QUASE REAL


De repente, me vi a escrever sobre uma estranha síndrome de abstinência quando do apagão do WhatsApp. Revelando certo alívio pela simples hipótese de não me sentir tão prisioneiro, ainda que por poucas horas, e não por definição própria, desses engenhos que nos subjugam. E aí, comecei a pensar sobre este mundo no qual entramos sem raciocinar e no qual nos entregamos sem limites, ou quase sem.

Quando as milhares de mensagens diárias passam a ser algo natural, é porque perdemos a mão, deixamos de ter o controle mínimo e necessário das nossas vontades. Talvez seja hora de socorrer-me ao velho Eric Laurent, meu psicanalista, para introduzir esse tema tão instigante quanto desafiador para mim.

Passei a participar de vários grupos como se eu fosse só um observador. E a identificar os meus companheiros nesses espaços que me incluem, sem, normalmente, nenhuma consulta prévia. Alguns deles eu gosto, me sinto bem, me divirto e tenho até certo pudor em me manifestar. Leio. Olho. Rio. Emociono-me. Aprendo. Outros, eu desprezo, mas, como não são bolsominions, não tenho coragem de sair. Como fiz um corte, quase uma promessa, de não conviver com esses fascistas, acabei alargando a minha paciência e compreensão para outras tribos, para os babacas, os desinformados e os amantes de autoajuda. E esses são terríveis, os pretensiosos e os donos da verdade.

Muito preocupante acordar e ter quase mil mensagens que parecem ter que ser lidas. Elas ficam lhe esperando. A maioria não lhe diz respeito, não diz nada, ou quase nada, da sua vida. Mas a curiosidade, o vício e a dependência fazem com que você leia e até responda algumas delas. Nós que tínhamos uma noção do ridículo, da amizade, da literatura, da reflexão e da leitura de poesia estamos hoje reféns de uma tecnologia viciante e burra, pois não nos permite ser minimamente reflexivos e com algum aprofundamento sobre os temas. Somos tragados por esse enorme gargalo de mediocridade que impera nas tais redes sociais.

E, de certa maneira, especialmente durante o isolamento da pandemia, esse meio virtual transformou nossa maneira de nos relacionarmos. A falta do abraço e a solidão angustiante nos fizeram sentir cada mensagem como se fosse um carinho e uma demonstração de afeto.

Já é hora de tirarmos a máscara de alguns grupos e resgatarmos o tempo, exageradamente longo, desse relacionamento não real. A essa altura da vida, poder deletar alguns grupos pode ser a melhor maneira de nós nos sentirmos mais inteiros e nos situarmos onde realmente queremos estar. E deletar pode também ser visto como um ato de carinho. Se não com os participantes do grupo, pelo menos com você mesmo. Permita-se.

Mire-se no velho Leão de Formosa, no poema O Búzio e a Pérola:

“Aperfeiçoa-te na arte de escutar:

Só quem ouviu o rio pode ouvir o mar.”
Fonte: poder 360.

“Deixar a direção da offshore é irrelevante”, diz criminalista sobre Guedes


O advogado criminalista Sérgio Rosenthal, especialista nos chamados “crimes do colarinho branco“, diz que o documento em que o ministro da Economia Paulo Guedes diz ter saído da direção de sua offshore é irrelevante do ponto de vista jurídico. O motivo é que quaisquer movimentações que tenham ocorrido desde que ele assumiu o cargo podem ter beneficiado ele e a sua família.

“A questão de ele ser diretor ou não é irrelevante, assim como a filha e a esposa. O que interessa é o que é feito com esse patrimônio no exterior. Se a empresa faz algum ato ou operação que traga proveitos para o ministro e sua família, isso é o que efetivamente deve ser investigado”, disse Rosenthal em entrevista ao Poder360. Assista (25m44s):

Na semana passada, Guedes mostrou um documento produzido pela operadora da sua offshore nas Ilhas Virgens Britânicas dizendo que ele afastou-se da diretoria da empresa quando assumiu o ministério. O ministro, no entanto, não disse se a sua mulher e filha continuaram operando a empresa nem se houve movimentações com ele no governo.

O principal ponto, na avaliação de Rosenthal, é responder se houve ou não conflito de interesses ou uso de informações privilegiadas. Para isso, tem que ser dito se houve ou não aplicação quando Guedes já era ministro. “Se essa empresa não tem uma operação, não há qualquer tipo de vantagem”, afirmou.

Sérgio Rosenthal é advogado criminalista com mestrado em direito criminal pela USP e mais de 30 anos de experiência na área. Foi Presidente da AASP (Associação dos Advogados de São Paulo).

Na sua avaliação, empresas offshore em paraísos fiscais, onde há menos tributos e mais sigilo, não são necessariamente um problema. Elas cumprem papéis relevantes na sucessão patrimonial de famílias, comércio global e compra de imóveis no exterior. E que o sigilo elevado não é condenável.

A questão, diz, é quando pessoas expostas politicamente, as “PEP” segundo a sigla em inglês, tem uma empresa dessa natureza elas precisam ser mais transparentes que a média.

“Elas têm até o dever de ter mais transparência com relação ao seu patrimônio. É uma situação atípica e extraordinária. Mas o cidadão comum tem o direito a ter o sigilo sobre o seu patrimônio protegido“, disse.
Fonte: Poder 360.

Amazon quer grandes aviões de carga para levar produtos da China aos EUA

A Amazon está buscando aviões para transportar seus produtos por todo o mundo. Segundo a Bloomberg, a gigante de comércio eletrônico quer passar a usar os modelos Boeing 777-300ER e Airbus A330-300 –grandes jatos normalmente utilizados no transporte de passageiros– em substituição ao Boeing 767, que é de tamanho médio e integra a frota da empresa há cerca de 5 anos.

O Boeing 777 seria modificado para o transporte de cargas e passaria a ser usado já no ano que vem. Essa versão da aeronave, apelidada de 777-300ERSF, conseguiria transportar até 25% mais volume do que o modelo usado atualmente.

A mudança ainda permitiria que a Amazon importasse produtos da China e de outros países, acirrando ainda mais a competição entre a companhia e as suas rivais, United Parcel Service e a FedEx.

Ao todo, a empresa quer comprar 10 Airbus A330-300 convertidos de aviões de passageiros para modelos de carga e contratar tripulação para operá-los. Sobre o 777-300ERSF, não se sabe ao certo o número de aeronaves que a Amazon pretende adquirir.

Também não foi esclarecido onde a companhia vai buscar os modelos e se eles serão comprados ou alugados. A Amazon não quis comentar o caso.

Desde 2016, a Amazon possui a sua própria empresa de transporte de produtos, a Amazon Air, que leva mercadorias dos seus depósitos até os clientes. Com a expansão, a empresa quer ser independente de transportadoras terceirizadas.

A frota da Amazon Air é de cerca de 75 aviões. Os veículos são todas da Boeing e variam entre os modelos 767 de fuselagem larga e 737 de fuselagem estreita, com 4 turboélices ATR 72 a caminho, de acordo com Planespotters.net. Os aviões são operados por empresas como a Atlas Air Worldwide, Air Transport Services Group e Sun Country Airlines. As aeronaves voam praticamente só na América do Norte e na Europa.

