Acompanhado da esposa Cinthia Pinheiro e do casal Kelps e Lú Bezerra, o prefeito de Mossoró passou no teste de popularidade. O menino, como ficou conhecido em Mossoró, capital do oeste, está passeando em Natal. Allyson foi visto no show do amigo Tiago Dionísio, muito simpático ele era constantemente chamando pelos natalenses para fotos de recordação. Um advogado, bastante conhecido na cidade, pediu para registrar aquele momento ao lado do prefeito e disse: “vou aproveitar para guardar essa foto, pois sei que você ainda será o nosso governador”. Allyson agradeceu e com muita humildade estendeu a mão para o cidadão. Outro que teve o seu momento de fã clube, foi o vereador Léo Lima, posou ao lado de Allyson, marcando a presença jovem na política. O deputado Kelps Lima, também, passou no teste de popularidade… Uma pessoa que assistia esse momento do encontro dos políticos disse para Kelps que ainda mantém o desejo no coração de vê-lo em Brasília, sendo um representante na câmara federal, claro com o celular na mão. Allyson aproveitou para dizer que no momento, o foco é o trabalho em defesa da reconstrução da cidade de Mossoró.
O humorista parnamirinense Tiago Dionísio lotou o teatro Riachuelo e colocou por terra o ditado popular que diz: “ Santo de casa não obra milagre”. O show durou cerca de uma hora, e durante todo espetáculo, o humorista das profissões fez a plateia sorrir o tempo inteiro. A interação com o público, foi uma marca positiva do evento. No final, o responsável técnico por levar alegria, e “gourmetizar”as profissões, recebeu o público e os amigos de partido Allyson Bezerra e Kelps para uma sessão de fotos.
O bolívar será submetido a uma nova reconversão nesta 6ª feira (1º.out.2021) para a remoção de 6 zeros à direita. Contando com essa mudança, desde 2008, o dinheiro da Venezuela foi reduzido em 14 zeros. Só em 2021, a moeda venezuelana já se desvalorizou 72,54%.
Depois da reconversão, 1 milhão de bolívares, cerca de US$ 0,25, passarão a valer 1 bolívar. Os sistemas bancários foram paralisados na noite dessa 5ª (30.set) para a realização de ajustes técnicos.
A situação do país piorou exponencialmente com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional, em 2013. A Venezuela é um dos maiores exportadores da commodity no mundo e a sua economia é totalmente dependente disso.
O país registra a maior inflação global, projetada em 1.600% para este ano pela Ecoanalítica. Isso faz com que os venezuelanos optem por usar outras moedas em detrimento do bolívar. O dólar norte-americano, por exemplo, é utilizado em mais de 2/3 das transações na Venezuela, segundo pesquisas. Outra opção adotada especialmente por moradores de cidades na fronteira com a Colômbia é o peso colombiano.
Atualmente, o uso do bolívar está praticamente restrito às transações com cartão de débito e transferência bancárias por causa da falta de cédulas.
Economistas ouvidos pela AFPprojetam que a situação está longe de melhorar e que uma nova reconversão, com a remoção de mais zeros, deve ser necessária novamente nos próximos meses, em decorrência do rápido processo de desvalorização da moeda causada pela longa recessão e hiperinflação.
As reconversões monetárias eram comuns na América Latina, em países como Brasil e Argentina, durante os anos 1980 e 1990, quando a região registrava inflação altíssima.
Na tentativa de conter a crise, o presidente Nicolás Maduro cortou gastos públicos e limitou o crédito, mas os preços continuam subindo.
Fonte: poder 360.
Integrantes da alta cúpula do PTB (Partido Trabalhista Nacional) conduzem desde 4ª feira (29.set.2021) o processo de expulsão de 3 integrantes para viabilizar a filiação do presidente Jair Bolsonaro, hoje sem partido, à sigla. São eles: o ativista Oswaldo Eustáquio, a ex-deputada, Cristiane Brasil, e o pastor Fadi Faraj. O movimento, segundo apurou o Poder360, tem aval de Roberto Jefferson, presidente nacional da legenda, preso desde agosto.
O gesto é parte de uma série de ações do partido para acelerar a filiação Bolsonaro. Na última 4ª feira (29.set), o PTB realizou uma reunião virtual para debater a possível filiação do presidente à sigla. Ficou decidido que será redigido um documento com a assinatura de todos os presidentes estaduais para incentivar a ida do chefe do Executivo ao partido, segundo comunicado.
Os denunciantes do partido listaram nessa 4ª os incisos os quais Faraj teriam ferido; sobre ele, Jefferson já teria despachado e concordado com a desfiliação. Já no caso de Cristiane e Oswaldo, a denúncia foi feita, mas ainda não despachada com o dirigente do partido antes de ser enviada ao Conselho de Ética.
Por meio de cartas, da prisão, Roberto Jefferson dá ordens e conselhos aos subordinados. O pedido é claro: filiar o presidente Bolsonaro no PTB e conter as divergências internas, “limpando o partido de infestações”.
