Poder 360.

Após atraso, vacina de Oxford importada da Índia chega ao Brasil

O 1º lote da vacina contra covid-19 da AstraZeneca/Oxford, desembarcou no final da tarde desta 6ª feira (22.jan.2021) no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. No total, o Brasil recebeu 2 milhões de doses fabricadas pelo Instituto Serum, na Índia.

O imunizante já recebeu autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no último domingo (17.jan.2021), para o uso emergencial.

A vacina é desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. No Brasil, a produção é coordenada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Esse 1º lote da vacina AstraZeneca/Oxford –que era a aposta inicial do governo do presidente Jair Bolsonaro para começar a imunização– atrasou uma semana para chegar ao país, segundo os planos iniciais do governo.

De acordo com a Fiocruz, após os trâmites alfandegários, as vacinas vão seguir diretamente para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro para desembarque e trajeto até a fundação.

Nesta 6ª feira (22.jan), a Anvisa autorizou o uso emergencial de outros 4,8 milhões de doses da vacina chinesa, que foram envasadas no país pelo Instituto Butantan.

Mais cedo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que após os imunizantes serem preparados para distribuição pela Fiocruz, serão encaminhados aos Estados.

“A carga [que chegou nesta sexta] será encaminhada para a Fiocruz, que vai preparar toda a etiquetagem e a conferência do material recebido. Os lotes serão separados a partir de amanhã [sábado], quando estiverem prontos. Provavelmente, no fim do dia, iniciamos o transporte para todos os estados do nosso país”, afirmou o ministro.

Segundo o ministro, Manaus terá prioridade na 1ª carga de vacinas. “Damos prioridade nesse momento para o estado do Amazonas, principalmente, a capital Manaus, que vive uma situação mais crítica no nosso país”, afirmou. “E essa prioridade fica evidente a partir de um acordo com os governadores, onde 5% dessa primeira carga vai ser destinada aonde está o maior risco do país, que está em Manaus.”

Veja vídeo do momento do desembarque das doses da vacina (23min28seg):

 

 

ATRASO DA IMPORTAÇÃO

O governo Bolsonaro vinha enfrentando dificuldades diplomáticas para viabilizar a chegada do imunizante. A vacinação, então, começou a vacinação com as 6 milhões de doses disponíveis da CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac.

O governo chegou a adesivar o avião da companhia Azul que buscaria as vacinas na Índia em 14 de janeiro. Na data, no entanto, o Ministério da Saúde afirmou que a partida do avião havia sido “reprogramada em algumas horas por questões logísticas internacionais”.

Também no dia 14, o governo indiano informou que ainda não tinha previsão de quando autorizaria o fornecimento dos imunizantes a outros países, incluindo o Brasil.

O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) telefonou para o chanceler indiano Subrahmanyam Jaishankar no mesmo dia. Jaishankar manifestou a intenção de atender ao pedido brasileiro “nos próximos dias”, mas não indicou uma data para que as doses da vacina fossem liberadas.

O chanceler indiano atribuiu o atraso na liberação a “problemas logísticos” decorrentes das dificuldades de conciliar o início da campanha de vacinação no país de mais de 1,3 bilhão de habitantes ao fornecimento de imunizantes para outras nações.

Na 3ª feira (19.jan), o governo da Índia informou que começaria a enviar as vacinas produzidas no país para uma lista de nações vizinhas e parceiras a partir de 4ª feira (20.jan). O Brasil não apareceu na relação inicial de nomes.

Somente nessa 5ª feira (21.jan), após negociações com as autoridades da Índia, o Ministério da Saúde confirmou que 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford chegariam ao Brasil no fim da tarde desta 6ª feira (22.jan).

Poder 360.

Deputado Federal Beto Rosado emite nota sobre decisão do TRE

NOTA AO POVO POTIGUAR

Como deputado federal pelo Progressistas, ocupando o cargo diplomado e garantido pelo TSE, recebi com surpresa a decisão do julgamento desta sexta-feira (22) no TRE. Respeito os renomados desembargadores da corte, mas o julgamento deixou muitas dúvidas acerca do processo em questão.
Nosso mandato segue em Brasília, respaldado pela vontade de mais de 71 mil potiguares e pelas regras previstas na Lei Eleitoral.

Sigo com a consciência tranquila de quem cumpre seu dever, com um trabalho sério e comprometido com o povo. Esse trabalho que é campeão em destinação de recursos para o interior.

Que luta por bandeiras importantes e que geram empregos, nos setores produtivos do sal, fruticultura e petróleo.

Que ajudou a salvar muitas vidas na pandemia destinando 28 respiradores, dezenas de ambulâncias e mais de R$ 10 milhões em recursos para a Saúde do RN em 2020.