Um levantamento do Chaddick Institute for Metropolitan Development da Universidade DePaul, em Chicago (EUA), mostrou que o aumento dos voos da Amazon tem sido substancial, o que justificaria a aquisição de novos aviões próprios. Em agosto deste ano, a Amazon Air fez 164 voos por dia, contra 80 em maio do ano passado. A maior parte atende aeroportos que ficam a poucas horas de carro de mais de 70% da população dos Estados Unidos.

Também no mês de agosto, a Amazon abriu um extenso hub de carga aérea no Aeroporto Internacional de Cincinnati, no Estado de Ohio. A base facilita a transferência da carga para outros aeroportos.
Fonte: Poder 360.

Câmara aprova alteração no ICMS dos combustíveis


A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta 4ª feira (13.out.2021), o PLP (projeto de lei complementar) 11 de 2020, que altera a cobrança do ICMS sobre combustíveis.

Havia resistência dos governadores. A mudança aprovada fará com que os Estados arrecadem menos do que poderiam. A Febrafite (Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estados) estima em R$ 24 bilhões a perda de arrecadação.

Para vigorar, o projeto ainda precisa passar pelo Senado, onde os governadores têm maior influência. E também ter sanção presidencial.

O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), passou o dia articulando apoio à proposta. A sessão estava marcada para 15h, mas a deliberação do projeto começou apenas às 18h32.

O preço dos combustíveis é um assunto politicamente sensível. Tem causado desgaste ao presidente da República, Jair Bolsonaro(sem partido). Ele culpa os Estados, por causa do ICMS. O Executivo propôs uma uniformização das alíquotas do tributo em fevereiro.

Lira é aliado de Bolsonaro e chegou a endossar o discurso em 28 de setembro. No dia seguinte, recuou.

Os principais responsáveis pela alta dos combustíveis são o encarecimento do petróleo no mercado internacional e a depreciação do real frente ao dólar. A Petrobras repassa aos consumidores as oscilações dos valores no mercado internacional.

O presidente da Câmara afirma que a proposta, se sair do papel, deverá baixar os preços dos combustíveis em até 8%. Leia os percentuais citados por Lira:

  • Gasolina – 8% a menos;
  • Etanol – 7% a menos;
  • Diesel – 3,7% a menos.

O relator da proposta foi o deputado Dr. Jaziel (PL-CE). Leia a íntegra (305 KB) do texto aprovado.

Foram 392 votos a favor do texto-base contra 71, e duas abstenções. Por ser uma proposta de lei complementar, eram necessários ao menos 257 votos para aprovação.

Alteração no cálculo

Atualmente, cada Estado estipula sua alíquota de ICMS. A taxa mais alta do Brasil é no Rio de Janeiro, 34%. Esse percentual incide sobre a média dos preços de cada combustível no Estado, calculada a cada 15 dias.

Assim, se o preço dos combustíveis subir hoje, daqui a no máximo 15 dias haverá aumento na arrecadação do ICMS graças a essa alta.

O projeto aprovado determina que os Estados estabeleçam um valor fixo anual a ser cobrado de ICMS por litro de combustível vendido.

Também fixa um teto para essa tarifa: não pode ser maior do que seria a alíquota de ICMS aplicada sobre a média do preço do combustível nos 2 anos anteriores no Estado –a 1ª ideia ventilada era uma média nacional.

Ou seja: se um Estado tem ICMS de 20% para a gasolina, e o litro do produto custou em média R$ 5 nos 2 anos anteriores, a tarifa do ano será de no máximo R$ 1 por litro.

O cálculo seria feito com base no ICMS vigente em 31 de dezembro do ano anterior.

Valeria para os combustíveis cujo ICMS é cobrado pelo regime de substituição tributária (quando o imposto da cadeia produtiva toda é cobrado em uma etapa, como na refinaria). Esses produtos são definidos nos Estados, mas em geral incluem pelo menos gasolina, diesel e etanol.

O valor cobrado pelo imposto cairia porque, no novo período de cálculo, os preços médios estariam mais baixos do que o patamar atual. Depois, quando (ou se) baixarem no mercado internacional, o tributo também demoraria mais para responder.

“Hoje estamos trabalhando no pico do preço dos combustíveis, mas esse pico pode voltar atrás, como já ocorreu no ano passado”, disse Alexis Fonteyene (Novo-SP), ao criticar o projeto.

“Vai fazer com que o preço suba em 2023”, disse a líder do Psol, Talíria Petrone (RJ). “É uma medida oportunista para 2022 [ano de eleições], para dar uma boia para Bolsonaro se salvar”, declarou ela.

“Não podemos passar para a sociedade uma absolvição da política nefasta de Bolsonaro como se os governadores fossem responsáveis”, declarou o líder do PT, Bohn Gass (RS).

“Vamos votar a favor e mostrar mais essa farsa do governo Bolsonaro”, declarou o líder do PDT, Wolney Queiroz (PE).
O relator, Dr. Jaziel, chamou as medidas deliberadas de “necessária resposta do Congresso Nacional à sociedade quanto à sucessivas elevações dos preços desses produtos”em seu relatório.

“Temos que achar formas para baixar o preço dos combustíveis”, declarou o deputado Giovani Cherini (PL-RS). “Os Estados também têm que fazer a sua parte”, disse.

“É o 1º passo que nós estamos dando para baixar o preço dos combustíveis”, disse Cacá Leão (PP-AL), líder de seu partido.

O líder do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), afirmou que houve quebra de acordo na votação da proposta. Ele se refere a acerto feito meses atrás para ser deliberado projeto que determinava que o preço do ICMS deveria ser informado nas notas fiscais.

“Essa ação é uma verdadeira cortina de fumaça. Tenho falado há meses: outros são os fatores que influenciam os preços de combustíveis, o 1º é a política econômica do governo Bolsonaro, que desvaloriza cada vez mais o Real e provoca o descontrole da inflação. O outro fator é a política da Petrobras, que tem o Estado seu maior acionista”, declarou o emedebista.

Lira afirmou que o acordo valia quando a proposta na mesa era de padronizar as alíquotas, o projeto inicial do governo.
Fonte: poder 360.

Apple relata falta de chips para produção de iPhone 13


A Apple esperava fabricar 90 milhões de iPhones no último trimestre de 2021, mas deve reduzir este número em até 10 milhões de unidades devido à falta de chips, segundo a Bloomberg. Em reação à notícia, as ações da empresa caíram 1,2% na 3ª feira (12.out.2021).

De acordo com a publicação, parceiros de produção já foram informados que a redução será por conta de problemas na entrega de componentes por parte das empresas fornecedoras Broadcom Inc. e Texas Instruments Inc., entre outras.

Alguns fornecedores não têm fábricas próprias e outros, mesmo que produzam o componente, contam com empresas terceiras, como a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., para garantir boa parte da produção.

Segundo as distribuidoras, o problema deve se arrastar por todo o próximo ano e é possível que chegue a 2023. As ações dos fabricantes de semicondutores também caíram cerca de 1%.

Em setembro, a Apple lançou 4 novos modelos do iPhone: iPhone 13, iPhone 13 mini, iPhone 13 Pro e iPhone 13 Pro Max. As encomendas começaram em 17 de setembro e os envios foram iniciados uma semana depois. Parte dos pedidos, no entanto, pode demorar mais 1 mês para chegar.

Agora, a Apple busca uma forma de conseguir garantir as entregas da temporada de Natal.

O 4º trimestre deste ano deve ser o melhor em vendas para a empresa, com receita na casa dos US$ 120 bilhões. Isso representa um crescimento de 7% em comparação ao ano anterior.

Até o momento, a gigante de tecnologia e as demais empresas citadas não comentaram.

O chip, ou semicondutor, é um dos insumos mais importantes para a indústria da microeletrônica, e está presente em qualquer produto tecnológico, de celulares a automóveis. Desde 2020, a mercadoria está em falta no mundo.

A escassez é resultado do desequilíbrio que a pandemia provocou nas cadeias globais de produção. A procura por notebooks, smartphones e tablets, por exemplo, aumentou consideravelmente em 2020. Com o aquecimento da economia em velocidade maior que a prevista, a demanda por microprocessadores subiu e os fabricantes dos itens não estão dando conta.

Além do impacto nos produtos da Apple, a falta de semicondutores está afetando vários outros setores, como o automobilístico.

Em junho deste ano, mais de 70% das indústrias de informática, de eletrônicos e automobilística relataram problemas no fornecimento de insumos para a produção. Como resultado, diversas montadoras já paralisaram a produção tanto no Brasilquanto em todo o mundo.
Fonte: poder 360.

O medo vai pesar nas eleições de 2022, escreve Adriano Oliveira


O medo é sentimento que revela rejeição. Ele surge na mente das pessoas em razão da experiência ou convívio com algo durante determinado período. O medo pode ser oriundo também do ouvir falar. Neste caso, as pessoas falam tanto para outro sobre alguém ou de uma época que a rejeição surge. O medo expressa o desejo de não viver algo negativo novamente.

Eleitores sentem medo de candidatos. Pesquisas qualitativas da Cenário Inteligência provocam os eleitores a manifestarem a sua rejeição a um candidato ou a uma época. As quantitativas também. Para encontrar o medo para com algum competidor, incentiva-se a lembrança dos votantes. Mas, muitas vezes, não é necessário o incentivo. Os eleitores manifestam espontaneamente a sua ojeriza para com algum candidato e explicam os motivos.

Dados de recentes pesquisas têm mostrado que o medo estará presente na próxima eleição presidencial. O ex-presidente Lula e o atual mandatário da República, Jair Bolsonaro, são candidatos com alta rejeição. A rejeição do candidato do PT diminuiu. E a do atual presidente aumentou. Pesquisas qualitativas revelam que eleitores temem Lula em razão da corrupção presente na era PT. E variados votantes temem Jair Bolsonaro em virtude das suas ações na pandemia, do seu jeito de ser e da grave crise econômica que assola o Brasil.

Neste instante, Lula pode vencer a eleição no 1° turno. Mas não descarto a possibilidade de o candidato do centro ir ao 2° turno contra Lula. Outro cenário é o atual presidente da República estar no turno final contra o candidato do PT. É cedo para construir previsão determinista. É adequado trabalharmos com cenários. Inclusive, o de Jair Bolsonaro não disputar a eleição.

As presenças de Lula e do PT na disputa eleitoral incentivarão a estratégia do medo. Opositores lembrarão da era Lula como a era do PT corrupto. Perguntarão se o Brasil merece ter de volta a corrupção. É claro que Lula reagirá mostrando as conquistas econômicas da sua época. Seria, portanto, o medo da corrupção versus os avanços econômicos. Jair Bolsonaro também será alcançado pela estratégia do medo. Os seus adversários mostrarão o presidente que relegou a vacina, que criticou fortemente as instituições e que mergulhou o país em graves crises econômica e política.

Portanto, a eleição de 2022 será a disputa do medo, da rejeição, da lembrança do que foi ruim. Lula tem uma vantagem: pesquisas qualitativas, em particular no Nordeste, mostram a memória econômica positiva para com a sua era. O candidato do centro também poderá ter vantagem –neste caso, a ausência de memória e a esperança de um futuro melhor sem Lula e Bolsonaro. Quanto ao atual presidente da República, resta a ele incentivar o antipetismo e responsabilizar a covid-19 pela grave crise econômica.
Fonte: Poder 360.

Moro espera brecha nos EUA e deve filiar-se ao Podemos em novembro


As conversas do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro com a cúpula do Podemos sobre uma possível candidatura presidencial estão avançadas e ele deve filiar-se ao partido em novembro. A janela para Moro romper amigavelmente o contrato com a consultoria norte-americana Alvarez & Marsal, onde trabalha, abre em 31 de outubro. Até lá, mesmo que já tenha uma decisão, não vai torná-la pública.

O martelo, afinal, ainda não foi batido. Os principais caciques do Podemos disseram ao Poder360 que Moro definirá seu destino depois de uma reflexão “pessoal“, feita em conjunto com a família. Depois de conversas políticas em Brasília, São Paulo e Curitiba na última semana de setembro, descritas como “animadoras”, o ex-juiz pediu tempo para pensar. Todos concordaram.

Na temporada de cerca de 10 dias que passou no Brasil no fim do mês passado, Moro teve um jantar com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta(DEM). Ambos, assim como o ex-juiz, engrossam a lista de pré-candidatos em que entusiastas da 3ª via buscam uma alternativa ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT).

Também encontrou-se com líderes do MBL (Movimento Brasil Livre), como o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP).

No Podemos, Moro é próximo de Alvaro Dias e Oriovisto Guimarães, senadores pelo Paraná, e de Renata Abreu, presidente do partido. Falam-se quase diariamente. Segundo Dias, o ex-juiz volta ao Brasil em novembro.

Até a decisão de Moro, o partido tem auxiliado na comunicação do ex-ministro. Tanto o contato com a imprensa quanto as redes sociais de Moro e Rosângela, sua mulher, têm a ajuda do partido.
Fonte: Poder 360.

A Festa de Nossa Senhora Aparecida

Padre João Medeiros Filho

Maria é a expressão da benevolência divina, “Onipotência suplicante”, como afirmava São Bernardo de Claraval. Ela é nossa Medianeira e Compadecida, que não nos abandona e confia em nós. Hoje, reflitamos sobre a intercessão mariana. Costumamos pedir coisas materiais. Mas, Deus e Nossa Senhora não estão obrigados a resolver todos os nossos problemas. Vários deles decorrem de nossas fraquezas e sede de imediatismo. Esquecemos que o tempo divino é diferente do nosso. Favores e graças são sinais de seu amor, mesmo em nossos sofrimentos e provações. O favorecimento terreno deve ser interpretado como prova espiritual. Há pessoas bem aquinhoadas materialmente, embora o coração esteja longe do Transcendente. A mediação da Virgem precede os primórdios da Igreja. Em Caná, suplicou a intervenção de Cristo. O milagre realizou-se, não como fim em si mesmo, mas para expressar a benignidade do Salvador. Quando a Mãe Celestial nos atende, estamos diante do amor que o Filho Lhe devota.

Hoje, nossa súplica à Virgem Santíssima é em favor do Brasil, do qual é padroeira, há 90 anos. Cabe lembrar que Dom Pedro I visitou Aparecida, quinze dias antes do Grito do Ipiranga, para implorar suas bênçãos pela nossa pátria. Com a sua proteção não nos faltem oportunidades de viver dignamente. Nesse pedido deve ser incluída a nossa disponibilidade em colaborar com a obra do Criador. Ao implorarmos graças para o país, devemos estar dispostos a ser instrumentos do nosso apelo: uma sociedade solidária, justa e fraterna. Não se pode repassar a Deus nossas responsabilidades.

A Festa da Padroeira do Brasil significa também contemplar Aquela que soube orientar sua vida na fidelidade ao projeto do Pai. Seu protagonismo está explicitado nas três leituras bíblicas da missa de 12 de outubro. A primeira apresenta Ester (Est 5, 1-2; 7, 2-3), atenta à difícil situação na qual se encontrava o seu povo. Ousadamente, propôs-se a ser mediadora para salvá-lo da opressão e morte. A segunda leitura, tirada do Apocalipse (Ap 12, 15-16), apresenta uma mulher geradora de vida nova num contexto de perseguição. Nela está retratada a fé dos que se mobilizam em favor do povo em situação de incerteza, desalento e penúria. A figura feminina, ali referenciada, acena para uma vida digna, de paz e alegria. A terceira leitura provém do evangelho de João. Narra o primeiro ato miraculoso de Jesus (Jo 2, 1-11), realizado pela intercessão de sua Mãe, sensibilizada com a eventual decepção dos convidados numa festa de casamento.

Em 1717, por meio de uma imagem, Maria manifesta-se a pescadores, no período de escravidão negra no Brasil. A sua solidariedade aos esquecidos e excluídos é um sinal para quem deseja ser discípulo de Cristo. Os textos da missa, em homenagem à Senhora Aparecida, traduzem a sua preocupação e empenho em defesa da dignidade humana. Maria de Nazaré, na metáfora de Ester, posiciona-se em favor das vítimas do poder dominante, abrindo caminhos de libertação. Ela simboliza os cristãos, que devem lutar contra a exploração, injustiça, violência e ódio. É ícone daqueles que se dedicam à causa da justiça, fraternidade e paz num mundo repleto de mentiras, iniquidades, arrogância, preconceitos etc. Cabe meditar também sobre os projetos antagônicos no Brasil, caracterizados na ação do dragão e da mulher, narrados no Apocalipse.

Atualmente, Nossa Senhora intercede pela nova escravidão de nosso povo: o materialismo e desrespeito à pessoa humana; em favor da liberdade contra os privilégios e a desigualdade social. Ela continua indicando como devemos agir para que não faltem o vinho do amor e o pão às famílias brasileiras! Segundo a narrativa evangélica, no milagre de Caná houve também a participação do ser humano, ali representado pelos que serviam o vinho. Isto é importante. Não podemos esperar de braços cruzados. Hoje, festejamos também o Dia das Crianças. Roguemos por elas à Mãe do Céu, que embalou uma criancinha em seu colo. Maria simboliza o rosto materno de Deus, a riqueza celestial temporizada, misericórdia estendida aos pecadores, pequenos e imperfeitos. Especialmente hoje, supliquemos com toda piedade: “Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!”

Centrão e evangélicos entram em embate por vaga no Supremo


O presidente Jair Bolsonaro começa a semana com nova dor de cabeça, em um caso que mistura política e religião. A crise da vez foi aberta com a ofensiva do Centrão para indicar um nome para a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o que provocou a ira dos evangélicos, um dos últimos redutos de apoio bolsonarista. A temperatura subiu tanto a ponto de o pastor Silas Malafaia, um dos principais conselheiros do presidente, anunciar, para hoje, a divulgação de um vídeo com denúncias contra dois ministros do governo. Segundo ele, “será um arrasa quarteirão!”.

O Centrão, grupo político que comanda a articulação do Executivo com o Congresso, quer se aproveitar do impasse em torno do nome do ex-advogado-geral da União André Mendonça, indicado, em julho, para a vaga aberta no STF com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio. Bolsonaro pretendia cumprir a promessa de indicar alguém “terrivelmente evangélico” para a Corte. Até o momento, porém, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), resiste em agendar a sabatina de Mendonça.

Uma articulação encabeçada pelo Centrão tenta emplacar no STF Alexandre Cordeiro de Macedo, atual presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A indicação é defendida por três ministros do governo que pertencem ao bloco político: Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Fábio Faria (Comunicações). O assunto esteve no cardápio de dois jantares ocorridos em Brasília, na semana passada.

Para a vaga no Supremo, André Mendonça conta com o apoio das principais lideranças evangélicas, que se rebelaram por não terem sido consultadas sobre o nome de Alexandre Macedo. Nos últimos dias, Silas Malafaia tem centrado fogo, pelas redes sociais, contra Alcolumbre, Nogueira e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), acusados por ele de fazerem “safadeza” e um “jogo sujo por baixo do panos”. Em um vídeo, o pastor conta que Bolsonaro, ainda na campanha presidencial, prometeu que indicaria nomes “terrivelmente evangélicos” para o Supremo e que a palavra final seria desse grupo religioso.

Malafaia diz também que nunca o Senado havia demorado tanto para sabatinar um indicado ao Supremo. Além disso, afirma que qualquer outra indicação para o tribunal terá que passar pelo crivo dos evangélicos. “Estão pensando que vão chegar para o presidente com um nome qualquer, mas o presidente vai perguntar para gente, e vamos dizer ‘não, não reconhecemos esse cara’”, afirma o religioso, na gravação.

O pastor prossegue: “A única coisa é que o presidente vai perguntar se o camarada é terrivelmente evangélico ou não, porque ele não tem ideia. Não adianta esses caras armarem alguma coisa, dizendo que João ou Manoel ou sei lá quem é terrivelmente evangélico, que nós vamos dizer ao presidente que sim ou não”.

Em outro vídeo, divulgado ontem, o pastor bolsonarista publicou uma ameaça contra integrantes do governo. “Gravíssimo! Atenção, povo brasileiro. Dois ministros de Bolsonaro perderam a condição moral de continuarem como ministros. Amanhã (hoje) vou postar um vídeo denunciando esses inescrupulosos. Será um verdadeiro arrasa quarteirão”, escreveu o religioso.

“No mínimo, estranho”

O deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), ex-coordenador da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso, afirmou ao Correio que considera, “no mínimo, estranho”, o fato de o Senado, três meses após a indicação de André Mendonça, ainda não ter marcado a sabatina. Segundo ele, o advogado “reúne os requisitos exigidos pela Constituição para ocupar uma vaga no Supremo, como reputação ilibada e profundo saber jurídico”.

Câmara disse que o episódio o leva a desconfiar que esteja havendo alguma “discriminação” pelo fato de Mendonça ser evangélico. “Por que isso nunca aconteceu com um indicado não evangélico ao Supremo? O Senado tem que cumprir com sua obrigação e fazer a sabatina. Se os senadores não concordarem, derrubem a indicação. E, mesmo assim, será algo discriminatório, porque o doutor André Mendonça reúne todos os requisitos necessários”, afirmou o parlamentar, que disse ainda não acreditar que Bolsonaro venha a retirar a indicação do ex-advogado-geral da União e nem que Mendonça desista de ir para o Supremo. “A chance é zero por cento”, disse.

Com a nova crise, Bolsonaro terá que se decidir entre os dois principais grupos que o apoiam. O Centrão controla a Câmara e é decisivo para a aprovação de projetos de interesse do governo, além de blindar o presidente contra a ameaça do impeachment. Por sua vez, os evangélicos têm grande influência sobre os milhões de eleitores que comungam dessa religião.

 (crédito: Reproduçao/Facebook)

O presidente Jair Bolsonaro acusou o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) de travar a sabatina de André Mendonça. Segundo Bolsonaro, o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado vem adiando a sabatina desde julho, quando Bolsonaro fez a indicação, porque “ele quer”. As declarações foram concedidas a jornalistas, na tarde de domingo, no Guarujá, litoral paulista.

“Ele (Alcolumbre) teve tudo o que foi possível por dois anos comigo e, de repente, ele não quer o André Mendonça. Quem pode não querer é o plenário do Senado, não é ele (Alcolumbre). O que ele está fazendo, não se faz, porque a indicação é minha. Eu ajudei nas eleições da Câmara, depois pediu apoio para eleger o Pacheco e eu ajudei. Se ele quiser indicar alguém, ele pode indicar dois: se candidata a presidente ano que vem, no primeiro semestre de 2023 tem duas vagas e ele indica dois”, criticou.

O nome do ex-advogado-geral da União foi posto pelo presidente em julho e, desde então, Mendonça não foi chamado ao Senado. A indicação está ligada à bancada evangélica do parlamento, que tem cobrado o presidente pela nomeação, que tem forte apoio de líderes do segmento.

Incertezas sobre 2022
Bolsonaro ainda afirmou não saber se concorrerá às eleições do ano que vem. Aos jornalistas, o chefe do Executivo afirmou que, caso se candidate, utilizará as redes sociais para campanha. Além disso, Bolsonaro afirmou que as Forças Armadas vão participar de todas as etapas do pleito.

“Pode ter certeza: se eu disputar as eleições, vamos ter eleições limpas, é o que queremos. As Forças Armadas e outras instituições vão participar de todas as etapas das eleições do ano que vem, como acertado com o ministro Barroso (Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral). Nós, das Forças Armadas, eu, como capitão e chefe supremo, não serviremos de moldura para um processo eleitoral. Com essa proposta e com tudo acertado, não tem o que duvidar”, disse.

Ao ser questionado sobre se usaria as redes sociais como palco de campanha, Bolsonaro afirmou veementemente. “Se eu virar candidato, internet de novo. Já até vi matérias na imprensa que o Telegram vai ser terra de ninguém e será usado pela família Bolsonaro. Se eu fizesse fake news, teria dito que o (Fernando) Haddad era honesto”, disse.

Barrado na Vila
Bolsonaro também disse aos jornalistas ter sido impedido de assistir ao jogo entre Santos e Grêmio, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, ontem, por não estar vacinado contra a covid-19. “Por que passaporte da vacina? Eu queria ver o jogo do Santos agora e falaram que tinha que estar vacinado. Para que isso? Eu tenho mais anticorpos do que quem tomou vacina”, queixou-se.

O comprovante de vacinação completo é obrigatório para acessar o estádio. Apenas 30% da capacidade do lugar estão disponíveis para os torcedores assistirem à partida entre os dois times da série A.

Bolsonaro afirmou que, caso o Congresso derrube o veto sobre a distribuição gratuita de absorventes, deverá tirar verbas da saúde ou educação. “A (proposta aponta que a) despesa é em torno de R$ 100 milhões, mas é muito mais, pela quantidade de pessoas que precisam. Não é a cegonha que vai levar o absorvente pelo Brasil todo. Alguém tem que levar, tem que fazer a logística disso. Se o Congresso derrubar o veto do absorvente eu vou ter que tirar dinheiro da saúde e da educação. (Porque) Vai ter que tirar de algum lugar”, disse.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, declarou que a redução de recursos do orçamento para a pasta foi uma “falta de consideração”. “Os cortes de recursos sobre o pequeno orçamento de Ciência do Brasil são equivocados e ilógicos”, escreveu Pontes, no Twitter, na tarde de ontem.

A queixa se refere à aprovação do Congresso de projeto de lei que promove a divisão de R$ 690 milhões que seriam inicialmente destinados ao ministério. O montante será encaminhado a outros ministérios, como Educação, Saúde e Desenvolvimento Regional. A mudança partiu de ofício assinado pelo ministro Paulo Guedes (Economia) à Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso.

“Isso precisa ser corrigido urgentemente”, escreveu ainda Pontes. Em justificativa para o pedido, a pasta de Economia alegou que a proposta de Orçamento para 2022 aumentará consideravelmente os recursos para projetos de pesquisa. Originalmente, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) receberia R$ 34,578 milhões e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), R$ 655,421 milhões. Na nova formatação, os recursos para o FNDCT caíram para apenas 1,10% da proposta original.

Fonte: Correio Brasiliense.

Sextoooou. Nudes no telefone funcional

Uma funcionária de uma prefeitura da grande Natal recebeu sua exoneração do cargo e teve que entregar o telefone funcional. A nova ocupante do cargo ficou perplexa ao receber o iPhone para o uso de suas funções.

Na memória do aparelho estavam gravadas várias fotos mostrando a intimidade da jovem exonerada. Quem viu as fotos disse que as posições eram escandalosas.

A nova titular do cargo, quando chegou em casa, deixou o telefone de bobeira e o marido, meio idoso, viu as fotos e se apavorou com os nudes. Por muito pouco, não sobrou para quem não tinha nada haver com essa história.

Dessa vez, eu JU ro que não terá charada, pois o velhinho que teve acesso aos nudes teve problemas de saúde e até hoje não conseguiu esquecer aquelas imagens fortes.

Nova regra para improbidade poderá beneficiar 14 senadores que a aprovaram

Levantamento a que o Poder360 teve acesso mostra que 14 senadores que votaram a favor do projeto que altera regras da Lei da Improbidade Administrativa poderão ser beneficiados pelo texto se houver efeito retroativo. A proposta foi aprovada em definitivo pela Câmara na 4ª feira (6.out.2021). Já havia passado pela Casa antes do Senado. Seguirá para sanção presidencial.

De acordo com o projeto, o novo prazo de prescrição é de 8 anos a partir dos fatos investigados. Mas pode cair para a metade disso, 4 anos, em alguns casos. Esse é o principal ganho potencial para os congressistas que são alvo de ações de improbidade administrativa. Alguns teriam isso de modo imediato. No caso de outros, a prescrição poderá vir em breve.

Versão anterior do projeto no Senado estabelecia que as novas regras só valeriam para ações iniciadas depois da nova lei. Mas isso foi retirado do texto. Sem um dispositivo específico esclarecendo se o texto tem aplicação retroativa ou não, o caminho fica aberto para que advogados de defesa peçam que a Justiça considere os prazos de prescrição definidos pelo Congresso.

Eis os 14 senadores que poderiam ser beneficiados com o projeto e as respostas de 9 deles:

  • Carlos Fávaro (PSD-MT)
    Ação civil pública 01010280-77.2018.8.11.0041 em Cuiabá (MT) desde 18.abr.2018.
    Resposta: o senador não comentou
  • Chico Rodrigues (DEM-RR)
  • O Ministério Público de Roraima pediu acesso às provas colhidas pela Polícia Federal na investigação do dinheiro que o senador é acusado de ter escondido de policiais em sua casa.
    Resposta: o senador disse que votou conforme orientação do partido. Não comentou sobre eventual benefício do projeto a ele
  • Dário Berger (MDB-SC)
    A defesa apresentou recurso de condenação em 2ª instância por improbidade administrativa.
    Resposta: o senador não comentou
  • Elmano Férrer (PP-PI)
    Ação 0003467-89.2014.8.18.014 na 2ª Vara da Fazenda Pública em Teresina (PI) desde 19.fev.2014
    Resposta: o senador disse que espera ser inocentado na ação porque teve sentença favorável em outras semelhantes e que não votou por interesse próprio
  • Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ)
    Ação sob sigilo
    Resposta: o senador não comentou
  • Jaques Wagner (PT-BA)
    Ação sob sigilo
    Resposta: o senador disse que a ação está em fase inicial. Afirmou que o Senado aperfeiçoou o projeto aprovado pela Câmara, ouvindo especialistas e representantes de órgão de controle
  • Jayme Campos (DEM-MT)
    Ação 0100902-03.2009.4.013600 na 3ª Vara de Cuiabá (MT) desde 14.dez.2009
    Resposta: o senador espera ser inocentado a partir de outras decisões judiciais favoráveis sobre o tema. Disse que que ao votar entendeu que não havia favorecimento do projeto a ele. Afirmou também que o projeto é resultado de ampla discussão com especialistas
  • Mecias de Jesus (Republicanos-RR)
    Ação 0002225-62.2005.4.01.4200 na 2ª Vara Federal Cível em Roraima desde 19.out.2005
    Resposta: o senador não comentou
  • Nelsinho Trad (PSD-MS)
    Ação 0914909-48.2019.8.12.0001 na 1ª Vara de Direitos Difusos de Campo Grande (MS) desde 12.jun.2019
    Resposta: O senador espera ser inocentado por causa de outras decisões judiciais favoráveis sobre o tema. Disse que a decisão sobre a improbidade administrativa foi “acadêmica”, com participação de especialistas
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
    Ação 0035251-55.2013.8.25.0001 na 12ª Vara Cível de Aracaju (SE) desde 21.jan.2014
    Resposta: o senador não comentou
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
    Ação 0207471-98.2015.8.09.0174 na 2ª Vara de Senador Canedo (GO)
    Resposta: o senador disse que não votou para enfraquecer a Lei da Improbidade Administrativa, mas, sim, pelos ajustes que o Congresso fez, levando em conta “processos absurdos” de que foi alvo pelos 2 mandatos como prefeito de Senador Canedo (GO)
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
    Ação 0802657-42.2017.4.05.8201 na 6ª Vara Federal da Paraíba desde 12.set.2017, com sentença de improcedência, à qual cabe recurso
    Resposta: O senador disse que não votou (e nunca votaria) em benefício próprio e nem pela impunidade, mas, sim, a favor de reparos que considera necessários na lei. Afirmou que superou todos os questionamentos na Justiça sobre seu período como prefeito de Campina Grande (PB), nos quais, segundo ele, havia um claro “elemento político”
  • Wellington Fagundes (PL-MT)
    Ação 0001591-02.2014.4.01.3602 na 8ª Vara Federal Cível em Cuiabá (MT)
    Resposta: O senador disse que a ação se deve a uma placa colocada por uma pessoa sem sua autorização. Ele recorre da sentença. Afirmou que ao votar entendeu que o projeto não o beneficiava
  • Weverton (PDT-MA)
    Ação 0039385-25.2012.4.01.3700 na 6ª Vara de São Luís (MA) e ação 0027594-86-2012-4-01-3700 na 6ª Vara Federal em Brasília
    Resposta: o senador disse que não se beneficiará do projeto porque não cometeu ato ilícito, portanto será inocentado

Dos 47 senadores que votaram a favor do projeto, 32 não são potencialmente beneficiados pelo texto. A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) não tem ganho direto. Mas seu marido, Jaime Calado, pode ser beneficiado em ação a que responde desde 2018. Ela disse que seu voto favorável ao texto não levou isso em conta.

O senador Weverton (PDT-MA), relator do projeto, responde a processo por uso de avião pago por uma fundação que mantinha convênio com o Ministério do Trabalho. O caso é de 2009, quando ele era assessor do então ministro Carlos Lupi, também réu na ação. Weverton disse contar com o reconhecimento da Justiça de que não cometeu ato ilícito.

PRESCRIÇÃO EM 4 ANOS

O novo prazo de prescrição é de 8 anos a partir dos fatos investigados. Mas pode cair para a metade disso, 4 anos, em alguns casos. Esse é o principal ganho potencial para os congressistas que são réus. Alguns teriam isso de modo imediato. No caso de outros, a prescrição poderá vir em breve.

Versão anterior do projeto no Senado estabelecia que regras só valeriam para ações depois da nova lei. Mas isso foi retirado do texto.

Dos 14 senadores, 9 responderam ao Poder360 com afirmações semelhantes: 1) disseram que votaram a favor do projeto por ser um avanço; 2) que não buscaram se beneficiar; 3) e que o texto será inócuo para eles, porque não fizeram nada ilícito e serão inocentados nas ações a que respondem.

Não houve resposta ao Poder360 de Carlos Fávaro (PSD-MT), Dário Berger (MDB-SC), Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), Mecias de Jesus (Republicanos-RR) e Rogério Carvalho (PT-SE).
Fonte: poder 360.

Lula e fusão PSL-DEM pressionam Bolsonaro a acelerar filiação ao PP


As movimentações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e a fusão de PSL e DEM pressionaram o presidente Jair Bolsonaro a acelerar sua busca por um novo partido. Agora, ele está com um pé no PP, ao qual já foi filiado por 11 anos.

Trata-se de uma corrida por espaço que Bolsonaro faz o possível para não perder:

  • Lula – o petista lidera as pesquisas de intenção de voto e avança sobre integrantes do Centrão, que hoje apoia Bolsonaro;
  • União Brasil – a fusão de PSL e DEM estrutura uma força política, a princípio não bolsonarista, que disputa votos no mesmo campo do presidente.

A expectativa da cúpula do PP é que a filiação de Bolsonaro seja anunciada até o fim de outubro. Ainda há, porém, resistência no mínimo nos diretórios pepistas dos seguintes Estados:

  • BA – o partido não só é aliado do PT há anos como ocupa a vice do governador petista Rui Costa;
  • PE – a sigla é aliada do governo estadual, do PSB, que deve se alinhar a Lula;
  • PB – Aguinaldo Ribeiro, principal nome do PP no Estado, quer ser candidato ao Senado e avalia que terá mais votos se ficar do lado de Lula.

Também há resistência no diretório estadual do Rio de Janeiro. O atual presidente local é o deputado Luiz Antonio Teixeira Jr, que provavelmente perderia espaço. O Estado é o berço político de Bolsonaro.

Além disso, há resistência em praticamente todos os locais onde Lula é mais popular do que Bolsonaro –principalmente no Nordeste–, ainda que a direção do PP julgue serem óbices de resolução mais simples.

Cerca de metade da bancada de 42 deputados da sigla estaria desconfortável com o provável novo filiado, mas não deve ficar contra Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil e principal cacique do PP.

Ele passou a consultar os presidentes estaduais da legenda sobre possível filiação de Bolsonaro há cerca de 3 semanas. Além de Ciro, participa da operação política Fábio Faria, ministro das Comunicações que deverá se filiar à legenda.

Bolsonaro quer indicar os candidatos do partido ao Senado em Estados importantes como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais. Essa teria sido uma de suas únicas exigências.

Ciro Nogueira deverá pressionar candidatos da sigla no ano que vem a se colocarem a favor de Bolsonaro e contra Lula mesmo em Estados onde o petista é mais forte. Mas aliados do cacique acham improvável punições severas a quem não seguir a orientação.

O petista está fazendo viagens pelo Brasil e se reunindo com políticos de fora de seu grupo político. Quando esteve em Pernambuco, em agosto, conversou com o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), por exemplo –além de outros nomes do Centrão.

O próprio Ciro poderá ter dificuldades nas próximas eleições com a proximidade com Bolsonaro: ele é pré-candidato a governador do Piauí, onde o PT está no poder e é forte.

CASAMENTO ANTIGO

Bolsonaro não comenta publicamente os últimos passos na direção de um novo partido. Em agosto, com a chegada de Ciro Nogueira ao principal ministério do governo, o presidente disse em entrevista à TV Piauí que “existia a chance” de ir para o PP, mas que o partido precisaria aceitá-lo. Na ocasião, Bolsonaro declarou que preferia aguardar para negociar sua ida.

“Existe [a chance]. Mas não basta eu querer ir para lá. Eles têm que me aceitar também. É igual um pedido de casamento. Você pode não me aceitar. Parece que o PP está numa fase de possíveis fusões por aí. Como tem tempo ainda, eles vão esperar o melhor momento de acontecer, daí, se acontecer, se eu não tiver casado com outro até lá, a gente negocia”, afirmou em 3 de agosto.

Bolsonaro está sem partido desde novembro de 2019, quando entrou em conflito com a direção do PSL. Ele havia se filiado à legendano ano anterior para concorrer ao Planalto.

O PP chegou a negociar fusão com o PSL e o DEM, mas a conversa não evoluiu. Agora as forças contrárias as filiações de Bolsonaro atrofiaram. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que antes não se movia pelo embarque do chefe do Executivo, hoje diz aos colegas que apoia a filiação.

Antes, Bolsonaro recebeu convites para ir ao PTB, ao PRTB e ao Patriota. O PTB continua no radar do presidente, com menos chances. O PL também não deixou de ser opção.

Bolsonaro foi o pivô de um racha no Patriota. Adilson Barroso, então presidente da sigla, chegou a aprovar mudanças no estatuto para atrair o chefe do Planalto. O movimento desagradou parte dos integrantes do partido. O impasse resultou em uma divisão na sigla e no afastamento de Barrosodo cargo.
Fonte: poder 360.

MP pede que TCU apure possível conflito de interesse de Guedes por offshore

Ministro Paulo Guedes com Ariton Antonio Soligo (Cascavel) , assessor especail do ministro da Saúide, Eduardo Pazuello, durante entrevista sobre vacina e auxílio emergencial, no Palácio do Planalto. Sérgio Lima/Poder360 08.03.2021

O procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Lucas Furtado, protocolou nesta 3ª feira (5.out.2021) uma representação na Corte pedindo a apuração de possível conflito de interesse envolvendo a atuação do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto. Ambos mantiveram offshores no exterior mesmo após assumirem os cargos, em 2019.

Eis a íntegra (158 KB).

Como revelou o Poder360 em reportagem que integra a série Pandora Papers, do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, na sigla em inglês), Guedes manteve ativa a offshore Dreadnoughts International Group Limited mesmo após se tornar ministro da Economia, em 2019. A empresa do ministro foi aberta em 2014 e é estimada em US$ 9,5 milhões.

Campos Neto teria seu nome ligado à Cor Assets, criada em 2004 com aporte inicial de US$ 1,09 milhão e encerrada em agosto de 2020.

No Brasil, o arcabouço jurídico permite a criação e manutenção de offshores desde que sejam declaradas à Receita Federal e ao Banco Central e o dinheiro tenha origem lícita. Detentores de cargos e funções públicas, no entanto, estão sujeitos a normas que impeçam o autofavorecimento. Os regulamentos estão previstos no Código de Conduta da Alta Administração Federal e na Lei de Conflito de Interesses.

É justamente este ponto que Lucas Furtado levanta em sua representação. Segundo o procurador, embora seja legal manter uma offshore, os fatos revelados pelo Pandora Papers envolvendo Guedes e Campos Neto “se chocam com o Código de Conduta da Alta Administração Federal”.

“Como o Sr. Paulo Guedes, Ministro de Estado da Economia, e Sr. Roberto Campos Neto, Presidente do Banco Central do Brasil, foram citados na investigação jornalística Pandora Papers, torna-se obrigatória a atuação do Tribunal de Contas da União, a fim de que seja apurado se os recursos utilizados para constituir as participações daquelas autoridades em empresas offshore tiveram, de qualquer modo, origem pública”, disse Furtado.

Nesta 3ª feira (5.out), a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou a convocação de Guedes para explicar a situação de sua offshore. Na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o ministro da Economia foi convidado a falar no próximo dia 19 de outubro.

O czar da Economia do governo Bolsonaro também é alvo de uma apuração preliminar na PGR (Procuradoria Geral da República). Ao Poder360, o procurador-geral Augusto Aras afirmou na 2ª feira (4.out) que iria enviar um ofício a Guedes para que ele pudesse apresentar informações sobre a offshore.

Desde a revelação feita pela série Pandora Papers, Guedes evita falar com a imprensa.

A série Pandora Papers é a 8ª que o Poder360 fez em parceria com o ICIJ (leia sobre as anteriores aqui). É uma contribuição do jornalismo profissional para oferecer mais transparência à sociedade. Seguiu-se nesta reportagem e nas demais já realizadas o princípio expresso na frase cunhada pelo juiz da Suprema Corte dos EUA Louis Brandeis (1856-1941), há cerca de 1 século sobre acesso a dados que têm interesse público: “A luz do Sol é o melhor desinfetante”. O Poder360 acredita que dessa forma preenche sua missão principal como empresa de jornalismo: “Aperfeiçoar a democracia ao apurar a verdade dos fatos para informar e inspirar”.

Esta reportagem integra a série Pandora Papers, do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, na sigla em inglês). Participaram da investigação 615 jornalistas de 149 veículos em 117 países.

No Brasil, fazem parte da apuração jornalistas do Poder360 (Fernando Rodrigues, Mario Cesar Carvalho,Guilherme Waltenberg, Tiago Mali, Nicolas Iory, Marcelo Damato e Brunno Kono); da revista Piauí (José Roberto Toledo, Ana Clara Costa, Fernanda da Escóssia e Allan de Abreu); da Agência Pública (Anna Beatriz Anjos, Alice Maciel, Yolanda Pires, Raphaela Ribeiro, Ethel Rudnitzki e Natalia Viana); e do site Metrópoles (Guilherme Amado e Lucas Marchesini).
Fonte: Poder 360.

Evento com Bolsonaro tem tom pré-campanha e revista com currículo de ministros


Em tom de pré-campanha, o presidente Jair Bolsonaro e 9 ministros participaram nesta 3ª feira (5.out.2021) de encontro evangélico, em Brasília. O Simpósio Cidadania Cristã reuniu também congressistas aliados do governo. Entregue no encontro, um material impresso detalhava o currículo de ministros, ações do Executivo e continha uma frase atribuída ao presidente.

Na cartilha distribuída aos participantes do simpósio, é apresentado um resumo sobre o currículo e ações dos ministros Milton Ribeiro (Educação), Onyx Lorenzoni (Trabalho), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).

Como mostrou o Poder360, ao menos 12 ministro do governo Bolsonaro devem se candidatar nas eleições do próximo ano. Dos 9 ministros presentes no evento desta 3ª feira (5.out), 6 deles podem ser candidatos em 2022: Anderson Torres, Damares Alves, Flávia Arruda, Marcelo Queiroga, Onyx Lorenzoni e Rogério Marinho.

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a presidente em exercício do PTB, Graciela Nienov, também participaram do encontro. O partido estuda até mesmo a expulsão de filiados, entre eles Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, para atrair a filiação do presidente Bolsonaro.

Veja a lista de ministros que compareceram:

  • Milton Ribeiro (Educação);
  • Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência);
  • Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional);
  • Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos);
  • Flávia Arruda (Secretaria de Governo);
  • Marcelo Queiroga (Saúde);
  • Luiz Eduardo Ramos (Secretaria Geral);
  • Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública);
  • Wagner Rosário (CGU).

A cartilha foi produzida pelo Concepab, Fenasp, Movimento Acorda, Apeb e Conselho Estaduais de Pastores.

Além de Bolsonaro, os ministros também discursaram no evento com os evangélicos -uma das principais bases de apoio de Bolsonaro. Damares afirmou no evento que os evangélicos ficarão “muito tempo no poder”e que era “melhor se acostumar”. Milton Ribeiro disse que sua “ação no MEC é muito mais espiritual do que política”.

O ministro Onyx Lorenzoni foi chamadomais de uma vez de “futuro governador do Rio Grande do Sul”. No material entregue, Onyx é apresentado como “aliado de primeira hora” de Bolsonaro.

Em um dos textos, é dito que “em 2018 a verdade surgiu como guia para a transformação do país e da vida dos brasileiros” e que “a libertação do Brasil está em andamento” Na cartilha, também é dito que o Brasil enfrentou a pandemia de forma “exemplar”.

Pastores oraram pelos ministros e também fizeram pedidos a Bolsonaro, entre eles, a promoção da educação domiciliar e da pauta pró-vida (contra a legalização do aborto).

A cartilha entregue também contém uma foto de Bolsonaro e frase atribuída ao presidente: “O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição e valoriza a família”. Ao final do encontro, Bolsonaro ficou mais de uma hora tirando fotos com pastores e congressistas aliados.

O indicado “terrivelmente evangélico” de Bolsonaro ao STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-ministro André Mendonça, também falou no evento. Ele aguarda sua sabatina no Senado para assumir vaga na Corte.

Em seu discurso, Bolsonaro defendeu a aprovação de Mendonça no Senado e voltou a defender o tratamento precoce contra a covid-19. Esse tipo de tratamento é rejeitado por especialistas e inclui medicamentos ainda sem qualquer comprovação científica contra o vírus.

A fala do presidente foi transmitida pela TV Brasil, rede de televisão pública do Executivo, que pertence à estatal EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

O encontro foi realizado na Igreja Batista Central de Brasília. Na entrada do local, um grupo de 5 pessoas abordava pessoas reunindo “fichas de apoio” à criação do Aliança Pelo Brasil, partido que Bolsonaro tenta estabelecer. Para criar uma sigla é preciso reunir 491.967 assinaturas com apoio de eleitores. As assinaturas devem ser validadas pela Justiça Eleitoral.

O simpósio foi promovido pelo Concepab (Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil), pela Fenasp (Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política) e pelo Movimento Acorda. O encontro teve como objetivo promover “o despertamento do segmento cristão e a participação efetiva, especialmente dos líderes eclesiásticos, na construção de um Brasil mais justo”.

Veja outras fotos do evento. As imagens foram divulgadas no Flickr do Palácio do Planalto.

Fonte: poder 360.

Depois de apagão no WhatsApp, leia comparativo com Telegram e Signal


A pane que tirou o Facebook, Instagram e WhatsApp do ar, nesta 2ª feira (4.out.2021), obrigou muitos usuários a buscar por aplicativos alternativos. Os mais proeminentes entre as plataformas de mensagens instantâneas são o Telegram e o Signal.

Um levantamento realizado pelo Poder360em janeiro deste ano deu destaque ao Telegram entre os apps. Ao explorar todos os recursos, a reportagem identificou que a plataforma traz mais recursos e facilidades para o usuário, como a possibilidade de editar mensagens já enviadas, apagar mensagens sem deixar rastros e incluir mais usuários por grupo.

Desde então, as 3 plataformas incluíram algumas funções, como a possibilidade de realizar pagamentos e realizar chamadas em vídeo em grupo. Veja como estão as comparações entre eles.

O Telegram se destaca no envio de arquivos, já que é o único que permite a transmissão de vídeos de longa duração sem cortá-los ou comprimi-los. Em casos semelhantes, o WhatsApp corta o vídeo e o Signal apresenta uma mensagem de erro.

Em segurança, os 3 aplicativos dizem ter criptografia de ponta a ponta –conjunto de técnicas para codificar o conteúdo das mensagens e torná-las ininteligíveis para terceiros.

Por ser “de ponta a ponta”, nem mesmo o servidor tem acesso ao conteúdo das mensagens enviadas. No caso de interceptações, os hackers também não conseguem decifrar as mensagens.

A diferença é que no caso do Signal e do WhatsApp, a criptografia de ponta-a-ponta é padrão. No Telegram, ela só é adotada em chats secretos, que devem ser criados pelo usuário. Nas conversas padrões, a criptografia é do tipo cliente-servidor.

Outra questão é a popularidade –que o WhatsApp lidera. A última pesquisa da Panorama Mobile Time/Opinion Box, de junho de 2021, mostra que mais de 95% da população brasileira tem o aplicativo instalado no celular. Já o Telegram está presente em 45% e o Signal em 12%. Eis a íntegra da pesquisa (6 MB).
Fonte: poder 360.