Preso é morto em Cadeia Pública do RN; ele respondia por agressão e roubo a jornalista

Um homem identificado como Clóvis Lima de Andrade foi morto na tarde deste sábado (17) no interior da Cadeia Pública Dinorá Simas, localizada no município de Ceará-Mirim, na Grande Natal. O homicídio ocorrido na unidade prisional foi confirmado em nota oficial divulgada pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (SEAP/RN).

A vítima respondia a diversos procedimentos na Justiça, entre eles o caso de agressão e roubo praticado contra um jornalista em Natal, registrado em abril de 2022. De acordo com informações da Polícia Penal, outro detento da unidade, identificado como Diego Antônio de Mendonça, foi apontado como o principal suspeito do crime no interior da carceragem.

Após a constatação do óbito, o pavilhão foi isolado pelas equipes de plantão para a realização dos trabalhos periciais da Polícia Científica e o recolhimento do corpo pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep). A nota emitida pela SEAP não detalhou a causa da morte nem a motivação do ataque.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte instaurou um procedimento investigativo para apurar as circunstâncias e a autoria do homicídio dentro do estabelecimento prisional. Além do inquérito policial, o caso também deverá ser objeto de apuração administrativa interna por parte do sistema penitenciário potiguar.

Debate entre Flávio Bolsonaro e Lula marca primeiro confronto direto entre candidatos neste domingo (18)

Flávio Bolsonaro e Lula, candidatos à Presidência da República
Flávio Bolsonaro e Lula, candidatos à Presidência da República • SILVIO AVILA / AFP e Isabella Finholdt / NurPhoto via AFP

Neste domingo (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que concorrem ao Palácio do Planalto no segundo turno das eleições deste ano, ficam, pela primeira vez, frente a frente em um debate. Promovido pela Band e por um pool de veículos de comunicação, o confronto direto entre os candidatos acontece a partir das 20h.

O programa é estruturado em três blocos, segundo a Band. A ordem das respostas e a disposição dos participantes no cenário foram estabelecidas por sorteio com a presença da equipe dos candidatos. Pela definição, Flávio Bolsonaro estará à esquerda do estúdio e Lula, à direita. A mediação será de Eduardo Oinegue e Adriana Araújo.

No primeiro bloco, os âncoras abrem o debate fazendo uma pergunta para cada candidato. Em seguida, é iniciado o confronto direto, no qual Lula e Flávio Bolsonaro ficam livres no estúdio para debaterem por 30 minutos.

O segundo bloco começa com uma pergunta elaborada pelos âncoras para cada participante. Na sequência, abre-se a dinâmica em que um candidato pergunta diretamente para o outro.

No último bloco, mantém-se a mesma regra do anterior, com perguntas dos apresentadores e confronto direto entre os candidatos, além de reservar o espaço final para as considerações finais de cada um.

A exibição será realizada em conjunto com um pool de veículos de comunicação que inclui a TV Gazeta, a TV Cultura, a Jovem Pan e o jornal O Estado de S. Paulo.

Cenário eleitoral

Na última pesquisa, divulgada no sábado (17), o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Lula, com 51,2% das intenções dos votos válidos, ante 48,8% do petista. A pesquisa Ipespe/Abrapel apontou para um empate técnico entre os candidatos, considerando a margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, sob um nível de confiança de 95,45%.

O estudo com 1.500 eleitores foi financiado com recursos próprios da entidade e encontra-se devidamente registrado perante a Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00223/2026.

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Morre Monsenhor Robério Camilo, aos 66 anos, em Natal

 

Sacerdote estava internado na Casa de Saúde São Lucas e morreu em decorrência de uma sepse pulmonar; informações sobre o velório serão divulgadas posteriormente. Foto: Eduardo Maia/ALRN

O Monsenhor Robério Camilo da Silva morreu na manhã deste domingo (18), aos 66 anos, em Natal. A informação foi divulgada pela Arquidiocese de Natal, que comunicou o falecimento com pesar. O sacerdote estava internado na Casa de Saúde São Lucas para tratar uma inflamação pulmonar aguda e morreu em decorrência de uma sepse pulmonar.