O processo para a expulsão teria a justificativa de que houve possível desrespeito às diretrizes partidárias pelos 3. Internamente, porém, alguns motivos específicos pesaram para a decisão:
Cristiane Brasil: ela, que é filha de Roberto Jefferson, gostaria de assumir a presidência como sucessora do pai, além de criticar abertamente integrantes do diretório nacional;
Fadi Faraj: aproximou-se de outras lideranças políticas no DF que fogem à linha ideológica do partido;
Oswaldo Eustáquio: quando foi preso, travou conflito com a ministra Damares Alves, afirmando que seu ministério deveria ter agido para impedir o fato. A divergência causou estresse na cúpula do PTB;
“Sou membro do diretório nacional eleito. Para me expulsar, tem que ter motivo muito grave[…] Não negocio valores e essa talvez seja essa a maior encrenca deles comigo no PTB”, disse Oswaldo Eustáquio ao Poder360. Ele, que está no México e chega ao Brasil na próxima semana, diz que Roberto Jefferson — quem diz ser seu amigo — pode ter sido “induzido ao erro”.
A presidente interina do partido, Graciela Nienov, pessoa em quem Roberto Jefferson disse em carta confiar, conversou com Bolsonaro durante uma hora no Palácio da Alvorada no último domingo (26.set.2021). Levou um texto de seu mentor político ao presidente da República na qual Bob, como Jefferson é conhecido entre os apoiadores, dizia sobre a amizade com o chefe do Executivo e sobre a importância de levá-lo para o PTB.
Ela fez o convite da filiação oficialmente. A ela, o presidente reforçou seu único pedido: quer indicar os candidatos ao Senado. Ela acatou. Ele, então, disse que avaliaria a proposta.
Bolsonaro está inclinado a fechar com o partido e finalmente escolher uma nova sigla para se candidatar em 2022, mas, assim como aconteceu na negociação com o PRTBe o Patriota, tem receio de os conflitos internos da sigla atrapalharem o processo de filiação. Esses últimos movimentos de desfiliação, então, seriam uma cartada dos atuais dirigentes para viabilizar a pronta decisão do chefe do Executivo.
Mesmo sem martelo batido, a sigla já está preparada para receber Bolsonaro ainda neste ano. A ala mais otimista organiza um evento para 14 de outubro, que seria uma festa de boas-vindas na sede do partido.
Cálculos internos dos integrantes do partido apontam que o PTB pretende eleger de 25 a 30 deputados federais caso não haja a filiação de Bolsonaro. Com a ida do presidente, os dirigentes calculam 60 ou mais.
Fonte: poder 360.
Em frente ao gabinete de um político foram instaladas várias câmeras… Não é a casa do Bigbrother ou a fazenda da record, nem são para se livrar dos pedintes… O político quer mesmo é se livrar de uma dondoca da alta sociedade que em pleno horário do expediente, vem chamá-lo para fazer amor. O político está em pânico com essa situação, corre dessa mulher, como o diabo foge da cruz, não porque o rapaz não goste da fruta, mas ele tem medo da língua e da chantagem que rola depois do love. A resposta desse mistério da meia noite, você vai encontrar em qualquer padaria da cidade ou na Magalu, tem na Magalu, tem na Magalu.
A Justiça francesa declarou nesta 5ª feira (30.set.2021) que o ex-presidente Nicolas Sarkozy é culpado por financiamento ilegal de campanha eleitoral. A acusação envolve comícios políticos organizados durante campanha para reeleição à presidência, em 2012.
Segundo informações da Reuters, o tribunal ainda não informou a sentença que será aplicada.
Sarkozy esteve à frente do Executivo no país de 2007 a 2012. Perdeu a eleição para François Hollande. Durante a campanha, teria gasto quase o dobro do valor máximo permitido, de € 22,5 milhões.
Os promotores argumentam que foram gastos mais de € 40 milhões, e que o valor teria sido mascarado por recibos falsos. Eles pedem que o político cumpra pena de prisão de 1 ano.
Sarkozy nega irregularidades e diz que não sabia que o custo de sua campanha excedia o limite de gastos legais. Em tribunal, falou que não se envolveu na logística da campanha e que não tinha conhecimento de como o dinheiro foi gasto.
Essa é a 2ª derrota jurídica de Sarkozy em 2021. Em março, foi condenado a 3 anos de prisão por corrupção e tráfico de influência –o ex-presidente francês recorre da decisão.
Fonte: poder 360.
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 12-04-2017 – Especial Aeroporto de Brasilia. Foto: Sérgio Lima / GPS
Além da série de desafios inerentes ao desenvolvimento da infraestrutura no Brasil, a demora na solução de litígios é mais um fator determinante para a dificuldade de concretização de empreendimentos. A insegurança jurídica é apontada pelo setor produtivo como resultado de legislações ambíguas e desatualizadas, elevada quantidade de normas editadas todos os anos, atuações sobrepostas dos Poderes e dos órgãos de controle e excesso de judicialização. A impossibilidade de previsão de riscos nos projetos impacta negativamente a ampliação de investimentos no país.
Perante 18 países, o Brasil ocupa uma posição desfavorável no ranking de segurança jurídica, conforme dados do Relatório de Competitividade Brasil: 2019-2020, produzido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Na 15ª colocação, o país está à frente apenas de Argentina, Peru e Colômbia, entre as nações selecionadas no estudo. Leia no infográfico.
A partir da análise do nível de garantia de cumprimento das normas jurídicas, da facilidade de as empresas questionarem ações e regulamentações do governo na Justiça e da eficiência na execução dos contratos, o levantamento mostra que o Brasil está atrasado em relação a outros países no que é considerado essencial para atração e retenção de investimentos. Transparência, estabilidade e previsibilidade são os pilares para um ambiente de negócios competitivo, sustentável e promissor.
Para o diretor-adjunto jurídico da CNI, Cassio Borges, a má formulação de normas é um item crucial causador da insegurança jurídica. Quando não são adequadas, as leis provocam dúvidas e, consequentemente, impõem conflitos.
