Wolney França e Irani Guedes não cometeram crime eleitoral, diz Ministério Público Eleitoral

Depois de uma ampla investigação, o Ministério Público Eleitoral concluiu que, embora a denúncia que originou o procedimento esteja correta em relação à informação da mudança de endereço do paciente Jonathan Whasley Gomes de Oliveira, de Nova Cruz para Parnamirim, não restou comprovada a relação entre o referido ato e o procedimento cirúrgico realizado pelo paciente, com os candidatos mencionados na denúncia (e nenhum outro de Parnamirim); mesmo porque o paciente confirmou que não possui vínculo político neste Município e vota em Nova Cruz.

Assim, não verifica-se a suposta corrupção eleitoral dos então candidatos Irani Guedes e Wolney França ou de outros agentes públicos, no que concerne aos procedimentos cirúrgicos de Jonathan Washley Gomes de Oliveira e Cristiane Lopes de Lima, conforme provou a investigação ministerial.

Como cediço, a imputação de um ilícito deve ser manejada de forma responsável, fundando-se na existência de justa causa, ou seja, em lastro probatório ou indiciário minimamente consistente, fundado em elementos concretos, o que não ocorre no caso dos autos, onde há tão somente uma denúncia que restou superada a partir das respostas às diligências contidas nos autos.

Assim, forçoso reconhecer a ausência de provas a configurar crime eleitoral, dada a ausência de materialidade, restando inviável o prosseguimento das investigações ou a propositura de ação penal.

Leia o processo na íntegra AQUI.

Herberth Sena enaltece decisão de ampliar vacinação contra Covid-19 em Natal

A redução da faixa etária sem comorbidade para vacinação da Covid-19 tomou conta dos debates em Natal, nesta quarta-feira (09). Na Câmara Municipal do município, o vereador Herberth Sena (PL) enalteceu a decisão tomada na reunião extraordinária desta manhã, entre gestores da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) e do Conselho Municipal de Saúde, que referendou a ampliação do público para vacinação.

“Em conversa com gestores de saúde, já havia reforçado nossa preocupação com a expansão da vacina aos públicos mais jovens, que representam o maior percentual de pessoas contaminadas com o coronavirus nesse momento em Natal, na faixa etária entre 20 e 59 anos. Considerei muito acertada a iniciativa do prefeito Álvaro Dias, de buscar este acordo com o Governo do Estado para dar início à vacinação de pessoas da faixa etária de 59 anos, a partir de amanhã (10)”, disse Herberth Sena.

O vereador ressaltou o acerto na divisão do quantitativo de vacinas para a capital. Na decisão comunicada pela Prefeitura, a cada remessa de vacinas que chegar à capital, 50% serão destinadas aos públicos prioritários do Plano Nacional de Imunização (PNI) e as outras 50% serão destinadas a baixar a faixa etária, independente de comorbidades. “Isso nos dá segurança em imunizar mais a população natalense, sem descumprir o que recomenda o plano nacional”, lembrou. “Devemos comemorar também a ampliação da vacinação aos motoristas de transporte de passageiros, incluindo dos transportes alternativos, que começa na sexta-feira (11). Esta categoria trabalha na linha de frente desde o início da pandemia. Nada mais justo que receba sua dose de esperança o quanto antes “, finalizou Herberth Sena.

Deputados aprovam projeto para que revendedoras de veículos informem sobre isenções para pessoas com deficiência

Os deputados aprovaram na sessão plenária híbrida desta quarta-feira (9), projeto, de autoria do deputado Ubaldo Fernandes (PL), que beneficia pessoas com deficiência e portadoras de enfermidades irreversíveis. Trata-se do projeto que dispõe sobre a afixação de cartazes nas revendedoras e concessionárias de veículos informando sobre as isenções tributárias específicas a que essa parcela da população tem direito.

“São medidas simples que contribuem com o fortalecimento da autoestima e também abrem possibilidades de inclusão profissional. Não haverá sociedade solidária e indulgente caso os interesses individuais não sejam preservados e essa preservação se dá com o adequado cuidado à concepção, interpretação e aplicação da lei”, justificou o deputado.

As isenções são relativas ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), ICMS e outros tributos garantidos por lei às pessoas com deficiência física, auditiva, visual, mental severa ou profunda e ainda com autismo.

A informação deverá ser feita por meio de cartazes fixados em locais visíveis aos funcionários e aos consumidores. “Com ações de divulgação de direitos, precisamos fortalecer a atitude em prol da inclusão”, afirmou Ubaldo.