Entre tantas outras ações nos quatro cantos do Estado. O compromisso do nosso mandato é com o RN.

O povo que me elegeu sabe que pode contar com um deputado que não está em Brasília para alimentar disputa de esquerda x direita, mas para trabalhar e fazer o que precisa ser feito. Para ajudar os municípios, chegando junto quando mais precisam.

Não recebi ainda nenhum comunicado, mas quando isso ocorrer, tomarei as medidas cabíveis e necessárias. Confio na justiça! Confio na vontade de Deus!

Beto Rosado
Deputado Federal – Progressistas

TRE manda recontar os votos para Deputado Federal.

O Tribunal Regional Eleitoral do RN indeferiu o registro de candidatura do candidato Kericlis Alves.

Por três votos contra dois, o TRE/RN, decidiu que os votos do candidato a deputado federal Kerinho, que colocaram a Beto Rosado na cadeira de deputado federal em Brasília, fossem indeferidos.

Ou seja, o TRE fará uma recontagem administrativa dos votos da eleição 2018 para deputado federal.

Cerca 9 mil votos, sendo retirado dessa matemática, garantirá a cadeira ao petista Fernando Mineiro, que no primeiro cálculo seria o titular do mandato de Deputado Fedeal.

O deputado Beto Rosado, através dos seus advogados recorrerá dessa decisão ao TSE em Brasília.

Exportação da vacina de Oxford para o Brasil mostra que a imprensa brasileira mente para derrubar governo Bolsonaro

Antes mesmo de ser eleito presidente da República, Jair Bolsonaro já era alvo de ataques contínuos dos principais veículos de comunicação do país.

A mídia, a todo o momento, não apenas distorcia o que era dito pelo então deputado federal, mas também fabricava informações falsas para atacar a imagem de Bolsonaro.

O ‘assassinato de reputações’ sempre esteve presente na vida militar, que constantemente foi caluniado e difamado sem poucos espaços garantidos para exercer algum direito de resposta.

Agora, iniciando o terceiro de ano de mandato, Jair Bolsonaro continua sendo atacado diuturnamente pela imprensa brasileira.

Nesta semana, por exemplo, os principais veículos garantiram que não existia nenhuma previsão em torno das vacinas de Oxford vidas da Índia. Diversas matérias acusaram o governo brasileiro de ‘cruzar os braços’ e ignorar a urgência das vacinas para imunizar a população brasileira.

Alguns jornais, por exemplo, chegaram a apontar que o intervalo de tempo sem vacinas da Oxford no Brasil poderia chegar a 30 dias. Além disso, cogitaram também num previsível pedido de abertura de impeachment por crime de improbidade administrativa.

Hoje, 21 de janeiro de 2021, conforme registrou o Conexão Política, a Índia confirmou que as vacinas de Oxford serão exportadas para o Brasil ainda nesta quinta-feira.

das vacinas desenvolvidas pela farmacêutica britânica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, que estão sendo fabricadas no Serum Institute of India, considerado o maior produtor mundial de vacinas do mundo.

Dessa forma, caro leitor, fica cada vez mais evidente a forma de trabalho que é exercida por tais veículos de comunicação: sem checagem, sem fontes concretas e sem compromisso com a verdade.

Com a chegada desses insumos ao Brasil, o governo Bolsonaro colecionará mais uma vitória contra as ‘fake news do bem’, que constantemente são propagadas por aqueles que dizem combater a desinformação.

Conexão política.

PoderData: 78% dos brasileiros querem tomar vacina contra coronavírus

Pesquisa PoderData mostra que 78% dos brasileiros pretendem tomar alguma vacina contra a covid-19. A taxa teve variação positiva em relação ao levantamento anterior, quando 75% disseram que tomariam o imunizante. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

A taxa dos que rejeitam a vacinação para prevenir a contaminação pelo coronavírus teve queda de 5 pontos percentuais. Passou de 16% para 11% em 15 dias.

Os que não souberam ou preferiram não responder passaram de 9% para 11%.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 18 a 20 de janeiro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 544 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

Considerando a estratificação do levantamento por sexo, idade, região, escolaridade e renda, quem mais afirma que tomaria alguma vacina contra a covid-19 são:

  • homens (79%);
  • pessoas de 60 anos ou mais (87%);
  • quem tem ensino superior (88%);
  • moradores da região Sul (86%);
  • os que recebem mais de 10 salários mínimos (90%).

Quem mais rejeita a vacinação para evitar a contaminação pelo coronavírus são:

  • pessoas de 16 a 24 anos (22%);
  • os que têm só ensino fundamental (13%);
  • moradores da região Centro-Oeste (19%);
  • sem renda fixa (20%).

VACINAÇÃO NO BRASIL 💉

A vacinação contra o coronavírus começou nesta semana no Brasil com a distribuição de 6 milhões de doses da CoronaVac, importadas da China. Alguns grupos estão sendo vacinados com prioridade, como o de idosos, de pessoas com deficiência, de índios e profissionais de saúde da linha de frente.

 

No entanto, a expectativa é que a imunização só avance após o início da fabricação das vacinas no Instituto Butantan e na Fiocruz, que depende da chegada dos insumos ao país.

O Instituto Butantan é responsável pela produção da CoronaVac, desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Os insumos devem ser importados da China. A liberação da importação pelo país chinês ainda está em negociação.

Já a Fiocruz coordena a produção da vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Devem vir da Índia 2 milhões de doses do imunizante.

O governo enfrentava dificuldades para a importação desse lote, mas a Índia deu sinal verde nesta 5ª feira (21.jan).

No mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), há 61 vacinas sendo testadas em humanos e 172 em fases pré-clínicas, ou seja, sendo testadas em animais.

VACINAÇÃO X BOLSONARO

PoderData mostra ainda que entre os que avaliam o trabalho do presidente Jair Bolsonaro como “ótimo” ou “bom”, 67% afirmam que tomariam alguma vacina contra a covid-19. A taxa teve variação positiva em relação ao último levantamento. Há 15 dias, era de 65%.

Nesse grupo, os que rejeitam o imunizante oscilou de 24% para 20%.

Bolsonaro minimiza a importância da vacinação para prevenir a contaminação pelo coronavírus. Em 23 de dezembro afirmou ainda que recebeu a melhor vacina: o vírus”, acrescentando, segundos depois: “Sem efeito colateral”. Em outras oportunidades, também disse que não tomaria a vacina contra covid-19, porque já foi infectado.

Entre os que rejeitam o desempenho de Bolsonaro na Presidência (acham “ruim” ou “péssimo”), 85% afirmam que devem tomar o imunizante. Os que não pretendem são apenas 6%.

Poder 360.

Vacinas da Índia devem chegar ao Brasil nesta 6ª feira, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde afirmou na tarde desta 5ª feira (21.jan.2021) que 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford devem chegar ao Brasil no fim da tarde desta 6ª feira (22.jan.2021).

Em nota, a pasta disse que “a carga vinda da Índia será transportada em voo comercial da companhia Emirates ao aeroporto de Guarulhos e, após os trâmites alfandegários, seguirá em aeronave da Azul para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro”.

Mais cedo, o secretário de Relações Exteriores da Índia, Harsh Vardhan Shringla, havia informado em entrevista à Reuters, que o governo da Índia liberou as exportações comerciais de vacinas contra a covid-19.

“O fornecimento das quantidades comercialmente contratadas também começará a partir de 6ª feira, começando pelo Brasil e Marrocos, seguidos pela África do Sul e Arábia Saudita”, disse.

Após a divulgação da informação, o presidente Jair Bolsonaro cumprimentou o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) pela importação das doses.

Meus cumprimentos ao Ministro Ernesto Araújo e servidores do Itamaraty pelo trabalho realizado”, disse em publicação em seu perfil no Facebook.

IMPASSES

A vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, produzida na Índia, era a principal aposta do governo Bolsonaro para o início da vacinação no Brasil. O imunizante recebeu autorização da Anvisa para o uso emergencial no domingo (17.jan.2021).

A administração federal vinha, no entanto, enfrentando dificuldades diplomáticas para viabilizar a chegada do imunizante. A vacinação, então, começou com a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac.

O governo chegou a adesivar o avião da companhia Azul que buscaria as vacinas na Índia em 14 de janeiro. Na data, no entanto, o Ministério da Saúde afirmou que a partida do avião havia sido “reprogramada em algumas horas por questões logísticas internacionais”.

Também no dia 14, o governo indiano informou que ainda não tinha previsão de quando autorizaria o fornecimento dos imunizantes a outros países, incluindo o Brasil.

O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) telefonou para o chanceler indiano Subrahmanyam Jaishankar no mesmo dia. Jaishankar manifestou a intenção de atender ao pedido brasileiro “nos próximos dias”, mas não indicou uma data para que as doses da vacina fossem liberadas.

O chanceler indiano atribuiu o atraso na liberação a “problemas logísticos” decorrentes das dificuldades de conciliar o início da campanha de vacinação no país de mais de 1,3 bilhão de habitantes ao fornecimento de imunizantes para outras nações.

Na 3ª feira (19.jan), o governo da Índia informou que começaria a enviar as vacinas produzidas no país para uma lista de nações vizinhas e parceiras a partir de 4ª feira (20.jan). O Brasil não apareceu na relação inicial de nomes.

Poder 360.