Além das lacunas e imprecisões, o número de normas editadas anualmente prejudica o conhecimento de todo o arcabouço legal que impactará os empreendimentos. Em 10 anos, o crescimento foi de 55,8%, passando de 4,1 milhões de normas gerais editadas no país para 6,5 milhões, de acordo com o IBPT(Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação).
Como a maior parte dos projetos de infraestrutura está ligada à atividade regulada e envolve uma relação público-privada, eles estão submetidos a uma disciplina regulatória, com fiscalização exercida por órgãos de controle interno das instituições contratantes e pelos tribunais de contas. Borges explica que essa situação pode resultar, em muitos casos, em conflito de competência.
“Por si só, isso já pode gerar uma percepção séria de insegurança jurídica, na medida em que, não necessariamente, as competências de cada órgão são respeitadas. Muitas vezes, elas até não são nem bem compreendidas”, disse.
Situação que também ocorre a partir da falta de clareza na definição das responsabilidades entre os Poderes, e também entre a União, os Estados e os municípios.
Outro ponto de atenção é em relação à aplicação das normas. Em diversas ocasiões, casos semelhantes são julgados de forma divergente, ocasionando discrepância entre as decisões e demora para a resolução dos conflitos.
Súmulas vinculantes e repercussão geral garantem uniformidade de decisões
Cassio Borges avalia que o uso de súmulas vinculantes, em que decisões do STF(Supremo Tribunal Federal) precisam ser observadas no Judiciário e na administração pública, e da repercussão geral, na qual o recurso extraordinário apresentado à Corte só é admitido caso a matéria constitucional interfira em toda a sociedade, garante uma maior uniformização das sentenças.
“Evita-se que uma discussão de uma cláusula econômica de determinado edital de concessão, por exemplo, seja decidida de uma maneira, e uma cláusula semelhante ou praticamente idêntica, mas pelo fato de estar em outro edital, resulte em uma decisão distinta. É claro que o juiz deve analisar concretamente a hipótese para fazer a distinção. Mas não sendo um caso particular, ele tem que estar vinculado”, disse.
Com isso, garante-se a estabilidade e a previsibilidade tanto para o empresário quanto para o gestor público que atua corretamente e teme ser punido por suas condutas pelos órgãos de controle, complementa o diretor-adjunto jurídico da CNI.
O vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) Região Sul, José Eugênio Gizzi, acrescenta ainda que a legislação, muitas vezes, privilegia o setor público, em detrimento das empresas.
“A legislação atual garante prerrogativas à administração pública que provocam insegurança jurídica, pois envolvem discricionariedade e risco de arbitrariedade, causando situações de atrasos e paralisações de empreendimentos”, afirmou.
Excesso de judicialização impacta projetos de infraestrutura
Aos demais aspectos causadores da imprevisibilidade dos riscos aos projetos, soma-se o excesso de judicialização. Em muitos casos, os conflitos são encaminhados ao Poder Judiciário antes mesmo de uma tentativa de resolução entre as partes. No país, há 107 milhões de ações tramitando na Justiça, ou seja, 1 para cada 2 habitantes, de acordo com levantamento do CNJ(Conselho Nacional de Justiça).
Decisões recentes do Judiciário impactam importantes projetos de infraestrutura no país. Em fevereiro de 2021, diante de uma indefinição entre a União e a empresa Concer, duas liminares mantiveram a concessão da BR 040, ligação entre Rio de Janeiro e Juiz de Fora (MG), apesar de o contrato ter vencido.
Outro caso que se arrasta na Justiça é em relação ao contrato de concessão da Linha Amarela, no Rio. Com validade até 2037, foi interrompido pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) em 2020. A decisão foi revogada pelo ministro Luiz Fux, presidente do STF(Supremo Tribunal Federal), em março de 2021.
Em julho, o magistrado prorrogou por mais 90 dias a tarifa temporária de pedágio na via, até a conclusão da perícia nos contratos e aditivos da concessionária Lamsa. Com isso, a empresa tem autorização para explorar a Linha Amarela até meados de outubro.
Entre as saídas para solucionar conflitos de forma mais eficaz, mais célere e menos onerosa, e até prevenir litígios, estão mecanismos como a mediação, a conciliação, a arbitragem e os comitês técnicos de resolução de controvérsias. Mais utilizados em contratos longos, os métodos, se aplicados em maior escala, garantiriam segurança jurídica e, consequentemente, atração de investidores. Leia no infográfico.
Investimento futuro em infraestrutura deve ser de 4% do PIB
Nos próximos 20 anos, o Brasil precisa investir 4% do PIB (Produto Interno Bruto) em infraestrutura para aumentar a competitividade e ter melhores resultados econômicos, conforme projeção feita pelo economista e presidente da Inter.B Consultoria, Cláudio Frischtak. Em 2020, o país investiu 1,55%.
A alteração desse patamar é avaliada como viável apenas com a participação do capital privado. Levantamento produzido por especialistas em Infraestrutura da UnB(Universidade de Brasília), constante no artigo “A Efetividade das Concessões de Aeroportos no Brasil”, mostra que os aeroportos concedidos nas 2ª e 3ª rodadas de concessões investiram, entre 2011 e 2017, 4,5 vezes mais por passageiro e realizaram 10,6 vezes mais gasto de capital do que um grupo de aeroportos similares sob gestão da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) até o último ano consultado.
O investimento total feito pelos aeroportos privados, no período analisado, foi de R$ 12,2 bilhões, o que viabilizou um aumento de 109% na área dos terminais de passageiros, conforme o estudo. O movimento total de pessoas nos aeroportos também aumentou desde o início das transferências dos ativos para o setor privado. Em 2010, passaram pelos terminais do Brasil 155,3 milhões de passageiros. O número saltou para 213,8 milhões em 2019, segundo dados da CNI.
“Para a atração dos recursos necessários para a infraestrutura, vamos precisar de muito capital privado, interno e externo, que somente virá em quantidades suficientes, com avanços fortes na segurança jurídica e melhoria do ambiente de negócios no Brasil”, avaliou José Eugênio Gizzi.
Avanços na legislação trazem mais estabilidade para projetos
Alguns passos já foram dados nessa direção com a nova Lei de Licitações 14.133, publicada em abril de 2021. Especialistas na área de infraestrutura consideram como avanços a obrigatoriedade da matriz de riscos nas licitações para grandes obras, a consolidação de meios alternativos para resolução de conflitos e o respeito dos órgãos contratantes com a legislação e os contratos firmados.
“A nova Lei de Licitações já trouxe alguns mecanismos que, se bem aplicados, servirão para mitigar os riscos de litígios ou da demora em sua solução”, afirmou Carlos Eduardo Lima Jorge, presidente da Apeop (Associação para o Progresso de Empresas de Obras de Infraestrutura Social e Logística) e presidente da Comissão de Infraestrutura da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
Outro marco importante foi a Lei 13.655, de abril de 2018, que alterou a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB). Entre outros pontos, o texto estabeleceu que nas esferas administrativa, controladora (tribunais de contas e controladorias) e judicial não se decidirá com base em valores jurídicos abstratos sem se observar as consequências práticas da decisão.
As mudanças para garantir uma maior segurança jurídica no país, contudo, não ocorrem de maneira imediata. O economista Cláudio Frischtak destaca que o processo é demorado e deve se basear no diálogo.
“Existe um problema de insegurança jurídica. Isso é um fato. E o caminho é de conversa, de informação, de discussão com o Judiciário, particularmente com os tribunais superiores, STJ e STF. Deve-se promover seminários, discussões de casos e mostrar as consequências das decisões para o país”, afirmou.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança do 1º turno da corrida eleitoral para o Palácio do Planalto em 2022, mostra pesquisa PoderData realizada nesta semana (27-29.set.2021). O petista oscilou 3 pontos percentuais para cima em 1 mês e agora marca 40% das intenções de voto.
O atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro, aparece em 2º lugar, com 30% –em uma alta de 2 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.
O 1º turno das eleições está marcado para 2 de outubro de 2022. Os cenários testados agora devem ser tomados como uma radiografia do momento. Esta rodada do PoderData é a 1ª a testar os nomes de Rebelo e Vieira.
CENÁRIO 2: EDUARDO LEITE
Na 2ª simulação, sem o governador de São Paulo, João Doria, Lula sobe e tem 43%, contra 28% de Bolsonaro. Na sequência aparecem Ciro Gomes (PDT), com 5%; Eduardo Leite (PSDB), com 4%; Mandetta (DEM), com 3%; Datena (PSL), com 2%; e Rodrigo Pacheco (DEM), Alessandro Viera (Cidadania) e Aldo Rebelo (sem partido), com 1% cada um.
Leite e Doria disputam as prévias do PSDB para candidatura à Presidência da República.
Esta pesquisa foi realizada no período de 27 a 29 de setembro de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. Foram 2.500 entrevistas em 451 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
ESTRATIFICAÇÃO
Cenário 1 Lula se sai melhor entre mulheres (42% das intenções de voto no grupo), os que têm de 45 a 59 anos (47%), moradores das regiões Sudeste (43%) e Nordeste (51%) e os que cursaram até o ensino fundamental (45%).
Já Bolsonaro tem maiores intenções entre homens (41%), os que têm 60 anos ou mais (34%) e moradores da região Sul (47%).
Cenário 2 Na simulação com Eduardo Leite, o governador gaúcho tem maiores intenções de voto entre homens (7%) e moradores das regiões Sudeste (7%) e Centro-Oeste (9%).
2º TURNO
Em uma possível disputa de 2º turno, Lula venceria Bolsonaro por 56% a 33%.
Bolsonaro também perderia para Doria (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Eduardo Leite (PSDB). Leia os percentuais:
PODERDATA
O conteúdo do PoderData pode ser lido nas redes sociais, onde são compartilhados os infográficos e as notícias. Siga os perfis da divisão de pesquisas do Poder360 no Twitter, no Facebook, no Instagram e no LinkedIn.
PODERDATACAST
O Poder360 e o PoderData publicam sempre de 15 em 15 dias o PoderDataCast, voltado exclusivamente ao debate de pesquisas eleitorais e de opinião pública.
O último episódio, ainda com dados da rodada passada, foi ao ar em 21 de setembro. Os convidados foram Antônio Geraldo, presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), e Antônio Egídio Nardi, professor e psiquiatra da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Assista (37min36s):
PESQUISAS MAIS FREQUENTES
O PoderData é a única empresa de pesquisas no Brasil que vai a campo a cada 15 dias desde abril de 2020. Tem coletado um minucioso acervo de dados sobre como o brasileiro está reagindo à pandemia de coronavírus.
Num ambiente em que a política vive em tempo real por causa da força da internet e das redes sociais, a conjuntura muda com muita velocidade. No passado, na era analógica, já era recomendado fazer pesquisas com frequência para analisar a aprovação ou desaprovação de algum governo. Agora, no século 21, passou a ser vital a repetição regular de estudos de opinião.
Fonte: poder 360.
Agnelo Alves era norte-rio-grandense, nascido nas terras dos verdes canaviais, foi atuante jornalista e político consagrado no RN. Era membro de uma das famílias mais influentes do Estado, irmão de Aluízio Alves, pai de Carlos Eduardo Alves e tio de Henrique Eduardo Alves e Garibaldi Alves Filho.
Em 1965, Agnelo foi candidato a prefeito de Natal, pelo MDB, venceu as eleições, governou a capital até 1969, quando teve seus direitos políticos cassados pelo regime militar. Na época, contou com participação do irmão, Aluízio Alves, na campanha das “Diretas Já”, depois na campanha de Tancredo Neves à Presidência da República. Com o retorno do Brasil ao regime democrático, assumiu a diretoria de crédito geral do BNB, em seguida a presidência do Banco até maio de 1990.
Atuou como apresentador do Bom Dia RN, telejornal da Inter TV Cabugi, até o ano de 1996.
Em 1998, se tornou suplente do senador Fernando Bezerra, com a posse de Bezerra no Ministério da Integração Nacional, Agnelo Alves assumiu o mandato de agosto de 1999 a 31 de dezembro de 2000. Ainda no ano 2000, se candidatou a Prefeitura de Parnamirim, município da Grande Natal, venceu as eleições. Foi reeleito em 2004.
Em 2010 foi eleito deputado estadual pelo PDT e reeleito em 2014.
Aos 82 anos, Agnelo estava em seu segundo mandato como deputado estadual, quando faleceu. Fomos deputados juntos entre os anos 2010 a 2014, nos tornamos amigos, embora fôssemos adversários na política. Agnelo virou um verdadeiro mito na política de Parnamrim, era um batalhador, apesar das nossas divergências políticas, tinhamos uma convivência amistosa.
No RN, a cúpula do MDB já fechou questão em relação à eleição de 2022, irá ficar com a governadora Fátima Bezerra, mas não será 0800. A professora Fátima terá que pagar um preço que ela nunca imaginou que seria cobrado pelos bacuraus emidebistas, a vaga de vice ou do senado federal, será a moeda de troca. Na cozinha da governadora, a batata está assando, pois trata-se de dois grandes amigos, Antenor Roberto ou Jean Paul, o primeiro tem sido um fiel escudeiro da gestão, já o outro é um leal amigo, que fala a mesma língua de Fátima e ainda, é do PT estadual. Sem dúvida, a professora terá uma difícil decisão. Agora, é esperar o caminhar desse entendimento costurado por Lula, em sua passagem pelo Nordeste, mas duas coisas são certas: uma, o PT e MDB irão caminhar unidos em 2022 e a outra certeza é que a cabeça da chapa é de Fátima. A governadora Fátima vem ganhando tempo e popularidade, parece não se abalar com a crise que se avizinha e dá sinais de vitalidade política por anda passa, mesmo com o avanço da CPI do COVID na Assembléia Legislativa.
O Facebook é mestre em dar tiros no pé. Ou puxar o próprio tapete. Escolha a metáfora que mais gostar, porque o resultado será o mesmo. Quando você imagina que a big techresolveu ter algum respeito pelo público, com banimento de mentirosos seriais como o ex-presidente Donald Trump, a imprensa americana descobre que era tudo mentira.
O caso mais recente envolve os chamados clientes VIP (Very Important Person) da rede social. Eles não precisavam seguir as mesmas regras que os comuns mortais. Podiam violar as normas do Facebook que a rede preferia olhar para algo mais palpável do ponto de vista financeiro: a audiência. Agradeça ao repórter Jeff Horwitz, do The Wall Street Journal, por revelar como o Facebook funciona de fato.
O sistema descoberto pelo jornal americano visava a proteger políticos, celebridades e jornalistas. Trump e Neymar foram alguns dos agraciados com a imunidade do tratamento VIP. Antes de ser banido pelo Facebook, a rede tolerou centenas de mentiras espalhadas por Trump, da eficácia da cloroquina contra a covid-19 à lenda de que os chineses criaram em laboratório o vírus que causou a pandemia.
Com Neymar, a rede aceitou que ele publicasse uma foto de uma modelo nua, que havia acusado o jogador de estupro. Posteriormente, a polícia concluiu que a modelo Najila Trindade havia tentado extorquir o atacante depois de um encontro num hotel em Paris. Nada disso era sabido quando Neymar postou uma foto de Najila nua, o que é proibido pela rede. Nada disso deveria ter sido publicado se as regras do Facebook fossem seguidas.
O sistema de proteção aos VIPs nasceu com outras intenções. Chamado de “cross check”(checagem cruzada) ou “XCheck”, o processo pretendia ser um controle de qualidade para evitar que os usuários mega-populares fossem constrangidos por puxadas de orelha dos moderadores de conteúdo. Era uma camaradagem aceitável: o Facebook tratava bem quem lhe proporciona boa audiência. Era para evitar que um figurão fosse maltratado e saísse por aí falando cobras e lagartos da rede.
Pelo projeto original, havia uma continuidade fluida entre os comuns mortais e os figurões. Essa continuidade, porém, foi desfigurada na prática.
Documentos internos do Facebook, obtidos pelo Wall Street Journal, mostram que esse sistema logo descambou para a criação de uma aristocracia, que ficaria impune mesmo violando as regras da rede. Segundo essa documentação, faziam parte dessa elite 5,8 milhões de usuários em 2020 (não dá para saber se o presidente Jair Bolsonaro está nessa lista, mas ele viola semanalmente uma série de regras do Facebook com suas transmissões ao vivo).
Um dos memorandos internos do Facebook sobre os VIPs, escrito em 2019, diz que essa política “não é defensável publicamente”. “Não estamos fazendo na verdade o que dizemos fazer publicamente”, afirma um dos textos. “Diferentemente do resto da nossa comunidade, essas pessoas podem violar os nossos padrões sem consequências”.
Para evitar que o documento fosse revelado, a empresa usou uma estratégia que foi criada pela indústria do cigarro nos anos 1950: alegou que a peça fazia parte da relação cliente-advogado e, portanto, é protegida por sigilo pela legislação americana. A estratégia não deu certo porque algum funcionário do Facebook vazou essa documentação para o Wall Street Journal.
As consequências da revelação de que os VIPs do Facebook tinham licença para falar qualquer bobagem são terríveis para o futuro da companhia. No começo deste ano o Facebook tomou uma atitude controversa, o banimento temporário de Donald Trump, e colheu resultados positivos porque ela fora tomada por um comitê de alto nível, conhecido, não sem ironia, como o “Supremo do Facebook” (Supremo aí seria a mais alta corte do país).
Parecia uma boa ideia ter um comitê só de feras para analisar os casos de intolerância, de racismo, de machismo ou simplesmente de notícias falsas. Como esse comitê vai se apresentar agora que descobriu ter um papel tão decorativo quando o lustre na casa de Mark Zuckerberg? De todo poderoso e respeitável, o tal comitê passou a figurar como uma espécie de rainha da Inglaterra. Impressiona, tem história, mas não manda nada. Instâncias simbólicas, como o comitê e a rainha, precisam de respaldo para que sua opinião seja respeitada. Sem esse suporte, ambos não valem nada.
Fonte: poder 360.
Golden Rice grain compared to white rice grain in screenhouse of Golden Rice plants.
“Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada”
Embora este poema seja frequentemente atribuído a Maiakovski, que se suicidou com 36 anos em 1930, ele foi escrito pelo brasileiro Eduardo Alves da Costa. Tornou-se um símbolo contra os que preferem a inércia diante da mentira. E por isso que eu o incluo no contexto dos transgênicos no Brasil.
Está sendo assim há décadas. Um dia um juiz diz que os transgênicos produzirão pessoas com fisionomias peçonhentas e a sua sentença destina o Brasil a ficar 7 anos sem uma lei de biossegurança. Outro diz, quando eu era presidente da CTNBio, o Greenpeace ter invadiu o Ministério da Ciência e da Tecnologia. Foi quando anunciei que a soja RR tinha sido liberada. Tenho foto do Greenpeace que diz: “Aqui jaz a biodiversidade, patrocínio da Embrapa, Monsanto e CTNBio”. Os transgênicos destruíram a biodiversidade brasileira?
Um falso cientista diz na televisão ao vivo que, se um camundongo comer uma soja transgênica, o gene da soja vai se incorporar ao genoma do camundongo. Um absurdo, mas muitos acreditaram por desconhecimento de biologia. Na Europa, há um vídeo de uma mulher que diz que transgênicos vão encolher o seu cérebro. No jornal O Globo, um humorista famoso fez uma charge em que um bovino aparece completamente combalido por ter consumido um transgênico. O outro que não consumiu o transgênico está perfeito.
Um outro jornalista, que já morreu, foi no Jornal Nacional e disse: “Cuidado, dona de casa, vão envenenar a sua salada!”, referindo-se à soja transgênica. No “Fora Barreto”, eu fui considerado uma ameaça a soberania nacional. Até quando vamos conviver e aceitar as mentiras sobre os transgênicos?
A CTNBio libera transgênicos no Brasil desde 1998. Se tudo o que a CTNBio fez até hoje está errado, onde estão as consequências? As ambientais, ou para a saúde humana e animal? Há fatos? Evidências cientificas –não conjecturas? Qual foi o efeito maléfico dos transgênicos no mundo?
É certo que existem problemas ambientais graves no mundo: os inseticidas estão acabando com os polinizadores; o nitrogênio polui o lençol freático; as queimadas na Amazônia estão destruindo a fauna; o desmatamento esta destruindo a biodiversidade; os biomas estão sendo destruídos –inclusive o marinho. Os garimpos estão poluindo os rios com mercúrio; os agrotóxicos matam milhares todos os anos. Gases de efeito estufa produzem mudanças climáticas que comprometem o futuro da humanidade.
Parece que nada disso é problema. O problema são os transgênicos. O mundo aprovou rapidamente o botox, uma toxina do Bacillus botulinum, que não é transgênico, utilizado principalmente para fins estéticos e que, quando usado inadvertidamente, causa prejuízos à saúde das pessoas.
Convive, entretanto, com o efeito maléfico da não liberação do golden rice, arroz transgênico produzido por Potrikus e Beyer em 1999, que poderia atenuar os efeitos da deficiência em Vitamina A que causa cegueira noturna em 190 milhões de crianças no mundo. Até hoje ele não foi liberado para plantio em países em desenvolvimento onde a cegueira noturna é frequente.
Foi somente em países desenvolvidos como Austrália, Canadá, Estados Unidos e Nova Zelândia, com baixa incidência de cegueira noturna, que o golden rice foi finalmente liberado para plantio –depois de uma longa controvérsia sobre direitos patentários que durou 20 anos. Em 2020, o arroz transgênico foi finalmente liberado para consumo em alguns países pobres como as Filipinas. Será seguido por Bangladesh e outros países em desenvolvimento. O Greenpeace é contra.
A falta de betacaroteno, precursor da vitamina A, custou a vida de milhões de pessoas nestas últimas duas décadas. Segundo especialistas, o atraso foi responsável pela perda de 1 milhão de vidas por ano. O consumo do golden rice evitaria estas mortes. Foi o suficiente para que mais de 100 agraciados com o Prêmio Nobel se manifestassem publicamente em apoio ao seu uso. Quantos pobres devem morrer no mundo até que a não-liberação do golden riceseja considerada um crime contra a humanidade?
Fonte: poder 360.
06/04/2016- O uso do telefone celular para acessar a internet ultrapassou o do computador pela primeira vez no Brasil. É o que aponta o Suplemento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014 divulgado hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais da metade dos 67 milhões de domicílios brasileiros passaram a ter acesso à internet em 2014 (54,9%). Em 2013, esse percentual era 48%. Mais de 60% dessas casas estavam na área urbana. Foto: Bruno de los Santos/Fotos Públicas
Anunciantes investiram R$ 49 bilhões em publicidade no Brasil em 2020. A maior parte foi destinada a veículos de comunicação tradicionais, segundo a pesquisa “O valor da publicidade no Brasil”, produzida pela Deloitte a pedido do Cenp (Conselho Executivo das Normas-Padrão), entidade que reúne as principais agências de publicidade, anunciantes e veículos de comunicação do país. Eis a íntegra do estudo (2 MB).
O valor é quase R$ 10 bilhões superior ao registrado em 2018. No comparativo com os últimos 20 anos, a única queda é ante 2019, quando o setor registrou R$ 54,3 bilhões em investimentos –a maior cifra desde 2001.
Veja o histórico:
A pesquisa estima que os R$ 49 bilhões investidos em publicidade tiveram um efeito multiplicador equivalente a 6% do PIB (Produto Interno Bruto) de 2020, ou R$ 418,8 bilhões. Isso significa que cada R$ 1 gerou impacto de R$ 8,54 na economia.
Os investimentos no ano passado foram alavancados pelas marcas na internet –em especial no formato de vídeo, que cresceu 13,6%. Ao mesmo tempo, mídias como o OOH (Out of Home, usada em espaços urbanos) e cinema caíram 34% e 79%, respectivamente.
“Essas quedas se devem principalmente às restrições na circulação de pessoas nos espaços públicos e à redução brusca do público nas salas de cinema que continuaram em operação”, afirmou o estudo.
Setores mais afetados pelas restrições, como turismo e lazer, lideram a lista dos que mais cortaram os investimentos em publicidade.
E não só no Brasil: uma pesquisa da alemã Statista, lançada em outubro passado, mostra que a covid forçou a redução da publicidade nesses setores em todo o mundo.
Ao mesmo tempo, segmentos como telecomunicações, farmacêutico e administração pública ampliaram a procura por produtos publicitários. Comércio, serviços e financeiras (bancos e seguradoras) continuam na liderança dos que mais investem em propaganda.
Ainda assim, a procura pelas agências caiu 20% em relação a 2019. Só no 1º semestre de 2020, a queda chegou a 30%. No final do ano, porém, a baixa procura desacelerou e ficou 18,9% atrás do registrado no ano que antecedeu a pandemia.
Na média global, os investimentos em publicidade estão 5,8% inferiores em comparação com 2019, quando o país foi o 7º entre os que mais investiram no setor. Desde 2012, o crescimento foi de 6%. Já a taxa de crescimento anual do Brasil foi de 4,5% entre 2001 e 2020.
O que esperar
Mais de 90% dos entrevistados perceberam redução no faturamento durante a pandemia. Ainda assim, foram unânimes em dizer que, pela necessidade de isolamento e pelo aumento do uso de recursos digitais, a covid acelerou transformações no setor –que devem permanecer a longo prazo.
A expectativa é que o segmento de peças publicitárias exclusivo para smartphonesalcance US$ 803,3 bilhões em 2027. Em 2019, o segmento somou US$ 209,1 bilhões, segundo dados da Allie Market Researchpublicados em novembro de 2020.
Outra pesquisa da Kantar IBOPE mostra que o consumo de vídeos cresceu 84% no Brasil entre 2018 e 2020. Por plataformas de streaming e redes sociais como TikTok e WhatsApp, a disseminação cresceu e se tornou mais diversificada, apontou o relatório.
Outra estimativa de crescimento envolve os veículos de comunicação tradicionais, como jornal, rádio e televisão. “Devido ao amplo alcance, há um consenso entre líderes do setor de que esses meios são um canal extremamente relevante de diálogo com a população e seguirão como um meio de investimento publicitário sólido pelos próximos anos”, diz o estudo.
A mudança também deve abarcar um maior engajamento das marcas em criar conexões de identificação com os consumidores –sobretudo no que diz respeito às causas apoiadas pelo público-alvo.
O caminho coincide com a tendência de personalização nas mensagens publicitárias, como a inserção de conteúdo em tempo real e em diferentes pontos da jornada do usuário. Outro ponto é a publicidade baseada em dados para direcionar métricas sobre os consumidores e o uso de inteligência artificial para gerenciar anúncios hiper-personalizados.
O estudo da Deloitte foi produzido a partir de 41 entrevistas com líderes do setor publicitário do Brasil. O grupo representa agências de publicidade, veículos de comunicação, consultorias de marketing, anunciantes, institutos de pesquisa e organizações do setor.
Fonte: poder 360.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu, nesta terça-feira 28 o pedido da Pfizer para incluir na bula a necessidade de uma terceira dose da sua vacina anti-Covid após seis meses da aplicação da segunda.
Em nota, a agência informou que o prazo para avaliação do pedido é de 30 dias, desde que não haja a necessidade de esclarecimentos adicionais.
Além disso, para que a alteração seja feita, é necessário que os estudos sobre a aplicação da terceira dose sejam aprovados previamente por agências reguladoras e que procedimentos rígidos de Boas Práticas Clínicas sejam mantidos.
De acordo com a Anvisa, a Pfizer apresentou um estudo clínico que contou com a participação de voluntários brasileiros, dos Estados Unidos e da África do Sul. O protocolo para essa pesquisa foi aprovado em 18 de junho deste ano.
Atualmente, o Ministério da Saúde já recomenda a aplicação da dose de reforço em idosos e imunodeprimidos.
Eis uma das devoções mais antigas do catolicismo. Nasceu aos pés da Cruz, quando “um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, jorrando sangue e água.” (Jo 19, 34), simbolismo da Eucaristia. No século XVII, a freira Margarida Maria de Alacoque deu impulso ao culto, posteriormente difundido pelos jesuítas e membros do Apostolado da Oração. Este, desde 2013, integra com o Movimento Juvenil Eucarístico (Cruzada Eucarística) a Rede Mundial de Oração do Papa, cujo símbolo é o Coração de Jesus, ícone do amor de Deus pela humanidade. “Eis o coração que tanto amou os homens”, segundo a visão de Santa Margarida, em Paray-le-Monial (França). O Apostolado da Oração originou-se em Vals-les-Bains (França), num colégio jesuíta, dirigido por Padre Gautrelet, em 1844. No Brasil, o seu primeiro núcleo foifundado na Igreja de Santa Cruz do Recife, em 20 de junho de 1867. Entretanto, foi em 1871,na cidade de Itu (SP), que o movimento religioso se solidificou, graças ao empenho de Padre Bartolomeu Taddei, S.J.
O Cardeal Dom Sebastião Leme, quando arcebispo do Rio de Janeiro, assim se expressou: “O renascimento espiritual do Brasil é obra do Apostolado da Oração”, o qual intensificou a vida eucarística com a prática sacramental das primeiras sextas-feiras. Marcou a espiritualidade e vivência litúrgica de muitas paróquias. Revitalizou a prática religiosa individual e familiar, por meio da consagração dos lares ao Coração de Jesus. O Brasil também lhe foi dedicado por ocasião do XXXVIº Congresso Eucarístico Internacional, celebrado em 1955, no RJ.
A solenidade litúrgica do Coração de Jesus é celebrada na sexta-feira, oito dias após a festa de “Corpus Christi”, entre maio e junho. Todavia, várias comunidades católicas comemoram-na, no mês de setembro. Isso acontece há cento e vinte anos em Umarizal, onde se mantém forte apelo devocional ao Sacratíssimo Coração. Existe uma explicação histórica para isso. Entretanto, cabe primeiramente lembrar que o Brasil conta com dezesseis dioceses que têm o Sagrado Coração como padroeiro, sediadas em diversos estados. No Rio Grande do Norte, existem cinco paróquias e dezenas de templos com esse orago. A primeira paróquia potiguar com tal título foi erigida em Mossoró, em 1926, por decreto do bispo diocesano de Natal, Dom José Pereira Alves. Em 1964,Dom Gentil Diniz Barreto a suprimiu, incorporando parte de seu território à recém-criada freguesia do Alto de São Manuel.
Deste modo, a paróquia de Umarizal passou a ser no RN a mais antiga e tradicional com esse patrono, criada em 04 de janeiro de 1959, no episcopado de Dom Eliseu Simões Mendes. No entanto, a antiga capela com talinvocação data de 1902, construída no lugarejo Gavião por Padre Abdon Odilon Malibeu de Lima. No ano de 1901, em sua primeira desobriga pastoral naquela localidade introduziu a devoção ao Coração de Jesus. Aquele sacerdote (também bacharel em Direito) era natural de Campina Grande (PB). Recém-ordenado, fora nomeadopároco de Piancó e,pouco tempo depois, transferido para Martins, onde permaneceu, até 1904. De lá, foi exercer o sacerdócio em Cametá (PA), a convite de seu conterrâneoDom Santino Maria da Silva Coutinho, escolhido bispo de Belém (PA).
Dentre as comunidades que celebram a festa do Coração de Jesus, em setembro, Umarizal é fiel aos fatos, à história e tradição. Há umacontecimento determinante. Aos 18 de setembro de 1864, Pio IX beatificou Margarida Maria. Seus devotos brasileiros começaram a rezar uma novena, rogando a Deus pela sua canonização, ocorrida em 1920.O novenário era coroado com uma missa solene, no dia 28 do referido mês. Assim, explica-se a centenária festado Sagrado Coração de Umarizal,em setembro. Acrescente-se a esta motivação histórico-religiosa o período da safra nos sertões nordestinos, perdurando até o último trimestre do ano. Isso facilitava os festejos do padroeiro, pois proporcionava maior poder aquisitivo à população. Bíblica e liturgicamente o Coração de Jesus é a expressão do amor misericordioso, da solidariedade e ternura de Cristo. “Vinde a Mim vós todos que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei. Meu fardo é leve, meu jugo, suave.” (Mt 11, 29).