Ambev também desiste de ativar patrocínio na Copa América do Brasil

Foto: Divulgação

A Ambev  (Companhia de Bebidas das Américas) anunciou nesta 4ª feira (9.jun.2021) que não irá ativar seu patrocínio à Copa América, que será no Brasil. Assim, a cervejaria se torna a 2ª empresa a desistir de exibir sua marca nos jogos do campeonato e em eventos e entrevistas relacionados. As informações são da revista Veja.

“A companhia segue com seu compromisso e apoio ao futebol brasileiro“, afirma a Ambev em nota.

A decisão veio depois da Mastercard anunciar na noite de 3ª feira (8.jun) que não vai ativar o patrocínio. A não ativação não significa que o contrato de patrocínio está finalizado. Apenas que a empresa achou melhor não ter a sua marca associada à competição.

Na 2ª feira (7.jun), a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão recomendou a investigação da CBF, dos patrocinadores da Copa América e dos Estados e cidades sedes do evento no Brasil por “violações” do “direito à vida e à saúde”.

Se acatada, a ação deverá investigar a “eventual prática de atos comissivos ou omissivos caracterizadores de violação de direitos fundamentais e de direitos humanos internacionalmente assegurados, especialmente os direitos à vida e à saúde, por parte das pessoas físicas e jurídicas organizadoras, transmissoras e patrocinadoras da Copa América […]”.

Entre as empresas patrocinadoras que foram citadas estavam a Mastercard e a Ambev.

Com início marcado para domingo (13.jun), a Copa América reúne 10 seleções de futebol para disputar 28 jogos. A final está agendada para 10 de julho, no Maracanã.

Fonte: Poder 360

Anoreg fará live sobre Projetos da Qualidade com presidentes das associações do Nordeste

A Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR) irá realizar nesta quinta-feira (10), a partir das 10h, a live do projeto Anoreg pelo Brasil. Serão promovidas Lives Regionais, com os presidentes das Anoregs da região Nordeste. O objetivo é difundir a atuação e as ações das entidades estaduais.

Os Projetos da Qualidade deste ano receberão o Prêmio Nacional das Anoregs (PNA), Prêmio de Qualidade Total Anoreg (PQTA) e o Programa Cartório Top. Todos os cartórios poderão acompanhar as transmissões no canal da Anoreg/BR no YouTube.

Airene Paiva, da Anoreg/RN, destaca que o Estado “já está presente e tem muita afinidade com o PQTA, por isso nos comprometemos em divulgar, estimular e incentivar os colegas a participarem, pois conforme vamos participando dos projetos da Anoreg/BR, vamos crescendo”, destacou.

As lives serão conduzidas pela diretora da Qualidade da Anoreg/BR, Maria Aparecida Bianchin, e contarão com a presença dos presidentes das Anoregs da região Nordeste do Brasil, Rainey B. Alves Marinho, da Associação dos Notários e Registradores do Estado de Alagoas (Anoreg/AL), Otávio Câmara de Queiroz da Associação dos Notários e Registradores do Estado da Bahia (Anoreg/BA), Helena Jacéa Crispino Leite Borges, da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Ceará (Anoreg/CE), Lucas Semeghini da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Maranhão (Anoreg/MA), Germano Carvalho Toscano de Brito da Associação dos Notários e Registradores de Paraíba (Anoreg/PB), Eva Tenório de Brito Papaléo, da Associação dos Notários e Registradores do Estado de Pernambuco (Anoreg/PE), Fernanda Maria Ribeiro Gonçalves de Sampaio, da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Piauí (Anoreg/PI), Maria Lucivam Fontes da Silva Azevedo, da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Rio Grande do Norte (Anoreg/RN), e Antônio Henrique Buarque Maciel Silva da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Sergipe (Anoreg/SE).

“É preciso aumentar a troca de experiências entre as Anoregs e a participação nos programas da Anoreg/BR nos estimulam a divulgar e trocar exemplos de experiências positivas”, destacou Antônio Henrique Buarque Maciel Silva da Anoreg/SE.

A presidente da Anoreg/CE, Helena Borges destaca que “todos os projetos da Anoreg/BR precisam ser amplamente divulgados, pois são de extrema importância para todos que podem participar. O Ceará sempre teve muitos participantes no PQTA, que sempre obtiveram ótimos resultados. Todos precisam participar”.

“Nosso bom desempenho é resultado da participação de muitos colaboradores. Estamos em um momento em que é necessária uma reestruturação da atuação da nossa classe na Bahia e acredito que a participação nas ações da Anoreg/BR vai nos ajudar nesse processo de melhorias”, avaliou Otávio Câmara de Queiroz da Anoreg/BA.

Para Lucas Semeghini, da Anoreg/MA, “nossa ideia é seguir o mesmo modelo de gestão da Anoreg nacional para que consigamos fazer com que a Anoreg do Maranhão renasça, e um dos nossos primeiros passos será aderir ao PQTA e ao Programa Cartório Top”.

“Vamos fazer uma grande divulgação, com informativos e publicações nas nossas redes sociais, para que todos os representantes da nossa classe participem da live e conheçam as ações da Anoreg/BR, para que posteriormente também participem”, informou Victor Sarmento, da Anoreg /AL.

Acompanhe ao vivo: http://www.youtube.com/user/anoregbr

TJRN determina que Estado deve realizar obras de acessibilidade em escola da zona oeste de Natal em até dois anos

Foto: Reprodução

A 2ª Turma da 1ª Câmara Cível do TJRN, à unanimidade de votos, manteve sentença da 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal, que determinou ao Estado do Rio Grande do Norte realizar as reformas de adaptação para fins de acessibilidade às pessoas com deficiência na Escola Estadual Soldado Luiz Gonzaga, situada na Avenida Amintas Barros, zona oeste de Natal, em consonância com as normas técnicas contidas na NBR 9050/2004 com suas eventuais alterações posteriores. As obras devem ser realizadas no prazo máximo de dois anos, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, a ser revertida para o Fundo Estadual de Educação.

Na Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Estadual, este alegou que constatou, em um Inquérito Civil, que a Escola Estadual Soldado Luiz Gonzaga, localizada no bairro de Nossa Senhora de Nazaré, em Natal, apresenta barreiras arquitetônicas que impedem o acesso, a circulação, a utilização e a locomoção de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, conforme laudos de acessibilidade que anexou ao processo.

O MP defendeu que o direito é garantido pela Constituição Federal, bem como pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que possui status de norma constitucional (aprovada pelo Congresso Nacional na forma do art. 5°, § 3°, da Constituição Federal). Argumentou que esta norma estatui que os Estados Partes devem tomar medidas efetivas para assegurar às pessoas com deficiência sua mobilidade pessoal com a máxima independência possível.

Citou também a Convenção Interamericana para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas Portadoras de Deficiência, que trata da mesma obrigatoriedade e outras normas legais versando sobre o assunto. Segundo o MP, a Escola Estadual Soldado Luiz Gonzaga enquadra-se no conceito de ‘edificação de uso público’, de maneira que já deveria estar acessível desde junho de 2007, sob pena de patrocinar a exclusão social.

Já o Estado do RN disse que a demora na reforma das instalações físicas das escolas no Estado do RN está ligada à dificuldade de se levantar recursos para obras “por demais onerosas” aos cofres públicos, além da burocracia interna de qualquer órgão estatal quando tem de realizar despesas públicas que dependem da liberação de recursos financeiros, que devem constar necessariamente previstos em seu orçamento anual.

Defendeu o Estado que a lei de Responsabilidade Fiscal, assim como a Constituição Federal, submetem o agir estatal à prévia previsão orçamentária e que, para a obra, precisa de dotação orçamentária. Disse que a pretensão afronta o princípio da reserva do possível ou do financeiramente possível e da separação dos poderes.

Obrigação do Poder Público

De acordo com o relator, desembargador Expedito Ferreira, a imposição ao Poder Público de promover adequações em escola pública visando garantir acessibilidade à portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida tem previsão constitucional. “Assim, restando caracterizada a omissão estatal quanto ao seu dever constitucional, deve o Poder Judiciário intervir para garantir o direito à acessibilidade, nos termos previstos em lei”, disse.

Levou em consideração o laudo de acessibilidade que foi conclusivo no sentido de que a Escola Estadual Soldado Luiz Gonzaga não apresenta um cenário favorável ao atendimento às especificidades das pessoas com dificuldade de locomoção. A quantidade de barreiras arquitetônicas ali existentes inviabiliza o livre trânsito, impossibilita a equiparação de oportunidades, dissemina o preconceito, dificulta a participação da sociedade ao seu entorno.

“Destarte, em sendo detectadas as irregularidades arquitetônicas quanto às normas de acessibilidade das pessoas portadoras de necessidades especiais na rede pública de ensino, e restando demonstrada a omissão do Poder Público, o dever constitucional do ente estatal se impõe”, decidiu.

RN iniciará vacinação de pessoas sem comorbidades

Por meio de um pacto firmado com as prefeituras do Rio Grande do Norte, o Governo do Estado irá iniciar a vacinação de pessoas sem comorbidades, por faixa etária. O acordo foi definido durante uma reunião extraordinária do Comitê Intergestores Bipartite (CIB).

A partir da remessa que o RN deve receber nesta quinta-feira (10), já será feita a destinação de 50% do volume recebido para este público e a vacinação deve acontecer em paralelo com a dos grupos prioritários.

“Esse é um marco superimportante diante do momento epidemiológico que atravessa o Rio Grande do Norte e todo o Brasil, onde estamos vendo o avanço do número de mortes, especialmente os mais jovens. Não podemos nos furtar de proteger essas pessoas.”, afirmou a governadora Fátima Bezerra em seu twitter.

Outra novidade anunciada pela governadora foi a inclusão das lactantes de até seis meses na lista de prioridades, que já incluía as gestantes e puérperas. O estado irá realizar no próximo dia 12 o Dia D de vacinação deste grupo e das pessoas dos outros grupos prioritários que ainda não receberam a imunização.

CPI da Pandemia muda conduta na classificação de documento sigiloso

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Diante de queixas de senadores para acessar documentos enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, do Senado o colegiado votou na manhã desta quarta-feira (9) a derrubada do sigilo de documentos e informações enviados à CPI sem justificativa para o sigilo.

Segundo o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), conforme o regimento, apenas informações bancárias, fiscais e documentos sobre segurança nacional e de interesse do estado brasileiro devem permanecer sob sigilo e são protegidos por lei.

A discussão foi motivada pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE). O parlamentar disse que a CPI espera receber amanhã o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e que há necessidade de “acessar alguns dados do Amazonas para formular perguntas”.

Na avaliação do presidente da CPI, senador Omar Aziz ( PSD-AM), há um número excessivo de documentos sigilosos. Para a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), o envio de documentos para a comissão como sigilosos “parece uma estratégia” para dificultar o acesso da imprensa, por exemplo. “Tem uma série de limitações. Precisamos ter um olhar claro para evitar essas manobras”, ressaltou.

Neste momento a CPI ouve o ex secretário do Ministério da Saúde coronel Elcio Franco. Ele foi o número dois da pasta durante a gestão do general Eduardo Pazuello.

Convocação
Também foi aprovada hoje a convocação do deputado Osmar Terra (MDB-RS), para saber se ele é idealizador de um suposto “gabinete paralelo”, que orientaria ações do presidente Jair Bolsonaro ao longo da pandemia. Terra participou de reunião no Palácio do Planalto, em setembro do ano passado, para ouvir médicos favoráveis ao tratamento precoce, baseado no uso de cloroquina e outros medicamentos sem comprovação de eficácia contra covid-19.

Fonte: Agência Brasil

Ministério Público emite nota de esclarecimento acerca da vacinação em Natal

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN), o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Defensoria Pública estadual (DPE/RN) esclarecem que nenhuma ação judicial proposta pelos órgãos impede o avanço da vacinação contra covid-19 por idade em Natal. O objetivo do Ministério Público e da Defensoria, amparado por decisão liminar da Justiça Estadual do RN, é o cumprimento da ordem determinada pelo Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde (MS).

A demora na ampliação da campanha na capital potiguar se deve à escassez de doses, a necessidade de atendimento às prioridades e falhas estruturais e de comunicação do município de Natal. A aludida ação judicial buscou, contrariamente ao que foi divulgado, dar andamento as etapas de vacinação visto que a Prefeitura de Natal realizou ampla vacinação de profissionais de saúde fora dos critérios determinados pelo PNI, devendo, na época, ter sido dada tal prioridade somente àqueles que atuam na linha de frente do combate à Covid-19.

Os órgãos enfatizam que Natal, no momento, está vacinando pessoas com comorbidades a partir de 18 anos, pessoas com deficiência permanente e, a partir desta segunda-feira (7), trabalhadores da educação do ensino básico. Ainda restando ser iniciada a imunização dos demais grupos prioritários determinados pelo PNI antes da etapa etária. Outras localidades que já iniciaram a etapa podem ter maior avanço por desrespeitarem a ordem de vacinação.