Há cerca de cinco meses, Monsenhor Robério havia sido diagnosticado com síndrome mielodisplásica, doença que compromete a produção de células sanguíneas. Segundo a Arquidiocese, além da síndrome, ele também foi acometido por uma inflamação respiratória pulmonar aguda.

Natural de Poço Branco, no Rio Grande do Norte, Robério Camilo nasceu em 10 de dezembro de 1959. Estudou Filosofia e Teologia no Seminário de São Pedro e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Foi ordenado sacerdote em 15 de agosto de 1987 e tinha mestrado em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

Ao longo de 39 anos de sacerdócio, dedicou-se especialmente às ações sociais da Igreja, com atuação no Serviço de Assistência Rural e Urbana (SAR), na Cáritas, na Pastoral da Sobriedade e na Campanha da Fraternidade. Durante o governo pastoral de Dom Matias Patrício de Macedo, exerceu a função de vigário-geral da Arquidiocese de Natal. Também atuou por décadas como professor do Seminário de São Pedro.

Atualmente, era vigário episcopal para as instituições sociais, pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro de Mãe Luiza, em Natal, presidente do Centro Sócio-Pastoral Nossa Senhora da Conceição e coordenador arquidiocesano da Pastoral da Sobriedade.

A Arquidiocese informou que os detalhes sobre o velório serão divulgados posteriormente. Em nota, a instituição manifestou solidariedade aos familiares, amigos, paroquianos e à comunidade arquidiocesana.

MENSAGEM PARA O DIA DOS MÉDICOS

Monsenhor João Medeiros Filho

Por Mons. João Medeiros Filho

Hoje queremos prestar nossa homenagem aos médicos, primeiramente ao primeiro, maior e melhor médico de nossa história: Deus! Ele é o patologista, o microbiologista mais perfeito conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram concebidos por Ele, que conhece a sua criação melhor do que todos nós. É o médico por excelência, de todas as especialidades da medicina.

Deus é o primeiro cirurgião da história. Realizou a primeira intervenção cirúrgica de toracoplastia, quando fez a ablação de uma das costelas de Adão e dela formou sua mulher Eva (cfr. Gn 2, 21). Ele também é o protagonista da anestesia, pois antes de retirar aquela costela fez “Adão cair num sono profundo” (Gn 2, 21). Teria usado Ele fármaco ou hipnose?

O nosso Altíssimo é um obstetra com perfeição, toco-ginecologista ou especialista em reprodução humana. Conhecedor profundo das técnicas e métodos de fertilização! Fez com que Sara – mulher estéril e menopáusica – concebesse e lhe concedeu a graça de ter filhos (Gn 12, 1 ss)!

Jesus, o filho de Deus, igual a Ele, é o precursor da pediatria na história das ciências médicas. Começa seu tratado com a seguinte frase: “Deixai vir a mim as crianças, porque delas é o reino de Deus!” (Mt 19, 14).

Reumatologista impecável, Cristo curou um homem com a mão ressequida ou mirrada. Segundo alguns especialistas, tratava-se de um portador de osteoartrite das articulações interfalangeanas distais (Lucas 6, 6-11; Mt 12, 9-14; Mc 3, 1-8).

Jesus mostrou ser um grande oftalmologista, realizando em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença, de que se tem conhecimento, até os dias atuais (Jo 9, 10ss).

Ele é também um exímio intensivista e emergencista realizando, literalmente, uma ressuscitação cardiopulmonar, quando usou como desfibrilador as suas palavras, cheias de vida e amor, ao proclamar: “Lázaro, vem para fora!” e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo (Jo 11, 11ss).

Revelou-se como clínico ao curar a sogra de Pedro de uma hipertermia, que desapontaria qualquer infectologista ou pneumologista, apenas estendendo a sua mão e debruçando-se sobre o seu leito. Não é Ele o protagonista da clínica, pois kliniké (em grego) significa “debruçar-se sobre o leito”? (Mc 1, 29-31; Mt 8, 14-15; Lc 4, 38-39).

