Após parada em Natal, navegador de 79 anos parte em veleiro para travessia do Oceano Ártico

Ucraniano radicado na Bahia, Aleixo Belov já navegou pelo mundo cinco vezes, sendo três delas sozinho. Dessa vez, o desafio conta com adversidades como o frio intenso e o gelo no mar.

O veldor ucraniano radicado na Bahia, decidiu novamente em idade, Âncora, fazer 79 anos novamente em idade, a Âncora, a partir de Salvador, aos veleiro, a partir de Salvador, aos veleiro, a partir de 7 anos de idade. E não para uma jornada curta. Nesta quarta-feira (16), ele Natal, onde chegou há três dias, para cruzar o Oceano Ártico em uma missão que deve durar mais de um ano.

Aleixo é reconhecido nacionalmente e internacionalmente. Por cinco vezes, já atravessou o mundo em veleiros – três delas sozinho – e também já foi ao Alasca e para Antártica. Mas não se contenta. Segundo ele, é o próprio mar que o convida para essas aventuras.

Navegador deixa Natal para tentar cruzar Oceano Ártico
Navegador deixa Natal para tentar cruzar Oceano Ártico

O desafio agora, ele explica, é diferente de tudo que já viveu. Atravessar o Oceano Ártico pelo norte do Canadá exige outras preparações, como lidar com o frio e com o gelo no mar . Além disso, o período de pandemia pode complicar os trâmites para a sequência da viagem.

Com a situação da Covid, tudo ficou mais difícil. Eu preciso chegar ao tempo no norte do Canadá para poder atravessar . explicar.

O velejador explica que não é possível definir o período da viagem antes de chegar ao fim. Apesar disso, reforça que o tempo pode ser inimigo caso ele e os outros tripulantes não cheguem ao trecho antes da parte do mar congelador.

“Não sei se vai dar tempo, porque se eu ficar preso em alguma quarentena nesses países, o mar do norte congela e eu não vou conseguir passar. Se eu insistir em passar, mesmo chegando tarde, eu corro o risco de ficar preso no gelo durante um ano”, conta.

A pressa não é só para o mar não congelar antes da chegada da Fraternidade. É pressa de viver, de navegar, segundo Belov.

“Eu sei que cada dia estou mais velho e mais fraco, então não posso ativar para o ano que vem, por isso que eu estou indo logo”, conta Aleixo, que em 2023 fará 80 anos de idade.

Ele citou os tempos lida com os joelhos que nestes passos e na coluna, o que dificulta o andar, mas que “a cabeça parece estar boa” e por isso mantém o ritmo para velejar em aventuras como essa.

Mas o navegador ucraniano não vai encarar essa missão sozinho dessa vez. O veleiro sai de Natal com outras seis pessoas. “Mais adiante vão entrar outros e quando para atravessar lá pro norte vão ser no mínimo oito pra que sejam duas pessoas o tempo todo no turn”, explicou.

O turno, sem pressa, ele é de 3 pessoas olhando para o gelo, desviando dos mais rápidos e empurrando os tempos adiante e os mais leves, pra passar e os empurrando o tempo. Não pode ficar parado na explicação.

A viagem, o veleiro polar Fraternidade, também é preparada para a missão. O barco é todo isolado com 12 centímetros de espuma pros tripulantes não congelados e tem um pequeno conjunto interno que, segundo Aleixo, “não está bom, mas quebra o galho”. Ele explica ainda que vai colocar diesel apropriado para locais mais frios.

Aleixo trata essa viagem como uma das mais difíceis que já fez. Além da imprevisibilidade do mar, obstáculos já conhecidos, como o gelo.

O vento joga o gelo para um lado para o outro. Você tem que esperar . Até ser espremido entre um iceberg e outro. Apesar de que meu barco é de aço, ele deve resistir”, conta.

Por outro lado, diz que, com o volume global, a quantidade de gelo contra, mas cita que outro tempo é o frio. “Tem que ter roupas muito boas vistas, pra frio, máscara de ampla não congelar os olhos”.

Além disso, a navegação não é das melhores no Oceano Ártico . “A carro lá navegação não é muito fácil, tem muita correnteza, tem lugares estreitos, cheios de pedra.

Ele conta que no século 19, 500 pessoas morreram tentando atravessar o Oceano Ártico ao tentarem o caminho mais fácil. “Mas isso era aquele tempo que os barcos feitos eram de madeira, aqueles barcos enormes com 50 a 100 pessoas por tripulação comendo carne de porco e como conservas eram soldadas com chumbo, que envenenava as pessoas”,.

“E não estava cartografado. Eles iam por lugares que não tinham saída, tinham que voltar, mais acessíveis no gelo. Hoje temos como cartas náuticas, temos comida de boa qualidade. Temos rádio pra, GPS, até internet a bordo”.

O caminho completo planejado é: ir para o mar do Caribe, atravessar o mar do Panamá, subir Oceano Pacífico, chegar no Alasca, atravessar por cima do Canadá, sair na Groenlândia, descer pela Costa da África, parar na Costa dos Açores e voltar para o Brasil.

O navegador diz que é preciso estar preparado para adversidades em toda a viagem. “Todas as dificuldades gente não sabe. Se a gente sabia, não precisava nem ir, tinha em casa já saber. A gente vai justamente pra descobrir”.

O tempo, ele planeja, é de que seja de pouca coisa mais de um ano para completar todo o trajeto, mas não dá para prever.

“O que vai acontecer, se vai dar certo, nada disso a gente pode dizer de antemão, gente vai seguindo e mais adiante a gente vai saber”.

Nasceu em 9 de janeiro de 1943 em Merefa, na Ucrânia, e ainda pequeno imigrou com os pais para o Brasil, onde foi radicado na Bahia, estado em que mora até hoje. Aleixo Belov da Marinha do Brasil o reconhecimento de ser recebido o primeiro navegador a dar uma volta ao mundo sozinho com veleiro de bandeira brasileira, o “Três Marias”. Ele conta essa história no livro “A Volta Ao Mundo Em Solitário”. O navegador já deu a volta ao mundo cinco vezes.

 

Fonte: G1 RN

Prefeito de Parnamirim e Secretário Rogério Santiago, assinam documento que autoriza a Regularização Fundiária

O Prefeito de Parnamirim junto ao secretário Rogério Santiago, esteve presente nesta terça-feira (15) no bairro Emaús, para assinatura da Certidão de Regularização Fundiária (CRF), que autoriza o procedimento de registros e a entrega dos títulos fundiários dos benefícios do Conjunto Dr. Zeca Passos.

“Em um outro momento, quando estas escrituras estiverem prontas, será realizada uma solenidade com todos os moradores para a entrega oficial desses documentos”, disse Rogério.

A regularização assegura o direito a moradia digna e a valorização dos imóveis através das escrituras.

Momento muito importante e histórico para a cidade trampolim.

BC informa viúvos e órfãos sobre saque de valores esquecidos

 

Entrada e fachada do Banco Central, em Brasília. | Sérgio Lima/Poder360 11.01.2022

Disponível desde o último domingo (13.fev.2022), a consulta a valores esquecidos em bancos e demais instituições financeiras pode ser feita facilmente pelos correntistas. Basta digitar o CPF ou o CNPJ e a data de nascimento para saber se existem saldos residuais a serem sacados.

No entanto, como fica no caso de o correntista ter morrido? Os viúvos e herdeiros terão direito a reaver os valores? Responsável pelo site que informa sobre valores a receber, o BC (Banco Central) informou que divulgará, nos próximos dias, os procedimentos a serem seguidos por terceiros legalmente autorizados que querem pedir o saque de valores. A orientação valerá para herdeiros, procuradores, tutores, curadores, inventariantes e responsáveis por menores não emancipados.

Conforme teste da reportagem da Agência Brasil, a 1ª etapa da consulta, em que o sistema informa se existem valores a receber, pode ser feita digitando o CPF do falecido.

A segunda etapa, em que a quantia disponível é revelada e se pode pedir o resgate, não pode ser executada. Isso porque essa etapa exigiria login prata ou ouro no Portal Gov.br, no nome do titular da conta.

As etapas no site do BC são apenas a primeira parte do desafio. O saque de contas de falecidos só pode ser feito por inventariante e com autorização da Justiça.

Caso o órfão ou o viúvo não tenha inventário pronto, é possível abrir o processo direto no cartório, sem a necessidade de ir à Justiça. Em tese, há uma segunda etapa mais complicada, que pode exigir autorização da Justiça.

O filho, irmão ou viúvo que quer ter acesso ao dinheiro precisará pedir um alvará na Justiça para obter as certidões de nascimento, de óbito e de casamento do parente falecido.

Os documentos precisam estar atualizados com a data do pedido de saque. O pedido de nova emissão só pode ser feito por meio de advogado ou de defensor público, com base nos artigos 666 e 725 do Código de Processo Civil.

As certidões atualizadas são necessárias para verificar o regime de casamento, se o viúvo era casado com comunhão parcial ou total de bens. Assim como na partilha tradicional de bens, o dinheiro seria repartido conforme o testamento do falecido. Na ausência de testamento, cada herdeiro ficaria com sua parcela, com o viúvo podendo ficar com a metade do valor, dependendo do regime de casamento.

O Banco Central pode adotar procedimentos simplificados para reaver o dinheiro. Essa possibilidade, no entanto, precisa estar em linha com a legislação, o que demanda tempo para a autoridade monetária analisar as opções, antes de tomar uma decisão.

Balanço parcial

Segundo o Banco Central, até as 12h de 2ª feira (14.fev.2022), cerca de 20 milhões de pessoas físicas e de empresas haviam consultado a nova plataforma. Diferentemente do sistema anterior, que ficava no ambiente Registrato (site que informa a relação entre correntistas e as instituições financeiras), o novo site exigirá a criação de uma conta nível prata ou ouro no Portal Gov.br para autorizar a retirada, caso tenha valores esquecidos.

Calendário

A consulta pode ser feita por qualquer cidadão ou empresa em qualquer horário. No entanto, caso o sistema informe recursos a receber, os usuários foram divididos em três grupos, baseados na data de nascimento ou na data de fundação da empresa.

Quem nasceu antes de 1968 ou abriu a empresa antes desse ano poderá conhecer o saldo residual e pedir o resgate entre 7 e 11 de março, no mesmo site. A própria página informará o horário e a data para pedir o saque. Caso o usuário perca o horário, haverá uma repescagem no sábado seguinte, em 12 de março, das 4h às 24h.

Para pessoas nascidas entre 1968 e 1983 ou empresas fundadas nesse período, o prazo será de 14 a 18 de março, com repescagem em 19 de março.

Quem nasceu a partir de 1984 ou abriu empresa nesse ano, a data vai de 21 a 25 de março, com repescagem em 26 de março. As repescagens também ocorrerão aos sábados no mesmo horário, das 4h às 24h.

Quem perder o sábado de repescagem poderá pedir o resgate a partir de 28 de março, independentemente da data de nascimento ou de criação da empresa.

O BC esclarece que o cidadão ou empresa que perderem os prazos não precisam se preocupar. O direito a receber os recursos são definitivos e continuarão guardados pelas instituições financeiras até o correntista pedir o saque.

Fonte: poder 360.

Recuperados de covid apresentam depressão e ansiedade, diz estudo

Em estudo feito com 425 pacientes que se recuperaram das formas moderada e grave da covid-19, pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) observaram uma alta prevalência de déficits cognitivos e transtornos psiquiátricos. As avaliações foram conduzidas no Hospital das Clínicas entre seis e nove meses após a alta hospitalar.

Mais da metade (51,1%) dos participantes relatou ter percebido declínio da memória após a infecção e outros 13,6% desenvolveram transtorno de estresse pós-traumático. O transtorno de ansiedade generalizada foi diagnosticado em 15,5% dos voluntários, sendo que em 8,14% deles o problema surgiu após a doença. Já o diagnóstico de depressão foi estabelecido para 8% dos pacientes – em 2,5% deles somente após a internação.

Os resultados completos da pesquisa, que contou com apoio da FAPESP, foram divulgados na revista General Hospital Psychiatry.

“Um dos principais achados é que nenhuma das alterações cognitivas ou psiquiátricas observadas nesses pacientes se correlaciona com a gravidade do quadro. Também não vimos associação com a conduta clínica adotada no período de hospitalização ou com fatores socioeconômicos, como perda de familiares ou prejuízos financeiros durante a pandemia de covid-19”, conta Rodolfo Damiano, médico residente do FM-USP (Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina) e primeiro autor do artigo.

O estudo integra um projeto mais amplo, coordenado pelo professor da FM-USP Geraldo Busatto Filho, no qual um grande grupo de pessoas atendidas no Hospital das Clínicas entre 2020 e 2021 vem sendo acompanhado por profissionais de diversas áreas, entre elas otorrinolaringologia, fisiatria e neurologia, a fim de avaliar eventuais sequelas deixadas pelo SARS-CoV-2.

“Durante meu doutorado, eu coordenei a avaliação neuropsiquiátrica, cujos resultados preliminares foram descritos neste artigo”,conta Damiano à Agência FAPESP. O trabalho foi orientado pelo professor da FM-USP Eurípedes Constantino Miguel Filho.

“Uma de nossas preocupações era entender se esse vírus e a doença por ele causada têm impacto no longo prazo, produzindo manifestações tardias no sistema nervoso central”, conta E. Miguel.

Para o pesquisador, o fato de não ter sido encontrada uma correlação clara entre a condição psiquiátrica e a magnitude da doença na fase aguda ou fatores psicossociais – incluindo os de natureza socioeconômica ou vivências traumáticas – corrobora a hipótese de que alterações tardias relacionadas à infecção pelo SARS-CoV-2 (como processos inflamatórios associados a alterações imunológicas, danos vasculares associados a coagulopatias ou a própria presença do vírus no cérebro) teriam papel na origem dos transtornos.

“A presença de manifestações clínicas, como perdas cognitivas, cefaleias, anosmia [perda do olfato] e outras alterações neurológicas nesses pacientes contribuem com evidências adicionais de que essas alterações psiquiátricas possam refletir a ação do SARS-CoV-2 no sistema central.”

Metodologia

Todos os participantes foram submetidos a uma bateria de testes cognitivos para avaliação de habilidades como memória, atenção, fluência verbal e orientação espaço-temporal.

“Observamos bastante perda cognitiva. Em um teste que mede a velocidade de processamento, por exemplo, os pacientes demoravam em média duas vezes mais do que o esperado para a idade [com base em valores médios descritos na literatura científica para a população brasileira]. E isso foi observado para todas as idades”, conta Damiano. “Além disso, mais da metade relatou, de forma subjetiva, um declínio na memória.”

Os voluntários também passaram por uma entrevista estruturada com um psiquiatra e responderam a questionários padronizados usados no diagnóstico de depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.

Como descrevem os autores no artigo, a prevalência de “transtorno mental comum”(sintomas depressivos, estados de ansiedade, irritabilidade, fadiga, insônia, dificuldade de memória e concentração) no grupo estudado (32,2%) foi maior do que a relatada para a população geral brasileira (26,8%) em estudos epidemiológicos.

Nesses pacientes, a prevalência de transtorno de ansiedade generalizada (14,1%) foi consideravelmente maior do que a média dos brasileiros (9,9%). A prevalência de depressão encontrada (8%) também é superior à estimada para a população geral do país (entre 4% e 5%).

“Os pacientes que evoluem para a forma grave, em geral, são mais comprometidos clinicamente [por problemas cardíacos, renais, diabetes e outras comorbidades] e, consequentemente, já apresentam mais sintomas psiquiátricos. Isso foi considerado na análise. Mesmo corrigindo para esse fator, a prevalência observada no estudo foi muito alta”, afirma Damiano.

O agravamento de sintomas psiquiátricos após infecções agudas é algo comum e esperado, comenta o pesquisador. “Mas com nenhuma outra doença viral se observou tanta diferença e perdas cognitivas tão significativas como com a COVID-19. Uma das possíveis explicações é o próprio efeito do vírus no sistema nervoso central”, comenta. “Se essas perdas são recuperáveis é algo que ainda não sabemos.”

Próximos passos

Atualmente, o grupo da USP estuda amostras de sangue coletadas dos voluntários durante o período de internação. O objetivo é avaliar o perfil de citocinas (proteínas do sistema imune que regulam a resposta inflamatória) para descobrir se há correlação entre o grau de inflamação durante a fase aguda da COVID-19 e o desenvolvimento de sintomas neuropsiquiátricos.

Caso exista alguma correlação, o passo seguinte será investigar se drogas inibidoras de interleucinas [um dos tipos de citocina]podem ser usadas para prevenir o aparecimento ou o agravamento de sintomas psiquiátricos”, conta.

Para quem já foi afetado, Damiano indica vacinação e acompanhamento psiquiátrico. “Há evidências de que exercícios físicos ajudam a reverter alterações cognitivas associadas a doenças graves e também há treinos de reabilitação cognitiva que podem ser feitos com acompanhamento de um neuropsicólogo habilitado. Além disso, acredito que a prática de meditação pode ser benéfica.”

O artigo Post-COVID-19 psychiatric and cognitive morbidity: Preliminary findings from a Brazilian cohort study pode ser lido aqui.

 

*Com informações da Agência Fapesp

Fonte: poder 360.

Como o Brasil chegou ao atual cenário de fome?

 

É um problema mundial, agravado pelos impactos socioeconômicos da pandemia de covid-19: a fome aumentou no mundo. Mas, no Brasil, apontam números e especialistas, a situação é particularmente grave, com o aumento da pobreza e a diminuição da comida no prato sendo um fenômeno que começou bem antes da atual crise sanitária.

O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, desenvolvido pela REde Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional), divulgado em 2021, indicou que 55,2% dos lares brasileiros vivenciavam um cenário de insegurança alimentar — um aumento de 54% em relação a 2018, quando esse percentual era de 36,7%.

Ou seja: 116,8 milhões de brasileiros não têm acesso pleno e permanente a comida.

A ideia de segurança alimentar foi cunhada logo após a 1ª Guerra Mundial. Atualmente, classifica-se como insegurança alimentar leve quando há indisponibilidade de algum alimento básico; moderada quando a pouca disponibilidade ou variedade afeta o indivíduo do ponto de vista nutricional; e grave quando não é possível fazer nenhuma refeição durante um dia ou mais.

De acordo com o levantamento da Penssan, 9% da população brasileira — 19,1 milhões de habitantes — vivenciam essa situação mais grave.

Pandemia agravou o cenário

Para o economista Renato Maluf, professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e coordenador da Rede Penssan, “a pandemia de covid-19 agravou esse quadro, mas não é sua causa primeira”.

Ele pontua como início desse momento de retorno à fome e à insegurança alimentar a crise econômica iniciada 7 anos atrás e a crise política com o processo de impeachment do governo Dilma Rousseff. “Deles [desses 2 episódios] resultaram comprometimento do acesso aos alimentos em razão do desemprego crescente, precarização do trabalho, baixa remuneração, retirada de direitos sociais e o progressivo desmonte de políticas públicas”, enumera.

Um levantamento da Penssan a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) corrobora essa situação. Em 2013, 77,1% dos lares brasileiros estavam em situação de segurança alimentar — um recorde da série histórica. Em 2018, o percentual já havia caído para 63,3% — um recuo para patamar semelhante ao de 2004. E a curva segue em movimento descendente.

A nutricionista Sandra Chaves, professora na Universidade Federal da Bahia e vice-coordenadora da Penssan, afirma que “a pandemia revelou a fome que já se apresentava para parcelas significativas da população brasileira”.

Ela analisa que o fenômeno foi causado por “um conjunto de ações que anunciavam piora nas condições de vida dos brasileiros”. “Reforma trabalhista, piorando a empregabilidade, reduzindo direitos sociais vinculados ao trabalho, gerando desemprego e precarização do trabalho com redução de renda; paralisia de políticas sociais relevantes para o país”, cita a professora.

O economista Marcelo Neri, diretor do Centro de Políticas Sociais FGV Social, concorda que “a extrema pobreza baseada em renda aumentou em todos os anos [mais recentes]” e diz que “isto se deveu à grande recessão brasileira, aumento de desigualdade de renda do trabalho e enxugamento de programas sociais, tipo Bolsa Família”. “A pandemia é uma etapa nesse processo”, comenta.

Dados da FGV Social mostram que em 2019 11% dos brasileiros viviam em situação de pobreza — ou seja, com pouco mais de R$ 260 por mês. Este valor considera um salário mínimo dividido por 4,6 pessoas — o tamanho médio de famílias pobres brasileiras.

Em agosto de 2020, o chamado “auge do auxílio emergencial” por conta da pandemia, essa pobreza extrema havia caído para 4,8% da população. Dados mais recentes, de novembro de 2021, indicam um aumento para níveis superiores ao pré-pandemia: 13% dos brasileiros estão nesta situação de miséria.

Problema pior que no resto do mundo

De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), a insegurança alimentar grave chegou a patamares perigosamente altos depois da pandemia de covid-19. Dados do Programa Mundial de Alimentos divulgados em novembro apontam que 45 milhões de pessoas estão passando fome em 43 países do mundo — em 2019, eram 27 milhões.

A ONU pede para que governos e sociedades civis se unam a fim de mitigar esse cenário, insistindo em uma meta antiga de que a fome seja erradicada do planeta até 2030.

Para o economista Neri, está claro que o aumento da fome no Brasil ocorre em níveis mais intensos do que em outros países. Ele atenta para o fato de que, segundo pesquisa elaborada pela FGV Social a partir de dados da Gallup World Poll, se 17% dos brasileiros declaravam não ter dinheiro para comprar comida em 2014, quando o Brasil saiu do chamado Mapa da Fome da ONU, o número atual é de 28%. O retorno do país ao rol da insegurança alimentar da ONU se deu em 2018.

De acordo com o levantamento da FGV Social, em 2014, o Brasil ocupava a 36ª posição em um ranking de insegurança alimentar com 145 países, e agora está na 80ª. Para Neri, essa queda do país no ranking é “inaceitável na chamada ‘fazenda do mundo”.

O fato de a produção de alimentos brasileira aumentar ao mesmo tempo que a comida falta no prato é um contrassenso que não escapa da análise do sociólogo Rogério Baptistini Mendes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A fome que voltou a infelicitar os brasileiros, a ponto de se tornar um problema de saúde pública, não é resultado da pandemia, mas de políticas deliberadas que inviabilizam a agricultura familiar e subordinam a produção do campo aos interesses do agronegócio”, explica ele.

Enquanto o desemprego explodia e a fome atingia pouco mais de 19 milhões de pessoas[segundo a rede Penssa], o PIB do agronegócio conheceu uma expansão recorde de 24,31% em 2020 [conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada]”, compara o sociólogo.

Segundo Mendes, “não sofremos com falta de produção, mas com o abandono dos brasileiros”. “Não houve interesse por parte do governo em proteger os vulneráveis e combater a fome”, afirma.

Ele ressalta que o que ocorreu foi uma série de perdas de “proteções dos trabalhadores e dos humildes”. “Desregulamentações, ausência de políticas e de planejamento, defasagem na cobertura do Bolsa Família. Isso, somado ao desemprego crescente e a diminuição da renda, trouxeram ao cenário atual”, enumera.

Críticas ao Auxílio Brasil

Para os especialistas, a solução para esse problema passa por um conjunto de medidas — “políticas públicas que implicam em trabalho-renda-produção de alimentos-acesso aos alimentos”, define a nutricionista Chaves.

O Auxílio Brasil, programa recém-criado pelo governo federal, nesse sentido ajuda como algo emergencial. “Qualquer programa emergencial de transferência de renda pode ser um paliativo emergencial em momentos de crise como este em que vivemos”, ressalta Chaves “As famílias precisam ter alguma segurança de que poderão alimentar seus filhos neste momento difícil.

Neri define o programa como “simplista” porque “complexifica as condicionalidades do Bolsa Família”, “anda para trás na focalização e estabilidade” e “tropeça nos efeitos de longo prazo”.

Tenta ser um novo auxílio emergencial e ao mesmo tempo mudar a estrutura de benefícios. Gera muita confusão”, argumenta. “Pode funcionar eleitoralmente mas não leva em conta o tamanho nem o grau de pobreza da família. A política social perde foco e durabilidade e ‘ganha’ oportunismo eleitoral.

Maluf compara os auxílios criados durante a pandemia. “Tanto o auxílio emergencial quanto o Auxílio Brasil foram importantes pela transferência de renda, que amenizou a grave situação de milhões de famílias, porém foram mal desenhados e não tiveram a amplitude necessária”, contextualiza.

O auxílio emergencial teve seu valor aumentado pelo Congresso, a contragosto do governo, teve curta duração e foi interrompido por não ter previsão orçamentária suficiente”, prossegue ele.

O Auxílio Brasil pretende ser um programa sem o improviso do anterior, mas é igualmente mal desenhado, não pode ser considerado propriamente uma política social e não consegue disfarçar o propósito eleitoreiro ao substituir o programa exitoso, o Bolsa Família, por uma marca própria.

Fonte: Poder 360

Eu já estou com saudades. Por Kakay


O advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, escreveu sobre a morte João Carlos di Genio, fundador do Objetivo e da Unip.

Confira abaixo:

“A reta é uma curva que não sonha.”
Manoel de Barros

Sentado aqui, no Cafe de Flore, em Paris, recebo a notícia da morte do meu amigo Di Genio. Figura rara. Brilhante. Amigo. Generoso. Tenho um caminhão de histórias de uma vida amorosa, juntos. Sempre com aquele ar irônico, aquele humor fino, aquela observação mordaz. Um homem que trafegava em todas as áreas com a mesma simplicidade e sinceridade. Mas sempre amigo e direto.

Era brilhante, passou em primeiro lugar em 2 vestibulares para medicina, se fez médico, mas optou por ser empresário. O nosso mestre Drauzio Varela, ao que me consta, ficou em segundo lugar no vestibular, no entanto, continuou em primeiro em longa parceria com o Di Genio.

Com ele e, principalmente, por influência dele, cantei em vários bares. Como ele era o rei da noite, eu cantei no Baretto, no Passatempo, e em vários outros lugares. Não era minha voz que me abria espaço, era a generosidade do Di Genio com todos os cantores da noite. E os rios de Petrus e Cristal que nos embalavam.

Mas principalmente a relação deles com os músicos. Mais de uma vez presenciei um músico em estado de abandono e ele, Di Genio, logo os acolhia em um plano de saúde. Sem dizer nada. Só acolhia. Como acolheu meu irmão em um momento difícil no hospital Oswaldo Cruz por 40 dias. Um coração chagásico. E sempre com aquela risada grudada ao rosto.

Fonte: DCM ONLINE 

Combustíveis: “importante é equilibrar e não sacrificar os estados”, diz Pacheco

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), afirmou nesta quinta-feira (10) que deve priorizar nas próximas semanas a tramitação dos projetos sobre combustíveis. Pacheco defende que haja um consenso junto aos governadores para que ocorra uma arrecadação justa, previsível e que não sacrifique o contribuinte.

Mais cedo, Pacheco argumentou que existem duas propostas em tramitação no Senadoque “podem estabelecer condições interessantes para fazer frente ao aumento dos combustíveis”.

“No princípio de autonomia federativa, o que o projeto propõe é uma substituição na forma de estabelecer a arrecadação tributária estadual. Ao invés de ser uma alíquota em termos percentuais, seria uma alíquota de valor absoluto sobre metro cúbico de combustível”, disse.

O presidente do Senado disse que o senador Jean Paul Prates (PT-RN) também está fazendo uma avaliação, em diálogo com os governadores para obter um parâmetro que seja “justo”.

“Importante é nós equilibrarmos e, de fato, não sacrificarmos os estados, mas, ao mesmo tempo, dar previsibilidade de arrecadação. Não é justo –com o aumento do preço do petróleo e com a eventual desvalorização do real– quando se tem o aumento do combustível, se ter um aumento exagerado de arrecadação. Acho que os próprios governadores não consideram isso razoável”, afirmou.

“Acho que vamos chegar, certamente, em um consenso para definir nesse aspecto de ICMS, um ponto de equilíbrio para poder ter uma arrecadação justa, previsível e que não sacrifique o contribuinte”, acrescentou Pacheco. O parlamentar afirmou que é importante ter o tema definido no Senado “antes mesmo do Carnaval”.

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Fonte: CNN

Petrobras bateu todas as metas de produção de 2021

A Petrobras anunciou na 4ª feira (9.fev.2022) ter batido todas as metas de produção estabelecidas para o ano de 2021. A estatal registrou vários recordes, entre os quais o resultado obtido na produção própria do pré-sal, com média anual de 1,95 milhão de barris de óleo equivalente –o equivalente a 70% da produção total da empresa.

Nossa produção no pré-sal vem crescendo rapidamente e o recorde registrado representa mais do que o dobro do volume que produzíamos nesta camada há 5 anos”, disse o diretor de Desenvolvimento da Produção, João Henrique Rittershaussen.

Em 23 de agosto do ano passado, teve início a produção do FPSO Carioca, 1ª plataforma no Campo de Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos. No ano, foram interligados 3 novos poços produtores e, atualmente, a produção operada é superior a 130 mil barris de petróleo por dia.

A companhia registrou em 18 de julho de 2021 a alavancagem da P-70, no Campo de Atapu, em menos de 13 meses. Com isso, a plataforma atingiu, com 4 poços produtores, a produção operada de 161 mil barris de petróleo por dia, superando a capacidade nominal do projeto.

Foi batido também o recorde anual de aproveitamento de gás, com a marca de 97,2% do gás produzido. Segundo a Petrobras, esse recorde contribui de forma significativa para a redução das emissões e maior eficiência em carbono.

Búzios

Em 1º de setembro passado, houve a assinatura e o início da vigência do acordo de coparticipação do Campo de Búzios, que regula a coexistência do Contrato de Cessão Onerosa e do Contrato de Partilha de Produção do Excedente da Cessão Onerosa para o campo. A Petrobras passou a deter 90% dos direitos de exploração e produção dos volumes excedentes, excluída a parcela da Pré-Sal Petróleo (PPSA), e 92,666% dos volumes da jazida compartilhada.

Criada em 2013 e vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a Pré-Sal Petróleo atua em 3 frentes: gestão dos contratos de partilha de produção, gestão da comercialização de petróleo e gás natural e representação da União nos acordos de unitização, ou individualização.

Em 17 de dezembro de 2021, a Petrobras adquiriu os direitos de exploração e produção dos volumes excedentes aos da Cessão Onerosa nos campos de Atapu e Sépia e exerceu seu direito de atuar como operadora, com 30% de participação no consórcio vencedor de Sépia. Para Atapu, o consórcio será integrado pela Petrobras como operadora, com 52,5% de participação.

Com o início da vigência do Regime de Partilha de Produção em Atapu e Sépia, previsto para maio de 2022, as participações da Petrobras nas jazidas compartilhadas, incluindo as parcelas do Contrato de Cessão Onerosa e dos Contratos de Concessão, e excluindo a parcela da PPSA, passarão a ser respectivamente da ordem de 65,69% para Atapu e 55,30% para Sépia.

Compromisso

Para o diretor de Exploração e Produção da companhia, Fernando Assumpção Borges, “o alcance desses resultados demonstra o compromisso da Petrobras com o cumprimento das suas metas e o foco em ativos em águas profundas e ultraprofundas, que têm demonstrado grande diferencial competitivo, produzindo óleo de baixo custo de extração e alta qualidade, com baixas emissões de gases de efeito estufa”.

A Petrobras teve ainda, em 2021, crescimento de 8,5% no volume de vendas de derivados em relação a 2020, com ênfase no aumento da comercialização de gasolina, diesel e querosene para aviação, devido, principalmente, ao forte impacto nas vendas causado pela pandemia, além da menor importação de gasolina e diesel por terceiros entre os períodos, resultando em aumento da participação da companhia no mercado.

Outro derivado que contribuiu para o incremento do volume de vendas total foi o óleo combustível, cujas vendas evoluíram em 2021 na comparação com o ano anterior, em razão da maior demanda para uso em térmicas.

A Petrobras bateu também o recorde anual de vendas e produção de diesel S-10 em 2021, que garante melhores resultados ambientais e econômicos para os usuários. O aumento nas vendas de diesel S-10 atingiu 34,7%, com expansão de 10% na produção.

Fonte poder 360.

Governo envia Força Nacional a terras indígenas no MT

O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou o envio da Força Nacional para duas terras indígenas no Mato Grosso, a Kawahiva do Rio Pardo e a Piripkura. A operação federal na região deve durar 90 dias, desta 5ª feria (10.fev.2022) a 10 de maio. Caso haja necessidade, o prazo poderá ser prorrogado.

A autorização para o uso da força foi publicada nesta 5ª feira (10.fev) no Diário Oficial da União. Eis a íntegra da portaria (432 KB).

O povo indígena Kawahiva é isolado, ou seja, não tem contato direto com a sociedade externa e vivem exclusivamente na floresta. Já o povo Piripkura é formado por indígenas em isolamento voluntário. As duas estão localizadas em Colniza (MT).

Os Kawahiva enfrentam ameaças de madeireiros, segundo a PF (Polícia Federal). Em agosto, agentes realizaram ação de repressão contra o desmatamento na região. Em novembro, o ministério enviou a Força Nacional pelo prazo de 30 dias para a área.

Já os Piripkura são alvos de garimpeiros. Pelo menos 8 cooperativas entraram em contato com a ANM (Agência Nacional de Mineração) para pedir direito de exploração do solo em 2021.

A terra indígena Piripkura não é demarcada. Assim, desde 2018 a Funai (Fundação Nacional do Índio) protege legalmente a área, para impedir invasões. A medida impõe a restrição de permanência, locomoção e entrada de pessoas estranhas em toda a área reservado aos Piripkura, com o objetivo de garantir a segurança dos indígenas.

A última renovação da proteção foi em setembro, por 6 meses. O prazo vence em 18 de março, caso a Funai não publique nova portaria.

Com permanência nas terras indígenas até maio, a Força Nacional deverá prestar apoio a Funai. A atuação tem como objetivo a “preservação da ordem pública” e da “incolumidade das pessoas e do patrimônio”, segundo o Ministério da Justiça.

Fonte poder 360.

Explosões são registradas em Abu Dhabi

Ao menos duas explosões foram ouvidas no centro de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, nesta 3ª feira (8.fev.2022). O que teria causado as explosões foi um cilindro de gás em um edifício. Segundo informações locais, o fogo no prédio foi controlado e não há registro de feridos.

Imagens na internet mostram um prédio em chamas e carros de polícia bloqueando alguns acessos na cidade.

Assista (26s):

A delegação do Palmeiras está na cidade para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa. Uma das explosões aconteceu a 20 km de onde a delegação estava hospedada. O time de futebol brasileiro venceu o egípcio Al-Ahly por 2 a 0 nesta 3ª feira (8.fev.2022) e disputará a final do Mundial de Clubes da Fifa no sábado (12.fev.2022). A delegação está segura no hotel.

Fonte: Poder 360. 

Presidente Wolney França apresenta indicação para o projeto 5G em Parnamirim

Na primeira sessão ordinária de 2022, nesta segunda-feira (7), o presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, vereador Wolney França, apresentou indicação ao Poder Executivo para a implantação do projeto 5G. Com isso, o vereador deu o primeiro passo para que o município conte com esta tecnologia.

A indicação é para que o Poder Executivo faça a elaboração de um instrumento legal visando a implantação da tecnologia 5G.

Para o vereador, o 5G vai trazer muitos benefícios para a sociedade parnamirinense. “Hoje damos um primeiro passo para fazer parte deste programa tão importante, que vai garantir que Parnamirim se coloque entre as cidades mais conectadas do estado, com mais velocidade, alcance de pessoas, incremento de novos serviços e, sobretudo, gerando mais emprego e renda”, diz.

Caixa começa a pagar abono salarial do PIS

 

Notas de Reais e dólar para artes. Foto. Sérgio Lima, 30-07-2018. Foto: Sérgio Lima/Poder 360

A Caixa Econômica Federal começa a pagar o abono salarial do PIS nesta 3ª feira (8.fev.2022). O benefício, no valor de até um salário mínimo, será pago a 22 milhões de trabalhadores até 31 de março.

O abono salarial do PIS será creditado na conta de quem já é cliente da Caixa. Os demais trabalhadores receberão por meio da poupança social digital da Caixa, que é movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Caso não consiga a poupança social, o trabalhador deve fazer o saque do benefício nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, correspondentes ou agências da Caixa. O saque será feito com o cartão social e senha.

O calendário de pagamento do PIS é escalonado de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. Nesta 3ª feira (8.fev), recebem o abono os trabalhadores da iniciativa privada que nasceram em janeiro. Eis as datas de pagamento:

Os trabalhadores afetados pelas chuvas que causaram enchentes na Bahia e em Minas Gerais em janeiro também recebem o abono do PIS nesta 3ª feira (8.fev), independentemente do mês de nascimento. O governo antecipou esses pagamentos para minimizar o impacto das inundações.

Pasep

Cerca de 1 milhão de funcionários públicos também receberão o abono do Pasep em 2022. Porém, este pagamento será feito pelo Banco do Brasil de 15 de fevereiro a 24 de março. Eis as datas de pagamento:

Quem tem direito

O abono salarial deve liberar R$ 21,8 bilhões para 23 milhões de pessoas em 2022. O benefício que será pago neste ano diz respeito ao ano-base de 2020. Têm direito ao benefício:

  • quem trabalhou pelo menos 30 dias com carteira assinada em 2020;
  • recebeu uma média de até 2 salários mínimos por mês em 2020;
  • está inscrito no PIS/Pasep há pelo menos 5 anos;
  • teve os dados informados corretamente ao governo pelo empregador.

Os trabalhadores nascidos de janeiro a junho e os trabalhadores afetados pelas chuvas podem consultar se têm direito por meio dos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem ou por meio do telefone da Caixa (0800 726 0207).

A consulta estará disponível para os trabalhadores nascidos de julho a dezembro depois que o Ministério do Trabalho e Previdência disponibilizar as parcelas para a Caixa.

O abono salarial pode chegar ao valor de um salário mínimo, que é de R$ 1.212 em 2022. O trabalhador recebe R$ 101 por cada mês trabalhado –o mês é contabilizado como integral a partir de 15 dias. Calcule aquiquanto você pode receber do abono do PIS/Pasep.

Fonte: poder 360

Moro acusa MP de perseguição em pedido de bloqueio de bens

 

O ex-juiz Sergio Moro (Podemos) enviou uma manifestação ao TCU (Tribunal de Contas da União) contra o pedido de bloqueio cautelar de bens apresentado pelo subprocurador-geral Lucas Furtado, do Ministério Público.

A defesa de Moro acusa Furtado de lawfare’. O termo em inglês refere-se à perseguição de inimigo por meio de procedimentos legais. A expressão era usada pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao rebater denúncias de procuradores da Lava Jato.

“Já vêm de alguns meses as tentativas de constrangimento públicas patrocinadas pelo Exmo. Subprocurador-Geral Lucas Furtado. De sua representação inicial aos despachos e pedidos complementares formulados, as mais inadequadas sugestões de ilicitude já foram criadas”, acusam os advogados do ex-juiz no texto. Eis a íntegra (553 KB).

Na 6ª feira (4.fev.2022), Furtado pediu ao ministro do TCU Bruno Dantas que determine a indisponibilidade de bens de Moro. A medida cautelar serviria para auxiliar a investigação sobre suposta sonegação de impostos nos pagamentos que o ex-juiz recebeu da consultoria Alvarez & Marsal.

A princípio, Furtado havia solicitado o arquivamento do processo, mas voltou atrás. Disse que “fatos novos” demonstram a necessidade de apuração do caso pela Receita Federal. Segundo ele, há inconsistência nos documentos apresentados por Moro e pela consultoria para comprovar a remuneração paga ao ex-ministro.

Pelo Twitter, o pré-candidato à Presidência da República declarou ser “evidente o abuso de poder do procurador”. Em nota, disse já ter prestado “todos os esclarecimentos necessários”.

No documento enviado ao TCU no último domingo (6.fev), Moro voltou a afirmar que não houve sonegação ou irregularidade tributária no pagamento que recebeu da Alvarez & Marsal. A consultoria administra a recuperação judicial de empresas alvos da Lava Jato.

A defesa de Moro disse também que o “TCU não tem competência para interferir ou imiscuir-se em relações contratuais privadas, sem qualquer relação com a administração pública”. Além disso, de acordo com a manifestação, possíveis sonegações identificadas pelo tribunal de contas devem ser encaminhadas para a Receita Federal.

Por fim, a equipe do ex-juiz defendeu que o requerimento de bloqueio de bens feito por Furtado seja “integralmente indeferido, arquivando-se o feito no âmbito desta Corte”.

CONFLITO DE INTERESSE

A relação de Moro com a Alvarez & Marsal entrou na mira do TCU por suposto conflito de interesses do ex-juiz. Ao deixar o governo Bolsonaro, Moro foi contratado em dezembro de 2020 pela consultoria, que atua em processos de recuperação fiscal de empreiteiras atingidas pela Lava Jato.

A empresa recebeu R$ 42,5 milhões de diversos alvos da operação, como Odebrecht, Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial), Galvão Engenharia, Estaleiro Enseada (que tem como sócias Odebrecht, OAS e UTC) e OAS.

Moro diz que atuou em um ramo da Alvarez responsável por ajudar empresas a criar políticas de combate à corrupção e não lidou com processos relacionados a alvos da Lava Jato. Em live realizada no fim de janeiro, o ex-ministro disse que recebeu US$ 45.000(cerca de R$ 240 mil) por mês durante o período que atuou na consultoria.

Em comunicado, a Alvarez & Marsal afirmou que Moro atuou no braço de disputas e investigações junto a uma equipe de consultores externos formados por ex-agentes do FBI, ex-promotores e ex-funcionários de departamentos de Justiça.

Fonte: poder 360.

Google Chrome anuncia mudança em logo

Inalterado desde 2014, a logomarca do Google Chrome vai mudar. A diferença em relação ao anterior é bastante sutil: sombras foram removidas e cores foram iluminadas para modernizar o símbolo. A informação foi divulgada pelo designer do Google Elvin Hu em seus perfis redes sociais.

Simplificamos o ícone principal da marca removendo as sombras, refinando as proporções e iluminando as cores, para alinhar com a expressão de marca mais moderna do Google”, explicou Hu.

A novidade já pode ser vista no Chrome Canary, uma versão experimental do navegador de internet usada para testes. Segundo o designer da empresa, “o novo ícone vai começar a aparecer nos dispositivos em breve”.

Também de acordo com Hu, a equipe descobriu que “colocar certos tons de verde e vermelho próximos um do outro criava uma vibração de cor desagradável”. Por isso, decidiu incluir “um gradiente muito sutil no ícone principal para atenuar isso, tornando-o mais acessível”.

Agora, cada sistema operacional terá um símbolo ajustado ao seu layout. “Queremos que os ícones pareçam reconhecíveis como Chrome, mas também bem elaborados para cada sistema operacional”, justificou.

No Windows, por exemplo, os ícones assumem uma aparência que ele descreve como “mais graduada”. Já no macOS, da Apple, eles serão 3D. Veja:

Você pode perguntar: ‘por que se preocupar com algo tão sutil?’ Personalizamos a experiência do Chrome para cada sistema operacional (…) Queremos que nossa marca transmita o mesmo nível de cuidado [com os seus usuários]”, concluiu Hu.

Fonte: poder 360.

PoderData: auxílio de R$ 600 perde impacto na intenção de voto

 

Pesquisa PoderData realizada de 31 de janeiro a 1º de fevereiro de 2022 mostra que o auxílio emergencial distribuído pelo governo durante a pandemia parece não ter mais efeito nas intenções de voto para presidente.

Hoje, 40% dos que receberam o chamado coronavoucher declaram voto em Lula (PT) no 1º turno, enquanto 32% preferem Jair Bolsonaro (PL). Os números ficam próximos do cenário envolvendo todos os eleitores, onde Lula marca 41% e Bolsonaro, 30%, com diferenças dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

O PoderData acompanhou as taxas de aprovação do governo a cada 15 dias durante toda a pandemia da covid-19. Em meados de 2020, o auxílio de R$ 600 foi responsável por um movimento nas curvas favorável à gestão de Bolsonaro. Em agosto daquele ano, a aprovação ao governo atingiu os 52% –hoje, comparativamente, a taxa é de 33%. Entre quem recebia o benefício, o percentual chegava a 55%.

O resultado atual indica que um possível efeito eleitoral do auxílio se esvaiu. A memória do eleitorado dos pagamentos realizados em 2020 não é suficiente para deslocar os números.

Em janeiro, o governo ampliou o número de famílias a receber o Auxílio Brasil, programa de transferência de renda do Executivo federal com pagamentos do R$ 400. Seus efeitos eleitorais ainda são incertos. No caso do auxílio emergencial, a curva de aprovação começou a ter variação expressiva depois de 3 ou 4 meses depois do início dos pagamentos.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos próprios, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 3.000 entrevistas em 238 cidades nas 27 unidades da Federação de 31 de janeiro a 1º de fevereiro de 2022. O registro no TSE é BR-09445/2022. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Para chegar a 3.000 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Leia mais sobre a pesquisa:

PODERDATA

O conteúdo do PoderData pode ser lido nas redes sociais, onde são compartilhados os infográficos e as notícias. Siga os perfis da divisão de pesquisas do Poder360 no Twitter, no Facebook, no Instagram e no LinkedIn.

PODERDATACAST

O Poder360 e o PoderData publicam de 15 em 15 dias o PoderDataCast, voltado exclusivamente ao debate de pesquisas eleitorais e de opinião pública. O último episódio, ainda com dados da rodada passada, o sociólogo e professor do departamento de Sociologia da USP (Universidade de São Paulo) Ricardo Mariano.

Assista (31min48s):

METODOLOGIA

A pesquisa PoderData foi realizada de 31 de janeiro a 1ª de fevereiro de 2022. Foram entrevistadas 3.000 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 238 municípios nas 27 unidades da Federação. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde por meio do teclado do aparelho. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.

Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Devido a esse processo é possível que o somatório de algum dos resultados para algumas questões seja diferente de 100. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem acontecer devido a ocorrências de não-resposta. Este estudo foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa de pesquisas que faz parte do grupo de mídia Poder360Jornalismo. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09445/2022.

Fonte: Poder 360