Seguindo a ordem determinada pelo MS, a vacinação por faixa etária só deve ser iniciada após a conclusão dos seguintes grupos: pessoas com comorbidades e gestantes e puérperas e pessoas com deficiência permanente; pessoas em situação de rua; funcionários do Sistema de Privação de Liberdade e população privada de liberdade; trabalhadores da educação.

Dessa forma, “considerando que há grupos vulneráveis que sequer foram iniciados e que se ofertou apenas um dia de vacinação aos trabalhadores de educação, mostra-se prematuro deduzir que o Município de Natal não apresenta demanda ou teve demanda diminuída para vacinação dos referidos grupos”, explicam os Ministérios Públicos e a Defensoria.

“As instituições primam pela observância dos critérios técnico-científicos estabelecidos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, como forma de preservar o acesso universal e igualitário da política pública de saúde”, registra a nota.

Leia a nota na íntegra:

NOTA EXPLICATIVA

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN), o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT/RN) e a Defensoria Pública Estadual vem a público explicar que, em 31 de março de 2021, foi proposta Ação Civil Pública, requerendo, dentre outros pedidos, que o Estado do Rio Grande do Norte e o Município de Natal se abstivessem de incluir ou modificar a ordem dos grupos prioritários definidos pelo Plano Nacional de Imunização sem prévia autorização do Ministério da Saúde. Requereu-se, ainda, em relação ao Município de Natal, a realização de adequações em relação à vacinação dos profissionais/trabalhadores de saúde, em virtude do recebimento de dezenas de denúncias de fura-fila. A tutela de urgência foi deferida em 1º de abril de 2021 e vem sendo cumprida, até o momento, pelo Estado do Rio Grande do Norte e pelo Município de Natal.

No tocante à ampliação dos grupos prioritários para vacinação e início da vacinação por grupos etários, o Ministério da Saúde, por meio da Nota Técnica nº 717/2021, de 28 de maio de 2021 e dos 20º e 21º Informes Técnicos, publicados nos dias 1 e 6 de junho de 2021, preconizou que:

“O PNI esclarece que na última reunião da Comissão Intergestores Triparte de 27/05/2021 ficou acordada a reorganização da vacinação da Campanha nacional de vacinação contra a Covid-19, estando definido (Nota Técnica n°717/2021 – CGPNI/DEIDT/SVS/MS):

1- Continuidade da vacinação até o grupo 17 ” Funcionários do Sistema de Privação de Liberdade e População Privada de Liberdade”, seguindo os grupos prioritárias definidos no PNO – 7ª Edição. Simultaneamente, acontecerá a vacinação dos trabalhadores da educação dos ensinos básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes, EJA) e superior (grupos 18 e 19).

2- Início da vacinação por faixa etária, após a conclusão dos grupos (14 a 19): pessoas com comorbidades e gestantes e puérperas com comorbidades e pessoas com deficiência permanente, pessoas em situação de rua, funcionários do Sistema de Privação de Liberdade e população privada de liberdade; e trabalhadores da educação e trabalhadores da educação dos ensinos básico e superior;

3- A vacinação por faixa etária será decrescente, iniciando em 59 anos até os 18 anos, que ocorrerá concomitantemente os demais trabalhadores dos serviços essenciais (grupos 20 a 28), descritos no PNO 7ª edição.”

Em decorrência da referida orientação, a Comissão Intergestores Bipartite/RN (Estado e Municípios), em reunião realizada em 31 de maio de 2021, deliberou, por meio da Resolução CIB nº 1698/2021, que os Municípios deverão concluir os grupos prioritários do PNO já iniciados até o momento e em paralelo iniciar a vacinação do grupo prioritário dos trabalhadores da educação, bem como que poderão iniciar a vacinação decrescente por faixa etária das pessoas pertencentes aos demais grupos prioritários em paralelo aos grupos inseridos até agora no PNO.

O Município de Natal, no momento, está vacinando, conforme estabelecido no Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, o 14º grupo prioritário (pessoas com comorbidades a partir de 18 anos, pessoas com deficiência permanente com BPC e gestantes e puérperas com comorbidades) e 15º grupo prioritário (pessoas com deficiência permanente acima de 18 anos sem BPC). Paralelamente e seguindo orientação do Ministério da Saúde e da CIB/RN, deu-se início, na data de hoje, à vacinação do 18º grupo prioritário (trabalhadores da educação do ensino básico), restando pendentes de início os grupos das pessoas em situação de rua (16º) e dos funcionários do sistema de privação de liberdade e população privada de liberdade (17º).

Considerando que há grupos vulneráveis que sequer foram iniciados e que se ofertou apenas um dia de vacinação aos trabalhadores de educação, mostra-se prematuro deduzir que o Município de Natal não apresenta demanda ou teve demanda diminuída para vacinação dos referidos grupos, de modo a avançar, desde logo, na vacinação por faixa etária da população em geral.

Governo desbloqueia R$ 4 bilhões do Orçamento de 2021

Foto: Sérgio Lima/Poder360

O governo federal desbloqueou R$ 4,05 bilhões do Orçamento de 2021. Os ministérios da Educação e da Infraestrutura são os maiores beneficiados. Já a Saúde e o Meio Ambiente não constam na lista de desbloqueio.

O Orçamento de 2021 teve R$ 9,2 bilhões bloqueados ao ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, para poder se adequar às regras fiscais. O governo, no entanto, melhorou a projeção de receitas e reduziu a expectativa de gastos obrigatórios em 2021. Por isso, teve a possibilidade de desbloquear até R$ 4,8 bilhões desse valor.

O desbloqueio de parte dessa verba foi confirmado pelo Ministério da Economia nesta 4ª feira (09.jun.2021). Segundo a pasta, foram desbloqueados R$ 3,1 bilhões pela Portaria nº 6.518, publicada hoje, e R$ 921 milhões pela Portaria nº. 6.313, publicada na 2ª feira (07.jun.2021). As duas portarias foram assinadas pelo secretário especial de Fazenda, Bruno Funchal.

De acordo com a Economia, o Ministério da Educação foi o maior beneficiado. A pasta teve R$ 1,170 bilhão desbloqueados – R$ 270,9 milhões pela Portaria nº. 6.313 e R$ 900 milhões pela Portaria nº 6.518. O desbloqueio já havia sido prometido pelo ministro Paulo Guedes, depois que universidades relataram falta de verbas para o pagamento de bolsas de estudo e pesquisa em 2021.

Também tiveram desbloqueios expressivos os ministérios da Infraestrutura (R$ 777,8 milhões), Economia (R$ 575,9 milhões), Defesa (435,5 milhões) e Desenvolvimento Regional (R$ 282,1 milhões). Eis os valores:

Órgão Bloqueio Inicial Desbloqueio Bloqueio Remanescente
Ministério da Educação 2.728,60 1.170,9 1.557,7
Ministério da Infraestrutura 777,80 777,8
Ministério da Economia 1.406,4 575,9 830,5
Ministério da Defesa 1.364,4 435,5 928,9
Ministério do Desenvolvimento Regional 827,2 282,1 545,1
Ministério da Justiça e Segurança Pública 258,90 125,7 133,2
Ministério da Cidadania 322,1 117,4 204,7
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações 372,3 117,0 255,4
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 283,2 103,2 180,0
Ministério das Relações Exteriores 225,4 82,1 143,2
Ministério das Comunicações 200,9 73,2 127,7
Ministério de Minas e Energia 100,9 36,8 64,1
Ministério do Turismo 81,9 29,8 52,0
AGU 64,2 26,0 38,1
Presidência da República 56,1 20,4 35,6
ANTT 41,40 15,1 26,3
Anatel 27,8 10,1 17,7
ANA 27,8 10,1 17,7
Anvisa 25,1 9,1 15,9
ANP 20,6 7,5 13,1
Aneel 19,70 7,2 12,5
Anac 16,8 6,1 10,7
ANS 15,5 5,6 9,8
CGU 3,2 3,2
Ancine 6,2 2,3 3,9
Antaq 5,30 1,9 3,4
Cade 5,10 1,9 3,2
Gabinete da Vice-Presidência da República 0,9 0,9
ANM
Ministério da Saúde
Ministério do Meio Ambiente
Total 9.285,4 4.055,1 5.230,4
fonte: Ministério da Economia

Os ministérios da Saúde e do Meio Ambiente não tiveram valores desbloqueados. O Ministério da Economia afirmou ao Poder360 que a Saúde não teve verbas bloqueadas e que o Meio Ambiente vai receber R$ 270 milhões por meio do PLN (Projeto de Lei do Congresso Nacional) nº5. O ministro Ricardo Salles teve verbas cortadas no Orçamento, mas pediu o recurso à Economia para aumentar o orçamento de fiscalização ambiental, como prometeu o presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima.

BLOQUEIO
O governo federal poderia ter desbloqueado mais R$ 750 milhões do Orçamento de 2021, mas o Ministério da Economia disse que essa liberação ainda em análise. Hoje, R$ 5,2 bilhões da lei orçamentária seguem bloqueados, por conta do limite de despesas do teto de gastos. O ministro Paulo Guedes já disse, por sua vez, que novos desbloqueios podem ocorrer caso a situação fiscal melhore e abra espaço no teto de gastos.

Fonte: Poder 360

RN tem menores índices de roubos a ônibus desde 2018

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED) aponta a continuidade na redução dos índices de roubos a ônibus em Natal. De acordo com dados do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (SETURN), no período entre janeiro e maio de 2021 foram registrados 50 roubos, uma queda de 54,5% em relação ao mesmo período de 2020, quando ocorreram 110 registros.

As estatísticas fornecidas pelo SETURN e consolidadas pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análise Criminal (Coine) da SESED, apresentam o número de ocorrências mensais: janeiro (16), fevereiro (5), março (7), abril (11) e maio (11). Tais dados de 2021, que somados são 50 roubos, resultam em um ano com os menores índices desde 2018.

Com 50 ocorrências no período de janeiro a maio, 2021 supera o ano de 2018, quando foram registrados 235 roubos (–78,7%), em 2019 quando ocorreram 188 crimes ao transporte público (-73,4%), e em 2020, quando a SETURN tem 110 registros (-54,5%).

Para o titular da SESED, coronel Francisco Araújo Silva, a queda nas ocorrências de roubos a ônibus em Natal e Região Metropolitana se devem em razão de uma melhor análise das manchas criminais, maior eficácia no emprego do efetivo ostensivo ao longo dos principais corredores de transporte público, além das ações de inteligência e investigação.

‘Vale tudo’ das empresas sobre salvar Amazônia será cobrado com juros pelo consumidor

A Amazônia estaria salva se dependesse dos anúncios publicados por grandes empresas no Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no último sábado (5.jun.2021). Foi uma avalanche de resultados positivos contra o desmatamento, as queimadas e o aquecimento global.

A JBS, 2ª maior indústria de alimentos do mundo, foi a que tomou a iniciativa mais agressiva e também a que narra os fatos mais contestados por ecologistas. Em anúncios na TV, ela diz que nenhum dos seus fornecedores de gado tem fazendas em áreas desmatadas na Amazônia. A empresa de Joesley Batista diz que agora vai atacar aqueles que fornecem para os fornecedores, uma cobrança que os consumidores europeus, sobretudo os alemães, colocaram nas mesas de negociação há mais de 30 anos. Só agora, JBS?

Originalmente nenhuma empresa existe para salvar a Amazônia, reduzir o aquecimento global ou livrar a Terra do apocalipse. Era assim até a última década do século 20. A partir de então as companhias, por pressão dos consumidores, tiveram que assumir cada vez mais funções sociais.

Aquele velho papo de que a empresa cumpre sua função social criando empregos já não vale mais nada. As empresas precisam ter fornecedores éticos, ser ambientalmente correta e adotar uma política de distribuição de lucros com seus funcionários. É o padrão mínimo. Se for uma grande corporação, terá que cuidar do planeta, também, sob o risco de sofrer boicote dos consumidores mais preocupados com o ambiente. O mundo deu essa virada e não há nenhuma indicação de que vá mudar de ideia.

É por isso que as empresas despejam avalanches de autoelogios não só no Dia do Meio Ambiente. Corporação sem imagem positiva junto ao consumidor virou um passivo tóxico. Vide a Vale. Já deve ter gastado mais de R$ 50 bilhões em ações, indenizações e acordos e continua com a sua imagem no lixo porque a fundação que criou no caso da barragem do Fundão, em Mariana, cujo rompimento em 2015 provocou o maior desastre ambiental do país e 19 mortes, não funciona. Cinco anos depois, a Vale não consegue restituir uma simples casa para quem teve o seu imóvel destruído pela imperícia da empresa. A China, maior comprador da Vale, faz de conta que não viu nada, mas está todo mundo vendo.

A moda agora entre as empresas é o chamado “net zero”, em inglês mesmo (o termo poderia ser traduzido por “carbono zero”, já que esse é o objetivo). Parece que a onda de plantar árvores para compensar a poluição passou, já que esse tipo de compensação mal aparece nos anúncios atuais.

A JBS aderiu ao programa “net zero” e promete zerar as emissões até 2040. A empresa parece séria nesse propósito, mas incluiu dados controversos em sua propaganda na TV. Diz que não compra gado de áreas desmatadas, mas a ONG Global Witness constatou que houve aquisição de 327 fazendas que desmatam a Amazônia. A JBS disse que houve equívoco na análise da ONG e que 40% dos casos citados estavam em fase de regularização ambiental.

A ideia de que as empresas exageram nos feitos e promessas, inventando de supetão programas que somem assim como apareceram, não é minha. Roubei-a do CEO da Klabin, Cristiano Teixeira. “Fico muito impressionado com esse vale tudo que está acontecendo. Quem parar para analisar vai ver que muito do que está sendo dito é puro marketing”, afirma.

Teixeira sabe do que fala. A Klabin foi uma das primeiras empresas brasileiras a aderir ao “net zero”, em 2019, e vai se sentar à mesa em novembro para discutir o papel das corporações no Acordo de Paris, um tratado internacional patrocinado pelas Nações Unidas, que busca frear o aquecimento da Terra. Um vale-tudo ecológico pode ser visto na TV. O Santander anunciou que está patrocinando um jardim vertical numa estação de trem da sede do banco em São Paulo. Jardim vertical pode ser uma obra estética incrível –o melhor que vi foi no Museu do Quai Branly, em Paris, criado em 2005.

Jardim vertical pode ser lindo, mas não tem nada de ecológico. Em muitos casos, há desperdício de água e nutrientes, e não serve para compensação ambiental. Só deve estar no anúncio porque o banco não tinha nada melhor para mostrar.

A marquetagem ecológica levou o deputado federal David Miranda (Psol-RJ) a propor um projeto de lei que impediria empresas que tenham passivos ambientais de fazer propaganda sobre as maravilhas ecológicas que estão fazendo pelo mundo. Miranda já apresentou ótimos projetos, como o que institui um programa de prevenção ao suicídio entre militares, mas sua proposta é risível, ineficaz e tem cara de censura. Veto de propaganda só para cigarro, bebida alcoólica e açucarada, armas e remédios; ou seja, de produtos que afetam a saúde e a vida.

Fazer propaganda ambiental enganosa é tiro certo no pé, segundo o CEO da Klabin. Isso acontece por uma razão simples: há organismos independentes para checar tudo que as empresas fazem. As corporações foram tão pródigas em discursos dúbios e evasivas que uma nova figura se tornou essencial, sobretudo no mercado ecológico: o certificador. Todas as promessas feitas agora serão checadas num futuro breve. O mesmo fenômeno das promessas vãs já aconteceu na Europa. Lá, os consumidores educaram as empresas. Pela vara e pelo boicote. Funciona.

Fonte: poder 360.

Parecer sobre privatização da Eletrobrás “foi escandaloso”, diz deputado do Novo


A aprovação da privatização da Eletrobrásna Câmara foi marcada por muitas críticas devido às exigências incluídas pelo relator do texto, Elmar Nascimento (DEM-BA). As obrigações de compra de energia de termelétricas e de revitalização de biomas em áreas sob administração da estatal desagradaram investidores.

Nessa votação, o Novo, conhecido por seu viés liberal e favorável a privatizações, surpreendeu ao votar com partidos da oposição ao governo Jair Bolsonaro. E os motivos, segundo Alexis Fonteyne, vice-líder do partido na Câmara, foram os “penduricalhos e jabutis” incluídos no texto.

“As mudanças geravam reservas para grupos de interesse que claramente não tinham nenhuma relação com o projeto. Foi escandaloso. No dia seguinte as ações despencaram porque o mercado percebeu que aquilo foi muito ruim.”

O deputado federal afirmou, em entrevista a O Antagonista, que “não é só porque falou em privatização que o partido apoiará incondicionalmente”.

“Não podemos fazer como Putin, que vendeu estatais para seus amigos. Não podemos simplesmente transferir monopólios estatais para amigos ou fazer vendas casadas, como foi feito com a Eletrobrás.”

Segundo Fonteyne, a confluência com os partidos de esquerda na votação se deu por razões totalmente diferentes.

“Eles não querem privatizar nada. Nós queremos privatizar tudo, mas sem gerar reservas de mercado nem benefícios para os amigos do Poder. Não queremos privatizações que criem novas elites no Brasil. As privatizações têm que servir ao livre mercado, gerando competição para entregar melhores serviços a menores preços para a população.”

Assista à entrevista:

 

Fonte: poder 360