China aprova lei anti-sanções para combater medidas estrangeiras

A China aprovou nesta 5ª feira (10.jun.2021) uma lei anti-sanções. O projeto original passou por mudanças em abril e foi aprovado pelo NPC (Congresso Nacional do Povo) depois de uma nova revisão.

Os detalhes ainda não foram divulgados. Mas, segundo a emissora estatal CCTV, o texto tem como objetivo fornecer bases legais para que a China responda à medidas estrangeiras.

A China emitiu contra-sanções em resposta às medidas adotadas contra ela por Estados Unidos, União Europeia, Grã-Bretanha e Canadá por causa da repressão política de Pequim em Hong Kong e do tratamento das minorias étnicas em Xinjiang.

A nova lei faz parte de um esforço de Pequim para combater interferências externas. Em janeiro, o Ministério do Comércio do país anunciou a introdução de regras para “combater a aplicação extra-territorial injustificada” das leis estrangeiras. Entre elas, punir companhias que cumpramas sanções internacionais.

Mesmo antes da aprovação da lei, o país já contra-atacava quando era sancionado.

Em março, por exemplo, a China anunciou que o país iria impor sanções a 3 pessoas e uma entidade do Canadá e dos Estados Unidos em resposta às represálias dispensadas ao país asiático por conta do tratamento dado aos uigures, minoria étnica da Ásia.
Fonte: poder 360.

Sem citar Huawei, EUA pedem que Brasil escolha fornecedor confiável de 5G

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Stephen Anderson, um dos responsáveis pela comunicação internacional e política de informação dos Estados Unidos, afirmou à Folha de S. Paulo que a gestão Biden espera que o Brasil “escolha fornecedores de confiança”para a tecnologia 5G. Anderson também disse que o governo norte-americano não investirá em países que optarem por “fornecedores não seguros”.

De acordo com a reportagem desta desta 5ª feira (10.jun.2021), Anderson ressaltou que não há confiança “onde as tecnologias e os provedores de serviços estão sujeitos a um governo autoritário, como o da China”. Os comentários fazem alusão a Huawei, empresa chinesa líder mundial no segmento de 5G.

Ela foi banida das redes de países como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Suécia. Desconfiam de espionagem por parte da empresa chinesa. Mas o governo norte-americano não pediu diretamente o veto à participação da empresa chinesa Huawei na participação da rede brasileira.

A empresa já foi cortada da lista de possíveis fornecedores de 5G para o governo federal, de acordo com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, Ele afirmou que a empresa “não está apta” a participar do edital da rede de comunicações que irá atender aos Poderes Executivos, Judiciário e Legislativo.

Faria integrou comitiva que foi aos Estados Unidos discutir a tecnologia 5G e a segurança cibernética.

A Huawei já tem larga atuação no país. É a fabricante da maior parte dos equipamentos usados pelas empresas que operam telefonia no Brasil, como mostra este quadro preparado pelo Poder360:

LEILÃO 5G

O governo espera realizar o leilão do 5G em julho deste ano. O edital aprovadopela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ainda está sendo analisado pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

O documento prevê que as capitais de todos os Estados e do Distrito Federal tenham rede 5G já em julho de 2022. As empresas do setor, no entanto, consideram o prazo curto.

O QUE É 5G

As redes de internet para dispositivos móveis com a tecnologia 5G podem aumentar a velocidade da conexão em até 100 vezes. Também usarão um espectro de rádio mais abrangente, permitindo que mais aparelhos se conectem ao mesmo tempo, com maior estabilidade do que os atuais 4G, 3G e 2G.

Isso representará uma revolução para diversos setores, desde logística à agricultura, passando pela indústria e pelo planejamento urbano. Entenda melhor a tecnologia e o leilão no Brasil nesta reportagem do Poder360.

Fonte: poder 360.