Cristo, na sua sabedoria, já ensinara aos nutrólogos e gastroenterologistas aquilo que eles hoje prescrevem diante da intolerância ou alergia a glúten. Jesus dissera: “Nem só de pão, vive o homem” (Lc 4, 4). Ao curar a jovem filha de Jairo não agiu Cristo como um endocrinologista diante de uma hipoglicemia de uma portadora de diabetes infanto-juvenil, segundo os exegetas modernos? (M 9, 18-26; Lc 8,40-56 e Mc 5, 21-43).

Aos cansados, estressados, taquicárdicos ou bradicárdicos, Jesus revela-se como modelo do cardiologista: “Vinde a mim, vós que estais tensos (sobrecarregados) e eu vos aliviarei, pois o meu fardo é suave” (Mt 11, 28 ss). “Tirarei o vosso coração de pedra (doente) e vos colocarei um novo coração” (cfr. Ez 36, 26), afirma Javé, o Deus Todo-Poderoso, prenunciando a cirurgia de transplante cardíaco, concretizada, no Brasil, pelo Mestre Euryclides de Jesus Zerbini e seu discípulo Adib Domingos Jatene.

Cristo é pioneiro da otorrinolaringologia moderna, pois devolveu a audição a um surdo severo. Implante coclear? (Mc 7, 32 ss). Seu tratamento: o poder de seu amor.

Jesus também é o maior psiquiatra ou psicanalista da história. Há mais de dois mil anos curou um jovem com graves distúrbios de mente e comportamento, tido como possesso. Usou apenas o poder de sua palavra e se absteve de benzodiazepínicos, antidepressivos e outras drogas potentes! (Mc 9, 17ss).

Cristo revela-se pleno conhecedor da neurologia. A um jovem com sintomas de disritmia (epilepsia), devolveu-lhe a saúde (Mt 17, 41ss). E o que dizer de tantos portadores de sequelas de acidentes vasculares cerebrais e isquemias, os quais fez caminhar (Mt 9, 1-8; Mc 2, 1-12; Lc 5, 17-26)?

E por que não chamar Deus do melhor catedrático em ortopedia? E o que dizer, quando Ele falou a um homem coxo: “Levanta, toma a tua maca e anda”. E ele andou! Não será o tratamento ortopédico de quadril mais efetivo, já relatado na história da medicina (cfr. Ez 37, 1-10)?

A primeira evidência científica sobre a hanseníase está na Sagrada Escritura. Já é descrita no Antigo Testamento! Mas é Jesus que realiza a sua cura e mostra-se como o dermatologista mais sábio das narrativas da medicina, pois curou instantaneamente dez homens que sofriam desta doença (Lc 17, 11ss).

Deus lembra aos oncologistas que curou o Rei Ezequias, sem quimio ou radioterapia, dando-lhe uma sobrevida de mais de quinze anos, como podemos verificar no Segundo Livro dos Reis (2Rs 20, 1-8). Não há dúvidas, Cristo foi um brilhante hematologista, pois com um toque apenas curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de doze anos e gasto todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso (Mc 5, 24-34). Além de tudo, Jesus é o maior doador de sangue do mundo. Doador universal, pois numa transfusão mística e miraculosa, oferece seu próprio sangue, a todos sem distinção. “Este é o meu sangue que será derramado por todos vós” (Lc 22, 20).

Deus e Cristo são médicos acima de todos os convênios e do SUS. No seu consultório não há espera, nem é necessário marcar consulta, esperar para ser atendido, pelo contrário, Eles já estão à porta nos esperando. E quem abrir a porta do seu coração, Eles entrarão e farão uma grande festa. O tratamento que Eles nos oferecem é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e uma eternidade ao seu lado no céu!

A Deus e a Cristo – inspiração do agir de muitos profissionais potiguares – reconhecimento e gratidão. Que Eles abençoem seus filhos e irmãos do Rio Grande do Norte, que, há anos imitam os gestos divinos e como Eles procuram aliviar a dor e o sofrimento dos outros. Que Eles recompensem e iluminem a todos. Lembrem-se todos das palavras do Mestre: Tudo aquilo que fizestes ao menor dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes (Mt 25, 40).

MINHA GRATIDÃO A TODOS OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE QUE CUIDAM DE MIM, EM ESPECIAL OS MEDICOS. MEUS PARABÉNS E MINHAS ORAÇÕES.

EMAÚS, PARNAMIRIM, 18 DE OUTUBRO DE 2026

MONSENHOR JOÃO MEDEIROS FILHO

Ausência e recriação

Dr. Marcelo Alves Dias

Por Dr. Marcelo Alves Dias

O ano era 1984. Moleque de 11 anos, com os meus pais e outros familiares queridos, fui a Roma pela primeira vez. Fomos à Urbe para a canonização de Santa Paula Frassinetti (1809-1882), tão cara para nós ex-alunos do Colégio Imaculada Conceição – CIC. Nossa paragem era no Hotel Palatino, sito na Via Cavour, 213, nunca esqueci. E quero mesmo nunca esquecer desse tempo, de amor e aprendizado, há mais de quarenta anos, em que eu ainda perambulava segurando as mãos dos meus pais.

Voltei a Roma outras vezes. Com os meus pais. Com familiares. Acompanhado. Sozinho. Estudei por lá. Desfrutei, cada qual a seu tempo, as lições, as belezas e os prazeres da Cidade Eterna. Viva!

Desta feita, volto a Roma com João, meu filho, que está com um pouco mais de 7 anos. Ele agora é coroinha. E decidimos nos presentear, a família, com esta viagem de peregrinação e cultura. A viagem, entretanto, para mim, inicialmente, foi quase tomada por uma sensação que só posso definir como de “saudade de um tempo que já não volta mais”. Um quase “déjà vu”, de 1984, mas marcadamente angustiante. Faltavam meus pais. Meu pai porque simplesmente não quis vir (nunca foi um Marco Polo). Minha mãe porque infelizmente não está mais entre nós (se estivesse e pudesse, seria a primeira a fazer a penosa travessia do Atlântico). Desta feita, criatura virando criador, eu que seguro a mão do pequeno João.

No entanto, passado um tempo, a “poesia das ruínas” me tirou da melancolia de querer, sem poder, simplesmente repetir um tempo que já passou. Aquela poesia do Coliseu disforme, do templo em ruínas, da muralha arrasada, do palácio irreconhecível e da estátua mutilada que ainda “vive”, e lado a lado, com um mundo recriado por Papas e novos Césares.

A “poesia das ruínas” que, como poetava Afonso Arinos de Melo Franco em “Amor a Roma” (Nova Fronteira, 1982), é menos “contemplação das coisas que do tempo, no seu processo incessante de evasão e permanência. Não é só a visão decepada dessas presenças que faz a emoção romana, mas também as ausências, reconstruídas não pela memória impossível, mas pela sensibilidade. O tempo romano não é reencontrado, mas recriado na sua onicontemporânea variedade. O conjunto cenográfico de Roma, com ruínas, igrejas, palácios, fontes e estátuas, exibe tudo o que existe e tudo o que falta – sem deixar de existir – no roteiro da continuidade do homem histórico. Para os latinos e cristãos, Roma é a fonte primeira do nosso ser mental e espiritual, desta nossa caminhada que, há dois mil anos, conflui da baixada do Fórum para a colina do Vaticano. Ninguém, no mundo não-latino e não-cristão, pode ter a sua outra Roma. A nossa se situa além e acima de Meca ou de Moscou, de Paris, de Londres ou de Nova Iorque. Além e acima das formas setoriais da vida religiosa, política, econômica e cultural. Acima dos Impérios antigos e recentes, das revoluções alcançadas ou malogradas, das conquistas da força, da arte e da ciência. Sobre esse universo descontínuo e fragmentário, feito de êxitos e fracassos, de rumores e silêncios, de tumulto e imobilidade, de raro esplendor e frequente decepção, Roma reina na mudez das vozes que agitaram o mundo, sob o manto dourado da sua grandeza extinta”.

Mais uma lição recebida da Urbe de meus pais e da de hoje. Uma lição de fé. No eterno Criador. Mas também na humanidade em geral. Nos seus homens, mulheres e crianças. Nos nossos pais e mães. E, o mais importante talvez, num reencontro na recriação.

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL